sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro comemora 80 anos e promove debate sobre a precarização do trabalho

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Biblioteca Nacional digitaliza acervo dos Diários Associados


A Biblioteca Nacional fechou acordo para digitalização do acervo dos Diários Associados. Estão incluídos no acordo veículos essenciais da imprensa brasileira, tais como Jornal do Comércio, Correio Brasiliense, A Noite, O Jornal, Revista O Cruzeiro entre outros títulos.  Além de ceder os direitos de divulgação de todas a sua coleção, os Diários Associados doaram à FBN a coleção (física) do periódico “O Jornal” (1919-1974) composta por 576 volumes, mais 383 volumes do periódico “Diário da Noite” (1929-1962). O acordo prevê também que a Biblioteca Nacional receberá 36.631 discos de 7, 10 e 12 polegadas, do acervo da Rádio Tupi. Boa parte do acervo físico de periódicos já está microfilmado e disponível para consulta na Biblioteca Nacional. O processo de digitalização está em andamento  o que possibilitará consultas via internet. Conheça um pouco da história dos principais periódicos da coleção:
DIÁRIO DA NOITE
Um vespertino que será sempre o arauto das aspirações cariocas.  Rio de Janeiro (RJ) 1929 – 1973
Fundado no Rio de Janeiro (RJ) em 5 de outubro de 1929, dirigido por Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (seu dono formal), Cumplido de Sant’Anna e Frederico Barata, o Diário da Noite foi um vespertino em complemento ao matutino O Jornal, também de “Chatô”. Apresentava-se como membro da “vanguarda do movimento liberal”. Lançado em duas edições diárias, saindo a primeira às 15h, foi um empreendimento totalmente projetado em apenas duas semanas, tendo conquistado entre 60 e 80 mil leitores em seu primeiro mês de circulação. Editado até 1973, foi mais um dos inúmeros periódicos dos Diários Associados, a rede de comunicação iniciada por Chateaubriand nos anos 1920. Foi no Diário da Noite que Nelson Rodrigues escreveu folhetins usando o pseudônimo de Susana Flag. Funcionava no famoso Edifício da Noite, construído pelo próprio jornal, na Praça Mauá número 7, onde sempre funcionaram, no último andar, os estúdios da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

O JORNAL
Veículo de comunicação que deu início a construção do império de Assis Chateaubriand. Rio de Janeiro (RJ) 1919 – 1974. Lançado em 17 de junho de 1919 no Rio de Janeiro (RJ), O Jornal foi um diário matutino de grande circulação. Anteriormente vinculado à política, seu diretor inicial, Renato de Toledo Lopes, era editor da versão vespertina do Jornal do Commercio carioca – por conta de um atrito com a direção geral deste periódico, demitiu-se para fundar a sua própria folha; sem abrir mão de uma provocação, já que “o jornal” era como o Jornal do Commercio era informalmente chamado. Todavia, quando já completava cinco anos de publicação, O Jornal foi comprado por Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello. Sob o comando de “Chatô”, a folha constituiu-se no o primeiro e mais importante órgão da cadeia dos Diários Associados. Foi sob esta segunda direção que a folha galgou sua grande importância na história da imprensa brasileira, até sua extinção, em 1974.

O CRUZEIRO
A maior e melhor revista da América Latina. Rio de Janeiro ( RJ) 1928-1975.
Revista semanal, lançada em 10 de dezembro de 1928, O Cruzeiro estava nas bancas de todas as capitais e grandes cidades do Brasil, e nos principais pontos de venda de Buenos Aires e Montevidéu. Esgotaram-se rapidamente, em poucas horas, os 50 mil exemplares no lançamento. Pouco depois de seu lançamento, já havia se firmado como a grande revista nacional.
Revolucionou o mercado editorial brasileiro com utilização de fotografias, apresentação gráfica moderna e conteúdo diferenciado. A receita era aparentemente simples: uma resenha do noticiário nacional e internacional da semana com farto material fotográfico, textos literários, reportagens sobre lugares exóticos e aspectos pouco conhecidos da fauna e da flora brasileiras, colunas que abarcavam um leque variado de assuntos. O jornalista David Nasser e o fotógrafo Jean Manzon, foram fundamentais para o sucesso da revista, tornaram-se uma das mais notáveis duplas jornalísticas da história da imprensa no Brasil, que nos anos 40 e 50, fizeram reportagens de grande repercussão.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO
O mais antigo periódico em circulação da América Latina.  Recife (PE) 1825 – até a presente data
O “Diário de Pernambuco”, fundado em Recife em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo Antonio José de Miranda Falcão, é o mais antigo jornal da América Latina ainda em circulação, seguido pelo Jornal do Commercio do Rio de Janeiro (de 1827). Foi um jornal projetado para cobrir assuntos de interesse comercial. Trazia informações gerais sobre a vida mercante de Pernambuco, como anúncios de produtos, leilões, roubos, compra e venda e horários de embarcações. Era veiculado pela Tipografia Miranda & Companhia, que em 1828 passa a se chamar Tipografia Fidedigna, em virtude de uma mudança de endereço. Depois de ser administrado pelo seu fundador, em 1835 o jornal passa a ser propriedade do comendador Manuel Figueroa de Faria. Em 1901 o jornal é leiloado e adquirido pelo conselheiro Francisco de Assis Rosa e Silva. No ano de 1912, por conta de rivalidades políticas locais entre Rosa e Silva e o general Dantas Barreto, o jornal é empastelado. Em 1920 passa para as mãos do coronel Carlos Benigno Pereira de Lyra. Em 1931 o jornal é vendido à cadeia “Diários Associados”, de Assis Chateaubriand. Em 3 de março de 1945 o jornal sofre outro empastelamento, por conta de sua postura agressivamente contrária ao governo getulista, algo característico dos “Diários Associados”. Depois da invasão de sua redação e depredação do patrimônio, fica 45 dias sem circular. Em 1994 passa a ser administrado pelo “Condomínio Associado” e pelos empresários Armando Monteiro Filho, Eduardo de Queiroz Monteiro e Paulo Sérgio Macedo. No ano de 1997 a publicação volta a ser dos “Diários Associados”, sob a presidência de Paulo Cabral. Periodicidade diária.

