sábado, 15 de março de 2014

Vamos olhar o racismo de frente. Chega de mentiras

por Eli Halfoun
“O racismo boleiro é uma irrupção do racismo maior enraizado e disseminado na sociedade brasileira” - frase do texto do jornalista Élio Gáspari sobre  as manifestações racistas que aconteceram recente no futebol denuncia que precisamos promover una nova e ampla discussão em torno do racismo para que aprendamos que não é mais possível´ que continuemos a nos enganar. Sabemos que o racismo existe (e não apenas contra negros) e vivemos fingindo que não é real desde que passe longe de nós. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Inventor de si - Carlos Heitor Cony comemora hoje 88 anos


Em novembro de 2008, por ocasião do lançamento da coletânea "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata), Cony e os demais autores revisitaram o prédio onde funcionou a Bloch Editores, na rua do Russel. O edifício estava fechado, empoeirado, uma espécie de casa-fantasma desde a falência da editora, em 2000. O motivo da visita ao local - cenário do livro que conta a história não-oficial da Manchete, Fatos & Fotos, Amiga, EleEla etc, revela bastidores de reportagens e focaliza personagens que fizeram nas história nas revistas da Bloch - era fotografar os autores para divulgação do lançamento. Mas em meio às poses formais, o fotógrafo J.Egberto flagrou Cony tentado ver o passado através do portal de vidro, vislumbrando o hall do prédio onde tantas vezes passou a caminho da redação. O escritor percebeu que o momento nostálgico estava registrado e sorriu para o fotógrafo. 


Carlos Heitor Cony. Foto de J. Egberto

Não passa um dia sem que o leitor, ouvinte ou telespectador tope com uma opinião de Carlos Heitor Cony na mídia. Aos 88 anos e com 40 livros publicados, contador de histórias compulsivo, é jornalista, cronista, escritor, pintor bissexto, pianista idem e “imortal”

