segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Por falar em eleição... Revista Esquire escolhe Penélope Cruz como a mulher mais sexy do mundo


Foto reproduzida do Mashable 
por Omelete
Aos 40 anos, Penélope Cruz é capa da Esquire, edição de novembro, como "a mulher mais sexy do mundo".  Os leitores da revista escolheram. Penélope Cruz bateu estrelas como Angelina Jolie, Halle Berry, Rihanna, Charlize Theron e Scarlett Johansson. Deu no site Mashable.




Nostalgia eleitoral

por Omelete
Vou abrir a semana com uma sugestão musical para os eleitores. Uma música de Geraldo Azevedo que é ideal para a trilha sonora da urna. 

 OUÇA A MÚSICA, CLIQUE AQUI, ENQUANTO VAI REVENDO, ABAIXO, AS PRIMEIRAS PÁGINAS DOS JORNAIS DO PASSADO.

"Ai Que Saudade D'ocê"
Geraldo Azevedo

"Não se admire se um dia/ Um beija-flôr invadir/ A porta da tua casa/Te der um beijo e partir...
Fui eu que mandei o beijo/ Que é prá matar meu desejo/ Faz tempo que não lhe vejo
Ah! que saudade d'ocê.../Ah! que saudade d'ocê.../ He! He! He! He! He! He!/ Se um dia ocê se lembrar/ Escreva uma carta prá mim/ Bote logo no correio/ Com frases dizendo assim.../ Faz tempo que não lhe vejo/ Quero matar meu desejo/Lhe mando um mon'te de beijo/ Ah! que saudade sem fim.../ Ah! que saudade sem fim... / Ím! Ím! Ím! Ím! Ím! Ím! ... / E se quiser recordar/ Aquele nosso namoro/ Quando eu ía viajar/ E ocê caía no choro.../ Eu chorando pela estrada/ Mas o que eu posso fazer/ Trabalhar é minha sina/ Eu gosto mesmo é d'ocês!... (...)






A COMPILAÇÃO DAS PRIMEIRAS PÁGINAS É DO SITE "PLANTÃO BRASIL'". CLIQUE AQUI E VEJA MAIS 


domingo, 12 de outubro de 2014

Publicidade: cenas dos melhores comerciais estrelados por Beyoncé Knowles

Além de dominar as paradas de sucesso há quase 10 anos, Beyoncé Knowles é uma superstar da publicidade. O site Adweek mostra um resumo dos melhores trabalhos nessa faceta da cantora. Segundo as agências, Beyoncé é seletiva não só nas marcas que escolhe para associar sua imagem mas dá palpites na produção, aprova roteiros e trilhas sonoras. Neste clipe, comerciais que ela fez para a Samsung, L'Oréal, American Express, Pepsi e H&M.
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Street View radical...

Depois de usar carro, motos, barcos e snowmobiles para mapear as mais diversas regiões do mundo, o Street View adota camelos e andarilhos para fotografar em 360° um deserto. No caso, o Deserto de Liwa, na Península Arábica, mais precisamente nos Emirados.
Um, camelo equipado para registrar imagens no Deserto de Liwa. Foto Google

A vida é dura em certo empregos... Sol na cabeça e câmera nas costas. Foto Google

E uma das imagens captadas: um oásis na Península Arábica. Foto Google


Michelle Obama "vende" revista, segundo o Washington Post

A popularidade de Obama sobe e desce de acordo com os humores da política. Mas quem permanece em alta é a primeira-dama Michelle Obama, um recordista de capas de revistas dos Estados Unidos. Dessa vez, ela está na edição de novembro da Redbook. E por um bom motivo: a edição é dedicada a uma causa que Michelle divulga para ajudar mulheres veteranas de guerra a encontrar emprego. Segundo o jornal Washington Post, Michelle Obama é um "sólida vendedora de revistas". Isso faz lembrar o que se diz se um antigo mantra das revistas brasileiras; negro não vende. Racismo embutido ou não na cabeça dos editores ou na própria sociedade, o fato é que é mesmo rara a presença de mulheres negras em capas de revistas e em campanhas publicitárias brasileiras. Um tabu que foi do Cruzeiro, da Manchete e que persiste na maioria das publicações nacionais, incluindo as revistas femininas de moda e os suplementos especializados dos jornais (as negras também estão praticamente ausentes de passarelas).

Deu na Carta Maior: site da Câmara dos Deputados informa que em 1977, aos 17 anos, na Ditadura, Aécio era "secretário parlamentar" em Brasília. E morava no Rio...


LEIA NA CARTA MAIOR, CLIQUE AQUI

Deu em Conexão Jornalismo... e a meritocracia??? Circula na rede a "boquinha" de Aécio...

(de Conexão Jornalismo)
A notícia é antiga, de 14 de maio de 1985, mas tem sido interpretada como uma prova de que o candidato Aécio, defensor da chamada "meritocracia", foi um velho beneficiário dos favores políticos também chamados de QI (Quem Indica, naturalmente). Diz respeito à cópia do Diário Oficial da União onde o então presidente da República, José Sarney, nomeava Aécio, neto de Tancredo Neves, diretor da Caixa Econômica Federal - isso, sem jamais ter prestado concurso público ou trabalhado em qualquer outra empresa do ramo. Curioso é que hoje Aécio diz que Sarney, que tem dado sustentação política ao governo do PT no Congresso via PMDB, é exemplo de uma política ultrapassada. A nomeação ocorreu menos de um mês após a morte de Tancredo Neves, avô de Aécio, que teria sido o presidente da República caso não tivesse morrido no dia da posse. Seu sucessor, Sarney, parece ter agido para aplacar a perda familiar. Outras coincidências cercam o episódio. O decreto era assinado também pelo então ministro da Fazenda, atual senador Francisco Dornelles (PP-RJ), primo de Aécio, e candidato a vice-governador na chapa de Luiz Fernando Pezão. A notícia, postada e compartilhada por dezenas de internautas, tende a se transformar em um viral na Internet. Eis o texto original que acompanha o post que circula no Facebook:

"Meus queridos jovens, aprendam o que é a meritocracia decantada pelo tucanos e por seu candidato.
Aos 25 anos, um playboy ocioso, com um bom sobrenome, e um avô influente, é nomeado, pelo então presidente Zé Sarney, diretor da Caixa Econômica Federal, diretoria de loterias.
Atenção! Se alguém te disser que essa meritocracia se chama pistolão, ou alto Q.I. (Quem Indica), saiba que essa pessoa te respeita, e está te falando a verdade".