JORNAL DO COMMERCIO
Utilizado por muitos anos como publicação oficial dos atos do governo, Rio de Janeiro (RJ) 1827 – até a presente data. O Jornal do Commercio é um jornal econômico brasileiro. É o jornal mais antigo de circulação diária com publicação ininterrupta da América latina. Teve origem no Diário Mercantil (1824), de Francisco Manuel Ferreira & Cia., editado no Rio de Janeiro, voltado para o noticiário econômico. Adquirido por Pierre Plancher, teve o seu nome mudado para Jornal do Commercio em 31 de Agosto de 1827. No período de 1890 a 1915, sob a direção de José Carlos Rodrigues, contou em suas páginas com os nomes de Rui Barbosa, Visconde de Taunay, Alcindo Guanabara, Araripe Júnior, Afonso Celso e outros. Era então editorialista José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Desde 1957 integra os Diários Associados.

FONTE: BIBLIOTECA NACIONAL. VISITE O SITE DA BN, CLIQUE AQUI

Documentos da CIA revelam atuação de barão da mídia na ditadura de Pinochet. Dono do El Mercurio é expulso de associação de jornalistas chilenos

Jornal El Mercurio recebeu dinheiro da CIA para colaborar com a ditadura chilena. 

Barão da mídia chilena denunciado em documentos secretos agora desclassificados pelo governo americano: Agustin Edward Eastman fez campanha na mídia contra Allende e, após o golpe, continuou prestando apoio editorial à polícia de Pinochet, A notícia está no site do Conselho Nacional de jornalistas chilenos.
O Conselho Nacional da Associação de Jornalistas do Chile, com base em documentos secretos desclassificados recentemente nos EUA, expulsou da instituição Agustin Edward Eastman, dono da empresa que edita o jornal El Mercurio, após ficar provado que ele obteve recursos da CIA para apoiar uma política editorial de desinformação e contribuir para minar a democracia e facilitar o golpe contra Presidente Salvador Allende. O golpista, um dos barões da mídia na America Latina ( El Mercurio faz parte da organização de direita Grupo Diários da América, da qual é associado o jornal O Globo), chegava a publicar fotos de multidões em eventos assinalando com um círculo rostos de estudantes supostamente ligados a organizações socialistas. Ressalte-se que nos tempos das passeatas de 1968/1969 os grandes jornais brasileiros, como O Globo, faziam algo semelhante em uma política de "ajuda" à repressão ao publicar extensas relações com nomes, endereço e números de documentação de estudantes presos no Rio de Janeiro. E a Folha de São Paulo é citada no relatório da Comissão Nacional da Verdade por ter dado apoio e cedido veículos à OBAN, organização paramilitar responsável por prisões, tortura e assassinatos de opositores da ditadura.
A denúncia que envolve El Mercurio é uma boa dica para pesquisadores brasileiros e a própria Comissão da Verdade já que tem origem em documentos oficiais e secretos do governo americano agora liberados para a acesso público. O Conselho de jornalistas chilenos justifica sua decisão com o argumento de que o órgão não pode ter entre seus integrantes empresários que defenderam atos como tortura, prisões ilegais e assassinatos políticos.
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Austrália critica Olimpíada no Rio... Mas as observações poderiam ser mais construtivas e menos intolerantes

A secretária-geral do Comitê Olímpico Australiano, Fiona de Jong, critica a Olimpíada no Rio. Para ela, a cidade não oferece segurança. O alerta é válido, orientar turistas é um dever das autoridades, mas o tom ultrapassou limites. A crítica poderia ser mais construtiva e menos intolerante. Dona Fiona tem duas alternativas: primeiro, se está tão temerosa, não deve vir, vai ficar insone, paranoica e transmitir insegurança à sua delegação; segundo, baixar a bola e lembrar que a Austrália tem graves episódios de insegurança para os brasileiros. Nos últimos anos, um brasileiro foi espancado até à morte pela polícia; outro foi encontrado morto em circunstâncias suspeitas; há casos de espancamento de estudantes em agressões de natureza racista; sem falar em atentado terrorista que, no centro de Sidney, vitimou várias pessoas e feriu gravemente uma brasileira. Mas lá, como aqui, a generalização pode ser injusta. O episódio mais triste e sangrento já registrado em uma Olimpíada aconteceu em uma nação desenvolvida (Alemanha, Munique, 1972). Um segundo caso com ocorrência de fatalidades abalou Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996. Então, dona Fiona, violência não é, infelizmente, exclusiva de nações "subdesenvolvidas".
Quanto a mais segurança, no Rio, é uma revindicação dos cariocas e para o dia a dia e não apenas em função de grandes eventos. O Brasil, com o Rio recebendo quase dois milhões de turistas, promoveu uma Copa do Mundo irrepreensível, segundo reconhecimento de organizações internacionais ligadas ao futebol e ao turismo. Os visitantes foram festivamente recebidos. Não houve registro de agressões a etnias. Se vierem, os aborígenes, por exemplo, tão perseguidos e discriminados na Austrália, verão in loco esse clima de confraternização sem preconceito. Aliás, seu Comitê Olímpico trará algum atleta aborígene?
A cidade, como muitas cidades grandes, tem sérios problemas. Há certas áreas perigosas? Sim. Mas se dona Fiona for a Paris assistir ao Roland Garros deve ter cuidado se resolver passear no banlieu, na periferia, correndo o risco de sair depenada. Se tivesse ido à Olimpíada de Los Angeles botaria o pezinho nos blocks barra-pesada? E, nos Jogos de Londres, visitou, por exemplo, um bairro "aprazível" chamado Brent? Poderia perder até a peruca lá.
Ou seja, que os visitantes tenham cuidado, como em qualquer lugar, mas não se deixem levar exageradamente pelo discurso preconceituoso da secretária-geral do Comitê Olímpico Australiano. Se dona Fiona não sabe, a seleção da Austrália veio para a Copa do Mundo de 2014, foi muitíssimo bem recebida, os jogadores deram entrevistas maravilhados com a recepção e o convívio com a população em Vitória, no Espírito Santos, onde se instalou e onde turistas australianos circularam pela cidade. Segundo os jornais publicaram, houve em toda a Copa registros oficiais de dois assaltos contra cidadãos australianos ocorridos em Porto Alegre. Lamentável. Mas de um modo geral o esquema de segurança na Copa funcionou, incluindo a vigilância nos aeroportos, portos e rodovias que barrou vários estrangeiros com histórico de violência. Os turistas e esportistas australianos são bem-vindos e aqui chegando devem procurar os postos de assistência aos visitantes e obter informações sobre a cidade, saber sobre lugares e horários adequados para visitar certas áreas. É o básico. Além dos centros de apoio aos turistas, a maioria dos cariocas é prestativa e não se nega a dar informações. Isso foi reconhecido igualmente durante a Copa.
E que todos se divirtam em paz.
Mas, por favor, sem os sinais de intolerância da Dona Fiona.

