sexta-feira, 21 de junho de 2013

Memória: Em junho de 1968, quando o Facebook não era nem ficção científica, o povo seguia outro ritual para ir às ruas... Veja aqui, 45 anos atrás

Jovens na rua: pau e pedra para enfrentar a ditadura
As prisões...
... e a revolta.
na Praia Vermelha, assembleia que antecedia a ação nas ruas
O debate das propostas e da formação das passeatas.
Batalhão de Choque: fuzis e balas de verdade
Jornalistas atacados nas imediações da embaixada americana

Kombi incendiada: a preferência era destruir veículos da polícia.
Durante os protestos de junho de 68, a seleção brasileira também estava na mídia. Se hoje é Copa das Confederações, a edição da Fatos & Fots que cobria os protestos trazia matérias sobre Tostão e Cia em excursão na Europa.
Em 1968, 20 centavos  hoje tão falados eram irrisórios, praticamente não existiam. A inflação estava nas cédulas. Veja anúncio na F&F: nota de 5 mil cruzeiros carimbada com o valor de 5 cruzeiros novos. 

por José Esmeraldo Gonçalves
"Rio, a revolta dos estudantes", era a chamada de capa da Fatos & Fotos que foi para as bancas nos últimos dias de junho. Quarenta e cinco anos separam aquela onda de revolta contra a ditadura da atual "Revolução do Vinagre", como estão sendo chamadas as manifestações dessa semana, em função do uso do produto como suposta atenuante dos efeitos do gás lacrimogêneo. São muitas as diferenças no modus operandi de ontem e de hoje. Quarenta e cinco anos no tempo e anos-luz na essência. Em 1968, sem redes sociais ou celular, a comunicação entre os participantes era direta, através de panfletos, jornais mimeografados na máquina Facit, assembleias e boca a boca nos corredores das faculdades, escritórios, fábricas, repartições e colégios. Invariavelmente, as passeatas era planejadas com antecedência, mesmo que fosse de horas. Cada entidade ou diretório se reunia, ouvia as propostas (roteiro, dia, horário, palavras de ordem etc) e trocava informações com os representantes das demais instituições mobilizadas. Chegava-se a um consenso em relação a palavras de ordem. Nas manifestações dessa semana, por exemplo, havia quem pedisse em cartaz a volta do "regime militar" em oposição ao que bradava o manifestante ao lado que exigia mais e verdadeira democracia.  Nas ruas, as alas de 68 se formavam em uma sequência orientada pelos líderes de cada entidade. O povo, ou mesmo a massa de estudantes sem ligação direta com a cúpula do movimento, aderia a essas alas à medida em que ia chegando à concentração da passeata. A formação resultava em uma maior segurança contra a ação de infiltrados. Havia sempre um líder em cada ala. O direção principal passava informações através desses líderes na base do boca a boca mesmo, um telefone-sem-fio que ligava os setores. /os oradores, em geral, eram os presidentes e diretores das entidades envolvidas no protesto. Claro que essa formação persistia até que os batalhões de choque e a cavalaria (muito usada naquele época) investisse contra a multidão. Com um detalhe: as balas eram de verdade e pintavam as ruas de sangue. 1968 foi um ano que terminou.
A resposta dos militares viria em dezembro, com a edição do AI-5, que, nos anos seguintes, tornaria mais escuro e sangrento o que já era treva.  
 Observação: as fotos que ilustram este texto foram reproduzidas da edição 387 da Fatos & Fotos. São imagens históricas que fazem parte do Arquivo Fotográfico que pertencia à Manchete. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido. O Sindicato do Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos-Rio entraram com medida judicial para localizar a valiosa e histórica coleção de imagens e obter informações sobre seu estado de conservação. Em vão. Instituições públicas destinadas a cuidar a memória do país parecem não ter qualquer preocupação com o destino de um acervo de mais de 10 milhões de imagens do século passado.   

