sábado, 10 de dezembro de 2022

Estadão sempre golpista

 

Reprodução Twitter 

Deu bicho na bola

 

Reprodução Twitter 

O tráfico de armas e armas para o tráfico

 

Reprodução Twitter 

Ivana Kroll- A gata da Copa







Fotos Reproduçoes Instagram


por Ed Sá 

A Croácia não apenas mandou o Brasil pra casa, como domina a cena em Doha. 

A modelo e ex-miss Ivana Kroll desafia as normas do Catar e vai ao limite das leis locais. Quando entrou pela primeira vez na área vip de um estádio, ela abalou a moral dos árabes que sacaram seus celulares para registar a criação divina que adentrava o recinto. 

Ele posou em praias, shoppings e piscinas a ponto da patrulha religiosa cogitar de lançar uma sharia para controlar o impacto das curvas de Ivana em um país em que pano pra cobrir mulher é o que não falta. 

Jornalista brasileiro apurou Ivana Kroll tem 30 anos, 1,78m, 89 cm de busto, 64 cm de cintura e 95 cm de quadris. Jornalista brasileiro tuitou que um dos 700 príncipes do Catar foi visto dando carona à modelo no seu McLaren 700S. 

E tem gente que prefere comer carne com fios de ouro. 

O falso jornalista

Neymar superou lesão e lutou até o fim. Foto de Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação

por J.A.Barros 

Trabalhei mais de 50 anos em redações de revistas e jornais, no Rio de Janeiro. Fui  diagramador e chefe de Arte de várias publicações e lidei com um número imenso de jornalistas. 

De todos os jornalistas que conheci e com quem trabalhei tornei-me um admirador da consciência profissional daqueles homens e das suas lutas nas reportagens, críticas e crônicas, sempre ao lado e na defesa da moralidade, da ética, da verdade. Nunca vi nem assisti um jornalista, através de sua matéria, procurar atingir a profissão de quem quer que fosse. O erro sim, se os havia, procuravam denunciar quando atitudes ou atos desonestos atingiam a idoneidade de terceiros. 

Entendo que o jornalista, no regime democrático, deve atuar como guardião da honestidade, da igualdade e na defesa de que todos são iguais diante da lei.  Na minha opinião, o jornalista é um herói da sociedade. Ele deve ser o "paladino", o defensor da lei, da ordem, dos valores, um vigilante em favor da sociedadee e que, através de suas apurações, entrevistas, pesquisas e reportagens assim construídas leva ao grande público leitor a verdade dos fatos. 

E o que é um mau jornalista?

Na televisão, o ex-jogador Casagrande, que se tornou, ou o tornaram, comentarista de futebol, passou a atacar gratuitamente o jogador de futebol Neymar que, sem direito de defesa, assiste seu nome e sua profissão serem enlameados por esse pretensioso jornalista, que nunca foi jornalista, mas se veste como tal 

Agora mesmo, nos jogos da Copa do Mundo, ele critiæcou fortemente os jogadores brasileiros Kaká, Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno por estarem na arquibancadas dos estádios, assistindo aos jogos da seleção, vestinto ternos pretos, gravata e paletó. É natural que um comentarista de futebol critique campeões mundias por achar que não estavam vestidos de bermudas ou shorts? Não é querer chamar para si a atenção do público que o assiste? 

Talvez Casagrande não saiba, mas a FIFA instituiu o programa Lendas do Futebol através do qual convida craques campeões, de vários países, que marcaram época nos gramados da Copa do Mundo. Casagrande não faz parte desse grupo. Ele foi convocado para a seleção uma única vez, por Telê, em 1986, viajou para o México, mas não entrou em campo: ficou no banco, era reserva de Careca e Muller. E o Brasil perdeu aquela Copa. 

