terça-feira, 20 de abril de 2010

Humor de Bussunda mostra que nada mudou nesse país engraçado

por Eli Halfoun
Pode-se dizer, com saudades é claro, que mais do que um excelente humorista Bussunda era uma espécie de visionário da comédia que costuma ser a política brasileira. As manchetes que ele criava para o jornal “Planeta Diário”, que levou o grupo para a televisão, continuam atualíssimas e, entre muitas outras coisas, estão no livro “Bussunda – a vida do Cassseta”, de Guilherme Fiúza com lançamento previsto para breve. Entre as manchetes selecionadas para o livro estão essas duas: “Sarney se queixa à Defesa do Consumidor: deputados comprados vieram com defeito de fabricação” (publicada em 1988) e “Bernardo Cabral diz que ministra da Economia deu certo” (publicada em 1990 quando Cabral mantinha romance com a então ministra Zélia Cardoso de Mello. Como se vê o humor inteligente é a melhor maneira de perceber que nada mudou nesse país engraçado. Nem mudará enquanto continuarmos tratando nossos votos também como uma comédia sem graça.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os vencedores do Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo

A edição 2010 anuncia os vencedores do concurso, que tem a característica de premiar pautas, ou seja, projetos de reportagens. Os jornalistas selecionados ganham bolsas de incentivo à investigação e apoio técnico para produzir reportagens propostas sobre o tema "Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes". Confira a relação dos vencedores:
Televisão
Branca Azeredo de Andrade e equipe – Sistema Brasileiro de Televisão – SBT(RJ)
Mídia Impressa
Osvaldo dos Passos Pereira Junior e equipe – Jornal Correio do Estado (MS); Demétrio Pires Weber Candiota da Rosa e equipe – O Globo.
Rádio
Carlos Alberto Silveira de Morais e equipe – Rádio Jornal AM 780 (PE)
Mídia Alternativa, Comunitária e Online
Fabiana Maranhão Lourenço e equipe – JC Online(PE)
Categoria Especial Temática
“O desafio do enfrentamento à violência sexual facilitada pelas novas tecnologias de comunicação e informação” Ana Lucia Almeida Caldas de Oliveira e equipe – Empresa Brasil de Comunicação - EBC (DF).
A premiação homenageia o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, assassinado por traficantes no dia 2 de junho de 2002, em uma favela do Rio de Janeiro, quando apurava a exploração sexual de adolescentes em bailes funk. Tim Lopes começou sua carreira nos anos 70, nas revistas Fatos & Fotos e Manchete.

Vão acabar pintando o Serra de preto. Vai virar o Jobama Serrack...

por JJcomunic
Primeiro, adaptaram o "Yes, we can" para o slogan "O Brasil pode mais", refrão da campanha do Serra. Depois, ouviram falar que o Obama usou o twitter e botaram o coitado do Serra para twitar de madrugada. As olheiras - na foto apagadas no photoshop - já ocupam quase metade da cara do homem. Agora a Veja (nessa matéria de capa, um destaque é a entrevista com um astrólogo que diz que Serra já ganhou), com uma sutileza de um elefante, copia a capa da Time e faz o tucano posar de meigo, descansando o rosto na mãozinha direita. Direita? Tem tudo a ver. Obama ainda preferiu usar a esquerda.
(Reproduções publicadas originalmente no Twitpic. Clique AQUI)

Vai viajar? Fique de olho em sua mala

por Eli Halfoun
Quem tem a infelicidade de frequentar aeroportos brasileiros conhece bem a bagunça, mas não é só aqui que o passageiro enfrenta dificuldades, entre as quais o extravio de sua bagagem. Fazer mágica com as malas parece ser uma “arte” mundial: a Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas acaba de revelar um levantamento com a conclusão de que 25 milhões de malas foram extraviadas em 2009 nos aeroportos de todo o mundo. Não há números específicos sobre o Brasil, mas o relatório mostra que 52% dos extravios acontecem nas viagens e 16% nos aeroportos de origem. Segundo o estudo, a maioria é reencontrada e devolvida em 48 horas, mas 3,4% são roubadas e desaparecem definitivamente. O estudo concluiu que o extravio é conseqüência do mau funcionamento do setor de despacho das empresas aéreas. Já sabe: se quiser livrar-se de uma amigo ou parente “mala” peça que ele o acompanhe em um viagem. Quem sabe ele não fica perdido no aeroporto ou desaparece na rota?

Preço do autógrafo de Neil Armstrong está no espaço

por Eli Halfoun
Não é só em cheque (dependendo do cheque, é claro) que uma assinatura pode valer um bom dinheiro. Assinaturas famosas custam muitos dólares mesmo em qualquer pedaço amassado de papel. A mais valorizada no momento é a do astronauta Neil Armstrong: está valendo US$7.500 dólares e a valorização acontece porque o astronauta vive recluso há dez anos e desde então não deu um único autógrafo. Outra assinatura muito valorizada é a do tenista Tiger Woods, avaliada em US$ 2.265. Em termos de valorização também estão bem os autógrafos da rainha Elizabeth II (US$ 2.250), e do ex-beatle Paul McCartney (US$ 2.400). Um brasileiro também está nessa lista: é Pelé com seu autógrafo avaliado em US$ 1.125. A relação de assinaturas que valem grana tem também: JK Roling, autora de “Harry Potter”, custando US$ 1.875, o boxeador Muhammad Ali (US$ 1.425), Bob Dylan (US$ 1.27), Madonna (US$ 1.200) e Mick Jagger (US$ 750). Esse é o tipo do papel que não dá para simplesmente amassar e jogar no lixo.

