segunda-feira, 13 de junho de 2016
A seleção triste
por Flávio Sépia
Está difícil voltar a inflar a bola murcha da seleção. Dunga - agora pendurado no paredão, quase sem a escada - tentou investir em jogadores que não participaram do trágico sete-a-um. Ontem, contra o Peru, assim como ao enfrentar o Equador (Jamaica não valeu), o time mostrou inicialmente algum avanço, boa movimentação, toques rápidos, mas apenas nos respectivos primeiros tempos de ambas as partidas. E, mesmo assim, com falhas repetitivas no penúltimo passe ou no chute a gol. No segundo tempo dos dois jogos, caiu o padrão de jogo ou as jogadas se repetiram monotonamente, sem mais surpreender o adversário.
O Peru ganhou ontem com um gol de mão, claramente. Mas, se o Brasil tivesse se classificado com um mero empate, isso também seria um vexame.
Se bem que um empate teria poupado o torcedor de assistir àqueles minutos pós-gol do Peru, quando a seleção perdeu-se em campo e lembrou muito o apagão do fatídico sete-a-um.
Em plena campanha das Eliminatórias, onde já não está confortável, a seleção corre o risco de ter que começar tudo do zero. Caso o Dunga caia, quem virá? Saldanha, para chamar as "feras", não há mais. E qualquer outro treinador sem o básico, o tempo para treinar, terá dificuldades em tirar o time do atoleiro que vai enfrentar na estrada para a Rússia 2018.
Outro dia, uma matéria de jornal falava que a seleção tem um "motivador". Fico imaginando, o mesmo e saudoso Saldanha acharia de jogadores que precisam de "motivadores". Caramba, se jogar na seleção não for um motivo forte o suficiente, "motivador" algum vai dar um jeito nessa depressão. Se vários jogadores dessas novas gerações já apelam pra fé quando entram em campo e nada disso tem funcionado, como um mortal comum vai consertar o caos? Tá difícil.
Recorrer ao além ou a "fazedores de cabeça" talvez seja reflexo de um um fato real, este sim, ainda mais preocupante. Muitos dos jovens jogadores brasileiros estão bem nos seus clubes europeus. Bons contratos, títulos, reconhecimento, boas atuações, boa estrutura etc. Convenhamos: para eles, vir dos seus clubes, onde sofrem as críticas e pressões normais, para cair direto no sufoco e na instabilidade da seleção brasileira, atualmente, é como trocar um resort na Riviera por aldeia na Síria.
A mensagem irada que Neymar enviou aos jogadores é um indício desse estado de ânimo. A seleção parece ter se tornado um peso, um fardo. Ao mesmo tempo, é a vitrine que tem sistematicamente mostrado que os jovens craques que atuam em clubes milionários da Europa têm seus dias de vexame. Acho que não tem ninguém feliz com isso.
Em meio a tudo , estranho uma coisa: a Argentina, com ótima geração de jogadores nos últimos anos, não ganhou títulos (é forte candidata a ficar com o caneco dessa Copa América Centenário), mas os hermanos demonstram mais vontade e aparentam ter mais prazer em entrar em campo. Até Messi, que até a Copa de 2014 era visto por muitos torcedores argentinos como não muito vibrante ao vestir a camisa da sua lendária seleção, está se divertindo, e divertindo a audiência, com suas fantásticas exibições.
Na mensagem,o próprio Neymar diz que "ninguém sabe o que vocês sofrem". Se os caras "sofrem" para estar ali, sabe quando vai dar certo? Nunca. Neymar também fala em "orgulho". Acho isso meio "patriótico" demais.
Preferia que os jogadores voltassem a demonstrar o prazer e a alegria de jogar, que tem mais a ver com a arte da bola. Claro que não depende só deles. Só que a atual seleção nem orgulhosa é. Parece apenas triste.
