![]() |
Reproduções Twitter |
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
por José Esmeraldo Gonçalves
A Copa do Mundo se aproxima e o assunto futebol ganha força fora do jornalismo especializado. As redes sociais questionam ultimamente se o torcedor deve comprar a nova camisa da seleção lançada essa semana. A discussão faz sentido e expõe opiniões distintas. Há quem ache que a camisa amarelinha deve ser resgatada do bolsonarismo que a tornou o uniforme de manifestações antidemocráticas. Outro grupo desistiu da amarelinha e considera que a extrema direita a emporcalhou de vez.
Em 1970, com a seleção na última hora invadida por militares - havia tantos milicos na comissão técnica que até parecia o atual governo - uma discussão semelhante agitava a esquerda: torcer ou não pelo Tri que seria usado pelo marketing da ditadura? Na época, à medida que o Brasil brilhava no México, a genialidade e a garra de Pelé, Rivelino, Tostão, Carlos Alberto, Jairzinho, Gerson e Brito e companhia conquistaram os torcedores. Alguns presos políticos confessaram depois em entrevistas e livros que ficou difícil não torcer pela seleção.
Pouco antes do Natal de 1969, embora a data da edição indique 1º de janeiro de 1970, a Fatos & Fotos publicou uma capa com Simonal fantasiado de Pelé e Pelé vestido de Simonal (curiosamente, como se vê, a revista deu mais importância à dupla de ídolos do que à morte do general Costa e Silva que teve direito apenas a uma chamada).
O cantor vivia o auge do sucesso, era uma unanimidsde nacional. Dois anos depois dessa capa, contudo, ele preparou para si mesmo uma tremenda armadailha: convocou amigos da polícia para pressionar seu contador, Raphael Viviani, e forçá-lo a admitir que havia desviado dinheiro da empresa Wilson Simonal Produções. A polícia, sabe como é, sequestrou e torturou Viviani que denunciou o crime e acrescentou que Simonal havia presenciado tudo. O caso explodiu nos jornais e nas revistas. Ao final, em rumoroso julgamento, o artista, condenado por extorsão e sequestro, foi preso por alguns dias, mas logo ganhou o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar. Nunca foi inocentado, como muitos pensam, e a pena talvez pior do que o veredito da lei e que praticamente acabou com a sua carreira foi o boicote e o cancelamento, como se diz hoje. Ele também foi chamado de dedo-duro por alguns artistas, mas essa acusação nunca foi provada nem virou processo. Simonal tentou, por várias vezes, retomar o sucesso, mas a marca de ligações com a ditadura foi mais forte.
Em 1975, a redação da Fatos & Fotos, que funcionava no sétimo andar do prédio do Russell, foi surpreendida pela chegada de Simonal, o próprio. O cantor estava acompanhado de uma figura da Bloch, da publicidade, com notórias ligações com o meio policial do regime militar. Os dois conversaram com o diretor da revista sobre o desejo de Simonal de dar uma entrevista para a FF falando sobre a carreira, os novos rumos e passos, mas pediam a "garantia" de que a matéria não voltasse a falar do caso policial que havia sido objeto de várias matérias na Fatos & Fotos e na Manchete. A entrevista, pelo menos naquela ocasião, não foi feita, apesar de Simonal conhecer o repórter escalado, Luiz Carlos de Assis, da Amiga.
O Simonal dos tempos de sucesso tinha intimidade com a Bloch. As três revistas semanais da editora fizeram centenas de reportagens e entrevistas com ele, que atendia a todas, inclusive posar produzido para capas em horas de estúdio.