Hoje é dia de Jorge... E este blog já visitou o terreiro do santo "carioca" que desafiou o Império romano

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Jornal O Dia publica excelente matéria com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Dos 50 anos da Globo, 31 foram sob seu comando. A entrevista é assinada por Paulo Ricardo Moreira. Boni critica a TV e revela que vai escrever um livro com os 3 mil memorandos que mandava para sua equipe e que são a origem do famoso "padrão Globo de qualidade".





Reprodução O Dia


por Paulo Ricardo Moreira (matéria exclusiva do jornal O Dia - link abaixo)
A história da Globo, que completa 50 anos no próximo domingo, quase se confunde com a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o ex-todo-poderoso da emissora. Depois de passar por Tupi e Excelsior, ele chegou em 1967 à tevê da família Marinho, onde criou uma programação bem-sucedida. Das cinco décadas da Globo, Boni sente orgulho de ter participado de 31 anos. Quando deixou o cargo de vice-presidente de Operações, no fim de 1998, para virar consultor, ele custou a assimilar o golpe. 
'A Globo não pode transmitir esse futebol chinfrim como obrigação comercial. Podia ser um pouco menos comercial e voltar a ser mais artística'
Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia
“Me senti meio que perdendo um filho”, confessa. Hoje, ele ainda assiste à programação do canal com olhar crítico. “Falta à Globo uma certa personalidade”, afirma. Ao avaliar os principais astros, ele conta que faria com que Faustão falasse menos no programa e comenta a saída de Xuxa. “Ela não vai conseguir fazer sucesso na Record”, aposta. 
APRESENTADORES 
Para Boni, artista que não rende mais nem dá audiência como antes deve ficar numa espécie de reserva técnica da Globo, fazendo participações em programas fixos da grade e estrelando especiais uma vez por ano. Ele diz não saber detalhes da saída de Xuxa, mas acredita que foi um mau negócio para ela e para a emissora. “Acho que ela fez uma besteira. Não vai conseguir brigar com a Globo. Se não estava dando audiência na Globo, com todo o poderio da emissora, como ela vai dar audiência na Record? Não vai conseguir fazer sucesso e vai sofrer um desgaste”, prevê. “Difícil a Record arranjar um bom conteúdo para ela”, completa.
Boni diz que Xuxa poderia ter continuado na Globo, seguindo o modelo que ele, antes de deixar o cargo, acertou, por exemplo, com Renato Aragão, que apresenta o ‘Criança Esperança’ e protagoniza especiais de fim de ano. “Não precisa ficar até o fim da carreira. Ele não podia continuar fazendo programa levando bofetada e caindo de cadeira”, avalia.
O ex-todo-poderoso considera Fausto Silva, Ana Maria Braga e Luciano Huck grandes vendedores de produtos. “O que eles anunciam vende. Mas o que fazer com eles em matéria de conteúdo? O problema é conteúdo”, analisa. No caso de Faustão, Boni conta que faria com que o apresentador falasse menos no ‘Domingão’. “Largar o cara apresentando ao vivo um programa de três horas é um desgaste. Eu arranjaria mais produção, para que ele aparecesse menos e o programa não dependesse tanto dele”, adianta.   
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O DIA. CLIQUE AQUI

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Na edição de hoje, The Telegraph exalta Neymar e tenta explicar as razões do sucesso do Barcelona

The Telegraph lista hoje sete motivos para explicar o sucesso do Barcelona. 
1- Gols. Nesta temporada, o Barcelona fez 147 gols. Real Madri (136), Bayern Munich (115), Chelsea (101), Arsenal (97).
2 - O melhor trio atacante do futebol: Messi, Neymar e Suarez. Dos gols do Barcelona, Messi marcou 46, Neymar, 30 e Suarez, 19. Os demais jogadores, 48.
3 - O treinador mais vencedor nos primeiros 50 jogos que comandou da história do Barcelona. Luis Henrique ganhou 42 jogos; Helenio Herrera, 40 e Pepe Guardiola, 37.
4- O meio de campo mais criativo do futebol atual, com destaque para Iniesta.
5 - A precisão dos passes. Na Liga dos Campeãos, o Barcelona fez 7.163 passes. Acertou 89,3%.
6- O espírito do time, que passa a ideia de jogar futebol com prazer. O jornal inglês destaca que a primeira atitude de Neymar após os gols é abraçar o companheiro que lhe passa a bola. É um time de estrelas em admirável harmonia, diz o Telegraph.
7 - A última explicação para o sucesso do Barcelona está no seu maior rival, o Real Madri, que vive  crise fora de campo, é instável e pode até perder Cristiano Ronaldo na próxima temporada.