por ROBERTO MUGGIATI (texto especial para a revista Contigo, publicado na seção Gente & Histórias)
O Cony salvou a minha vida. Ou, pelo menos, minha carreira. Em 1970, incorri na ira do Adolpho Bloch porque deixei passar um texto do Magalhães Jr que dava JK como nascido em 1900. O ex-presidente — amigo do peito do dono da Manchete — se dizia nascido em 1902. Adolpho queria demitir sumariamente a mim e ao Magalhães. Cony, que eu mal conhecia, veio em meu socorro: “Muggiati, mude sua mesa, esconda-se atrás de uma coluna.” As pilastras de mármore da redação da Manchete ofereciam amplo refúgio. Escapei assim do olho do Adolpho (e da rua) e continuei no prédio do Russell para me tornar o mais duradouro diretor da revista Manchete. E, ironicamente, para me tornar o “chefe” do Cony. Antes disso, fui chefiado por ele na redação de EleEla, revista mensal “masculina” — um oásis de paz em meio às outras redações, sempre à beira de um ataque de nervos. Não tínhamos nem a angústia de procurar mulheres nuas maravilhosas para esgotar cada edição: a censura só deixava publicar mulheres em biquínis largos. Vivíamos uma bela rotina: às cinco e meia Cony fechava as cortinas da redação e lotava seu carro de caronas para Copacabana, com direito a uma parada no Chuvisco do Leme para comer doces. Foi nos intervalos de ócio da EleEla que Cony escreveu seu romance mais transgressor, Pilatos. Foi lá que comecei meu Rock: o grito e o mito, cujo título ecoava O ato e o fato, o livro de Cony que foi o primeiro berro de protesto contra a ditadura.
Aquela dolce vita não podia durar. E voltamos à rotina das crises e demissões. Cony logo se tornou a Madre Teresa dos demitidos. As demissões na Bloch vinham em ondas, como os pogroms dos cossacos na Rússia, pogroms que a família Bloch sofreu, antes de escapar para o Brasil. O alerta geral nas redações era: “O passaralho está voando!” Cony conseguiu salvar 90% dos demitidos. Uma bela ação humanitária para quem se professa desencantado do mundo. Em seu último livro, Eu, aos pedaços, ele reitera: “Sou contra a exata compreensão dos meus direitos de cidadão e contra o impostergável dever de solidariedade.” No fundo, Cony se envergonha de ser um homem bom.
Volto a ficar cara a cara com Carlos Heitor quarenta anos depois que nos conhecemos. Apesar de insistir nos últimos vinte anos em se dizer “terminal”, continua com a saúde firme. Só foi levemente prejudicado recentemente por um desgaste na cabeça do fêmur. Implantaram-lhe um pino de titânio e hoje nos aeroportos e em outros locais com detetores de metais o Cony é uma festa, BIP! BIP! BIP! sem parar. Aliás, a palavra “aeroporto” lembra a Cony outra deficiência sua, que moldou muitos aspectos de sua vida:
— Não sei se você reparou, eu falo areoporto, nunca consegui pronunciar corretamente a palavra. Esta e outras.
Como o monarca de O discurso do rei, procurou até um terapeuta, o fonoaudiólogo Pedro Bloch, primo do Adolpho. Cony explica:
— Fui mudo até os cinco anos, Não dizia nada. Também, não tinha nada para dizer. Era uma criança que vivia debaixo da mesa, vendo o mundo como o Tom e o Jerry, vendo os personagens humanos de desenhos animados só da cintura para baixo. Não tinha vontade nem necessidade de falar.
Dois dias depois, vou com Cony ao chá das quintas-feiras na Academia Brasileira de Letras. (ele é “imortal” desde 2000.)  Falante e cordial, oferece um belo contraste ao menino calado foi outrora.
Nos primeiros tempos de escola, com seu mutismo e as palavras tartamudeadas, Cony sofreu a perseguição dos colegas, aquilo que hoje se cataloga como “bullying”. E aí estaria a explicação para outro comportamento seu. Todo jornalista que se preza odeia o patrão. Cony foi quase sempre “o amigo do Rei”. Particularmente com Paulo Bittencourt no Correio da Manhã e com Adolpho Bloch na Manchete. Ele me diz que sua intimidade com o poder foi uma compensação pelos traumas e perseguições dos tempos escolares.
Mas Cony precisaria buscar compensações bem maiores pelo fato de não ser o verdadeiro Carlos Heitor Cony. Trata-se de uma fantasia que ele alimenta há muitos anos, mas que, desta vez, me garante, é um fato incontestável. Aos dois meses de idade, aconchegado no berço na casa de Lins de Vasconcelos — bairro carioca onde nasceu — ele vive a sua experiência transcendental: é levado por uma cigana. Sua mãe saiu de casa e deixou a irmã para cuidar do bebê. Duas ciganas batem à porta, querem ler a sorte da tia solteira de Cony, ela se recusa, quando pedem um copo de água a tia não recusa. As ciganas entram na casa, uma distrai a tia, a outra faz a troca dos bebês. Quando a mãe volta e vai ver o bebê, grita espantada: ‘Mas esse não é o meu filho!’ O pai é chamado às pressas, o desespero é geral, mas não há nada a fazer. Sequer foi registrado boletim de ocorrência. Muito sério, ele me garante que “é tudo verdade.” Não é difícil perceber traços de cigano no rosto de Cony, descendente de franceses de origem marroquina.
Outra decepção traumatiza o menino aos doze anos. Seminarista no convento de São José, no Rio Comprido, é um dos doze meninos escolhidos para a cerimônia de lava-pés na Semana Santa. Seu pai é redator do Jornal do Brasil e manda o fotógrafo do jornal, Ibrahim Sued, fotografar a cerimônia. A foto do pé de Cony beijado pelo cardeal sai na primeira página do Jornal do Brasil, mas com a legenda totalmente equivocada, chamando-o de “um pequeno órfão do Asilo de São José.”
Todo santo sofre seu martírio. Ainda nos tempos de batina, passando por um botequim a caminho da igreja num domingo de manhã, Cony topa com um bando de boêmios que prolongavam ruidosamente a noite em Vila Isabel “De repente, um cara sem queixo, tuberculoso notório, larga o violão, pega uma chapinha de cerveja e joga na minha direção. A chapinha raspa com força pela minha orelha, passo a mão e sinto o sangue escorrendo. Corri até a sacristia. Ao chegar, sem fôlego, exibi aquele sangue ao vigário. Era o testemunho da minha fé. O vigário confirma: eu era um mártir.” O nome do agressor: Noel Rosa.
O caso do lava-pés provou a Cony que o jornalismo é uma mentira. Mas isso não o impede de ingressar nas ditas lides, aos 19 anos, depois de largar a batina. Ciente de que é muito tênue a fronteira entre fato e ficção, ele parte para o jornalismo. Sem grandes ilusões. Na adolescência, apaixonara-se pelos romances de Eça, Machado, Flaubert e Zola. Publica em 1958 o primeiro romance, o único escrito a mão, O ventre.
— Por que resolveu escrever romances, Cony?
— Por nada. Excesso de imaginação e falta do que fazer.
A partir daí escreve outros romances, batucados nas teclas de uma Remington portátil. Em 1975 dá uma parada e fica vinte anos sem publicar qualquer livro. Em 1995, volta triunfalmente com Quase memória, o primeiro romance escrito ao computador e dedicado à cachorra “Mila, a mais que amada.” Enquanto Cony digitava suas lembranças, Mila morria a seus pés.
Também não lhe faltaram romances na vida real, muitos deles transformados em casamentos. Filhos (porque qui-los?): Regina Celi e Verônica do primeiro casamento; André, de um relacionamento alternativo no início dos anos 70. Em meados dessa mesma década, Cony aquietou-se no departamento conjugal: casou-se com Beatriz, até hoje sua mulher eleita e companheira de todas as horas.
Insisto em cobrar dele um romance longamente anunciado, mas que não escreveu até hoje: Messa pro Papa Marcello. Arredio, Cony diz que não tem mais energia para escrever romances. Vai continuar publicando outros livros, mas não romances. Por falar em Papa, pergunto a Cony se já alimentou a ambição de reinar no Vaticano.
— Quando era seminarista, sim. Eu era do ramo, por que não almejar o topo? Mas, quando viajei no avião do Papa, em sua primeira visita ao Brasil, vi que não gostaria daquilo. Você deve ter reparado no meu sorriso sarcástico, na foto em que estou conversando com João Paulo II...
A certa altura, cansado da literatura, Cony resolveu pintar. Pinceladas abstratas de acrílico sobre papel. O único óleo sobre tela é um pequeno auto-retrato que mostra Cony como Raskolnikov — o estudante de Crime e castigo que mata duas velhinhas a machadadas.
— Por que Raskolnikov?
— Nunca cometi um grande crime, apenas pequenos delitos sem importância. Aspirava a um grande crime como o de Raskolnikov para poder expiar todas as angústias que sempre me perseguiram.
Cony apega-se à vida, sem motivo justo. E não tem ilusões em relação ao mundo. Sintetiza esta sua visão no final do romance maldito Pilatos. Um grupo de jovens canta e dança na praia diante do sol carioca que nasce. Um passante comenta com o narrador:
— Estão felizes, hein?
— Estão mal informados — respondi. E afastei-me.
Humanista que se renega, Cony é brilhante no labirinto de suas contradições e, apesar de tudo, insiste em escrever. Como ele mesmo diz: Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo. Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo.”