Mais uma ex-BBB....

...agora é a vez de Fernanda na capa da VIP de maio

Últimos dias da Coletiva de Fotografia (Orlando Abrunhosa) na Casa Benet Domingo

A caminho do trabalho...

Por conta do fechamento (Lady Laura)... Cidade acordando.

domingo, 18 de abril de 2010

Flamengo sifu, ou, como diriam os urubus, çifu...

Vinicius, Tom... Bossa Nova, música no Nove em fim de domingo

E o sol se mandou...

Luiza


por Omelete
Luíza Brunet, a recordista de capas da revista Manchete, segundo o livro Aconteceu na Manchete - as histórias que ninguém contou (Desiderata) - continua na... capa. Com fotos (reproduções) de Danilo Borges, olha ela aí na Maxim.
Veja mais no site da revista. Clique AQUI

O homem e a Terra

deBarros
O homem, esse estranho ser, diferente de todos os outros animais da Terra, porque pensa e fala, senhor do planeta e do espaço que o cerca, precisa parar e pensar no que vem acontecendo nesse pequeno mundo, que por circunstâncias, até alheias a sua vontade, faz e desfaz.
Como salientou Carlos Heitor Cony, na sua coluna de hoje, na Folha de São Paulo, terremotos no Haiti e no Chile e agora também na China. Nevascas fantásticas soterrando e matando pessoas na Europa e EUA. Chuvas torrenciais caindo sobre cidades, alagando e inundando casas fazendo desabar morros destruindo moradias e matando seus ocupantes.
Agora um vulcão, na Islândia, ameaça sufocar e matar na Europa com as cinzas que são lançadas da sua imensa bocarra aberta despejando fogo e morte.
Esses fenômenos sempre existiram nesse nosso mundo mas não com a violência que vem ocorrendo. O homem, com seu egoismo, pretensão e truculência, precisa parar e reinventar o seu lugar no planeta. Precisa parar de poluir, respeitar a natureza que sempre o acolheu e o protegeu. O dinheiro não representa a razão da vida. A razão da vida é conviver com os dons que lhes são oferecidos por esse planeta que lhe tem sido tão generoso e paciente. Lhe dá tudo do que precisa. Não lhe tira nada até a terra que o cobre no fim do seu tempo é ele que dá. Por que então continuar a lhe ferir, a lhe sangrar suas planicies, seus rios, suas montanhas, seus campos dourados e férteis, a cortar seu imenso céu azul que lhe cobre a cabeça, com nuvens poluidoras e envenenadas. Porque continuar a sujar suas águas doces e revigorantes que lhe refrescam a sua testa molhada de suor e lhe matam a sua sede.
Para o homem, não existe lugar mais bonito do que esse planeta. Tão belo e tão maltratatado. Reveja o seu comportamento e salve a sua casa, o seu lar, a sua mulher, o seu filho e salve você mesmo. Enquanto é tempo. A Terra está sinalizando o que pode acontecer em futuro muito próximo, se nada mudar.

sábado, 17 de abril de 2010

Lady Laura

por Gonça
Morreu neste sábado, no Hospital Copa D’ Or, em Copacabana, no Rio, a mãe do cantor Roberto Carlos, Laura Moreira Braga, de 95 anos. Lady Laura, como era conhecida, foi vítima de infecção pulmonar. O cantor, que aniversaria nesta segunda-feira, dia 19, quando completa 69 anos, está em uma turnê pelos Estados Unidos. Neste momento se apresenta do Radio City Music Hall, em Nova York. Segundo o relato de repórteres presentes ao show, ele acaba de cantar a canção "Lady Laura", que compôs em 1976. Não se sabe - e no palco, até agora, ele não fez menção ao fato - se o já cantor foi informado da morte da mãe.
A nota oficial do Copa D'Or aponta choque séptico e insuficiência respiratória aguda, decorrentes de pneumonia bacteriana e agravados por insuficiência renal crônica, insuficiência coronariana e arritmia cardíaca como causas do óbito. Há quatro anos, às vésperas do Dia das Mães, Lady Laura deu uma entrevista à revista Contigo. Foi a sua primeira e única entrevista. Ao lado, mãe e filho na capa da Manchete nos anos 60.

Pensa que é só subúrbio? Orla do Leblon às escuras...

No Tropeço, que ninguém é de ferro

Do baú do Muggiati...

Aos 73 anos, Hermeto Pascoal, viúvo de Dona Ilsa (a mestra das feijoadas no Bairro Jabour), casou com uma cantora lírica mozartiana 45 anos mais moça, a Aline Morena.
Roberto Muggiati, jornalista, ex-diretor da Manchete, escritor, tradutor e músico, pode dizer que é amigo do Bruxo. Muggiati conta que a penúltima vez que o viu foi na Serra Catarinense (tocando em São Joaquim abaixo de zero, sensação térmica de -20°). "Ficamos hospedados no mesmo hotel-fazenda e ele escreveu uma música especialmente para mim que, com sua aprovação, chamei de Cascata de Curucaca. A peúltima vez. O último encontro foi ontem, no Copacabana Palace, onde Hermeto se apresentou no Copa Fest, um evento de música instrumental. Na foto, de arquivo pessoal, Muggiati, Aline e Hermeto.

