domingo, 22 de maio de 2016
Brasileira manda nudes para o jogador Piqué, do Barcelona
por Omelete
O site americano TMZ publica fotos que uma brasileira, Suzy Cortez, a Miss Bumbum, enviou para Pique, do Barcelona. O jogador é casado com a cantora Shakira, mesmo assim, a miss quis lhe mandar nudes de presente pelo título de campeão espanhol que o craque acaba de ganhar.
O TMZ diz que Suzy Cortes já foi bloqueada pelo jogador Messi por ter lhe enviado fotos sensuais há algumas semanas.
Casal de modelos iraniano é preso por postar fotos consideradas anti islâmicas
por Clara S. Britto
Casados e modelos, Elnaz Golrokh e Hamid Fadaei postaram as fotos acima no Instagram. A polícia religiosa prendeu o casal. Após alguns dias, foram soltos, receberam ameaças e preferiram deixar o país. As imagens foram consideradas um atentado sexy às leis fundamentalistas do país.
Mas não apenas Elnaz e Hamid forqam vítimas da ação policial. Neste momento, acontece no Irã uma ofensiva contra pessoas que trabalham em agência de modelos. Cerca de 170 profissionais entre fotógrafos, estilistas, modelos, maquiadores e cabeleireiros foram detidos sob a acusação de incentivar a moda anti-islâmica. O objetivo da operação é combater "ameaças `a moralidade".
Com o Brasil sob crescente influência de políticos religiosas nas questão de Estado - tais figuras acabam de dar mais um passo rumo ao poder neste governo Temer que o pessoal das manifestações com camisa da CBF levou ao Planalto -, não parece muito ser ficção imaginar que o Brasil caminha para esse tipo de derivativo fanático da intolerância. Alguns exemplos já estão virando leis.
Na capa da Time, a crise que o Brasil não quer ver...
por Flávio Sépia
A capa da Time é a crise do capitalismo. Em meio a uma ampla discussão sobre mudanças de rumos surgem dados reveladores. Um deles: para cada 25% dos lucros empresas criam-se apenas 4% de postos de trabalhos. Parte esmagadora desses recursos gira apenas no mercado especulativo.
Enquanto o mundo, em função do agravamento da crise, é obrigado a estudar limites e regras para que os mercados financeiros não destruam países e consumam economias, com os catastróficos abalos sociais, no Brasil, forças econômicas e políticas promovem um assalto à democracia cujo objetivo principal é transferir ainda mais poder e total liberdade às milícias financeiras.
Mas não só aqui o sistema especulativo se apossa da democracia. A Time mostra que Washington está tão dominada pelos traficantes de dinheiro que, na atual campanha pré-presidencial, 10 dos maiores doadores são ligados aos fundos de hedge especulativos.
- Trilhões de dólares saíram do caixa público, em suma, dinheiro do contribuinte, para estimular o mercado financeiro e, apesar disso, a economia ainda cresce muito lentamente oito anos após o pico da crise.
- Até Donald Trump defende que fundos de hedge paguem mais impostos; Sanders quer cobrar a
conta dos grandes bancos; Hillary Clinton pretende reforçar a regulação do mercado financeiro.
- O papel dos mercados de capitais e do setor bancário no financiamento de novos investimentos está diminuindo. A maioria do dinheiro no sistema é usada para empréstimos contra ativos existentes, tais como habitação, ações e títulos. Ou seja, auto alimenta a especulação, não a produção.
- Os negócios passaram a girar, em subserviência, em torno do sistema financeiro. A dependência foi facilitada por mudanças na política pública e a cooptação de líderes governamentais, políticos e reguladores que foram encarregados pelos especuladores de manter os mercados operando sem problemas.
- Os bancos estão mais interessados na obtenção de lucros crescentes na especulação pura e simples do que do que no papel tradicional de emprestar para as pessoas e empresas que querem fazer investimentos de longo prazo.
- As empresas americanas em todos os setores, hoje, ganham cinco vezes com a atividade financeira do que até 1980, em detrimento da produção.
- A criação de empresas é menor do que era há 30 anos. O dinamismo empresarial rendeu-se à especulação.
- O sistema financeiro parou de servir à economia real e agora serve principalmente a si.
- Time comenta que a situação é deprimente, mas pode trazer a oportunidade para reorientação e dimensionamento correto do setor financeiro, o que deveria ter sido feito nos anos, imediatamente após a crise de 2008. Apesar do lobby, há uma crescente pressão para colocar o sistema financeiro de volta no seu devido lugar, como um servo de negócio ao invés de seu mestre. Pesquisas mostram que a maioria dos americanos gostariam de ver o sistema fiscal reformado e o governo tomando medidas mais direta para a criação de emprego e redução da pobreza e da desigualdade.
- O público americano entende profundamente que a ordem econômica não está funcionando para a maioria das pessoas.
Conclua você mesmo: os golpistas que assumiram o Brasil estão ou não na contramão do que os cidadãos de vários países começam a perceber? Aqui, a especulação financeira pretende ditar a eliminação de direitos trabalhistas, previdenciários, de Saúde, Educação, de moradia, de terra, ambientais, indígenas etc. E longa a catastrófica "ponte para o futuro" que pretende determinar a financeirização completa do Estado.