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo pela Croácia. Empatou de 1X1 no jogo e perdeu de 4X2 nos pênaltis. O gol do Brasil feito na prorrogação foi de Neymar, aliás um belo gol, driblando o goleiro. Mas, mesmo diante desse único gol feito pelo Neymar, Casagrande foi  buscar razões para culpá-lo pela eliminação da Copa. Por decisão do treinador, que o colocou com o quinto jogador brasileiro a cobrar a penalidade, Neymar nem sequer teve a sua vez: a Croácia fechou a conta antes. 

Críticas são válidas, torná-las pessoais, não. Tite, o técnico da seleção, não conseguiu, na minha opinião, formar um time de futebol. Não vamos procurar culpados pela eliminação do Brasil. Se erros aconteceram, vamos procurar na origem na formação desta Seleção. E vamos encontrar muito erros e tentar não repeti-los na próxima seleção a ser formada.O treinador Tite já se colocava como demissionário da função, a seu pedido, ganhando ou não a Copa do Mundo. Outro ciclo vai começar.

Mais uma vez perdemos uma Copa do Mundo por erros e interpretações equivocadas do  comando da seleção brasileira.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

A praga do gato fez a CBF fracassar no Catar?

 

Reprodução Twitter

por Clara S. Britto

O sujeito acima seria assessor de imprensa da CBF. A foto mostra o momento em que ele pega um gato que estava na mesa das entrevistas coletivas, no Catar, e joga o animal no chão. 

O gesto repercutiu nas redes sociais. 

O tal assessor não foi exatamente elogiado. Pegou mal. 

Países árabes costumam ser amigáveis com felinos. O próprio Catar tem uma população de gatos na proporção de um para cada habitante. A Turquia tem um apreço milenar por gatos. O motivo é simples: tais animais foram importantes para dizimar ratos durante a peste negra. O tal assessor certamente ignora isso. Nas ruas de Istambul circulam centenas de cachorros - todos com chips para controle - e milhares de gatos de rua, mas não abandonados, que são alimentados pela população.

O assessor também ignora que os gatos foram domenticados ali perto, na Mesopotâmia, há 10 mil anos, Duvido que ele saiba que, um dia, um gato adormeceu na manga da túnica do Profeta e este, precisando sair para rezar, cortou o tecido da veste ao redor do gato para não o incomodar. O assessor não poderia maltratar gatos em lugar algum - no Brasil, por exemplo, é crime - mas resolveu arremessar o bicho no chão em uma região onde os gatos são reverenciados pelo Islã. 

Hoje, quando a Croácia despachou a seleção brasileira - e talvez o emprego do "hater" dos gatos -, o felino que ele jogou no chão deve ter se sentido vingado. OU talvez, segundo  que as redes sociais, tenha lançado todo oa azar possível sobre certos cobrtadores de pênaltis.

Acredito que os patrocinadores da CBF, cujos logotipos ilustram a cena acima - Itaú, Vivo, Nike, Rappi, Freefire etc - não tenham ficados felizes em ter suas marcas visíveis ao fundo e associadas à brutalidade contra animais.

A foto é um dos símbolos que ficam do fracasso da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo.

Tite não combinou com os croatas

 


Brasil é quase hexa: foi eliminado em cinco quartas de final da Copa

Reprodução Twitter 

 

Bolsonaristas criticam juiz e pedem prova impressa dos gols da Croacia

 

Reprodução Twitter 

Leia na RFI - Coletivo sueco lança álbum com trabalhadores mortos nas construções para a Copa do Catar

Foto Divulgação 

Quando a bola rola nos estádios do Catar, quando os turistas entram no metrô e quando se deslumbram com a arquitetura brega não lembram que pisam em sangue de imigrantes que ali pereceram em regime de trabalho escravo. Um organização sueca se esforça para não deixar a euforia dos torcedores e dos meios de comunicação silenciarem a tragédia e lança um álbum de figurinhas com os trabalhadores mortos. 