Carta aberta a Dilma Rousseff - Por Mino Carta (e veja o vídeo que aponta o plebiscito como saída para a crise)
por Mino Carta (para a Carta Capital)
Escreve um velho jornalista, antes otimista na ação do que cético no pensamento
Prezada presidenta,
Nesta hora gravíssima, e tão dolorosa para um velho praticante do jornalismo, honesto porque verdadeiro, permito-me escrever-lhe, movido por aquele que enxergo como o interesse do Brasil. Deixa-me à vontade ter CartaCapital apoiado sua candidatura em 2010 e 2014, embora não a tenha poupado de críticas, amiúde contundentes, durante seu primeiro mandato e mais ainda no breve cumprimento do segundo, ignominiosamente interrompido pela manobra golpista urdida à sombra da casa-grande.
Inspira-me a possibilidade da reversão do primeiro resultado da votação do impeachment pelo Senado. Haverá quem diga ser chance remota, entretanto existe a ponto de levar a admiti-la o American Quarterly, importante publicação norte-americana próxima ao Departamento de Estado. E bem imaginamos o quanto desagradaria a Washington um retorno petista.
Chego ao busillis, como dizia um meu professor de latim: caso o destino a favoreça, a senhora ganhará a oportunidade de colocar o País na rota certa. Não disse recolocar, e explico. Perdoe a ousadia da proposta e a imponência das palavras: trata-se de aprimorar a ideia de refundar o Brasil, ao reconhecer a debacle geral, a derrota de todos nesta monstruosa refrega que nos pune sem exceção e nos reserva o caos final.
Não me refiro ao já desfraldado desastre do governo interino do seu pomposo vice, soberano apenas no uso da mesóclise. Governo desastrado até aos olhos de Congresso disposto a rasgar a Constituição de 1988, a sacramentar o enterro dos modestos avanços sociais conseguidos nos últimos 13 anos e de embarcar na aventura golpista comandada por um bando de corruptos. Está aí, talvez, a razão pela qual um ou outro senador poderia rever seu voto, sem deixar de combinar a responsabilidade moral com a conveniência política.
Sejamos claros. O Brasil foi escalado pela natureza para ser um paraíso terrestre, como disse Amerigo Vespucci ao adentrar a Baía de Guanabara faz 515 anos. Dissera um ano antes Caminha: aqui tudo “em se plantando dá”. Não vamos nos fazer de desentendidos: o patrimônio, felizmente ainda em boa parte intocado, foi esbanjado por quem mandou, voltado exclusivamente para a satisfação das suas vontades.
Escreve um velho jornalista, antes otimista na ação do que cético no pensamento
Prezada presidenta,
Nesta hora gravíssima, e tão dolorosa para um velho praticante do jornalismo, honesto porque verdadeiro, permito-me escrever-lhe, movido por aquele que enxergo como o interesse do Brasil. Deixa-me à vontade ter CartaCapital apoiado sua candidatura em 2010 e 2014, embora não a tenha poupado de críticas, amiúde contundentes, durante seu primeiro mandato e mais ainda no breve cumprimento do segundo, ignominiosamente interrompido pela manobra golpista urdida à sombra da casa-grande.
Inspira-me a possibilidade da reversão do primeiro resultado da votação do impeachment pelo Senado. Haverá quem diga ser chance remota, entretanto existe a ponto de levar a admiti-la o American Quarterly, importante publicação norte-americana próxima ao Departamento de Estado. E bem imaginamos o quanto desagradaria a Washington um retorno petista.
Chego ao busillis, como dizia um meu professor de latim: caso o destino a favoreça, a senhora ganhará a oportunidade de colocar o País na rota certa. Não disse recolocar, e explico. Perdoe a ousadia da proposta e a imponência das palavras: trata-se de aprimorar a ideia de refundar o Brasil, ao reconhecer a debacle geral, a derrota de todos nesta monstruosa refrega que nos pune sem exceção e nos reserva o caos final.