Na última quinta-feira, a propósito, a página Grandes Esquadrões e Grandes Jogadores, do Facebook, reproduziu a capa da Fatos & Fotos e recordou a polêmica acima, mas o principal tema do post era uma história sensacional. Simonal tinha passe-livre nos treinos e na concentração da seleção de 70 e se imaginava bom em tudo. Os jogadores bolaram uma pegadinha para o cantor convencendo-o que, com a dispensa inesperada do jogador Rogério, ele poderia ser convocado para preencher a vaga. Já estava no México, dizia que era bom de bola, argumentaram, mas Zagalo, que entrou na brincadeira, queria que ele particiasse de um treino. Simonal teria acreditado na gozação e o "treino" foi um desastre.
Leia a historinha completa no link abaixo
Mas quando fala isso, o Guedes quer mesmo é agradar Bolsonaro. Imediatamente depois das asneiras que diz deve telefonar babando para o chefe:
"Viu o que falei, presidente, viu, viu? Mandei bem, enquadrei os caras. Aprendi com o senhor. Conte comigo, estou aqui. Dona Michelle vai bem? Minhas lembranças para ela. Admiro sua senhora. E o senhor está com saúde? Graças a Deus. Tô gostando de ver. Vai ter 'live' hoje? Não vou perder. Um beijo no coração".
Veja o vídeo publicado no Figaro
https://video.lefigaro.fr/figaro/video/bresil-le-ministre-de-leconomie-juge-la-france-insignifiante/
Uma das fotos da matéria da Contigo: Geneviève, Jean Boghici e Sabine Boghici. A foto é de Márcio Nunes, reproduzida da edição de 20 de setembro de 2012. |
por José Esmeraldo Gonçalves
No começo dos anos 2000, a Contigo passou por uma reforma editorial que qualificou a revista como uma publicação que, além da cobertura de TV, seu campo de ação original, abria espaço para celebridades de todas as áreas: escritores, atletas, compositores, músicos, figuras da sociedade etc. Por volta de 2009, foi criada na revista uma rubrica chamada Gente & História destinada a entrevistas com personalidades selecionadas, era um espécie de espaço premium da Contigo. Como entrevistadores, a revista convidava, geralmente, escritores conhecidos.
A abertura da entrevista de Jean Boghici a Roberto Muggiati reproduzida da Contigo. |
Nesse trecho, a matéria cita Sabine Boghici |
Em 2012, como editor de redação na sucursal do Rio de Janeiro, chamei o jornalista e escritor Roberto Muggiati para colaborar na seção Gente & História. Uma das várias entrevistas que ele fez foi com o Jean Boghici, que foi fotografado por Márcio Nunes.
Colecionador e marchand, um dos maiores do Brasil, ele estava em evidência por um motivo acidental. No dia 13 de agosto, seu apartamento, uma cobertura na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, sofrera um incêndio que consumiu parte do imóvel. Ninguém se feriu, mas algumas obras de arte se perderam, entre as mais importantes, as telas Samba, de Di Cavalcanti, e Floresta Tropical, de Guignard. O colecionador ficou desolado. Mas a dor maior, como ele confessou à Contigo, foi a morte da Pretinha, sua gata de estimação.
Um dos quadros recuperados: O Sol Poente, de Tarsila do Amaral. |
Dez anos depois daquele incêndio, o sobrenome Boghici volta ao noticiário em um rumorosa caso policial. A Operação Sol Poeta da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade investiga um golpe milionário que teria sido comandado pela filha de Boghici, Sabine Boghici, e executado por ela e comparsas contra a viúva do colecionador, Geneviève Boghici, de 82 anos. Estima-se que o roubo somou mais de R$ 700 milhões.
O golpe começou em 2020. A viúva era mantida no apartamento, em cárcere privado, enquanto era ameaçada e extorquida pela quadrilha, que vendia as valiosas obras de arte e a obrigava a transferências milionárias. Foram roubados 16 quadros, joias e R$ 9 milhões em dinheiro. A polícia prendeu Sabine Borghici e os cumplíces Rosa Stanesco, a “Mãe Valéria de Oxóssi”, Gabriel Nicolau Traslaviña Hafliger, filho de Rosa, Jacqueline Stanesco, prima de Rosa e Diana; permaneciam foragidos Slavko Vuletic, pai de Diana e padrasto da Rosa, e Diana Rosa Stanesco Vuletic, meia-irmã de Rosa.