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Está na hora de ouvir as vozes claras que vem das ruas

por deBarros
O que ouvimos não foi a voz rouca vindo das ruas. O que ouvimos foi a voz bem clara dos jovens estudantes brasileiros numa manifestação bem viva desfilando pacificamente em passeata pelas avenidas e ruas das cidades brasileiras em protesto contra a situação política que o Brasil atravessa neste momento. A suas vozes bem claras dizem e repetem o que não querem mais e que não precisam de lideres para serem os seus porta-vozes. Nos seus pequenos cartazes, feitos à mão com um hidrocor, sobre os seus joelhos dobrados na grama dos jardins das Praças ou mesmo no asfalto das ruas, ditam os seu pequenos recados, que se tornam gigantesco Out doors, erguidos acima de suas cabeças no desfile das avenidas de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Braz de Pina aos rincões mais remotos deste imenso país, os seus pequenos cartazes são vistos e suas vozes bem claras são ouvidas as acusações pelo o que tem se deixado de fazer neste Brasil.
O recado está sendo dado com muita clareza sem nenhum mistério e mensagem oculta nas entrelinhas. Parem de dizer que não estão entendendo a razão das passeatas estudantis contra o aumento das tarifas dos transportes, porque estão entendo sim e estão se fazendo de surpreendidos com esse movimento autêntico e histórico que por sua força está desmascarando as posturas políticas hipócritas e danosas ao pais. Parem e ouçam com atenção as vozes claras que vem das ruas e se esqueçam das vozes roucas que vem dos corredores palacianos.

 

Memória: O Palácio Tiradentes foi ocupado por estudantes em 1968. Mas, há 45 anos, o objetivo era velar corpo de um estudante morto em protesto contra a ditadura civil-militar




por José Esmeraldo Gonçalves
Foi há 45 anos. O mesmo palco, objetivos e climas diferentes. Em abril de 1968, a revista Fatos & Fotos chegava às bancas com um capa dramática: o enterro do adolescente Edson Luis de Lima Souto. O estudante, de 18 anos, havia sido assassinado, dias antes (28 de março), no restaurante Calabouço, que fornecia refeições a universitários e secundaristas e era ponto de encontro dos jovens. O Rio parou, em "transe emocional", como conta a reportagem da F&F. Na última segunda-feira, vendo na TV as cenas do ataque à Assembléia do Rio de Janeiro, lembrei-me de 1968. Baleado, Edson Luis foi levado pelos colegas até a Santa Casa, nas imediações. Estava morto, a bala varou o coração do menino. Ele foi carregado, em seguida, para a Assembléia. Os estudantes - o grupo ficava cada vez mais numeroso - subiram as escadarias e invadiram o plenário. Em gesto que ficou gravado em fotos,  um rapaz exibia, como uma trágica bandeira, a camisa ensanguentada do colega morto. Assim que começou a correr a notícia do assassinato, todos os diretórios acadêmicos do Rio decretaram greve geral, lojas do Centro foram fechadas, teatros cancelaram espetáculos. O clima era de forte comoção. Apesar das pressões do governo - que queria que o corpo fosse levado para o IML - o paraense Edson Luis só sairia da Assembleia para o cemitério São João Batista, conduzido por uma multidão de cariocas.
Certamente, os jovens que tentaram depredar e incendiar o velho prédio, na última segunda-feira, não sabem a história e a emoção que aquelas mesmas escadarias e salões guardam.
São outros tempos, outras reivindicações, outros modos de ação.
Mas a História registra que, naqueles dias, o Palácio Tiradentes foi ocupado em nome de um pequeno heroi.
Se há dura ironia no contraste entre as imagens da Assembleia que este blog publicou, abaixo, e nas fotos reproduzidas da revista Fatos & Fotos, são também tragicamente irônicos os capítulos que se seguiram ao sacrifício de Edson Luis: a ditadura não foi abaixo, como pediam os cartazes de então.
Militares, políticos e empresários que sustentaram os anos de chumbo seguiriam torturando e matando brasileiros nas décadas de 1970 e 1980.
Observação: as fotos que ilustram este texto foram reproduzidas da edição 375 da Fatos & Fotos. São imagens históricas que fazem parte do Arquivo Fotográfico que pertencia à Manchete. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido. O Sindicato do Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos-Rio entraram com medida judicial para localizar a valiosa e histórica coleção de imagens e obter informações sobre seu estado de conservação. Em vão. Instituições públicas destinadas a cuidar a memória do país parecem não ter qualquer preocupação com o destino de um acervo de mais de 10 milhões de imagens do século passado.   