Corrida milionária contra o tempo para preservar ‘Hollywood”

por Eli Halfoun
Salvar o letreiro Hollywood, plantado em Los Angeles e que se fez famoso em todo o mundo, é agora uma corrida contra o tempo: o grupo que luta para não ver o letreiro destruído tem menos do que 16 dias para arrecadar o U$ 1,5 milhão que faltam para comprar o terreno nas montanhas ao norte de Los Angeles e salvá-lo das mãos do grupo imobiliário que pretende construir no local um condomínio com mansões de luxo. Há dois meses o grupo Trust Pacific Land tenta arrecadar os US$ 12,5 milhões para comprar os 56 hectares que pertencem um grupo de investidores que não se importa em derrubar as letras famosas que ali estão desde 1923. Várias celebridades ligadas ao cinema, entre as quais Steven Spielberg, Tom Hanks e Rita Wilson, lutam para não ver o letreiro derrubado. Se fosse aqui a queda do letreiro seria apenas uma questão de tempo, ou melhor, de chover mais ou chover menos.

Garganta profunda


por JJcomunic
A atriz Lindsey Lohan deve viver no cinema o papel de Linda Lovelace em Garganta Profunda (Deep Throat), o clássico pornô de 1972. A "trama" do filme é curiosa: uma jovem vai ao consultório queixando-se de que não tem orgasmos. O doutor a examina e constata que a moça na verdade é desprovida de clitóris. Depois de uma cuidados pesquisa, encontra o badalo perdido: está lá... bem no fundo da garganta da Lovelace. Gore Vidal, David Letterman, Frank Sinatra, Camille Paglia e meio-mundo admitiram que viram o filme. O termo Deep Throat - lembram-se? - até ganhou as páginas políticas ao apelidar a fonte secreta dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein na rumorosa apuração de um escândalo da época, o de Watergate.

Belo Monte, usina de polêmica

por Gonça
Sobre o post do debarros, abaixo. Há controvérsias. Muitas. É preciso pesar bem essa questão de dano ambiental. Itaipu, por exemplo, construida pela ditadura, teve enorme impacto na natureza. Verdade. Mas você consegue imaginar o Brasil hoje sem Itaipu? Teria que gerar energia muitas vezes mais poluente, o país estaria mais pobre, sem força e luz para mover cidades e empreedimentos. Pobreza, sabe-se, é um dos maiores danos ambientais. Assim como falta de projetos e de perpectivas. Um exemplo: durante o governo FHC, o Brasil não fez obras de infraestrutura. A política era vender bens públicos, mas aí é outra história. Como consequência, veio o célebre apagão, o maior que o país já sofreu. A saída do governo anterior foi, então, liberar a instalação de emergência de termelétricas extremamente poluentes, movidas a óleo diesel e até condenáveis unidades a carvão.
Mas a discussão não deveria ser política, nem enquadrada em tema de governo versus oposição. O país vai precisar de energia, principalmente após ter voltado a crescer desde 2003.
Hoje há métodos e técnicas para minimizar danos ambientais. Debarros provavelmente não se preocupou em ler um pouco mais sobre o projeto. Belo Monte terá impacto ambiental sim, mas não será um desastre ecológico como Balbina, outra usina construida na Amazônia pelos militares. Segundo os técnicos, a nova hidrelétrica formará um lago, mas de proporções menores, por adotar técnicas mais mais modernas de geração de energia. A futura hidrelétrica submete-se à vazão do Rio Xingu (PA), o que evita que seja construida uma enorme parede e um imenso lago artificial. Isso porque a usina terá turbinas convencionas e também turbinas tipo bulbo, que funcionam a fio-d'agua, na expressão dos técnicos, ou seja, são movidas pela própria vazão do rio. Se a discussão não for política, o que as organizações de defesa do meio-ambiente devem fazer é lutar para que sejam minimizados os efeitos sobre as populações. Curiosamente, o governo Lula é violentamente criticado pela oposição por instalar as reservas territoriais necessárias à sobreviência dos índios. Subitamente, a mesma oposição passa a ser "defensora" dos índios, no caso de Belo Monte, que serão afetados pelas obras. Uma posição meio hipócrita. Que o país encontre o equilíbrio entre gerar energia (que resulta em progresso e ascensão social de milhões de brasileiros), o controle ambiental e o respeito à cultura e aos direitos dos índios. Quanto ao outro ponto do post do debarros, o financiamento, é naturalmente innevitável aqui e em qualquer país do mundo. Empresas privadas não entram em um projeto dessa magnitude, de grande aporte de recursos e retorno a longo prazo, sem uma forte participação estatal. Essa, aliás, foi uma das razões da paralisação do pais no governo passado em matéria de infraestrutura. Os tucanos parecem ter imaginado que ao privatizar as estatais e abrir concessões de estradas, portos etc poderiam esperar que grandes grupos privados tocassem adiante novas e grandes obras. Como se sabe - e as estatísticas mostram - nada foi construído. Com atraso, só depois de 2003 foram retomadas construções de hidrelétricas, ferrovias, portos, o país voltou a construir, por exemplo, navios (será lançado essa semana o primeiro grande petroleiro construido em estaleiro nacional após mais de dez anos de inércia no setor), gasodutos etc. São os fatos.      