VEJA NO LINK 

 https://www.rfi.fr/br/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Mídia não convocou fotógrafos brasileiros para a Copa




Não está fácil para ninguém. Pela primeira vez, os principais jornais brasileiros deixam de enviar fotógrafos próprios para a cobertura da fase de grupos e das oitavas de final da Copa do Mundo. Até aqui, O Globo, Estadão e jornais regionais têm adquirido material de agências internacionais. A Folha publicou há poucos dias foto assinada por profissional brasileiro, mas extra lance de jogo.  Os jornais optaram por enviar repórteres de texto.

É possível que, caso o Brasil avance para a semifinal, fotógrafos já credenciados embarquem para o Catar para a possível euforia final.

Reduzir equipes para cobertura de Copa do Mundo  é uma tendência que começou em 2006. Acentuou-se em 2018 e agora praticamente chega a zerar o número de fotógrafos brasileiros em campo nos estádios de Doha. Vários fatores são apontados, desde o fim de muitos veículos impressos a partir de 2000 à proliferação de imagens reproduzidas das redes  sociais e as finanças dis grupos. 

Fica a lacuna de fotos de lances dos jogos segundo o olhar dos fotojornalistas brasileiros. Por enquanto, os jornais optaram por comprar da AFP e da Getty Images, principalmente. Nenhum veículo brasileiro fez aquela que é até agora a foto do Catar que mais repercutiu no mundo: o voleio de Richarlison.

Atualização em 11-12-2022. Para não dizer que ficou zerado no uso de fotos de fotógrafos brasileiros, O Globo pública hoje uma foto de lance de jogo de André Durão/Mowa Press.

Da Folha de São Paulo: a área vip da República Privê

 

Reprodução Folha (8-12-2022)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Manchete - O dia em que Lula foi ao Gallery e irritou o society paulistano



Jeff Thomas e Lula no Gallery, em 1979. Foto de Ruy de Campos/Manchete

Em um antigo programa Roda Viva, nos anos 1970, Lula cita a Manchete a propósito de uma matéria no The Gallery, então ponto chique de São Paulo, em dezembro de 1979. 

Essa reportagem existiu e foi sugerida à Fatos & Fotos pelo jornalista Jeff Thomas. Ele pretendia convidar Lula para jantar no The Gallery e usar na matéria um título recorrente; "A Classe Operáia vai ao Paraíso", do filme dirigido por Eli Petri com Gian Matia Volontè, de 1971.

Pra variar, Lula foi criticado na época - embora não tivesse cargo público - por quem achava que um líder operário não poderia jamais botar os pés em uma casa da grãfinagem paulista.  

A Fatos & Fotos era uma revista que teve fases excelentes, outras nem tanto, e era alvo de crises sanzonais. Semanal, como a Manchete, não podia fazer tanto sucesso a ponto de ameaçar a principal revista da casa. Não apenas muitas vezes anúncios originalmente destinados à FF eram desviados para a Manchete, como matérias inteiras estavam eventualmente sujeitas a seguir o mesmo caminho. 

A reportagem com Lula no The Gallery foi um desses casos. Quando as fotos chegaram de São Paulo, permaneceram muito pouco tempo na mesa do editor da revista.  Logo um emissário do oitavo andar veio recolher o material que a direção da casa havia decidido publicar na Manchete. Soube-se depois que desde que Jeff Thomas sugeriu "Lula no paraíso" a ideia foi considerada tão instigante pela direção da editora que a FF foi descartada antes mesmo da pauta se concretizar. No vídeo, Lula se refere a revista Manchete, tal como lhe foi proposto. A Fatos & Fotos foi a última a saber. Coisas da velha Bloch. 


Lula no Roda Viva. Reprodução vídeo 


VEJA O VÍDEO COM LULA SE REFERINDO À MATÉRIA DA MANCHETE E RESPONDENDO A QUEM O CRITICOU POR IR JANTAR EM UM RESTAURANTE DE LUXO. CLIQUE AQUI 


Frase do dia - Ainda sobre o bife de ouro

 

“No meu tempo a gente tomava gemada, temo que esse bife de ouro dê diarreia – e não na Coreia!”

