terça-feira, 9 de julho de 2013

Joaquim Barbosa no caldeirão...


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IPVA para helicópteros, jatinhos e lanchas pode gerar receita anual de R$ 2,6 bilhões

por Eli Halfoun
Mais de R$ 2,6 bilhões é o que a receita anual poderia gerar se os jatinhos, helicópteros e lanchas pagassem IPVA. O levantamento foi feito pelo Sindifisco que até sugere que o dinheiro arrecadado seja investido em transporte público. Ainda há para muito estudar e discutir, mas de qualquer maneira tramita na Câmara uma PEC para permitir e legalizar a cobrança. Como sempre empresas poderosas e pessoas físicas que possuem essas “máquinas” trabalham por baixo dos panos para que a proposta não seja aprovada. Será difícil: no momento a Câmara está aprovando tudo. (Eli Halfoun)

Mensalão pode até tirar Joaquim Barbosa do Supremo

por Eli Halfoun
Uma nova preocupação entre as muitas que se manifestaram ultimamente toma conta do governo em Brasília desde que se começou a especular sobre a possibilidade do ministro Joaquim Barbosa vir a candidatar-se à Presidência da República. A preocupação fará sentido quando se sabe que Barbosa é o único possível candidato “que derrotaria Dilma na próxima eleição”. Barbosa só sairia candidato, o que é pouco provável, se deixar o cargo de ministro e de presidente do Supremo, o que também segundo as especulações pode acontecer “se os mensaleiros conseguirem convencer através de seus advogados a maioria dos ministros do STF a iniciarem um segundo julgamento do mensalão, o maior escândalo da política nacional. Nesse caso o que se diz é que Barbosa pediria demissão do Supremo. Uma segunda rodada de mensalão seria sem dúvida a maior vergonha nacional e o fim da crença na Justiça e isso o Brasil não quer e não precisa. (Eli Halfoun)

Jornada Mundial dará mais de 5 milhões de hóstias em suas missas

por Eli Halfoun
A Jornada Mundial da Juventude está fazendo aumentar o comparecimento de fiéis nas igrejas durante as missas. Por conta desse aumento estima-se que esse mês em seis dias de missas haverá uma farta distribuição de hóstias. O cálculo é de que durante os atos religiosos da Jornada sejam dadas 4,5 milhões de hóstias para brasileiros e mais 1,5 milhões para os peregrinos que estão vindo de outros países. A presença do Papa Francisco na Jornada também fez aumentar sua participação no Twitter: ele já alcançou mais de sete milhões de seguidores no mundo e vê o número aumentar cada vez mais. É a informática a serviço da fé. (Eli Halfoun)

Roberto, Erasmo e Caetano fazem ginástica para disfarçar suas carecas



por Eli Halfoun
Alguns de nossos mais respeitados cantores-compositores não acreditam muito na velha máxima musical que “é dos carecas que elas gostam mais”. Pode até ser, mas nem por isso eles querem mostrar a grande perda de cabelos que chegou com a idade e procuram disfarçar de todas as formas. Exemplos: Roberto Carlos, 72 anos, que fez implante há muitos anos, tem uma cabeleira para tratar de puxar os poucos e comprido fios de cabelos que sobraram pra lá e para cá até conseguir fazer uma franja mínima. Já Caetano Veloso, 70 anos, espalha os poucos cabelos que lhe restam para o topo e depois joga pra frente. Erasmo Carlos, 72 anos, está mais conformado: deixa o cabelo crescer dos lados e atrás, já que por cima não dá mais. Como a força de seus talentos não está nos cabelos estejam carecas ou cabeludos continuam musicalmente perfeitos. Nada de força na peruca. (Eli Halfoun)

Ações repetitivas podem “queimar” os personagens Félix e Paloma em “Amor à Vida”

Felix (Mateus Solano) e Paloma (Paolla Oliveira) em "Amor à Vida". Foto TV Globo/Divulgação
por Eli Halfoun
Se o autor Walcyr Carrasco e o ator Mateus Solano não dosarem a medida e tomarem muito cuidado, o personagem Felix, sucesso maior nos primeiros capítulos de “Amor à Vida”,  pode cair em desgraça entre o público. Se, no início, ele era engraçado agora suas piadinhas começam a ficar repetitivas, grosseiras e totalmente previsíveis. Mateus Solano compôs um personagem perfeito e certamente não mudará as características de Félix, mas tanto ele quanto o autor precisam encontrar uma maneira de deixar o personagem acidamente engraçado, mas sem fazer um humor que quase sempre é agressivo. O trabalho de Solano continua ótimo, a novela mantém um bom texto, mas tudo o que é exagerado acaba enjoando. É aí que mora o perigo maior de Felix que ao transformar-se em um chato pode ganhar a antipatia dos telespectadores. É o mesmo perigo que corre a personagem Paloma, que já é a rainha das caras e bocas da novela e também repetitiva e chata, mesmo com a beleza e o bom trabalho da atriz Paolla Oliveira. Como na vida, também na ficção é preciso aprender a dosar tudo, incluindo as emoções . Emoção melodramática demais é uma chatice também em novela. 

“Amor à Vida” promete muitas surpresas e uma delas é a morte de César (Antonio Fagundes): ele será vítima de enfarto depois de descobrir que o filho está roubando. A discussão com Felix será acalorada e o médico não aguentará a decepção. A grande surpresa da morte de César ficará com Aline (bom trabalho de Vanessa Giácomo) a secretária e amante: César deixará para o filho que terá com Aline grande parte das ações do hospital que passará a ser dirigido, na parte médica, por Pillar (Suzana Vieira) e, na administrativa, por Aline. Pelo menos na ficção as viúvas terão de se entender.  (Eli Halfoun)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Memória: Em 1955, o Rio foi sede do Congresso Eucarístico Internacional. A cidade foi o centro do mundo católico. Às vésperas da Jornada Mundial da Juventude, relembre o evento que motivou edição especial da revista Manchete