...temos um pouco

debarros
"Pau que bate em Chico, bate em Francisco".
A vida não deixa de ser uma grande ironia. Viver é uma ironia. Ora, a esquerda "progressista", vivia e ainda vive batendo no governo anterior por ter feito as privatizações das estatais com o dinheiro público. E agora, José?, com o projeto da Usina Hidroelétrica de Belo Monte – A Bela tragédia anunciada de uma usina fadada ao desastre por erro de concepção – provocará a maior tragédia ambiental que se terá notícia nos tempos atuais.
E, pasmem aqueles que por acaso me lerem; para atender a vaidade de um megalomaníaco – que se tornou o mandatário supremo do país – que quer marcar a sua gestão com uma grandiosa obra faraônica, nada menos com a construção da terceira Hidroelétrica de Belo Monte em tamanho, no mundo conhecido. E será construida com o dinheiro dos Fundos de Pensão, BNDES e outros Órgãos Públicos.
Enredado na sua própria linguagem política se vê de cara com as mesmas circunstâncias de financiamento com que enfrentou o governo passado.
Não é preciso ir muito longe para entender a pobreza intelectual e desatinada desse governo que não sabe muito bem o que tá fazendo nesse país.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Musical americano “Mamma mia” ganha patrocínio milionário no Brasil

por Eli Halfoun
Mamma mia: R$ 13.3 milhões é a quantia liberada pelo Ministério da Cultura para a montagem brasileira do musical de mesmo nome, que ocupará o palco do Teatro Abril, em São Paulo, ainda esse ano. “Mamma Mia” continua fazendo sucesso na Broadway, Estados Unidos, mesmo depois de ter chegado ao cinema com uma versão estrelada por Meryl Streep. A música é uma das garantias do êxito do espetáculo: foram todas criadas pelo grupo sueco Abba, incluindo o sucesso “Dancing Queen”. A produção brasileira será da T4Fque fez acordo com o Ministério da Cultura para retribuir a gentileza do milionário patrocínio: distribuirá 30 mil ingressos para sessões fechadas de idosos, deficientes e jovens especiais. Assim não precisará reduzir o preço dos ingressos.

Feijão com arroz é o novo rei dos jantares chiques

por Eli Halfoun
Uma velha e popular culinária está tomando o lugar de comidas sofisticadas e geralmente cheias de formas e de temperos esquisitos nos jantares e festas sofisticadas. A nova bossa é servir a velha, simples e sempre deliciosa comidinha de botequim. Para os cardápios de jantares sofisticados, a ordem agora é oferecer o nosso tradicional feijão com arroz acompanhado de bifinhos acebolados, batata frita, ovos fritos, farofa e outras receitas que conhecemos e comemos desde crianças. Para a sobremesa, nada de mouses, tortas e coisas desse tipo. O novo e doce dono dos requintados salões é o tradicional Romeu e Julieta, ou seja, goiabada com queijo Minas ou requeijão. A nova bossa está agradando em cheio e depois da festa ninguém precisa ir ao botequim mais próximo para, aí sim, matar a fome e fartar-se do que realmente tem gosto e faz a alegria maior do paladar brasileiro.

Pegando o trem das (quase) onze

Fim de sexta-feira na redação...

Deu no JB: reforço na Amazônia

A Aeronáutica apresenta três dos 12 helicópteros russos que o governo adquiriu para basear na Amazônia. São os famosos e sofisticados AH-2, também conhecidos como MI-35. Carrega mísseis, metralhadoras e até um canhão no nariz. Um poderoso equipamento que já participou de várias batalhas. Bom que seja usado também para abater aeronaves que contrabandeiam fuzis e drogas. O Rio de Janeiro agradece.