O golpe planejado por Sabine, segundo as investigações, começou quando, em ação combinada, a mãe dela foi abordada por uma mulher (que seria, segundo a polícia, Diana Stanesco), que se apresentou como vidente e lhe disse que Sabine estaria doente e não demoraria a morrer. Só escaparia caso fosse realizado um urgente "tratamento espiritual". Sabine convenceu a mãe a pagar pelo tratamento e, em apenas 13 dias, Geneviève tranferiu aos criminosos mais de 5 milhões de reais. Quando desconficou do golpe, a mãe de Sabine foi isolada - a quarentena determinada em função da pandemia de Covid ajudou a disfarçar o crime - e os funcionários da casa foram dispensados. Abriu-se, então, a oportunidade de roubo progressivo do patrimônio da idosa.
Do total de 16 quadros roubados, até agora apenas três foram recuperados, em São Paulo, e outros dois localizados em Buenos Aires.
Segundo a polícia, Rosa Stanesco Nicolau, a “Mãe Valéria de Oxóssi”, chegou a mandar Sabine Boghici, que seria sua namorada, a matar a mãe. Ainda de acordo com as investigações, os golpistas levavam os quadro sob a alegação de que precisavam ser "rezados".
Jean Boghici, que morreu em 2015, aos 87 anos, foi poupado do terrível e cruel drama familiar.
O casamento de imagem e música foi tão perfeito que nunca mais ouviríamos a velha valsa de Strauss sem a associarmos ao filme de Kubrick. Em 2016, no filme franco-germânico-austríaco Stefan Zweig: Adeus, Europa, um prefeito do interior da Bahia brinda o escritor com um “Danúbio” desafinado tocado por uma bandinha de coreto.
Em 2018, o então candidato a vice-presidente, general Mourão, declarou ao TSE que era indígena. Para a eleições desse ano, Mourão, agora candidato a senador pelo Rio Grande do Sul, diz que é branco.
Em menos de quatro anos, o general tomou um banho virtual de alvaiade e virou o Al Jolson brasileiro encenando "refilmagem" eleitoral de O Cantor de Jazz. Michael Jackson gastou milhões de dólares para embranquecer. Fez plásticas, evitou raios de sol e apelou para medicamentos. Mourão precisou apenas da caneta e de um formulário eleitoral.
Suspeita-se que os marqueteiros do agora nórdico Mourãosson temiam que os eleitores bolsonaristas do Rio Grande do Sul rejeitassem o indígena. (José Eesmeraldo. Gonçalves)
"A imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato.”
· MARYLIN MONROE
Várias edições da revista Manchete, com Xuxa na capa, estão entre as "raridades" anunciadas. A Manchete se foi, Xuxa faz raras aparições na TV, os programas infantis no formato que ela e Angélica comandavam, ambas lançados pela Rede Manchete, não mais existem. As revistas com capas da Xuxa estão em leilão, lance mínimo de apenas R$1,00.
Câmera JVC |
Videocassete Sharp |
Antena externa de TV |
MinTV |
Teletrim |
Jô dizia que o processo que levou ao impeachment de Dilma "tinha cheiro de golpe". As "meninas" subiram nas tamancas. "É por isso que eu digo, com todo respeito à minha amiga Lúcia (Hipólito), tem cheiro de golpe. Você querer usar isso para depor"...
Jô não conseguiu completar a frase. A jornalista Ana Maria Tahan interrompeu bruscamente o apresentador. "Você é ingênuo!", imaginem, foi o que ela disse.