O Redemtor na capa
O Aterro, ainda em obras, foi o palco da missa especial. 
O altar
Jovens católicos de 25 nações lotaram Maracanã aina na fase de preparação do Congresso
O rio de 1955: centro da cidade e aeroporto Santos Dumont
Na contracapa da edição especial da Manchete, Lagoa, Ipanema, Corcovado
A bancada para o público da missa do Aterro, prédios do Flamengo ao fundo



por Gonça
Em texto na última página da edição especial aqui reproduzida em parte, a Manchete, então dirigida por  Otto Lara Resende e com Armando Nogueira como redator-principal', Darwin Brandão como chefe de reportagem e Henry Moeller  como diretor de Arte, anunciava: "Esta edição especial de Manchete não precisa, a rigor, de justificativa. o Rio de Janeiro vem, há vários meses, se preparando para o grande espetáculo a que assiste agora: o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. Trata-se de um acontecimento não apenas da cidade, ou do país, mas que assume, ou que tem mesmo caráter mundial". Mais adiante, os editores avisavam que em posteriores edições semanais o evento seria documentado passo a passo.  "Em três anos de existência" - continuava o editorial - "esta é a segunda edição especial de Manchete. A outra, primeira, circulou com uma reportagem sobre a grandiosa Exposição do Ibirapuera, comemorativa do IV Centenário de São Paulo". 
Essas edições especiais inauguravam um estratégia jornalística que a Manchete adotaria ao longo dos seus 48 anos de circulação, de 1952 a 2000:  o lançamento ágil de revistas exclusivas sobre grandes acontecimentos. Neste número extra do Congresso Eucarístico,  a equipe de fotógrafos era formada por Gervásio Batista, Armando Rozário, Orlando Machado, Faria de Azevedo, Hélio Santos e Carlos Botelho e Ávila. 
Observação: as fotos que ilustram este texto foram reproduzidas da edição especial da Manchete sobre o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. São imagens históricas que fazem parte do Arquivo Fotográfico que pertencia à Manchete. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido. O Sindicato do Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos-Rio entraram com medida judicial para localizar a valiosa e histórica coleção de imagens e obter informações sobre seu estado de conservação. Em vão. Instituições públicas destinadas a cuidar a memória do país parecem não ter qualquer preocupação com o destino de um acervo de mais de 10 milhões de imagens do século passado.   

Rio de julho... em dia de caminhada

Ipanema vista do Leblon e...
Leblon visto de Ipanema
Dois Irmãos, focalizado do Quase Nove

domingo, 7 de julho de 2013

Bip Bip, o recanto encantado — CartaCapital

Carta Maior - Economia - 'A mídia e a política estão dominadas pelo dinheiro de maneira avassaladora'

Jornalismo que não é mais aquele...

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Os vôos dos carrapatos... Renan, Henrique, Barbosa, Cabral, o alegre esquadrão aéreo

por Gonça
Dizem que funcionalmente besouro não pode voar. Não tem aerodinâmica nem sustentação. Mas voa. Dizem as leis que autoridades e suas caras famílias não podem voar às custas do contribuinte em "missões" de lazer. Mas voam. Os presidentes da Câmara, do Senado e do STF (este em vôo comercial pago pelo ambicionado "cofre da viúva", a mãe oficial da casta privilegiada) respectivamente Henrique Alves, Renan Calheiros e Joaquim Barbosa ganharam asas públicas em alegres e recentes momentos de lazer. Têm poderes de super-homens. A resposta é que voam, e daí? Não são besouros, parecem mais carrapatos anexados às despesas oficiais. Tudo a ver. Hoje, mais um político - e certamente há muitos do governo e da oposição - ingressou na frota: Sergio Cabral é tema de denúncia da Veja. O helicóptero do governador do Rio de Janeiro transportaria regularmente a família cabralina para Mangaratiba, onde fica a mansão de praia do clã. E não só a família, levaria empregados, cabeleireiro, decola pra pegar um modelito que a madame esqueceu, a prancha de surfe do amigo do filhão e por aí vai. O esquadrão aéreo cada vez aumenta mais. Para falar apenas na área federal, não se sabe se a FAB, que lutou bravamete nos campos da Itália, na 2ª Guerra Mundial, está preparada para defender o Brasil. Mas seus pilotos, a quem cabe a árdua função de levar e trazer os privilegiados, estão altamente treinados para transportar como ninguém, chefes de poderes, amigos do chefe, namoradas do chefe, aspones do chefe, sócio do chefe, vizinho do chefe... Virou, quem diria, a TAB, Táxi Aéreo Brasileiro
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sábado, 6 de julho de 2013

Vinicius, 100 anos. Roberto Muggiati escreve para a revista The President e conta os bastidores de uma farra com o poetinha em Paris

Reproduçãio Revista The President
Memória
por Roberto Muggiati (especial para a revista The President)