Roberto Muggiati no Estadão

por Roberto Muggiati
As primeiras palmas a gente nunca esquece
"Conhecemos o som de duas mãos batendo palmas. Mas qual é o som de uma mão batendo palma?'' Charada Zen, epígrafe de Nove Histórias, de J.D. Salinger
Cheguei a Paris na manhã de 14 de outubro de 1960, uma sexta-feira, no trem de Madri, 20 horas de viagem. Eu tinha 20 anos, é a mais bela idade da vida (Há controvérsias.) Sentado num café da Gare de Lyon, sentia-me como o sujeito do filme Ascensor para o Cadafalso, que passa um fim de semana preso num elevador e depois vai tomar café au lait com croissants e folhear o jornal do dia. Meu olho caiu numa pequena nota nas páginas internas: concerto de jazz esta tarde no Théâtre des Champs-Elysées, com um punhado de americanos exilados e bambas locais. Peguei um táxi até a Cité Universitaire, descobri na Maison du Brésil que ainda não tinha um quarto: colocaram-me para dormir nos bastidores do pequeno teatro (na mesma época, vim a saber depois, os Beatles dormiam atrás da tela de um cinema em Hamburgo.) Em bom francês pensei Je m''en fiche ("não tô nem aí"), larguei as malas ainda fechadas e saí pela vasta cidade em busca do meu destino. O Théâtre des Champs-Elysées havia testemunhado em 1913, entre apupos e aplausos, a grande explosão moderna, com a estreia da Sagração da Primavera, de Stravinsky, pelos Ballets Russes de Nijinsky e Lifar. Em poucas horas eu vivia uma verdadeira overdose de cultura, sem mencionar o fato de estar pisando nas ruas de Paris, aquela obra de arte viva. O lendário teatro não me impressionou, escuro, meio deprê, estava só metade ocupado. Mas a música foi o primeiro jazz de verdade que ouvi, Bud Powell ao piano, Kenny Clarke à bateria e Pierre Michelot ao baixo. Participou também do concerto, em memória do baixista Oscar Pettiford (morto um mês antes em Copenhague), o saxofonista Lucky Thompson. Ao fim de cada peça, batíamos palmas enérgicas, para compensar a metade vazia da sala. Eu não sabia que o concerto foi gravado e que um disco sairia dois anos depois... com as minhas palmas. A glória!
No mês seguinte, fui ver a Concert Jazz Band de Gerry Mulligan, no Olympia. Sala tradicional da chanson francesa, templo da Piaf, o Olympia começava a acolher concertos de jazz. Fui sozinho ao show da tarde e, à noite, na torrinha, com uma namoradinha inglesa, Gillian. O público francês sabe ser chato, quando quer, e naquele dia encarnou no Gerry (ironicamente, Jerry Mulligan é o nome de Gene Kelly no filme Sinfonia em Paris.) Compositor e arranjador, Mulligan volta e meia tocava piano, sob os protestos da plateia, que pedia aos brados "Saxo! Saxo!" Do concerto, outro álbum ao vivo emergiu nas lojas, assim como o da apresentação de Thelonious Monk no mesmo Olympia, em abril de 61, tocando - é claro - April in Paris num belo solo de piano.
Em dois anos de Paris e três de Londres, os concertos de jazz continuaram rolando e, como o replicante de Blade Runner, eu podia dizer "meus olhos viram coisas em que vocês não acreditariam... e todos aqueles momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva". Tristemente, não reconheci minhas palmas em nenhum daqueles álbuns gravados ao vivo. Descobri que, por questões técnicas, as gravadoras preferiam botar nos discos palmas clonadas pelos sonoplastas, reduzidas à equalização padronizada. Foi, de certa forma, a perda da inocência - musical e ontológica. Indo mais fundo, hoje sou capaz até de contestar o próprio processo do jazz gravado. Música do aqui e agora, que se propõe à prática da espontaneidade absoluta através da improvisação, aqueles registros não passariam de peças arqueológicas congeladas no tempo, verdadeiros fósseis sonoros. Mas, à falta de melhor, é o que nos resta para que aqueles momentos não se percam, como lágrimas na chuva.
(Roberto Muggiati, jornalista, escritor e saxofonista, autor do livro Improvisando Soluções)
Fonte: jornal Estado de São Paulo. Clique AQUI 

Promessa eleitoral também é um problema britânico

por Eli Halfoun
A intenção pode até ser das melhores, mas mesmo assim a promessa eleitoral do Partido Conservador Britânico de conceder dedução fiscal aos casais de baixa renda, mereceu severas críticas por estar marginalizando as mães solteiras. A escritora J. K. Rowling, autora de “Harry Pottter”, protestou publicamente em favor das mães solteiras e criticou a prometida dedução de 150 libras anuais para 4 milhões de casais. Os autores da promessa dizem que “não é uma questão de dinheiro e sim de mensagem”. A autora de ”Harry Potter” não aceitou o argumento e em artigo publicado no jornal “The Times” escreveu: “Ninguém que tenha experimentado a pobreza pode dizer isso”. A autora de “Harry Potter” fala de cadeira: antes de ficar milionária graças ao livro viveu muitos anos com a ajuda da assistência social. A briga continua, mas é um bate-boca inútil: lá como cá promessas eleitorais nunca são cumpridas mesmo.

Um charuto especial para mulheres

por Eli Halfoun
As mulheres estão fumando mais charutos. Não há pesquisas oficiais, mas foi o que ficou claro na recente XII edição do Festival de Charutos, em Cuba, com a realização de uma noite especial dedicada às mulheres com o lançamento do Romeo y Julieta dedicado ao público feminino, inclusive com um toque diferente na embalagem. São charutos para dar uma rapidinha, ou seja, para fumadas ligeiras: o Romeu y Julieta das mulheres tem 1,31 cm de largura e 12 cm de comprimento. Os homens não foram, é claro, esquecidos e poderão consumir a nova linha Cohiba Behike, considerada a mais exclusiva que a Habanos já lançou e tem o diferencial em seu blend, que inclui tabaco “Médio Tempo” que é uma folha encontrada apenas na parte superior de alguns pés de tabaco. Outro lançamento masculino é o Wilde Churchillis com 2.18 cm de largura e 13 cm de comprimento, ou seja, um charuto grosso com um blend mais rico e diferenciado. Leva mais tempo queimando o dinheiro do fumante

Modelo brasileira é estrela de famoso calendário para 2011

por Eli Halfoun
A modelo brasileira Isabeli Fontana será a atração maior do famoso Calendário Pirelli para 2011. O calendário é o preferido das borracharias e ficou famoso por reunir todos os anos modelos bonitas e famosas em todo o mundo. Isabeli, que já participou de outras edições do calendário, foi escolhida pessoalmente pelo estilista Karl Langerfeld para ser a estrela de 2001. Ela já está em Paris posando para as fotos de pouca roupa. Isabeli tem mesmo o que mostrar.