Não me refiro ao já desfraldado desastre do governo interino do seu pomposo vice, soberano apenas no uso da mesóclise. Governo desastrado até aos olhos de Congresso disposto a rasgar a Constituição de 1988, a sacramentar o enterro dos modestos avanços sociais conseguidos nos últimos 13 anos e de embarcar na aventura golpista comandada por um bando de corruptos. Está aí, talvez, a razão pela qual um ou outro senador poderia rever seu voto, sem deixar de combinar a responsabilidade moral com a conveniência política.
Sejamos claros. O Brasil foi escalado pela natureza para ser um paraíso terrestre, como disse Amerigo Vespucci ao adentrar a Baía de Guanabara faz 515 anos. Dissera um ano antes Caminha: aqui tudo “em se plantando dá”. Não vamos nos fazer de desentendidos: o patrimônio, felizmente ainda em boa parte intocado, foi esbanjado por quem mandou, voltado exclusivamente para a satisfação das suas vontades.
LEIA O TEXTO COMPLETO NA CARTA CAPITAL, CLIQUE AQUI
Mino Carta é o último dos grandes revisteiros ainda em ação.Criou e dirigiu publicações como Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Veja e Istoé. Atualmente na Carta Capital, ele, neste vídeo, apresenta a edição da revista, cuja capa defende um plebiscito como saída para a atual crise, e fala sobre o impasse político.
Veja o vídeo- Clique AQUI
Terror em Orlando - Fanatismo, homofobia e acesso fácil a armas: o mix sangrento da tragédia...
por Flávio Sépia
Em comunicado sobre o ataque que deixou 50 mortos em uma boate gay de Orlando, na Flórida, Barack Obama definiu o ato como de "terror e ódio". Mas não deixou de fazer uma referência às leis liberais que ativam a ampla circulação de armas nos Estados Unidos.
As primeiras investigações indicam que o atirador Omar Mateen, cidadão norte-americano muçulmano de família afegã, usou um fuzil AR-15 e uma arma leve, provavelmente uma pistola. Ele possuía duas licenças para armas. O Daesh assumiu a autoria do atentado, mas ainda não há confirmação se apenas estão explorando o triste episódio com intenção promocional ou se realmente Matteen foi o instrumento terrorista, o chamado "lobo solitário" instigado ao ataque.
O canal WFTV, da ABC, pôs no ar mensagens das vítimas. Pelo menos dois jovens que correram para o banheiro após o início do tiroteio teclaram recados para as famílias antes que o terrorista os fuzilasse.
Os três elementos citados no título deste post estão presentes no fato. Matteen, que foi morto pela polícia, era, segundo o pai, extremamente homofóbico. A estratégia do "lobo solitário" - quando o terror recruta e adota, geralmente a partir da pregação religiosa e de promessas místicas, um elemento quase sempre acima de suspeita e residente legal no país-alvo e delega missões suicidas - encontra campo fértil nos Estados Unidos em função da facilidade de acesso a armas de combate. Mas nenhum país está a salvo desse tipo de agressão. Ainda sobre os três itens do - fanatismo, homofobia e legislação favorável à ampliação do acesso a armas -, o Brasil já dispõe de pelo menos duas dessas condições. A homofobia, aqui, gera agressões quase diárias como os jornais registram, já provocou assassinatos e é claramente incentivada publicamente por certos grupos religiosos ou gangues de inspiração neonazista. Paradoxalmente, gera poucos processe e raríssimas prisões. Falta a facilitação do acesso a armas. Ou melhor, faltava. No embalo da conquista de apoio parlamentar para a queda de Dilma Rousseff, a estratégia dos golpístas incluiu favorecimento a projetos da chamada "bancada da bala" formada por políticos interessado em "flexibilizar" o Estatuto do Desarmamento e ampliar o acesso da população a armas.
Enquanto você lê essas linhas, o projeto está lá tramitando rumo a futuras tragédias.