NA capa da People, Sandra Bullock, eleita a "mulher mais bonita do mundo"


Rosie Huntington-Whiteley, de Mad Max Fury Road, na capa da Self


Rosie Huntington-Whiteley, 28, atriz e ex-modelo da Victoria Secret, está no filme Mad Max: Fury Road, é capa da Self de maio. Veja o vídeo de bastidores das fotos. Clique AQUI

Traduzindo...

por Omelete
Lei Rouanet deu dinheiro público para empresa rica
* Em transação bilionária, o Cirque du Soleil, teve seu controle acionário vendido para fundos de investimentos chineses e norte-americanos. O tradicional circo canadense atrais 150 milhões de espectadores em todo o mundo. Mas você sabia que este mesmo riquíssimo circo veio ao Brasil e foi patrocinado por dinheiro público através da Lei Rouanet? Pois é. 
Choro vai dar liga
* O Flamengo, sempre beneficiado pelas arbitragens, chora a derrota para o Vasco. Ficou magoado. E ameaça levar a bola pra casa e fundar uma liga. Já fez isso no começo do século passado quando não queria ter no time jogadores negros.
Antena na cabeça
* Dilma apronta mais uma. Por pressão das empresas de telefonia e das bancadas de parlamentares ligados ao setor, a presidente assinou lei que impede que os municípios atuem no controle de antenas de celulares que poluem as cidades. Na prática, muitas normas ambientais e estéticas podem ir pro espaço. Se o governo federal autorizar, será possível instalar antena na pedra do Arpoador, por exemplo ou na cabeça do Cristo Redentor. A favor de Dilma, registre-se que ela vetou um artigo safadinho que dava margem a interpretação de que o poder público deveria arcar com os custos de investimentos das redes privadas. Ou seja; além da poluição visual e dos efeitos das ondas de rádio na cabeça o cidadão ainda poderia pagar a conta.  Sei não, os projetos que Dilma recebe do Congresso para sancionar devem ser lidos com lupa e microscópio eletrônicos já que não são raros os "contrabandos" embutidos.
Nova Mulher Maravilha

Gal Gadot, a nova Mulher Maravilha. Divulgação

Fãs reclamam que ela não tem a comissão de frente da antiga MM, Lynda Carter. Reprodução

* A atriz israelense Gal Gadot, 30, será a nova Mulher Maravilha. Ela serviu por dois anos na IDF (Israel Defense force). Mas os fãs estão reclamando que ela tem seis pequenos, quesito no qual a antiga titular do papel, a atriz Lynda Carter, sobrava.
Fim da boca-livre para concessões?
* O governo vai anunciar novos lotes de concessões, em maio. Noticia-se que haverá um enxugamento da atuação do BNDES que antes financiava até 70% da festa. Ou seja, quem levar a concessão vai ter que investir dinheiro próprio. Tradicionalmente, a política de concessões públicas no Brasil é presente natalino para as empresas privadas que assumem estruturas que geralmente já estão prontas e levam bilhões de BNDES a juros subsidiados para tocar o negócio. A expectativa é se em condições de investimento mesmo, do caixa das empresas ou de empréstimos que elas levantem no mercado, haverá interessados.   O que se diz é que se acabar a negociata não tem negócio. A conferir nos próximos leilões.
Bandeira da Rússia é vetada no Monumento aos Mortos, no Rio
* O cerimonial do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial se recusa, não se sabe porque, hastear a bandeira russa durante as comemorações do dia da Vitória, em 8 de maio. Aparentemente, querem apagar na marra o papel decisivo da então União Soviética na vitória dos aliados. Registre-se que o país impôs a histórica derrota à Alemanha tida pelos historiadores como fundamental para a virada da guerra.
A Segunda Guerra custou à Rússia mais de 20 milhões de mortos. Nenhum país foi tão sacrificado. Em decisão elogiável, a presidente Dilma Rousseff vai à Rússia e participará das comemorações locais no dia 9 de maio (em função dos fuso horário é, para ele, o Dia da Vitória). Diplomaticamente, Dilma compensa a estranha atitude dos responsáveis pelo cerimonial do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Atero, Rio de Jqaneiro. Ainda circula na internet uma petição pública pedindo às autoridades que revejam a decisão e permitam que a bandeira da Rússia tremule ao lado de todos os demais aliados. Ainda há tempo. Assine e divulgue a petição. Clique AQUI
Trabalhadores de mãos ao alto. Ganhou, playboy, é a terceirização
* Anúncios e jornais e comerciais na TV defendem a Lei da Terceirização. São bancados por instituições patronais que recebem dinheiro público, como Fiesp e outras. A ofensiva é intensa e deixa claro que a precarização do trabalho e o comprometimento de direitos trabalhistas só interessam aos patrões, que embolsarão recursos que hoje se destinam à Previdência Social (o que vai comprometer aposentadorias), vão lucrar com o fim de obrigações trabalhistas, subsitituirão empregados como quem muda um pilha de lanterna, não precisarão se comprometer com planos de carreira e achatarão salário. Melhor do que isso só sonegar a Receita e ter conta secreta na Suíça. As centrais sindicais convocam os trabalhadores para evitar que as bancadas dos empresários na Câmara assaltem direitos e roubem empregos. 
Bolsa-Blog tucano
* O governo de Geraldo Alkmin, do PSDB, inventou em São Paulo o Bolsa-Blog. Mas só para os coxinhas amigos. A Folha divulgou os altos números das verbas públicas destinadas à turma que diz estar "cansada" da corrupção. 
Ilse Scamparini, que  soooonoooo...
* Tá bombando na rede. O melhor das comemorações dos 50 anos da TV Globo foram as hilárias caretas da repórter Ilse Scamparini durante o especial que reuniu profissionais da emissora. Ninguém entendeu.
Reprodução
Foram várias caras e bocas. Um internauta disse que Ilse fazia o visual "não estou disposta". Outro, registrou um "adoro da felicidade da Ilse Scamparini". E mais um, avaliou que ela cansou do falatório do Galvão lembrando João do Pulo, Ayrton Senna, Copa de 78, e outras velharias e deu sono. Até o bebê de proveta foi lembrado, fato que é mais sonífero do que o Domingão do Faustão.
Lava Jato: roubaram os óculos de Michael Jackson
* Roubaram os óculos da estátua de Michael Jackson no Morro Dona Marta. Deve ter sido alguém da Lava Jato. Melhor o juiz Moro ouvir um delator para confirmar.
Russas esquentam a Sibéria
Reprodução
Do site RT