Ex-empregados da Bloch fazem assembleia nesta sexta às 11h

(Do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro)
Os ex-empregados de Bloch Editores estão convocados para participarem da assembleia que se realizará nesta sexta-feira, dia 16, às 11h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas – Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, Cinelândia.
Vários assuntos serão debatidos nesse encontro, entre os quais o pagamento dos juros e da correção monetária das indenizações trabalhistas, as ações em andamento, os leilões de imóveis e das obras de arte e a dívida da massa falida com o Imposto de Renda.
Nesta quinta-feira, dia 15, antes da assembleia, representantes da Associação dos Ex-Empregados participarão de audiência com o promotor Luiz Roldão, da 5ª Promotoria Pública de Massas Falidas, de quem receberão informações atualizadas sobre o caso. A audiência está marcada para as 14h.
A Associação destaca a importância da assembleia para os ex-empregados porque é fundamental que todos se mantenham unidos e bem informados a respeito das decisões que forem sendo tomadas no decorrer do processo de pagamento das indenizações trabalhistas.
Clique AQUI

TV Manchete: ex-empregados temem calote

por Nicola Manna Piraino
Em maio de 1999, foram transferidas as concessões públicas da extinta TV Manchete do grupo Bloch para empresários anônimos no meio televisivo, os senhores Amilcare Dallevo e Marcelo Carvalho, dos famosos sorteios de prêmios do sistema telefônico 0900, que foram os agraciados com cinco canais nas praças do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.
A Lei de Telecomunicações e a própria Constituição Federal foram burladas porque haveria obrigatoriamente necessidade de se abrir novas licitações em 1986, após 15 anos da outorga, ocorrida em 1981. Na época, o governo Fernando Henrique não fez isso, inclusive sob o argumento de que os trabalhadores seriam protegidos em seus direitos, o que o tempo se encarregou de mostrar o contrário. Ou seja, após a publicação no Diário Oficial das transferências das concessões públicas, a Rede TV (nome de fantasia da TV Ômega), “se esqueceu” de cumprir suas obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais, formalmente pactuadas na época.
Também não há como negar que a extinta TV Manchete foi sucedida pela TV Ômega Ltda., sob as mais variadas formas, tudo formalmente documentado, ou seja: a) em decorrência da Lei (Decreto Presidencial); b) pelo contrato firmado entre ambas com a transferência do Fundo de Comércio (atividade fim – canais de televisão); c) pela inexistência de solução de continuidade das transmissões, e a utilização de equipamentos e instalações de antenas receptoras, transmissoras de sinais de telecomunicações, geradores e torres, componentes relativos aos mesmos, através de contrato de locação; d) pelo estranho e inusitado pagamento, em se tratando de uma concessão pública, que deveria ser efetivado aos sócios da TV Manchete, acima de U$ 7 milhões, pela transferência da emissora; e) pela celebração de acordo coletivo com os sindicatos das categorias envolvidas (radialistas, jornalistas e artistas), no qual foi estabelecido de forma clara o aproveitamento de mão-de-obra, com estabilidade empregatícia de 90 dias e que na realidade durou cerca de 180 dias; f) pelo modo de pagamento de salários atrasados; g) pela implantação de Programa de Demissão Voluntária, entre outros aspectos relevantes, como o direito ao uso da marca TV Manchete por 15 anos.
Para que todos saibam, a sucedida (extinta TV Manchete) e sucessora (Rede TV) celebraram, em maio de 1999 – já caracterizada a transferência da concessão para exploração de sinais de radiodifusão de imagens e sons – um Acordo Coletivo. Assinaram o acordo várias entidades sindicais, incluindo o Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, e entre os vários compromissos citados, incluíam- se o pagamento dos salários atrasados a serem quitados em 12 parcelas mensais e sucessivas.
Contudo, somente foram pagas seis parcelas, desrespeitando-se o contrato celebrado, inclusive perante o Ministério das Comunicações, através dos documentos de transferência dos canais de televisão, assim como perante a opinião pública – comunicado publicado nos principais jornais do país naquela época. Portanto, a TV Omega possuía e possui a obrigação de pagar todos os direitos dos empregados oriundos da extinta TV Manchete, pois firmou compromisso documental perante o Ministério das Comunicações e o próprio Congresso Nacional.
No final de novembro de 1999, como num passe de mágica, a TV Omega passou a fugir de suas responsabilidades obrigacionais, limitando-se a dizer, de forma hilária, “fale com a TV Manchete”. Ora, a TV Manchete deixou de existir em 16 de maio de 1999, e a não ser que viva como uma “laranja podre”, não possui mais os canais de televisão.
Esta situação não foi resolvida até hoje. Reina um completo silêncio das autoridades governamentais e também do parlamento brasileiro. Os empresários da TV Ômega celebram contratos, se obrigam com os direitos trabalhistas, mas depois, com a chancela lamentável e inexplicável do Governo Federal daquela época e do Congresso Nacional, fingem que nada foi acordado. Vale destacar que, só de FGTS, a dívida, em 1999, era de mais de R$ 40 milhões e as contribuições previdenciárias devidas alcançavam mais de R$ 100 milhões. Nada disso foi pago, sem falar do Imposto de Renda, que também alcançava uma cifra milionária.