Neném Prancha retorcendo-se indignado no túmulo. 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Lágrimas...

Bolsonaro se emociona com fardas embora tenha passado pouco tempo no Exército até ser defenestrado. Formalmente não chegou a capitão. Era tenente e ao ser obrigado a ir para a reserva ganhou um posto. Hoje o vadio chorou ao se despedir de generais.  Na verdade está dando adeus às mamatas em geral. Mas um rio maior de lágrimas está por vir quando o elemento tiver que entregar o cartão corporativo da Presidência.

domingo, 4 de dezembro de 2022

A foto que emocionou Alberto Korda

Reprodução Twitter

 

Cérebros drenados...

O treinador da seleção brasileira, o verborrágico Tite, encontrou um motivo para o tropeço da seleção. Segundo ele, a Copa do Mundo drena os cérebros.  Deve ter sido por isso que alguns jogadores aceitaram o convite de Ronaldo Fenômeno, que está no Catar a passeio, para degustar bifes com fios de ouro. Talvez Ronaldo promiva um almoço amanhã, antes do jogo contra a Coréia do Sul. No menu nouveau riche, "arroz com rubis", "pão árabe com pasta de notas de 500 dólares diluídas em vinho La Romanée Grand Cru", e "Hambúrguer com Ônix", servido em calota de Ferrari. 

O executivo idiota...

 

Reprodução Coluna Lauro Jardim/O Globo


* Comentário de Ed Sá, do blog: Na sequência, o executivo do mercado deve ter voltado ao bloqueio bolsonarista a tempo de cantar o hino nacional para o pneu. 

sábado, 3 de dezembro de 2022

Estados Unidos, México, Canadá: países que vão sediar próxima Copa já ganharam bilhete de volta pra casa


México tem mais tradição. Para Estados Unidos e Canadá o futebol ainda tem um traço exótico. O esporte nacional do Canadá é o hockei. Os Estados Unidos se dividem entre  beisebol e o falso futebol, aquele jogado com as mãos. Os três países já estão classificados para 2026. De qualquer forma, o soccer tem público nos Estados Unidos, especialmente na população de origem nas Américas do Sul e Central. Tecnicamente, os três terão que evoluir muito para ir além do vexame na próxima Copa.

Hacker abre pendrive e revela o conteúdo

por O. V. Pochê 

O hacker paquistanês precisou usar um computador vintage para ler o exótico e ultrapassado dispositivo. Existem arquivos toscos sobre "política externa", alguns discursos de nível colegial, mas a maior parte do que está na memória do pendrive são arquivos constrangedores e pessoais. Veja um resumo: 
- Nudes do Steve Banon.
- Instruções para usar um equipamento denominado Enlarge Pênis.
- Uma foto de Donald Trump exibindo tatuagem no ânus.
- Balancete da rachadinha atualizado. 
- Lista de imóveis a comprar.
- Despedida de solteiro em clube de tiro. Algumas imagens estão com tarja.
- Uma foto de Valdemar Costa Neto no Alvorada.
- Olavo de Carvalho de lingerie. Não fica muito claro o contexto do vídeo.
- Treinamento para luta armada.
- Grupo veste minisunga camuflada e recebe aula de luta romana. 
-Vídeo ensina a militares da reserva de prontidão em bloqueios a controlar as hemorróidas em combate.
- Financista da Nova Direita Internacional oferece seus serviços e métodos para lavagem de dinheiro.
- Recibo de montante do orçamento secreto.
- Um decreto urgente impõe sigilo de 250 anos ao polêmico pendrive. 

