quarta-feira, 29 de junho de 2016
Congresso mundial de jornalistas condena golpe de Estado no Brasil
(do site da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ)
Mais de 300 delegados representando organizações sindicais de jornalistas de todo o mundo participaram, de 7 a 10 de junho, em Angers, na França, do 29º Congresso Mundial da Federação Internacional de Jornalistas. No evento, além da eleição da nova direção da FIJ para os próximos 3 anos, foram aprovadas resoluções sobre a segurança dos jornalistas a liberdade de imprensa, o acesso à informação, ética, direitos autorais, direitos no trabalho e igualdade de gênero. Ao final do congresso foi aprovada uma moção de solidariedade aos jornalistas e ao povo brasileiros e contra o golpe de Estado no Brasil.
Comemorativo ao 90º aniversário da FIJ, que foi fundada na França, em 1926, o 29º Congresso Mundial da FIJ elegeu o jornalista belga e sindicalista Philippe Leruth como presidente da organização para o próximo triênio. Membro da Associação Geral de Jornalistas Profissionais da Bélgica (AGJPB), Leruth trabalha no jornal belga “L’Avenir” e foi vice-presidente da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), entre 2004 e 2013 e presidente do AGJPB de 1995 a 2005.
Durante o Congresso, questões como o papel dos jovens nos sindicatos, a segurança dos jornalistas no mundo, os desafios da profissão, o papel dos sindicatos na defesa da liberdade de imprensa, a eliminação do trabalho precário e exploração, luta por empregos de qualidade e ampliação da participação das mulheres no movimento sindical da categoria foram alvo de deliberações para ampliar a organização internacional da categoria.
A moção contra o golpe no Brasil foi apresentada após relatos da delegação brasileira referentes à situação política no país. O documento foi aprovado por unanimidade.
Fonte: Fenaj
Elio Gaspari falou: É golpe!
Em artigo publicado no Globo e na Folha, hoje, Elio Gaspari analisa os podres poderes dos golpistas.
Torna-se claro que os fichas-sujas que governam o país deixam de lado os escrúpulos, como pregou o cinismo de um ministro da ditadura, e aceleram o assalto ao planalto.
Há poucos dias, foi revelado um encontro entre o presidente interino e o ex-presidente da Câmara. Seria inacreditável, a essa altura, se não fosse rotineiro. Eles se "consultam" normalmente. Não se sabe se governam a uma cabeça e quatro mãos ou se a duas cabeças e duas mãos.
Provavelmente tinham muito o que conversar: ambos sofrem pesadelos e suores noturnos com o ectoplasma de gravadores fantasmagóricos.
Gaspari comenta a perícia que desmoralizou a tese das "pedaladas" e conclui o óbvio: a simulação do "julgamento" para depor Dilma Rousseff. Ou seja: o golpe.
A propósito, leia um trecho da entrevista que a presidente afastada concedeu à Pública (Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo). Dilma Rousseff reponde a uma pergunta da repórter Natália Viana.
Natalia Viana: Presidente, como a senhora avalia que seu impeachment, se for confirmado, vai afetar outros países latino-americanos e a política latino-americana?
Dilma: Eu acho que já começou a afetar antes, primeiro pela importância do Brasil na região. Mas acho que você tem hoje, no mundo latino-americano, essa variante do golpe parlamentar já feito antes de nós. Isso ocorreu com Paraguai, com Honduras. [O impeachment de Fernando Lugo, no Paraguai] foi durante a Rio+20. Eu sei porque a gente mandou os chanceleres lá para tentar evitar, e não conseguimos. O que está ocorrendo? Eu acho que é uma nova forma de retirar governos que criam descontentamento [em relação] à oligarquia econômica, ou política, ou um grupo de interesses, que se considera descontente em relação a alguma das características do governo em exercício. Aí o que eles fazem? Dão um golpe parlamentar. Em que consiste um golpe parlamentar? Ele não é igual a um golpe militar. Um golpe militar não só extingue o governo em questão, mas acaba também com o regime democrático. Tem uma característica: você tira o governo e mantém o regime democrático. Agora, tem um preço para se fazer isso. Você compromete suas instituições, você cria cicatriz na sociedade. Você, muitas vezes, impede a recomposição do tecido democrático. Então tem uma consequência grave. E acho que criará, na América Latina, uma instabilidade.
