sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Nada de novo para uma velha e desacreditada política

por Eli Halfoun
A eleição que escolherá em outubro o novo presidente, os novos governadores e deputados será, logo depois do carnaval, um dos assuntos mais discutidos do novo ano, que na verdade só é a continuação do que se convencionou chamar de ano velho. Especulações de analistas políticos serão inevitáveis assim como não faltarão severas críticas aos políticos e à política, ambos completamente desacreditados. No Rio, que, segundo pesquisa tem o governo mais impopular do país o ainda governador Sergio Cabral, possível candidato ao Senado, deixará o comando do estado em março não para ser bonzinho com os eleitores que vivem pedindo sua saída, mas sim para abrir espaço para seu vice e candidato à sucessão Luiz Fernando Pezão que, também segundo as pesquisas, não tem chance de eleger-se.  O fato é que até a “palavra final” das urnas surgirão muitos vencedores, muitas soluções para os problemas que se repetem no estado, mas tudo continuará como antes. Mais uma prova de que, a não ser a numeração, o ano novo continua velho, ou seja, raramente tem algo realmente novo e animador. (Eli Halfoun)

O mais importante momento da carreira de Anderson Silva em uma nova luta

por Eli Halfoun
A recente contusão de Anderson Silva é um bom motivo (e momento) para discutir a violência das lutas como esporte. Os mais entusiasmados torcedores de MMA e outras agressões aceitas oficialmente podem argumentar que Anderson Silva foi vítima de uma fatalidade. Foi sim, mas ainda assim é impossível não perceber que lutadores se expõem conscientemente a esse tipo de fatalidade, às vezes até como diz a palavra fatal. Em tidos os esportes existe sempre a possibilidade de uma contusão mais grave, mas em nenhum esporte o competidor sai de cena quase sempre com a cara arrebentada e o físico dolorido.

Nesse momento ninguém pode prever se Anderson Silva voltará a pisar em um octógono. Sua luta agora é para voltar a viver sem medo porque além da dor da violência sempre existirá também a dor emocional da decepção e de uma perda não para o adversário, mas sim para o próprio esporte. Acredito que Anderson Silva deveria usar o grave acidente que quase lhe custou a perna para encabeçar um movimento de profissionais para repensarem as lutas, criar novas regras e o que é mais importante como preservar os lutadores das “fatalidades” de uma violência sempre esperada. Esse pode ser o momento mais importante da brilhante carreira de Anderson Silva. Mesmo que ele não volte a lutar. (Eli Halfoun)

Carrasco promete dois finais nunca vistos para “Amor à Vida”. É claro: se não foram exibidos nunca foram vistos

por Eli Halfoun
No último “Domingão do Faustão”, de 2013, Walcyr Carrasco, o autor de “Amor à Vida” fez o que certamente considera duas revelações fantásticas: revelou que prepara para os personagens César e Felix dois finais surpreendentes, como nunca se viu em novelas. Evidente que nunca se viu: se não foram exibidos não podem ter sido vistos ou o autor acha que os telespectadores usam boas de cristal para acompanhar a novela? Além do mais não há autor de novelas que não prometa final surpreendente para sua trama. É uma “jogada” batida: cria-se mais curiosidade nos telespectadores e se abre espaço para mais especulações o que embora os autores não admitam são fundamentais para criar maiores expectativas em torno dos últimos capítulos que são sempre as mesmas coisas, o que pouco importa desde que a novela chegue logo ao fim e termine com as chatíssimas enrolações. (Eli Halfoun)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Imagens de ontem, o primeiro dia do ano

O PRIMEIRO POR-DO-SOL...
...visto do quiósque "Quase Nove".




O PRIMEIRO ALARME FALSO DE 'ARRASTÃO"

O pessoal estava tranquilo na praia quando correu o boato de "arrastão". Pelo menos nas imediações do Posto Nove não havia nada. Mas, na dúvida, muitos correram. Guarda Municipal e, depois, a PM logo apareceram e tudo voltou ao normal.





O PRIMEIRO DIA DE CALOR...

...deixou a Vieira Souto deserta em alguns momentos.

Diga 33? Podia até ser, mas a sensação de calor era muito maior.