(Publicado na revista Contigo nº 1857, 21/4/2011)



Paulo Goulart: um grande homem e um ser humano maior ainda






por Eli Halfoun (*)
Não foram muitos os contatos profissionais que tive com Paulo Goulart, mas mesmo assim guardo dele um momento de carinho que me mostrou sua grandeza humana: ele quis me ajudar para livrar-me de um problema que na época me angustiava muito. Insistiu ara que eu fosse ao seu encontro em um endereço em Copacabana onde me apresentaria a pessoa que com força espiritual poderia me auxiliar. Desencontramos-nos, mas jamais esqueci a sincera preocupação de Paulo Goulart em querer me ajudar: seu gesto o fazia anda maior como homem e era um gesto que se ampliava para todos os lados sempre querendo ajudar as pessoas. O Paulo Goulart que eu conheci deve ter nos deixado sorrindo e feliz para ir ao encontro de um novo tempo no qual acreditava com entusiasmo e emoção. Não tenho dúvidas de que o grande (e não só no tamanho) Paulo Goulart morreu tão feliz como viveu e fez viver a todos que tiveram o prazer de conviver com ele. (Eli Halfoun)
* Observação da redação; O jornalista Eli Halfoun dirigiu a revista AMIGA, editada pela extinta Bloch Editores

Música brasileira de exportação é de doer no coração

por Eli Halfoun
Dói no ouvido, no coração e no orgulho saber que a música brasileira que faz sucesso atualmente no exterior (e aqui é claro) nada tem a ver com a verdadeira Música Popular Brasileira. É até compreensível que a “estrangeirada” se identifique com o ritmo alegre que a faz dançar, mas não a faz cantar simplesmente porque não tem letra que diga ou represente alguma coisa. O sucesso do momento no exterior  é a  tal de “Lepo Lepo” que parece seguir a mesma trajetória de sucesso internacional da  também inaudível e inexplicável “Ai se eu te prego”. Assim fica comprovado que a música brasileira atravessa uma de suas piores fases e que pode até divertir o mundo, mas desqualifica a verdadeira e excelente música brasileira que já mostrou ao mundo o talento de, entre outros, Tom Jobim. O sucesso dos “lepo lepos” musicais mostra claramente que também no exterior o público desaprendeu a gostar e a exigir música de verdade, ou seja, de qualidade. Ainda bem que é apenas uma fase e vai passar não demora muito. Se não passar rapidamente nossa audição sofrerá por muito tempo. Até não aguentar mais. (Eli Halfoun)

Humanizar os ídolos é um novo caminho jornalístico para a televisão

por Eli Halfoun
Roberto Cabrini é um bom repórter e no comando do jornalístico “Conexão” no SBT tem apresentado excelentes trabalhos investigativos de reportagens com denúncias e motivos para reflexão. Não tenho dúvidas de que depois do programa exibido na última quarta-freira com Ratinho como tema, Cabrini encontrou até sem querer a fórmula ideal para fazer do “Conexão Repórter” um sucesso em audiência. Humanizar os ídolos é um caminho que encontra mais facilmente a identificação com o telespectador que sempre quer saber mais sobre os ídolos, quer saber na verdade que a celebridade que admira é uma pessoa absolutamente igual a ele, o fã. Mesmo mostrando uma riqueza financeira que o público sabia existir, mas nem desconfiava como e quanto era, Ratinho mostrou também uma riqueza humana que o fará ainda maior como apresentador - um apresentador extremamente popular porque sempre buscou na simplicidade o segredo par conquistar o público que tem um Ratinho guardado dentro dele em admiração e esperança. Com a simplicidade que é continuará sendo sua maior riqueza Ratinho mostrou mais uma vez que o dinheiro só muda realmente as pessoas que precisam dele para se afirmar. Mostrou também o caminho jornalístico que pode fazer do “Conexão” um programa jornalístico popular com o qual o público e o SBT se identificam muito mais. Cada vez mais. (Eli Halfoun)

Prende e solta já vale para todos os prisioneiros do país

por Eli Halfoun
Os programas policiais costumam dizer que a polícia prende os bandidos e a justiça solta imediatamente. É uma verdade que já não vale só para bandidos armados que assaltam nas ruas, matam sem dó nem piedade e sabem que serão presos (chegam aos distritos policiais sorrindo porque conhecem o mecanismo) e soltos horas depois. Parece que esse procedimento está se tornando praxe na Justiça que se ainda não manda solta já diminuiu em muito as penas e as acusações dos digamos culpados maiores. Primeiro livraram meia dúzia de mensaleiros do crime de formação de quadrilha. Agora é o ex-deputado João Paulo Cunha que fica livre da acusação de lavagem de dinheiro, reduz a pena e terá o benefício de responder pelas outras condenações em regime semiaberto. A velha pergunta está mais viva do que nunca: afinal, que país é esse?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Espionagem interna nos Estados Unidos: a criatura se volta contra o criador

(da Redação)
Alguém já disse que em uma ditadura, além do perigo que significa a ação de um ditador à integridade da cidadania, risco grande é o "guarda da esquina", que segue a onda e se torna um ditadorzinho na sua área. Isso acontece muito no Brasil dos anos de chumbo e sangue. Cada sujeito ligado à ditadura e detentor de um cargo qualquer, um chefete qualquer de uma repartição sentia-se acima do bem e do mal e perseguia pessoas e favorecia outras. Ou seja, criado o  "monstro" fica difícil controlá-lo. Quando foi revelado o gigantesco aparelho de espionagem americano, houve quem o considerasse normal. Apesar de os espiões alvejarem o Brasil, colunistas de revistas semanais defenderam orgasticamente a ação ilegal americana e criticaram Dilma Rousseff. Consideraram que a reação dela era coisa de jeca-tatu.. Posteriormente, colonizados que são, surpreenderam-se com a adesão da primeira-ministra alemã Angela Merkel às condenações à espionagem politico-comercial.  "Como assim, o primeiro mundo também é contra", perguntaram-se. Vários outros lideres manifestaram-se em seguida contra o estado policial paralelo montado nos Estados Unidos dando ainda mais legitimidade à iniciativa do governo brasileiro.
Só que, como não podia deixar de ser, verificou-se logo em seguida que os cidadãos americanos não estavam protegidos contra a invasão de privacidade oficial. Ao contrário. Foram tão devassados como qualquer estrangeiro ou talibã assumido.
Ontem, caso mais grave foi revelado. O aparelho de espionagem é acusado de invadir computadores do Senado e roubar informações sobre um investigação conduzida pelos senadores sobre um programa de prisão e interrogatórios de supostos envolvidos com terrorismo durante o governo George W Bush. A acusação da investida dos espiões ao Senado é da senadora Dianne Feinstein. É uma violação à Constituição, segundo o Senado.