Eterno enquanto 100
Sou um labirinto em busca de uma saída.” O poeta sabia mais de si do que qualquer outro. Na verdade, Vinicius de Moraes passou a vida tentando sair de labirintos. Sua intensidade existencial abreviou seu tempo, mas legou um grande poeta. Carlos Drummond de Andrade admitia: “Eu queria ter sido Vinicius de Moraes. Foi o único de nós que teve vida de poeta, que ousou viver sob o signo da paixão”. O mundo literário sempre desconfiou dos poetas de êxito popular. Vinicius é estigmatizado até hoje por esse preconceito. Mesmo amigos como João Cabral de Melo Neto e Rubem Braga tentaram demovê-lo do que consideravam um “desvio” na sua carreira. Em 1977, numa entrevista à penúltima mulher, a argentina Marta Rodriguez Santamaría, para um livro que nunca foi publicado, Vinicius lamenta não ter composto uma obra-prima como o Bateau Ivre, de Rimbaud, Os Cantos, de Ezra Pound ou The Waste Land, de T.S. Eliot.
Nascido na Gávea, no Rio de Janeiro, 100 anos atrás, ele cresceu em meio à poesia e à música: o pai, funcionário público, escrevia poesia e tocava violino; a mãe tocava piano. O avô paterno era latinista e poeta, a avó fazia versos. O bisavô paterno era um excêntrico que, ao se aposentar, passou a caçar as empregadas; rechaçado pela mulher, foi dormir sobre o muro da casa até cair e morrer. A família também tinha muitos boêmios e seresteiros. Fiel ao sangue, Vinicius começou a poetar cedo, aprendeu violão e, no Colégio Santo Inácio, formou um conjunto com três colegas, os irmãos Tapajós. Letrista, compôs aos 14 anos suas primeiras músicas: “Canção da Noite” e o fox-trote “Loura ou Morena”. Aos 25 anos, ganhou uma bolsa para estudar língua e literatura inglesa em Oxford, onde casou por procuração com Beatriz Azevedo de Melo, que ficaria conhecida como Tati de Moraes. O início da guerra, em 1939, o traz de volta ao Brasil, onde nascem os primeiros filhos: Susana (1940) e Pedro (1942). Vinicius sempre balizou os sentimentos familiares pela poesia. Sobre a paternidade, compôs o irônico “Poema Enjoadinho”: “Filhos... Filhos?/Melhor não tê-los!/Mas se não os temos/Como sabê-lo?” Sua filosofia do amor foi magistralmente definida no “Soneto da Fidelidade”, dedicado a Tati: “Eu ... “Eu possa me dizer do amor (que tive): que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”
O poeta no seu labirinto
Aos 30, entrou para a carreira diplomática e, três anos depois, assumiu o posto de vice-cônsul em Los Angeles. O casamento com Tati não é eterno, mas até que dura, para os padrões do poeta: 11 anos. Foi interrompido por um segundo e breve “casamento” (em cerimônia secreta numa igreja de Petrópolis), com Regina Pederneiras. Arquivista do Itamaraty, Regina levou de lembrança a “Balada das Arquivistas”. Em 1951, o Poetinha conhece Lila Bôscoli, numa boate de Copacabana, em episódio célebre. Rubem Braga teria dito: “Vinicius de Moraes, apresento-lhe Lila Bôscoli. Lila Bôscoli, apresento-lhe Vinicius de Moraes. E seja o que Deus quiser”. É paixão fulminante. Vinicius tem o dobro da idade, o irmão da moça, Ronaldo Bôscoli, quer lhe dar uma surra, mas se desmancha ao encontrar o poeta, seu ídolo. Vinicius tem duas filhas com Lila, Georgiana (1953) e Luciana (1956), e dedica à mulher o “Poema dos Olhos da Amada”. Apesar de toda a paixão por Lila, Vinicius se apaixona perdidamente em Paris por Mimi de Ouro Preto, manequim de Dior. Quando ela o rechaça, Vinicius se tranca na cozinha, veda todas as frestas e abre o gás. Por sorte a mãe de Lila Bôscoli chega mais cedo e salva o poeta de sua melancólica tentativa de suicídio. Rubem Braga e Vinicius se apaixonavam à toa. A diferença é que Rubem só casou uma vez e ostentava orgulhoso uma placa no seu famoso jardim suspenso de Ipanema: “Aqui vive um solteirão feliz”. Já Vinicius casava com todas. Em 1957, entra em cena Lúcia Proença, sobrinha do mentor de Vinicius, o escritor Octávio de Faria. Perderam a conta? É a quarta mulher oficial do Poetinha, que a brinda com “Para Viver um Grande Amor”. Começa àquela altura outra série de casamentos: as uniões paralelas de Vinicius com seus parceiros musicais. O primeiro é Tom Jobim: no Bar Vilarino, no centro do Rio, ele recebe a proposta de Vinicius: “Você toparia musicar minha peça?” E Jobim: “Tem um dinheirinho nisso?” (Como o Poetinha, Tonzinho também era chegado a um diminutivo.) Os dois compõem praticamente todas as canções da trilha de Orfeu da Conceição, peça de Vinicius que transplanta o mito grego para o morro carioca. O sucesso é tanto que o diretor francês Marcel Camus vem ao Rio filmar Orfeu Negro, que venceria a Palma de Ouro em Cannes (1959) e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1960). Em 1961, surge um novo parceiro, Carlinhos Lyra. Vinicius compõe com ele canções como “Você e Eu”, “Minha Namorada”, “Coisa Mais Linda”, algumas delas incluídas no musical Pobre Menina Rica, baseado numa peça do poeta. Por ser letrista, o Poetinha se vê excluído do boom da bossa nova nos Estados Unidos, a partir do LP Getz/Gilberto, gravado em 1963. Afinal, a penetração no mercado internacional exige letras
em inglês, daí “The Girl From Ipanema” (ou “The Boy”, quando cantado por mulheres), “No More Blues” (“Chega de saudade”) e “How Insensitive” (“Insensatez”). Talvez por isso, Vinicius passa a in vestir mais na sua voz, aparecendo com destaque no LP Vinicius & Odete Lara. Gravado em 1963, é a estreia em grande estilo da nova parceria com Baden Powell, incluindo clássicos como “Berimbau”, “Só por Amor”, “O Astronauta”, “Samba da Benção” e “Samba em Prelúdio”, sobre o qual Vinicius disse a Baden: “Camaradinha, acho que plagiamos Chopin”. Vinicius participa da maioria das faixas e convence como “cantor-sem-voz”; aliás, iniciou-se nessa categoria dois anos antes do parceiro Tom. Na parceria com Baden, Vinicius abre seu leque musical para “coisas” da Bahia, com candomblé, berimbau, capoeira e samba de roda. Carlos Lyra foi peça fundamental para o casamento seguinte de Vinicius, o quinto. O Poetinha, aos 50 anos, apaixonou-se por Nelita de Abreu Rocha, 20 anos. Ela tem um noivo passional que ameaça matá-la caso a perca para outro. Carlinhos propõe – e planeja – uma fuga, pura e simples. Vinicius na época é designado para o consulado brasileiro em Paris. Com Tom Jobim ao volante, apavorados com as ameaças do ex-noivo, que é exímio atirador, Vinicius e Nelita pegam um carro para o Aeroporto do Galeão. Fernando Sabino e Otto Lara vão como seguranças. Antes de entrar no avião, Nelita deixa uma carta para os pais comunicando seu “casamento”. Ela parte toda vestida de branco, até calcinha e sutiã, uma verdadeira noiva. Diante do fato consumado, os pais tornam público num anúncio de jornal o casamento da filha com o poeta e diplomata Vinicius de Moraes. Um dia, uma amiga comenta sobre o fato: “O pior que pode acontecer é ele escrever para você meia dúzia de poemas e você se tornar famosa”. Inspirado por Nelita, Vinicius publica, em 1966, “Para uma Menina com uma Flor”. Mas, ao cabo de cinco anos, a menina vê mais garrafas do que flores no convívio com o poeta e desiste.