Fotos: Gonça

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Copacabana, 2014













Fotos Jussara Razzé

A noite em que enfim o céu é na terra e brilha para todos. Intensamente

por Eli Halfoun
Foram vários os réveillons que passei na praia de Copacabana: alguns por opção (opção praticamente imposta porque eu morava na esquina da Avenida Atlântica) e outras tantas por obrigação profissional para a cobertura jornalísticas do evento. Todo ano fica a sensação de que o espetáculo pirotécnico foi o melhor, mas o próximo show supera o anterior. Será difícil que no final de 2014 o novo espetáculo de pirotecnia venha superar o que se viu nessa virada do ano. Mesmo quem acompanha há anos a chamada queima de fogos foi surpreendido nessa virada do ano com um deslumbrante espetáculo de cor, luxo e extrema beleza. Se os fogos brilham no céu a população brilha na terra fazendo uma festa de alegria e entusiasmo durante seguidos três ou quatro dias até o momento de olhar para o céu e sentir-se realmente abençoado. O espetáculo de barracas erguendo-se na branca areia de Copacabana – mais branca ainda com pessoas vestidas de branco, também é um espetáculo indescritível: em poucos minutos surgem vários “condomínios” na areia a nos mostrar que talvez essa seja uma solução para resolver o problema da moradia com um programa que poderia ser o “minha barraca, minha vida”. Pelo menos no final do ano ninguém fica sem lugar para dormir e comer o farto e diversificado cardápio levado por uns é dividido entre todos. Depois da confraternização de beijos, abraços e deslumbramento é permitido deitar e sonhar no imenso e macio colchão de areia branca que abriga com harmonia todos os corpos, todas as raças e nessa noite em especial todos os sonhos. (Eli Halfoun)

2014 iluminado

Chegou o ano da Copa!

Réveillon 2013/2014 Copacabana

2014

Rio Ano Novo

Chegou!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O crime impune do Bateau Mouche. Foi há 25 anos. No dia 31 de dezembro de 1988, as equipes da Manchete que cobriam as festas da virada do ano foram deslocadas para o cenário da tragédia...

/Manchete: a tragédia na capa que deveria ter sido festiva. 

A Amiga homenageou a saudosa atriz Yara Amaral, vítima do naufrágio. 

Nas edições seguintes, Manchete acompanhou a investigação do criminoso naufrágio e, em custosa produção, foi um dos poucos veículos a colocar fotógrafos com equipamentos e câmeras especiais para documentar o resgate da embarcação no fundo do mar. . 
(da redação da JJcomunic)
Pouco antes da meia-noite de 1988, 153 pessoas navegavam no Bateau Mouche em direção a Copacabana para assistir à queima de fogos. Em vez do espetáculo, encontraram a tragédia a meio caminho, entre a Ilha de Cotunduba e o Morro da Urca, em frente à Praia Vermelha. A barco navegava com o dobro da capacidade ( a lotação permitida era de apenas 62 passageiros e tripulantes) e ao afundar matou 55 pessoas. À tragédia soma-se, hoje, a vergonha: apenas os três sócios estrangeiros da empresa proprietária do barco foram condenados e, mesmo assim fugiram para a Espanha. Como o Brasil não tinha tratado de extradição com aquele país, ficaram livres. Outros indiciados foram inocentados. Só em 2003 o STJ bloqueou os bens dos condenados. Poucas famílias de vítimas receberam indenizações. Ainda há ações pendentes e o STJ ainda tem na mesa, neste 2013 que chega ao fim, até mesmo recursos pendentes dos condenados.  Nessa luta perdida, as famílias das vítimas e os sobreviventes constataram que um Brasil mais justo e menos vulnerável ao poder econômico também naufragou naquele triste réveillon. Por outro lado, muitos, pelo menos 30 pessoas, devem as suas vidas a tripulantes e passageiros de alguns barcos de pequeno porte e de simples pescadores que ajudaram a resgatar sobreviventes. Se as instituições podem falir e não punem culpados, a solidariedade do povo, que não se omite nessas ocasiões, é um alento a mostrar que nem tudo está perdido.  
Naquele ano, as equipes da Manchete e da Amiga foram a Copacabana cobrir as festas sofisticadas, a comemoração popular, o show de fogos, a devoção dos fiéis a Iemanjá, e a alegria de famosos e anônimos (a outra semanal da Bloch, a Fatos & Fotos, que também historicamente participava dessas coberturas, já estava com a circulação suspensa sendo editada apenas por ocasião do Carnaval).
O naufrágio ocorreu a aproximadamente 15 minutos antes da meia-noite. Só por volta de 1h da manhã, a notícia circulou em Copacabana e parte da equipe de repórteres e fotógrafos foi avisada da tragédia e deslocada para o cais do serviço de salvamento, em Botafogo. 
De festivas, aquelas edições passaram a espelhar uma profunda tristeza.
Que as vítimas estejam em eterna paz.