Boni quer um novo e moderno método de julgamento para as escolas de samba

por Eli Halfoun
Homenageado pela Beija Flor com um bom desfile, José Bonifácio de Oliveira, o Boni, ficou insatisfeito com a colocação da escola e está reclamando embora diga que “não é choro de perdedor”. Em entrevista parta a coluna “Gente Boa” de O Globo, Boni diz que o resultado foi uma “armação política” (é provável, mas é difícil de provar) para prejudicar a Beija Flor. Ele levanta uma questão antiga que precisa ser discutida com urgência: acha que o modo como é realizado o julgamento do desfile das escolas está ultrapassado e dá ao júri formado por poucos convidados um poder exagerado. Boni, que durante anos foi o comandante maior das transmissões carnavalescas da TV Globo, acredita que é preciso dar uma maior abrangência ao julgamento incluindo o voto popular através da internet.
O julgamento do desfile das escolas de samba tem sido criticado desde que os desfiles se transformaram na atração maior do carnaval brasileiro, mas nunca se fez absolutamente nada para pelo menos discutir o atual método e critérios, ou seja, basta uma nota baixa dada com má intenção para derrubar uma escola. Também é preciso levar em conta, como alerta Boni, o fato do júri julgar apenas o que é mostrado em frente a cabine em que os jurados se encontram e, portanto, a escola pode vir mal em todo o trajeto e apresentar-se bem diante dos jurados, o que melhora a nota e prejudica as escolas que fizeram um bom desfile durante os 80 minutos que lhe são permitidos para mostrar um trabalho que exige um ano de esforço, dinheiro e muitos, mas muitos mesmo, sacrifícios.

Mais do que achar que o alerta de Boni é apenas o choro de um perdedor é preciso com urgência encontrar uma nova forma de realizar o julgamento. Jamais será uma fórmula perfeita: as injustiças continuarão sendo cometidas, a choradeira sempre terá vez, mas com um novo método existe a esperança de que o trabalho das escolas será julgado com menos imperfeições por parte dos jurados. Às vezes “jurados” até de morte.  (Eli Halfoun)

Prostitutas aprendem inglês para usar na Copa

por Eli Halfoun
Os torcedores que vierem para a Copa do Mundo deverão ser recebidos com o padrão Fifa, que, aliás, a Fifa incentiva, mas não paga. Receber turistas com educação, carinho e atenção é o que movimenta o turismo de qualquer país, inclusive o nosso gigante pela própria natureza. Se depender das prostitutas o carinho e a atenção serão fartos e poliglotas não só na pratica gestual, mas também na oral. Ancelmo Góis informou ontem em O Globo que um grupo de prostitutas está recebendo aulas de inglês na rua (é na rua mesmo) Prado Júnior em Copacabana. Talvez fosse melhor se recebessem aulas de português.  (Eli Halfoun)

Campos de Jordão será a nova "cidade da mentira"

por Eli Halfoun
Entre os próximos dias 18 e 22, Campos de Jordão, em São Paulo, será transformada em uma espécie de "cidade da mentira". É que será a sede para a 58ª edição do Congresso Estadual de Municípios quando se reúnem pré-candidatos a todos os cargos, além de prefeitos e, é claro, um batalhão de lobistas. São esperadas entre muitas outras as presenças dos presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos. A presidente Dilma já comunicou que por motivo de agenda não poderá comparecer. São esperadas também as presenças dos pré-candidatos ao governo paulista: Gilberto Kassab (PSD), Paulo Skaf (PMDB), Alexandre Padilha (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). (Eli Halfoun)

Eike Batista monta "brechó" para vender sobras de escritório

Reprodução

por Eli Halfoun
O ex-bilionário Eike Batista está montando o que se pode chamar de uma grande banca de camelô: resolveu vender na base do “quem dá mais” cerca de mil objetos utilizados nos escritórios de uma de suas empresas que funcionava no edifício Serrador, no Centro do Rio. Entre os objetos que fazem parte do leilão estão notebooks, mesas, frigobares, cadeiras, telefones, sanduicheiras, cafeteiras, garrafas térmicas, copos, lixeiras, persianas e móveis de escritório. É um "brechó" metido a besta. (Eli Halfoun)

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terça-feira, 11 de março de 2014

Deu no Portal Imprensa: Globo passa o rodo na redação. Demite 12 profissionais experientes mas anuncia 22 novas contratações

por JJcomunic
Como foi publicado neste blog há cerca de dois meses, o "passaralho" voou sobre o Globo. Foram demitidos 12 profissionais experientes, que já haviam passado por várias editorias do jornal. Serão abertas 22 novas vagas que se concentram principalmente na área digital. Nos grandes veículos, desde o ano passado, persiste uma onda de cortes que parece não ter data para terminar. Normalmente, o objetivo, por trás de fórmulas de "reengenharia", "reformulação" ou até mudança de foco de investimentos de grandes grupos (que deslocam interesse do jornalismo para áreas comerciais) tem sido um brutal corte de custos. Na maioria dos casos, quem ficou passou a acumular funções ou foram multiplicadas vagas para estagiários como forma de suprir lacunas em dezenas de redações. O "passaralho" pós-carnaval já é uma espécie de tradição na mídia brasileira. Após guardar os tamborins, alguns jornalistas já esperavam, de certa forma, a degola. O pior é que há rumores de que o samba vai atravessar em outras redações. Vamos torcer para que mais empregos não sejam sacrificados.

O texto em destaque, abaixo, é do Portal Imprensa, cujo link encontra-se ao fim da matéria...