Pensata de J.A.Barroso - Galinhada de bactérias bíblicas e a visão do "seu' Miguel Anjo

Capela Sistina, Vaticano: a invenção do sexo, segundo Miguel Anjo, também conhecido
com Michelangelo.. 

por J.A.Barros

E a galinha surgiu de bactérias, enzimas e moléculas? Essa geléia geral criou de pulgas a elefantes pesando cinco toneladas quando adultos. Bem, quanto ao homem não temos dúvidas: Deus modelou no barro, à sua imagem, a figura do homem e deu vida com seu sopro mágico a esse hoje todo poderoso ser. Quanto às mulheres, há dúvidas atrozes sobre a sua criação. Alguns autores acreditam que Deus teria comemorando a criação do homem. Foi ao Bar do Paraíso e bebeu muito do vinho dos "deuses". Depois de um porre tremendo, tonto pela primeira ressaca do paraíso, lhe veio a visão da mulher. Entusiasmado, esboçou a primeira fêmas do Jardim do Éden. Quando aquela imagem formosa e curvilínea ganhou vida, Deus presentou o homem comn a sua maior obra prima, até então. Ao homem, humilde e simples, vivendo Deus recomendou que se protegesse dela e também das serpentes que rastejavam pelo jardim, principalmente daquela que se enroscava nos galhos da macieira, porque era pérfida e maldosa. O homem não se protegeu da mulher e por ela foi encantado e da serpente da árvore com muita fome seu fruto comeu. Ah!, pra que!!! Deus veio tomar conhecimento da desobediência das suas criações e em fúria incontida desceu ao Jardim do Éden e aos dois mostrou a porta de saída do paraíso, condenando-os pelo resto da vida a comer o pão que o diabo amassou. E assim se contou a história de quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha.

A Copa de 2022 e a 2ª Guerra: coincidências históricas... e histéricas • Por Roberto Muggiati


A seleção da Alemanha Ocidental comemora a conquista da Copa de 1954, na Suíça. Perderam a guerra, mas ganharam na bola, vencendo a Hungria comunista na final. Japão e Alemanha, aliás, foram impedidos de participar da Copa de 1950. Já a Itália, também integrande do Eixo, foi poupada do veto e jogou a Copa no Brasil.  

No Qatar, puro acaso: os protagonistas do Eixo caíram no mesmo grupo e o Japão não deu mole, eliminando a Alemanha e deixando a Espanha em segundo (na época o regime de Franco jogava contra os Aliados). Já os Aliados, Inglaterra e Estados Unidos, no mesmo grupo (que incluía também País de Gales), se classificaram. Vale lembrar que Reino Unido e União Soviética invadiram o Irã para se servir do seu petróleo durante o conflito. A Rússia ficou fora, por causa da invasão da Ucrânia, mas dois cacos da antiga Iugoslávia, estão aí: a Croácia e a Sérvia. A Itália – terceiro integrante do Eixo – ficou fora desta Copa. A França, é bom lembrar, escolheu a maciota da República de Vichy, aderindo oficialmente ao Eixo. Apenas um punhado de verdadeiros patriotas, liderado por De Gaulle, lutou na resistência ao lado dos Aliados. Suas antigas colônias – Senegal e Tunísia se tornaram independentes respectivamente em 1960 e 1956; o Marrocos ganhou a independência da França e da Espanha em 1956. (Nas oitavas, a Espanha pega a sua ex-colônia marroquina.) Já Gana se tornou independente do Reino Unido em 1957. Camarões, que ganhou o nome dos primeiros descobridores portugueses, foi protetorado alemão de 1884 a 1916, sob o nome de Kamerun, e se tornou independente de França e Reino Unido em 1960 e 1961 respectivamente. O Brasil de Titebitate fez pouco do adversário e engoliu um Camarões indigesto.

Todo cuidado é pouco com a perigosa Coreia. Com seu elenco fabuloso, o Brasil é capaz de formar três times que dominam qualquer partida, mas não conseguem encontrar o caminho do gol. Realmente, acho que nunca vamos chegar a pronunciar corretamente a palavra “hexacampeonato”...