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Deu no Diário do Centro do Mundo


por Paulo Nogueira (do Diário do Centro do Mundo)
Num debate eleitoral, alguém comparou Luciana Genro a Eduardo Jorge. Ela recusou prontamente a comparação. Lembrou que Eduardo Jorge foi secretário de Kassab e de Serra. Isso não tirou a aura romântica de Eduardo Jorge. Ele virou um dos campeões de jovens idealistas, ao defender causas como a legalização do aborto. Vários destes jovens disseram que o segundo turno perfeito deveria reunir Luciana Genro e Eduardo Jorge. Dado tudo isso, não chega a ser surpresa a decepção irada com que muitos simpatizantes de Eduardo Jorge receberam a notícia de que ele decidiu apoiar Aécio Neves no segundo turno.

Nas redes sociais, você pode ler manifestações como estas sob a nota em que foi anunciada a opção:

1) “Vou entender que errei ao não ter votado em Luciana Genro.”

2) “Poxa, PV, vocês estão sendo a favor do mesmo cara que o Silas Malafaia apóia! Como pode isso? Um cara fundamentalista e outro progressista apoiarem a mesma pessoa? Makes no sense.”

3) “Eduardo Jorge, respeite seu eleitor. Aécio Neves é o pior lixo que podemos ter para o país.”

4) “Apoiar Aecio é ser a favor da liquidação que o FHC fez no Brasil, vendeu a preço de banana as estatais. Vamos retroceder muito!!! Vamos ficar neutros, será menor o prejuizo político.”

5) “Poxa, PV, vocês estão sendo a favor do mesmo cara que o Silas Malafaia apóia! Como pode isso? Um cara fundamentalista e outro progressista apoiarem a mesma pessoa? Makes no sense.”

6) “Já estão dizendo que ele apoia o PSDB. Dudu, decepção com vc. Seria melhor não apoiar ninguém do que alguém contra seus valores. Perdeu minha admiração.”

7) “Profundamente desapontada se confirmarem apoio ao Aécio. Não só desapontada como extremamente arrependida de ter votado no Eduardo Jorge no primeiro turno. A Luciana Genro e o PSOL foram muito mais dignos!”

8) “… o PV apodreceu!!!”

9) “Por favor, cancele meu pedido de me filiar a esse partido nojento. Decepção.”

10) “Carimbando sua condição de nanico e satélite. Parabéns pela escolha, seguindo Malafaia, Everaldo e Fidelix.”

11) “Nojo do PV! Que decepção! Bem que me avisaram…enganadores de m!!!!”

12) “Quem apoia o PSDB apoia o aeroporto de 14 milhões na fazenda do tio (…), apoia um candidato que se chapa e que é detido numa blitz. Então eu digo: é uma vergonha (…).”

13) “Perdeu minha admiração.”

14) “Você foi a decepção do ano.”

Havia, é claro, declarações de apoio à escolha, mas eram francamente minoritárias. O fato: acabou a lua de mel entre Eduardo Jorge e os militantes das redes sociais.

Ele não fazia ideia do desgaste que acarretaria aliar-se a Aécio para a juventude que sonha com uma sociedade mais justa?

Por incrível que pareça, aparentemente, não.

E assim cometeu o que tem tudo para ser um suicídio político. Ou, na expressão de meu saudoso amigo Mário Watanabe, uma precoce autoimolação.

Sua explicação, na nota, foi patética. Disse que o PT é marxista, e reafirmou a vocação “antitotalitária” do PV. Conseguiu definir o PSDB como um partido de esquerda, como costumam dizer os seguidores de Olavo de Carvalho. Parecia com a cabeça posta na Guerra Fria.

Marina, agora, tem uma eventual vantagem sobre EJ. Se sua equipe ler, com carinho, a resposta das redes sociais à decisão do PV, poderá refletir sobre os danos que a mesma atitude traria para ela.

Escrevi que Luciana Genro foi a grande revelação da campanha de 2014. Ela acertou em quase tudo – incluído aí o perfil vacilante de Eduardo Jorge, que representa o atraso disfarçado de novidade.

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Deu no Observatório da Imprensa

por Carlos Castilho (do Observatório da Imprensa)
O segundo turno das eleições presidenciais tem tudo para ser uma guerra entre governo e os três maiores jornais do país, cujas simpatias pela candidatura oposicionista ficaram expressas claramente já na campanha para o primeiro turno. Os antagonismos entre governantes e donos de jornais não é uma novidade na América Latina, um continente onde a inexpressividade dos partidos acabou fazendo com que a luta política deixasse de ser travada na arena parlamentar para acontecer no espaço midiático. Trata-se de um confronto entre quem manipula as finanças e os empregos públicos contra os que controlam o fluxo de informações para a população. Aparentemente trata-se de um confronto desigual porque os governos têm a força militar, ma,s se levarmos em conta que as autoridades precisam do apoio da opinião pública para atender egos e projetos políticos, a luta na arena midiática tende a ser mais equilibrada, porque a imprensa sabe como manipular fatos, versões e dados em seu favor.

A radicalização do conflito de interesses entre governos e empresas de comunicação tem seus exemplos mais recentes nos casos da Venezuela, Equador e Argentina. A fragmentação e a perda de consistência ideológica levaram os partidos a transferir boa parte de sua função oposicionista para a imprensa conservadora. Esta, por seu lado, dissimula a sua ação político-partidária por meio do discurso de defesa da liberdade de expressão, um conceito que as páginas editoriais transformaram em arma ideológico-partidária sem qualquer vinculação com o exercício de um direito fundamental das pessoas. Nos últimos anos tive a oportunidade de acompanhar de perto a radicalização da batalha midiática na Venezuela e Equador na qualidade de consultor de organizações preocupadas com o desarmamento ideológico, e pude verificar in loco como o processo acaba empurrando os dois lados para um beco sem saída. Para enfrentar a manipulação de notícias por parte dos jornais oposicionistas, os governos de tendência populista têm grande dificuldade para escapar do autoritarismo, o que acaba minando a sua imagem interna e externa. A imprensa, por seu lado, recusa-se a aceitar a perda de privilégios, alguns deles francamente ilegais, confundindo intencionalmente liberdade de empresa com liberdade de expressão.

