domingo, 21 de junho de 2009

"Teje presa"










         A própria Maria Alice, uma das autoras do "Aconteceu na Manchete" e integrante deste Panis, certamente contará melhor essa história, mas antecipo aqui o simples registro jornalístico. Quem chega ao Arraiá da Providência, no Jockey, passa por uma rápida revista eletrônica. Providencial, claro, não vi ninguém reclamar. Nem a Alice, que foi barrada na triagem. Motivo: tinha acabado de comprar a revista Caras e levava na bolsa uma das facas do tal "Faqueiro do Chef", brinde da publicação. Na verdade, comprou menos pela revista e mais pela "arma branca". Delicadamente, foi convidada a deixar o perigoso "instrumento cortante", como diria uma plantão de polícia, na sala da segurança. Sem B.O e sem faca, tudo resolvido, a "elementa" foi liberada para consumir quentão, carne-de-sol, forró e ser indiciada em formação de quadrilha... junina. A ocorrência teve lugar na tarde/noite de sábado. A propósito, bom programa o Arraiá da Providência. Nas fotos, a "prova do crime" e o Arraiá.

sábado, 20 de junho de 2009

Muricy no desvio

No futebol é assim: perdeu, dançou. O técnico Muricy Ramalho encheu de troféus a sala do Morumbi, nos últimos anos, mas fracassou na Libertadores 2009. Um dia depois do São Paulo perder de 2x0 para o Cruzeiro, o treinador recebeu um bilhete tão azul quanto as cores do time mineiro, seu derradeiro carrasco. Profissão insalubre essa.

Deu no rádio: só pode ser piada


Agora virou deboche. Em tempo de "atos secretos" do Senado Club, um dos apadrinhados atende pelo apelido de... "Secreta". É funcionário efetivo, embolsa R$12 mil mensais mas trabalha a sete quilômetros de distância da agremiação dos senadores. Cuida da copa, cozinha, roupa lavada e organiza regabofes na casa de Roseana. É isso mesmo, ouça de novo: "Secreta" dá consultoria e pega no pesado como mordomo em um palazzo qualquer do Doge Sarney.



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Rio de Janeiro, gosto de você...

deu na People

Deu na People
June 19, 2009

Ilustradores: os artistas das redações




Logo aí abaixo você verá um texto sobre a revista Senhor, que festejaria 50 anos se nas bancas estivesse. Nas páginas da SR, os ilustradores marcavam gols de placa. Isso me lembrou uma belíssima mostra que esteve em cartaz, literalmente, no Centro Cultural Justiça Federal, no ano passado. A exposição "Ilustrando em Revista" reunia trabalhos de Benício, Nilton Ramalho, Orlando, Ricardo Cunha Lima e outros, publicados em revistas da Editora Abril. Dignos da escola que a Senhor prestigiou. Reproduzo aí ao lado (imagens do material de divulgação da exposição) E Benício Criou a Mulher (para Mundo de Playboy - 2006) e Na Lei do Cão, de Nilton Ramalho (Playboy -1977).

Ilustradores 2: Gato dá cadeia

Criação de Negreiros para a Veja Rio (2008). Em nanquim e aquarela. Pode não ser politicamente correta com os gatos, que não tem nada a ver com os trambiques dos humanos, mas é daquelas tão expressivas que dispensam maiores explicações. Este desenho do Negreiros fez parte da exposição "Ilustrando em Revista", que ocupou o Centro Cultural Justiça Federal, no Rio, em 2008. (Imagem reproduzida do catálogo digital de divulgação da mostra).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Senhor, 50 anos: memória de revista