Deu no Observatório da Imprensa: Gabriel Priolli escreve sobre a sincronia da mídia com PSDB-DEM-PPS

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Há 61 anos, a revista Manchete cobria seu primeiro Réveillon. Veja como o Rio celebrou a chegada de 1953




Páginas reproduzidas da edição número 38 da revista Manchete
(da redação da JJcomunic)
A Manchete chegou às bancas, pela primeira vez, em abril de 1952. O foco da revista era, especialmente no começo da sua trajetória, o Rio. Então capital federal, a Cidade Maravilhosa era a referência nacional. A televisão ainda engatinhava, a Rádio Nacional era a "Globo" da época. A agilidade em mostrar imagens do cotidiano, os eventos, a moda, as tendências de comportamento, o futebol, os fatos políticos, as estrelas de cinema etc, ficava por conta principalmente de O Cruzeiro, da Revista da Semana e alguns cinejornais (que levavam alguns dias para chegar aos cinema). Os grandes diários e vespertinos da época usavam com parcimônia o recurso da foto, até pela qualidade precária de impressão.  Assim, as publicações em rotogravura investiam, com sucesso, no jornalismo ilustrado. Manchete nascia para buscar esse segmento e, pouco mais de uma década depois, superaria O Cruzeiro, então líder nas bancas. A cobertura do Réveillon de 1953 (curiosamente, a revista chamava de "Réveillon de 1952, preferia considerar que a festa era no dia 31, o último do ano) chegou às bancas no dia 3 de janeiro de 1953, na edição de número 38. As reportagens e fotos ficaram a cargo de Darwin Brandão, Yllen Kerr, Aymoré Marella e Antonio Rocha. A equipe se dividiu entre os salões da ABI, o principal baile da virada, a boate Beguin e a praia de Copacabana, onde milhares de pessoas levaram flores para Iemanjá, tradição que persiste. As "celebridades" da época se reuniram no Vermelhinho, em festa organizada por Rubem Braga, Danuza Leão, Santa Rosa, Heitor dos Prazeres e Jacinto de Thormes. Nos salões elegantes, nomes como Darcy Vargas e José Lins do Rêgo eram destacados na reportagem. Um trecho do texto traduzia o clima da virada: "O Réveillon de 1952 no Rio pode não ter sido o mais animado mas foi, sem dúvida nenhuma, o mais quente. O calor (37° à sombra) aumentou o consumo de gelo e o uísque foi mais disputado. Isso nas boites e nas casas particulares. Na rua, o povo saiu pulando, o suór ensopando as roupas. Depois, o refrigerante acabou em em alguns lugares nem mesmo água havia. Mas houve muitas outras coisas diferentes no Réveillon de 52: o aumento de crentes na macumba. O grã-finíssimo smoking quase que desapareceu totalmente. Em seu lugar, os homens grã-finos passaram a usar mesmo foi o sumer mais democrático e menos quente.O carioca encerrou bem o ano 1952 e entrou alegre em 53. Esperando melhor sorte, mais água, mais luz, melhores ordenados, vida mais barata. Seria o caso de concentração de recolhimento. Mas o carioca é alegre e pulou bem. Na avenida houve carnaval autêntico. As escolas de samba desceram dos morros, vieram dos subúrbios com suas pastoras e seus tamborins. Alguns invadiram os salões grã-finos e foram alegrar a festa dos ricos".
Para comparar os tempos, a edição da Manchete, a primeira de 1953, trazia uma capa sobre "Moda Brasileira", uma matéria sobre o promotor Cordeiro Guerra, anunciado como um "colecionador de grades", pela sua "arte de acusar", um reportagem sobre a Rua do Ouvidor ("Quatro Séculos de Tradição"), uma entrevista com Nássara, uma matéria que sob o título "Militares Famosos" perfilava Mascarenhas de Morais, Eurico Dutra, Nero Moura, Eduardo Gomes, Juarez Távora, Cordeiro de Farias, Pena Botto, entre outros. A revista custava 5 cruzeiros e trazia pouco anúncios; Aerovias Brasil, Lâminas Gilette Azul, e produtos de beleza Margareth Duncan.