Na nota oficial, Obama recomendou: "Não vamos nos render ao medo e nos virarmos uns contra os outros". O recado é para Donald Trump, ele próprio um "terrorista verbal", o pré-candidato à Casa Branca, que certamente vai tirar partido do atentado como alavanca para levantar apoios eleitorais para suas ideias radicais, que só farão bombar ainda mais a intolerância.
Em comunicado sobre o ataque que deixou 50 mortos em uma boate gay de Orlando, na Flórida, Barack Obama definiu o ato como de "terror e ódio". Mas não deixou de fazer uma referência às leis liberais que ativam a ampla circulação de armas nos Estados Unidos.
As primeiras investigações indicam que o atirador Omar Mateen, cidadão norte-americano muçulmano de família afegã, usou um fuzil AR-15 e uma arma leve, provavelmente uma pistola. Ele possuía duas licenças para armas. O Daesh assumiu a autoria do atentado, mas ainda não há confirmação se apenas estão explorando o triste episódio com intenção promocional ou se realmente Matteen foi o instrumento terrorista, o chamado "lobo solitário" instigado ao ataque.
O canal WFTV, da ABC, pôs no ar mensagens das vítimas. Pelo menos dois jovens que correram para o banheiro após o início do tiroteio teclaram recados para as famílias antes que o terrorista os fuzilasse.
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| Reproduções |
Enquanto você lê essas linhas, o projeto está lá tramitando rumo a futuras tragédias.
Na nota oficial, Obama recomendou: "Não vamos nos render ao medo e nos virarmos uns contra os outros". O recado é para Donald Trump, ele próprio um "terrorista verbal", o pré-candidato à Casa Branca, que certamente vai tirar partido do atentado como alavanca para levantar apoios eleitorais para suas ideias radicais, que só farão bombar ainda mais a intolerância.
domingo, 12 de junho de 2016
Nova campanha da grife Versace provoca polêmica racial...
por Clara S. Britto
A nova campanha da Versace está dando o que falar nas redes sociais. A ideia da marca, segundo o New York Times, foi mostrar "pessoas comuns da cidade", "mães poderosas", "mulheres executivas", em "famílias interraciais". Só que muita gente interpretou o destaque dado à mulher branca como um sinal de que "marido" negro e as crianças estavam em posição subalterna. A campanha outono/inverno 2016 mostra as modelos Gigi Hadid e Karlie Kloss fotografadas por Bruce Weber nas ruas de Chicago. Os negros que aparecem na campanha não são modelos profissionais mas pessoas "comuns" da vida urbana, diz o fotógrafo. A escolha de Chicago como cenário para as fotos também foi questionada. Segundo internautas, a cidade é uma das mais violentas cidades dos Estados Unidos e onde a minoria sofre brutalidade policial e a campanha "vende" a ideia de que está tudo bem. A marca se defende via declaração de Donatela Versace: "Eu queria mostrar que a mulher é uma super estrela, e dona do próprio negócio e também chefe de uma família".
O tempo passa, os hooligans, não. Ontem, ingleses e russos se enfrentaram em Marselha. Há dez anos, em Colônia, a batalha foi entre suecos, ingleses e alemães
por José Esmeraldo Gonçalves
Algumas ruas de Marselha se transformaram ontem e na véspera do jogo Inglaterra 1 X 1 Rússia em uma praça de guerra. Antes e depois do jogo válido pela Eurocopa 2016, hooligans dos dois países e a polícia se enfrentaram nas ruas da cidade.
Segundo as imagens da TV francesa, o quadro era de ruelas embaçadas por gás lacrimogêneo, torcedores presos e feridos, um deles em estado grave, cadeiras e mesas quebradas lançadas nas ruas.