Os trabalhadores, cansados de esperar, ajuizaram ações trabalhistas, sendo certo que houve o reconhecimento, passados mais nove anos, de forma unânime, da sucessão trabalhista em todos os Tribunais do Trabalho. No fim de 2007, surpreendentemente, os controladores da TV Omega buscaram no STJ, violando e usurpando escandalosamente a competência da Justiça do Trabalho e a Constituição Federal, dois processos judiciais denominados conflitos de competência. Alegou divergência entre todos os juízos trabalhistas e uma Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro, na qual discutiu tão somente questões comerciais entre os adquirentes da Rede TV e o grupo Bloch.
O objetivo é dar o calote em mais de 2.500 processos sentenciados, mais de 90% deles já transitados em julgado e todos já sentenciados em primeira e segunda instâncias, inclusive com o reconhecimento unânime da sucessão trabalhista pelo próprio TST. Centenas de processos foram julgados de forma definitiva.
Esses dois processos que estão no STJ, relacionando mais de 800 processos trabalhistas, e que foram aceitos, até o momento, de forma inusitada e surpreendente, com o deferimento de medida liminar, ferem inclusive a jurisprudência daquele próprio Tribunal. A Súmula 59 impediria a tramitação de quaisquer conflitos de competência, quando existentes processos com trânsito em julgado. Sem falar que foi utilizado como absurdo precedente a Lei 11.101/2005, no processo da antiga Varig, sem base legal para utilizá-lo nos processos da TV Omega, que foi adquirente dos canais de televisão da extinta TV Manchete em maio de 1999. Nenhuma dessas empresas nunca esteve sob o regime da recuperação judicial que alude tal norma legal, o que mostra a gravidade da situação.
Enfim, estamos todos lutando, o Sindicato dos Radialistas, dos Jornalistas, a Fitert e os demais trabalhadores, com ações trabalhistas individuais, pelos seus advogados, para evitar mais uma lamentável tentativa de apagar todos os compromissos assumidos e confessados pela TV Omega (Rede TV!), busca concretamente efetivar um calote em milhares de trabalhadores e também no Tesouro Nacional.
Precisamos, portanto, de uma ampla mobilização de outras entidades da sociedade brasileira, tais como a OAB, as associações de magistrados trabalhistas, as associações do Ministério Público do Trabalho, as Centrais Sindicais, Federações e outras entidades representativas, a fim de denunciar estes fatos ao TST e ao STF. Estamos correndo um enorme risco desses “conflitos de competência” no STJ se transformarem num gravíssimo precedente para outras tantas empresas negarem a sucessão trabalhista e suas obrigações legais.
O que se busca, lamentavelmente, é desferir um golpe mortal não só em relação aos direitos dos trabalhadores, ao instituto da coisa julgada, mas também, e de forma preocupante, em face da própria Justiça do Trabalho, quanto à usurpação concreta da sua competência material consagrada no artigo 114 da Constituição Federal.
Teremos o absurdo de a Justiça Estadual passar a julgar pedidos de aviso prévio, férias, horas extras, 13º salário e FGTS, por exemplo, como já decidido, mesmo que provisoriamente pelo STJ, nos dois conflitos de competência. Seria teratológico em nosso universo jurídico brasileiro.
Aguardamos ansiosamente que o governo federal também cumpra o seu papel de credor e fiscalizador nesta novela sem fim. Esperamos que o direito e a justiça se façam presentes e que não se perpetue uma vergonhosa crônica de uma morte anunciada.
(Transcrito do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro. Nicola Manna Piraino é advogado do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão - Fitert)
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

É piada ? Fique zureta vendo TV

A TV 3D vem aí. Mas parece aqueles remédios que trazem uma bula de cinco páginas com um monte de contra-indicações. Os fabricantes dos primeiros televisores com a nova tecnologia advertem:
- Grávidas, bêbados e idosos podem ficar mareados diante de um filme 3D.
- Alguns espectadores podem sofrer ataques após a exposição a imagens intermitentes de algum programa.
- Enjôo, espasmos musculares, confusão, desorientação também podem rolar.
- O televisor 3D não deve ser colocado perto de varandas nem escadas das quais o freguês possas despencar.
- É indispensável, claro usar os óculos apropriados. Mas não esqueça de tirá-los quando for ao banheiro. Você pode tropeçar, confundir a banheira com a privada, apalpar a sogra pensando que é a patroa...
Ainda este ano, aparelhos de TV3D chegarão ao mercado brasileiro. Tá afim de comprar uma dessas?

Tire os LPs da estante


por JJcomunic
Dizem que os antigos LPs são a nova onda retrô. Pode haver um exagero nesse revival mas alguns fabricantes acreditam na moda e lançaram um toca-discos portátil com saída USB que transfere músicas para arquivos digitais. Preço: cerca de 300 reais.
Veja AQUI


Jackie Kennedy no cinema


A atriz Rachel Weiz será a protagonista de "Jackie", um filme sobre os quatro dias seguintes ao assassinato do presidente John F. Kennedy.