“Vate 69”
Todo um folclore cerca a relação de Vinicius com o uisquinho, diminutivo apenas no chamamento afetuoso, mas um problema enorme. Ele define a bebida como “o cachorro engarrafado,” o melhor amigo do homem. Raramente é visto sem um copo na mão, principalmente durante os shows. Adora o apelido “vate 69”, criado a partir de uma marca de scotch, o Vat 69. (“Vate”, o dicionário ensina às novas gerações, quer dizer “poeta, versejador, e também profeta, vaticinador, vidente.” Já 69, todos sabem o que é...) O apelido sugere o lema “sexo, bebida e bossa nova”. Apesar da dependência alcoólica crescente, Vinicius cresce como compositor e cantor e ainda como showman, lotando teatros no Brasil, em Roma, Paris, Lisboa e Buenos Aires. Impossível conciliar tudo isso com a carrière. Na onda de demissões no quadro diplomático que se segue ao AI-5, Vinicius é sumariamente exonerado. Em entrevista publicada postumamente pela Veja (12 de janeiro de 2000), o ex-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo explicou: “Eu era o chefe da Agência Central do Serviço e recebíamos constantemente informes de que ele, servindo no consulado brasileiro de Montevidéu, ganhando 6000 dólares por mês, não aparecia por lá havia três meses. Consultamos o Ministério das Relações Exteriores, que confirmou a acusação. Verificamos que ele não saía dos botequins do Rio de Janeiro, tocando violão, se apresentando por aí, com copo de uísque do lado. Nem pestanejamos. Mandamos brasa”. Vinicius ficou indignado com o ato arbitrário, mas manteve o bom humor. Corre uma anedota: quando circulou que a degola atingira homossexuais, corruptos e bêbados, Vinicius, ao chegar repatriado no Galeão, gritou do alto da escada do avião para a chusma de jornalistas: “Rapaziada, eu sou alcoólatra!” Os arquivos oficiais mostram que Vinicius, quando trabalhava, era um funcionário eficientíssimo. Mas ele abominava a ideia de chegar ao nível máximo da carreira, como disse em depoimento ao Museu da Imagem do Som, no Rio, em 1967: “Nos escalões inferiores da carreira, ninguém presta atenção em você. O perigo é você virar embaixador, né? Minha grande luta no Itamaraty tem sido para não ser promovido”. Ironicamente, em 16 de agosto de 2010, o governo promoveu postumamente “o diplomata, poeta e compositor Vinicius de Moraes ao cargo de Ministro de Primeira Classe (Embaixador).” O Poetinha deve ter tremido no túmulo. Se o AI-5 desencadeia “os anos de chumbo” na vida política, na vida conjugal de Vinicius ele traz os “anos de estanho”. Em represália a uma infidelidade do poeta, sua sexta mulher, a jornalista Cristina Gurjão, grávida de Maria (1970), quinta e última dos filhos do poeta, ataca Vinicius com dois candelabros de estanho. O foco dessa crise foi a baiana Gesse Gessy, filha de santo que será a sétima mulher de Vinicius. Gesse faz a cabeça do marido e o leva ao terreiro de candomblé da Mãe Menininha do Gantois, em Salvador. Vinicius tinha medo de avião desde um episódio em 1945: voava do Rio a Buenos Aires quando o hidroavião francês fez um pouso forçado numa laguna uruguaia; a hélice invadiu a cabine como uma serra voadora e matou um passageiro a poucos metros dele. Mãe Menininha o libera do medo de voar em troca de certas obrigações: só veste roupas brancas, cobre-se de colares de contas e de conchas, deixa os cabelos crescerem até os ombros e cumpre uma série de rituais toda vez que vai subir num avião. No livro Nuestro Vinicius/ Vinicius de Moraes en el Río de la Plata (Editora Sudamericana, 2010), a jornalista Liana Wenner narra a sequência da história. Apresentando- -se no início dos anos 1970 com Maria Creuza e Toquinho na boate La Fusa de Buenos Aires e Punta del Este, Vinicius torna-se um verdadeiro ídolo na Argentina. Mas os hermanos não engoliam Gesse. O produtor de discos de Vinicius mencionou “a cagada que ele fez ao se casar com a baiana”, afastando amigos até como Tom Jobim. Outro empresário cultural alfinetou: “Trazia do Brasil ovos de codorna em escabeche, aqui raríssimos na época, porque dizia que eram bons para a virilidade — ela era assim...” Liana Wenner bota a pá de cal: “Ficaram para trás as roupas pretas que Buenos Aires conhecia. Por Gesse, Vinicius foi astutamente levado a um coquetel vulgar, confuso e superficial de hippismo, candomblé, amor livre e quantos ‘ismos’ dernier cri se cruzassem”. Vinicius saía sempre dos casamentos com uma escova de dentes e seu retrato pintado por Portinari em 1938, quando o poeta tinha 25 anos. Desta vez, para recuperar a tela teve de entrar na Justiça contra Gesse. Depois de um espetáculo, uma jovem fã procurou Vinicius para lhe mostrar alguns poemas que escrevera. Era inevitável: a oitava e penúltima mulher de seria uma argentina Martita.
Alarga-se a defasagem etária para 38 anos: ele tinha 61, ela 23 – era doze anos mais moça do que Susana, a primeira filha do poeta. No Rio, Martita foi apresentada aos cinco filhos de Vinicius – jovens como ela, excetuando Maria, com cinco anos. Ela o acompanha no circuito universitário pelo interior de São Paulo e depois na turnê por Portugal, França e Itália. Apaixonado, Vinicius complementa sua educação, apresenta-a aos grandes escritores, artistas e músicos, vivos e mortos. Dedica a ela um poema bem humorado: “A mulher de gêmeos/Não sabe o que diz/Mas tirante isso/ Faz o homem feliz.” Casam-se em 1976, mas, segundo Liana Wenner, será “uma relação feita de despedidas e reencontros.” Durante as turnês pela Europa, Vinicius é assessorado por Gilda Matoso, que será sua nona e última mulher. Apesar de quarenta anos mais moça, Gilda procura colocar o poeta no prumo e lhe traz uma maturidade que ele jamais alcançou. Instalam-se numa casa na Gávea onde Vinicius intensifica sua parceria com Toquinho e as prolongadas sessões à banheira, seu verdadeiro escritório. Segundo a amiga Renata Shussheim, “fazendo banhos de imersão, colocava entre as bordas da banheira uma prancheta que usava como mesinha e ali escrevia. Passava horas assim, eu o apelidei de Moby Dick”. A atriz Alexia Deschamps, ainda criança, foi com a mãe visitar Vinicius e o encontrou na banheira. Até hoje diz em tom de brincadeira: “O primeiro homem nu que vi na vida foi Vinicius.” E foi na água (ele a comparava a “uma volta ao útero materno”) que o Poetinha viveu seus últimos momentos. Vinicius foi encontrado inconsciente pela empregada na manhã de 9 de julho de 1980. Tentaram reanima-lo em vão e ele morreu nos braços da última companheira, Gilda Matoso, e do último parceiro, Toquinho. Fechava um ciclo, antes de completar 67 anos, e morria – depois de longas andanças pelo mundo – no mesmo bairro onde nasceu. O poeta saía finalmente do grande labirinto que foi sua vida.
Saravá,
Vinicius de Moraes!
Reprodução Revista The President


