sexta-feira, 30 de março de 2018

Viu isso? É para quem acha que o "mecanismo" estreou agora e não entende porque alguns escândalos dão cadeia e outros são esquecidos e não rendem seriados...

Reprodução El País. Link para o site El País Brasil com a matéria completa, abaixo.
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por Regiana Oliveira (para El País) 
Anões do Orçamento, Dossiê Cayman, Pasta Rosa, Máfia dos fiscais, compra de votos para a reeleição. À parte a CPI do Banestado, que voltou a ganhar destaque ao ser mencionada de forma caricata na série O Mecanismo, da Netflix, os muitos escândalos de corrupção que assolaram o Brasil após a redemocratização parecem estar fadados ao esquecimento. A sucessão de eventos, crimes, personagens, investigações, bem como as parcas condenações fazem com que a realidade brasileira de combate à corrupção seja difícil, para não dizer quase impossível, de acompanhar. Um projeto de pesquisa da USP, no entanto, aposta na ciência da computação para tirar esses casos do ostracismo, revelar o verdadeiro mecanismo de funcionamento das redes de corrupção no país e, no futuro, até prever como são formadas essas redes.

Na trama do Brasil real não há um personagem principal que lidera um grande esquema de desvio de dinheiro público, como por vezes ronda a imaginação popular. Mas, sim, uma rede bem engendrada de relacionamentos da qual foram mapeados 404 nomes – entre políticos, empresários, funcionários públicos, doleiros e laranjas –, de pessoas envolvidas em 65 escândalos de corrupção entre 1987 e 2014. “Essas redes criminosas operam de forma similar ao tráfico de drogas e às redes terroristas”, explica Luiz Alves, pós-doutorando no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, e um dos cinco pesquisadores do projeto.

A investigação foi feita com base em escândalos de corrupção divulgados na grande imprensa a partir de 1987. “Antes disso, não temos documentação sobre corrupção. O que não significa que não existia, mas sim, que não havia uma imprensa livre para expor os casos”, explica Alves.

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2 comentários:

Isabela disse...

isso sem falar que o direto do tal mecanismo transferiu escandalos da era de FHC para Lula e Dilma.Isso não é ficção é micção política na cara da sociedade.

J.A.Barros disse...

Não acredito que nessa explosão de corrupção não exista por trás um "dominador do fato ". Os executores dos fatos corruptos não se atreveriam a corromper diretores e presidentes de Estatais se não houvesse às suas costas alguém com poderes maiores de todos os poderes. Esse poder maior lhes garantiam o sucesso das chantagens públicas e a impunidade que seriam a desejar. As Máfias só existiram e ainda existem pela existência do seu "Dom ", o seu poderoso chefe que os orienta e os protege. "Il capo de tuti capi". Não existe "organização criminosa" sem seu Chefe absoluto e inconteste. Muitos crimes que acontece na cidade hoje vem de ordens emanadas, via celular, das penitenciárias onde estão presos os chefes supremos dos grupos criminosos. Esses diretores de estatais que se tornaram corruptos, ajudando a proliferação das propinas, não comeram esses crimes por expontânea vontade, cometeram sabendo que o processo de extorsão era e é acorbetado por alguém ou "alguens" tão poderosos que poderiam até a afasta–los do cargo ou mesmo demiti–los da atual função. Não podemos aceitar que um simples operador da corrupção, como esse Vercario – não sei o nome dele certo – teria força política para arrecadar e distribuir as propinas encomendadas. Ate mesmo os poderosos presidentes de agências como a Odebrech, OAS e tantas outras teria força política para extorquir, distribuir propinas, fazer lavagem de dinheiro sem que houvesse por trás delas o "Capo de Tuti Capi" . A corrupção sempre existiu no Brasil, como em outros países, mas nunca numa escala tão violenta como a que veio acontecer no Brasil nos últimos anos. Mas ela, essa gigantesca corrupção, ainda não acabou, ela ainda continua a exercer a sua destruidora obra apesar dos esforços da Polícia Federal e da Procuradoria Geral em destruir e prender esse corruptos que em grupos isolados ainda tentam corromper a tão corrompida sociedade brasileira. Não sei se essa corrupção acabará um dia, mas é preciso lutar contra ela prender os seus autores, puni-los com a prisão, e não solta-los livres como passarinhos como vem fazendo alguns ministros do STF.