Para lembrar: há 50 anos, chegava às bancas, por módicos CR$70,00, a revista Senhor. O ano era 1959, tempos de bossa nova, Brasília, cinema novo despontando, o Brasil sonhando com democracia sem imaginar o pesadelo que aguardava logo ali na esquina 64. Nahum Sirotsky era o redator-chefe, Paulo Francis editor-assistente, Carlos Scliar diretor de arte. O número 1 (olha a capa aí ao lado) tinha artigos de Otto Maria Carpeaux (Whodunit, os prazeres do crime), Carlos Lacerda (Uma rosa é uma rosa é uma rosa), Reynaldo Jardim (Como matar um escritor), um conto de Clarice Lispector (A menor mulher do mundo), outro de Ray Bradbury (La noche) e duas páginas assinadas pelo cartunista Jaguar (Welcome to Rio). Impossível deixar de folhear com prazer uma matéria intitulada Arte de Hoje, ilustrada com reproduções bem impressas de obras de Djanira, Tarsila, Milton da Costa, Ivan Serpa, Portinari e Krajcberg. O número 1 tinha poucos anúncios: o Super Constellation da Real Aerovias fazia a rota Rio-NY, o DKW Vemag era o carro do momento. Ao apresentar a revista, Nahum fez uma curiosa carta de princípios. "Em primeiro lugar" - escreveu -, "devo dizer que não fiz uma revista feminina por três motivos: porque já há muitas; porque as mulheres não gostam de revistas femininas; porque as mulheres estão querendo cada vez mais saber exatamente o que os homens andam querendo saber". Senhor inovava em conteúdo e forma. Ficou como uma bela referência jornalística e inspirou muitas publicações nos anos seguintes. Tim-tim!

Urgente: Senado está com o chacra em crise

Hoje, junto com os jornais, recebi um exemplar do "Curso Completo de Terapia Holística". Não sei bem porque, ou melhor, sei, imaginei que o carteiro errou de endereço. O livro, do terapeuta Nei Naiff, é perfeito para o momento deprê que vivem suas excelências senadores e o Zé Sarney, aquele que "não é uma pessoa comum", em particular. CEP do Planalto, por favor. Por exemplo, a página 79 do livro indica o "alinhamento energético" para turbinar as energias positivas. Para isso, suas excelências devem se sentar no chão do plenário, de pernas cruzadas, olhos fechados e, em lenta sequência, apalpar os chacras - atenção, os próprios e não o dos colegas - umbilical, cardíaco, o chacra do plexo solar, o chacra base, da região púbica... Se fizer direitinho o passo-a-passo do balanceamento energético, a bancada verá que o astral vai melhorar, a tristeza vai embora e os bons tempos voltarão. A imprensa, essa desmemoriada, vai esquecer o Senado e os nobres colegas poderão até voltar a praticar aquele nepotismozinho gostoso, terceirizar ali, nomear acolá e bola pra frente que a eleição ainda demora e o eleitor, essa "pessoa comum", vai esquecer e perdoar.

Inglaterra -Um algo mais que faz a diferença


Para quem não está acostumado, estranha. Diferente do Brasil, na Inglaterra, as leis pegam. E como pegam! No Reino Unido, além do volante do carro no lado direito do painel e a mão de trânsito invertida, existem muitas outras diferenças que fazem com que forasteiros enfrentem situações incõmodas. É bom conhecer algumas regrinhas básicas.Saber um pouco desse país de costumes bastante curiosos.

Não tente apelar para o "jeitinho" tão nosso pois estará colocando em risco o bom conceito que eles, por ventura, possam ter por você. Faz parte da cultura britânica, confiar à priori nas pessoas. Até prova em contrário...

Você poderá deparar-se com situações inéditas nas quais pensará que está sendo alvo de uma "pegadinha". Não se espante se ao chegar a um Caixa de supermercado encontrar o seguinte aviso: "Este funcionário é menor de 18 anos e não poderá registrar bebidas alcóolicas. Dirija-se a outro Caixa ou solicite a presença do gerente". Ponto final, estamos conversados e ninguém transgride. Já que a lei proíbe a venda de bebidas para menores de idade, não seria lógico deixá-los vender...

O Código de Trânsito, que age em plena consonãncia com o Penal, não leva em conta intenções, por melhores que estas sejam. Justificar que deixou de usar o cinto de segurança porque "a distãncia era curta", "estava dirigindo devagar", etc., etc. são alegações fúteis que, para eles, se toleradas, redundam em uma ameaça a segurança pública. Cometer infração grave e alegar desconhecimento das regras, é imperdoável. A multa será aplicada com mais rigor pois, "se você não conhece o código de trânsito local, não deve dirigir". Pela ótica das leis inglesas, quanto mais "inocente" você for ao praticar uma infração, mais perigoso você é.