Livros eróticos tomam banho com Christina Aguilera

por Eli Halfoun
Não é qualquer ambiente que serve para que a cantora Christina Aguilera de 29 anos e mãe de um filho de 2 anos do produtor musical Jordan Bratman, exerça uma de suas preferências que é a leitura. Ela não esconde que adora livros eróticos e para a revista “OK Magazine” revelou: “gosto de ler livros eróticos no banho porque são uma boa solução para esquentar minhas noites domésticas hoje em dia”. Christina só enfrenta um probleminha: ainda não encontrou livros à prova d’água e, pensando bem, não seria má idéia lançá-los. Mesmo assim a cantora não abre mão desse tipo de leitura. Desse jeito não é só ela que sai molhadinha do banheiro.

Pode?

por Omelete
"O Brasil pode mais", o slogan do candidato José Serra, já virou polêmica. Geraldo Alkmin está pedindo direitos autorias já que usou a expressão há anos em uma das suas campanhas. Lula ironiza. E um fanho da minha área ou entendeu tudo errado ou não consegue pronunciar o P e o troca por um sonoro F: "O Brasil fode mais".

Drogas permitidas: uma difícil discussão

por Eli Halfoun
O excelente ator Wagner Moura disse em recente entrevista que é favorável à liberalização das drogas. Está aí um assunto difícil que nem os especialistas costumam discutir com, digamos, precisão e com soluções. Não é culpa deles: é uma questão de difícil solução. É verdade que a droga liberada, mas não como se fosse a “casa da sogra”, tem a vantagem maior de acabar (será que acaba mesmo?) com os traficantes e de mostrar claramente quem são consumidores e de, assim, se poder prestar a ajuda que eles necessitam mesmo que, como na maioria das vezes, fujam dela. A liberalização das drogas deixa uma importante pergunta: será que permitido “legalmente” o consumo da droga não aumentará? Sei não, mas o que se vê até agora é que o álcool e o tabaco (as duas mais difíceis dependências químicas de tratar), que podem ser adquiridos em qualquer esquina não aumentam, o número de alcoólatras e nem o de fumantes. Pelo contrário: no caso do fumo pesquisas mostram que é cada vez maior o número de pessoas que abandonam o cigarro. Pode até ser que com a droga liberada muitos dependentes façam como os agora ex-fumantes e abandonem o vício. Infelizmente o ser humano só gosta mais do que deve e pode de tudo que é proibido, ou seja, liberou não quer mais. Pode ser que funcione também assim com a droga. Essa dúvida também é uma droga.

Comediantes solitários fazem rir com negros e latinos

por Eli Halfoun
No Brasil já existem muitos adeptos da stand-up comedy (comediantes que atuam sozinhos no palco), mas é nos Estados Unidos, onde essa “febre” surgiu e cresce, que alguns desses solitários comediantes estão enchendo grandes teatros, casos, por exemplo, de Ellen DeGeneres e de Chris Rock, que só faz piadas sobre negros. O novo fenômeno da modalidade nos EUA é um mexicano chamado George Lopes que recentemente levou 19 mil espectadores para o auditório do AT&T, de San Antonio, no Texas. Em suas aplaudidas apresentações (algumas exibidas na televisão brasileira pela HBO) o mexicano garante gargalhadas fazendo piadas sobre as relações de americanos com latinos. Que na maioria das vezes são realmente uma piada por parte dos preconceituosos americanos, é claro.

Ameaça ao Aterro: o MAM quer construir mais um prédio em um dos parques mais bonitos do Rio

por Gonça
É impressionante a "criatividade" de um pessoal aí que dia sim, dia não, tem "idéias" para ocupar o Aterro. Aos poucos, um dos mais belos locais do Rio é ameaçado sob os mais diversos pretextos. A novidade no Aterro, além da expansão da Marina da Glória (até um teleférico foi anunciado), é um projeto para construção de um novo Anexo no MAM. A "boa causa" que esconde mais uma agressão a uma região tombada seria guardar um coleção particular e abrigar parte da reserva técnica. A verdade é que o Museu de Arte Moderna, que já foi muito mais ativo e movimentado, perdeu parte da sua importância desde que um incêndio destruiu grande seu acervo há mais de 20 anos. Desde então, o MAM não foi mais o mesmo. Da Cinemateca, que era um foco cultural nos anos 70, quase não se ouve falar. Resumindo: o MAM está subutilizado e há muito o que fazer no espaço atual para que atue como a cidade merece. Desfiles de moda, festas e feiras culinárias que se instalam no local (nada contra, imagino que são fontes de renda para a instituição), parecem chamar mais atenção do que o calendário de exposições. Um dos argumentos para a construção do Anexo é que terá cafeterias, restaurantes etc. Coisas que o MAM atual já tem. Que os conselheiros do Iphan tenham bom senso e rejeitem mais essa ameaça ao Aterro. Se o MAM precisava de espaço, porque não usa o que hoje esta cedido ao Vivo Rio? Pelo menos aquele prédio estava previsto no projeto original. A verba para a construção desse novo entulho arquitetônico deveria ser destinada à recuperação das áreas de lazer de um Parque que, apesar do abandono, é um dos mais frequentados pela população. Olho vivo, cariocas!