- "Quem é ingênuo"?, Jô se surprenedeu com a intervenção, mas continuou:
- "Se acontecer [o impeachment], não vai ser possível dar um jeitinho. E é por isso que o Brasil não acaba. Com tudo isso, vai se ajeitando, quebrando um galho aqui e outro. Agora, o que estou falando, não é que não é necessário, mas pode chegar a uma consequência que seria muito mais prejudicial ao Brasil do que a Lei da Responsabilidade Fiscal", afirmou.
E essa foi a previsão.
Jô foi foi um dos poucos jornalistas a entrevistar Dilma às vésperas do processo que levou ao golpe parlamentar. A entrevista aconteceu na madrugada de sábado, dia 13 de junho de 2015, e Jô foi massacrado por apoiadores do golpe na internet. Entre os detratores, estava o guru bolsonarista Olavo de Carvalho e o apresentador Danilo Gentili, relata Brasil de Fato.
Você pode ler a matéria completa do Brasil de Fato AQUI
![]() |
Jô (Dr. Sardinha) apresenta a Delfim Netto uma cesta de frutas e legumes, com destaque para o abacaxi. Dizia-se, na ocasião, que Delfim, nomeado ministro da Agricultura, não distinguia jaca de uva. |
Jô na capa comemorativa da Fatos & Fotos Nº 1000 |
O Gordo estava em cartaz com espetáculo em um teatro em São Paulo. A sucursal correu para montar a foto das mil semanas, que aí aparece, com bolo e tudo, feita por Mituo Shiguihara, com produção de Denise Orensztejn.
Em outra ocasião, Jô posou como cartomante, sem produção, para a F&F. A bola de cristal era um globo de luminária que a reporter Heloísa Marra levou de casa. O turbante, ela comprou em Copacabana. O improviso era para uma matéria sobre previsões para 1981.
Em 1979, a ditadura nomeou o economista Delfim Netto para o ministério da Agricultura. O czar da Economia durante o governo de Garrastazu Médici virou piada. Dizia-se que se fosse a uma feira livre poderia confundir jaca com uva tal era seu conhecimento sobre o setor agrícola. Foi o que bastou para o "Planeta dos Homens" criar o "Doutor Sardinha" para ironizar Delfim. Claro que a Manchete se mobilizou para fazer uma capa com os dois Gordos nacionais. Jô topou na hora, Delfim pode até ter hesitado, mas não perdeu a chance de aparecer ao lado de uma figura tão popular.
* Jô Soares morreu na madrugada de sexta-feira, 5/8, em São Paulos, aos 84 anos.
por O.V.Pochê
Bolsonaro e o Ministério da Defesa exigem o voto impresso. Aparentemente isso é só o começo. Em "reunião secreta" realizada em um sauna de Brasília e sem registro impresso em ata, foi decidido que o Núcleo Mole do Planalto e o Baixo Comando vão interpelar o STF para definir o que deve ser obrigatoriamente impresso e o que jamais necessitará de impressão. Veja a ordem do dia listando o que eles querem impresso e o que deve passar longe de qualquer impressora:
SEMPRE IMPRESSO
* O seguinte salmo deverá ser distribuído em impresso pelo Ministério do Trabalho nas empresas: "Êxodo 21:20-21 - Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente".
* Toda mensagem em Whatsapp deverá ser impressa em formulários oficiais de telegrama.
* Instituir boleto impresso para PIX.
* Ao fim do dia o usuário deverá imprimir suas mensagens no twitter, caso a PF precise conferir.
* A volta do formulário físico do Imposto de Renda.
* A volta da carteirinha do CPF.
* A volta da edição impressa da Playman para clipping do Planalto..
* Caixa eletrônico deverá imprimir recibo com foto de quem retirou o respectivo numerário.
* Medidores de temperatura corporal terão que emitir resultado impresso.
* Mulher que fizer denuncia de assédio sexual tem que trazer ressonância magnética do local acessado e digitais impressas do apalpador.
