domingo, 1 de setembro de 2013

Um importante alerta contra o preconceito na açucarada “Flor do Caribe”

Sergio Mamberti,  o Dionísio de Flor do Caribe. Foto: TV Globo/Divulgação
por Eli Halfoun
A principal função das novelas é divertir e conquistar audiência e assim faturamento comercial (audiência e faturamento andam de mãos dadas). Isso não impede que todos os folhetins tenham quase sempre a preocupação de colocar na trama discussões que chamem a atenção do público para alguns problemas e movimentos. Nem sempre o que se propõe é a discussão em torno de fatos atuais. Muitas vezes é preciso relembrar o passado para que não se permita fazê-lo presente e muito menos futuro. Embora “Flor do Caribe” seja uma novela “açucarada”, como se costuma dizer nos bastidores, nem por isso perde a oportunidade de levantar uma antiga questão que deixou muitas, graves e cruéis marcas e que por isso mesmo deve ser sempre lembrada como uma espécie de aviso e alerta para o amanhã. A novela de Walter Negrão revive na memória do telespectador uma das mais vergonhosas faces da história humana: a do nazismo, discutido na novela através do personagem Dionísio (Sergio Mamberti) que foi um carrasco nazista e continua tentando se impor pela força de uma conduta que traçou seu caráter e personalidade. Aparentemente o nazismo, como o imposto por Hitler e sua gangue, não mais é exercido daquela forma, mas está presente de outras maneiras violentas e preconceituosas que pregam a desigualdade e a violência contra alguns setores da sociedade. Ao discutir o nazismo a novela mostra que qualquer forma de preconceito é apavorante e desnecessária. “Flor do Caribe” mostra ao seu açucarado público o quanto é necessário estar alerta para não permitir que esse tipo de violência ainda tenha vez em um mundo que usa armas químicas para cometer crimes hediondos. Portanto, é importante estar alerta e reagir até inconscientemente contra qualquer e mínima atitude preconceituosa que no fundo é sempre uma forma de nazismo. O mundo precisa - e precisa cada vez mais - caminhar junto. Sempre em nome da paz e, portanto, do amor. (Eli Halfoun)


Manifestações contra as manifestações mostram que o povo está de saco cheio

por Eli Halfoun
Os jornais noticiam que está começando uma inevitável reação popular contra o exagero das manifestações, ou melhor, os exageros cometidos em algumas manifestações. O esperado resultado é o surgimento de novas manifestações. Manifestantes que protestam contra o bando de vândalos que têm utilizado o grito popular para protagonizar atos de uma violência que nada têm a ver com o que realmente se pretende ao ir para as ruas pedir melhorias e protestar contra a incompetência que continua fazendo do povo a grande vítima de um país que não parece ter vergonha na cara quando se trata de respeitar e beneficiar quem mais precisa e merece: o povo. Nem mesmo quem se manifesta agora contra as manifestações é contra elas: o que se quer é o fim do vandalismo e já que quem deveria não consegue impedir a ação dos bandidos infiltrados resta ao que estão sendo diretamente atingidos pelos atos de vandalismo também protestar indo às ruas para gritar sua revolta. Passou da hora das autoridades policiais encontrarem um meio de impedir que as justas manifestações populares continuem transformando-se em violência. Os vândalos estão até uniformizados usando máscaras que lhes cobrem o rosto (são medrosos e covardes) e sabem que estão cometendo crimes brutais contra o povo e o patrimônio das cidades e de empresários que de uma forma ou de outra trabalharam para erguer as empresas que saio feitas para atender a população, mesmo que muitas vezes seus serviços e ofertas não sejam lá muito recomendáveis.

O povo cansou das manifestações agressivas e, portanto, é hora de diminuir o número de manifestações (tudo o que é demais enjoa) e traçar um plano estratégico que só leve os verdadeiros manifestantes para as ruas quando puderem unir-se em um único grito. Inclusive contra o excesso de e das manifestações. (Eli Halfoun)

Saiba porque o deputado-presidiário não foi cassado...... Aleluia!