Que em 2014 os fotógrafos consigam proteger seus acervos. Um exemplo? A foto abaixo, de Paulo Scheuenstuhl, que foi da Manchete, é uma das mais pirateadas do Brasil. Na cara-de-pau, é publicada como "Acervo Pessoal"... Essa aí saiu no site da Trip em artigo de Carlos Nader sobre Nelson Motta

(da redação da JJcomunic)
O fotógrafo Paulo Scheuenstuhl, da Manchete, fez a foto exclusiva para a revista em agosto de 1967. Estão aí os maiores nomes da MPB. O motivo da reunião no terraço da casa de Vinicius de Moraes era, segundo o livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", combinar uma campanha para resgatar as marchinhas de carnaval. Com o devido crédito, a foto foi reproduzida entre outras imagens históricas no citado livro lançado pela Desiderata, hoje esgotado e disponível apenas em alguns sites na internet.  Publicada pela Trip (clique AQUI) , até com o diagrama da edição original que identificava os artistas, a foto foi creditada com um genérico "Acervo Pessoal". ena. Fica o registro em apoio a um dos grandes fotógrafos brasileiros. E um adendo: os fotógrafos que trabalharam na Manchete ainda lutam para localizar o acervo que pertenceu à Bloch e que foi leiloado pela Massa Falida da empresa. Eles revindicam informações sobre condições de preservação do material e um contato com o arrematante do arquivo de mais de 10 milhões de imagens. Pela lei, o arrematante é detentor dos direitos patrimoniais, enquanto que pertencem aos fotógrafos os direitos autorais. Em nome da preservação de cenas históricas da vida brasileira, seria bom que 2014 possibilitasse um desfecho mais racional para essa polêmica. A memória nacional agradeceria.

Em fevereiro, o History Channel exibirá documentário sobre o famoso "Verão da Lata".

1987: polícia apreende latas de maconha. Foi o famoso "Verão da Lata".  Foto: Divulgação Sec Segurança RJ
O barco que transportava a cannabis. Foto: Divulgação/Sec Segurança RJ
Capa do livro de Wilson Aquino. 
(da redação da JJcomunic)
Baseado - com licença da palavra - no livro de Wilson Aquino e no embalo do expresso da liberdade que o Uruguai puxa na América do Sul, o History Channel exibirá em fevereiro o documentário "Verão da Lata" que conta a incrível história do carregamento de maconha lançado nas águas do Rio e que acabou nas praias.
Um total de quatro toneladas de maconha acondicionada em latas de leite em pó boiou do Leme ao Pontal. Houve quem, embalado pelo pôr-do-sol visto do Posto Nove, achasse que curtia uma alucinação. O caso virou assunto em jornais e revistas.
E aqui vai uma tragada na memória da redaçao. Na época, uma repórter de um jornal carioca mais ligada ao tema e com ágil espírito marqueteiro fechou a matéria que acabara de fazer e se mandou para casa desenhar e providenciar uma camiseta alusiva ao tema. No dia seguinte, a t-shirt antenada estampando una lata azul era disputada na porta do jornal e nos botecos de Ipanema. O pessoal sobrevivente que naquele época virava noite no Globo saberá do que fala este blog.



