quarta-feira, 7 de junho de 2023

Messi vai para Miami. E não é só para fazer compras

por José Esmeraldo Gonçalves

A nova realidade do mercado para jogadores passou a incluir a Arábia Saudita. A grana que bancou CR7. Há alguns anos, a China foi um destino promissor, chegou a pagar bem, mas regridiu.  O soccer norte-americano levou Pelé e Carlos Alberto, em antigas eras do Cosmos e, há alguns anos, contratou  a estrela David Beckham. Acontece que o soccer nos Estados Unidos parece ter um teto. Faz grandes contratações mas não consegue ultrapassar a bolha do público hispânico. Não se imagina o futebol como o conhecemos competindo lá com o basebol e o futebol americano. Alguns críticos dizem que os Estados Unidos são o mais luxuoso cemitério do futebol. Agora Messi anuncia que vai jogar no Inter de Miami, seja lá o que for isso. Um dos sócios do time e Beckham, o que não quer dizer muito: Ronaldo Fenômeno já foi dono de um time lá e não decolou. O craque Messi já vislumbra a aposentadoria. A Flórida é destino dos ricos aposentados. Tudo a ver, ele admite que passar mais tempo com a família é sua prioridade. Mas o momento é bom. Estados Unidos, Canadá e México sediarão a próxima Copa do Mundo e isso deve impulsionar algum interesse em direção à clássica bola redonda em um país habituado a uma estranha bola oval. Neymar já demonstrou interesse em se mandar para a liga norte-americano. O momento é de impasse entre ele e o PSG e grandes times europeus relutam em investir no brasileiro, pelo menos não surgiu proposta sólida até o momento. A festiva Miami pode, quem sabe, atrair Neymar para a sua fase de  aposentado. O futuro da carreira do brasileiro é uma incógnita, até mesmo fisicamente. Mesmo que permaneça no PSG, a volta aos gramados no começo da temporada europeia é improvável. Fotos recentes exibidas no programa do Craque Neto denunciam um Neymar com quilos a mais e difíceis de serem carregados em campo. Já para o nível do futebol em Miami isso não seria tanto problema assim. 

A Festa da Cueca: da lava jato ao ofurô

Sociedade secreta em festa. Cena meramente ilustrativa, do filme "De olhos bem fechados". 

por O.V.Pochê

Estive fora do Brasil por uns dias. Foi como se perdesse capítulos de um seriado instigante. Só se fala na Festa da Cueca. Que diabos foi isso? Tive que investigar, perguntar na vizinhança e na fila do pão. Soube que um ex-delator da Lava Jato que prestava serviço de espionagem para o "papa" e os "cardeais" da operação teria gravado um vídeo de uma noitada sexo-jurídica realizada em uma suíte de um hotel de luxo.  Data vênia, a jornada noturna entrou e saiu, muito apropriadamente, para os anais do Direito.  Dizem que o vídeo foi surrupiado por uma dos magistrados e cremado durante uma sessão de livramento evangélico. 

Sabe-se que os togados botaram pra quebrar mas, sejamos justos, mantiveram o notório saber jurídico. No meio da suruba desembestada era comum uma autoridade dirigir-se a um colega e respeitosamente. 

- Requeiro a minha vez com a postulante, estou aqui em estado de privação.

- Pois não, excelência, minha audiência com a jovem está terminando  E quid pro quo a fila anda.

Em determinado momento um procurador desavisado entrou com um processo na vara errada e perdeu a causa. Aparentemente criou jurisprudência porque a dita instância passou a ser o foro privilegiado para um colegiado descontraído.  Na ofurô, eu disse ofurô, uma jovem prestava queixa de um magistrado que não conseguia concluir a coisa julgada. A jovem pedia uma arbitragem sobre a indenização devida.

Por decurso de prazo, a suruba acabou antes do dia amanhecer. Os togados providenciaram a anulação processual. Por isso, a gravação foi destruída. In verbis.

 


terça-feira, 6 de junho de 2023

Manifestações de 2013: a revolução dos otários pariu a onda fascista

Usada nas manifestações de 2013, a camisa da seleção se transformaria
nos anos seguintes em uniforme da direita radical. Coincidência? Foto Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 

por Flávio Sépia

Provavelmente, havia os bem-intencionados, mas os manifestantes de 2013 não contavam com a história. 

Se havia democratas entre as pessoas que foram às ruas, o tempo, essa divindade cruel, os consagrou dez anos depois como os maiores otários do século. 

O que as manifestações de 2013 produziram? 

O golpe contra Dilma Roussef, a ascensão de Eduardo Cunha e Temer, a corrupção e os desmandos jurídicos da Lava Jato e a onda de colunistas da ultra direita que ocupou os princpais veículos. As "jornadas" de 2013, que a mídia conservadora exaltou nos últimos dias, levou para as ruas uma horda de preconceitos, racismo e agressividade, "valores" que, em seguida,  foram colados nas urnas e elegeram políticos fascistas. O pior: transformaram um sujeito do baixo clero em presidente. 