Torna-se claro que os fichas-sujas que governam o país deixam de lado os escrúpulos, como pregou o cinismo de um ministro da ditadura, e aceleram o assalto ao planalto.
Há poucos dias, foi revelado um encontro entre o presidente interino e o ex-presidente da Câmara. Seria inacreditável, a essa altura, se não fosse rotineiro. Eles se "consultam" normalmente. Não se sabe se governam a uma cabeça e quatro mãos ou se a duas cabeças e duas mãos.
Provavelmente tinham muito o que conversar: ambos sofrem pesadelos e suores noturnos com o ectoplasma de gravadores fantasmagóricos.
Gaspari comenta a perícia que desmoralizou a tese das "pedaladas" e conclui o óbvio: a simulação do "julgamento" para depor Dilma Rousseff. Ou seja: o golpe.
A propósito, leia um trecho da entrevista que a presidente afastada concedeu à Pública (Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo). Dilma Rousseff reponde a uma pergunta da repórter Natália Viana.
Natalia Viana: Presidente, como a senhora avalia que seu impeachment, se for confirmado, vai afetar outros países latino-americanos e a política latino-americana?
Dilma: Eu acho que já começou a afetar antes, primeiro pela importância do Brasil na região. Mas acho que você tem hoje, no mundo latino-americano, essa variante do golpe parlamentar já feito antes de nós. Isso ocorreu com Paraguai, com Honduras. [O impeachment de Fernando Lugo, no Paraguai] foi durante a Rio+20. Eu sei porque a gente mandou os chanceleres lá para tentar evitar, e não conseguimos. O que está ocorrendo? Eu acho que é uma nova forma de retirar governos que criam descontentamento [em relação] à oligarquia econômica, ou política, ou um grupo de interesses, que se considera descontente em relação a alguma das características do governo em exercício. Aí o que eles fazem? Dão um golpe parlamentar. Em que consiste um golpe parlamentar? Ele não é igual a um golpe militar. Um golpe militar não só extingue o governo em questão, mas acaba também com o regime democrático. Tem uma característica: você tira o governo e mantém o regime democrático. Agora, tem um preço para se fazer isso. Você compromete suas instituições, você cria cicatriz na sociedade. Você, muitas vezes, impede a recomposição do tecido democrático. Então tem uma consequência grave. E acho que criará, na América Latina, uma instabilidade.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Patrícia Abravanel está no ar? O preconceito vem aí...
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| Reprodução You Tube. Veja o link do vídeo, abaixo |
Patricia Abravanel, a filha do Silvio Santos, mostra com frequência que tem conceitos, ou preconceitos, próprios do que é "normal" e costuma ofender os diferenciados. Circula na web um estranho discurso que ele fez, no ar, no SBT. Dessa vez, o alvo foi África e a religião dos outros que ela chama de "misticismo": "Em países muito místicos (...), muitas vezes o povo deixa de trabalhar porque fica tão místico que deixa de fazer as coisas certas para poder chegar num objetivo. Em países mais racionais, que têm uma fé em Deus, mas acredita no esforço, no suor, no trabalho, no você se portar, ter um casamento e ter que cuidar dele, esses países vão mais pra frente. Então, um exemplo: a África é muito mística, e a gente vê as consequências, e os Estados Unidos é mais racional, protestante, onde acredita no suor. Então, eu acho que a gente tem que avaliar nossa crença através dos frutos que elas nos trazem".
Patrícia Abravanel não é "normal".
As redes sociais reagiram. Um dos internautas a chama de "Antropóloga de Buteco".
Sacanagem com a laboriosa categoria dos butecos...
VEJA O VÍDEO NO YOU TUBE, CLIQUE AQUI
Bomba cultural: PF investiga fraudes na Lei Rouanet
A notícia está no G1. Polícia Federal prendeu 14 pessoas, hoje, em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, em investigação de desvios de recursos federais em projetos culturais com benefícios da Lei Rouanet. O nome da operação é Boca Livre e, segundo a PF, investigados atuavam há mais de 20 anos no Ministério da Cultura. O rombo estaria em R$ 180 milhões em projetos fraudulentos, superfaturamento, compras fictícias etc. Há muito suspeita-se da Rouanet. Haveria milhares de prestações de contas de recursos públicos jamais analisadas além de desvios para aprovação de projetos comerciais e de marketing corporativo, shows, gravações de DVDs comerciais etc, o que configuraria um desvirtuamento dos propósitos da lei. Produtores fora do eixo do Rio e de São Paulo sempre reclamaram que mais de 80% dos projetos beneficiam essas regiões e marginalizam pequenos e médios produtores de cultura das demais regiões. A Folha de SP também publica extensa matéria sobre a operação e faz uma ressalva; "é comum ler por aí - sobretudo nas redes sociais -, que esse artista mama na Lei Rouanet, "ou aquele artista é sustentado pela Lei Rouanet". Mas, segundo informações do MinC, os grandes captadores em 2015 foram produtoras e entidades como museus.
Leia a matéria do G1, clique AQUI.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Deu no Portal Imprensa: ameaça a jornalistas da Gazeta do Povo
(do Portal Imprensa)
Cinco profissionais do jornal Gazeta do Povo podem ser condenados por faltarem a uma audiência na última sexta-feira (24/6). Eles se ausentaram, pois tinham outra oitiva agendada quase no mesmo horário e a 400 quilômetros de distância do local.
De acordo com o G1, desde abril, o grupo já percorreu mais de nove mil quilômetros. “Fisicamente é impossível. A não ser que a gente se teletransportasse de um lugar para o outro, não teria como comparecer as duas ao mesmo tempo”, explicou o jornalista Chico Marés, um dos profissionais que responde aos processos.
O jornal virou alvo de ações judiciais, movidas por promotores e magistrados, depois da publicação de uma série de reportagens que mostrou salários acima do teto constitucional pagos pelo Tribunal de Justiça (TJ) e pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Os textos indicavam dados dos portais da transparência dos órgãos e foram publicados em fevereiro. Desde então, os jornalistas são obrigados a comparecer em todas as audiências, marcadas em diferentes comarcas.
LEIA MAIS NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI
O drama de Messi: "Siento una tristeza grande. No era para mí".
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| FOTOS CONMEBOL |
por José Esmeraldo Gonçalves
Derrotados em mais uma final, os hermanos mal sabiam que o drama estava apenas começando. No vestiário, ainda perplexo e chocado, como as imagens o mostraram após perder o primeiro pênalti da série que garantiu o título ao Chile, Messi anunciou que não vestirá mais a camisa da seleção argentina. Ao deixar o campo, pouco antes, ele havia retirado do braço a fita de capitão. "A seleção acabou para mim", disse o craque. Depois da declaração do genial camisa 10, Mascherano, Aguero, Di María e Lavezzi revelaram que poderão acompanhar Messi na dramática decisão. Para a Argentina, foi a quarta final perdida. Para Messi, foi a terceira frustração. O argentino mostrou que queria ganhar a Copa América Centenário. Embora o torneio fosse, digamos, festivo, ele se dispôs a ir ao Estados Unidos, mesmo ainda se recuperando de uma lesão nas costelas. Sabia que para ele, para os companheiros, e para a torcida era importante conquistar um título que não vem há 23 anos. O Chile perdeu a primeira, o Brasil voltou pra casa mais cedo, a Argentina parecia não ter rivais, Messi dava um show em campo, tudo se encaminhava para a vitória. Na decisão, foi bem marcado. Nunca menos de dois chilenos o cercavam. Mesmo assim, criou situações de gol. Mais para os companheiros do que para ele mesmo. Dava suas típicas arrancadas, mas faltava-lhe o desfecho, o último passo, o chute final.
Messi perdeu quatro pênaltis na temporada 20015/2016. Acontece. Ontem, ele foi escalado para abrir a série argentina exatamente para dar confiança ao resto da fila. Quando Vidal desperdiçou a primeira cobrança do Chile, tudo indicava que bastava Messi pôr a bola no fundo da rede para a taça começar a tomar o rumo de Buenos Aires. Mas essa esperança voou junto com aquela bola isolada nas arquibancadas.
Os hermanos, também perplexos, ainda não acreditam que o melhor do mundo vai mesmo abandonar a seleção. Pode ser que ele reconsidere, quem sabe. Pode ter falado de cabeça quente. Mas não parece. Além dos fatores em campo, Messi e outros jogadores reclamam da AFA, Associação de Futebol da Argentina. A entidade está sob intervenção e, nos Estados Unidos, o clima era de desorganização: os jogadores tiveram problemas para treinar e houve questões financeiras.
Em todo caso, as redes sociais já acionaram uma campanha mundial: #notevayasLeo
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| Clarín |
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| Olé |
Chile: a taça é deles
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| FOTOS CONMEBOL |
A Argentina é a seleção da América do Sul que reúne os maiores talentos individuais. Messi, Di Maria, Aguero, Mascherano, o goleiro Romero... O Chile, além de bons jogadores, como Vargas e Vidal, tem o melhor conjunto e é o time que pratica o melhor futebol coletivo. Mereceu ganhar a Copa América Centenário. Foi eficiente. Mas ao longo do torneio, a Argentina brilhou mais.
Quatro finais perdidas, 23 anos sem ganhar um título... O futebol não quer premiar uma geração de craques excepcionais. Para muitos hermanos que estavam em campo, ontem, a Copa de 2018, na Rússia, será a penúltima chance. A última? A Copa América, no Brasil, em 2019. Ano que vem, tem Copa das Confederações. Mas o representante da América do Sul é, com todos os méritos, o Chile.
domingo, 26 de junho de 2016
Brexit na capa: drama e criatividade na mídia internacional. No Brasil, o tema não dominou as primeiras páginas dos jornais, mas está nas revistas semanais
por José Esmeraldo Gonçalves
Os principais jornais e revistas do mundo deram capas obrigatórias nessa semana: Brexit. A maioria investiu em criatividade e alguma dramaticidade ou perplexidade.
As melhores foram aquelas que recorreram a soluções artísticas ou gráficas que transmitiram a mensagem a um olhar, como The New Yorker e The Economist. L'Echo sofisticou a notícia e fez uma bela primeira página; La Razón embutiu na composição uma análise política e apontou o populismo por trás da votação; The Times, FT Weekend e Daily Mirror "personalizaram" o tema ao mostrar o Primeiro Ministro abatido pelo raio, sozinho ou ao lado de mulher solidária e emocionada. David Cameron tem razão para estar deprê. Ele tentou um tiro político banal e a bala perdida fez uma curva e o acertou na cabeça; The Independent deu um passo adiante com Boris Johnson na capa já como candidato a Primeiro Ministro. Ele poderá ser o homem do day after.
Os jornais brasileiros, em geral, não destacaram o assunto na primeira página. A apuração acabou de madrugada, fora do fechamento dos jornais de sábado. Hoje, analisam o tema nas páginas internas. Não há muitos comentários verdadeiramente sólidos e conclusivos sobre as consequências para o Brasil. Analistas e colunistas são cautelosos. O comércio do Brasil com a Inglaterra não é lá muito relevante na balança comercial. Se vai melhorar ou piorar não está ainda muito claro. Talvez nos próximos dias. A mídia aqui abordou mais as consequências da Brexit para brasileiros residentes na Inglaterra. A previsão é que que terão problemas.
Ao contrário dos jornais, as revistas semanais brasileiras saem com capas sobre a Brexit. A Veja recorre ao velho símbolo do Reino Unido. A rainha foi a favor do ponta-pé na União Europeia, influenciou o voto conservador, como se este precisasse de uma força, mas foi derrotada em Londres, seu terreiro, cuja ampla maioria votou para ficar na UE. De qualquer forma, a rainha não foi peça essencial do complexo xadrez político. A mídia britânica não tratou a sra. Windsor como o logotipo da Brexit. Um leitor desavisado pode até achar que aquela foto é a do adeus definitivo da rainha noventona e estava reservada para uma futura capa. A Época atribui o grito de "independência" à classe média insatisfeita. A capa da Istoé vem com um tom de lamento. Nenhuma das três revistas parece ter se esforçado para criar algo marcante. Talvez, mais uma vez, como no caso dos jornais, por o assunto estar aparentemente distante das preocupações da maioria dos seus leitores.
A Europa pede pressa aos ingleses para oficializar a saída. Mas o processo levará um bom tempo. Anular leis, formular novas regras e negociar o futuro vai demorar. Alguns analistas alertam que a Inglaterra tem muito a perder e já há políticos tentando amenizar a saída com uma fórmula que validaria a decisão política do voto popular, mas deixaria espaço para uma negociação ponto a ponto de acordos com o bloco, de forma a manter laços econômicos e financeiros em status especiais. Não se sabe como a UE reagirá a esse apaziguamento depois de levar o tapa na cara, mas os "bombeiros" de ambos os lados vão entrar em ação. Ao mesmo tempo, alguns países do bloco vão enfrentar propostas de plebiscitos. Seria o temido "efeito contágio" impulsionado por políticas nacionalistas. Brexit e seus desdobramentos vão mobilizar redações internacionais nos próximos meses.
"Carioquíssima na Roça": nova Av. Rodrigues Alves em dia de festa...
sábado, 25 de junho de 2016
Repórter assediada pelo cantor Biel divulga nota. E o portal IG, depois de demitir a vítima, manda embora a editora que a defendeu. É o passaralho da intolerância
O RH do IG tomou providências rápidas depois que uma das repórteres do portal foi assediada pelo cantor Biel. Demitiu não só a vítima como, agora, a editora que considerou ético defender a colega.
A repórter assediada e depois demitida divulgou ontem um nota. Leia a seguir:
"Ex-repórter do IG, por seus advogados, vem apresentar nota de esclarecimento sobre os últimos acontecimentos: Após a divulgação pela mídia, dia 03/06, do episódio envolvendo a repórter e o MC Biel, o portal IG determinou que a mesma se licenciasse de suas atividades por tempo indefinido. A jornalista optou por voltar ao trabalho poucos dias depois. Neste momento, diante de sua demissão no dia 17/06, busca entender o porquê desta atitude e os possíveis reflexos em sua carreira. Seu objetivo sempre será o de defender a sua honra como mulher e também de sua classe profissional. A jornalista agradece todo o apoio que tem recebido e a mobilização de diversos grupos indignados com o ocorrido, reiterando sua vontade de ter todos os fatos esclarecidos ao público no momento oportuno."
Segundo o Portal Imprensa, o IG demitiu também a editora Patrícia Moraes, que assinou a reportagem que denunciou a má conduta do cantor e teria sido impedida de noticiar novamente o caso. O IG não dá maiores explicações. As demissões foram atribuídas a “corte de despesas”.
A repórter assediada e depois demitida divulgou ontem um nota. Leia a seguir:
"Ex-repórter do IG, por seus advogados, vem apresentar nota de esclarecimento sobre os últimos acontecimentos: Após a divulgação pela mídia, dia 03/06, do episódio envolvendo a repórter e o MC Biel, o portal IG determinou que a mesma se licenciasse de suas atividades por tempo indefinido. A jornalista optou por voltar ao trabalho poucos dias depois. Neste momento, diante de sua demissão no dia 17/06, busca entender o porquê desta atitude e os possíveis reflexos em sua carreira. Seu objetivo sempre será o de defender a sua honra como mulher e também de sua classe profissional. A jornalista agradece todo o apoio que tem recebido e a mobilização de diversos grupos indignados com o ocorrido, reiterando sua vontade de ter todos os fatos esclarecidos ao público no momento oportuno."
Segundo o Portal Imprensa, o IG demitiu também a editora Patrícia Moraes, que assinou a reportagem que denunciou a má conduta do cantor e teria sido impedida de noticiar novamente o caso. O IG não dá maiores explicações. As demissões foram atribuídas a “corte de despesas”.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
União Europeia prepara retaliação contra fish-and-chips, chá-das-cinco, rainha, english team, James Bond...
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| Uma estrela cai... Reprodução Instagram |
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| A capa do Mirror, que apoiava a permanência do Reino Unido na UE, não sensibilizou os eleitores. |
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| A rainha não tem muito ideia do que está rolando e mandou avisar que "quer que se f***". (Reprodução Facebook) |
por Jean-Paul Lagarride
Em pleno impacto da votação que faz o Reino Unido pular fora da União Europeia, também há espaço hoje, na mídia e nas redes sociais da Europa, para humor, ironias e sarcasmo.
Veja 10 sugestões que rolam no Velho Continente para uma retaliação contra a debandada britânica.
1) UE vai reconhecer que o gol da Inglaterra contra a Alemanha, em 1966, foi irregular. Naquele jogo, uma bola bateu no travessão e não entrou. Mas o juiz validou o gol que deu a Copa à Inglaterra. Agora, a Fifa cassa o título.
2) UE reconhece que as Malvinas são argentinas
3) Todos os vilões dos filmes de James Bond serão homenageados nos festivais de Cannes e Veneza.
4) Se quiser visitar a Europa, a rainha Elizabeth terá que ir para a Turquia e embarcar em um bote.
5) A Inglaterra importa batata, ingrediente óbvio do prato fish-and-chips. UE e países que a apoiam vão taxar essa importação.
6) Na rota Londres-Paris, o Euro Trem vai passar a transportar apenas carga.
7) Para entrar na Europa inglês vai ter que tomar vacina, provar que tem euros suficientes, fazer entrevista no consulado e mostrar passagem de volta para Londres.
8) Essa é a última EuroCopa de futebol com a participação da seleção inglesa. O English Team vai passar a jogar torneios da Concafaf e das ligas de soccer de Miami.
9) Gibraltar vai virar um resort para imigrantes
10) Acaba o intervalo: ingleses que trabalham na Europa só vão poder tomar o chá das cinco a partir de nove da noite.
Memória da redação: o dia em que a revista EleEla acorrentou três mulheres...
Nos primórdios da revista EleEla, a censura da ditadura não permitia nudez explícita. Os fotógrafos se viravam para mostrar sem mostrar. Quando a tesoura oficial foi acometida de um mínimo de liberalidade, passou a permitir a exibição de um seio de cada vez. E as páginas da revista lembravam relevos gregos que retratavam guerreiras amazonas. Estas, segundo a mitologia, amputavam um seio para não prejudicar o manejo do arco e flecha.
O anúncio reproduzido acima fez parte de uma das campanhas promocionais da EleEla. A censura da ditadura nem se incomodou com a cena.
Hoje, curiosamente, seria impensável utilizar esse tipo de mensagem para conquistar leitores. Primeiro porque a mensagem machista - "Uma receita que está fazendo sucesso no mundo inteiro. Prenda, no mínimo, três mulheres, para ter mais ou menos a certeza de que não acabará sozinho" - é claramente ofensiva e remeteria, hoje, a uma realidade de violência contra a mulher. Segundo, as redes sociais, um oráculo que nem sonhava existir na época, iam cair de pau na revista.
Talvez fossem tempos incorretos, inocentes mas nem tanto, culturalmente machistas, sei lá.
Vale lembrar que nos anos 60/70, Carlos Imperial não chamava mulheres de gatas, mas de lebres. E conjugava o apelido com o verbo abater. E nem por isso deu-se mal, ao contrário. O livro “Dez, nota dez! Eu sou Carlos Imperial”, de Denilson Monteiro, conta que ele chegou a morar com dez "lebres" em um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana. Não se sabe se conseguia "abater" tantas leporídeas.
Em outubro, o Brasil vai ver o "Inferno". No cinema
por Ed Sá
Já tem data para estrear no Brasil - 13 de outubro, - "Inferno", uma nova adaptação do livro homônimo de Dan Brown e que completa uma trilogia com "O Código Da Vinci" e "Anjos e Demónios". No filme, que tem locações em Veneza, Florença e Istambul, entre outras, Tom Hanks, no papel do professor Robert Langdon, sofre amnésia. Dele depende tentar impedir uma praga mundial. Para isso, precisa desvendar enigmas da obra de Dante. No elenco, Felicity Jones, Irrfan Khan, Omar Sy, Sidse Babett Knudsen e Ben Foster.
VEJA O TRAILER DE "INFERNO". CLIQUE AQUI
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