Os ingleses, que eram maioria em Marselha, invadiram restaurantes e jogaram garrafas de cerveja para o alto. Segundo a polícia londrina, há na Inglaterra cerca de 70 gangues de hooligans, com nomes belicosos como Suicide Squad, Blazing Squad e Red Army, como convém ao significado da palavra (vândalo) . Na Rússia, com menos grupos, as torcidas de briga atendem pelos nomes de Ultras, Gladiadores, entre outros, igualmente sugestivos.
A UEFA promete providências e, no que lhe compete - o ambiente interno dos estádios -, abriu investigação sobre a torcida russa, que teria lançado sinalizadores sobre os ingleses nas arquibancadas. Fora dos estádios, o trabalho fica por conta da polícia que, além da intensa vigilância contra as ameaças terroristas, deve se preocupar com o quebra-quebra dos hooligans. E as autoridades francesas sabem como isso pode acabar mal: em 1998, durante a Copa do Mundo, torcedores ingleses assassinaram um policial.
Em 2006, na Copa da Alemanha, houve conflitos entre hooligans ingleses e suecos que ocuparam Colônia. As hordas chegaram à cidade dois dias antes do jogo.
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| O caos em Colônia, em 2006. Reprodução |
A polícia alemã, que já os esperava - na época, vários torcedores fichados foram impedidos de entrar no país -, dividiu o centro da cidade em zonas e montou cordões de isolamento para manter suecos e ingleses afastados. Com cada grupo no seu terreiro, eles bebiam dia e noite. As ruas e praças da cidade eram o escoadouro da cerveja processada em quantidades hospitalares e que nem bexiga de hooligan pode guardar por muito tempo. Até o dia do jogo, os danos eram mais sanitários.
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| Colônia, 2006, a torcida às margens do Reno. Foto J.E.Gonçalves |
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| Suecos fecham ponte em junho de 2006, em Colônia. Foto J.E.Gonçalves |
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| Ontem, em Marselha, torcedores com a bandeira nazista. Reprodução |
Ontem, em Marselha, a suástica deu as caras. Sinal dos tempos?
sábado, 11 de junho de 2016
Os nerds também amam. Veja como...
Uma matéria do site Distractfy dá um exemplo de como os nerds entram no complicado terreno do amor sem perder a nerdice. A namorada de um deles - ela, pelo jeito, anda meio carente -, postou sua declaração no Snapchat na esperança de que o garoto deixasse de lado seus gadgets e prestasse atenção na vida. Dá uma olhada:
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| "Todos esses coolers mas eu ainda sou muito quente para você" |
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| "Toda essa memória ram mas eu ainda sou muito devagar para você" |
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| "Todos esses processadores mas você continua não processando que eu te amo". VEJA A MATÉRIA COMPLETA NO DISTRACTFY, CLIQUE AQUI |
"Fora Temer": povo protesta contra o golpe e denuncia tentativas neoliberais de retrocesso nas áreas sociais: da previdência à saúde, do meio ambiente à habitação...
SÃO PAULO
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| São Paulo. Fotos de Ricardo Stuckert/Instituto Lula e Paulo Pinto/agência PT BRASÍLIA |
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| Brasília. Foto de Valter Campanato/Agência Brasil RIO |
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| Fotos de Fernando Frazão/Agência Brasil |
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Gervásio Baptista visita o Palácio do Planalto e faz a crise rir...
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| Gervásio Baptista; emoção e... |
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| ...bom humor na visita do decano da fotografia, aos 94 anos, ao Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo presidente interino. Fotos: Beto Barata/PR |
Às vésperas de completar 94 anos, no dia 19 de junho, o fotógrafo Gervásio Baptista dava uma entrevista à TV Senado, na manhã de hoje, quando foi chamado ao Palácio do Planalto para um encontro fora da agenda com o interino Michel Temer. Gervásio é um habitué mais legítimo e uma testemunha mais íntegra da história política do Brasil do que muitos presidentes.