Fernanda Montenegro: um troféu de vida e de arte. Com emoção

por Eli Halfoun
A intensa emoção que sem conseguir disfarçar e controlar que Fernanda Montenegro sentiu na homenagem prestada no “Domingão do Faustão” foi não tenho dúvidas a maior já experimentada por Fernanda Montenegro, mesmo já tendo concorrido ao Oscar e recebido o recente Emmy de melhor atriz.
Fernanda recebe o Trofeu Mário Lago.
FotoTV Globo/Divulgação/Alex Carvalho
O respeito e o carinho que Fernanda recebe do público e de todos os colegas de profissão, ficou claro no cuidado que a produção do programa teve ao organizar uma verdadeira festa para que Fernanda também fosse recebida nos bastidores. A entrega Troféu Mário Lago é tradição no “Domingão”, mas em nenhuma de suas edições caprichou tanto como na entrega do premio pra Fernanda. Tudo bem que era preciso fazer emocionante o último programa do ano, mas em nenhum momento houve apelação: o cuidado da produção com o quadro mostrou também o respeito que a televisão tem pela maior atriz brasileira. Maior ainda porque é generosa e é simples. Tem a simplicidade autêntica e generosa que só as pessoas muito especiais conseguem ter, distribuir e mostrar.
(Eli Halfoun)

Os fogos que iluminam e fazem brilhar nossa vocação turística

por Eli Halfoun
A queima de fogos só acontece logo mais, mas desde o início do final de semana o clima é mais festivo em uma Copacabana premiada pelo ouro de um sol deslumbrante. Quem mora e principalmente quem não mora em Copacabana vive um clima de festa que está incorporado ao espírito dos cariocas e brasileiros e a uma das maiores atrações do mundo com um espetáculo pirotécnico que a cada ano se supera e supera as expectativas.
O Rio tem vocação (e atrações) para ser a mais badalada cidade turística do mundo com um calendário cada vez mais atraente e do qual o espetáculo da queima de fogos já é uma tradição praticamente obrigatória e que começou em 1981 quando o empresário Ricardo Amaral chamou a atenção para a festa de réveillon que organizava no Copacabana Palace promovendo um pequeno espetáculo pirotécnico para os 500 convidados do réveillon do Copa. O foguetório atraiu é claro a atenção dos populares e Amaral continuou promovendo o espetáculo até 1988 quando passou a se um evento da prefeitura.

O fato é que o réveillon pirotécnico é hoje mais uma importante atração que traz milhares de turistas internos e externos para uma cidade que fica realmente colorida e maravilhosa no céu do réveillon da praia mais famosa do mundo. O Rio precisa assumir cada vez mais sua vocação turística e aprender que o turismo é benéfico para a cidade como um todo: atrair turistas atrai dinheiro, organiza a cidade, dá mais atenção para a segurança e assim beneficia toda a população que não vive aqui por turismo, mas que precisa ter a mesma atenção e carinho que a cidade dá aos turistas cada evento. Afinal, o Rio é pela própria natureza, um evento o ano inteiro. Então que OS SONHOS DE CADA UM DE NÓS SEJAM BEM-VINDOS EM 2014(Eli Halfoun)

Livros de ouro de portarias são facas nos peitos dos moradores

por Eli Halfoun
A novidade do final de ano veio de São Paulo onde vários condomínios de luxo proibiram que porteiros e faxineiros, além de carteiros e lixeiros, enfiassem nos peitos dos condôminos os tais e constrangedores livros de ouro que praticamente obrigam os moradores a gratificarem quem não quem e, portanto, não merecem. A princípio a iniciativa pode parecer grosseira, mas não é mais agressiva do que esfregar na cara do morador uma obrigação que ele realmente não tem. Gratificar quem quer que seja é uma escolha e jamais pode é ser uma imposição como costuma acontecer até nos condomínios que abrigam moradores que mal conseguem sobreviver aos gastos do final de ano com seus míseros salários. Os tais livros de outro sempre deixam em situações constrangedoras quem não pode (por falta de dinheiro) assina-los ou não quer assinar porque acha que os funcionários que servem ao condomínio (não diretamente ao condômino) já são gratificados com o 13º salário que é o condômino quem paga. A medida tomada em alguns condomínios paulistas deveria ser adotada em condomínios de todo o país porque os funcionários do prédio querem receber gratificações de moradores muitas vezes mal assalariados e que como os porteiros e faxineiros, recebem o salário extra e não saem por aí com uma caixinha pendurada no pescoço pedindo mais dinheiro, praticamente praticando uma espécie de “mãos ao alto” nos moradores. O 13º salário é a partir de 1962 uma gratificação oficial desde que o então presidente João Goulart sancionou na época o criticado projeto do deputado federal Aarão Steinbruch. A aprovação do 13º salário mereceu restrições de jornais e economistas que previam que o que chamavam de premiação que sobrecarregaria as empresas e pressionaria a inflação. Os livros de ouro não deixam de ser uma espécie de 14º salário e esse sim pressiona o bolso do constrangido condômino que já paga um alto condomínio e é praticamente obrigado a gratificar sem ser gratificado. (Eli Halfoun)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Allan Richard Way, famoso astrólogo que colaborou com a Manchete, sai de sua reclusão para fazer as previsões para 2014... O vidente cego tem hoje mais de 90 anos