Não se pode dizer que os manifestantes de 2013 não mudaram o Brasil. Mudaram muito e para pior. 

O manifestantes de 2013 deram sua contribuição para que Bolsonaro e suas gangues políticas desmontassem a fiscalização do meio ambiente, botassem armas nas mãos de assassinos e atravessadores de fuzis para o crime organizado, matassem Marielle e Anderson, Dom e Bruno, Luiz Carlos Cancelier, Marcelo Arruda, além de líderes ambientais e rurais e indígenas, produzissem na legislatura passada e repetssem em 2022 dois dos piores Congressos da história política do Brasil, anulassem leis trabalhistas e previdenciarias, transformassem a "rachadinha" em fonte de enriquecimento, destruissem empregos, tentassem normalizar o trabalho escravo e, finalmente, levassem o Brasil a ser top five global em números de mortos durante a Covid. 

O país tenta agora se recuperar disso tudo. Conseguirá?  Há dúvidas. O processo político que as manifestações de 2013 despertou também resultou em um Congresso com maioria da direita que, 10 anos depois, tenta paralisar o governo. 

A inspiração fascista que saiu das ruas não foi embora. Os ataques terroristas em dezembro e janeiro últimos são o mais recente troféu que ainda traz digitais das "jornadas" de 2013. As mesmas forças continuam aí. 

Estranhamente, sumiram apenas os jovens que pediam passagens de ônibus a 20 centavos. Os preços aumentaram acima das inflação nos anos seguintes e eles nunca mais deram as caras. Desapareceram os black blocs, que tinham a missão de acender o gatilho da violência nas passeatas e justificar a repressão policial. Os manifestantes de 2013 protagonizaram na verdade uma versão tosta, mas efetiva, da Marcha sobre Roma de 1922. A mão que os levou às ruas pode voltar, a qualque momento, a ameaçar a democracia. Alguém duvida?      

segunda-feira, 5 de junho de 2023

De Washington Olivetto no Globo de hoje: a Sapucaí londrina

 

por Ed Sá

Na sua coluna de hoje, no Globo, Washington Olivetto compara os desfiles dos Windsor às escolas de samba cariocas. Em solenidades como coroação, enterros etc, The Mall vira Sapucaí. Pensando bem, como se viu na recente sagração do Rei Charles, Londres emula o sambódromo. Tem comissão de frente, tem destaque e alegorias vivas, tem o homenageado, tem enredo, o carnavalesco é o responsável pelo cerimonial, tem os baluartes, que são os demais membros da família real e a bateria personificada pela banda da guarda real. A praça da apoteose, tal qual Darcy Ribeiro imaginou para o final dos desfiles das escolas de samba, é o largo diante do Palácio de Buckingham. 

Fotomemória da redação: em alguma data dos anos 1990, o 'bonde" da Bloch no restaurante do decimo-segundo andar da Rua do Russell

 

Era uma data festiva. Sabe-se lá qual. Pode ser de um almoço de fim de ano, com alguns colegas usando o branco de lei. Vamos aos nomes: em pé, esq. para dir., Hélio Carneiro, dona Bella, Haroldo Jacques, Adolpho Bloch, Carlos Heitor Cony, Roberto Muggiati, Janir de Hollanda, Pedro Jacques Kapeller, Claudia Richer, Roberto Barreira, Lena Muggiati e Tarlis Batista; e, sentados, a partir da esquerda, Vera Mendonça, Marilda Varejão, Celso Arnaldo Araújo, Ateneia Feijó, José Esmeraldo Gonçalves, Lincoln Martins, Sylvia de Castro e Silvia Leal Fernandes. (José Esmeraldo Gonçalves)

domingo, 4 de junho de 2023

O dia em que O Cruzeiro sequestrou a seleção brasileira de futebol e deixou JK, no Catete, esperando horas para homenagear os craques

 


1958: Brasil vence a Copa do Mundo, na Suécia, e revela um jogador de 17 anos que viria a ser, logo depois, considerado Rei de Futebol. Edson Arantes do Nascimento, ou melhor, Pelé, fazia sua estreia no mundo. 

por J.A. Barros 

Naquele ano,1958, eu trabalhava no Departamento de Arte da revista O Cruzeiro. A seleção, na Suécia, acabava de conquistar a Copa do Mundo e, ao voltar ao Brasil, desembarcou no aeroporto do Galeão. Os campeões, a bordo de um carro de bombeiros, desfilaram pela cidade até o Palácio do Catete, onde o presidente Juscelino Kubitschek os homenageou. 