        LEIA. CLIQUE AQUI

População cresceu. O desrespeito dos políticos cresceu ainda mais

por Eli Halfoun
A nova estatística do IBGE mostra que a população brasileira já é de 201 milhões de pessoas. Estamos crescendo, pelo menos em número de pessoas. Uma população tão grande não devia ser respeitada apenas em quantidade, mas também e principalmente em qualidade de vida, de serviços e fundamentalmente de respeito. Não é o que acontece: continuamos sendo desrespeitados e tratados como palhaços em várias situações como a que agora não permitiu a cassação do um deputado Natan Donadon, um presidiário que saiu do Congresso depois da “vitória” de continuar deputado algemado como o bandido que é. Talvez nem seus colegas de prisão mereçam tanto as algemas como ele fez - e fez muito - por merecer.

Nesse vergonhoso episódio, que foi mais um grande deboche com a esmagadora maioria da população, ficou uma vantagem: a provável decisão do Congresso (lá tudo é provável) de finalmente acabar como voto secreto que é utilizado prelos covardes que não têm coragem de mostrar o que pensam e o que são. O voto secreto é mais uma vergonha do Congresso - uma vergonha que como todas as outras ali cometidas deve acabar. É fundamental que a população conheça o os nomes dos que utilizaram agora o voto secreto e os que também por covardia, não compareceram a sessão da votação para que o povo não lhes dê mais um único voto. Quem usa o voto secreto como arma não merece o voto e o respeito de ninguém. É claro que por ser secreto não pode revelar o nome dos que o utilizaram covardemente. Nesse caso o Congresso deveria divulgar os nomes daqueles que votaram aberta e legitimamente. Os covardes devem mesmo permanecer no anonimato. De preferência para sempre. (Eli Halfoun) 

sábado, 31 de agosto de 2013

Convento de Santo Antonio: um patrimônio histórico em perigo

Essa nota publicada no Globo de hoje traz uma informação surpreendente. Não faz muito tempo, algumas empresas badalaram na mídia que estavam "recuperando" o Convento de Santo Antonio, no Centro do Rio. Pelo vista, era marketing, queriam aparecer. Pelo jeito, passada a notícia deixaram o projeto inacabado. O Convento que se vire. O problema de contar apenas com iniciativa privada nesses projetos delicados é esse: elas se mandam quando não interessa mais. Sem falar que, normalmente, nem o dinheiro é delas, costuma vir de renúncia fiscal. Ou seja, é dinheiro do contribuinte. Parece marketing de emboscada.

O risco que o Brasil corre

Partidos políticos, todos, incentivam a aproximação da política com a religião. Qualquer religião. É uma ligação perigosa que pode levar o Brasil a ser um república fundamentalista, algo como o sangrento talibã demonstra. A perseguição e a intolerância já fazem parte da realidade de muitos bairros e comunidades. A nota acima foi publicada no Globo de hoje. Vai além: mostra o braço criminoso de certas facções religiosas. 

A privataria eficiente do Maracanã...

O racismo da jornalista Micheline Borges

o racismo da jornalista Michlelini
Na verdade, dispensa legendas. A jornalista Micheline Borges cometeu um crime, claramente. Devia estar na cadeia.
* No Facebook, onde postou a nota racista, a jornalista recebeu dezenas de respostas críticas. Uma delas, do internauta Antonio Sousa, mostrou o que seria seu verdadeiro "perfil". Leia:

"Essa jornalista trabalha na TV Tropical, retransmissora do SBT no RN, de propriedade do senador “rabo de palha” José Agripino, aquele que foi imposto a Natal pela ditadura, na qualidade de prefeito biônico. Diariamente, na TV, ela detona o governo federal e derrete-se em salamaleques quando fala do babão da ditadura ou do filhote dele, deputado Felipe Maia

.

É 

interessante ler esses comentários dessa “moça”. O RN, governado desde 1898 (isso mesmo, 1898) pelas famílias Rosado, Maia, Alves e penduricalhos, tem uma população extremamente doente, obesa e desassistida. Não há médicos na maioria das cidades do interior e nem na periferia de Natal.No posto de saude municipal próximo à minha casa, em Ponta Negra, há apenas um médico que chega ao absurdo de atender 40 pessoas em apenas uma tarde.
É isso!
A bela, elegante e asséptica jornalista(?) da casa grande não se sente bem distante dos seus iguais."