Nas circunstâncias atuais, a posição da imprensa está fragilizada pela crise por que passam jornais, revistas e telejornais em consequência das mudanças provocadas pela internet no modelo tradicional de negócios no segmento. Em muitos casos, a agressividade antigovernamental é também uma cortina de fumaça para encobrir dificuldades financeiras. A primeira consequência, fácil de avaliar, é a mútua perda de credibilidade. Os cidadãos acabam confusos diante do tiroteio informativo, com fatos e versões contraditórios que tendem a transformar o debate numa batalha quase pessoal, enquanto o público vai lentamente refluindo para uma atitude passiva. O descrédito cobra seu preço no médio prazo na imprensa porque o refluxo do público se materializa na redução da vendagem, que somada à inevitável queda da publicidade causada pelo instinto de sobrevivência dos anunciantes acaba solapando as bases financeiras de jornais, revistas e emissoras de radio ou televisão. A vulnerabilidade econômica da imprensa torna-se ainda mais letal nesta fase de transição de modelos analógicos para os digitais, quando tudo é incerteza.

Na Venezuela, no Equador e na Argentina os grandes grupos midiáticos perderam força diante do embate contra governos interessados em quebrar a histórica hegemonia de grupos midiáticos familiares. Empresas fecharam, como no Equador, ou estão sendo vendidas a outros grupos econômicos, como na Venezuela. A agonia lenta e aparentemente irreversível dos grandes impérios jornalísticos em vários países latino-americanos deixará transitoriamente um vácuo informativo na população, porque a mão forte do governo, endurecida durante a batalha midiática, tende a preservar a centralização e o controle. É uma consequência da inércia gerencial e da incompreensão do papel da diversidade informativa no desenvolvimento de percepções e conhecimentos.

A cegueira provocada pelo passionalismo político na batalha eleitoral tende a provocar prejuízos graves na imagem dos governantes, na estabilidade empresarial dos veículos de comunicação e também no público, que fica privado de uma informação confiável, diversificada e orientada para os seus interesses.
LEIA NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, CLIQUE AQUI

sábado, 11 de outubro de 2014

Capas do Meia-Hora chegam ao cinema...

Acaba de estrear o filme "Meia Hora e as manchetes que viram manchete". Focaliza o jornal carioca e suas capas e títulos irreverentes.  Depois de participar da mostra do Rio, o filme vai concorrer ao Festival do Filme Documentário, em Belo Horizonte. O diretor Angelo Defanti revela que a produção chegará em breve ao circuito nacional. Misturar sensacionalismo com bom humor é um fórmula antiga no jornalismo popular. Há exemplos em várias épocas e vários países. Há alguns anos, os saudosos Henrique Diniz e José Alberto  Monteiro, o Monteirinho, que trabalharam na Manchete, lideraram o projeto de renovação de A Notícia. O bom humor e a crítica ferina de ambos eram estampados em títulos imperdíveis. O Meia-Hora segue, e bem, essa tradição. Às vezes, exagera, é politicamente incorreto, pode ser acusado de preconceituoso, mas sempre repercute. E tem tiradas hilárias. É bom ter um veículo capaz de quebrar o formalismo da notícia. E os leitores gostam? Então, tá valendo.









Jennifer Lawrence é capa da Vanity Fair e continua reclamando de vazamento de fotos íntimas. Mas já recebe críticas também...

Depois que teve fotos nuas vazadas na rede, a atriz Jennifer Lawrence ganhou a mídia em todo o mundo. Agora, é capa da Vanity Fair protestando contra a invasão de privacidade que a deixou justamente indignada. Só que de tanto falar, começa a receber críticas. A apresentadora Wendy Willams disse em seu programa na TV americana que a atriz quer mais é aparecer e está exagerando. "Pare de se lamentar, afinal, foi você mesma quem tirou essas fotos (...) na minha opinião se ela parar de falar sobre o iCloud e suas fotos nuas, ela não estaria aqui. Todos nós a teríamos esquecido. Além disso, você não se vê mal sem roupa, e eu acho que o hacker realmente tornou sua carreira ainda mais quente".

Nada como ganhar eleição: governo de SP agora diz que vai faltar água, kkkkkkkkkkkk, "incremento de ocorrência" de hidro-apagão é muito bom...

A linguagem é tucana: "incremento de ocorrência de falta d'água". Mas isso que dizer que a torneira do paulista vai secar... A notícia saiu hoje no G1

Samba de breque "Sai Fora do Cara", de Orlando Abrunhosa, está concorrendo ao ExpoSamba 2014 em votação pela Internet. Você pode acessar o site Fábrica do Samba e votar na música até o dia 15 de outubro. Veja como...



PARA VOTAR, SIGA AS INSTRUÇÕES ACIMA

OU 
ACESSE O LINK ABAIXO E SIGA O PASSO A PASSO: DIGITAR O NOME DA MÚSICA ("SAI FORA DO CARA") E DE ORLANDO ABRUNHOSA NO ESPAÇO INDICADO, CLICAR NA IMAGEM DO ORLANDO ABRUNHOSA E, EM SEGUIDA, NA PALAVRA VOTAR (DESTACADA EM TARJA VERDE)


http://www.fabricadosamba.com/?filter_19=Sai+fora+do+cara&filter_24=orlando+abrunhosa&filter_20=&gf_search=&p=3132


IMPORTANTE
PELAS REGRAS OFICIAIS DO FESTIVAL DE SAMBA,  VOCÊ PODERÁ VOTAR NO MÚSICA "SAI FORA DO CARA" QUANTAS VEZES QUISER. É PRECISO APENAS OBSERVAR UM INTERVALO DE NO MÍNIMO UMA HORA ENTRE UMA VOTAÇÃO E OUTRA

VOTAÇÃO EM ANDAMENTO ATÉ 15 DE OUTUBRO

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Urgente: Comunicado Aos Ex-Empregados da Bloch Editores Habilitados à Massa Falida da Extinta Empresa



A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), através de José Carlos Jesus, envia o seguinte comunicado:

“Por determinação da Exma. Sra. Dra. Juíza Titular da 5ª Vara Empresarial da Capital, Maria da Penha Nobre Mauro, os ex-empregados da Bloch Editores, habilitados como principais credores da Massa Falida da empresa, já estão recebendo mais uma parcela da Correção Monetária dos valores referentes aos seus direitos trabalhistas. Vale ressaltar, mais uma vez, a determinação da juíza para a liberação de mais este rateio. Nesta primeira etapa, os pagamentos serão efetuados aos ex-funcionários cujos nomes começam com as letras de A a D. Aqueles incluídos neste grupo já podem procurar as agências do Banco do Brasil munidos de CPF e Carteira de Identidade. É importante que ao chegar à agência informem claramente que ali estão para ‘receber um Mandado de pagamento da Massa Falida da Bloch Editores’. Isso ajudará a direcionar a solicitação. Se, por acaso, surgir algum obstáculo, o credor deverá ir ao 4° andar do Fórum (Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro, RJ) e dirigir-se à agência local do Banco do Brasil, que faz a coordenação geral da operação e orienta sobre os procedimentos.
Os demais ex-empregados da Bloch cujos nomes se iniciam pelas letras a partir de E receberão suas atualizações monetárias na medida em que o Cartório for liberando os Mandados dos grupos subsequentes, sempre em ordem alfabética.
A expectativa e a confiança de todos é que os pagamentos sejam concluídos até o fim da primeira semana de novembro”. 

Aviso aos colegas da extinta Bloch Editores: a próxima assembléia dos ex-funcionários acontecerá no dia 31 de outubro, sexta-feira, às 11h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Rua Evaristo da Veiga, 16, 17° andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

domingo, 5 de outubro de 2014

O casamento de George Clooney e Amal Allamudin é o tema das principais capas internacionais


O casamento do ator George Clooney com a advogada Amal Allamudin, em Veneza, foi o acontecimento da semana para as revistas de celebridades.  Algumas oferecem "exclusividade".A People diz que mostra aos seus leitores "25 fotos exclusivas". A Hello diz que tem "exclusividade mundial". Ambas as revistas pagaram ao casal pelas fotos (as cifras não foram reveladas mas estão na faixa dos milhões de dólares). Clooney e Amal afirmam que doarão o dinheiro para a caridade. A People publica isso mas acrescenta um provocante "but, who knows' ("... mas, quem sabe..."
Emma Sulkowicz, estudante da Universidade de Columbia, foi estuprada em pleno campus. Indignada com a indiferença em relação ao crime de que foi vítima, ela passou carregar nos corredores e jardins o colchão onde se deu a agressão. Era seu protesto solitário. A revolta de Emma era ainda maior por ver que o seu estuprador frequentava a universidade normalmente como se nada tivesse acontecido. Emma e o colchão estão na capa da New Yorker. Surgem agora as primeiras vozes solidárias. A sua denúncia também estimula outras mulheres a apontar casos de agressões sexuais comuns nos campus americano, a maioria impunes. Já são mais de vinte denúncias. O que impressiona é que entre o crime e a repercussão e apoio das pessoas, passaram-se quase dois anos. Emma Sulkowicz foi estuprada por um colega em seu quarto do dormitório. A polícia e a segurança do campus ignoraram na época suas queixas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos calcula que um em cada cinco estudantes do sexo feminino será a vítima de uma agressão sexual. Recentemente, a Califórnia aprovou uma lei que tem sido chamada informalmente de "Sim significa sim". Exige que faculdades e universidades levem a sério e avaliem acusações. As autoridades tendem a justificar a falta de ação alegando irresponsavelmente que muitas mulheres "permitem" o estupro. Em uma deformação cultural e comportamental, muitos estudantes acham que "pegar" uma menina no campus é uma espécie de "rito de passagem" para a vida adulta. A brecha pela qual escapam os estupradores é dizer que as mulheres "provocaram" e "consentiram", mesmo quando, e isso é comum, tenham sido embriagadas antes. A lei californiana determina que o "sim" deve baseado em "consentimento consciente" e em "acordo voluntário" para a atividade sexual. E sem intimidação ou violência. A lei também vem recebendo críticas. Há quem ache que não será capa de deter os agressores, corre o risco de transferir o ônus da prova aos acusados e cria uma preocupante regulação sobre o sexo consensual. Mesmo assim, a avaliação é que finalmente algo está sendo feito para conter os ataques sexuais nas universidades. E o protesto de Emma Sulkowicz tem muito a ver com o fim da omissão.

sábado, 4 de outubro de 2014

Acalmem-se, não chamem a cavalaria... Eleição não está decidida. Nem no segundo turno...

Desde o início, a atual corrida eleitoral não apresentou favoritos. O embate final deve ser mesmo entre o PT e o PSDB, como tem sido nas últimas cinco eleições. A mídia andou assustada com a pequena dianteira que Dilma manteve apesar dos ataques diários e da cobertura parcial, com o enfoque claramente partidário de sempre. Foi o que bastou para, nas últimas semanas, pipocarem artigos de sociólogos, antropólogos, politicólogos e colunistas usuais com o dedo no gatilho verbal. Talvez por achar que a eleição estava perdida, a ordem unida passou a dar um recado agressivo: os brasileiros não sabem votar, são os pobres e sem instrução que estão elegendo Dilma. Hoje, uma dessas sumidades, escreveu que o voto dos brasileiros é "ignorante". Outro "elabora" um pouco mais o conceito, ou preconceito, e diz que a eleição vai ser decidida pelo "ignorante racional". Apontam que falta "consciência". Coisa que obviamente não escrevem quando seus candidatos estão na frente ou vencem as eleições. Ou seja, o eleitor é "ignorante" apenas ao votar em um candidato que não é o deles, mas é "consciente" se eleger um nome atrelado à direita, como aliás está acontecendo em várias campanhas para governadores. Desqualificar o eleitor que não vota como o alto da pirâmide espera é mais ou menos o que os militares e os civis golpistas decretaram em 1964. O nervosismo é tamanho que não seria surpresa se a mídia e esquadrões aliados convocassem, como já convocaram em época de triste memória, uma marcha da família pela "democracia" urgentemente. 
Acalmem-se, rapazes, peçam os florais, não chamem ainda a cavalaria. Aguentem mais um pouco. A eleição não está decidida. Aécio vai para o segundo turno com enormes chances de derrotar Dilma. Um desses sinais está na pesquisa divulgada há poucas horas. 