Pois bem, diante desse fato, a direção de O Cruzeiro, também resolveu receber os jogadores no salão da sua sede, projetada por Oscar Niemeyer, na Rua do Livramento, Gamboa, no Centro do Rio de Janeiro. No espaço nobre, no oitavo andar, decorado com 12 obras em grandes formatos assinadas por Portinari (em cada quadro, um aspecto histórico do Brasil era contado pelo pincel desse grande artista). No salão, montaram mesas de finos salgados, champanhe, de batatas fritas a caviar, enfim, um bufê servido pela Confeitaria Colombo. Mas o problema era como conseguir sequestrar a Seleção, desviando o comboio do seu trajeto e conduzindo-o para o prédio da revista. Estava previsto que o cortejo passaria na Av. Rodrigues Alves, nas proximidades da Livramento. Rodolfo Brandt, que fazia parte do grupo de jornalistas da revista Cruzeiro, pilotava uma motocicleta. Assim que a comitiva saiu do Galeão, Rodolfo se posicionou à frente do carro dos bombeiros e passou a liderar a comitiva. O jornalista entrou na Rodrigues Alves e, na rua onde arqueólogos descobriram antigo cais do porto de desembarque dos escravizados, conduziu a moto em direção à sede da revista. Atrás dele vieram os bombeiros e os craques em caminhão aberto. Daí em diante foi fácil. Rodolfo pegou a Sacadura Cabral e, em seguida, a Rua do Livramento. Em  poucos minutos, a seleção entrou no salão de O Cruzeiro. Em princípio, o grupo de jogadores não entendeu muito o que estava acontecendo, mas resolveu relaxar e aproveitar o momento.  Nós, do Departamento de Arte, que estávamos trabalhando, corremos para o salão para conhecer os campeões Garricha, Newton Santos, Vavá, Orlando e todos os outros jogadores. Mas nos detivemos em um garoto que, um pouco tímido, passou a conversar com a gente e contou os gols que fez na Copa e lembrou das lindas moças de cabelos louros e olhos azuis. O garoto modesto nos disse o seu nome. Pelé. Ora, mal sabíamos que aquele menino seria o melhor jogador de futebol do Brasil e do Mundo. A seguir, a seleção retomou seu roteiro, afinal, um Presidente da República estava aguardando os campeões do mundo havia algumas horas. 

O "sequestro" não resultou apenas em comemorações: repórteres e fotógrafos da revista fizeram matérias exclusivas com os heróis do primeiro título mundial da seleção brasileira. Além disso, fomos os primeiros a ver de perto a Taça Jules Rimet. Em certo momento, o goleiro Gilmar foi para a rua e posou beijando a taça com a sede de O Cruzeiro ao fundo.

Encontrando Godot • Por Roberto Muggiati

Samuel Beckett: cabeça de bala de fuzil

Foi na última vez que vi Orly, voltando definitivamente para o Brasil, depois de dois anos de Paris e três de Londres. Na antessala de embarque do aeroporto, vi de repente aquela cabeça única, inconfundível. Samuel Beckett, no bar, tomava cerveja (nada mais dublinense) descontraidamente – logo ele? – com três rapazes, pinta de irlandeses. Beckett tinha 59 anos, parecia sem idade, imortal. Daí a quatro anos ganharia o Nobel. Atrás de uma coluna, num canto, Godot espreitava. Ao ver aquela cabeça incrível, bala de fuzil, congelei. Seis anos antes, em Curitiba, eu tinha lido o livro-fetiche do Luiz Carlos Maciel, Samuel Beckett e a solidão humana. O homem era um monumento. Foi a única ocasião na vida em que eu – anarquista e ateu – quase acreditei ter visto Deus de perto. Em tempo: Godot é um trocadilho bilíngue de Beckett juntando God – Deus em inglês – com o sufixo diminutivo francês ot (inho)...

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Mídia: em editorial, a oligarquia Globo defende cassar um direito do presidente eleito

 

Reprodução Twitter 

Além de um editorial contra a indicação de Zanin para o STF, o Globo adiciona à campanha um artigo de Vera Magalhães,  apresentadora de um programa em TV bolsonarista de São Paulo, em que a jornalista lavajateira defende que Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não barre projetos da oposição. De quebra, insinua que ele deve fuzilar o nome de Zanin para o STF. Normalmente, os editoriais do Globo são um GPS para a opinião de colunistas e comentaristas do grupo. O editorial contra Zanin foi antecipado ontem na internet. Dona Vera foi correndo preparar seu artigo de hoje em que segue a linha  do patrão. 
 

sábado, 27 de maio de 2023

Mídia: Mexericos da Candinha na política

Recorte reproduzido do Globo
27-09-2023

por José Esmeraldo Gonçalves

Houve uma época que a Revista do Rádio publicava uma coluna de fofocas chamada Mexericos da Candinha. A maioria das "notícias" saía da imaginação dos colunistas costurada com algum falatório quase sempre de origem também não comprovada. As "fontes" nunca eram identificadas. Os mexeriqueiros davam "exclusivas" sobre celebridades traídas atribuindo os flagras a "um porteiro de uma 'boite' em Copacabana", "o chauffer do Oldsmobile do cantor", "um famoso prod seutor do teatro- revista nos segredou que viu um ator de radionovelas cortejando uma menina de 13 anos na Rua Duvivier". Na época, tais colunistas também frequentavam os corredores da Rádio Nacional onde "ouviam" camareiras, técnicos do estúdio e contra-regras para saber dos mexericos.

