| Segundo a revista Piauí, Daniel Vorcaro recebia os ilustres convidados |
por José Esmeraldo Gonçalves
Onde você estava na noite de 31 de outubro de 2023? Era uma terça-feira, o segundo dia da semana de trabalho para os brasileiros honestos. Provavelmente você chegava em casa, no começo da noite, cansado, abraçava filhos e esposa. Um ou outro encontrava amigos para um chope no boteco. Chope, diga-se, pago com dinheiro privado, o seu. Pois naquele momento, em São Paulo, um grupo de 20 canalhas da política estava em uma festança - esta financiada por dinheiro público sacado dos cofres da Previdência - na qual 120 garotas, muitas delas "novinhas" importadas como commodities, cumpriam a penosa missão profissional de servir à pançuda elite brasileira. As jovens provavelmente eram as únicas pessoas decentes no escurinho da boate Madame Underground Club, em São Paulo. Daniel Vorcaro, o ex-magnata do Banco Master, promovia um reunião de suruborno, um tipo de festa que misturava suruba com suborno. Na verdade, mais suborno do que suruba. Muitos daqueles elementos convidados já haviam perdido cabelos e testosterona. O dinheiro e a boca-livre fornecidos por Vorcaro provavelmente eram mais fonte de excitação do que as belas meninas. Ainda mais tratando-se da escala 120/20. Na boate, que também atende pelo nome de Madame Satã, a libido era movida a dólar, não por curvas femininas. Sou capaz de apostar que o banqueiro era a "alma" da festa, não as garotas. Foi o cachê mais fácil já visto pela "suíças". "Obrigado, excelências", elas teriam dito se falassem português.
Segundo a Piauí (a propósito, não deixem de ler a matéria da revista sobre a noite Vorcaro'in Sampa), o banqueiro estava fantasiado de Drácula. O Brasil gostaria de ver essa foto: as mais ilustres figuras da República rodeando o príncipe Vlad, o empalador. Faz sentido.
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