Protestos só são ouvidos quando não apelam para o vandalismo

por Eli Halfoun
Protestar pode e deve-se. Afinal é conversando que as pessoas se entendem. Por isso mesmo qualquer protesto feito com palavras será muito mais ouvido e respeitado. O que não pode é partir para um vandalismo selvagem depredando bens que são importantes para as cidades que querem sempre melhorar. Não pode também usar a prática-bandida de saquear (roubar) lojas. Roubar o que quer que seja inclusive guloseimas, como se o movimento fosse uma festinha. Depredação e saque são coisas de bandidos e bandidos não podem estar agindo no meio do povo que grita em uníssono um “nós não aguentamos mais”. É preciso encontrar uma forma de repudiar os vândalos e afastar os saqueadores. Eles só tentam desqualificar um heróico movimento democrático sério que mostra o quanto a voz do povo precisa ser ouvida.
Muita coisa se tem dito sobre o movimento que para muitos ainda permanece confuso.  Há quem acredite que a grita popular é contra a realização da Copa do Mundo e a construção de estádios. Ninguém é contra a que se construam bens para o país. O que revolta são os gastos astronômicos envolvidos nessas construções. Só são astronômicos porque estão superfaturados, ou seja, fazendo muita gente enriquecer e como sempre à custa do povo. O povo cansou de ser usado e está mostrando que sempre que isso acontecer estará unido para gritar contra a mediocridade, a roubalheira e a impunidade.

Não acredito que depois de toda a insatisfação manifestada nas ruas, qualquer eleitor tenha entusiasmo e vontade de votar na próxima eleição. Talvez fosse mesmo o caso de ninguém votar para mostrar que não queremos mais esses políticos no poder para nos atrapalhar e prejudicar. O que fazem cada vez mais e pelo visto com e cruel alegria. (Eli Halfoun) 

Está provado: era possível não aumentar o preço das passagens

por Eli Halfoun
Fica cada vez mais difícil entender a cabeça (se é que elas funcionam para o bem e o honesto) e o comportamento (esse nem Freud explica) dos políticos. Era óbvio que diante de tantas manifestações eles teriam de recuar em suas teimosias e cancelar o aumento das passagens. O que se pergunta agora é porque foi possível manter o antigo preço agora e não houve nenhuma vontade política e planejamento para evitar antes o aumento que felizmente foi pra a cucuia. O que parece é que a turma que governa (ou acha que faz isso) gosta é de “peitar” o povo e geralmente fazer o que poderia ser evitado e assim evitar muitos outros problemas. Agora fica claro que nem tudo o que os governos municipais, estaduais e federal afirmam ser necessário em termos financeiros é realmente tão necessário assim. Fica claro também que com planejamento adequado e vontade política sem demagogia não é preciso ficar massacrando o povo todo o tempo. Os políticos que agora recuaram (não tinham outra alternativa) saem desse episódio desgastados e desacreditados. Espera-se que também saiam definitivamente convencidos de que é sempre fundamental ouvir a voz do povo. A voz de quem ainda os elege. Ou elegia.  (Eli Halfoun)

Casa e comida de graça pra os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude

por Eli Hafloun
Os governos e as prefeituras do Rio e de Aparecida (SP) não desembolsaram e nem desembolsarão um único centavo para receber e hospedar os 90 mil peregrinos que participarão mês que vem da Jornada Mundial da Juventude. Os jovens peregrinos ficarão hospedados em igrejas ou nas casas de paroquianos, que cuidarão inclusive da alimentação dos hóspedes. Se os peregrinos fossem depender da verba dos governos teriam de dormir debaixo de viadutos.
A Jornada conquistou 280 mil inscritos. Os números mostram que 55,3% de inscritos são mulheres enquanto os peregrinos entre 19 e 24 anos somam 35% das inscrições. Já os maiores de 65 anos não chegam a 1%. Estima-se também que vários virão os representantes dos países atualmente em conflito: o Iraque terá 250 representantes, o Afeganistão virá com 25 peregrinos enquanto Serra Leoa mandará 12, o Haiti 117 e a Síria 4. Pelo menos durante os dias da Jornada estarão livres de maiores perigos.

O Papa Francisco quer fazer bonito em suas aparições e tem estudado bastante para falar algumas frases em português fluente. O Papa tem sido orientado pelo Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo D. Cláudio Hummes, que é seu amigo. Os dois conversam diariamente via Skype, que é preparado por assessores já que nem, o Papa e nem o cardeal são adeptos da informática. (Eli Halfoun)

Ranking da corrupção por partidos desde 2000: TSE divulga


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Deu no Dia


Deu na Folha


Cartazes de protesto...