Atualmente, o tema dos fofoqueiros é a política, o território é Brasília e as "fontes" jamais identificadas são "o entorno de Lula", "assessores" etc. Às vezes, Candinha manda lá um "ouvido no Planalto". Dizem que quem inaugurou esse estilo na política e em Brasília foi o falecido colunista Jorge Bastos Moreno que cultivava a intimidade com os poderes e recheava seus textos com "clima" leve e "informal". 

Jornalistas foram muitas vezes cruéis com Dilma Rousseff. A maioria, engajada na campanha do golpe, pegava pesado. Os vestidos de Dilma, o jeito de andar e falar, a alegada "grosseria", tudo era motivo de pesadas críticas. 

Já que não houve crime, vai ver que Dilma foi derrubada por usar um vestido supostamente "deselegante". 

Agora, as e os Candinhas atacam Janja. Segundo Malu Gaspar "apurou", ela é a grande responsavel pela falta de uma base governista no Congresso. E por que? As "fontes" confidenciaram que Janja quer que na hora do almoço Lula...almoce. Aparentemente, a julgar pela nota, Lula deveria usar esse horário para se reunir com politicos e construir a base entre um bife a milanesa e uma goiabada com queijo. 

Geralmente nesses almoços reservados são servidas armadilhas ao ponto. O sujeito convidado sai da mesa e liga pra Candinha e passa a sua versão do encontro.  É assim que funciona. Claro que Candinha iria adorar. A "fonte" garçom poderia fantasiar que Lula bebeu o uísque mais caro, pediu caviar, arroz com açafrão iraniano e, durante o almoço, fez uma chamada de grupo para Putin, Maduro, Ortega e Kim Jong-un. Isso segundo o garçom. E a Candinha ainda avisaria que havia outra testemunha confiável: o cumim do restaurante. 

Na capa da Carta Capital: Lava tenta impedir apuração da operação mãos sujas de propina


Lava Jato quer silenciar investigação de denúncia sobre propinas e calar juiz que apura o caso. Mas tem atualização: Toffoli barrou a tentativa e levou o caso para o STF. Sintomas de epidemia de tremedeira afligem a gang do Power Point. 


sexta-feira, 26 de maio de 2023

Do Jornalistas & Cia: ex-funcionários da Rede Manchete contam suas histórias

 

Zélia Guerra, da editora Planeta Azul:
 incentivadora do projeto.Foto Divulgação

Reprodução/Jornalistas&Cia


Culto de celebridades a Bretas virou mico




Em 2017, celebridades homenagearam a Lava Jato fluminense e prestaram reverência quase religiosa ao então juiz Marcelo Bretas, então uma espécie de beato Zé Lourenço da "Justiça" e agora afastado e investigado.
 

terça-feira, 23 de maio de 2023

E La Liga não faz nada: essa é a torcida que chamou Vini Jr de "macaco"

 

Reprodução Twitter 

La Liga: Racismo Futebol Clube

 

No twitter, o prefeito do Rio Eduardo Paes reagiu à altura contra o presidenta da La Liga que tenta culpar Vini Jr, a vítima, pelas agressões racistas que sofreu em campo.

por José Esmeraldo Gonçalves 

De certa forma, a Espanha fascista venceu a Segunda Guerra Mundial apoiada primeiro pela Alemanha e depois pelos Estados Unidos. A ditadura nazi-fascista de Franco sobreviveu incólume por décadas. Claro que a história deixou raízes profundas no país. Grupos fascistas e nazistas atuam lá até hoje. O racismo exacerbado em muitos setores na Espanha é uma dessas heranças malditas. O futebol não escapa da militância de ultra direita. Há torcidas organizadas que se fantasiam com símbolos nazistas e frequentam estádios livremente. O craque Vini tornou-se alvo preferencial dos marginais pela coragem de opor-se  à turba e reagir a cada ofensa. É preciso mais: que patrocinadores democráticos cancelem seus contratos com La Liga, que nada faz para coibir agressões racistas; que os jogadores se unam e parem os jogos ou  façam greves até que racistas sejam presos; que sejam instituídas multas altas e suspensões para clubes que toleram e não combatem o racismo no futebol. E que as instituições e os cidadãos espanhóis que respeitam todas as raças se pronunciem e partam para a ação. Notas de repúdio não são suficientes.

