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| Estados Unidos: a terra prometida dos fugitivos brasileiros. Imagem criada por IA (ChatGpt) segundo instruções do blog Panis cum ovum. |
por José Esmeraldo Gonçalves
Houve época de um curioso lugar comum no cinema. Foragidos da justiça invariavelmente se refugiavam no Brasil. Bandidos da vida real, como o assaltante do trem pagador inglês Ronaldo Bigs e o mafioso Tommaso Buscetta deram uma força à criatividade do roteiristas. Na ausência de um desfecho mais original, criou-se o chavão: os protagonistas de roubos milionários no exterior vinham sempre para os trópicos, tal qual aqueles dois, para usufruir do produto do assalto
No imaginário de Hollywood e dos estúdios europeus, o destino dos ladrões bem-sucedidos era quase sempre o Rio de Janeiro. Hoje, não mais Agora, os meliantes se mandam para os Estados Unidos Na verdade, com Trump, ganham até proteção. Há anos o Brasil pede a extradição de um marginal que montou um "refinaria" cenográfica com o objetivo de lavar dinheiro e sonegar impostos. Permanece livre na Flórida. A investigação do suposto destino final de verbas de algumas emendas parlamentares e dos muitos milhões de dólares que Daniel Vorcaro entregou ao pedinte Flávio Bolsonaro é dificultada pelas burocracia estadunidense. É difícil apurar se a grana foi parar no bolso de brasileiros homiziados nos EUA . A PF pediu documentos à produção americana do filme Black Horse e recebeu uma negativa. Tais registros financeiros só serão entregues se a justiça estadunidense ordenar. O que é improvável.
Por enquanto, então, os nossos bandidos estão sob proteção, tranquilos, confiantes e com a máquina de lavar dinheiro devidamente lubrificada. Se Trump ganhar lá e Flávio Bolsonaro vencer aqui é capaz de Black Horse ganhar até o Oscar.

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