VEJA OS CARTAZES, CLIQUE AQUI

Manifestações: o outro lado 1





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Manifestações: o outro lado 2



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No Rio, protesto, destruição e lojas saqueadas

Manifestantes e curiosos no cenário da destruição da noite de segunda-feira, no Rio. Foto Gonça
Viatura do BPChoque, ausentes na noite dos tumultos
Na segunda-feira, de manhã, manifestantes contrários ao quebra-quebra e saques, lavaram o piso da Assembléia e...
o pedestal da estátua de Tiradentes. Fotos Gonça
A Assembléia atraiu visitantes ainda impressionados com a ação de manifestantes que deixaram a Cinelândia, onde se concentrava a maioria, para promover incêndios, destruição e saquear de lojas. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Restaurante a quilo atacado: comida, diversão e arte?..

Em frente à Assembléia, restaurante na rota do quebra-quebra. Foto Gonça

Marcas de uma noite de fúria..

Nas imediações da Assembléia do Rio dse Janeiro, marcas de uma noite de fúria. Foto Gonça

A história da democracia ganhou mais uma página heróica e exemplar

por Eli Halfoun 
O brasileiro sabe gritar sem levantar o tom da voz. É realmente histórica a manifestação realizada no Rio, São Paulo, Minas e outros estados por uma população que foi às ruas para mostrar sua insatisfação. É evidente que o silencioso grito do povo não é apenas contra o aumento da passagem de ônibus. O povo está cansado da política e dos políticos e mostrou isso exercendo o seu pleno direito de protestar e reivindicar. É claro que por trás desse histórico movimento existe um jogo político que tenta desestabilizar o governo às vésperas da eleição que nos dará um novo (ou o antigo) presidente. Não importa: o fato é que fomos para rua democraticamente para mostrar que não estamos satisfeitos e muito menos “mortos” como pensa a maioria dados políticos da politicagem que não mostra nenhum interesse por esse povo que de tão heróico deveria ser tratado com mais justiça, dignidade e respeito.
Emocionante é a palavra que define com perfeição a marcha (mais de 100 mil pessoas no Rio e em São Paulo) que sem dúvida mobilizou e encheu de orgulho e entusiasmo democrático até quem apenas a acompanhou pela televisão, que com imagens reais e ótima cobertura jornalística desmente qualquer pronunciamento antidemocrático.

Tivemos sim alguns episódios de lamentável vandalismo que tentaram desqualificar a marcha de paz. Sabemos todos que muitos baderneiros profissionais se infiltram no meio do povo para desqualificar o protesto realizado sem violência, sem exageros e com educação democrática. Esse tipo de interesseiros profissionais (devem ganhar bem para estragar a festa) existirá sempre, mas o que realmente importa é que o povo voltou a dar uma silenciosa demonstração de democracia. Sem dúvida escrevemos uma nova página na nossa história. Resta esperar e torcer para que o Brasil escreva através de sés governantes outras páginas que orgulhem esse heróico e democrático povo brasileiro. (Eli Halfoun)

Vaia em jogo de futebol faz parte do espetáculo

por Eli Halfoun
Um dos assuntos mais comentados da partida entre Brasil e Japão realizada em Brasília foi a vaia que a presidente Dilma Roussef levou no estádio Mané Garrincha. Essa vaia não representa muita coisa em termos de aprovação ou desaprovação de governo ou de popularidade da presidente. Em meus muitos anos de carreira profissional acompanhando grandes eventos sempre ouvi vaias supostamente populares contra qualquer presidente e em qualquer país ou contra autoridades digamos políticas. A vaia faz parte do espetáculo e acontece sempre. Acredito que a presidente Dilma tenha ficado chateada com a vaia e preocupada com o rumo de sua campanha em busca da reeleição, mas vaia em estádio de futebol é comum. A torcida vaia até quando o time está jogando bem.  (Eli Halfoun)

Maracanã, Itália 2 x 1 México; Novos tempos, primeiro jogo oficial do Estádio. Impressões e fotos enviadas pelo Gonça