* Sem dar bola para o frio, russas esquiam de biquini na Sibéria. Na verdade, um grupo se reuniu em um flash mob gelado para tentar quebrar um recorde do Guiness em matéria e pouca roupa e baixa temperatura. Aparentemente, pela euforia da rapaziada, o boicote à Rússia, manobrado por países da Europa e pelos Estados Unidos não está abalando a temporada. Veja o vídeo, clique AQUI
Não é pelos 0,5% de álcool
* STJ diz que a Kaiser pode anunciar como "sem álcool" e sem necessidade de avisar no rótulo cerveja com 0,5% de álcool. Surreal. A Kaiser ganhou a parada mas está aberto um precedente. Deixa ver se eu entendi: produto com 0,5% de gordura pode então ser anunciado como sem gordura. Sorvete com 0,5% de cachaça pode ser anunciado como sem cachaça; pastel com 0,5% de carne vencida não precisa avisar ao consumidor. Manteiga sem sal pode ter 0,5% de sal e não precisa avisar ao hipertenso. A torta dietética pode levar 0,5% de açúcar e esconder isso do diabético. E o mais grave; a Lei Seca pune atualmente o motorista que ingerir qualquer quantidade de álcool. Quer dizer que o sujeito bebe uma cerveja "sem álcool" da Kaiser e, na verdade, vai estar com 0,5% da "marvada" na veia? Talvez os ministros do STJ possam fazer um teste: bebem umas Kaiser "sem álcool" e depois vão pra blitz da Lei Seca e ver no que vai dar.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Europa, França e Bahia, literalmente. Marca "Salvador" voa entre Madri e Paris

Salvador nas asas da Air Europa. Foto Agecom
Um avião de Air Europa voará até o fim do ano entre Paris e Madri com as cores de Salvador na fuselagem. A ideia é divulgar o destino e atrair turistas para a capital baiana. A Air Europa foi uma das patrocinadoras oficiais do carnaval de Salvador. 

Jornalista brasileiro lança livro sobre Pepe Mujica, o ex-tupamaro que modernizou o Uruguai

por Flávio Sépia 
O jornalista Marcos André Lessa lança na próxima segunda-feira, dia 27, na Livraria da Travessa, em Botafogo, no Rio, o  livro "Mujica: o presidente mais rico do mundo". Lessa conta a trajetória de José Alberto Mujica Cordano, o Pepe Mujica, ex-tupamaro que aos 75 anos chegou ao poder e fez sua revolução nas leis e costumes do Uruguai. O livro tem prefácio de Chico Alencar, deputado federal pelo PSOL-RJ, e capítulos como "Mujica e a guerrilha", "Mujica e a América Latina" e "Mujica e o aborto", entre outros. O autor diz que, agora com quase 80 anos, Mujica quer descansar. Recusou a presidência do Unasul em troca de dias calmos na sua pequena chácara, ao lado da mulher, a senadora Lucía Topolansky, cuidando do seu jardim e dos cachorros.
Reprodução do site El Deber del Mundo/AFP
E, certamente, do Fusca que tornou famoso. O ex-presidente diz que jamais venderá o carro, um modelo de 1987 que vale no mercado uruguaio cerca de 70 mil pesos, em torno de 5 mil reais. Um xeque árabe quis comprá-lo por 1 milhão de dólares. O embaixador do México, Felipe Enriquez, também já ofereceu dez veículos em troca do lendário Fusca de Pepe Mujica, que virou um símbolo mundial da austeridade que todo político deveria praticar.

Rihanna na capa da V Magazine...