Não será fácil. Nove entre os onze patrocinadores da La Liga contaminada pelo fascismo ficaram em silêncio diante das ofensas e agressões ofridas por Vini Jr. São essas marcas: EA Sports, Microsoft, Cervezas San Miguel, Sorare, BKT, Socios.com, Gol-Ball, Golazos e Panini. Apenas duas divulgaram notas condenando o triste episódio no jogo Valência e Real Madrid. São elas: Santander e Puma. 

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Eu podia ser hoje um aposentado do Brexit, sabiam? • Por Roberto Muggiati


O casal real perdeu um súdito.
Foto: Reprodução 

Foto Cláudia Alves

Já fui súdito do Ray Charles, mas poucos sabem que eu poderia estar vibrando entre as hordas que festejaram a coroação do Rei Charles. Explico: em 1965 eu havia prorrogado por dois anos meu contrato de trabalho com o Serviço Brasileiro da BBC em Londres. Eis que entra intempestivamente em cena Lina, que seria não só minha primeira mulher, mas aquela que mandaria na minha vida nos doze anos seguintes: 

– Nada de ficar por aqui mofando como funcionariozinho da BBC.... Vamos voltar para o Brasil, você vai entrar para o Itamaraty!

Até hoje não sei explicar por que embarquei tão passivamente na onda da Lina. O Itamaraty não aconteceu, não me tornei lacaio da ditadura. Caí nos braços da Manchete e o resto é história... Mas houve ainda uma mãozinha da Lina na minha contratação para a Veja como um dos quatro supereditores do Mino Carta. Ela insistiu em participar das conversações durante um cozido no restaurante Ca´d’Oro. Feminista de carteirinha, aonde o marido ia, ia atrás. Ajudou-me a obter o segundo cargo em importância na revista. Mas, ano e meio depois,  nunca lhe perdoei o vexame de convocar a mim e ao Mino, no meio de uma tarde de trabalho, para uma reunião em nossa casa no Pacaembu. Queria voltar para o “balneário” e exigia que eu fosse nomeado diretor da Veja no Rio. Surpreendentemente, Mino topou largar tudo na redação da Marginal do Tietê para conversar chez Lina. Até hoje devo a ele desculpas, vou mandar uma “Carta ao Mino”. 

Sujei minha biografia na BBC ao desonrar meu compromisso de continuar mais dois anos. Muitas vezes ainda penso como teria sido a vida que perdi em Londres por causa da Lina? Não consigo imaginar, vivi várias outras vidas nestas sete décadas. O trauma da escolha errada entre isso ou aquilo – que chamei de Síndrome do Remorso da Escolha Binária, é tão ocioso e deletério  como a Teoria do Complô. Os franceses já se descartaram dela nessa deliciosa frase de efeito: “Avec des ‘si’, on mettrai Paris dans une bouteille...”/“Com ‘suposições vãs’ a gente colocaria Paris dentro de uma garrafa...”

Mas enfrentei ainda na vida encruzilhadas marcantes que merecem citação.

• No dia dos meus 24 anos – 6 de outubro de 1961 – eu encerrava um giro de um mês pela Sicília em Taormina, um dos lugares mais bonitos do planeta, duzentos metros acima do Mar Iônio, com o Etna mais ao sul eternamente cuspindo lava. Num dos acolhedores cafés de calçada da via principal, à beira do penhasco, um simpático sessentão puxou conversa e embarquei assim num longo papo com “Il Colonnello”, um ex-oficial do exército americano, de perfil hemingwayano, que, cativado pela beleza do local, se deixou ficar por ali. “Você não é como os garotos italianos, fala um inglês perfeito e tem muita cultura, ” comentou a certa altura. Convidou-me para jantar em sua casa aquela noite. Tomei uma ducha e troquei de roupa no Albergo della Gioventù de Giardini-Naxos, à beira-mar abaixo de Taormina. “Il Colonello” morava num belo palacete no centro de um amplo terreno bem arborizado.  Uma governanta rigorosamente paramentada nos encaminhou para uma sala de estar à meia-luz onde havia uma seleção de drinques ao nosso dispor. Lá pela segunda dose, o anfitrião já se mostrava mais afoito e foi então que caí na real. No fundo, sabia o que me esperava, mas a curiosidade de escritor me impeliu a ver até onde chegaria nosso bravo guerreiro. Quando aproximou o rosto do meu e senti o Bafo da Morte, saí porta afora e desci correndo os degraus que levavam a Naxos. A sorte me havia dado (com cacófato) a chance de me tornar um castelão num dos locais mais belos do mundo – o  velho não devia durar mais do que uns dez anos, talvez até cinco ou menos. Mas literalmente não tive culhões para encarar a situação. O preço não valia o prêmio.