(do Diário do Centro do Mundo)

A atual presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, continua na liderança na corrida ao Palácio do Planalto, com 40,6% das intenções de voto, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (4). A novidade é a virada de Aécio Neves, o candidato do PSDB, sobre Marina Silva (PSB). Ele marca 24% e ela tem 21,4%. No levantamento anterior do instituto, Dilma tinha 40,4%, Marina, 25,2% e Aécio, 19,8%. É a primeira vez que o tucano aparece na frente da socialista desde que ela entrou na disputa eleitoral.
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Musas do esporte...




Milica Dabovic. Fotos Reprodução Redes Sociais

 por Omelete
A TV está transmitindo os mundiais de vôlei, na Itália, e de basquete, na Turquia. Neste último esporte, há belas atletas mas, diga-se, os uniformes não ajudam, são uns calções do tipo NBA pouco reveladores. Mesmo assim, fotos de um atleta do basquete viralizam na rede.  A sérvia Milica Dabovic se encarrega de deixar seus fãs malucos ao postar internet suas fotos selfies e de ensaios que fez para revistas masculinas. As meninas do vôlei não chegam a tanto mas em matéria de musas dão de goleada no basquete.
Brenda Castillo, República Dominicana. Foto FIVB

Laura Heyman, da Béligica. Foto FIBV.

Saori Kimura, do Japão. Foto FIVB.

Camila Brait, Brasil. Foto FIVB
Francesca Piccinini, Itália. Foto FIBV

Nikolina Jelic, Sérvia. Foto Instagram


Yael Castiglione, Argentina. Foto Instagram
Jaqueline, Brasil. Foto FIBV

Jaqueline, especialmente, tem sido destaque na imprensa italiana. Reprodução
Adenízia é outra jogadora da seleção brasileira que chama a atenção da Tv italiana. Acima, com Jaqueline. Foto FIBV

Foco na bela Adenizia, que voa para marcar ponto para o Brasil. Foto FIVB

Luana Piovani é capa da Vip de outubro, mas o que mais repercute nos sites é uma foto estilo "paparazzo íntimo" que o marido fez da bela atriz...


Foto Christian Gaul. Divulgação

Reprodução Instagram
por Omelete
Aos 38 anos, com 21 de carreira, a Luana Piovani brilha na VIP. fotografada por Christian Gaul. Mas tanto quanto as fotos do ensaio da revista repercute nos sites uma flagrante informal da atriz feito pelo próprio marido, o surfista Pedro Scooby. Há quem critique o rapaz. E há quem não veja nada demais. Obviamente, só quem tem a ver com isso é a própria Luana que poderá reclamar se não tiver autorizado a postagem da foto no Instagram.
Uma leitora comenta, com razão: "de que adianta ser casado com a Luana Piovani se não for para mostrar pra todo mundo". Na entrevista que acompanha as fotos da Vip Luana faz, indiretamente, um tremendo elogio ao marido. Ela diz que não é "mulher para amadores'. E não é mesmo.

Rumores e humores das eleições

por Omelete
* No vale-tudo para conquistar os últimos votos, jornais dizem hoje que um candidato a ministro da economia deu um "tom social" ao programa econômico do seu partido. Assim mesmo "tom social", algo como se fosse uma nova cor da moda nos salões elegantes. Fica difícil descobrir o que diabos seria isso. Até porque o único pobre que eles conhecem é o Eike Batista e assim mesmo é coisa de uns meses pra cá. Talvez, especulando, o desemprego aumentará mas cada um que perder o emprego receberá um convite para um chá das cinco com os elegantes e suas patroas. Os juros voltam aos 26%, mas cada inadimplente receberá o 'caminhão social" que transportará seus trecos de graça para debaixo da ponte mais próxima. O Bolsa Família não vai acabar, mas o dinheiro será entregue diretamente às damas da sociedade que assim poderão pagar as "domésticas", porteiros, seguranças, motoristas, babás etc, não deixando que o desemprego vá às alturas como aconteceu (tuc) anos atrás. O SUS leiloado na Bolsa de Valores, O pedágio vai subir segundo índice de um fundo abutre. Passagens de ônibus aumentarão para dobrar o lucro das concessionárias, mas o governo criará as ciclopés, um tipo de ciclovia que facilitará a circulação dos trabalhadores a pé. O programa Fome Zero também não vai acabar, isso é intriga, mas será "aperfeiçoado". Haverá um rodízio de rango: pobre passa a comer dia sim outro não de acordo com um sorteio transmitido pela TV. As cotas raciais vão continuas, claro, mas só pra quem mostrar certidão de avô nascido na África. Farmácia popular também mas os doentes serão convidados a depositar um "dízimo" da saúde para ajudar a indústria farmacêutica. Passagem grátis para idosos passa a ser um empréstimo a ser quitado pelos herdeiros quando o velhinho bater as botas. Haverá saúde para todos mas será criada uma nova forma de plano privado: o Hipoteca Saúde. Além da mensalidade, o associado dará a casa, o carro, a sogra, o sítio para a operadora. Quem não tiver casa ou carro, pode penhorar o burro-sem-rabo, a banca de camelô, a boca-de-fumo, o caixa de papelão onde dorme. Mas todos terão o melhor atendimento. O Brasil será dividido em Área Vip e Geral. O pessoal da Área Vip receberá pulseirinhas para circular em ruas e calçadas exclusivas e viajar em vôos vips. O idéia é harmonizar as classes sociais eliminando essa mistura de pobres e ricos que aumenta a tensão e lota aeroportos, restaurantes, torna o trânsito insuportável entre outras mazelas.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Memórias da redação: histórias de Alberto Carvalho...