por Omelete
  • Neymar vai fazer mais uma tatuagem. Será a quadragésima. Ele já tatuou o nome da irmã e do pai, agora acrescentará o da mãe, da avó, do vizinho e a primeira professora. Ficará em dúvida se põe os nomes do Messi e do Galvão.
  • Em dezembro haverá enchentes. O novo Código Florestal, aquele que incentiva construções nas margens dos rios, continuará em vigor.
  • Os credores de Eike Batista vão se fundir aos da Panair, da Varig, do Jornal do Brasil, do Banco Econômico, do Banco Nacional e farão a Marcha dos Falidos, que vai da Marina da Glória ao Hotel Serrador. Para os credores que não moram no Rio haverá hospedagem gratuita no Hotel Glória.
  • O Fluminense vai cair para a Segundona. Mas o STJD descobrirá que todos os adversários à frente do tricolor escalaram jogadores irregularmente. Dezenove times perderão pontos e o Fluminense será declarado campeão de 2014.
  • O Vasco vai cair para a Terceirona e disputar o troféu “Roberto Dinamite” criado em homenagem ao presidente que em seus mandatos mais prestigiou as divisões inferiores levando o Vasco repetidamente para abrilhantar o campeonato dos rebaixados.
  • Serra vai disputar a presidência e também vai cair para a terceira divisão.
  • A Argentina vai ser campeã no Maracanã. O Papa Francisco virá ao Brasil mas não conseguirá ingresso e vai ver o jogo no telão do Belmonte da Praça General Osório.
  • Os réus do mensalão do PT serão transferidos para Guantánamo, apenas os do grupo que optou ir para Cuba, e outra leva seguirá para as prisões do Maranhão. Quanto a esse último grupo a oposição protestou alegando que as prisões da governadora Roseana Sarney não têm grades e o sexo é livre.
  • Finalmente será julgado o mensalão do PSDB. Os réus tucanos serão condenados a cumprir prisão domiciliar nos hotéis George V (Paris), Four Seasons (Polinésia Francesa), Martinez (Cannes), The Cove Atlantis (Bahamas), The Plaza (Nova York) e Armani Hotel (Milão). Tais estabelecimentos foram os únicos apontados como habilitados a fornecer dieta adequada aos condenados.
  • Médicos atestam que Genuíno goza de tão boa saúde que será o próximo astronauta brasileiro a embarcar na Soyuz rumo à Estação Espacial.
  • O inquérito sobre o propinoduto tucano de São Paulo será arquivado. O suborno será oficialmente classificado como "empréstimo consignado ético e legal". "Muito legal", segundo um alto tucano.
  • A Globo vai lançar um caixa de DVDs com 51 especiais de Roberto Carlos. Um consumidor vai ao Procon reclamar que "veio tudo repetido".
  • Roberto Carlos depois de censurar biografias vai patentear a cor azul. Registrará direitos e cobrará royalties.
  • Bernardinho vai ser o próximo governador do Rio. No seu primeiro pronunciamento dirá que seu secretariado terá um atacante de ponta, um meio de rede, um levantador, um líbero, um entrada de rede, um saída de rede.
  • O Congresso Nacional vai entrar em greve em protesto contra o programa “Mais Políticos” do governo federal que trará ao país deputados e senadores da Suiça, Suécia, Dinamarca e Finlândia com o objetivo de preencher vagas dos ausentes do plenário, melhorar o nível do Legislativo e economizar,  já que os salários dos estrangeiros é menor e eles não terão direito a auxílio helicóptero, auxílio implante de cabelo, auxílio periguete, nem auxílio sauna.