O meu Vinicius 

por Roberto Muggiati (especial para a revista The President)
“Conheci Vinicius, ou melhor, trombei com ele, na noite da estreia
brasileira de Sarah Vaughan: 6 de agosto de 1959, uma segunda-feira. Foi na boate Fred’s, que ficava em cima de um posto de gasolina na Avenida Atlântica, esquina da Princesa Isabel. O tout Rio marcou presença, a mesa principal presidida pelo capitão da mídia mais poderoso da época, Samuel Wainer, com sua Danuza. Decorando a mesa, os “pombinhos” recém-casados João e Astrud Gilberto. Vinicius e um batalhão de jornalistas, do qual eu fazia parte, disputávamos a atenção da diva no seu camarim. Eu, repórter curitibano, com quase 22 anos; ele, colunista famoso, com quase 46 – ambos librianos de 6 e 19 de outubro. Claro, não fui páreo para o Poetinha, que já se projetava como o letrista maior da bossa nova. Aquela noite foi “o último baile da Ilha Fiscal” do Rio de Janeiro como Capital da República. Em menos de um ano, a cidade passaria à condição de capital de um factoide, o estado da Guanabara. Meu segundo encontro com Vinicius foi bem mais prolongadoe próximo. No dia 1º de julho de 1964, quarta-feira, um trio de amigos deixou Londres com a missão precípua de visitar o Poetinha em Paris: Fernando Sabino, adido cultural do Brasil em Londres; o jornalista Narceu de Almeida, ao volante do seu Morris Mini-Minor; e eu, radialista da BBC. Narceu e eu éramos meros coadjuvantes: o grande amigo de Vinicius era Sabino. Num dia esplendoroso de verão, deixamos para trás a verdejante paisagem inglesa, atravessamos de ferry o Canal da Mancha e, por entre infindáveis campos de girassóis, chegamos a Paris. Não me lembro como – sem celular – descobrimos o local exato onde encontrar o poetinha. Embora já passasse das nove da noite, raios dourados de sol ainda banhavam a copa dos castanheiros. E lá estava outro trio, no La Feijoada, em seu primeiro endereço parisiense, num cais da Île Saint- Louis. Um trio bem mais carismático: Odete Lara, Baden Powell e Vinicius. Começou aí uma sucessão de quatro noites de loucas conversas regadas a uísque. Em outra ocasião, fomos beber num bar do qual Vinicius era praticamente sócio, Le Calvados. Mas a grande noite foi mesmo na sexta-feira, no apartamento do Poetinha. Um apartamento térreo num daqueles prédios típicos do seizième, nas cercanias do Champs- Elysées, quase sem decoração, embora Vinicius representasse o consulado do Brasil em Paris. Uma vez iniciados os trabalhos etílicos, sua mulher, Nelita – 30 anos mais moça – se recolheu para dormir. Ao longo da noite, toda vez que um marmanjo precisava ir ao banheiro, se via obrigado a passar literalmente por cima de Nelita, apagada na cama de casal que tomava todo o quarto. Falou-se muito – principalmente Vinicius e Sabino, que passaram mais de duas horas discutindo Jayme Ovalle. Bebeu-se muito, também confesso – que quase nada lembro. Uma só imagem gravei fotograficamente: lá pelas 5 da manhã, com o sol querendo já se mostrar, pela janela do rez-dechaussée aberta para a rua, entram duas fadas, Odete Lara e Mylène Demongeot. (Vinicius sempre se cercou de belas mulheres.) Mylène esbanja meia hora de charme e sexappeal antes de se despedir: “Bem, preciso ir embora. Na França, se a gente chega em casa depois das 6 da manhã, quer dizer que dormiu fora...” Lembro-me do ar extasiado com que o Poetinha sorveu a bela sonoridade da frase enunciada pelos lábios carnudos de Mylène: “Ben, je dois partir. En France, si on arrive chez soi après six heures, ça veut dire qu’on a découché”.”

Corruptor e corrupto devem ser algemados juntos

por Eli Halfoun
Parece que enfim o Congresso se mancou (falta se mancar em muitas outras coisas) e encontrou o melhor mecanismo para combater a corrupção: punir os corruptores. Sem eles, corruptores, não haveria corruptos ou eles seriam em número bem menor bem dos que existem em grande quantidade hoje. A decisão de punir empresas que proponham jogo sujo sem dúvida diminuirá muito as compras e vendas de pareceres, de contratos sem licitações transparentes e de várias outras mazelas (superfaturamento de obras públicas) que vivem sendo empurradas para debaixo do tapete. É difícil crer que assim a corrupção acabará porque, ninguém se ilude, a corrupção jamais acabará enquanto o homem não mudar os seus conceitos de “vencer na vida sem fazer força”. A decisão de punir empresas e não só as privadas, é uma grande ajuda no combate à corrupção, mas convenhamos que falta o principal: punir não só a chamada pessoa jurídica, mas também a pessoa física. Mesmo que amedrontada uma empresa privada ou um órgão público pense duas vezes antes de propor um jogo sujo sempre haverá uma pessoa física para passar por cima da lei e do medo e dar lugar para a ambição. Até porque o  corruptor pessoa física rouba tanto quanto o corrupto.Corruptor e corrupto andam de braços dados e nesse caso é preciso algemar os dois ao mesmo tempo. Assim continuarão de baços dados, mas impossibilitados de continuar agindo. Pelo menos por rum bom tempo, ou seja, enquanto o povo estiver de olho e nas ruas. (Eli Halfoun)

Elle MacPherson conquista capa de revista aos 49 anos

Elle, na Playboy e Harper's: quase vinte anos separam as duas fotos
por Eli Halfoun
O tempo não pára. Que o diga agora a modelo Elle MacPherson, que foi um dos ícones da moda nos anos 80 e 90. Aos 49 anos e orgulhosa de manter as medidas 91-64-89, Elle voltou a conquistar espaço na mídia.  De saída ilustra a capa da revista Harper’s Bazar da Austrália, onde vive e comanda a The Body, sua empresa de cosméticos. Só para lembrar: Elle foi atração da Playboy em 1994 em uma edição que reuniu também Victoria Beckman, Jerry Hall e Christhie Turlington, todas ainda em forma para ilustrar mais uma edição mostrando tudo. (Eli Halfoun)
Elle na S.I em 1987.

Televisão americana também levou manifestações brasileiras com bom humor

por Eli Halfoun
As recentes manifestações brasileiras não ganharam espaço internacional apenas nos jornais sérios. Também foram tema de programas humorísticos. No canal americano Comedy Central dedicado somente ao humor, o humorista Stephen Colbert satirizou os protestos com uma paródia imitando comentaristas de programas jornalísticos. Para começar mandou essa: “Pessoal, eu não entendo. Estamos falando do Brasil, o lugar mais alegre da Terra. A única coisa com que os brasileiros se irritam é com seus pêlos púbicos” (fazendo alusão a depilação íntima). Ele pode até tentar ser engraçado, mas certamente não é bem informado: a depilação brasileira está em alta entre os americanos. Mesmo que pouco apareça debaixo daqueles enormes barrigões de hambúrgueres gordurosos.  (Eli Halfoun)

Paulinho Pereira (PDT-SP) acha esposas chatas e fala demais. Como um chato



por Eli Halfoun
É preciso pensar no que se vai dizer antes de abrir a boca porque uma frase por mais verdadeira que seja pode ser entendida como ofensa e atingir muitas pessoas. O deputado federal Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP) ficou mal com sua mulher e com a de seus correligionários quando disse que a presidente Dilma “parece a mulher da gente. Chata!”. A frase foi dita depois da reunião da presidente com sindicalistas em Brasília. Dilma preferiu não comentar a frase, mas Elisa, mulher de Paulinho, cobriu explicações em casa. Paulinho falou demais e precisa aprender logo que só fica casado com mulher chata o também chato marido. (Eli Halfoun)