O Alberto Carvalho, da Manchete, muitos conheceram. O que poucos sabem é que, no ano passado, o Tura - como a mãe, D. Arminda, o chamava -, escreveu um livro em que rememorou a infância, a vida em família, as viagens inesquecíveis, carnavais, os tempos da Panair, onde trabalhou, e o Rio dos anos 50 e 60. Na pequena autobiografia - chama-se Eu, Tura - Recordações - estão algumas histórias da redação. Alberto era, digamos, um extrovertido discreto. Pediu ao J.A.Barros, ex-diretor de Arte da Manchete, para diagramar o livro mas preferiu não divulgá-lo. Argumentava que fora do círculo familiar sua trajetória pessoal não iria interessar a muita gente. Mas nos mostrou textos onde contava casos hilários da redação. Com licença do autor, nós do blog, que aqui ficamos e precisamos rir um pouco, reproduzimos algumas dessas histórias, pelo menos aquelas da sua vida profissional e dos bastidores do Russell e da Frei Caneca, endereços que sediaram a Bloch. 
A propósito do apelido, Tura - esse os amigos da Bloch desconheciam - , Alberto explicou no livro: "Eu sou o cara que deve ter tido mais apelidos do que qualquer outra pessoa: minha mãe me chamava de Tura. Para os amigos de infância era Rato; no quartel do Exército era Cavaca; na Panair do Brasil, era Cocada; na Ilha do Governador, Cabeludo. Minha esposa e amigos da família me chamam de Beto. É muito apelido para uma pessoa só! Mas todos me referindo com carinho".




por Alberto Carvalho (do livro "Eu, Tura- Recordações")

A mega-sena

"Antes de ir pra Manchete, Cony passou bem cedo na loteria esportiva e fez um jogo da mega-sena repetindo o número sorteado do concurso da semana anterior. O prêmio saiu para um acertador e estava acumulado em 20 milhões de reais. Quando ele chegou na redação, como quem não quer nada, pediu ao contínuo para apanhar o jornal pois queria ver o resultado da loteria. Fingindo conferir os números, exclamou que havia ganho o prêmio acumulado. Todos correram para conferir se era verdade. Os números batiam com os que o Cony tinha jogado, lógico. Só esqueceram de conferir a data do comprovante da aposta. Foi uma euforia geral! –“Cony está rico!” gritavam. E o Cony ficou na dele. A história se espalhou pela empresa. O telefone não parava de tocar. Todos felicitando o mais novo milionário da praça. A notícia chegou aos ouvidos do seu Adolpho, que não demorou pra ligar para a redação mandando chamar o Cony. O diálogo do Cony com o seu Adolpho ninguém ficou sabendo, mas com certeza era pra pedir uma grana emprestada. Grana essa que só estava depositada na 'sacanagem' do Cony."

Ao cara-de-pau

"O ar condicionado estava com defeito e o calor era infernal. O diretor Justino Martins chamou o contínuo e pediu pra ele comprar uma Coca-Cola na cantina. Eu aproveitei o embalo e pedi outra pra mim. Quinze minutos depois, chegou ele com apenas uma Coca-Cola e entregou para o Justino. Aí, eu perguntei pela minha e ele disse que quando voltava para a redação a minha Coca-Cola tinha caído e se quebrado. Perguntei como é que ele chegou à conclusão que foi a minha, e não a do Justino que se quebrou. Na maior cara-de-pau, ele respondeu que a minha vinha na mão esquerda e foi aquela que justamente caiu. É mole?..."

O gato

"Justino Martins pediu ao fotógrafo Nilton Ricardo uma reportagem sobre animais de estimação de gente da sociedade. Vários pessoas da sociedade trouxeram seus cães e gatos, todos de raças puras e premiados em concursos nacionais e internacionais. Para não dar zebra, ficou estabelecido que os cães seriam fotografados pela manhã e os gatos à tarde. As dez horas da manhã já estavam no estúdio dez cachorros de raças diferentes com seus donos. Uma mulher, desavisada, chegou mais cedo com o seu gato, que ostentava uma gargantilha de prata, cravejada de brilhantes. Soltou o bicho no estúdio toda envaidecida. Pra que! Foi um Deus nos acuda! Todos os cães correram pra cima do bichano querendo acabar com a raça dele. Todo arrepiado, o gato, que não era bobo nem nada, saiu em disparada pelos corredores do prédio, indo parar no pátio do presídio que ficava ao lado da Manchete. A mulher fez um escândalo danado, desmaiou de tão aflita com a fuga de seu gatinho de estimação. Depois de algum tempo, ele foi resgatado por um agente penitenciário e voltou aos braços da sua dona. Um detalhe: a gargantilha de prata e brilhantes não estava mais no pescoço do gato. A mulher ficou injuriada e foi registrar o roubo na Delegacia de Polícia. Eu tentei argumentar que não valia à pena mas ela estava intransigente. Ela disse que a joia fora um presente da esposa do Xá da Pérsia. Na DP, o delegado explicou que ia ser quase impossível resolver o caso, uma vez que teria que interrogar mais de 200 suspeitos que estavam no pátio do presídio na hora em que o gato apareceu. A mulher saiu soltando marimbondos pelas narinas, desistindo de registrar a queixa."

O garçom

"Adolpho ofereceu um almoço ao ex-Presidente JK, assim que ele voltou do exílio. Os funcionários estavam eufóricos com a ilustre presença e se excederam na comemoração. O fotógrafo Sebastião Barbosa, esbarrou  (não sei se foi de propósito) num garçom fazendo-o cair na piscina, com a bandeja cheia de comida e bebida. O maitre Severino Dias, ao ver o seu garçom se debatendo dentro d’agua, se jogou para salvá-lo. Só que ele esqueceu que não sabia nadar e estava se afogando junto com o garçom. O próprio Sebastião foi quem retirou os dois de dentro da piscina.
O Presidente Juscelino olhava a tudo espantado com espetáculo que ocorria perto de sua mesa. Parecia um pastelão das chanchadas da Atlântida. Só faltavam o Oscarito e o Grande Otelo.
No final desse almoço, a Paulina Bloch, cantora lírica e sobrinha do Sr. Adolpho, resolveu brindar o público com um recital. Acompanhada por um pianista, ela soltou a voz. No meio do concerto, depois de uma nota bastante estridente, o fotógrafo Jáder Neves, do fundo do restaurante, gritou: “Não peida, Paulina! Não peida!". E o recital acabou exatamente naquele momento sob vaias e aplausos da galera. Foi uma tarde inesquecível e surrealista que o Presidente JK, com certeza, levaria para a sua sepultura."