Choradeira do Flamengo após ser eliminado pelo Vasco vira piada na rede






Reproduzido do site Torcedores.com


Reproduzido do site netvasco


A história pelo retrovisor... Há 30 anos, a morte de Tancredo Neves

por Flávio Sépia
Um pouco de contramão no fluxo de opiniões e matérias que celebram Tancredo Neves, hoje. Afinal, o que seria da história sem o contraditório. Diz-se que os vencedores escrevem e reescrevem os fatos ao sabor das circunstâncias. No Brasil, alguns acontecimentos, sob a ótica política, descambam tanto que adernam para a ficção. O que você não vai ler na mídia comercial: foi reveladora a participação de Tancredo Neves no trágico folhetim que começou em 31 de março de 1964. O mineiro era aliado de João Goulart mas amigo de militares. O jornalista Jorge Antonio Barros conta hoje, no Globo, que JK não queria promover Castelo Branco.
Festa? Era a "transição"

A "transição" capítulo 2.
O então presidente tinha informações de que Castelo era "golpista" e "mau caráter". Se não fosse promovido, Castelo receberia o glorioso pijama da reserva. Tancredo convenceu JK, Castelo ganhou mais uma estrela e se tornaria o primeiro ditador da longa sequência que lançaria o Brasil nos anos de chumbo. Em 1965, Tancredo, que foi poupado da
cassação embora tivesse participado do governo Jango, ingressou no MDB, partido criado pelos militares para encenar um "oposição democrática" em contraponto à Arena, sigla "governista". Foi eleito deputado, sucessivamente, até 1979. No período mais sangrento da ditadura, Tancredo submergiu politicamente. É difícil para um pesquisador encontrar suas digitais em algum acontecimento ou protesto nas ocasiões em que o regime era denunciado e combatido pelos meios possíveis na violenta década de 1970.
O golpe do destino
Mesmo a Wikipedia, uma enciclopédia virtual e informal, que não é infalível, ao contrário, mas é corrigida e reabastecida permanentemente, consegue resumir em uma linha a trajetória de Tancredo na citada década. Com a volta do pluripartidarismo, o mineiro, que era da "ala moderada" do MDB (nos tempos em que até Ulysses Guimarães, que não era propriamente um "subversivo", assumia o enfrentamento e era atacado ruas por cachorros da Polícia Militar da Bahia, capitania de ACM e do então governador Roberto Santos, então da Arena), deixou o partido para fundar o PP ao lado de "dissidentes" da Arena (um deles, precisamente Roberto Santos, o homem que soltou os cachorros em Ulysses). Tancredo mudou-se para o PMDB para se candidatar ao governo de Minas, já em 1982, quando percebeu que o PP não o levaria tão longe. "Ala moderada" do MDB" e "dissidente" da Arena é qualquer coisa insondável, chega a ser uma qualificação partidária risível para não dizer ridícula. Mas procede, no caso. Nos anos seguintes, as Diretas-Já tomariam as ruas. Tancredo subiu no palanque.
Sem futuro: o passado se abraça
Tipicamente, em um discurso em São Paulo, não chamou a ditadura de ditadura mas apenas de uma "confusão" que se instalou no país. E, em entrevistas, não se sabe se por ato falho, costumava chamar o golpe de "revolução". Com a derrubada da Emenda Dante de Oliveira no Congresso, os defensores de uma candidatura via Colégio Eleitoral da ditadura consideraram concorrer com uma chapa de "oposição". No começo das negociações havia quem defendesse que José Sarney fosse cabeça de chapa e Tancredo, vice. O adversário era Paulo Maluf. Parecia fácil ganhar no Colégio Eleitoral dos militares: nem ACM apoiava Maluf. Em meio às negociações, a chapa foi invertida. Tancredo era palatável pela ditadura e o Brasil foi poupado de a pantomima do Colégio Eleitoral ser ainda pior: a primeiro civil na Presidência após o golpe seria escolhido entre Maluf e Sarney. Já pensou? Pelo menos naquela votação indireta, pode-se dizer que, ao aceitar concorrer, Tancredo livrou o país de um vexame diluviano. Ponto para ele. Mas o Brasil não seria poupado de Sarney, após a morte do mineiro que, como a viúva Porcina, foi presidente sem nunca ter sido.
O povo que sonhou com as Diretas
ganha um "presente" torto.
Tancredo morreu antes de tomar posse. Tecnicamente, não chegou a ser presidente e nem sequer havia sido eleito pelo povo. Só em 1985, um ano depois da sua morte, foi promulgada uma lei especial tornando obrigatória a inclusão do seu nome em todas as galerias de presidentes do Brasil. Foi o último biônico. O capítulo seguinte, o Brasil as gerações dos anos 80 não esqueceram. O representante mais afinado com a ditadura, Sarney, virou o presidente da "transição". Vieram o Plano Cruzado - o povo gostou do congelamento de preços e assumiu um papel messiânico de "fiscal do Sarney" - e foi alvejado com o Plano Cruzado 2, que levou o país a uma hiper inflação de 80% ao mês, sublinhando a enganação da qual o país foi vítima. Mais adiante, viria a Constituinte, que não foi exclusiva como muitos pediam e acabou influenciada pelos políticos profissionais e pela ação do Centrão (bancada conservadora) apoiado pelo governo. Foi aprovado o mandato de cinco anos. Plantava-se metodicamente a base do atraso social e da consolidação de uma cruel concentração de renda. O Brasil era aquele jogador que o torcedor apelida de 'enceradeira": o falso craque que dribla dando voltas em torno de si mesmo sem sair do lugar.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Os descartáveis...


Desde 2013, o passaralho está de plantão nas principais empresas de comunicação do Brasil. Os cortes em todo o Brasil já chegam perto dos três mil. Na maioria, tais vagas foram extintas. Diante do drama, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro deflagrou uma campanha para defender a manutenção do empregos na mídia. Na visão das grandes corporações e na hora de preservar lucros, jornalistas parecem facilmente descartáveis. Se o produto vai perder qualidade, é problema de quem compra na banca ou assina as publicações.

domingo, 19 de abril de 2015

Praça Mauá vista do alto: Museu do Amanhã ganha forma...