As milícias que vão acelerar esse processo já estão em Brasilia.
sábado, 21 de maio de 2016
As "surpresas" do Brasil em Cannes e a falta de espaço na mídia para a cultura alternativa
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| Cena de "Cinema Novo", documentário brasileiro premiado no Festival de Cannes 2016. Foto:Divulgação |
por José Esmeraldo Gonçalves
Especulando: se o Cinema Novo começasse hoje, no Brasil, provavelmente só seria percebido cerca de dez anos depois quando ganhasse um prêmio no Festival de Cannes. Talvez a mídia, na época, fosse mais generosa com a Cultura, especialmente com os projetos alternativos ou ideológicos.
Especulando: se o Cinema Novo começasse hoje, no Brasil, provavelmente só seria percebido cerca de dez anos depois quando ganhasse um prêmio no Festival de Cannes. Talvez a mídia, na época, fosse mais generosa com a Cultura, especialmente com os projetos alternativos ou ideológicos.
Quando Glauber ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1969, o Cinema Novo recebia, havia muito tempo, ampla cobertura das revistas e dos cadernos culturais dos jornais. Não apenas o Cinema, como a Música, as Artes Plásticas, a Literatura, a Arquitetura, o Design, o Teatro.
E não apenas projetos de potencial comercial, como a Jovem Guarda e os Festivais da Canção, mas iniciativas quase artesanais que, a partir da ação ainda visionária de pequenos grupos, fariam o Brasil entrar na era da arte engajada e, paralelamente, em seu primeiro modelo de cultura de massa.
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| A "História do Cinema Brasileiro", segundo Manchete, nos anos 50. |
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| Em 1961, Luiza Maranhão na capa de O Cruzeiro. O assunto? As filmagens de "Barravento", de Glauber, diretor ainda desconhecido para o grande público. |
Justino Martins, que assumiu a direção da Manchete em 1958, vindo de Paris, onde vivera a efervescência cultural da cidade, abriu amplo espaço na revista para movimentos que nasceram na virada para a década de 1960 e revelaram um Brasil que, se dependesse da comunidade cultural conservadora, permaneceria confortavelmente oculto naqueles dias em que a urbanização "modernizava" o país e o consumo, na forma de automóveis, eletrodomésticos, vestuário, utensílios, acessórios importados e um varejo anabolizado pelo crediário seduzia a classe média.
Justino frequentou Cannes durante décadas e foi jurado do Festival. Tinha um grande interesse por cinema, especialmente a Nouvelle Vague e o Neorrealismo, mas as coleções da Manchete e seu fabuloso arquivo fotográfico hoje dado como desaparecido registram passo a passo cada um daqueles movimentos de todas as artes.
Entrevistas, bastidores de filmagens, estreias de filmes, peças e espetáculos musicais, perfis de diretores, escritores, cantores, compositores artistas plásticos, na maioria das vezes fotografados na intimidade dos seus redutos de criação, fossem estúdios, ateliês ou casas eram pautas presentes nas edições de Manchete na década que Rubem Gershman nomeou de "utopia absoluta".
No Brasil, a vida nunca foi fácil para os criadores e promotores culturais fora do main stream. Hoje, parece ainda mais complicada. Divulgar ou obter financiamento para um filme que não tenha um nome nacionalmente conhecido, um ídolo, geralmente formado pela TV, é missão difícil.
O atual Festival de Cannes já ofereceu duas "surpresas" aos brasileiros: a indicação para a Palma de Ouro, com repercussão positiva e elogios da crítica para o filme "Aquarius", do pernambucano Kleber Mendonça Filho, e o Prêmio Olho de Ouro, na Mostra Cannes Classic, evento oficial fora da competição, para o documentário "Cinema Novo", de Eryk Rocha, que faz uma jornada no tempo rumo à cena épica de realizadores como Ruy Guerra, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Cacá Diegues e Glauber Rocha, pai de Eryk.
Os dois filmes viajaram para a França praticamente em silêncio. Nas redes sociais, houve quem se surpreendesse com a "volta" de Sonia Braga, que está no elenco de "Aquarius". Para muitos, ela estava aposentada e recolhida a um apartamento em Niterói.
Quanto ao filme de Eryk Rocha, basta dar um google agora para ver que ganhou visibilidade apenas a partir da premiação divulgada há poucas horas.
A Cultura vem perdendo nos últimos anos mais do que verbas e ministério. A maioria dos jornais cancelou, reduziu ou fundiu seus cadernos culturais. Com menos espaço na mídia, produto que não arrasa quarteirão só vira notícia quando é referendado por "resultados". Antes disso, só se trouxer um ex-BBB no elenco.
Sem divulgação, os patrocinadores não aparecem. Faz falta, talvez, um "occupy internet" por parte dos realizadores para divulgar seus projetos e tudo o que acontece com os seus produtos durante a maturação, depois de prontos etc. Se não, quase tudo será "surpresa": um filme brasileiro estar entre os concorrentes à Palma de Ouro, um desenho brasileiro ("O menino e o mundo") concorrer a um Oscar de Melhor Animação, um documentário brasileiro ser premiado em Cannes...
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Viu isso? USA Today informa que o Brasil receberá a visita da Arca de Noé.
O Brasil vive dias pra lá de esquisitos. Por isso, nada mais natural que, segundo o USA Today, o país receba a visita da arca de Noé ainda neste ano.