* O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte
divulgou nota de repúdio à "profissional". O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte defende irrestritamente o jornalismo responsável e o exercício livre da profissão. Priorizamos nossa atuação na vigilância constante a toda e qualquer tentativa de cercear o direito de imprensa e de opinião. Todavia, não podemos admitir nenhum tipo de preconceito, muito menos partindo de colegas.

O Sindjorn lamenta a postura equivocada, a falta de zelo e respeito da jornalista Micheline Borges no caso envolvendo as médicas cubanas. Também prestamos nossa solidariedade a estas profissionais, bem como às empregadas domésticas. Todo trabalhador merece respeito, independente da classe.
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais. 

Outro lado -2

Na recepção aos cubanos, em Fortaleza, médicos se comportaram como uma milícia da direita raivosa.  Na rede social, foram condenados pela maioria. Você confia sua saúde a um médico daqueles que participou desse piquete? Mais do que atingir os profissionais do Mais Médicos, que vêm cobrir vagas de brasileiros que preferem a praia, a milícia médica revelou caráter doentio, falta de solidariedade e a violência dos que participaram da agressão.

Outro lado

A explosão de racismo dos médicos que se recusam a ir para o interior e querem bloquear programa social do governo. O Mais Médicos, aliás, segundo pesquisas, é aprovado pela imensa maioria da população que sabe das suas necessidades

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Carta do Flamengo contra a privataria do Maracanã. Filas, desrespeito ao torcedor, péssimo serviço de venda de ingressos. Nem o controle da arrecadação é confiável...

Leia a nota oficial do Flamengo:

 Flamengo, depois da espetacular participação da nação rubro-negra no jogo desta quarta-feira, contra o Cruzeiro, espera que a Odebrecht tenha se convencido da importância em ter a maior e melhor torcida do mundo no Maracanã. A torcida do Flamengo valoriza o Maracanã. Ela é a alma do estádio e faz dele o mais lindo e vibrante do Brasil. Sem o Flamengo, o novo Maracanã se torna apenas uma arena importante, como outras que já existem. Por esta razão, não se pode admitir que o modelo de administração do Maracanã seja tão prejudicial ao Flamengo. Abaixo, os fatos que aprendemos, fruto de nossa experiência recente:

- No jogo do dia 28/08 contra o Cruzeiro, a renda líquida do clube foi de R$734.000 para uma renda bruta de R$2.200.000. Com esta mesma renda bruta, o Corinthians no Pacaembu teria uma receita líquida de R$1.650.000.

- Esta mesma comparação feita para qualquer outra arena/estádio no Brasil comprovará que no Maracanã o Flamengo trará para seus cofres menos da metade do que seus adversários de outros estados estarão arrecadando.

- Os custos operacionais do Maracanã são de, no mínimo, o dobro de qualquer outro estádio do Brasil, podendo chegar a até 10 vezes o custo de outros estádios capazes de receber também grandes públicos.

- O Maracanã oferece um péssimo serviço tanto na venda de ingressos quanto na operação de acesso, onde as catracas não estão dimensionadas para o alto fluxo de ingresso de torcedores próximo a hora de início da partida.

- Consequência: longas filas, impossibilidade do controle eletrônico do acesso, riscos de evasão de renda, superlotação e descontrole da arrecadação, falta de contagem dos giros de catraca, impossibilidade de saber a relação entre os ingressos vendidos e o número de pessoas que entraram no estádio.

O Flamengo deseja construir uma relação justa e parceira com quem quer que esteja administrando o Maracanã. Uma relação que permita, além de bons resultados financeiros para ambas as partes, a enorme alegria dos 40 milhões de apaixonados torcedores rubro-negros.

É para isto que estamos trabalhando.

Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo

Campanha publicitária do jornal digital Ha'áretz, de Israel, provoca polêmica e irrita religiosos. Confira

O Ha'aretz" lançou um site. Até aí, nada demais. Só que na hora de promover a nova mídia, o jornal exagerou na ousadia e bolou uma campanha publicitária que vem fazendo barulho e provocando reações dos setores religiosos de Israel. O filminho mostra um casal trasando.O rapaz, meio desinteressado, diz que ler jornal impresso é tão chato quanto fazer sexo com a namorada de longa data . "É sempre mais do mesmo". E finaliza: "A vida não é tão interessante quanto o site do Ha'áretz". Há controvérsias.
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Mais um filho para César em “Amor à Vida”. É a eterna busca da felicidade. Como na vida real

por Eli Halfoun

Entre os muitos elogios feitos para a novela "Avenida Brasil", um dos mais constantes era o de que o autor João Emanuel Carneiro criava uma novela ágil (resolvia uma questão e partia para outra, o que lhe permitia fazer várias novelinhas dentro do mesmo novelão). Os mesmos elogios cabem perfeitamente para Walcyr Carrasco na criação e desenvolvimento de "Amor à Vida". Se em "Avenida" a presença mais marcante era a da vilã Carminha (Adriana Esteves) também é de um vilão o destaque de "Amor" com a intensa presença do personagem Félix (trabalho perfeito de Mateus Solano, que tem em Babara Paz, a Edith, uma bela parceira também com um ótimo desempenho). Como a Carminha de "Avenida" Félix é o destaque maior de "Amor", mesmo que amor não seja exatamente o que ele sente pelas pessoas com exceção da mamãe Pilar (Suzana Vieira). A novela de Walcyr Carrasco pode não ser tão intensa quanto era "Avenida Brasil", mas também tem uma agilidade que surpreende o público a cada capítulo e permite desenvolver várias novelinhas ao mesmo tempo. Assim o autor Walcyr Carrasco se concede a liberdade de criar os movimentos dramáticos e folhetinescos que bem entender mesmo que mesmo que possam parecer exagerados porque a novela é veloz e exagerada no seu todo. Como acontece em novelas "Amor à Vida" também permite mudanças inesperadas e uma imensa possibilidade para especulações. O que se diz agora é que ao contrário do previsto inicialmente César, o personagem de Antonio Fagundes, não morrerá antes do final da trama e pelo contrário será mais uma nova novelinha a partir do momento em que Aline (Vanessa Giácomo), sua secretária-amante revelará que está grávida, o que fará com que ele finamente faça o que deveria ter feito bem antes: separar-se de Pilar, ou seja, abrir mão de um casamento fracassado e infeliz, para buscar a felicidade que é o verdadeiro amor á vida. (Eli Halfoun)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Futebol brasileiro não tem grana para segurar seus craques

por Eli Halfoun
A venda de Vitinho do Botafogo do Rio para o CSK da Rússia mostra uma vez mais que nossos clubes estão longe de conseguir manter financeiramente no país os nossos craques. Vitinho é só mais um da leva de jovens craques que o futebol internacional tem tirado (e não é de hoje) do Brasil. Nenhum clube brasileiro (quase todos muito endividados) tem a menor possibilidade de recusar propostas milionárias que não pagam todas as dívidas (as fiscais os clubes nunca querem pagar), mas ajudam um bocado no caixa (caixa 1 e caixa 2). É impossível também um jovem jogador, geralmente vindo de classe mais economicamente sacrificada não se empolgar com a chance de ficar milionário e independente, inclusive para ajudar a família. Mesmo que o Botafogo não quisesse vender, Vitinho estava louco para ser vendido e enfim respirar financeiramente. No Brasil ele teria sim muitas oportunidades (certamente logo estaria no time do Felipão), mas por melhor que fossem as perspectivas nenhuma deslumbrava mais do que a de ficar milionário rapidamente. É impossível saber qual será o destino de Vitinho quando estiver no futebol russo, mas qualquer que seja ele terá tempo e dinheiro para decidir o que de melhor fazer. Agira o melhor realmente era embolsar os milhões aos quais tem direito e iniciar uma nova vida esportiva e material. É isso o que todo jogador quer e sonha. (Eli Halfoun)