Se é uma coisa que os mantenedores da Lei na Inglaterra gostam de fazer é demonstrar que lá ,ela, a Lei, existe para todos. Não importa o grau de nobreza, fama, notoriedade que o infrator tenha. Quanto mais famoso, aí mesmo é que o 'bicho pega". Mesmo que as penalidades sejam rigorosas e, muitas vezes, exageradas. Há que cumprí-las. Muitos famosos já foram pegos pela "malha fina" da Lei e tiveram que responder por atos considerados banais. Nem a famosa Elizabeth Taylor escapou. Ao ser convidada para a entrega de um prêmio de cinema em Londres, em 2000, resolveu trazer com ela dos Estados Unidos, os seus dois cães. Esqueceu, ou se fez de esquecida, que a quarentena para cães na Inglaterra, acredite se quiser, é de seis meses. Não deu outra! Deram voz de prisão aos caninos. A famosa atriz, que apesar de morar nos Estados Unidos, é inglesa de nascimento, protestou, ameaçando nunca mais botar os seus pezinhos lá. Mas não adiantou. Os bichinhos foram in jail e só liberados no dia em que Mrs. Taylor voltou para os Estados Unidos, literalmente soltando os '"cachorros". Foi um prato cheio para os tablóides!
O inglês tem arraigado aos seus costumes, noção de cidadania e esta é exercida full time. Para ter os seus direitos respeitados não transgridem e, tão pouco, admitem que pessoas ,com as quais convivem. o façam. O cumprimento a ordem vigente é condição básica para que eles possam cobrar do governo os seus direitos. É como se falassem: eu estou fazendo a minha parte, você tem que fazer a sua. O resto são purpurinas que os tablóides insistem em colocar nas manchetes, para delicia dos usuários dos trens. Não tem quem não compre o Daily Express, The Sun, para ler no trem e saber das "ultimas" das celebridades.
Lá, não existe a "famosa" indústria da marginalidade. Formação de quadrilha, nem pensar. Os marginais, que lá também existem, trabalham por conta própria ou estão ligados à organizações terroristas. Caso como o de Ronald Biggs, que integrou uma quadrilha que assaltou o trem postal em Buckinghamshire, 1963, é considerado uma exceção nos anais da Scotland Yard. Morrerá na prisão sem conseguir o tão desejado perdão pois, no Reino Unido, crime não prescreve.
Economizar é uso corrente e demonstra o grau de lucidez da pessoa. É feio esbanjar, é feio não controlar as finanças e inconcebível não pensar no futuro. E nesse futuro, cujo planejamento consome a maior parte da vida da classe média inglesa, não está incluído nenhuma preocupação com as peripécias de integrantes da família real. Essa, é reverenciada e continua intocável, independente de todo o processo de modernização pelo qual a Inglaterra está passando.
Excuse me! Sorry! -são expressões corriqueiras, ouvidas frequentemente. Seja na rua, nas lojas, no tube/underground é bom aderir à delicadeza para não ter problemas. O inglês, em geral, não costuma discriminar raças ou credos mas não tolera conviver com características peculiares de outras culturas. Falar alto, é coisa que o inglês, mesmo estando bêbado, faz. Detestam barulho e em alguns bairros o silêncio é tanto que as casas parecem desabitadas.
O inglês não é dado a grandes efusões. Beijo na face, ao cumprimentar, nem pensar. O shake hand é o máximo permitido, assim mesmo mantendo o braço bem esticado para lembrar que deve existir uma distãncia regulamentar. Nada justifica o excesso de intimidade quando as pessoas mal se conhecem. Motivo pelo qual eles consideram o brasileiro, o francês e o italiano bastante diferentes. Diferença essa que, percebe-se, eles gostariam de assimilar mas o medo de parecerem ridículos os impedem...
Nunca peça a um inglês que faça algo de improviso. Detestam o costume, tão nosso de chegar de surpresa em qualquer lugar, seja em restaurante seja em casa de amigos. Programam férias com dois anos de antecedência.Três meses, também é o prazo requerido para se agendar mesa em um restaurante famoso.
Bater papo ao telefone, para eles, significa perda dupla: de tempo e de dinheiro. Preferem mandar cartões. As papelarias não economizam criatividade e chegam a bolar cartões para "o namorado da mamãe" e para "a namorada do papai". Caso eles sejam divorciados, é claro.
O inglês tem incorporado aos seus costumes, às suas leis e ao próprio sistema de governo, dualidades que exigem sempre uma segunda leitura. Nada é simples e ninguém pode afirmar que o conhece o país por esporádicas viagens turísticas. Com o tempo, muita atenção e boa vontade para se interar dos usos e costumes, vai entender os caminhos do verdadeiro quebra-cabeças que eles adotam "para facilitar a vida dos seus súditos". Aí, de certo, vai curtir e gostar