O cubano

"Paulinho, do Departamento Pessoal, me ligou dizendo que estava subindo um novo contínuo para trabalhar comigo na redação.. Ele se chamava Paulo Roberto. Eu o apresentei ao diretor Justino e aos redatores e expliquei suas funções.
João Luiz, chefe de reportagem, entrou na redação, viu aquele menino ali e ficou com uma pulga atrás da orelha. Me chamou num canto e disse que conhecia aquele garoto, mas não sabia de onde. Eu disse que era impossível, pois ele me revelara que aquele era o seu primeiro emprego com carteira assinada. João Luiz não se conformou e desceu para o 7° andar onde ficava o departamento de pesquisa. Vasculhou uma dezena de pastas e subiu triunfante para me dar a notícia. Estava lá, nos arquivos, a trajetória de um menino de doze anos que, ainda no período da ditadura, entrara clandestinamente no compartimento de carga de um avião da Lufthansa com destino à Cuba. Era esse o nosso Paulo Roberto, em carne e osso!
Constava em diversas reportagens, nacionais e estrangeiras, que ele queria conhecer o presidente Fidel Castro e que por isso se arriscou nessa aventura. Quando o avião pousou em Havana ele foi pego. Encaminhado ao serviço de Imigração, revelou o seu desejo. O presidente Fidel Castro soube imediatamente do ocorrido e foi pessoalmente ao aeroporto saudar o visitante clandestino. Levou-o para conhecer o palácio presidencial, hospedou-o no melhor hotel de Havana e deu todas as mordomias a que um chefe de estado teria direito. 
Paulinho Cubano, como ficou conhecido, passou maus momentos quando regressou ao Brasil. Por conta disso, não queria revelar a sua aventura, com medo de não conseguir emprego."

O cinzeiro

"O nosso redator, escritor e acadêmico, Raymundo Magalhães Jr., pegou um táxi em Botafogo para vir trabalhar. Ao entrar, sentiu um forte cheiro de nicotina. Perguntou ao motorista se ele estava fumando, no que o motorista respondeu que não tinha esse vício. Intrigado, ele ficou farejando o carro procurando da onde vinha aquele cheiro insuportável. Olhando para o lado notou que o cinzeiro que fica no forro da lateral do carro estava semiaberto. O cheiro vinha dali. Enfurecido, arrancou o cinzeiro com uma força descomunal, rasgando o forro e em seguida, descendo o vidro atirou o cinzeiro pra fora do carro. O motorista, injuriado, começou a discutir com ele, alegando que teria um prejuízo enorme para reconstituir o forro e que queria ser indenizado. A discussão durou até chegarem à portaria do edifício da Manchete. Os dois saltaram do carro, Magalhães, com a boina estilo Jean Gabin e o guarda-chuva que sempre carregava, ameaçava quebrar a cabeça do motorista, que por sinal era fortíssimo, parecendo um lutador do UFC. O chefe da portaria, Gileno, apaziguou o confronto prometendo que a empresa pagaria o conserto do carro. O motorista deixou o número do telefone para contato e saiu em disparada pela rua do Russell aos berros: “Esse tampinha filho da puta é doido de pedra!!!”.
Aposto que o motorista ficou no prejuízo..."

O romeno

"Era um sábado de carnaval e o fotógrafo Izi Bereanu estava de plantão na sala da reportagem da Manchete. Izi era alto, tinha um semblante cadavérico e muito parecido com os personagens do lendário Drácula. Por coincidência, Izi é romeno e natural da Transilvânia, região natal do Conde.
Estávamos todos na redação da revista para iniciar o número especial do carnaval quando o Jaquito entra, vê, através da vidraça, o Izi aos prantos, chorando copiosamente na sala ao lado. Chamou o Gervásio, chefe dos fotógrafos, e perguntou o motivo daquele choro. Gervásio disse que a mãe do Izi tinha falecido. Jaquito, consternado, disse para dispensá-lo do plantão e mandá-lo para casa. E dar 50 reais para ele ir de táxi. Coitado!  
No dia seguinte, no domingo, Izi voltou para continuar no plantão. Jaquito chegou, viu o Izi na reportagem e o chamou-o para uma conversa. Deu os pêsames e perguntou de que a mãe tinha morrido e quando foi. Izi, na maior tranquilidade, disse que ela tinha morrido há mais de 20 anos e que morreu de câncer na Romênia. Então, Jaquito, espantado, perguntou porque estava chorando se a mãe já tinha morrido há 20 anos. Izi, com a cara mais lavada disse que ela tinha morrido num sábado de carnaval e quando chegava esse dia, sempre lembrava dela e chorava o dia todo. Jaquito ficou injuriado e pediu os 50 reais de volta."

Ferrugem

"Uma passagem pela Bloch que jamais esquecerei foi o incidente que ocorreu nos estúdios fotográficos da empresa no prédio da rua Frei Caneca. Isto foi em agosto de 1980.
O produtor de cinema e televisão Alcino Diniz pediu a Justino Martins uma reportagem sobre o filme que ele estava produzindo. Era uma sátira do famoso King Kong, e se chamava “ King Mong contra o Tiranossauro”. No elenco, o comediante Costinha (Tarzan), a atriz Nídia de Paula (Jane) e um menino que estava despontando na televisão como promessa de grande sucesso, o Ferrugem. A foto que seria produzida para a matéria foi marcada para ser feita num sábado. Como eu morava perto do estúdio, na rua Frei Caneca, Justino me pediu para acompanhar o trabalho na orientação de como a foto deveria ser feita. Quando cheguei ao local, fui surpreendido pela presença de um leopardo e um chimpanzé que faziam parte do elenco. O macaco, junto com Ferrugem, fazia a maior farra! O leopardo, cochilando dentro de um camarim. Os animais estavam acompanhados pelos seus treinadores. Eles pertenciam ao Circo Garcia, que estava em temporada na Praça Onze, ali perto.
O fotógrafo escalado para o trabalho foi o Gil Pinheiro. Ele pediu para juntar todo o elenco para iniciar a foto. Costinha estava atrasado e como os bichos tinham que voltar para suas apresentações no circo o jeito foi fazer a foto sem ele. Reuniram-se Nídia de Paula, com o leopardo seguro por uma corrente, Ferrugem, com o chimpanzé no colo, um dublê vestido de gorila e outro como dinossauro. Os treinadores, afastados, observavam o comportamento dos animais. Estava tudo pronto: Luz! Câmara! Ação! De repente, o Ferrugem começou a fazer gracinha com o leopardo quando este ainda estava meio sonolento. O leopardo se desprendeu das mãos da Nídia e num salto espetacular caiu sobre o menino deixando-o preso sob suas enormes patas. Os tratadores, surpreendidos, correram para retirar o animal de cima do Ferrugem, mas esse não o largava de jeito nenhum. Com o coração na mão e tremendo de medo, corri em direção ao menino e com um puxão pelas mãos e pelos pés, retirei-o debaixo da fera. Foi um sufoco! Os treinadores disseram que o animal só estava brincando, o que, depois de tudo passado, eu também acreditei. Caso contrário a fera teria matado o Ferrugem.
O chimpanzé, a que tudo assistia, dava gargalhadas e cambalhotas, aplaudindo o seu companheiro de trabalho no circo. Socorremos o menino, levando-o ao Hospital Souza Aguiar para ser examinado. Apenas alguns arranhões pelo corpo e na cabeça, mas mesmo assim ele ficou internado em observação durante 24 horas. 
Um detalhe: justamente naquele exato momento do incidente no estúdio, um veterinário, no circo, logo ali perto, estava fazendo o parto de uma fêmea que estava dando à luz a um leopardozinho, filhote daquele brincalhão. Quem sabe o instinto do animal falou mais alto e ele estava comemorando o nascimento do seu filhote? Vai saber!..."