• Entre a bolsa de estudos em Paris e a temporada na BBC de Londres, passei em Curitiba o que chamei de “seis meses num DKW”. Numa crise aguda de vazio existencial, enfronhei-me no zen-budismo. Estimulado por amigos de São Paulo, participei de um concurso de monografias da Associação Cultural Brasil-Japão. Escrevi um ensaio maravilhoso sobre a influência da cultura japonesa no Ocidente, mas fiquei só com o segundo prêmio, uma viagem marítima pelas linhas OSK de Santos a Buenos Aires. Dei a passagem a meu pai, que fez com minha mãe sua primeira viagem internacional e se tornou assíduo no eixo Curitiba-Buenos Aires, naqueles tempos de moeda argentina desvalorizada.

Ganhasse o primeiro prêmio – passagem e estadia de um ano no Japão – eu me empenharia na minha busca zen, talvez até me tornasse mestre, feito só alcançado por um ocidental. Jornalista, redator de publicidade e colecionador de arte, John Toller serviu no exército americano em 1954 no Japão e ficou por lá fazendo traduções. Em 1973, aos 42 anos, raspou a cabeça e entrou para um mosteiro em Kyoto. Alternava meditação e diálogos com tarefas como cortar lenha, cultivar legumes e limpar o chão do templo. Com outros discípulos, embarcou em viagens de mendicância, caminhando no rigor do inverno pela neve com sandálias de palha, esfregando os pés com óleo para prevenir rachaduras e sangramento. Vejam só as delícias de que o destino meu poupou.

• Uma última vez sofri a Síndrome do Remorso do Dilema Binário. Eu fazia traduções para o serviço de divulgação A Voz da Rússia e, crítico de jazz com vários livros publicados, me convidaram para o Odessa JazzFest, mas, por obra e graça da dupla diabólica Putin-Medevdev, a viagem foi abortada. Lamentei amargamente perder a oportunidade de visitar a monumental e lendária Escadaria de Odessa, onde foi filmada a mais importante cena do cinema: o fuzilamento pelos cossacos do Tzar de populares que iam acolher os marujos do Encouraçado Potemkim. Aquele turbilhão de imagens na fantástica montagem de Serguei Eisenstein, inspirada – como assinalei em meu trabalho sobre a cultura japonesa – no ideograma chinês e na estrutura do haicai.

A idade me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Quanto à ideia de reescrever o meu destino, cheguei à conclusão de que a vida de uma pessoa é a combinação daquilo que cai ao acaso no seu caminho com aquilo por que ela mesma corre trás. Como diz o Bardo, “Bem está o que bem acaba.”



domingo, 14 de maio de 2023

Ô vida dura! O salto triplo carpado dos jornalistas para evitar dizer que a inflação caiu

A inflação caiu, mas o Metrópoles preferiu destacar que não caiu tanto quanto Tebet esperava

O Globo ser recusou a digitar que a inflação caiu. E não deixou de usar o verbo subir. Caiu, mas subiu mais do que o previsto.

Merece uma cadeira nas faculdades de jornalismo. Poderia se chamar "Manipulação Comparada da Informação". A mídia dos matizes que vão do conservador à extrema direita ou costeando o alambrado do fascismo se incomoda com possíveis mudanças que afetem os privilégios do topo da pirâmide e se engajou em forte oposição ao novo governo.  Proliferam as "notícias" sem fontes, que equivalem a fofocas. Mas a ginástica da campanha vai mais longe na "arte" de transformar um informação positiva em negativa. O Metrópoles, por exemplo, noticiou a queda da inflação de uma forma que exigiu do redator da vez um salto triplo carpado. A inflação caiu, ele admite, mas em um índice inferior ao que o mercado previa. Ah, bom. Caiu, mas que pena, os addicted boys da Faria Limer esperavam mais. Além disso, o escriba prevê dias terríveis de inflação alta no segundo semestre.

Já o Globo evitou o verbo cair. A inflação caiu segundo os números que o próprio jornal publica, mas o funcionário dos Marinho não deu mole e escreveu que "subiu mais do que o previsto". 

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Mídia: os amigos dos amigos...