quarta-feira, 17 de junho de 2009

QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA


Hoje na coluna Gente Boa, de Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo, foi publicada uma das fotos mais famosas da carrreira do fotógrafo Orlando Abrunhosa (um dos autores do livro Aconteceu na Manchete), na Copa de 70, no México. A foto publicada originalmente na Revista Manchete, está sendo comercializada indevidamente no exterior e por este Brasil afora. Como diz a nota a foto tem Dono. O advogado Nehemias Gueiros já entrou com uma ação contra os "usurpadores" e a turma do Panis está torcendo para que se faça Justiça.

Amazônia

Demorou mas o Brasil começa a usar a melhor arma para combater a destruição da Amazônia: o boicote a carne, couro, madeira etc produzidos em áreas desmatadas ilegalmente. A lista pode se ampliar para minério, plantações de soja ilegais, energia produzida por usinas que usam carvão vegetal sem certificação, alimentos de origem trangênicas sem identificação e controle. Começa a se disseminar por aqui o exemplo que vem dos consumidores alemães, especialmente. Já que as tais "bancadas ruralistas" impedem qualquer controle, cabe ao freguês tentar atingir os predadores onde mais machuca: no bolso. Em tempo: e nada disso prejudica a economia. Desenvolvimento sustentável é prática industrial moderna e rentável. Sem falar que são, nos casos acima, produtos de origem criminosa tal como drogas, contrabando...

Curtas 2

Pelo andar da limusine, melhor transformar o Senado e a Câmara, respectivamente, em Clube dos Senadores e Clube dos Deputados. Agremiações já são, a vantagem para o país é que é a turma de legisladores pagaria mensalidade em vez de receber regalias. Ficariam lá na piscina, no joguinho de buraco, gamão, as madames fazendo pilates ou curso de floricultura ou estampa em camisetas, haveria uma sala para lipoaspiração a quilo, um salão para pintar de graúna bigodes e cabelos das suas ex-excelências. Pense nisso, Brasil.

Curtas 1

Zapeada em Caminhos da India. Sei não, acho que a família do Tony Ramos (Opash) está em prisão domiciliar: não sai de casa, não vai ao cinema, a um jogo de rugby, saborear um chutney em fim de tarde... Ficam lá tomando litros de chá, assistindo a dança das pirralhas... Ou é assim mesmo desde os tempos em que Vasco da Gama botou a India no mapa?

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O lançamento está bombando!

Renato Sergio, Bete Mendes e Mauro Mendonça: autógrafos na noite de lançamento do livro "Mauro Mendonça - Em Busca da Perfeição", biografia do ator escrita com a colaboração do "panis" Renato. Livraria da Travessa, Shopping Leblon. Foto de Jussara Razzé

Jean Charles: cine-verdade



Com roteiro de Henrique Goldman e Marcelo Starobinas, direção de Henrique Goldman, chega aos cinemas no próximo dia 26 de junho o filme "Jean Charles" baseado no caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado no metrô de Londres por agentes do serviço secreto britânico em 2005, ao ser confundido com um terrorista. O filme conta os últimos meses da vida do eletricista mineiro. Na foto (Divulgação/Primeiro Plano), Selton Mello, o protagonista, e Vanessa Giácomo, que faz o papel da namorada de Jean Charles.