A réplica em tamanho real virá da Holanda, onde foi construída pelo engenheiro e carpinteiro Johan Huibers, há quatro anos, e está aberta à visitação. Segundo o jornal, a arca, que é funcional e vem navegando (já que Noé não previu velas, a arca holandesa certamente tem um motor nada bíblico), O capitão Noé vai atracar em vários portos brasileiros, antes de seguir para os Estados Unidos. Uma fundação está arrecadando fundos para custear a viagem.
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| Comédia: político recebe missão de construir a arca de Noé. |
Ele replica na vida real o roteiro do filme "A Volta do Todo Poderoso", comédia que conta a história de um político maluco que teve uma ""visão" de um grande temporal e recebeu a missão de construir uma arca em Washington.
O jornal não informa se a arca trará animais. Aparentemente quem a visitar poderá ver apenas exibições virtuais. Melhor assim, porque no Brasil há leis que proíbem animais em circos e regulamentam zoológicos particulares.
A matéria também não informa se a visita já é consequência da política cultural do novo governo.
Peido apocalíptico prejudica aula em colégio da Tijuca e se transforma em questão nacional
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| Reprodução Whatsapp |
por Omelete
Um aluno do Colégio Palas, na Tijuca, no Rio, foi advertido, por escrito, por supostamente ter soltado um peido (ou pum, na versão infantilizada adotada por aí) devastador em plena sala de aula. Segundo o comunicado enviado ao responsável pelo estudante, a continuação da aula foi prejudicada pela atmosfera do ambiente depois do petardo orgânico. O fato não é inusitado, mas ter resultado em advertência formal provavelmente é coisa inédita na didática nacional.
Há vários pontos a comentar sobre o incidente:
- O gás resultante deveria ter sido analisado. Parece ser mais poderoso do que os gases de pimenta e paralisante utilizados para controlar multidões ou em defesa própria.
- Não fica claro se o gás foi poderoso ou se foi de intensidade razoável e a ventilação da sala é que é precária.
-Aparentemente, o autor da advertência foi seriamente afetado pelo gás, só assim se explica ter escrito "mal odor". Vai precisar passar por uma reciclagem respiratória.
- Não foi informado se o petardo foi do tipo sonoro ou da categoria silencioso, considerada mais mortal.
- O comunicado pede que "tal fato não volte a ocorrer". Não foi divulgado que tipo de precaução será tomado: o aluno usará cueca a vácuo?; só será autorizado a peidar na hora do recreio e do outro lado do pátio?; seguirá dieta de astronauta? (dizem que a NASA foi obrigada a desenvolver tecnologia especial para o problema ou as viagens espaciais seriam inviabilizadas); nem se o colégio criará uma área especial denominada Espaço Pedagógico para Liberação de Gases Pessoais Categoria Arrasa-Quarteirão.
O caso é serio. Segundo a revista Mundo Estranho publicou certa vez, uma pessoa normal empesta o ambiente de 12 a 25 vezes por dia, liberando até 1 litro e meio de gases. Boa parte das pessoas tem preferência por abrir a válvula dentro de elevadores. Daí a preocupação: se o gás da Tijuca interditou uma sala, caso teor semelhante seja solto em uma elevador as consequências podem ser catastróficas.
Com a repercussão do caso nas redes sociais, fala-se que o governo Temer e os ministérios da Educação e do Meio Ambiente devem se pronunciar sobre o grave incidente.
Parece mesmo um caso típico para estudo dos novos dirigentes.
Especula-se que, finalmente, Temer criará o órgão que Chico Buarque sugeriu há muito tempo: o Ministério do Vai Dar Merda. O titular não foi escolhido mas sabe-se que será do PMDB, cujo programa partidário tem capítulos dedicados ao assunto.
Uber testa carro sem motorista. Nos Estados Unidos...
por Niko Bolontrin
Segundo a revista Time, o primeiro carro do Uber, sem motorista, já está circulando em fase de testes nas ruas de Pittsburgh, no Estados Unidos. Com tecnologia própria do aplicativo, um Ford Fusion do aplicativo foi equipado com sensores, scanners a laser, radares e câmeras de alta resolução, além de dados de cartografia.
O Uber alerta que o carro com capacidade de autocondução ainda dá seus primeiros passos e só será levado à prática quando for absolutamente seguro para os usuários e terceiros.
O Centro de Tecnologia Avançada do Uber realiza experimentos com veículos autônomos há vários meses. Outras companhias testam há alguns anos carros de transporte e de passageiros e os especialistas não têm dúvidas de que os táxis com motoristas começarão a se tornar retrôs a partir de 2020. Veja o vídeo na página da Time, clique AQUI
Blake Lively incendeia a internet com frase considerada politicamente incorreta...
por Clara S. Britto
Não apenas Sonia Braga provoca polêmica em Cannes. A atriz Blake Lively abalou a rede ao postar uma foto frente e verso adentrando o tapete vermelho do festival.
Ela mostrou a cena no twitter ao lado de um comentário que tornou uma bomba midiática: "Rosto de L.A e bunda de Oakland".
Explica-se; Oakland é uma das cidades americanas com maior presença de diversidade social e onde brancos são minoria frente a negros, hispânicos e asiáticos. Duas dessas etnias são famosas pelo gene que atribui às mulher bundas espetaculares.