Pelas suas lentes já passaram Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, João Goulart, o quarteto de ditadores militares, além de Tancredo Neves, José Sarney (período em que foi fotógrafo oficial da Presidência), Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma. Para citar alguns gringos, John Kennedy, Fidel Castro e De Gaulle também posaram para o velho baiano.
A maioria passou ou vai passar. Gervásio ficou. É o decano da fotografia brasileira e uma lenda da Manchete.
Para a extinta revista, ele cobriu desde concursos de misses e Copas do Mundo à Guerra do Vietnã; da queda de Perón à Revolução dos Cravos; da Revolução Cubana ao golpe de 1964. É dele a última foto de Tancredo Neves, é dele a mais marcante foto de JK, a que mostra o presidente, cartola à mão, saudando a inauguração de Brasília e que foi capa da Manchete.
Por tudo isso, nesses tempos de crises e jogo político, o Planalto ganhou mais dignidade com a visita de Gervásio Batista. E bom humor também. Que este é uma das marcas do querido fotógrafo.
Universidade Federal do Paraná homenageia Daisy Benvenutti, ex-correspondente da Manchete na Itália e primeira aluna a se formar em Economia pela UFPR
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| Daisy Benvenutti. Foto de Samira Chami Neves/UFPR |
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| Daisy Benvenutti; homenagem na UFPR. Foto de Samira Chami Neves |
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| Daisy Benvenutti com a equipe da Desfile,em Veneza. A revista produzia especial de moda na cidade italiana. |
VEJA EM VIDEO A TRAJETÓRIA DA JORNALISTA, CLIQUE AQUI
Assembleia de greve dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ será nesta terça-feira (14/06), às 15h
(do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro)
Participe da assembleia dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ para discutir os próximos passos e estratégias de mobilização da greve na Ejesa, que já dura 20 dias. A assembleia será nesta terça-feira (14/06), às 15h, no restaurante Miguelito (Rua dos Inválidos 204, Lapa).
O encontro da última terça-feira teve que ser transferido para o restaurante Miguelito por conta do fechamento imprevisto do restaurante Enchendo Linguiça – local onde a assembleia seria realizada anteriormente, e que constava no edital. Durante a assembleia, os jornalistas decidiram manter a greve com paralisações diárias à tarde na porta de jornal e deliberaram pelo envio de uma carta à direção da empresa pedindo a retomada do diálogo com os trabalhadores.
A realização da greve foi um verdadeiro ato de coragem dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ contra o descaso da empresa com o pagamento dos salários em dia – incluindo aí o 13º – e o cumprimento de direitos básicos, como o plano de saúde, o tíquete refeição e os depósitos de FGTS e INSS. Em 20 dias de pressão dos trabalhadores, com paralisações diárias na porta da empresa, a Ejesa pagou o salário atrasado de março, mas ainda não regularizou os de abril e de maio. Ainda há muita luta no horizonte.
Além de obstruir os escassos canais de diálogo com a comissão de redação e o Sindicato, a empresa demitiu ilegalmente uma dezena de jornalistas na semana passada – ferindo um princípio básico da lei de greve. A ilegalidade resultará em ações judiciais de reintegração (em que o trabalhador poderá retornar ao emprego e ainda receber o salário e os benefícios do período em que esteve afastado) e de indenização por danos morais.
Além de um passo importante para a luta dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ por seus direitos, a greve foi uma medida necessária para reduzir danos aos trabalhadores no cenário caótico em que se encontram as redações da Ejesa. É hora de intensificar a mobilização e a pressão sobre a empresa até que todos os salários, direitos e benefícios sejam regularizados.
Fonte: SJPMRJ
Participe da assembleia dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ para discutir os próximos passos e estratégias de mobilização da greve na Ejesa, que já dura 20 dias. A assembleia será nesta terça-feira (14/06), às 15h, no restaurante Miguelito (Rua dos Inválidos 204, Lapa).