JK

"Quando Juscelino Kubitschek voltou do exílio, Adolpho Bloch ofereceu-lhe um escritório no 12° andar do prédio da Manchete para ele trabalhar. A vista era deslumbrante! Baía da Guanabara, Aterro do Flamengo, Pão de Açúcar, Ponte Rio-Niterói, Marina da Glória, Monumento dos Pracinhas e o Museu de Arte Moderna. De qualquer andar do prédio a gente se deslumbrava com essa paisagem exuberante através da fachada inteiramente envidraçada. A companhia sempre presente do ex-Presidente à hora do almoço era um privilégio! A empresa recebia muitas figuras ilustres que eram sempre convidadas para almoçar(ministros, deputados, governadores e, principalmente, artistas). O primeiro homem que pisou na Lua, o astronauta Neil Armstrong, o ator Jack Nicholson, o diretor Roman Polansky, foram alguns deles. O cozido do Severino Dias, chefe de cozinha (mais tarde Prefeito de Vassouras), era famoso nas rodas sociais, políticas e artísticas. Nas festas de final de ano o convidado especial era o Sargentelli, exibindo suas mulatas do show internacional "ziriguidum". Todos os anos o famoso mulatólogo (como era chamado) dava uma canja para todos os funcionários no luxuoso teatro Adolpho Bloch, que ficava no patamar do restaurante. A modelo Adele Fátima – a musa da sardinha 88 - era o destaque principal das mulatas “que não estavam no mapa”. Tempos felizes aqueles que a empresa viveu durante sua existência. Era uma família de aproximadamente três mil funcionários: Judeus, católicos, umbandistas, espiritualistas, protestantes, enfim, credos e religiões se confraternizavam no convívio diário. Sem restrições. 
Um dos maiores prazeres da minha vida, quando trabalhava na Bloch Editores, foi fazer uma projeção de fotos no apartamento do Presidente Juscelino Kubitstchek, na Av. Atlântica, assim que ele voltou do exílio. As fotos eram de Brasília, feitas especialmente a pedido do Sr. Adolpho, para ele assistir, junto da esposa dona Sarah. Por determinação do governo militar, JK estava proibido de pisar na capital. Como passou muitos anos no exílio, ele não acompanhou o desenvolvimento da cidade que construiu. Ele não sabia dessa projeção. Foi uma surpresa que o seu Adolpho preparou pra ele. A cada foto projetada, eu sentia que a emoção tomava conta do seu coração. Mas a foto que mais comoveu o Presidente foi a do Catetinho, a primeira construção do Planalto feita para ele e seus assessores se reunirem quando de visitas às monumentais obras da futura capital. E, no final, de pé ao meu lado, as lágrimas correndo pelos seus olhos, caindo sobre o meu ombro, ele me abraçou emocionado. Dona Sarah, também chorava. Naquela noite eu não conseguia dormir pensando naquilo tudo. Acho que ele, também não."               

Manchete

"Foram 34 anos trabalhando na empresa. Tive o prazer e o privilégio de conviver com os melhores jornalistas, fotógrafos e escritores do país: Carlos Heitor Cony, Raymundo Magalhães Jr., Arnaldo Niskier, Murilo Melo Filho, Cícero Sandroni, Lêdo Ivo (todos membros da Academia Brasileira de Letras), Zevi Ghivelder, Moyses Weltman, Arthur da Távola, Eli Halfoun, Ney Bianchi, José Rodolpho Câmara, José Esmeraldo, Wilson Cunha, Alberto Dines, Ruy Castro, Marisa Raja Gabaglia, Heloneida Studart, Narceu de Almeida, Irineu Guimarães, Ivan Alves, Homero Homem, Maurício Gomes Leite, Ronaldo Boscolli, Roberto Muggiati, Alexandre Garcia, Itamar de Freitas, Samuel Wainer, Claudio Mello e Souza, Ibrahim Sued, Joel Silveira, Ruth de Aquino, Muniz Sodré, Carlinhos de Oliveira e Carlinhos de Jesus. Os fotógrafos Nicolau Drei, Gervásio Baptista, Jáder Neves, Antônio Rudge, Orlando Abrunhosa, Walter Firmo, Klaus Meyer, Sebastião Barbosa, Sérgio Jorge, Sérgio de Souza, Sebastião Salgado, Paulo Schueunsthul, Indalécio Wanderley e Frederico Mendes. Colaboradores fixos como Carlos Drummond de Andrade, Clarisse Lispector, Nelson Rodrigues, Pedro Bloch, Otto Lara Rezende, Caio de Freitas, Gilberto Braga e Paulo Coelho e os 
cartunistas Ziraldo, Daniel Azulay, Leon Eliachar e Álvaru’s.
Com certeza devo ter deixado de citar outros grandes profissionais da imprensa que passaram pela empresa. Muitos são conhecidos do público por suas realizações e obras culturais como romancistas, poetas, dramaturgos, biógrafos, colunistas, políticos, autores de novelas e compositores."