Os analistas da mídia ignoram o caminho percorrido até o Brasil alcançar a atual situação de risco à democracia. Fingem surpresa. O editorialista que escreveu o texto que a Folha de São Paulo publica hoje acabou de chegar de Marte. Vamos ajudá-lo a encontrar uma certa lucidez. Quando o estamento elitista derrubou a presidente Dilma Rousseff, atropelando a Constituição sob a euforia da mídia neoliberal e direitista, a Folha dos Frias teve orgasmos gráficos. A ação antidemocrática dos políticos, dos militares na sombra, do mercado, do agro, das igrejas evangélicas, da Justiça e até de setores criminosos foi aplaudida. Veio o Temer que, sempre com a ajuda da milícia jornalística, preparou o terreno para Jair Bolsonaro. Temer, como bom serviçal, começou a fazer a primeira etapa do trabalho sujo: reforma da Previdência, precarização da segurança trabalhista, fragilização da fiscalização ambiental e jogadas privatistas milionárias. A República registra tudo isso. Veio a campanha e eleição de Bolsonaro. A mídia conservadora, em nome dos setores que ela representa bem disfarçou, cravou Bolsonaro e usou Paulo Guedes como o "amigo" que a convenceu. Para ficar dentro de um campo que é terreno deste blog,  a mídia fez o meio de campo para o Brasil de hoje, o das emendas, do orçamento secreto, do preconceito, dos CACS, da corrupção de rachadinhas, jóias, falsificações, da destruição da Amazônia, lavagem de dinheiro,  do narcogarimpo, do agronegócio invasor de terras indígenas e ligado a organizações criminosas, da execução de Marielle, de Dom e Bruno, do genocídio provocado pela indiferença ideológica à covid e da matança de indígenas para favorecer o garimpo e o narcotráfico. A mídia tem digitais bem impressas nesse processo. Os Andersons e Cids da vida são crushs dos editorialistas. E, se você acha que a campanha acabou, engana-se. Leia con atenção os editoriais disparados desde que Lula tomou posse. Confira o ódio e a manipulação da mídia das famílias Mesquita, Frias, Marinho etc. Inteligentes perceberão: o golpe ainda respira.


BBC BRASIL desvenda o Narcopentecostalismo

 



Leia a matéria completa no BBC Brasil.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Mídia - agora é assim: o jornalismo político sempre "tem um babado pra contar"

 

O jornalismo político atual é essencialmente de fofoca. Ontem, na Globo News, a comentarista Eliana Cantanhede falou que havia um zum zum em Brasília sobre o fracasso da visita de Celso Amorim à Ucrânia: Zelensnski não o receberia e nem mesmo o chanceler daria as caras. Apesar de usar a fofoca como "fonte" a própria Cantanhede logo desmentiu o zum zum: naquele momento Celso Amorim estava cumprindo a agenda como era esperado. Já o Metrópoles ousou "revelar" praticamente um segredo de alcova: quando o país se abalou com a tentativa de golpe de 8 de janeiro, Janja teria pedido a Lula que fechasse o GSI. A nota não diz como o colunista soube da confidencia e nem quem vazou. Se ele esteve na suite do casal, se o Lula lhe contou enquanto escovava os dentes, se Janja lhe mandou um ZAP, se o general Heleno estava escondido no armário e ouviu tudo. A nota é desprovida de fonte parece mentira, tem jeitão de fofoca do compadre  foi "revelada" quatro meses depois, mas esse é o manual de redação em voga na cobertura política em Brasília. Não é "babado" que fala? 

terça-feira, 9 de maio de 2023

Folha de São Paulo: o manual do ódio

 

A jornalista que escreveu isso tem problemas. Precisa de ajuda especializada para conter família o ódio que parece como norma. Pode ser perigoso conviver com ela. Nunca se sabe para onde vai apontar sua bazuka de frustração e ressentimento. No caso, Rita Lee foi o alvo. Mas pode ser qualquer um. A jornalista é uma  "CAC" que treina "tiro" aos outros no teclado do computador.

Alguém já disse que em um regime autoritário o guarda da esquina é problema: ele incorpora o rancor do chefe. A Folha nunca foi santa. Emprestou viaturas à repressão e ajudou a financiar a tortura nos anos 1970. Mas conseguiu piorar, avançou várias casas rumo à ultra direita. Se o clã namora a intolerância típica do fascismo, a escriba sobe na ponta sobe nas tamancas, estufa o peito, ensaia o passo dos bersaglieri  e mira em Rita Lee. Deve ter desfilado na redação após disparar o título acima reproduzido imaginando-se a "cara",  uma "frias" entre os mortais.

Para o Banco Central sob administração bolsonarista o 8 de Janeiro não acabou

 

O 8 de Janeiro acabou? Não. A tentativa de golpe está em curso no Banco Central, e não apenas nesse reduto do governo passado. A ameaça persiste em setores militares e policiais, na mídia da direita, em bolsões fascistas do Senado e da Câmara, em alguns governos estaduais de aliados de Bolsonaro,  em porões de radicais evangélicos, no mercado e no agronegócio. Muita gente, não? Pois é, a democracia continua sob ataque.


segunda-feira, 8 de maio de 2023

Mídia - jornalismo é catarse do povo?

 


A mídia apela muita vezes para uma espécie de fantasia que faz o povo pensar que a justiça e o país funcionam. Por exemplo, você lê, ouve e vê muitas vezes que as autoridades aplicaram multas milionárias a empresas e pessoas físicas que desmataram áreas preservadas. Ou condenaram a Supervia, do Rio,  empresa privada que presta um péssimo serviço, a pagar milhões em multas por ser o desastre que é. A condenação a multas não devia ser notícia. Sabe-se que os multados não pagam. A população fica de alma lavada quando lê que uma determinada dondoca foi presa por racismo. Não é notícia. Notícia seria se o flagrante da multa sendo paga. Ou a madame condenada a cumprir pena e, de fato, engaiolada. 