A Polônia – cuja invasão pela Alemanha deflagrou a 2ª Guerra em 1939 –se livrou por pouco em segundo e encara a perigosa França. A Coreia do Sul – cuja invasão pela Coreia do Norte provocou a Guerra da Coreia (1950-53) – participou a partir de 1954, na Suíça, de surpreendentes onze Copas, a metade dos eventos. Em 2002, sediou a Copa do Mundo com o Japão. Em 2018, eliminou a Alemanha, que tinha conquistado o tetra na Copa anterior, no Brasil. Na do Qatar, ao derrotar Portugal, eliminou o Uruguai, detentor de duas Copas, e candidatou-se a enfrentar o Brasil nas oitavas de final. Já a isolacionista Coreia do Norte, foi a grande zebra da Copa da Inglaterra, em 1966, eliminando a Itália. Em 2010, no grupo do Brasil, não passou a primeira fase.

A Suíça, muito na dela, despachou a Sérvia e encara Portugal. Minimalista, o país do sigilo bancário, focado no futebol de resultados, de repente pode até seguir em frente.

Querem mais guerra? Uma reedição da Guerra das Malvinas/Falklands, que acabou no dia seguinte ao início da Copa de 1982 na Espanha, só aconteceria se Argentina e Inglaterra chegassem à final da Copa do Qatar.

E o Qatar em tudo isso? Paraíso das pérolas, inicialmente colonizado pelos portugueses no século 16, bandeou-se para o Império Otomano, caiu sob o domínio britânico e se tornou independente do Reino Unido em 1971. Com território de um Sergipe, podre de rico, é um estado autocrático religioso que reprime a mulher e nega a seus súditos todos os prazeres baratos a que tem acesso até o mais pobre favelado brasileiro.

Escrevo com conhecimento de causa. Nascido em 1937, tenho um nome banal apenas na aparência. Roberto era o nome que Il Duce recomendava para os filhos de seus simpatizantes – e não eram poucos no Brasil da época. A razão: as três sílabas correspondiam à primeira sílaba das capitais do Eixo: ROma, BERlim, TÓquio. Quase ninguém sabia isso, não é?

[CONTINUA]

Os desgraçados

 


Para beneficiar Japão, FIFA inventou o "VAR humano"

 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Fascismo de botas

 


O jornalista Fábio Victor lança hoje em São Paulo o livro "Poder Camuflado - Os militares e a política, do fim da ditadura à aliança com Bolsonaro.

Leia a seguir o texto de divulgação da obra.

"Com grande fôlego narrativo e acesso a amplo repertório de fontes inéditas, Fabio Victor reconstitui a atuação política dos militares desde a reabertura democrática até o Brasil de Bolsonaro.

As eleições de 2018 assistiram a uma crescente onda fardada: quase mil candidatos de diferentes patentes se lançaram ao pleito eleitoral, e 73 deles se elegeram aos parlamentos nacionais e estaduais. Desde então, graças à aliança entre o chefe do Executivo e representantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, a politização da caserna e a militarização da Esplanada deram-se em escala impressionante. Em precedente perigoso, oficiais exerceram cargos públicos enquanto ainda estavam na ativa, confundindo sua carreira de Estado com as funções no governo.
Longe de ser um fator recente, no entanto, a permanência dos fardados na arena política é algo que caracterizou nosso processo de redemocratização, e ajuda a explicar o atual estado de coisas. Com o processo de reabertura democrática, pautado por acordo vantajoso para as Forças Armadas, poucas medidas foram tomadas que limassem sua influência, e seus interesses foram em grande parte preservados.
Passando pelos governos de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer até a ascensão de Bolsonaro, este livro urgente mostra como a questão militar ainda representa um dos maiores desafios para o equilíbrio das instituições em nossa sociedade." (Amazon)