Na última segunda-feira (10/3), Ascânio Seleme, diretor de redação de O Globo, divulgou comunicado para anunciar o desligamento de 12 experientes profissionais da redação do jornal e 22 novas contratações para o Rio de Janeiro e sucursais. A mudança, que iniciará no próximo dia 24 de março, visa abrir espaço para novos blogs e colunas. 
"Depois de 6 meses trabalhando sobre uma nova estrutura capaz de fazer o nosso jornal avançar ainda mais no mundo digital, chegamos ao ponto de tocar as alterações necessárias para a sua implantação", explicou.
Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, lamentou a medida em sua página no Facebook. "Fica minha solidariedade aos colegas demitidos e certamente que o nosso Sindicato Jornalistas Profissionais Rio vai cobrar esclarecimentos à direção sobre esse triste momento da história do Globo", escreveu.
De acordo com o texto, deixam o jornal os editores Orivaldo Perin, Cristina Alves e Ricardo Mello. Também saem as editoras assistentes Nivia Carvalho e Leticia Helena, além de técnicos de tratamento de imagem da fotografia.
Luiz Antonio Novaes, ex-editor executivo do jornal, assume no lugar de Perin em SP. Maria Fernanda Delmas atuará em "Economia" no lugar de Cristina Alves. Ana Lucia Azevedo vai para o "Globo a Mais" em substituição a Delmas. Gustavo Villela deixa "Economia" e assume "Acervo", cargo ocupado por Letícia Helena.
O diretor aproveitou para anunciar a criação de uma nova editoria — "Sociedade" —, que será comandada por William Helal Filho e abordará as notícias de "Ciência", "Saúde", "Educação", "Digital e Mídia", "Religião", "Sexo" e "História". 
Além disso, as áreas de cobertura da publicação já começaram a ser separadas por temas. "País", "Mundo", "Sociedade" e "Esportes" serão coordenadas pelos próprios editores. Já "Rio" e "Bairros" serão gerenciados por Gilberto Scofield. Fernanda Delmas também cuidará de "Carros". "Cultura", que abrange o "Segundo", a "Revista", a "TV" e o "Rio Show" será coordenada por Fátima Sá. E "Estilo", que reúne "Ela", "Gourmet" e "Boa Viagem", passa a ser coordenada por Ana Cristina Reis.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE  
Reprodução




Playboy divulga novas fotos do ensaio de Mari Silvestre

Foto de Autumn Sonnichsen/Divulgação Revista Playboy

A
Foto de Autumn Sonnichsen/Divulgação Revista Playboy
por Omelete
A Playboy divulgou novas fotos do ensaio da coleguinha do Caldeirão do Huck Mari Silvestre. Este cronista da beleza cumpre o dever de compartilhar com os leitores

Perdeu, Neymar. Bruna Marquezine grava cenas na praia. E mostra potencial...

Reprodução site Pure People
Reprodução site Pure People

VEJA NO PORTAL PURE PEOPLE O ÁLBUM (FOTOS DE DILSON SILVA/AGNEWS) DE BRUNA MARQUEZINE EM DIA GRAVAÇÃO NA PRAIA, CLIQUE AQUI


por Omelete
Ela tem apenas 18 anos. Mas a cada dia chama mais atenção pela beleza. A atriz Bruna Marquezine gravou cena da novela Em Familia, na praia, de biquini. Foi o que bastou para atrair o foco do paparazzo Dilson Silva, da AGNews. As fotos acima foram publicadas pelo Pure People. Mas a sequência de imagens deve ter batido uma espécie de recorde já que foi reproduzida em centenas de portais. 
Ao contrário das siliconadas, das bombadas e das anabolizadas, das anoréxicas e de "barriga negativa" (a passarela do samba estava cheia dessas meninas equivocadas que parecem feitas de isopor, como as alegorias), ela exibe curvas saudáveis e autênticas. Nesse doce balanço a caminho do mar, vai longe. Com a vantagem de que demonstra talento já no seu primeiro papel de maior densidade. Mas muitos dos sites que publicam a sequência praiana da Bruna têm destacado o que é impossível não destacar:. Com elegante sutileza, este cronista da beleza nem vai falar. Basta ver o foto destacada acima. Perdeu, Neymar. E talvez o craque nem tenha tido a chance de ver Bruna indo embora neste ângulo inenarrável.

Renúncia pode retardar o julgamento de Eduardo Azeredo

por Eli Halfoun
Levar vantagem é, como sempre, o único objetivo da renúncia de qualquer político que possa ser julgado por corrupção. Nada de arrependimento ou confissão de culpa: esse foi o motivo que levou o hoje ex-deputado Eduardo Azeredo a renunciar. Na verdade ele quer retardar o processo e uma possível condenação.  Deu certo: agora seus advogados estão convencidos de que por conta da renúncia pedida antes do julgamento do mensalão mineiro ele poderá ser beneficiado pelo prazo, ou seja: é provável que a ação volte para a primeira instância porque ainda está na fase de instrução. Como essa tem sido a jurisprudência do Supremo ara os casos de foro privilegiado Azeredo ganhará mis tempo para ficar livre de uma condenação. Política é sempre um jogo de enganar o eleitorado e como se vê até a Justiça. (Eli Halfoun)

Pesquisa mostra que a fundamental mídia impressa está longe de ser engolida pela internet

Com o cada vez maior alcance da internet qual é o futuro da mídia impressa e da televisão? Essa é uma interrogação que tem provocado muita discussão entre profissionais e especialistas em comunicação. Um grande grupo de jornalistas acredita e até afirma que jornais e revistas estão com os dias contados, mas outro grupo acha que a mídia virtual jamais terminará, por vários motivos, com a necessidade e a força da mídia impressa. Para os que apostam na derrocada da imprensa e perda de audiência da televisão aberta, a jornalista Suzana Singer, da “Folha de São Paulo”, mostra que as coisas não estão tão definidas quanto se pensa. Com base em pesquisa feita com 18 mil entrevistas em 848 municípios pelo governo federal, a jornalista mostra que o domínio da televisão ainda beira o absoluto: 97% dos brasileiros assistem TV, 65% todos os dias numa média diária de três horas e meia. A pesquisa também quis saber qual telejornal o público prefere e os números não tiveram nenhuma surpresa: a liderança ainda é do “Jornal Nacional” da Globo para 45% dos entrevistados. Os outros telejornais citados foram o ”Jornal da Record (16%) e o “Cidade Alerta" (8%) também da Record.
A pesquisa reforçou um dado pouco discutido: rádio continua firme e forte: 60% dos brasileiros ouvem rádio e desse total 21% ouvem rádio todos os dias durante três horas em média. Ao contrário do que se supões nem todos os brasileiros vivem ligados na internet: 53% nunca acessa a internet, “o que não diminui o potencial de crescimento quando se olha para os mais jovens: na faixa entre 16 e 25 anos 48% navegam pela web todos os dias. A mídia impressa resiste e vai bem: jornais impressos são lidos por um quarto da população adulta, especialmente pela parcela de alta escolaridade. Segundo Suzana  Singer e com base na pesquisa “a  força do impresso não está na abrangência, mas na confiabilidade: 53% dos entrevistados confiam sempre ou muitas vezes nas notícias dos jornais enquanto só 28% tem a mesma confiança nos sites e blogs. Para a experiente jornalista Suzana Singer “o fundamental é não perder o voto de confiança do leitor”. Suzana escreve que “a luta pele sobrevivência consiste em garantir um espaço relevante na internet, onde está a audiência do futuro, mantendo o prestígio da marca do impresso.”.