O comentário foi considerado um exemplo de insensibilidade racial e Blake Lively virou alvo das redes sociais. A atriz se defendeu com o argumento de que a expressão é do rap "I like big butts", de Mc Hammer, negro nascido e criado em Oakland.
Não apenas Sonia Braga provoca polêmica em Cannes. A atriz Blake Lively abalou a rede ao postar uma foto frente e verso adentrando o tapete vermelho do festival.
Ela mostrou a cena no twitter ao lado de um comentário que tornou uma bomba midiática: "Rosto de L.A e bunda de Oakland".
Explica-se; Oakland é uma das cidades americanas com maior presença de diversidade social e onde brancos são minoria frente a negros, hispânicos e asiáticos. Duas dessas etnias são famosas pelo gene que atribui às mulher bundas espetaculares.
O comentário foi considerado um exemplo de insensibilidade racial e Blake Lively virou alvo das redes sociais. A atriz se defendeu com o argumento de que a expressão é do rap "I like big butts", de Mc Hammer, negro nascido e criado em Oakland.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Sônia Braga: cinema de resistência e opiniões idem...
(por Vasco Câmara, para o Público)
Há quem tenha vindo por causa da memória dela em Dona Flor e seus dois Maridos (Bruno Barreto, 1976). Mas para ela, evocar uma era do passado não é apenas um trabalho de pura nostalgia, o tempo de um set e o que eles juntos faziam lá - com Jorge Amado e com Zélia Gattai, com José Wilker… - é pura alegria. “Não é nostalgia, é uma coisa feliz. Um filme transmite felicidade a muitas pessoas e é isso que queremos, dar-lhes uma consciência, mas principalmente diverti-las”. Eis Sônia Braga, 66 anos, a intérprete de uma esplendorosa personagem, Clara, de um esplêndido filme, Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, durante a conferência de imprensa em Cannes. “Filme foda!”, gritou um jornalista brasileiro.
Sônia vive entre Niterói e Nova Iorque. Há muito que não faz telenovelas, mas sublinha imediatamente: “A televisão é muito importante no Brasil. As pessoas não têm tempo nem dinheiro para ir ao cinema e ao teatro.” Logo a seguir a filha de uma costureira que criou sete filhos, a rapariga que deixou a escola aos 13 anos e que se tornou nos anos 70 e 80 num ícone do cinema e da televisão brasileiros, faz uma declaração essencial: isso não pode servir para menosprezar a “inteligência e a sofisticação dos pobres” no Brasil.
“O problema é com os ricos. Querem tirar a todos tudo o que eles têm e querem fazer as cidades feias”. Sônia, cuja linha de pensamento seria continuada por um colega actor, Humberto Carrão (ao falar na “falta de educação dos ricos”), referia-se ao contexto da personagem no filme, uma sexagenária, a única habitante de um edifício do Recife dos anos 40, que, não querendo abandonar as suas memórias, torna-se um foco de resistência para os projectos de uma imobiliária e da sua ferocidade.
“Viemos todos de sítios diferentes, mas estamos aqui. Temos de estar juntos, não importando de onde viemos, para fazermos todos juntos a democracia”. Sônia está então a falar de várias coisas que esta ficção absorveu, e que é o tempo que o Brasil vive hoje. Na terça-feira, ao subirem à red carpet para a gala de Aquarius, Sônia e a equipa, Kleber e os restantes actores, viraram-se para as câmaras e empunharam cartazes a denunciar o “golpe” - o processo de destituição da Presidente brasileira Dilma Rousseff - que entendem estar a ocorrer no Brasil. “Ocorreu um golpe de Estado no Brasil”, lia-se num dos cartazes. Outro: “O mundo não pode aceitar este Governo ilegítimo”. “Chauvinistas, racistas e golpistas como ministros”. “54.501.118 votos incinerados”.
LEIA MAIS NO JORNAL "PÚBLICO", DE PORTUGAL, CLIQUE AQUI
Há quem tenha vindo por causa da memória dela em Dona Flor e seus dois Maridos (Bruno Barreto, 1976). Mas para ela, evocar uma era do passado não é apenas um trabalho de pura nostalgia, o tempo de um set e o que eles juntos faziam lá - com Jorge Amado e com Zélia Gattai, com José Wilker… - é pura alegria. “Não é nostalgia, é uma coisa feliz. Um filme transmite felicidade a muitas pessoas e é isso que queremos, dar-lhes uma consciência, mas principalmente diverti-las”. Eis Sônia Braga, 66 anos, a intérprete de uma esplendorosa personagem, Clara, de um esplêndido filme, Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, durante a conferência de imprensa em Cannes. “Filme foda!”, gritou um jornalista brasileiro.
Sônia vive entre Niterói e Nova Iorque. Há muito que não faz telenovelas, mas sublinha imediatamente: “A televisão é muito importante no Brasil. As pessoas não têm tempo nem dinheiro para ir ao cinema e ao teatro.” Logo a seguir a filha de uma costureira que criou sete filhos, a rapariga que deixou a escola aos 13 anos e que se tornou nos anos 70 e 80 num ícone do cinema e da televisão brasileiros, faz uma declaração essencial: isso não pode servir para menosprezar a “inteligência e a sofisticação dos pobres” no Brasil.