“Maridos de aluguel”: uma nova oferta de quebra-galho no mercado de trabalho

por Eli Halfoun

A chamada mão-de-obra especializada (bombeiros hidráulicos, eletricista, pintores e pedreiros) está perdendo espaço no mercado de trabalho. Agora todo marido (e até as esposas) faz questão de aprender a fazer pequenos reparos (trocar carrapetas, instalar tomadas, pintar uma parede e até levantar um muro) para ficarem livres dos altíssimos preços que os profissionais do ramo cobram por um servicinho qualquer.  Além do mais nessa variada era tecnológica é na maioria das vezes muito mais barato comprar uma cafeteira ou um ferro elétrico novo do que mandar consertar o que quebrou: o preço de um novo aparelho é praticamente o mesmo dos praticados pelos profissionais especializados. O resultado é que uma nova categoria de serviço é oferecida em número cada vez maior: são os novos maridos de aluguel, ou seja, profissionais que cobram por hora para realizar os pequenos serviços que os maridos que pagam o aluguel empurram com a barriga para não fazê-los nos finais de semana, dias de pelada, praia e cerveja com os amigos no boteco da esquina. Maridos de aluguel, ou seja, os novos quebra galho, não oferecem a mesma garantia de um profissional dito especializado, mas mesmo assim são cada vez mais requisitados. Em São Paulo e no Rio multiplicam-se ofertas as empresas de maridos de aluguel que já oferecem também serviços para pequenos jantares e até para lavar e passar roupa. Maridos de aluguel são na verdade uma imposição do mercado desde que os profissionais especializados passaram a cobrar por qualquer serviço os olhos da cara. O consumidor abriu o olho e tem preferido acumular pequenos reparos para chamar um marido de aluguel pelo menos de dois em dois meses. Ser marido já é profissão e  não precisa ser exatamente e só o de aluguel. (Eli Halfoun)

“Carrossel” faz uma nova patrulha para reconquistar o fiel público infantil

por Eli Halfoun

O velho ditado costuma dizer que “em time que está ganhando não se mexe”. Não é bem assim: muitas vezes as circunstâncias nos obrigam a fazer mudanças. É o que acontecerá com a novela “Carrossel” no SBT. Maior sucesso da emissora nos últimos anos, a novela reescrita por Íris Abravanel chegou ao fim recentemente, deu o que tinha de dar e praticamente obrigou a emissora a mexer no time que estava vencendo. Sem a novela, Silvio Santos decidiu aproveitar parte da história para produzir um novo seriado. Será o “Patrulha”, a turma de meninos e meninas que, como na novela, mostrará semanalmente novas aventuras. Não é uma nova fórmula: a televisão mundial tem feito isso ao longo de sua história e são muitas as novelas e programas que ganharam continuações em forma de seriados. Não dá para prever se o “Patrulha” reconquistará o público infantil da novela “Carrossel, mas não há dúvidas de que tem tudo para continua fazendo sucesso, especialmente se tiver conteúdo e competência para recuperar o público infantil que consagrou a novela. O público formado por crianças é o mais fiel para qualquer produto e não será muito difícil reconquistar essa fidelidade. Se o “Patrulha” for bom as crianças assistirão, se não for o público infantil muda de canal tranquilamente. Crianças ainda não conseguem mentir quando se trata de suas preferências e não as impostas pelos pais. (Eli Halfoun)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Neymar ainda não é titular do Barcelona mas já estreia comercial do clube para a Qatar Airways

VEJA AQUI

Viagem ao passado. Viação Cometa comemora 65 anos e restaura ônibus que marcou época

Flecha Azul restaurado. Foto Divulgação

Foto Divulgação





Ônibus americano importado pela Cometa em 1953./ Foto: Reprodução do blog Feabus1
por JJcomunic
Para comemorar os 65 anos da empresa, a Viação Cometa restaurou um ônibus que durante 40 anos, entre 1963 e 2003,  fez a ligação Rio-São Paulo. Trata-se de um modelo Flecha Azul, fabricado pela CMA, que fará 65 viagens pelo país. Durante o tour de aniversário, os passageiros serão recebidos pelos motoristas vestidos com trajes de época. A Cometa, fundada em 1948, modernizou-se e continua em atividade com mais de mil veículos em circulação. Mas a marca está indelevelmente ligada ao estilo de transporte nos dourados anos 50 e 60, e ganhou até uma aura de mito pop, assim como a Panair e o Trem de Prata. Era um tempo em que o atendimento era personalizado, os ônibus tinham banco de legítimo couro vermelho, por exemplo. Em 1953, a Cometa adquiriu 30 ônibus nos Estados Unidos. Eram os GM-Coach considerados os mais modernos da época, com motor de 211 cavalos, carroceria de alumínio, suspensão a ar e ar condicionado. Depois das comemorações, o Flecha Azul, cuja restauração levou um ano de meticuloso trabalho, passará a fazer parte do acervo histórico da Viação Começa.