Muita gente, poucas palavras nas reuniões com a presidente

por Eli Halfoun
Funcionários do Planalto que têm acompanhado a convocação dos 39 ministérios para reuniões com a presidente Dilma Roussef fizeram um cálculo curioso: se cada um dos 39 ministros convocados falasse por apenas 15 minutos (a presidente nem sempre permite que abram a boca) cada reunião demoraria 10 horas. Aí mesmo é que ninguém agüentaria. (Eli Halfoun)

Talento não é hereditário e deve ser aproveitado sempre

por Eli Halfoun
A “Folha de São Paulo noticia até com certa surpresa que Felipe Barbosa, filho do ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, foi contratado pela produção do programa “Caldeirão do Huck” como se um crime estivesse sendo cometido. Felipe é formado em Comunicação e não importa de quem é filho desde que seja um profissional competente e provavelmente é. O que não se pode é impedir que filhos de pais famosos e bem sucedidos, que já carregam por causa disso muitos problemas profissionais e às vezes pessoais, sejam impedidos de trabalhar por “culpa” dos pais. Nesse caso não houve nenhuma interferência (pedido) de Joaquim Barbosa: Felipe conseguiu o emprego por seus próprios méritos e isso não lhe pode ser negado. O caso me lembra uma história na qual sem imaginar estive envolvido: a Editora Abril queria contratar meu filho, também jornalista e no primeiro contato disseram: “queremos te contratar porque você que deve ter o mesmo talento de seu pai”. A resposta de meu filho foi prática e definitiva: “talento não é hereditário e se vocês querem contratar o meu pai o telefone dele é esse”. Foi contratado imediatamente, trabalhou na Abril durante anos e hoje dirige e edita revistas com o talento que sem dúvida é dele e não o meu, se é que tenho.

Aliás, nunca concordei com a idéia de não permitir que deputados, senadores, ministros ou funcionários de confiança dos governos federal estadual ou municipal sejam impedidos de empregar familiares, ou pessoas conhecidas. É claro que para esse tipo de contração a conduta deve ser acima de tudo profissional desde o filho, sobrinho ou qualquer parente a ser contratado for competente e perfeito para cumprir a função para a qual está sendo convocado sem regalias ou vantagens. Bons profissionais são sempre necessários em qualquer área do mercado de trabalho. O que não se pode e deve fazer é contratar ou nomear quem quer que seja apenas pelo grau de parentesco ou amizade e para ficar recebendo sem trabalhar como, aliás, frequente em tido o país. Profissional com capacidade e vontade de trabalhar deve ter sempre a porta aberta. Seja filho de quem for. (Eli Halfoun)

Recomeça a dança das cadeiras no futebol brasileiro

por Eli Halfoun
A seleção brasileira tirou o time de campo e o noticiário esportivo voltou a focalizar os clubes envolvidos em campeonatos regionais ou nas competições envolvendo todos os clubes e que nem sempre conseguem empolgar muito. Novamente o noticiário focaliza a dança das cadeiras que persegue nossos técnicos. É uma prática comum no futebol brasileiro e talvez seja a sua maior deficiência porque jamais dá ao técnico o tempo necessário para pelo menos tentar fazer um bom e mais profundo trabalho. Quem entrou na dança agora é o ainda técnico do São Paulo Ney Franco, que acaba de ser demitido pelo clube depois da última derrota para o Corinthians. As especulações tomam conta do noticiário em torno do nome e já se garante que ele tem enorme possibilidade de assumir a direção técnica do Santos já que o clube estaria no momento muito mais interessado em revelar jogadores (Ney tem muita experiência com os chamados jogadores da base) e criar uma geração pós-Neymar. No São Paulo já se garante que com a saída de Franco as portas estão escancaradas para a volta de Muricy Ramalho ao comando do time, mas como em futebol um gol pode ser anulado em cima da linha tudo é possível. Ou impossível. (Eli Halfoun)

Daniela Cavalieri, mulher do goleiro Cavalieri, bate um bolão...Já viu?

Reprodução Paparazzo

Reprodução Paparazzo
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Caso Evo Morales, do Tweet de Blog do Miro

Blog do Miro (@BlogdoMiro) tweetou às 10:40 PM on sex, jul 05, 2013:

25 verdades sobre o caso Evo Morales. 
Artigo de Salim Lamrani -

Leia no link abaixo

http://t.co/j9PTVAuKwU

Conectado pela Motorola

Nova pesquisa muda tudo na corrida presidencial e dá Lula como barbada

por Eli Halfoun

A história se repete: quanto mais próxima fica a eleição, mais pesquisas são divulgadas para confundir o eleitorado. Cada uma mostra um resultado diferente e às vezes surpreendente. Veja essa: pesquisa nacional feita pela Paraná Pesquisas por encomenda do jornal "Gazeta do Povo" mostra que só o ex-presidente Lula teria condições de vencer, se candidato fosse ou vier a ser, no primeiro turno. Outro dado da pesquisa mostra que embora esteja quietinho ultimamente José Serra tem condições de jogar água nos planos de Aécio Neves, o até agora provável candidato do PSDB Aécio perderia muito se Serra se candidata-se por outro parido, o que não é improvável. .Os números mostram que Serra com 21% das intenções de votos, mesma média conquistada por Marina Silva, que aparece com 11,5% atrás de Dilma Roussef. Dilma ainda lidera a pesquisa com 32,2% num cenário em que Serra aparece como candidato. Nesse cenário, Aécio Neves fica com 15,45 o que significa 19,1% atrás de Dilma. Nesse mesmo cenário a pesquisa mostra que com 34.5% Dilma fica 8 pontos atrás de Marina Silva. Como pesquisa não ganha eleição deixa a turma sonhar, mesmo que na maioria dos casos seja um sonho impossível. (Eli Halfoun) 

FHC fala pouco e deixa espaço para especulações

por Eli Halfoun

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido monossilábico para duas inevitáveis perguntas. A primeira é para saber da possibilidade de candidatar-se à Presidência da República caso as pesquisas o apontem como o mais forte nome do PSDB e o único com possibilidade de ser eleito. Nesse caso ele se faz de desentendido e responde com apenas "hum' como se não tivesse resposta para dar e estivesse pensando na hipótese de concorrer. A outra pergunta que deixa FHC sem palavras é sobre a proximidade do casamento com a namorada Patrícia Kundrát, de 35 anos. Nesse caso a resposta limita-se a um "quase". Não diz nada, mas sempre deixa margem para especulações. (Eli Halfoun)