“O problema é com os ricos. Querem tirar a todos tudo o que eles têm e querem fazer as cidades feias”. Sônia, cuja linha de pensamento seria continuada por um colega actor, Humberto Carrão (ao falar na “falta de educação dos ricos”), referia-se ao contexto da personagem no filme, uma sexagenária, a única habitante de um edifício do Recife dos anos 40, que, não querendo abandonar as suas memórias, torna-se um foco de resistência para os projectos de uma imobiliária e da sua ferocidade.
“Viemos todos de sítios diferentes, mas estamos aqui. Temos de estar juntos, não importando de onde viemos, para fazermos todos juntos a democracia”. Sônia está então a falar de várias coisas que esta ficção absorveu, e que é o tempo que o Brasil vive hoje. Na terça-feira, ao subirem à red carpet para a gala de Aquarius, Sônia e a equipa, Kleber e os restantes actores, viraram-se para as câmaras e empunharam cartazes a denunciar o “golpe” - o processo de destituição da Presidente brasileira Dilma Rousseff - que entendem estar a ocorrer no Brasil. “Ocorreu um golpe de Estado no Brasil”, lia-se num dos cartazes. Outro: “O mundo não pode aceitar este Governo ilegítimo”. “Chauvinistas, racistas e golpistas como ministros”. “54.501.118 votos incinerados”.
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Não vai faltar assunto. Todos os arquivos obtidos por Edward Snowden serão publicados pelo site The Intercept. A ideia é que o material sirva de fonte de investigação para jornalistas de todos os países
por Jean-Paul Lagarride
O site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, decidiu publicar todo o conteúdo dos arquivos da NSA denunciados por Edward Snowden.
Greenwald explica que duas normas orientavam a divulgação dos documentos: deveriam ser contextualizados e embasados por apurações jornalísticas e salvaguardariam a reputação de pessoas inocentes. Há poucos dias, The Intercept anunciou nova fase no modo de tratar a extensa documentação. O site passa a publicar todos os lotes de informações do programa norte-americano de espionagem mundial e vigilância de instituições e pessoas. O primeiro lote reúne 166 documentos a partir de 2003. Em seguida, entrarão outras fases das denúncias até que todo o material torne-se do conhecimento público e atraia cada vez mais parceiros interessados nas suas análises.
Glenn Greenwald chama a atenção de que há relatórios top secret, fundamentados e significativos, mas há também diários de viagens e férias dos analistas, além de fanfarronices e relatos cujo único objetivo era justificar orçamentos ou impressionar supervisores. Há muita coisa com erros primários e simples cópias de material publicado em jornais.
A maioria fornecerá pistas ligadas a vários países para novas investigações jornalísticas. E está aí o objetivo principal da decisão de "abrir" todo o material: que sirva de fonte para novas matérias.
Greenwald alerta que cada lote liberado passa por avaliação e checagem por parte de editores e repórteres do Intercept para evitar danos à reputaçaõ de pessoas não comprometidas com crimes e geralmente grampeadas em conversações privadas não ligadas aos atos focalizados.
O site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, decidiu publicar todo o conteúdo dos arquivos da NSA denunciados por Edward Snowden.
Greenwald explica que duas normas orientavam a divulgação dos documentos: deveriam ser contextualizados e embasados por apurações jornalísticas e salvaguardariam a reputação de pessoas inocentes. Há poucos dias, The Intercept anunciou nova fase no modo de tratar a extensa documentação. O site passa a publicar todos os lotes de informações do programa norte-americano de espionagem mundial e vigilância de instituições e pessoas. O primeiro lote reúne 166 documentos a partir de 2003. Em seguida, entrarão outras fases das denúncias até que todo o material torne-se do conhecimento público e atraia cada vez mais parceiros interessados nas suas análises.
Glenn Greenwald chama a atenção de que há relatórios top secret, fundamentados e significativos, mas há também diários de viagens e férias dos analistas, além de fanfarronices e relatos cujo único objetivo era justificar orçamentos ou impressionar supervisores. Há muita coisa com erros primários e simples cópias de material publicado em jornais.
A maioria fornecerá pistas ligadas a vários países para novas investigações jornalísticas. E está aí o objetivo principal da decisão de "abrir" todo o material: que sirva de fonte para novas matérias.
Greenwald alerta que cada lote liberado passa por avaliação e checagem por parte de editores e repórteres do Intercept para evitar danos à reputaçaõ de pessoas não comprometidas com crimes e geralmente grampeadas em conversações privadas não ligadas aos atos focalizados.
PARA SABER MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO, VISITE THE INTERCEPT, CLIQUE AQUI
A nota saiu pela culatra: colunista tenta agradar governo pós-golpe, ofende mulheres e é suspenso do jornal...
(da Revista Fórum)
O colunista Gilberto Amaral, do Jornal de Brasília, foi suspenso por sete dias após a repercussão de uma nota considerada machista, que foi ao ar na segunda-feira (16). A publicação, com o título “Feministas”, afirmava que a beleza de Marcela, esposa do presidente interino Michel Temer, já era o suficiente para representar “o charme e a elegância da mulher brasileira”.
O comentário de Amaral surgiu depois que o governo foi criticado pela falta de diversidade na formação dos ministérios, que não possuem nenhuma mulher no comando. As declarações do colunista viralizaram na internet e renderam uma enxurrada de comentários acusando o veículo de misoginia.
Confira a nota completa do Jornal de Brasília, que se retratou com os leitores.