A foto foi feita do terraço do MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro). Ainda cercados de tapumes, a nova Praça Mauá e o Museu do Amanhã começam a ganhar os contornos do que será uma bela área de lazer e cultura para cariocas e visitantes com o adicional da vista deslumbrante que a cidade recupera após a demolição do trambolho que era a Perimetral. Com a derrubada do viaduto, o Rio segue a tendência da principais capitais do mundo, restringe a circulação de automóveis particulares e devolve parte da cidade à população. Até o fim do ano a nova praça e o museu deverão estar concluídos. No local passará também a futura linha do VLT, com inauguração marcada para 2016, antes das Olimpíadas.Foto: Gonça

Motel sobre rodas: posto avançado para o amor...

É isso mesmo. o Motel Senzala, de Recife, montou uma unidade móvel para atender à clientela.Se você mão tempo ou não está motorizado para ir ao motel, o motel vem até você.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Guerrilheiros de imagens: nos 55 anos do filme La Dolce Vita, a saga dos paparazzi que nasceram em Roma e que hoje, de Hollywood ao Rio, combatem em todas as frentes...

Cena do filme La Dolce Vita. Marcello Mastroiani e Anita Ekberg e os paparazzi da Via Veneto. 
A famosa cena de Anita Ekberg na Fontana di Trevi. Na época, foi montado um forte esquema para impedir a atuação de paparazzi. Funcionou; as únicas imagens são da divulgação do filme. 
A Veneto, hoje. Os cafés da mítica rua de Roma atraem turistas e pouco lembram os agitados anos 60 quando astros, estrelas e playboys frequentavam o local. Paparazzo que precisa pagar as contas já não faz ponto na famosa via. Foto: J.E.Gonçalves
por José Esmeraldo Gonçalves
La Dolce Vita, de Fellini, comemora 55 anos. Neste mesmo 2015, em janeiro, morreu a atriz Anita Ekberg, que interpretou a estrela de cinema "Sylvia", a loura monumental que transformou a Fontana di Trevi e Marcelo Mastroiani (no filme, o jornalista "Marcello Rubini", especializado em celebridades) em meros coadjuvantes da mais famosa cena do regista italiano. Em 1960, La Dolce Vita provocou polêmica, tentativas de censura e boicote por parte do Vaticano. Mas a ousadia, a crítica religiosa, o retrato da alta sociedade manipuladora, a sensualidade, os escândalos focalizados como indutores de lucros, tudo isso conferiu ao filme a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1960. 
A Fontana di Trevi não é mais a mesma. Quem visitar Roma por esses dias poderá vê-la ainda cercada de andaimes por conta de uma grande restauração. Apenas a parte central - que mostra o carro de Netuno conduzido pelos tritões - está pronta. Turistas se revezam para selfies diante do espelho d' água que um dia recebeu Anita Ekberg. 
À distância de uma caminhada que não é impossível mas não é para fracos fica a Via Veneto, outro cenário fundamental do filme de Fellini. Também não é mais a mesma. Nos anos 1950 e 1960 era a rua mais agitada de Roma. Seus cafés e hotéis eram os preferidos dos famosos da época. Não apenas das grandes estrelas do cinema italiano, que vivia os anos dourados de Gina Lolobrígida, Cláudia Cardinale, Sophia Loren e Virna Lisi, como dos hollywoodianos Richard Burton e Elizabeth Taylor, dos franceses Brigitte Bardot e Yves Montand, além dos playboys Porfírio Rubirosa, Baby Pignatari, Aly Khan e Gunther Sachs. Hoje, os cafés da Veneto são frequentados por turistas, principalmente. A aura mítica persiste na memória e em algumas referências preservadas. Uma placa lembra Fellini, "que fece di Via Veneto il teatro della Dolce Vita'. Outra marca o "Largo Federico Fellini". Vale o passeio, é uma boa rua para andar a pé na subida rumo à Villa Borghese. 
Na ficção, as calçadas da Veneto foram cenário da ação dos paparazzi retratados por Fellini. Especialmente do fotógrafo vivido pelo ator Walter Santesso, personagem a quem o diretor deu o nome de "Signore Paparazzo". 
O diretor Federico Fellini 
na Via Veneto.
Foto Fondazione Italia
Na vida real, a Veneto foi campo de batalha entre os fotógrafos que brigavam por um flagrante das celebridades. De preferência, um flash de beijos e amassos, cenas explícitas de infidelidade ou, melhor ainda, um astro ou estrela saindo bêbado (a) de um bar. O neologismo foi popularizado e com o tempo passou a definir os profissionais que circulavam na noite de Roma, Cannes, Mônaco, Paris e Los Angeles caçando literalmente o pão de cada dia em forma de foto. Dependendo dos personagens envolvidos e do enredo, uma foto podia valer até alguns milhares de dólares. Roma era a capital do cinema europeu e a Cinecittá rodava produções com elencos hollywoodianos, o que tornava a Veneto uma extensão dos estúdios. Mas a concorrência era acirrada, os paparazzi não raro brigavam entre si e, com mais frequência ainda - embora na época não fossem comuns as tropas de seguranças que cercam celebridades -, tomavam porradas homéricas providenciadas pelos próprio atores, estrelas ou seus acompanhantes. 
Alguns desses paparazzi tornaram-se famosos. Marcello Geppetti foi um deles. Seu foco era a vida particular das celebridades do cinema, esporte, política e sociedade. Tirou a barriga da chamada miséria com duas fotos que correram o mundo: o primeiro nu de Brigitte Bardot, acho que na Côte d'Azur, e o primeiro beijo em público de Elizabeth Taylor e Richard Burton, ambos ainda casados com respectivos oponentes. Era o escândalo do momento.
O paparazzo Rino Barilari agredido na Veneto por Mike Hargitay,
então marido da atriz Jane Mansfield,
 e pela top model Vatussa Vita. Reprodução
Outros paparazzi que se tornaram referência na arte do flagrante e que bem mereciam placas na Veneto:  Rino Barillari, Elio Sorci, Guglielmo Coluzzi, Adriano Bartoloni, Alessandro Canestrelli, Licio D’Aloisio, Giuseppe Palmas, Pierluigi Praturlon, só para citar alguns entre aqueles que em certa época foram "residentes" da Veneto. Cada um deles tinha na alça da câmera, como faziam os cowboys do Velho Oeste na coronha dos seus Colts, marcas de fotos memoráveis feitas à base de sangue, suor e flash.
Curiosamente, o boom internacional dos paparazzi dos anos 60 não teve equivalência no Brasil. Claro que há registros de fotos no estilo flagrante mas não como produto de atuação de profissionais de forma consolidada. Quero dizer, não havia fotógrafos que se dedicassem exclusivamente a flagrar famosos em cenas particulares. O Cruzeiro e Manchete fizeram algo no gênero, mas eram equipes escaladas pelas revistas para determinadas coberturas. Gervásio Baptista fez paparazzo em um casamento de Marta Rocha que não foi aberto para a imprensa; a mesma Manchete flagrou a atriz francesa Myléne Demongeot na praia de Copacabana; o Globo, já nos anos 70, fotografou Christina Onassis na mesma praia. Uma foto do Cruzeiro, essa dos anos 40, bem famosa, o deputado Barreto Pinto de cuecas, tinha linguagem de paparazzo mas, na verdade, era uma foto "consentida", como se diz hoje, feita por Jean Manzon.
A atriz Anna Magnani posa com os paparazzi da Via Veneto. Observe que alguns deles ainda usavam as pesadas câmeras Speed Graph.
Foto Fondazione Italia
O primeiro fotógrafo brasileiro a se dedicar exclusivamente a paparazzi foi Carlos Sadicoff, que atuava preferencialmente na orla de Ipanema e Leblon, em fins da década de 1980. Só a partir de 1993, com a chegada da revista Caras ao Brasil, a "cultura" da foto paparazzo se impôs especialmente no Rio de Janeiro. Nos primeiros meses, a Caras escalava fotógrafos próprios para fazer "ronda" nas praias e lugares da moda em busca de celebridades.
Na maioria eram fotos ocasionais, simplesmente mostravam fulana na areia, o cantor famoso caminhando no calçadão, o casal de globais jantando etc. Sadicoff, que fazia seu próprio plantão na área do Baixo Bebê, no Leblon, e com isso flagrava muitas mães famosas com seus filhos, encaixou-se no esquema e passou a ser um fornecedor da Caras. A revista também mantinha uma atuação no estilo paparazzo ao montar operações custosas para fazer, por exemplo, a primeira foto de um novo casal de celebridades ou de um ator de Hollywood em visita ao Brasil, fosse em Ipanema, em Trancoso ou na Amazônia. O intenso uso pela Caras de fotos flagradas inspirou outros repórteres-fotográficos a entrarem nesse mercado que finalmente se profissionalizou no Brasil. Foi também a partir do modelo bem-sucedido da Caras, líder no segmento de revistas com foco exclusivo em personalidades, que vieram as concorrentes, entre as quais, Chiques&Famosos, Istoé Gente, Quem e Contigo!, esta uma publicação com tradição na cobertura de TV e que foi reposicionada para entrar no mercado de revistas de celebridades e entretenimento, tornando-se uma forte concorrente da Caras. Com o avanço da Internet e dos sites que cobrem famosos com marcante audiência na rede, cresceu ainda mais o mercado para os paparazzi. Hoje, há várias agências especializadas, com boa estrutura e bons profissionais, que investem não apenas em imagens de brasileiros famosos mas se beneficiam do fato de o Rio ser um destino frequente de atores, atrizes e cantores internacionais.
Tudo começou na rua que Fellini retratou em La Dolce Vita
E na cidade da qual o ator Lawrence Olivier dizia que se não existisse ele a criaria em sonho. A própria. Roma. 
VEJA OS PAPARAZZI EM AÇÃO NA VIA VENETO EM TRECHO DO FILME "LA DOLCE VITA". CLIQUE AQUI