Nunca acontece. 

Esse é o caso do Bolsonaro pilantra  investigado por vários crimes. A IstoÉ acredita que ele pode ir para a cadeia. Não vai. Nem se sair pelado na Praça dos Três Poderes abraçado ao general Heleno, também patrioticamete nu, com uma pistola .45 ostentada nas decrépitas bochechas da bunda ameaçando o STF. A mídia induz ao logro. Acalma almas, mas não é real. É a catarse através do jornalismo  

sábado, 6 de maio de 2023

Atenéia Feijó (1943-2023) é recebida na "terra de cima" dos ianomâmis

Atenéia Feijó na Amazônia em 1971. A foto é de Walter Firmo, então fotógrafo da Manchete. Reprodução
Revista Manchete 

por José Esmeraldo Gonçalves 

Da repórter e escritora Atenéia Feijó ficam a incansável defesa dos povos originários - a missão jornalística a que se dedicou e cumpriu com brilhantismo desde o começo dos anos 1970 - e o texto impecável. 

Atenéia trabalhou na revista Manchete, nos jornais Estado de São Paulo, O Dia e no lendário JB. Na Manchete, em dezenas de reportagens, ela denunciou o genocídio dos ianomâmis muito antes do Brasil despertar para uma das suas maiores tragédias iniciada durante a ditadura militar de 1964 e que prossegue até hoje. O extermínio  se acentuou com crueldade no governo racista e desumano de Jair Bolsonaro. 

Atenéia Feijó partiu na madrugada de ontem, 5 de maio, aos 80 anos, após lutar contra a Creutzfeldt-Jakob, uma doença degenerativa. 

Os ianomâmis crêem que são o povo que "segura o céu". Agora, acolherão na "terra de cima", como chamam, a repórter que mais os defendeu.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

O pega-rapaz do Cidinho despachante

 

Reprodução Twitter 

Paulistanos barrados no Viaduto do Chá privatizado

 

Reprodução Folha de São Paulo 04/5/2023

O ex-prefeito Bruno Covas mandou reformar o Viaduto do Chá a um custo de mais de 90 milhões de reais bancados pela prefeitura. Depois disso entregou tudo em licitação para empresa privada que nada investiu, assumiu o Viaduto do Chá, que vai explorar por 30 anos. Estão previstos investimentos ao longo da concessão assim como a exploração comercial do local. Segundo a Folha de São Paulo a população está reclamando porque acessos são bloqueados em determinada ocasiões e área pública em mãos privadas deixa de ser pública. Em São Paulo, tanto a capital quanto o estado, privatização é dogma.  Pedágio na Avenida Paulista e na Ponte Estaiada não seria surpreendentes na ofensiva das concessões. 


Mídia: jornalista adora chavão bolsonarista

 


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Mídia: o verme do bolsonarismo não poupou jornalistas

 

A adesão de muitos jornalistas à direita radical comecou bem antes de Bolsonaro chegar à Presidência. Mensalão e Lava Jato arregimentaram muitos profissionais. A conspiracão e golpe contra Dilma Rousseff  recrutaram outros. Tudo isso junto mostrou que a tropa do golpe reunia profissionais de imprensa fascistas mas, também, cineastas, compositor e produtor musical, músicos, cantores, economistas, juristas, alguns desses com colunas no Globo, Folha, Veja, IstoÉ e Estadão e espaços generosos na Globo e Globo News onde exercitarem os primórdios do jornalismo de guerra e ódio. Houve quem adicionasse uma dose de sentimentalismo à opção ideológica em relação a personagens da ascensão da ultradireita brasileira. Dois jornalistas da Globo se destacaram na "emoção": Vladimir Neto, autor de livro-exaltação ao ex-juiz nada isento Sérgio Moro e que emplacava pautas de interesse da Lava Jato no mídia, segundo conversas no Whatsapp dos procuradores da força tarefa, e a repórter Delis Ortiz, que em um café da manhã com Bolsonaro viveu minutos de comoção ao dar de presente ao ignóbil uma bíblia. 
 Pois o tempo passou e a lombriga bolsonarista continua no intestino de certos profissionais. Um exemplo foi a atitude da repórter Katiuscia Sotomayor, da Jovem Pan, que chorou no ar ao divulgar a investigação de Bolsonaro e organizacão criminosa que falsificou comprimento de facina. O objetivo da gangue da fraude era entrar nos Estados Unidos sem o risco de impedimento por não terem a carteira de vacinação. A repórter da Jovem Pan se emocionou com a falsidade ideológica da quadrilha.