Foi uma vergonha. Nenhuma palavra de desculpa pode minimizar a intensidade com que uma nota publicada hoje pelo Jornal de Brasília afetou cada uma das mulheres do nosso Brasil. Aqui lidamos com palavras que podem ter a mesma força que uma imagem exibida na televisão. Nós vimos isso. Sentimos isso.
Eu sei disso. Vivo isso. Ninguém liga se o trabalho é feito sem maquiagem, com o cabelo bagunçado ou de tênis. Ou não deveriam ligar. O que deve importar é o trabalho, a competência, o que é publicado diariamente nas linhas do impresso que persiste, apesar dos golpes das diversas crises. E o que foi publicado me envergonhou como mulher, como profissional, como brasileira.
Escrevo aqui em primeira pessoa para demonstrar, em nome das mulheres da redação, a indignação, a revolta e a tristeza com um pensamento misógino que saiu no próprio veículo em que trabalho e que escancarou falhas. Falhas de conceituação, de responsabilidade e de empatia. Jamais deveria ter sido publicado.
A vergonha foi tanta que, por momentos, ficamos sem reação. O erro estava claro e estampado na página 14 da edição impressa desta segunda-feira, 16 de maio, que logo espalhou indignação pelas redes sociais – local mais que apropriado e democrático para confirmar o pecado. Fomos bombardeados e concordamos com quase todos os questionamentos. Acho que, ao fim do dia, teremos várias lições.
Como jornalistas, compreendemos que erros devem ser admitidos. Como mulheres, que temos força para questionar retrocessos e para lutar por espaço e direitos. Como cidadãos, que a democracia só existirá por completo quando houver representação feminina em todos os âmbitos da sociedade. Ainda não passamos da ponta do iceberg do problema.
Marcela Temer é linda, sim. Mas, sozinha, não representa a mulher brasileira. A mulher brasileira não tem um perfil. Tem vários. São várias. Somos várias. Por muito tempo, nós ficamos presas a exatamente esse mesmo tipo de visão exposta de forma vergonhosa hoje. Mas lutamos todos os dias contra essa maré. Conquistamos, mais do que tudo, poder de escolha. E escolhemos não nos submeter a um pensamento retrógrado que reduz a feminilidade apenas ao conceito de beleza. Somos mais do que isso.
Jéssica Antunes, em nome de todas as mulheres do Jornal de Brasília
LEIA NA REVISTA FÓRUM, CLIQUE AQUI
terça-feira, 17 de maio de 2016
Silvia Salek, da BBC Brasil: o dedo na ferida...
(por Silvia Salek, da BBC Brasil - link abaixo)
Há muitos e muitos anos, em uma redação brasileira, recebi uma "chamada" de um editor. Era para eu selecionar menos negros como personagens. Na época, eu saia diariamente com a missão de encontrar pessoas que pudessem ilustrar, com foto e relato, reportagens das mais variadas. Entre jornalistas, era comum ouvir que, em páginas de certas publicações, negros eram praticamente banidos. E, como parte da racionalização deste verdadeiro absurdo, ouvi algumas vezes o exemplo de uma publicação que, com um negro na capa, praticamente encalhou. Era uma conversa que começava em tom alarmado de denúncia e terminava em tom de resignação. O culpado era o mercado. Afinal, a imprensa estava apenas respondendo à demanda do público.
Será? Nós, profissionais da imprensa, devemos fazer algo para mudar isso? Poderia dizer que, sim, "porque estamos em 2016", parafraseando o uber-cool primeiro-ministro canadense que deu essa resposta ao ser questionado, no ano passado, sobre o porquê de tantas mulheres e minorias em seu gabinete. Mas tenho a impressão de que essas frases de efeito só tocam corações convertidos.
Leia também: Quatro polêmicas que marcaram os primeiros dias do governo Temer
Enviei para minha equipe uma mensagem de WhatsApp pedindo que a gente usasse a polêmica em torno do gabinete de Michel Temer para fazer uma autocrítica, uma reflexão sobre nosso papel como parte do problema. A falta de representatividade na nossa equipe merece essa autocrítica. Nossa diversidade étnica é baixíssima e são poucos os profissionais fora do eixo Rio-São Paulo. Mas, na mensagem, me referia especificamente ao conteúdo que produzimos.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA BBC BRASIL, CLIQUE AQUI
Página oficial de Cannes registra protesto contra o golpe jurídico-legislativo no Brasil. TV francesa repercute a cena
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| O elenco do filme brasileiro Aquarius, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que concorre à Palma de Ouro, denunciou, hoje, em Cannes, o golpe de Estado no Brasil. Sonia Braga, que atua no filme, participou do protesto. | . |
VEJA O VÍDEO, CLQUE AQUI
E A FOLHA DE SÃO PAULO MENTE...
O JORNALÃO DA FAMÍLIA FRIAS DIZ QUE O PROTESTO FOI
CONTRA O "IMPEACHMENT".
NÃO FOI.
FOI CONTRA O GOLPE, COMO ESTÁ CLARAMENTE ESCRITO NOS CARTAZES.
SUPONDO QUE OS EDITORES DEVEM SABER LER EM INGLÊS,
APENAS OPTARAM POR FALSIFICAR A INFORMAÇÃO.
E A FOLHA DE SÃO PAULO MENTE...
O JORNALÃO DA FAMÍLIA FRIAS DIZ QUE O PROTESTO FOI
CONTRA O "IMPEACHMENT".