O "Aurélio" das telas



O pesquisador Antonio Leão da Silva Neto lança a segunda edição do “Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa Metragem”. São 1.152 páginas, 4.194 sinopses, comentários, informações e fichas técnicas dos longas metragens produzidos no Brasil entre 1908 e abril de 2009. E, ainda, um extra com 239 longas ainda em fase de projeto.
Silva Neto é autor dos livros “Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro” (1998), “Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa Metragem” (2002) e “Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragens” (2006).
A segunda edição do “Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa Metragem” é do IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, com apoio da 2001 Vídeo, Secretaria do Audiovisual e Ministério da Cultura. Para quem gosta de cinema, trata-se de um providencial "Aurélio".

PARA QUEM GOSTA DE FOTOGRAFIA

Três exposições que valem a pena conferir: "Mario Baldi, um fotógrafo austríaco entre os indios brasileiros". São 60 fotos do vienense que veio para o Brasil em 1921. No Arquivo Nacional, Praça da República; "Exposição Acervo": fotos de Nelson Leirner, Amilcar de Castro, Rodrigo Matheus, Cintia Marcelle, Miguel Rio Branco, Tatiana Blass e Cristina Canale. Na Silvia Cintra Galeria de Arte, Ipanema; e "Duas Veredas": 25 imagens feitas pelo fotógrafo Georges Racz em 60 anos de carreira, Abaf - Associação Brasileira de Fotografia, em Botafogo.

RENATO SERGIO


É hoje!. Lançamento do livro Mauro Mendonça - Em Busca da Perfeição (Coleção Aplauso - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo) escrito por Renato Sergio, aqui da turma do Panis. A partir das 20 horas, na Livraria da Travessa - Shopping Leblon. Vamos lá!

Gonça do Panis ensina como viver melhor

Ontem, lendo a matéria de capa da revista Veja Rio, Terapia anti-stress, que diz que em uma cidade repleta de praias, parques e ciclovias, basta um pequeno esforço para melhorar a qualidade de vida, me lembrei do meu amigo Gonça, que faz isso, há muito tempo. Ele me confidenciou um dia que gostava de correr ao ar livre porque diminuia o stress.
Para ele, levantar cedinho para correr, ou melhor, dar duas voltas Olímpicas na Lagoa Rodrigo de Freitas, e na volta comprar pão quentinho na padaria para tomar café antes de ir para o trabalho, não é nenhum esforço, se tornou um prazer. Além praticar exercícios aeróbicos, ele também é adepto ferrenho em fazer musculação pesada em levantamento de copo.
Mas na minha modesta opinião, o grande segredo do Gonça é estar sempre de bom humor. Parabéns meu amigo. Valeu a dica!

domingo, 14 de junho de 2009

No Chico & Alaíde


Tarde de sábado no boteco, chope, caipirinha e conversa fiada: eu, Esmeraldo, Alice e Deborah

Uma data para não esquecer

No dia 1º de agosto de 2000, oficiais de justiça chegaram à sede da Bloch Editores e deram alguns minutos para que centenas de funcionários recolhessem seus pertences e deixassem o prédio. E assim foi feito. Até cerca um ano atrás, no antigo departamento fotográfico da Manchete, pouso de várias gerações de brilhantes fotógrafos, bolsas espalhadas pelo chão empoeirado, ordens de serviço preenchidas, baterias, crachás, embalagens de filmes e coletes abandonados sobre as mesas era a imagem precisa de um local que havia sido abandonado às pressas, tal qual - e assim era - um barco prestes a afundar. Nove anos depois, resta o drama de cerca de 3 mil ex-funcionários da Bloch e suas famílias. Essa legião de profissionais - repórteres, fotógrafos, gráficos, laboratoristas, publicitários, arquivistas, pessoal do administrativo, entre dezenas de outras categorias que construiram uma das maiores editoras do Brasil - ainda luta na justiça para receber o que a empresa falida lhes deve. Recentemente, foi leiloado o prédio da Rua do Russell, o bem mais valioso da Massa Falida. Os ex-funcionários da Bloch aguardam, agora, que a Justiça tenha a sensibilidade de desobstruir os entraves e use o valor arrecadado e já depositado para quitar os débitos trabalhistas. Não é favor, é obrigação constitucional.