Os adjetivos que batiam um bolão... Essa onda meio que passou. Era mais coisa dos grande locutores de rádio. Lembra dos apelidos que marcavam os craques?

por Alberto Carvalho
A Copa do Mundo vem aí e o futebol e a gente só fica pensado em futebol. Daí, me veio a ideia de rever os apelidos do craque de bola do passado. Confira a lista, é de memória, quem lembrar de outros pode acrescentar nos comentários deste nosso blog.
Diamante Negro (Leônidas)
Queixada (Ademir, também era O Divino),
Mestre (Zizinho),
Doutor (Rubens-Fla),
Pingo de Ouro (Orlando-Flu),
Enciclopédia (N. Santos-Bot),
Ponte-aérea (Pompéia-goleiro do América),
Baliza(Oswaldo-goleiro do Botafogo),
Folha-Seca (Didi-Bot),
Formiguinha (Zagalo-Bot),
Leão-do-Norte (Vavá-Vaco),
Sarrafo-Humano (Orlando-Vasco),
Possesso (Amarildo-Bot),
Cabecinha-de-Ouro (Baltazar-Cor),
Patada-Atômica (Quarentinha-Bot), 
Capita (Carlos Alberto-Flu),
Canhotinha-de-Ouro (Gerson-Bot),
Pantera (Donizete-Bot).
Gênio-das Pernas Tortas (Garrincha-Bot).
O Príncipe (Danilo)
O Touro Sentado (Fidelis)
O canhão da Vila (Pepe)
O rei da raça (Rondinelli)
O peito de aço (Vavá)
O galinho de Quintino (Zico)


Fúria, Máquina, Carrossel, Laranja Mecânico se referiam a seleções internacionais.

De volta para o passado; falso comercial de carro Mercedes tenta mudar o futuro, atropela o menino Hitler e vira sucesso na rede. Veja o vídeo

"Detecta perigos antes que aconteçam". O novo Mercedes Classe C tem dispositivo inteligente ( o Collision PrevenirAssist) que aciona freios ao antever obstáculos ou riscos. Com base no slogan, estudantes alemães criaram um falso comercial que se transformou em viral na internet.  O filminho mostra uma aldeia do século 19, camponeses trabalham na lavoura, crianças brincam. De repente, um moderno Mercedes Classe C entra no cenário. Um menino cruza a trilha mas antes que seja atropelado, o dispositivo do carro prevê o perigo e freia. O menino escapa e o carro volta a acelerar. Mais adiante, outro menino atravessa a estrada e dessa vez o carro não freia. O menino é atropelado. A mãe grita "Oh, Adolf". E, por um segundo, o rosto de Hitler pisca na tela. Uma placa mostra que a aldeia é Braunau am Inn, na Áustria, terra natal do ditador. O computador de bordo do Mercedes C havia "detectado o perigo futuro" e achou melhor eliminar o bigodudo antes da virada do século. Ironicamente, o carro preferido do Hitler da vida real, o que sobreviveu para arquitetar a tragédia da Segunda Guerra Mundial, era uma (na verdade, uma frota) de limusines Mercedes

LEIA A MATÉRIA NO THE INDEPENDENT. CLIQUE AQUI




VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Jornalismo verdade: Repórter faz topless ao entrevistar prefeito

Foi na cidade canadense de Kelowna. A repórter bem dotada Lori Welbourne entrevistava o prefeito sobre o Dia do Topless (25 de agosto). O prefeito balançou, arriscou uma olhada, mas manteve a formalidade na medida do possível.. CLIQUE AQUI

“Esquenta” é o auditório saindo da mesmice com uma Regina Casé perfeita

por Eli Halfoun

Programas musicais de auditório não precisam limitar-se ao entra e sai de cantores. Podem perfeitamente ser criativos em fugir da principal característica que é promover um desfile musical. Prova disso é o "Esquenta" de Regina Casé aos domingos na Globo. Regina é uma das mais criativas profissionais da televisão, principalmente porque está sempre inovando para não cair na mesmice dos chamados programas de auditório, que se consagraram no rádio. Além de excelente atriz faz alguns anos que Regina Case se mostra uma apresentadora da melhor qualidade: é inteligente, animada, carismática, sensível e engraçada o que permite que qualquer que seja a situação conduza o programa com a simplicidade que determina o sucesso de um bom apresentador. Regina é hoje sem dúvida a melhor e a mais versátil.