NÃO FOI.
FOI CONTRA O GOLPE, COMO ESTÁ CLARAMENTE ESCRITO NOS CARTAZES.
SUPONDO QUE OS EDITORES DEVEM SABER LER EM INGLÊS,
APENAS OPTARAM POR FALSIFICAR A INFORMAÇÃO.
Biblioteca Digital Luso-Brasileira: cultura e história ao alcance de um clique.
| Rio comemora o Centenário da Independência (da Biblioteca Nacional do Brasil |
| Inquisição; ordem do Papa para prender em nome da fé "astrólogos, adivinhos e matemáticos". (da Biblioteca Nacional de Portugal) |
Foi lançada na semana passada a Biblioteca
A BIBLIOTECA DIGITAL LUSO-BRASILEIRA PODE SER ACESSADA AQUI
A Telemundo conta com a Rio 2016, a Copa das Confederações de 2017 e a Copa do Mundo de 2016 para se tornar a maior rede de TV do continente.
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| Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Rio 2016. Foto de Ricardo Cassiano/PMRJ |
por Niko Bolontrin
Faltam menos de três meses para as Olimpíadas. Às voltas com a crise política, e com a politização até do ar que respira, com a já tradicional torcida do contra etc, o Brasil só agora começa a entrar lentamente no clima no embalo da tocha olímpica que percorre as cidades.
O Rio, como Cidade Olímpica, já vive um pouco mais os Jogos, embora sofra com os transtornos e engarrafamentos provocados por dezenas de obras de infraestrutura. São altos os índices de ocupação prevista para hotéis, hostels, pousadas, apartamentos, casas e vagas disponibilizados por particulares para os visitantes.
Mas o interesse ainda não disparou.
Os patrocinadores ainda não se mobilizaram para cooptar a cidade. Em Londres, nessa época, algumas campanhas já estavam nas ruas, especialmente peças institucionais e outdoors que convidavam a população a se integrar ao espírito olímpico.
Lá fora, contudo, distante dos interesses e conflitos políticos que abalam o Brasil, as corporações já subiram no pódio do faturamento com um dos maiores eventos esportivos do mundo. A Telemundo, por exemplo, conta com a Rio 2016 e a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, para ocupar mais espaço não só entre as grandes redes da TV americana e a Univision, mas no continente, atualmente o mercado que mais cresce. O foco é dominar de vez a enorme audiência hispânica, com alguns reflexos na relativamente pequena comunidade de brasileiros nos EUA, e se tornar a maior referência jornalística e de entretenimento nos demais países de língua espanhola.
O executivo Cesar Conde, presidente da NBCUniversal International Group e da NBCU Telemundo, comanda a ofensiva da rede junto a anunciantes e avisa que, nesse projeto, o esporte tem papel fundamental: o caminho para a Copa de 2018 começa da Rio 2016 e passa pela Copa das Confederações de 2017, antes de chegar Moscou, principalmente no destaque que será dado à cobertura do futebol.
Como a única rede que apresentou crescimento real nos Estados Unidos, em 2015, a Telemundo vem com tudo para o Rio, segundo Cesar Conde em entrevista ao site Adweek.
domingo, 15 de maio de 2016
Na capa da Piauí, de maio, o rei peladão...
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| O rei circula entre tios e tias colunistas. Reprodução |
O rei circulava nuzão com os penduricalhos e girar, mas era tão poderoso que todos o viam vestido com ricos mantos, pedrarias e veludos. Nos últimos dias, na grande mídia, Temer, com seus assessores e núcleos duros e moles, foi mais elogiado do que a Madre Teresa de Calcutá nos seus melhores momentos. No conto de Andersen, uma criança inocente, sem nome citado na Lava Jato, desmascara a nudez do rei. Em Brasília isso vai ser difícil. O Palácio do Planalto e o que acontece lá dentro não são recomendáveis para crianças.
New York Times critica políticos do novo governo e alguns jornalistas ficam indignados...
A "República do PMDB" acusou, literalmente, o golpe. Enquanto a nova cúpula e a mídia ainda comemoravam a "vitória", o New York Time disparou um canhonaço sobre o afastamento da presidente, em forma de editorial, sob o título "Tornando pior a crise do Brasil". Leia os tópicos que deixaram o novo governo "acima de qualquer suspeita" e seus apoiadores histéricos:
* "Dilma tem o direito de questionar os motivos e a autoridade moral dos políticos que buscam derrubá-la. A presidente brasileira, que foi reeleita em 2014 para um mandato de quatro anos, tem sido uma política ruim e uma líder abaixo do esperado. Mas não há nenhuma evidência de que ela abusou de seu poder para obter ganhos pessoais, enquanto que muitos dos políticos que orquestraram sua expulsão foram implicados em um esquema de propina enorme e outros escândalos".
* "As recentes investigações de corrupção, que expuseram a elite governante podre, deixa os brasileiros indignados. Se o mandato de Dilma for interrompida, os brasileiros devem ser autorizados a eleger um novo líder prontamente. Uma nova eleição poderia ser realizada, em breve, se um tribunal eleitoral, que vem investigando alegações de que o dinheiro do escândalo Petrobras infiltrou-se a campanha de Dilma 2014, invalidar sua última vitória. Alternativamente, o Congresso poderia aprovar uma lei convocando uma eleição antecipada.