Me dá um dinheiro aí

Nada contra a Copa no Brasil. Ao contrário, o pais merece sediar a grande festa do futebol. Mas é papo furado essa história de construção de estádios apenas com dinheiro privado. Lembram-se do Pan 2007? Nenhuma empresa se habilitou e, na reta final, para não perder o prazo, os governos municipal, estadual e federal abriram os cofres. Sem a grana da "viúva", nada sairia do papel. Não estou falando de metrôs, aeroportos, segurança... atribuições públicas mesmo. Para a Copa - como no Pan - o dinheiro privado deverá aparecer na hora de disputar as concessões a precinho, não as construções, que exigem muitos recursos. Anotem: vai rolar Parceria Pública (99%)-Privada (1%). Ou a Copa correrá o risco de ser disputada nos campos do Aterro.

sábado, 13 de junho de 2009

45 ANOS: O ATO, O FATO E O VENTO


"No dia 31 de março, convalescia eu de uma intervenção cirúrgica, em minha casa, no Posto Seis. A 1º de abril fui à rua assistir as confusas operaçõesque se processavam no Forte de Copacabana. E na rua estava quando foi anunciada a vitória dos "rebeldes". Estarrecido, com grande surpresa minha descobri que os rebeldes eram homens como Eugênio Gudin, como Augusto Frederico Schmidt, como o almirante Pena Bôto e como o marechal Gaspar Dutra. De momento - honestamente o digo, sem medo e sem pejo - não compreendi o que se passava. Vi senhoras de terço na mão, chorando porque a "revolução" havia sido ganha. A frase "a revolução foi ganha por nós" era incompreensível, e os rosários brandidos pelas pias senhoras tornavam a coisa mais incompreensível ainda. Desse pasmo, dessa estupefação nasceria a minha primeira crônica sobre política. Esperava que não fosse a única".

O escritor e jornalista Carlos Heitor Cony escreveu este prefácio no dia 10 de junho de 1964, há 45 anos. De fato, a sua primeira crônica política não seria a ultima. Entre 2 de abril e 9 de junho, Cony escreveu no Correio da Manhã 38 crônicas de "ira santa". "Cony falou por todos, na hora em que muitos não podiam dizer palavras e em que tantos outros preferiram silenciar" resumiu Hermano Alves, na orelha do livro "O Ato e o Fato" (Civilização Brasileira), lançado naquele mês em plena Cinelândia (em noite de autógrafos histórica, que atraiu uma multidão e que se transformou na primeira manifestação pública contra o golpe militar de 1964).

No último texto do livro, intitulado "Uma palavra ainda", Cony descreve: "As prisões continuam cheias, com homens sem culpa formada vivendo em regime sub-humano. Intelectuais, militares, camponeses, operários, mulheres, sacerdotes - todas as classes atuantes de uma nação ganharam a glória de ter vários de seus representantes nos navios-presídios ou nas enxovias do atual governo".

Naqueles dias sombrios, cuja luz já tênue se apagaria ainda mais no anos seguintes, restou ao autor fechar o livro com um alento: "Não queria terminar este livro sem uma palavra de esperança. Que cada qual mantenha-se à tona, lutando para evitar o naufrágio total e irrecuperável. E quando o vento se tornar mais frio, não é hora de desesperar: é que este vento anuncia que, de algum canto, já com algum calor, a aurora surgirá para todos, com suas redeções e claridades."

As aventuras de Jussara e Maria Alice no encerramento do Fashion Rio


O encerramento do Fashion Rio, no Pier Mauá, nesta quarta (10), teve de tudo, o travesti Patrícia Araújo que desfilou pelo Complexo B, o ator Bernardo Mesquita, o príncipe do novo filme de Xuxa, o ator Rodrigo Santoro, que arrancou gritos da platéia, desfilando pela Redley e muitas outras atrações. Entre elas, sem nenhuma modéstia, meu casacão que desfilou dentro do bolsão. hehehe
Tudo começou quando minha querida amiga Jussara, recebeu convites para assistir o desfile do Espaço Fashion e me convidou gentilmente para ir com ela. Como na última segunda (8), fui assistir ao desfile da Apoema, junto com minha amiga Patrícia Oliveira, e senti muito frio ao caminhar pela beira do caís, resolvi levar um casacão que só uso quando vou à Nova York.