A visão de campo é boa. Lugares na linha de fundo devem ser evitados, claro (no velho Maraca a torcida só corria pra lá pra ver batida de pênalti), mas o campo ficou mais próximo.
Bom público no jogo Itália 2 x 1 México
Fila pra comprar cerveja cara. Atendimento bom mas preços altíssimos. 
Os telões funcionaram. Mas só passaram replay no segundo tempo. A foto não mostra bem mas a imagem é boa. Faltou legenda, o telão ganharia com isso na sua função de informar.
Quem for saudosista, esqueça: no interior do estádio você não encontrará nenhum ponto de referência do velho estádio. É tudo novo. No anel externo, sim, o carioca revê as linhas do lendário Maracanã. Mas o mito ficou. Os jogadores da Itália confessaram mais de uma vez a emoção de jogar em um Estádio que é a síntese da história do futebol mundial.


Caiu na rede. É tropa de elite: as belas soldadas do exército de Israel...

por Omelete
Em um momento relax, soldados do exército de Israel mostram suas armas mais poderosas. A brincadeira caiu na rede e a turma está sujeita a punição. Mas a foto já concorreria ao, se existisse, Prêmio Nobel de Fotografia da Paz. Alô, comandantes "falcões", deixem as meninas em paz;

Playboy-Brasil não acaba, mas não bota fé nas próximas mulheres

por Eli Halfoun
Nem mesmo os mais otimistas profissionais ligados à revista Playboy estão apostando alto na venda da publicação com as próximas fotos de Antonia Fontenelle e de Nanda Costa. Há um grande pessimismo em torno do sucesso de vendas já que ultimamente a Playboy não tem tido bom desempenho nas bancas, o que até fez surgir o boato, já desmentido, de que a Editora Abril tiraria a revista se circulação. O fato é que desde a década de 90 quando a edição com fotos de Joana Prado, a então Feiticeira, vendeu mais de um milhão de exemplares nunca mais a revista teve bom desempenho. Ultimamente as vendas não ultrapassaram os 150 mil exemplares, o que provocou enormes prejuízos.

Enquanto a Playboy-Brasil procura uma solução para sair da crise e vender mais nos Estados Unidos a Playboy original prepara-se para comemorar 60 anos com a modelo Kate Moss como atração.  Hugh Hefner, o criador da revista, não mostra preocupação com o grande número de revistas (além da internet) que publicam fotos de mulheres nuas. Segundo recente levantamento as bancas abrigam hoje nada mais nada menos do que 100 títulos de digamos revistas especializadas. Pelo visto a Playboy, que é uma excelente revista, precisa especializar-se ainda mais. Com mais nudez.  (Eli Halfoun)

Vandalismo não é manifestação democrática. É só o povo contra o povo

por Eli Halfoun
É evidente que ninguém que preza a democracia é contra manifestações pacíficas. A manifestação popular é a melhor forma de expressar a democracia, ou seja, de protestar contra alguma coisa e de ter uma digamos unânime opinião coletiva. Manifestações só têm sentido e valor quando não partem, para a ignorância e um vandalismo absurdo que, convenhamos, é uma forma antidemocrática de quem quer impor ditatorialmente uma opinião. Vandalismo é a utilização da força bruta e força bruta tem tudo a ver com ditadura e nada a vê com democracia. É verdade quer nem todos os que participam de manifestações pacíficas se juntam ao bando de vândalos que só está nas manifestações para criar tumulto e danificar o patrimônio público e privado. O pior é que se dizem estudantes e ao que se saiba estudantes não são os arruaceiros que atrapalham qualquer manifestação democrática, como a que acontece com a do aumento dos ônibus.       

Manifestações só são vitoriosas quando fazem ouvir o grito do povo e não criam a revolta do próprio povo que é sempre o maior prejudicado com o exagero de alguns manifestantes (na verdade apenas vândalos). Minha geração participou de várias manifestações e lembro com orgulho que quando caminhei na passeata, no Rio, pelas eleições diretas, quando não houve uma única conduta que levasse o movimento a provocar a indignação e a revolta do povo contra o povo. Caminhamos em paz, gritamos em paz e vencemos. As eleições diretas estão aí e são hoje a expressão maior da democracia. Um país só é realmente democrático quando sabe protestar pacificamente e quando respeita acima de tudo o povo. Nas manifestações contra o aumento das passagens de ônibus está faltando principalmente respeito ao próximo, ou seja, ao povo. Está sobrando vandalismo e violência e violência é, sabemos todos, a arma de quem não tem razão ou argumentos inteligentes para dialogar. (Eli Halfoun)