* "Enquanto Dilma não conseguiu governar o país de forma eficaz, os senadores que saboreiam sua saída devem se lembrar que a presidente foi eleita duas vezes. O Partido dos Trabalhadores ainda tem apoio considerável, particularmente entre os milhões que retirou da ao longo das últimas duas décadas".
* "Dilma paga um preço desproporcionalmente alta para o erro administrativo, enquanto vários de seus detratores mais ardentes são acusados de crimes mais flagrantes".
O Diário do Centro do Mundo publicou comentários de alguns jornalistas que surtaram ao ler o editorial do NYT.
* "Dilma tem o direito de questionar os motivos e a autoridade moral dos políticos que buscam derrubá-la. A presidente brasileira, que foi reeleita em 2014 para um mandato de quatro anos, tem sido uma política ruim e uma líder abaixo do esperado. Mas não há nenhuma evidência de que ela abusou de seu poder para obter ganhos pessoais, enquanto que muitos dos políticos que orquestraram sua expulsão foram implicados em um esquema de propina enorme e outros escândalos".
* "As recentes investigações de corrupção, que expuseram a elite governante podre, deixa os brasileiros indignados. Se o mandato de Dilma for interrompida, os brasileiros devem ser autorizados a eleger um novo líder prontamente. Uma nova eleição poderia ser realizada, em breve, se um tribunal eleitoral, que vem investigando alegações de que o dinheiro do escândalo Petrobras infiltrou-se a campanha de Dilma 2014, invalidar sua última vitória. Alternativamente, o Congresso poderia aprovar uma lei convocando uma eleição antecipada.
* "Enquanto Dilma não conseguiu governar o país de forma eficaz, os senadores que saboreiam sua saída devem se lembrar que a presidente foi eleita duas vezes. O Partido dos Trabalhadores ainda tem apoio considerável, particularmente entre os milhões que retirou da ao longo das últimas duas décadas".
* "Dilma paga um preço desproporcionalmente alta para o erro administrativo, enquanto vários de seus detratores mais ardentes são acusados de crimes mais flagrantes".
JORNALISTAS QUE APOIAM O GOLPE
SOBEM NAS TAMANCAS
CONTRA O NEW YORK TIMES
O Diário do Centro do Mundo publicou comentários de alguns jornalistas que surtaram ao ler o editorial do NYT.
Neonazistas ameaçam jornalista
Deu no Extra espanhol: um homem encapuzado agrediu com um soco a editora do satírico semanal El Jueves, Mayte Quílez.
O motivo foi a publicação da capa acima, denunciando e ironizando o avanço do neonazismo na Europa.
O ataque ocorreu quando a jornalista saia de casa e foi abordada pelo agressor. A revista já vinha recebendo ameaças através da internet.
Mayte Quilez recebeu mensagens de apoio no Twitter e, ao agradecer, declarou que não se intimidará.
O jornal El Jueves comprou a briga da editora e publicou uma mensagem provocativa relembrando aos nazista a Batalha de Salingrado, quando o Exército Vermelho, da União Soviética, dizimou as tropas de Hitler e impôs a derrota que marcou a virada definitiva da Segunda Guerra Mundial em favor dos aliados.
Dra. Coxinha volta às aulas mas é "homenageada" com cartaz de golpista...
A advogada golpista Janaína Paschoal, que teve um ataque messiânico viralizado na web ao defender a derrubada da Dilma Rousseff em descabelada performance na faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, com direito a estranha coreografia, reapareceu. Ela, que foi uma das assinantes do pedido de afastamento de Dilma, voltou a dar aulas essa semana após a perambulação conspiratória.
Foi recebida com uma cartaz que traduz sua nova fama. Veja no canto esquerdo da reprodução, no alto, de um post do Facebook.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Para mulher do ministro da Casa Civil de Temer, Eliseu Padilha, citado na Lava Jato, é "bobagem" reclamar da falta de mulher no ministério. "Daqui ha pouco serão os indios, os gays", retuitou
Logotipo do governo pós-golpe de Temer vira piada
Sex Factor: reality show proibido para maiores vai pagar 1 milhão de dólares ao vencedor
por Ed Sá
A indústria pornô vive uma crise séria - como resultado da explosão de sites de vídeos gratuitos na web, principalmente postados por amadores ou produtores caseiros -, mas não perde o tesão.
Com a queda de vendas dos DVDs, não inteiramente compensada pelo volume de vendas do pay-per-view, a grande esperança do mercado XXX é a realidade virtual, que está apenas começando a ser explorada. Com óculos Samsung Gear VR, Mora HTC e outros já disponíveis para as primeiras produções do gênero, o usuário poderá ver uma cena de sexo como se estivesse ao lado dos protagonistas. A indústria espera faturar bilhões de dólares à medida em que essa tecnologia se expandir.
Enquanto isso não acontece, haja criatividade. A revista italiana L'Espresso publica uma reportagem sobre um reality show pornô que reúne oito homens e oito mulheres que jamais foram filmados em cenas de sexo. O vencedor vai levar 1 milhão de dólares para casa, além de um contrato de trabalho. Chama-se Sex Factor. O show terá 10 episódios que poderão ser vistos on-line até o dia 19 de maio e poderão ser baixados em serviços pagos de streaming.
SE PREFERIR, VEJA A MATÉRIA DA L'ESPRESSO, CLIQUE AQUI
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