Blater só come e bebe com o padrão Fifa de gastos

por Eli Halfoun

Enquanto esteve no Brasil, o Presidente da Fifa manteve suas refeições com milionário padrão que a entidade exige para a realização da Copa do Mundo. Blater encheu a pança seguindo o padrão de custos e gastos. Exemplo: em quinze dias foi almoçar duas vezes com João Havelange e tanto o atual quanto e ex-presidente da Fifa não economizaram (é a Fifa que paga a conta): para acompanhar o ossobuco de vitela do restaurante carioca Gero a dupla tomou duas garrafas de vinho de Oreno 2007 ao preço de R$ 605,00 cada garrafa e uma de Tignanello 2009 que custa R$ 860,00 por garrafa.  Blater também não dispensou muita segurança e deixou perto do restaurante dois carros da PM, quatro da Polícia Federal, seis motoqueiros da Polícia Rodoviária, uma Blazer da policia civil, seis seguranças particulares e uma ambulância. Precavido: depois de tanto vinho talvez precisasse ser carregado ou de atendimento médico. (Eli Halfoun) 

JMJ faz guia para alertar os fiéis contra a violência do Rio

por Eli Halfoun
Até o guia preparado para a Jornada Mundial da Juventude preocupou-se em alertar os fiéis em relação ao Rio e sua violência, que melhorou muito, mas continua assustando bastante. Entre outras coisas, o guia alerta que os ônibus não param nos pontos, não cumprem horários e trocam itinerários. O metrô não escapa das advertências como a de que, por exemplo, o sistema de transporte anuncia que tem duas linhas que "são uma só". E ruim.
Talvez por conta de tantas advertências e necessários cuidados a Jornada não deverá receber os 2,5 milhões de visitantes previstos inicialmente. A nova estimativa não é tão otimista, especialmente quando leva em conta o fato da JMJ estar acumulando até agora prejuízo calculado em R$ 100 milhões, mesmo com o apoio financeiro de várias empresas. A JMJ esperava arrecadar todo investimento com a venda de seu agora encalhado kit que tem mochila, camiseta, boné, guia, livro e guia turístico. Custa R$750 e não está vendendo nada. Por esse preço é mais econômico pedir informações s ao padre que estiver ao seu lado.
No guia de advertência a JMJ alerta os fiéis para tomarem cuidado na hora de atravessar qualquer rua da cidade porque "os motoristas não têm consciência de respeitar os pedestres". Vamos mostrar que temos sim educação e respeito por todos. Pelo menos dessa vez.  (Eli Halfoun)
Atualização: o site do JMJ informa que o Kit Peregrino é oferecido gratuitamente a todos os católicos que se inscreveram para o evento. Contém boné, camisa, cartão de alimentação, cartão de transporte, credencial de peregrino, guia, livro-surpresa, livro litúrgico, crucifixo, mochila, squeeze, Há um outro kit, chamado Básico, que está à venda no site, com mochila, squeeze, boné e camisa oficial. 
VEJA MAIS NO SITE DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE. CLIQUE AQUI

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pesquisa informa: jornalistas são débeis


Tá difícil. Estudo publicado no site Comunique-se diz que é precária a formação de jornalistas, não pensam, apresentam graves sintomas de consistência política débil, a maioria não é sindicalizada, muitos são incapazes de análises, de interpretações. Quando se constata que "tá difícil", a "patologia" se explica porque nos andares de cima, os jornalistas com colunas, editorialistas etc, o problema é igualmente desanimador: eles fazem geralmente jornalismo político-partidário - seja lá em que editoria atuem, da economia ao esporte - por sobrevivência e/ou para agradar os controladores da mídia e/ou por opção pessoal. De qualquer forma, a objetividade ou a imparcialidade, ou mesmo a capacidade de opinar honesta e abertamente, indicando isso ao leitor, são chutadas para o alto.
LEIA O ARTIGO NO COMUNIQUE-SE. CLIQUE AQUI 

Serra Pelada, uma saga que Manchete cobriu como nenhum outro veículo

Nos anos 70, Serra Pelada foi um tema muito explorado pela revista Manchete. Rendia fotos marcantes de multidões de garimpeiros empoeirados em tons bíblicos. O pioneiro daquelas imagens impressionantes foi o fotógrafo Gil Pinheiro. Suas imagens resultaram em matéria memoráveis. Agora, Serra Pelada chega aos cinemas (veja o poster). Uma saga que Manchete cobriu, quase em tempo real, como nenhum outro veículo.

Antonia Fontenelle na capa da Playboy: ousadia de quarentona


Polêmica: governo despeja verbas na mídia conservadora

Deu no Viomundo. Excelente matéria da repórter Conceição Leme mostra como Dilma Rousseff, tal qual personagem de Nelson Rodrigues, paga para apanhar.
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Londres: manifestantes hostilizam equipe da Globo. Veja o vídeo


VEJA O VÍDEO. CLIQUE AQUI

A Europa e o Peru, sem duplo sentido, se curvam...

Reprodução Revista Chi
Reprodução site Depar.pe
Os sites e tabloides de celebridades, na Europa, têm se abastecido de duas figuras brasileiras com um pé no Velho Continente: o jogador Pato, que acaba de se separar de Barbara, filha de Berlusconi (ela, por sua vez, como mostra a revista, adiantou o processo e apareceu devidamente acompanhada) e a atriz Bruna Marquezine. Com esta, no embalo da transferência do namorado Neymar para o Barcelona, a imprensa espanhola está deslumbrada. Mas Bruna acaba de se tornar assunto também na imprensa peruana. Ela acompanhou Neymar a Lima para o jogo festivo entre Amigos de Messi X Resto do Mundo". Foi só pôr os pés, e as curvas, na capital peruana para virar notícia. Com razão. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Marqueteiro ainda aposta em Dilma no primeiro turno

por Eli Halfoun
Embora muita gente garanta que nem a conquista brasileira da Copa das Confederações tenha melhorado o ânimo da presidente Dilma Roussef diante das pesquisas que revelaram uma grande queda em sua popularidade, o marqueteiro João Santana tenta animar a presidente. Santana, um dos mais experientes marqueteiros políticos do país, acha que a pesquisa não é tão assustadora assim e diz com segurança: “Essa pesquisa tem o valor de uma vaia em estádios: não passa de catarse temporária. Redobro a aposta: Dilma ganha no primeiro turno”. Façam o jogo, senhores. (Eli Halfoun)