O "Esquenta" é, principalmente pela presença de Regina, um descontraído encontro dominical de amigos. O desfile musical tem sempre um motivo para acontecer e permite que a cada edição do programa Regina nos surpreenda. O único defeito do programa é o de não citar na maioria das vezes o nome (ou nomes) dos compositores das canções apresentadas. É muito fácil de corrigir. Talvez até fosse uma boa tentar levar (ou exibir sua foto em slide) ao programa a cada domingo, os autores das músicas programadas: seria um perfeito encontro entre os autores das músicas com o intérprete que a transforma em sucesso, além de ser um importante reconhecimento para quem quase sempre trabalha nos bastidores. A presença dos compositores faria mais alegre (e justo) o encontro de amigos. Não tenho dúvidas que esquentaria ainda mais o programa que só quer ser divertido. E é. (Eli Halfoun)

Deu no Blue Bus. "Cansada de ver as pessoas se guiarem por imagens que não refletem a realidade, a personal trainer Mel decidiu mostrar como emagrecer bastante, em apenas 15 minutos"

LEIA NO BLUE BUS, CLIQUE AQUI

Mistério do STF: julgamento do Mensalão Tucano, em Minas Gerais, sai da pauta, ninguém sabe, ninguém viu...

CLIQUE AQUI

Bienal do Livro: escritora Agatha Desmond lança, no dia 1º de setembro, "Nos Bastidores de Um Artista", livro sobre vida e obra de Edmundo Rodrigues, que foi Editor de Quadrinhos da Bloch

Reprodução. Clique para ampliar
A escritora Agatha Desmond envia convite para o lançamento do seu livro, "Nos Bastidores de Um Artista", em parceria com Edmundo Rodrigues, falecido em 2012. Edmundo, Editor dos Quadrinhos da Bloch, deixou um grande legado para as Histórias em Quadrinhos no Brasil.

domingo, 25 de agosto de 2013

Fim de domingo, bom momento para ver Van Gogh em movimento, se já não viu...

CLIQUE AQUI

Deu na Istoé: A Conta Secreta do Propinoduto Tucano. Milhões de dólares voaram no bico da ave que virou de rapina...


LEIA A MATÉRIA, CLIQUE AQUI

Flamengo quer construir um novo e decente estádio de futebol

por Eli Halfoun
Um clube da dimensão do Flamengo, ainda o de maior torcida no Brasil, não pode deixar de ter um bom (e grande) estádio de futebol para receber sua apaixonada torcida em casa. Parece que enfim a diretoria do clube convenceu-se disso e investirá imediatamente na construção de um novo estádio ou na modernização e ampliação do estádio da Gávea que mal serve para os treinos. Seis milhões de reais é a quantia que o Fla investirá inicialmente para dar ao clube o estádio que a torcida merece. A primeira sugestão era fazer um investimento de apenas 500 mil reais, que não dariam para absolutamente nada, mas ao concluir que perde dinheiro jogando em outros estádios o Flamengo conclui também que o investimento de 6 milhões de reais (segundo o site do clube o estádio custará, no total, 75 milhões de dólares) é perfeitamente possível até porque o retorno desse dinheiro será praticamente imediato. A torcida garante. (Eli Halfoun)