  • As biografias não-autorizadas serão proibidas definitivamente. As celebridades do “Procure Saber” farão movimentos exigindo autorização prévia quando seus nomes forem citados em qualquer meio de comunicação. Exigirão que os paparazzi sejam confinados na Ilha de Trindade, adotarão a burca como figurino para ir a lugares públicos, revindicam que o governo crie áreas e corredores vips para que possam circular nas ruas, querem mais helipontos nos parques e prédios, passaportes diplomáticos, acesso livre à Lei Rouanet e direito de transporte nos jatinhos da FAB.
  • A estátua do Drummond vai ser pichada.
  • A Odebrechet vai ser privatizada
  • Grupos de Comunicação do Rio, São Paulo e Minas organizarão “Marcha da Família Pela Democracia” para festejar os 50 anos da participação da imprensa no golpe de 1964.
  • Jornalista revela que a NSA já sabe que vai ganhar a eleição em 2014, a escola vencedora do carnaval, o ganhador do Big Brother, da Copa, das concorrências do metrô de São Paulo e do concurso Miss Bumbum 2014. Espiões da NSA também já sabem de quem era a droga apreendida no helicóptero do deputado e a data em que Sarney dirá que não vai mais se aposentar.
  • Vai vazar um vídeo íntimo de uma atriz. Ela, que é loura, vai se enganar e remeterá as cenas picantes pela internet junto com sua declaração de imposto de renda.
  • Aécio e Serra vão anunciar que estão mais unidos do que nunca.
  • Vai vazar vídeo de políticos dançando em Paris com guardanapo na cabeça, língua de sogra e cueca por fora da calça. Em telefonema grampeado, um deles diz que é o novo "rei do camarote". 
  • Diego Hypólito sofre uma queda durante solo de ginástica.
  • Marina e Eduardo Campos vão anunciar que 2014 é ano “programático”. Marina revela que é fã de Odorico Paraguaçu e por isso se inspira no vocabulário de Sucupira. Adora falar "problema multicêntrico", "desadaptação criativa", "transversalidade". Durante a campanha promete incluir as palavras "talqualmente", "cachacista juramentado" e "democratura".
  • Massa será o único piloto da sua nova escuderia mas mesmo assim estará inscrito como "segundo piloto".
  • Na Copa, Galvão Bueno vai falar 16 vezes a frase "é, amigo, o jogo só acaba quando termina; 12 vezes ele vai dizer "agora tem que colocar o coração na ponta da chuteira".
Nota da redação: o intrépido Omelete assina as previsões acima, de sua inteira responsabilidade e ironia. É uma forma de homenagear um personagem que durante anos animou, ou desanimou, de acordo com suas previsões otimistas ou pessimistas, o fim de ano da revista Manchete. De tanta repercussão, as previsões de Allan Richard Way chamaram a atenção de TVs e houve quem fosse à redação da revista pedir o endereço do "bruxo" que morava em algum lugar de Londres. Ninguém foi capaz de localizá-lo. Virou um mistério que só foi desfeito em 2007, por Carlos Heitor Cony. Mais um detalhe: segundo Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete, havia necessidade de ilustrar a matéria das previsões, obviamente, com uma foto do famoso e esquivo "bruxo". A solução foi recorrer a Cony que, em viagem a Londres, fotografou no aeroporto um indiano, de turbante e barbas quase mitológicos, imagem que combinava bem com o suposto visual do vidente inglês, um cego de origem hindu e nascido na terra de Gandhi.
Conheça a verdadeira história de Allan Richard Way no site da Academia Brasileira de Letras. 
Clique AQUI