Sempre haverá espaço para os jornais, mesmo que diminua as oportunidades de emprego para jornalistas. A história tem mostrado que jornalistas e jornalismo também resistem a tudo. Melhor para o povo e a democracia que queiram ou não se faz fundamentalmente a com presença e participação da imprensa. (Eli Halfoun)

Ex-ministro cuida da campanha de Dilma na internet e mídias sociais

por Eli Halfoun
O jornalista Franklin Martins será o responsável pela internet e mídias sociais da campanha de Dilma Roussef. Franklin Martins foi ministro da Comunicação Social no governo Lula e acredita que possa novamente ocupar o Ministério das Comunicações com a provável reeleição de Dilma, que, aliás, não lhe prometeu nada, nem a ele e nem a ninguém. A presidente tem por norma não negociar cargos. Faz muito bem. (Eli Halfoun)

Fabiana Karla quer escrever mais livros infantis com inspiração pernambucana

por Eli Halfoun
A atriz Fabiana Karla ficou tão empolgada com o lançamento de “O rapto do galo”, seu primeiro livro infantil, que pretende dedicar-se ao gênero com mais assiduidade.  Como fez em seu primeiro livro inspirado no maior bloco de rua do mundo (o pernambucano Galo da Madrugada) Fabiana buscará inspiração em outros temas de seu estado natal. Pernambuco é repleto de boas histórias. (Eli Halfoun)

Foliões acham que Monique e Bárbara Evans brilharam no carnaval

Reprodução/Site EGO
por Eli Halfoun
Mãe e filha dividiram brilho no carnaval: enquanto Bárbara Evans foi escolhida como a presença feminina que mais brilhou no desfile de domingo no Rio, a ainda em forma mamãe Monique Evavs foi eleita a presença de maior brilho da segunda-feira. Aos 57anos Monique recebeu 35% dos votos na enquete do site Ego que também registrou 32% de votos para Sabrina Sato e 16% para Mariana Rios que estreou como madrinha de bateria da Mocidade. Monique é uma musa eterna do carnaval desde que inaugurou em 1987 o topless, que hoje quase todas fazem, mas olhando bem não deveriam. (Eli Halfoun)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Deu na revista Piauí: Manchete lembrada em quadrinhos...


(da Redação)
O jornalista e escritor Roberto Muggiati, que dirigiu a Manchete por mais de duas décadas, costuma dizer que se impressiona com o fato de a revista, embora extinta, não sair da memória dos brasileiros. Fotos e textos da Manchete ganham referências frequentes na mídia, no cinema, na TV, no teatro e em livros. É compreensível: a revista testemunhou em quase meio século os fatos, as transformações e a vida cultural e comportamental do Brasil. Diz Muggiati ao blog: "Manchete continua referência da História do Brasil. A Piauí, de março, publica dez páginas de uma história em quadrinhos, do Caeto, "Peixes de Aquário". Lá aparece "a melhor das galáxias", no dizer "severiano" de JK".
Para quem não frequentou as redações da Manchete no Russell, vale a explicação de bastidores: "quiça a melhor da galáxia" foi como JK, exagerando na oratória, definiu a revista, certa vez, durante um discurso em homenagem a Adolpho Bloch, que aniversariava. Naquele dia, JK adotou um estilo "severiano", como diz Muggiati. Severino Silva era o chef de cozinha da Manchete. Em ocasiões festivas era dublê de orador, com estilo gongórico, e também caprichava nos elogios ao velho Adolpho Bloch.

ATUALIZAÇÃO: Roberto Muggiati envia algumas precisas correções de rumo no texto acima. O blog agradece. "A partir daquele dia (do discurso de JK), quando esperávamos quarta-feira de manhã a nova edição da Manchete, o Alberto (Carvalho, secretário de redação da revista) perguntava: 'Já chegou a melhor da galáxia?' Lembra a palavra que o Severino inventou num discurso de aniversário do Adolpho?
'Essa figura inevolúvel de Adolpho Blochi' (ele pronunciava assim). Apenas um reparo histórico: o discurso do JK foi na famosa feijoada (de consolação) que o Adolpho ofereceu ao Justino quando o tirou da Manchete, em 1975, e me colocou no seu lugar. A partir daí, oferecer uma feijoada a alguém na Bloch virou sinônimo de destituir alguém de um cargo importante. Tinha também aquela de quando o sujeito ia sair do prédio talvez para nunca mais voltar, 'dê o melhor carro a ele', também adolphiana,
Dava até para fazer um glossário da Bloch, de tanta palavra inventada lá para se aplicar a situações e métodos peculiares da firma... O nome da peça é SEVERINO ANANIAS DIAS (não é rima, nem solução, pois devia se chamar Raimundo, vasto mundo...). É isso aí, Um abraço, Muggiati.