PV atento soube aproveitar o momento político

por Eli Halfoun
Criar uma boa peça publicitária é também uma questão de oportunismo (não o oportunismo de levar vantagem como fazem os políticos, mas sim o de estar atento aos fatos). O Partido Verde foi o que melhor aproveitou (e se aproveitou) do histórico momento político criando para a televisão um anúncio atual e que vai de encontro ao que se gritou nas ruas. Reunindo frases de alguns cartazes carregados nas manifestações (aliás, os manifestantes derem um show de criatividade) o PV fez uma peça publicitária irretocável, principalmente quando diz (tomara que não seja só da boca para fora) que é preciso ouvir, entender e fazer. Acredito até que por estar atento e unido ao grito popular o Partido Verde tenha até conseguido conquistar novos simpatizantes, se bem que a maioria dos manifestantes quer mesmo é o fim de todos os partidos que andam mais desgastados do que qualquer outra coisa no país. Ninguém mais se identifica e acredita nos partidos e em conseqüência nos políticos. Os atuais partidos não representam absolutamente nada porque não é possível botar fé em seus integrantes e muito menos em suas propostas que nunca saem do papel. Papel para os partidos políticos só serve para fazer conta. Sempre a de somar e multiplicar. (Eli Halfoun)

Exército mostra em relatório a força da mobilização popular

por Eli Halfoun
O governo está informado pelo serviço de inteligência do Exército que os protestos que acordaram o país continuarão crescendo. O relatório do Exército não identifica a origem e as características das manifestações e diz que é uma ação espontânea, instantânea, sem agenda e sem líderes. O relatório também fala em grande capacidade de convocação: com 30 pessoas agindo como multiplicadores em 30 minutos de mobilização é possível colocar 500 pessoas em local determinado. É o povo ouvindo o povo. (Eli Halfoun)

Combate à corrupção já tinha quase 150 projetos esquecidos no Congresso



por Eli Halfoun
A aprovação de lei que transforma a corrupção em crime hediondo demorou mais do que se esperava simplesmente porque os deputados não estavam atentos: há 19 anos escondem-se no Congresso 145 propostas de combate à corrupção. Levantamento feito recentemente pela Frente Popular Mista revela que tramitam no Congresso 109 projetos de lei para combater a corrupção. No Senado existem mais 36 projetos. De onde se conclui que os congressistas nada fizeram porque não tinham e não tem a menor intenção do combater a corrupção que a maioria pratica. (Eli Halfoun)

Povo cansou de esperar: quer mensaleiros na cadeia. Já

por Eli Halfoun
O DataFolha divulgou pesquisa (publicada no jornal “Folha de São Paulo”) revelando que 74% dos brasileiros querem que as punições determinadas no julgamento do mensalão sejam cumpridas imediatamente. Nesse momento em que o povo tenta transformar o seu país, é normal esperar e exigir o fim da impunidade, que é sem dúvida um dos grandes males de um Brasil em que se empurra (ou empurrava) quase tudo com a barriga. Existem regras jurídicas a serem cumpridas até que as condenações possam ser executadas. Acontece que a população não tem mais paciência para esperar, muito menos quando vê os condenados livres, leves e soltos por aí, alguns até exercendo tranquilamente e debochadamente os seus mandatos. A Justiça nunca foi acreditada e respeitada no Brasil. Voltou a ganhar um pouco der crédito com a atuação do Supremo Tribunal Federal, mas a demora mesmo que legalmente necessária está tirando o crédito reconquistado por uma parte respeitável da Justiça. A população quer respostas imediatas aos gritos dos anseios e uma boa resposta seria sem dúvida a mandar os corruptos para a cadeia. Se demorar muito não duvido que o povo lote novamente as ruas para protestar contra essa específica impunidade, entre muitas outras que existem no país.

Não sei se nesse caso é possível legalmente adiantar o expediente, mas já sei, assim como toda a população, que é possível apressar as coisas. Muitas necessárias decisões que dormiam no fundo de gavetas estão sendo tomadas desde que o povo mostrou e continuará mostrando que deixou de ser besta. Nunca foi embora os governantes acreditassem nisso. (Eli Halfoun)

Cobertura das manfestações: Web dá de goleada nas TVs

Reprodução

por Gonça 
Por temer retaliações (muitos manifestantes demonstraram insatisfação com a mídia e houve até agressões contra repórteres), a TV optou por passar a cobrir as passeatas geralmente com grandes panorâmicas e voz de comentaristas em estúdio. Eventualmente, áudio de repórter bem ao largo do centro dos protestos. Com isso, as redes sociais com fotos, relatos e vídeos em tempo real, ofereceram muito mais informação,cenas e depoimentos. 

Leia no BlueBus uma oportuna análise. Clique AQUI

Maracanã privatizado, futebol despejado

Reproduçao/Globo
por Gonça
Deu no Globo. Acontece o previsto: donos querem cobrar taxas extorsivas. Ou seja: futebol no Maracanã só com ingressos caríssimos. Ainda dá tempo de desfazer a privataria lesiva aos cofres públicos e ao futebol. Vem pra rua, carioca!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Distribuição de renda: os números também se manifestam

por Gonça
O Brasil ainda tem uma das piores distribuições de renda do mundo. Isso explica muita coisa em um país onde a elite não admite abrir mão de privilégios coloniais e acha que o Estado deve ser um ente a seus serviço. Entre 2001 e 2013, o Brasil conseguiu diminuir esse abismo à custa de políticas sociais persistentes. É louvável que uma parcela da população se manifeste nas ruas. Claro, as bandeiras são muitas e às vazes até opostas. Ao lado de um manifestante que pede mais saúde, outro brada pela volta da regime militar. Não pedem emprego, como na Europa, porque o Brasil tem um baixo índice de desemprego já há alguns anos. Mas houve quem levasse cartazes contra cotas universitárias e contra o Bolsa Família.
Bom que os manifestantes conheçam números do desenvolvimento social até para exigir que os políticos acelerem a luta contra a desigualdade. Execrar os políticos é compreensível tão ruim é a imagem deles. Mas bom preservar e exigir aprimoramento da política, que é a arma mais democrática do cidadão. A onda de "terra arrasada" não diz respeito à maioria. O enfraquecimento do Estado, tão a gosto dos neoliberais que desapoiaram mas depois passaram a apoiar as manifestações, só interessa à elite política-financeira. Falta aos manifestantes pedir a punição dos corruptores (geralmente grandes grupos) ao lado da condenação de corruptos. Saibam que há projetos no Congresso, engavetados e empoeirados, que agilizariam esse processo. Uma boa consequência da onda de manifestações é a realizaçaõ de debates em universidades, instituições de classe, colégios etc para dar um formato efetivo à difusa voz das ruas. Hora de filtrar o essencial, conhecer os obstáculos, desconfiar do súbito "apoio" da direita, entender porque a mídia começou condenando os protestos e pedindo ação forte da polícia e acabou se engajando com entusiasmo na chamada "revolução do vinagre". Há muito o que entender, aprender e realizar.
Sem perder o foco de que o quem é bom para a base social quase sempre não é o que quer a cúpula society.  

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