Eike Batista perde muito dinheiro, mas ainda está longe de deixar de ser milionário

por Eli Halfoun
Os humoristas de plantão na internet não perdem a oportunidade de brincar com o monumental prejuízo acumulado pelas empresas de Eike Batista e para deixar o empresário mais otimista têm feito algumas sugestões entre as quais: 1) inscrever Eike no programa Bolsa-Família; 2) faze-lo vender o terno que pertencia a Lula e que foi adquirido há anos em um leilão e 3) vender o milionário carro de seu filho Thor. Como se sabe Eike perdeu, segundo a Bloomberg, dez bilhões de dólares e caiu da 8ª para 75ª posição no ranking dos mais ricos do mundo. Ainda segundo Bloomberg esse ano Eike já perdeu 16,6 bilhões de dólares em valor de mercado de suas empresas. Semana passada, ainda segundo Bloomberg, Eike perdeu mais 5,7 bilhões de dólares e caiu para a 220ª posição na lista de ricos mundiais. Vai ver é parte dessa grana que ele pretende recuperar arrendando o Maracanã, que é nosso, do povo. (Eli Halfoun)

Sônia Abrão e mais, muito mais, do que apenas uma apresentadora policial

por Eli Halfoun
A televisão está carente de apresentadoras. Hoje o único destaque é Eliana que adquiriu uma experiência que a faz quase insuperável. Essa carência está diretamente ligada à falta de oportunidade que a TV dá para as mulheres, geralmente mal utilizadas nas programações. É, por exemplo, o caso de Sônia Abrão, que se viu transformada em uma espécie de anfitriã de fatos policiais. Mesmo assim ela tem conduzido o seu “A Tarde é Sua” (Rede TV) com bastante e incontestável competência apesar de ser injustamente criticada. Com uma longa e bem sucedida experiência. jornalística Sônia tem competência para conduzir com sucesso qualquer programa de variedades: é carismática, fala a linguagem popular, é articulada, bem informada e sabe impor sua presença com carinho e educação. Aposto que a Rede TV lucraria muito mais (em audiência e comercialmente) se utilizasse Sônia em outro esquema e apenas uma vez por semana. Não tenho dúvidas de que Sônia Abrão faria excelentes entrevistas, agruparia um punhado de atrações e daria ao público um novo esquema de programas de variedades, que até poderia manter como um quadro a fórmula policial quer Sônia utiliza (e utiliza bem) no comando do “A Tarde é Sua”. A tarde seria bem melhor para o público e para a Rede TV soubesse usar todo o potencial jornalístico e artístico de Sônia Abrão. (Eli Halfoun)

domingo, 16 de junho de 2013

Foto-Memória da redação: Manchete, um time que jogava uma bola redondinha...

Alberto Carvalho, Ivan Alves, Wilson Cunha, Flávio de Aquino, Roberto Muggiati, Heloneida Studart, Raymuno Magalhães Jr, Wilson Passos, Argemiro Ferreira, Pedro, Ney Bianchi, Carlos Heitor Cony e Irineu Guimarães. Ao fundo, Sammy. 
por Gonça
O cenário é a sala do oitavo andar do prédio da Rua do Russell. Era a redação da revista Manchete, um "butantã' de cobras do jornalismo. O prédio hoje abriga pretroleiras, não adianta chorar o óleo derramado. Os tempos mudam, épocas passam, mas não a memória. Relembrem aqui. A foto foi reproduzida do livro "Aconteceu na Manchete, as história que ninguém contou" (Desiderata), esgotado mas ainda à venda em sebos digitais.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Super-Homem: 75 anos...

Criado em 1938 pelo roteirista Jerry Siegel e pelo desenhista Joe Shuster, o Super-Homem vale milhões e ainda fatura até hoje em filmes e revistas. A capa que você vê acima é a Action Comics que marcou a estreia do personagem. Existem não mais do que 100 exemplares dessa edição. Recentemente, uma Action Comics número 1 foi leiloada por mais de 4 milhões e 500 mil reais.