Só que quando cheguei lá o tempo havia mudado e fazia um calor infernal. Fiquei enlouquecida, só de pensar que teria que carregar aquela tralha pesada até ir embora. Foi aí que nossa super Jussara acostumada a resolver qualquer problema teve uma idéia brilhante. Tentar guardá-lo dentro do meu bolsão ( é assim que ela chama todas as minhas bolsas). Então, colocamos mãos a obra.Vocês precisavam estar lá para ver a cena. Nós no meio de uma fila enorme, sendo observada por todos, tentando dobrar de todas as maneiras aquela imensa capa preta de vampiro para colocar dentro bolsa. Depois de várias tentativas, conseguimos colocar uma parte mas a outra ficou pra fora. Amados, vocês não têm noção de como minha bolsa ficou cheia e gorda, parecia mala de retirante, ou melhor, uma mala bagaceira (como dizem os gaúchos). Mas não perdemos a pose. Jussara com sua altura invejável, fazendo estilo casual sem levar nada nas mãos e eu ala estilo mignon (pra não dizer baixinha, rs) carregando o bolsão, adentramos na sala do desfile lindas e louras. Mas sentamos em filas separadas. Jussara ficou junto das celebridades na fila B e eu (a dalit do bolsão) na fila F.
Até começar o desfile do Espaço Fashion que levou a passarela uma coleção primavera-verão inspirada nas obras do artista plástico Basquiat, todo mundo que passava por mim, tropeçava no bolsão. Acho que ele foi a maior atração do desfile!
Saímos de lá as gargalhadas e fomos direto ao restaurante Eñe na beira do caís para brindarmos nossas aventuras hilárias tomando capirinha e cerveja e "beliscar" algumas "tapas". Afinal, duas das autoras do Aconteceu na Manchete, não poderiam passar incógnitas na badaladíssima semana de moda do Rio. Are Baba! (acima, eu clicada no Eñe por Jussara Razzé)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BYE BYE TV ANALÓGICA


Esta madrugada de sábado marca o fim das transmissões de TV analógica nos Estados Unidos. A partir de agora, na terra do Obama, só sintoniza o David Letterman, House ou CNN quem tiver receptor digital. E, segundo pesquisa do instituto Nielsen, quase três milhões de americanos serão desplugados. Estes, os "sem imagem", se quiserem ver TV só levando seus aparelhos para o México ou Canadá. Segundo os pesquisadores apuraram, os lares dos mais idosos foram os que mais se prepararam para a nova era. Claro, se perdessem a TV o que fariam com o pijamão, o chinelão e a poltrona high-tech? E no Brasil ? Calma.. por lei, o sinal analógico resistirá bravamente até 2016.




Bonde de Ipanema


Arqueologia sentimental: obras do metrô na General Osório revelam os trilhos do antigo bonde.

Feriadão


Aconteceu na Manchete e no Novo Mundo


O "Aconteceu na Manchete - as histórias que ninguém contou" (Desiderata) repercute agora na TV Brasil. O repórter e apresentador Humberto Borges entrevistou autores do livro - que conta a história e as histórias das redações da extinta Bloch -, para o programa Revista do Brasil. Criador do primeiro jornalístico-performático da tevê, o antológico "Saltimbanco", da TVE, quando levava um banquinho ao centro do Rio e praças, convidava as pessoas a sentarem no dito tamborete e fazia entrevistas hilárias, Humberto trabalhou na Manchete tanto no prédio da Frei Caneca, a primeira sede da revista, quanto no Russell. Na foto, o repórter da TV Brasil exibe o "Aconteceu", que tem na capa a logomarca da revista Manchete, e conversa com dois dos autores do livro, na foto: o jornalista José Rodolpho Câmara e o ex-diretor de arte da Manchete, J.A.Barros, que fizeram história em uma das mais importantes revistas brasileiras. Roberto Muggiati, o diretor que por mais tempo ficou na "cadeira elétrica" que era o posto de editor-chefe da revista, também participou do programa, assim como José Esmeraldo Gonçalves, que trabalhou em Manchete, Fatos e Fotos e Fatos. A entrevista foi realizada no Novo Mundo. Nos tempos áureos da Bloch, o hotel, onde a turma se reuniu para gravar o Revista do Brasil, era uma espécie de "sucursal" recreativa e etílica da Manchete. À mesa, uma antiga máquina do tempo, oops, quero dizer, máquina de escrever.