Um beijo que mostrou como ainda somos preconceituosos

por Eli Halfoun
Opção sexual é preferência e escolha e o que se costuma dizer por aí é que cada pessoa, cada cidadão tem o direito de escolher como quer conduzir e praticar sua sexualidade. Esse parece ser cada vez mais um discurso que como tantos outros fica apenas nas palavras. Bastou o jogador Emerson do Corinthians, postar uma foto na qual aparece beijando um amigo para que o preconceito e não aceitação da escolha sexual de cada um virasse uma discussão sem tamanho e sem media, como se o jogador e seu amigo cozinheiro estivessem cometendo um crime e não e apenas dando uma inocente demonstração de carinho e amizade. Beijar alguém na boca é sem dúvida a maior demonstração de afeto que se pode dar, mas parece que o beijo na boca ainda precisa de digamos regras, como se a regra maior não pudesse ser somente a do carinho. A foto postada por Emerso chocou muitas pessoas, mas no fundo mostrou que mesmo dizendo que aceitamos a respeitamos a opção sexual ainda temos um absurdo preconceito. Emerson é casado (com uma mulher) tem duas filhas e é sabidamente heterossexual assim como o amigo beijado. Nem isso impediu que o jogador recebesse uma saraivada de críticas e ofensas pelo simples fato de protestar contra a homofobia. O fato mostra claramente que ainda estamos muito longe de aceitarmos a opção sexual de quem quer que seja. No fundo somos preconceituosos e ainda vemos o homossexualismo como um pecado. Precisamos aprender a falar menos e a aceitar mais. Com respeito seja por quem for. Na cama e fora dela (Eli Halfoun)

Gilmar, o goleiro-simbolo da Seleção Brasileira

Gilmar abraça o menino Pelé: vibração na conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.. Foto: Manchete Esportiva/Reprodução
Gilmar em ação contra a Suécia, em 1958. Nesta imagem também aparece o lateral De Sordi, também da seleção de 58, que morreu ontem no Paraná. Foto Manchete Esportiva/Reprodução
Com o treinador Feola e a Jules Rimet. Foto Manchete Esportiva/Reprodução
A chegada ao Brasil. Foto O Cruzeiro/ Reprodução
por José Esmeraldo Gonçalves
Na segunda metade dos anos 50, dois goleiros disputaram o título de melhores do mundo: Gilmar e Yashin. Jogaram três Copas seguidas. Gilmar foi bicampeão. O russo Yashin brilhou, mas nunca levou a Jules Rimet (seu maior título internacional foi a medalha de ouro para a União Soviética na Olimpíada de Melbourne, em 1956).. Tinham estilos parecidos, eram especialistas em "pontes" memoráveis, elegantes, até "frango" tomavam sem perder a pose.
Depois de um vida dedicada ao futebol, Gilmar morreu neste domingo, aos 83 anos, em um hospital paulista neste agosto de 2013, 55 anos depois de dar ao Brasil sua primeira Copa do Mundo, na Suécia. Ele sofreu um infarto, seguido de uma infecção generalizada.
Gilmar jogou no Corinthians de 1951 a 1961 ou 1962, quando se transferiu para o Santos. Assim como Andrada, o goleiro do Vasco que ficou famosos por tomar o gol 1000 de Pelé, Gilmar também ganhou uma marca na chuteira do rei: o 10 do Santos fez seu histórico primeiro gol como profissional, em 1956, no Parque São Jorge sob as traves daquele que viria a ser seu grande amigo e conselheiro.
E é famosa a foto em que o menino Pelé, chorando, é abraçado pelo parceiro mais velho logo depois da conquista na Suécia.
Gilmar encerrou a carreira aos 40 anos, em 1967. Foi eleito pela revista Paris Match como o maior goleiro de todos os tempos. De fato, o currículo é forte. Entre outros títulos, ganhou duas Copas do Mundo, dois Mundiais pelo Santos, duas Libertadores, cinco estaduais, quatro torneios Rio-São Paulo, cinco Taças Brasil, e a Recopa dos Campeões Mundiais. Só pela Seleção Brasileira, foram 12 títulos.
O goleiro costumava dizer que sua jogada mais importante foi contra a Espanha, em 1962, na Copa do Chile.O Brasil perdia por um a zero e a Espanha jogava em contra-ataques. Cruzamento na área, Puskas sobe com Gilmar. O goleiro corta e cai. A bola sobra para um atacante espanhol, que manda um balaço pro gol vazio. Gilmar consegue levantar-se e toca para a linha de fundo. Puskas não acredita, olha pro céu ou, talvez, pra Cordilheira dos Andes ali perto.. "Os próprios espanhóis justificaram a eliminação naquela jogada", contou ele ao Jornal da Tarde. O resto da história é conhecido. Amarildo, que substituia Pelé, virou o jogo com dois golaços.
E o Brasil seguiu a rota que levaria ao Bicampeonato Mundial e garantiria a Gilmar mais uma Jules Rimet.