domingo, 9 de março de 2014

Drone estreia no crime

Modelo de drone para uso civil ou recreativo
por Omelete
Não se sabe se o Brasil é pioneiro no caso, mas o fato é que um drone - veículo aéreo não-tripulado controlado remotamente - acaba de estrear no mundo do crime. Na sexta-feira, 7, um mini-helicóptero lançou um pacote de cocaína no pátio do Centro de Detenção de São José dos Campos (SP). Militarmente, os drones são usados em espionagem e até em bombardeios. O uso civil está aberto à criatividade.
O drone da Amazon, que pode transportar encomendas. Reprodução
Ofensiva Aérea
Fotógrafos e cinegrafistas já o utilizam, empresas de entrega de encomendas em casa já começam a estudar o emprego dos tais aparelhos, fazendeiros, distribuidoras de energia elétrica (para fiscalização de linhas de transmissão) também já adotaram os não-tripulados. O Facebook pensa em levar sinal de internet a áreas remoas usando os drones. Até a águia da Portela em forma de drone inovou e sobrevoou a pista do Sambódromo. Certamente, muitas outras atividades ainda recorrerão aos drones. Mas os criminosos foram rápidos. O golpe não deu certo porque os agentes penitenciários apreenderam a muamba. Pode ter sido apenas um teste. Não demora, estarão entregando drogas ou armas na porta do cliente.
Drone da polícia. Reprodução
Polícia por controle remoto
Mini-helicópteros, quem sabe, substituirão "olheiros" para detectar a aproximação dos "homens". Por outro lado, presídios vão acabar tendo que instalar armas anti-aéreas. Se não bastasse a nova técnica de ataque dos pivetes nas ruas - premiados com impunidade, eles são os privilegiados "dimenor" que assaltam em bandos a população - vem aí a tecnologia a serviço dos bandidos. Chamem o robocop. Aliás, nos Estados Unidos, já há versões de drones na frota da polícia.

Gervásio Baptista, 90 anos: Folha de São Paulo traz hoje matéria com o grande fotógrafo - e boa praça - que fez história na Manchete. Ainda em atividade, Gervásio trabalha atualmente no STF



LEIA A MATÉRIA E VEJA ÁLBUM DE FOTOS NA FOLHA DE SÃO PAULO, 
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Gervásio Baptista cobriu a Guerra do Vietnã. A Manchete o enviou para o front acompanhado do jornalista Murilo Melo Filho. Foto: Acervo Gervásio Baptista


Enterro de Vargas, 1954: Gervásio fez a capa da edição especial da Manchete. Foto: Acervo Gervásio Baptista


Brasilia em construção foi tema de dezenas de edições da Manchete. Acima, Gervásio em frente ao prédio do Congresso com a inseparável Rolleiflex nas mãos. A foto, que pertence ao acervo pessoal do fotógrafo, foi feita por outro brilhante profissional da Manchete: Nicolau Drei. 

Parte da trajetória de Gervásio Baptista e muitas das suas revelações de bastidores estão contadas em um dos capítulos do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Editora Desiderata). Esgotado em livrarias, o livro ainda pode ser encontrado em sebos na internet.




Revolução cubana. Foto de Gervásio Baptista para a Fatos&Fotos. Reprodução do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata)

Transparências de Rihanna conquistam os franceses e o mundo


por Eli Halfoun
Com apenas 26 anos a cantora Rihanna é hoje a grande sensação de Paris por conta de suas múltiplas ocupações: além de cantora ela é compositora, figurinista e coreógrafa. Mesmo assim não é exatamente o consagrado trabalho de Rihanna (50 milhões de álbuns vendidos no mundo e 180 milhões de singles) que chama atenção. Ela está no foco do noticiário parisiense porque ultimamente tem desfilado com muitas transparências mostrando uma forma exuberante, apetitosa e invejável.  (Eli Halfoun)
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Roberto Carlos grava novo Friboi comercial, mas não come nenhum pedacinho de carne

por Eli Halfoun
Mesmo não comendo carne vermelha Roberto Carlos aparecerá em um novo comercial da Friboi a partir de julho (o anúncio atual só fica no ar até junho). RC estará no segundo anúncio ao lado de Tony Ramos em um churrasco. Antes de confirmar sua participação Roberto teria feito os publicitários envolvidos no trabalho ficarem cientes de que não colocará um único pedacinho de carne na boca, o que não faria nem se triplicassem o milionário cachê. E pensar que a maioria de seus fãs sonha em poder pagar e comer pelo menos uma lasquinha de carne. (Eli Halfoun)

Mulher lanchinho é a peguete da moda na linguagem popular

por Eli Halfoun
O brasileiro é muito criativo inclusive em palavras “inventadas” para definir pessoas, comportamentos ou situações e que acabam incorporando-se à linguagem do cotidiano. A mais recente é “peguete” que entrou para o vocabulário popular como alternativa para o “ficar” da moda de casais que se contentam e só querem estar juntos em por apenas algumas horas, no máximo uma noite, o que, reconheçamos tem muitas vantagens. A “peguetes” da linguagem moderna é aquela que pega, usa e larga. Já ganhou até uma variante entres taxista que as chamam de “lanchinho”.  A moda das ”etes” começou com as chacretes que dançavam nos programas do Chacrinha. Depois vieram as silvetes do Silvio Santos e em seguida as periguetes que corriam (correm) atrás de atores de novelas. Também houve o tempo das breguetes, ou seja, as que são assumidamente bregas e não se envergonham disso. São palavras (definições) que duram um tempo e depois caem no esquecimento, assim como as peguetes das rapidinhas de agora.  (Eli Halfoun)

Segurança tirou a presidente Dilma do carnaval ao vivo

por Eli Halfoun
Não teve nada a ver com não gostar da festa o motivo que fez a presidente Dilma Roussef afastar-se do último carnaval. A presidente preferiu levar a família para Base Naval de Aratu na Bahia (ela adora as instalações) por questões de segurança. Dias antes do início do carnaval a presidente recebeu recomendações e relatórios da Abin (Agência Brasileira de Informação) para prevenir-se. O recado foi dado pessoalmente pelo general José Elito, chefe da Segurança Institucional da Presidência. O recado seguido ao pé da letra era o de que pudessem acontecer manifestações hostis caso a presidente aparecesse em público. Pode até ser, mas não é o que dizem todas as pesquisas em torno da candidatura de Dilma, o que mostra que ela está muito bem protegida pelo povo. (Eli Halfoun)