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Revista Time lança sua lista das 100 personalidades mais influentes. A edição especial vem com cinco capas diferentes

Bradley Cooper na categoria "Artists"



Rapper Kanye West, em "Titans". 

Bailarino Misty Copeland, na categoria "Pioneers)

Âncora Jorge Ramos como "Leaders"
Juíza Ruth Bader Gingsburg na categoria "Icons". 
A Time lança sua lista anual de pessoas mais influentes. Dois brasileiros entraram na relação: o empresário Jorge Paulo Lehman, um dos controladores da Ambev, do Burger King, da Heinz e o surfista Gabriel Medina, que ganhou o primeiro título mundial da modalidade para o Brasil.. Na lista, que é uma grande mistureba de áreas de atuação, estão nomes como a chanceler alemã Angela Merkel, a primeira-dama do Afeganistão Rula Ghani, Alexis Tsípras, primeiro-ministro da Grécia, o presidente russo Vladimir Putin, o presidente da China Xi Jinping, Raúl Castro, presidente de Cuba, Hillary Clinton, ex-primeira-dama e ex-secretária de Estados dos EUA, o presidente Barack Obama,
Kanye West e sua mulher Kim Kardashian, ator Bradley Cooper e as atrizes Emma Watson, Reese Witherspoon e Julianne Moore.

"Pense menos, ame mais": a nova e ousada campanha do Sonho de Valsa

VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI