segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DVDs da Globo Marcas disponíveis para download

A Globo Marcas oferece uma nova maneira para o telespectador adquirir os DVDs que trazem os programas e minisséries da Rede Globo. “Toma lá dá cá”, “Os normais”, “A justiceira”, “Ó pai, ó”, Sai de baixo” e muitos outros agora podem ser comprados e/ou alugados pela internet, na íntegra ou por episódio, pelo Portal da Globo Marcas Digital (http://www.globomarcasdigital.com).

Barrigão de cerveja é mais um mito derrubado pela ciência

por Eli Halfoun
Aproveite o verão e tome seu chopinho sem preocupar-se como barrigão que, diz a lenda, a bebida provoca. A barriga de chope é um mito, segundo estudo divulgado pelo Colégio Oficial de Médicos de Astúrias. O estudo foi realizado com mil homens e mulheres e concluiu que o uso moderado da bebida é até benéfico para a saúde. A cerveja não aumenta a massa corporal e nem acumula gordura na região da barriga. Pelo contrário: ajuda a controlar a hipertensão e a diabetes, além de prevenir doenças cardiovasculares. Mas nada de exagero: a dose diária recomendada é de ½ litro, ou seja, 3copos para os homens e dois copos para as mulheres. O estudo recomenda que o consumo moderado da cerveja deve ser associado a uma dieta como, por exemplo, a mediterrânea. Aí é que a coisa pega: três copos não dão nem para a saída e tomar chope dispensando os tira-gostos tradicionais (e gordurosos) dos botequins é como comer sanduíche só de pão. Vazio. (Eli Halfoun)

Ipanema verde

Ipanema. Foto: Jussara Razzé

Gisele um carnaval em família desfilando com a Vila Isabel

por Eli Halfoun
Mesmo tendo dispensado a presença de qualquer cabeleireiro no carro da Vila Isabel (o enredo fala de cabelos) no qual desfilará esse ano, Gisele Budchen, contratada da Pantene, usará um vestidinho curto (e não maiô como se anunciou) e não estará sozinha durante o desfile. Ela decidiu fazer uma, digamos, participação-família e além da presença do marido Tom Brady, que desfilará no chão ao lado do carro, terá a companhia das irmãs e cunhados. (Eli Halfoun)

SBT quer atualizar noticiário de hora em hora

por Eli Halfoun
Agora que o SBT atravessa uma fase de contenção de despesas, Silvio Santos, que sempre investiu alto na contratação de apresentadores de notícias (Boris Casoy, Ana Paula Padrão e Carlos Nascimento, entre outros), mas nunca acreditou muito na audiência dos jornalísticos, está decidido a ampliar o horário dos noticiosos. De saída, criará mini-noticiosos no estilo RJTV para irem ao ar durante toda a programação com o noticiário atualizado de hora em hora. Silvio aposta nesse esquema porque é mais barato e pode agilizar a programação. Ele está decidido também a retomar nas tardes de domingo, a apresentação do boletim “A Semana do Presidente” para fazer o resumo das atividades presidenciais durante os sete dias anteriores. Assim Dilma passa a ser uma das atrações dominicais do SBT ao lado do próprio Silvio. (Eli Halfoun)

Essa não: Ronaldinho Gaúcho só responde perguntas aprovadas pelo Flamengo

por Eli Halfoun
Em sua coluna diária, o jornalista Giiba Um informa que a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, “que sonha com a prefeitura do Rio, tem tendência à censura”. A notícia revela que agora quem participar das entrevistas coletivas com Ronaldinho Gaúcho terá de enviar antes as três perguntas que terá o direito de fazer. O Flamengo, ou seja, Patrícia Amorim, se reserva o direito de cortar as perguntas que considerar inoportunas (inoportuno mesmo é cercear a liberdade de imprensa). Se é com essa postura desmedida que Patrícia pretende continuar sonhando com a prefeitura do Rio (aliás, não é à-toa que ela está aparecendo ao lado do craque em todas as fotos e momentos) pode ir tirando o cavalinho da chuva. Eleitores e torcedores querem acima de tudo é ter o democrático direito de expressão. (Eli Halfoun)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Outras opiniões...

...sempre bom ler relatos de quem conhece a Serra Fluminense. Clique AQUI

O outro importante lado da tragédia...

Cachorro em abrigo. Foto Divulgação
Ongs pedem ajuda para animais abandonados na catástrofe do Rio de Janeiro. Clique AQUI

Sabe o que é um "boneco"? Em fotojornalismo é tarefa pouco valorizada...

Leia sobre isso no blog A Foto Histórica, do fotógrafo Aguinaldo Ramos.
Clique AQUI

Briga de cervejas. o sabor em disputa? Não. A polêmica é em torno das cores da latinha


por JJcomunic
Por determinação da justiça, a Petrópolis vai retirar do mercado as latinhas vermelhas de cerveja. A Ambev fez valer a argumentação de que ao usar as cores vermelhas e os tons dourados a concorrente induz o consumidor ao erro. O novo design da lata da Brahma chegou ao mercado bem antes da Itaipava vermelha.

Memória da redação: Aconteceu na...


A mensagem de Sarney: erro no título em russo.

O Rio para russo ver em edição especial da Manchete

Petrobras: anúncio em russo

A capa da edição especial lançada em Moscou, em 1985.
 O processo de transformação econômica e social da União Soviética, incentivado pela "glasnost" e  a "perestroika", em 1988, repercutiu no mundo ocidental e também no coração do velho Adolpho. Ele, que chegara ao Brasil em 1922, fugindo da Revolução Russa, exultava com a perspectiva da volta a sua terra natal, em grande estilo. Programou a viagem na qual levava em mãos, para ser entregue a Mikhauil Gorbachev, a revista Manchete. Número especial, escrito em russo, mostrando as riquezas do Brasil. Problemas decorrentes da língua e da tipologia marcaram a elaboração da mesma. Recorreu-se à embaixada da União Soviética para revisão. Adolpho Bloch só recebeu os exemplares da revista em Paris. Na terceira página tinha uma foto e uma mensagem do então presidente José Sarney. Por um cochilo da revisão final, o titulo saiu truncado. Onde deveria estar escrito "Mensagem ao Povo Russo", naturalmente, estava: "Mensagem ao Povo Brasileiro". Um susto e um corre-corre. O erro foi sanado artesanalmente, em um quarto de hotel em Paris. Parte do grupo que acompanhava Adolpho na viagem passou uma noite colando adesivos, com o título correto, sobre a falha russa. 
Leia esta e outras revelações de bastidores em "Aconteceu na Manchete - as histórias que ninguém contou" (Desiderata), coletânea com 445 páginas e mais de 200 reproduções de fotos e ilustrações, iniciativa do Grupo de Ação Cultural Pão com Ovo.

SP Fashion Week promete transexual Lea T. desfilando de biquíni

Lea T., segunda da esq. para a dir., em campanha para Givenchy.
por Eli Halfoun
A São Paulo Fashion Week costuma fornecer muitos assuntos na passarela e fora dela, mas já se sabe que esse ano a dona do pedaço será transexual Lea T. que vem a ser Leonardo Medeiros Cerezzo, filha do ex-jogador Toninho Cerezzo. Revelada para o mundo da moda por Givenchy, Lea promete causar furor (e não só uterino) desfilando com sensuais biquínis criados por Alexandre Herchovitch para a etiqueta Rosa Chá. Alguns cuidados especiais serão tomados para que Lea T. não comprometa os biquínis com seu ainda “algo a mais”. Tudo indica que não haverá nenhum empecilho: quem frequenta e conhece o mundo dos shows de travestis garante que já existem “técnicas” testadas e aprovadas que não deixam aparecer nenhuma marca. Lea T.desfilará exibindo um novo título: passou a integrar a lista de modelos mais influentes do mundo no site Models.com. Lea está no honroso 40º lugar e é o único representante do sexo masculino. Por pouco tempo já que realizará a retirada cirúrgica da vírgula no mês de março. (Eli Halfoun)

Passione”: um final com jeitinho brasileiro

por Eli Halfoun
Mesmo quem não teve paciência de acompanhar os quase 300 capítulos da novela “Passione” certamente ficou ligado no arrastado último capítulo: novelas têm essa inexplicável magia de atrair todas as atenções no final até de quem quer apenas ter o prazer de criticar. Essa mania brasileira de se deixar envolver diariamente e durante meses por um sempre bem produzido folhetim (não necessariamente só da Globo) é sem dúvida o que incentiva a melhor escola mundial de novelas. A verdade é que quem viu a novela “Passione” inteira ou apenas o último capítulo não pode deixar de reconhecer que o ótimo autor Sylvio de Abreu encaminhou com perfeição a trama, especialmente em relação ao mistério do assassinato de Saulo. Agora é fácil dizer que estava na cara que a assassina era a Clara (trabalho maravilhoso de Mariana Ximenes). Não estava não. A revelação de mais um crime cometido por Clara foi realmente uma surpresa (talvez até para o elenco), assim como foi surpreendente a personagem aparecer viva e impune, o que pode parecer exagero de ficção, mas é uma realidade comum no Brasil, onde a impunidade coi0rre bem mais solta do que na novela e onde muita gente deixa o país tranquilamente depois de cometer crimes e mais crimes para vive rindo da nossa cara em outro país qualquer livre leve e solto. Nesse aspecto não se pode negar também que apesar de “italianada” “Passione” foi uma novela autenticamente brasileira. Inclusivenos erros e falhas. (Eli Halfoun)

BBB: um sucesso que não pode ser explicado. O público gosta e pronto

por Eli Halfoun
Não é tragédia pluvial de todos os anos no mês de janeiro, mas a estréia do “Big Brother Brasil”, agora em sua 11ª edição, não deixa de ser uma tragédia televisiva. O programa resiste faz 11 anos e isso acontece porque público e “enjaulados” se identificam de alguma forma. Como programa não se pode dizer e esperar muito do BBB que é bem dirigido, bem produzido e atinge o objetivo de também “enfiar” o público durante meses naquela casa mal assombrada já que ali tudo pode acontecer. Uma pergunta continua sem resposta desde o primeiro BBB: que tipo de comportamento psicológico leva alguém a querer entrar em uma brincadeira pouco divertida, de mau gosto e até cruel emocionalmente. Já se disse de tudo, mas me parece que a explicação é óbvia: os participantes são motivados pela vaidade e a ambição. A vaidade de ficar famoso e depois garantir uma boa grana sem precisar pegar realmente no pesado e a ambição de enriquecer e conquistar luxo e conforto, ou seja, boa vida. Comportamentos psicológicos são individuais e não dá para ficar criticando quem fez isso ou aquilo: a opção é pessoal e democrática. Jamais seria a minha, mas certamente seria a dos milhões de telespectadores que assistem e participam do programa como se dentro da casa também estivessem. Os motivos para um fracasso são facilmente identificáveis, já os motivos que garantem um sucesso são bem mais complicados de identificar e explicar. O BBB é um inegável sucesso inegável para o qual não há um bom motivo e muito menos explicação definitiva.
O olhar atento do Ministério Público
Mesmo tendo muito trabalho a cumprir, o que tem feito com competência, até o Ministério Público se mobiliza com o BBB para evitar exageros no horário da televisão aberta - e aberta para todas as faixas etárias. Sabe-se que antes da estréia da nova edição o MP enviou ofício para a Rede Globo recomendando que “o conteúdo do programa seja de qualidade, atendendo crianças e famílias”. O ofício pede também que “não violem os direitos humanos, com tratamento desumano ou degradante, preconceito, racismo e homofobia”. A Globo promete cumprir, mas se levar ao pé da letra tudo o que o Ministério Público sugere certamente o BBB será um fracasso e deixará de existir. O que sem dúvida seria uma vitória de todo o público de bom gosto que já tem, em mãos uma poderosa “arma”: o controle remoto que permite mudar de canal na hora que bem entender. Se entender. (Eli Halfoun)

Rainha e musa da Mancha Verde

Juju Panicat é Musa da Mancha Verde. Foto Divulgação
Viviane Araújo é Rainha de Bateria da Mancha. Foto: Divulgação
por Omelete
Se o Palmeiras não levou o Ronaldinho Gaúcho, a escola de samba Mancha Verde ganhou dois reforços em melhor forma: Juju Panicat, que foi capa da Vip e da Playboy, e a instituição do carnaval chamada Viviane Araújo. Uma é Musa e a outra Rainha de Bateria. Em comum, as duas têm o pernão mais avantajado do que o de muito zagueiro brucutu. É ou não é?

Isis Valverde na revista Boa Forma

Isis na revista Boa Forma. Foto: Divulgação
Capa da edição de janeiro, a atriz Isis Valverde, a Marcela de "Ti Ti Ti", revela seus segredos de beleza.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Atitudes que marcam épocas

deBarros
Na reunião que houve entre Prefeitos e o Governador do Estado do Rio, em que se discutia a tragédia ocorrida nos municipios serranos do E. do Rio, conta-se que os Prefeitos e o Governador discutiam as verbas que seriam destinadas à reconstrução dos Municipios destruidos pelos deslizamentos de terras trazendo à morte ainda um número incalculado dos atingidos pela desgraça, a Presidente teria interrompido a discussão com a frase:
– Agora não é o momento de se discutir reconstrução de nada. O momento é de se salvar as vidas que se encontram em perigo. Reconstrução fica para depois.
Essa atitude faz lembrar uma outra que se deu no ano de 1755, por ocasião do terremoto de Lisboa,, onde morreram 90 mil pessoas e indagado ao Marques de Pombal o que se devia fazer, ele respondeu:
– Enterrar os mortos e cuidar dos vivos! (deBarros)

Musas do futebol feminino

Elin. Foto Divulgação
Andreia. Foto Divulgação
Ema. Foto Divulgação
Isa. Foto Divulgação
Apesar do sucesso da jogadora Marta, o futebol feminino ainda luta para decolar no Brasil. As meninas pedem apoio, este até aparece, mas os patrocinadores relutam ao ver que a torcida não prestigia os poucos torneios que os dirigentes conseguem organizar. Um deputado do Rio apresentou um projeto para tornar obrigatório em todos os jogos realizados no Maracanã preliminares de futebol feminino. Também não é por aí. Em São Paulo, surgiu uma iniciativa mais amena: destacar que além de craques, o futebol feminino, aqui e lá fora, tem musas. O Torneio Internacional de Futebol Feminino, em Araraquara, apontou recentemente as mais belas jogadoras. As atletas selecionadas, que aliam beleza e qualidade técnica, foram: Maurine e Angélica (Santos), Isa e Gabi (Foz Cataratas Caixa), Andréia e Fernandinha (Palmeiras), e Linnea e Elin (Umea IK). Vale o marketing. Dentro e fora do campo, as meninas lutam para decolar.

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Musical “Evita” ganha mais uma montagem no Brasil

por Eli Halfoun
Sempre vale a pena mostrar o que é bom, mesmo que já tenha sido mostrado uma vez. O diretor e produtor Jorge Takla está apostando em uma nova montagem do musical “Evita”, que já foi exibido por aqui em 1983. O musical de Andrew Lloyd Webber está na fase de montagem em São Paulo e o elenco foi escolhido com a aprovação do autor que confere os testes através de vídeos. Paula Capovilla é a escolhida para o novo papel título (na primeira versão foi interpretado pela cantora Claudia) e Saulo Vasconcellos será Perón (interpretado na primeira montagem pelo cantor Elymar Santos). O espetáculo fez história nos palcos do mundo e no cinema que apostou em Madonna no papel título, mas a fama da cantora não a fez ser considerada a melhor intérprete da personagem. Segundo o próprio autor a atriz Patti Lupone é a melhor “Evita” da história do espetáculo com a montagem na Broadway. (Eli Halfoun)

Letícia Sabatella posa para a revista Alfa

Leticia Sabatella na Alfa. Foto Christian Gaul/Divulgação
Leticia Sabatella na Alfa. Foto Christian Gaul/Divulgação
Atitude inédita. Leticia Sabatella, ativista de causas sociais, sempre se recusou a fazer fotos mais ousadas. O revista Alfa quebrou essa barreira. A atriz posou em Búzios para o fotógrafo Christian Gaul. Lançada em setembro, a Alfa é a mais nova revista masculina da Editora Abril e aborda temas como gente de sucesso, relacionamento, carreira, saúde, estilo, gastronomia e mulheres. Entre os colaboradores, Sérgio Augusto, Nirlando Beirão, o ex-nadador Gustavo Borges, Claudio Manoel (ator e redator do programa Casseta & Planeta) e Tati Bernardi (escritora e roteirista da TV Globo).
Fonte: Giusti Comunicação

O primeiro festival mundial online de cinema

Desde ontem até 29 de janeiro, a Unifrance e Allocine apresentam um festival de cinema com 10 curtas-metragens e 10 longas-metragens franceses disponíveis gratuitamente na internet, com legendas em português. Endereço: http://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/
São filmes recentes. E você ainda pode votar no seu filme favorito e ganhar uma viagem para Nova York. E se participar do jogo French Film Epidemic, pode ganhar uma viagem para Paris para duas pessoas. O festival é patrocinado pela empresa francesa Essilor, fabricante das lentes Varilux, com apoio da Embaixada da França no Brasil. 
Mais informações em www.cinefrance.com.br/atualidades/myfrenchfilmfestival.html

O descaso pede bis em Níterói

por Eli Halfoun
Menos depois de um ano de uma tragédia que arrasou muitas famílias e deixou centenas de desabrigados aquele monte de lixo chamado Morro do Bumba volta a ser ocupado por barracos que podem despencar novamente, principalmente nessa época de chuvas torrenciais. O noticiário diz que até agora a prefeitura de Niterói nada fez para melhorar as condições do local e o que é mais importante, evitar que, por absoluta falta de opção, famílias tenham de que procurar algum cantinho para morar. Essa é uma provável tragédia anunciada e se vier a acontecer as autoridades de Niterói terão de ser responsabilizadas criminalmente por permitir que aquele monte de lixo volte a ser ocupado com “moradias’ é realmente um crime. Crime qualificado. (Eli Halfoun)

Tragédia serrana: é hora de resolver o presente pensando no futuro

por Eli Halfoun
O governador Sergio Cabral declarou que “não é hora de procurar os culpados" da tragédia que ainda faz muitas vítimas na região serrana. Não é mesmo: o momento é de união e solidariedade para tentar minimizar o sofrimento de milhares de famílias desabrigadas e massacradas física e emocionalmente. Mesmo depois que as coisas estiverem melhores nada adiantará procurar culpados primeiro porque sabemos quem são os culpados assim como sabemos que eles não serão punidos. Se for apenas o caso de apontar culpados não há dúvida que será inevitável formar uma grande fila de responsáveis irresponsáveis com os nomes daqueles que nunca fizeram absolutamente nada paras evitar que tragédias desse tipo viessem a ocorrer. Pelo contrário: se aproveitaram da situação para de alguma forma levar vantagem. Agora o importante é que pelo menos dessa vez os discursos se transformem em ações que evitem a repetição de fatos que entram em cena anualmente como se fossem um “replay”. Tudo bem que dessa vez a chuva foi muito maior do que se pudesse prever ou imaginar, mas isso não justifica que tragédias como essa venham a se repetir, mesmo porque cidades atingidas agora não podem continuar facilitando, por absoluta falta de obras de prevenção, que qualquer nova chuva derrube casas, mate mais gente e tudo continue no mesmo como, aliás, sempre continuou. Não adianta procurar agora quem permitiu tantas barbaridades em construções sabidamente levantadas em áreas de risco. Não adianta dizer que a população volta para esses locais burlando a fiscalização. Não é bem assim: ninguém burla a fiscalização simplesmente porque ela não existe. Nunca existiu.
Além do mais a população só habita esses locais por absoluta falta de outras possibilidades de moradia. Fica claro que o importante é preparar e fazer realmente funcionar um programa de habitação que dê à população carente pelo menos a dignidade de morar sem medo de morrer diante de qualquer chuvisco. Essa é mais uma tragédia provocada pela natureza que é provocada pelo homem todo o tempo.
É diante de tragédias como essa que ficam ainda mais visíveis os problemas que as classes menos favorecidas enfrentam. É como se a ferida das tragédias deixasse exposto um grande câncer que fica escondido por um curativo em períodos de sol e, portanto, menos dolorosos como os de agora. Duvido que qualquer um de nós não se sinta culpado e não chore diante das imagens que a televisão, que tem realizado um bom trabalho, nos esfrega na cara. Tem razão o governador Sergio Cabral: agora não adianta procurar e apontar culpados. O importante é cobrar das autoridades que finalmente alguma coisa seja feita para evitar que tudo se repita impunemente para quem não tomou qualquer tipo de providência. Se nada agora, depois será muito tarde, como tem sido nos últimos anos. Discursos não devolvem vidas. Obras públicas e ações sociais também não devolvem vidas, mas impedem quer outras mortes aconteçam. É isso o que devemos cobrar e fiscalizar. (Eli Halfoun)