O Rio mostrou literalmente quase toda a sua sujeira

por Eli Halfoun
A greve dos garis acabou, a prefeitura atendeu as reivindicações, mas o Rio de Janeiro ainda está literalmente sujo e também literalmente virou um lixo que pode provocar graves conseqüências para a saúde. A montoeira de lixo nas ruas virou o nosso novo cartão postal às vésperas de recebermos uma Copa do Mundo que apesar da turma do contra será um sucesso. A greve dos garis é justa como qualquer greve, quando se luta por salários mais justos e melhores condições de trabalho.  O que pegou é que os garis escolheram um momento ruim para fazer uma greve muito confusa: na fase final, o sindicato da classe topou um acordo mas parte da categoria não voltou ao trabalho, a justiça disse que a greve era ilegal e ilegal e a prefeitura tentou atualizar salários, mas não aceitou a faca nos peitos. Os salários não ficaram defasados e injustos no carnaval: estavam antes e, portanto, a prefeitura sabia que a qualquer momento poderia ocorrer protestos e uma greve, que certamente foi sinalizada antes como aconteceu com os professores.

Parece que a prefeitura precisa começar a exercer em todos os setores o que recomenda insistentemente para a saúde: a prevenção que é sempre o melhor remédio. A prefeitura devia estar prevenida situações inesperadas como a essa greve literalmente imunda (nada contra os grevistas e muito contra o lixo amontoado). Prevenção nesses casos significa ter condições de imediatamente colocar em campo um time de reservas preparado para entrar em ação em todas as situações, inclusive greves justas. Toda greve é, repito, sempre justa, mas também é necessário que as classes trabalhadoras reflitam até que ponto a greve está prejudicando a população que paga (e paga caro) impostos e que ainda assim é sempre a maior prejudicada pelo povo (grevistas são o povo) e pelos governos, que acabam virando um lixo que se acumula faz muitos anos.  (Eli Halfoun)

sábado, 8 de março de 2014

Mari Silvestre na Playboy: mais uma "coleguinha" do Huck emplaca uma capa



Mari Silvestre nos bastidores da sessão de fotos para a Playboy. Foto Divulgação
por Omelete
Mari Silvestre, 20 anos, 1m78, é capa da Playboy de março. Mari foi notícia recentemente em Portugal ao posar para um ensaio usando a camisa do Porto, que o jornal "A Bola" chama de "camisola". De Luciado Huck pode-se dizer que, desde os tempos da Tiazinha e da Feiticeira, é um inspirador de capas da Playboy. A bela Mari trabalha no programa do narigudo: é uma das "coleguinhas" que dançam no palco do "Caldeirão". Com licença de Stanislaw Ponte Preta e da Fatos & Fotos, ela é a"Certinha" do blog neste sábado.
Atualização - Um leitor alerta que o texto afirma que a camisa que a Mari Silvestre usa é do Porto. Não é, como se vê na reprodução da página portuguesa. Fica retificação. É do Benfica.

Festa no triplex; champanhe e caviar para comemorar juros altos...

Sabe a forte pressão para que a taxa de juros subisse adoidada feita pela mídia, por economistas ligados à oposição, por setores financeiros e por bolsões especulativos no ano passado? Pois é, deu certo. Para eles, claro. Festa de arromba para comemorar esses 15 bi que saíram do caixa do governo direto para contas e bolsos privilegiados. Banco Central independente, invenção neo-liberal,pode não ser necessariamente sinônimo de Banco Central técnico. No fim, tudo é política. No caso, a política do mais forte. Na prática, é como se fosse um governo paralelo não eleito pelo povo. Essa autonomia cantada em verso e prosa por milícias financeiras está na raiz da crise mundial da qual assalariados de todo o mundo ainda não conseguiram escapar. A parte baixa da pirâmide, ressalte-se, porque o topo ganhou com o desastre dos mercados e já está em festa há muito tempo.

Cronista curitibano lança livro e revê amigos em livraria cult do Leblon

Muggiati e Pellanda na Livraria Argumento, no Leblon, Rio. Foto Lucia Bettencourt/Divulgação
por Roberto Muggiati (para a Gazeta do Povo)
“Com a abertura de livrarias grandes em shoppings a partir de 2005, as livrarias de bairro fecharam e o público comprador de livros mudou. As classes B e C passaram a comprar mais e isso alterou a demanda: querem títulos mais comerciais. Daí as editoras mudarem suas apostas também. Isso aconteceu nos anos 90 nos Estados Unidos e está acontecendo no Brasil.” Esse diktat foi extraído de um Curso de Marketing de Livros na Estação das Letras, Rio de Janeiro, na primeira semana de janeiro de 2014. Mas o nosso impávido Luís Henrique Pellanda não está nem aí para a mercadologia literária. Na noite de terça-feira, 25, lançou no Rio de Janeiro sua nova antologia de crônicas, Asa de Sereia, publicada pela Arquipélago Editorial, de Porto Alegre. Fui encontrá-lo na sólida e lendária livraria-de-bairro Argumento, do Leblon — fundada pelo grande democrata Fernando Gasparian (1930-2006) — que surgiu em 1978 vendendo obras de autores proibidos pela ditadura. Nos anos 90, a Argumento deu régua e compasso às livrarias de shopping (vai um rolezinho aí?), com a ideia de aliar a leitura e o consumo de livros ao consumo de CDs, DVDs, gastronomia, e eventos.
Livro na mão, encontro Pellanda no Café Severino, o simpático bistrô da Argumento. Reconhece-me na hora. “Muggiati com dois Gs e um T, não é?” Recebo o primeiro autógrafo da noite. Fico sabendo também que fui o primeiro a resenhar seu livro de contos O Macaco Ornamental (2009). Citei então Pellanda: “Quando tudo for utensílio, digo, o próprio homem será apenas um enfeite do mundo. Seu último adorno desnecessário. Uma espécie ornamental de macaco.” E perguntei: “Mas já não o somos?”

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