por José Esmeraldo Gonçalves
A nova realidade do mercado para jogadores passou a incluir a Arábia Saudita. A grana que bancou CR7. Há alguns anos, a China foi um destino promissor, chegou a pagar bem, mas regridiu. O soccer norte-americano levou Pelé e Carlos Alberto, em antigas eras do Cosmos e, há alguns anos, contratou a estrela David Beckham. Acontece que o soccer nos Estados Unidos parece ter um teto. Faz grandes contratações mas não consegue ultrapassar a bolha do público hispânico. Não se imagina o futebol como o conhecemos competindo lá com o basebol e o futebol americano. Alguns críticos dizem que os Estados Unidos são o mais luxuoso cemitério do futebol. Agora Messi anuncia que vai jogar no Inter de Miami, seja lá o que for isso. Um dos sócios do time e Beckham, o que não quer dizer muito: Ronaldo Fenômeno já foi dono de um time lá e não decolou. O craque Messi já vislumbra a aposentadoria. A Flórida é destino dos ricos aposentados. Tudo a ver, ele admite que passar mais tempo com a família é sua prioridade. Mas o momento é bom. Estados Unidos, Canadá e México sediarão a próxima Copa do Mundo e isso deve impulsionar algum interesse em direção à clássica bola redonda em um país habituado a uma estranha bola oval. Neymar já demonstrou interesse em se mandar para a liga norte-americano. O momento é de impasse entre ele e o PSG e grandes times europeus relutam em investir no brasileiro, pelo menos não surgiu proposta sólida até o momento. A festiva Miami pode, quem sabe, atrair Neymar para a sua fase de aposentado. O futuro da carreira do brasileiro é uma incógnita, até mesmo fisicamente. Mesmo que permaneça no PSG, a volta aos gramados no começo da temporada europeia é improvável. Fotos recentes exibidas no programa do Craque Neto denunciam um Neymar com quilos a mais e difíceis de serem carregados em campo. Já para o nível do futebol em Miami isso não seria tanto problema assim.