O encontro da última terça-feira teve que ser transferido para o restaurante Miguelito por conta do fechamento imprevisto do restaurante Enchendo Linguiça – local onde a assembleia seria realizada anteriormente, e que constava no edital. Durante a assembleia, os jornalistas decidiram manter a greve com paralisações diárias à tarde na porta de jornal e deliberaram pelo envio de uma carta à direção da empresa pedindo a retomada do diálogo com os trabalhadores.
A realização da greve foi um verdadeiro ato de coragem dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ contra o descaso da empresa com o pagamento dos salários em dia – incluindo aí o 13º – e o cumprimento de direitos básicos, como o plano de saúde, o tíquete refeição e os depósitos de FGTS e INSS. Em 20 dias de pressão dos trabalhadores, com paralisações diárias na porta da empresa, a Ejesa pagou o salário atrasado de março, mas ainda não regularizou os de abril e de maio. Ainda há muita luta no horizonte.
Além de obstruir os escassos canais de diálogo com a comissão de redação e o Sindicato, a empresa demitiu ilegalmente uma dezena de jornalistas na semana passada – ferindo um princípio básico da lei de greve. A ilegalidade resultará em ações judiciais de reintegração (em que o trabalhador poderá retornar ao emprego e ainda receber o salário e os benefícios do período em que esteve afastado) e de indenização por danos morais.
Além de um passo importante para a luta dos jornalistas de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ por seus direitos, a greve foi uma medida necessária para reduzir danos aos trabalhadores no cenário caótico em que se encontram as redações da Ejesa. É hora de intensificar a mobilização e a pressão sobre a empresa até que todos os salários, direitos e benefícios sejam regularizados.
Fonte: SJPMRJ
Procura-se o diretor de arte que sumiu com a perna esquerda de uma famosa atriz...
Mobile View: nova tecnologia integra o digital ao impresso nas revistas da Abril...
por Ed Sá
O Mobile View é a novidade da Abril para potencializar a interação entre as revistas da editora e os leitores.
A tecnologia permite que o usuário aponte a câmera do celular ou do tablet para a página e seja conduzido diretamente para o conteúdo digital exclusivo da publicação onde verá vídeos, galerias de fotos, gráficos etc.
A novidade acaba de estrear na Veja e nas próximas semanas chegará a Exame, Claudia, Estilo, Vip entre outros títulos.
O Mobile View é a novidade da Abril para potencializar a interação entre as revistas da editora e os leitores.
A tecnologia permite que o usuário aponte a câmera do celular ou do tablet para a página e seja conduzido diretamente para o conteúdo digital exclusivo da publicação onde verá vídeos, galerias de fotos, gráficos etc.
A novidade acaba de estrear na Veja e nas próximas semanas chegará a Exame, Claudia, Estilo, Vip entre outros títulos.
Polêmicas na Alemanha: Uma brasileira acorda libidos em Munique e jogadoras alemãs tiram a roupa em Verl...
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| Reprodução/Twitter |
por Clara S. Britto
A Europa tem muito com que se preocupar, da crise econômica e o desemprego até `a onda descontrolada de imigrantes, mas, nos últimos dias, a rede social registrou que facções moralistas do Velho Continente se incomodaram com, algo muito mais banal: um outdoor. Não se fala em outra coisa nos porões conservadores de Munique - onde Hitler já conspirou um dia - a não ser em um cartaz publicitário estrelado pela modelo brasileira Adriana Lima. Segundo o jornal Süddeutsche Zeitung, a campanha publicitária da marca italiana Calzedonia está provocando polêmica. Já há até políticos denunciando o outdoor como um "mau exemplo paras as jovens". Eu, hein?
Enquanto isso...
...Jogadoras alemãs mais liberais tiraram a roupa para comemorar a vitória em um torneio sub-19 de handebol na cidade de Verl. O time do Frederiksberg IF posou leve, solto e campeão ainda no vestiário e compartilhou a foto na rede social.
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| Reprodução |
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