Retrospectivas nos fazem voltar ao passado. Que tal pensar só no futuro?

por Eli Halfoun
O final do ano sempre chega recheado de retrospectivas nos jornais, revistas e televisões. Faz parte de uma espécie de pauta fixa da mídia juntamente com as muitas e chatas relações de melhores do ano nisso e aquilo. É, eu sei, uma maneira de ocupar espaço em uma época em que por conta das férias, não acontece muita coisa. Como repórter, redator e editor fiz muitas retrospectivas ao longo de meu trabalho jornalístico, mas confesso que sempre tive enorme má vontade com esse tipo de retrocesso, que é exatamente o que as retrospectivas são porque nos fazem andar pra trás quando o futuro caminha parra frente. Nunca me entusiasmei com essa pauta que na maioria das vezes nos faz lembrar notícias e momentos que queremos e precisamos esquecer. Como não dá para acreditar em bola de cristal e muito menos em previsões (existem e aparecem de todos os tipos) o passado nada criativo continuará sendo o assunto do presente a cada final de ano. Até que aprendamos a perceber que o que passou, passou e o que realmente importa é o que vem por aí. Afinal o passado escreve história, mas é o futuro que nos enche de esperança. (Eli Halfoun)

Um mundo melhor: por que não?

por Eli Halfoun
Um novo ano sempre merece mais reflexões. É outra vez hora de transformar em realidade e não só em palavras uma frase de Robert Kennedy que mostra com clareza que se quisermos podemos fazer realmente um mundo melhor. A frase: “Tem gente que pensa no mundo como ele é e pergunta: por quê? Eu penso no mundo como ele poderia ser e pergunto: por que não?” Anote, pense e principalmente faça. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cinema: Forbes revela a lista dos astros e estrelas que deram lucro ou prejú em 2013. Emma Stone foi a mais rentável



(da redação da JJcomunic)
A revista Forbes divulgou a relação de que dá lucro ou não em Hollywood. O cálculo é simples: para cada dólar que ganhou quanto a indústria lucrou ou perdeu com os filmes dos quais participaram. 
Confira os que deram retorno. 

1. Emma Stone – US$ 80,7 por cada dólar recebido
2. Mila Kunis – US$ 68,7 por cada dólar recebido
3. Jennifer Lawrence – US$ 68,6 por cada dólar recebido
4. Natalie Portman – US$ 31,3 por cada dólar recebido
5. Dwayne “The Rock” Johnson – US$ 31,1 por cada dólar recebido
6. Daniel Craig – US$ 25,6 por cada dólar recebido
7. Russell Crowe – US$ 25,6 por cada dólar recebido
8. Kristen Stewart – US$ 25 por cada dólar recebido
9. Robert Pattinson – US$ 23,5 por cada dólar recebido
10. Taylor Lautner – US$ 21,4 por cada dólar recebido
E três dos piores entre os muitos que fizeram produtores entrarem pelo cano
1- Adam Sandler - o estúdio gastou US$ 3,40 para cada dólares que retornou da bilheteria. 
2- Katherine Heigl, US$ 3,50 por um. 
3- Reese Witherspoon, US$ 3,90 para um. 


Sem intermediários: o jornalismo-cidadão avança

Reprodução BlueBus
Reprodução Leia Já

Reprodução Folha de São Paulo
(da redação da JJcomunic)
Dois fatos, uma tendência. Já não causa surpresa e começa a virar prática autoridades, instituições, empresas e até as chamadas celebridades optarem por usar suas contas na mídia social para fazer revelações que consideram mais importantes. Nessa semana, dois episódios significativos demonstram o avanço da informação em linha direta. A Presidente Dilma Rousseff preferiu fazer um anúncio relevante - o do novo salário mínimo - através da sua conta no twitter. TVs, rádio, jornais e revistas acessaram o twitter pessoal de Dilma para replicar a informação. Já o político Geddel Vieira de Lima simplesmente pediu demissão de um das vice-presidências da Caixa também pelo twitter. No caso de Dilma, foi uma opção por falar diretamente com os brasileiros; no caso de Geddel, do PMDB baiano, é uma jogada política focada no interesse eleitoral regional. Em todo caso, ambos privilegiaram a rede social. Essa linha direta também tem sido usada por entrevistados ou empresas que consideraram que determinadas matérias publicadas em jornais não foram fiéis ao que declararam por escrito ou registraram em gravações próprias. Em alguns casos, para se defenderem de edições que consideraram manipuladoras, eles próprios divulgaram, na íntegra, nos seus sites, blogs ou Facebook, o que falaram aos repórteres. Essa é também uma boa prática e resultará em maior responsabilidade com a informação entre a fonte e o jornalista.