* Denúncias de racismo só serão aceitas se a vítima trouxe cópia da carteirinha da Ku Klux Klan do agressor
* Vítima de bala perdida só será atendida em hospital publico se trouxer compravante do fato em três vias.
* Se houver golpe, o Planalto informará por carta e telegrama a todos os brasileiros
NÃO IMPRIMIR NUNCA
* Recibo de compra de Viagra para os quartéis.
* Cheques em nome de Michelle.
* Comprovantes de transferência de rachadinhas.
* Não imprimir contas do orçamento secreto do Congresso, não gravar em HD ou pen drive e sempre destruir o computador que emite as ordens de pagamento.
* Não imprimir carteirinhas de caçadores, atiradores e colecionadores de armas. Basta a palavra do homem de bem.
* Não imprimir editais de concorrências públicas. Basta um aperto de mão entre o vencedor e a autoridade para fechar as compras do governo.
* Não imprimir nada sobre privatizações. Tais operações estão sob sigilo de 250 anos. Não imprimir isso também.
* Não imprimir o montante da sacolinha das igrejas neopentecostais É informação sob sigilo até o dia do Juízo Final.
* Nunca imprimir a frase "quem mandou matar Marielle".
* Não imprima este post
Atenção: por ordem direta da Presidência, o Ministério da Justiça institui o "porte de impressora". Todas as máquinas devem ser cadastradas. Quem imprimir documento indevidamente ou deixar de imprimir documento obrigatório será conduzido ao DOI (Departamento de Ordem Impressa).
O sorriso de Gerda Taro cativava Paris em 1933. |
Taro e a Leica. Foto Robert Capa |
A notícia da morte da fotógrafa e... |
![]() |
...uma página dupla da matéria da Life em sua homenagem. |
por José Esmeraldo Gonçalves
Em 1937 os republicanos travavam uma dura batalha contra os nacionalistas fascistas liderados por Francisco Franco, com apoio de "consultores", tanques, fuzis e aviões alemães cedidos por Adolpho Hitler.
Entre 6 e 25 de julho, os republicanos perderam 25 mil homens, muitos deles engajados nas brigadas internacionais. A Guerra Civil Espanhola se estendeu até 1939, mas a Batalha de Brunete, uma pequena cidade a 35km de Madrid, representou para os republicanos, além da perda de tantas vidas, a destruição de valioso equipamento militar.
Combate em Brunete, na Espanha, a última cobertura. Foto de Gerda Taro |
Com Robert Capa, em 1935, em Paris e... |
...na linha de frente, em Córdoba, em 1936: Capa, que usa o único capacete disponível na ocasião, coloca-se à frente de Gerda.Foto Roberto Capa |
O arranjo funcionou bem até que eclodiu a Guerra Civil na Espanha, que mobilizou a intelectualidade antifascista que agitava Paris. Capa e Gerda intuiram que o foco dos acontecimentos se reajustava e viajaram imediatamente para Barcelona. Nas primeiras pautas na guerra, a fotógrafa usava uma Rolleiflex. Não demorou muito a adotar a Leica III, equipamento avançado para a época, usado por Capa e que dava muito mais mobilidade nas coberturas de ações militares. O filme 35mm oferecia 36 poses, enquanto as câmeras reflex, que usavam o filme 120, rendiam apenas 12 poses, o que fazia enorme diferença nos campos de batalha.
Um trabalho que tornou Gerda famosa no mercado internacional foi a coberturas que fez, sozinha, do bombardeio de Valença por aviões nazistas a serviço de Franco. O material foi publicado por veículos das principais capitais europeias e nos Estados Unidos e definiu o seu campo de trabalho preferencial: a guerra.
Capa e Gerda foram para a Espanha acompanhados do amigo e fotógrafo David "Chim" Seymour. Em poucos anos, os três se tornaram lendas da e referência da fotografia de guerra. O trio morreu em serviço, mas o tempo de Gerda, contudo, seria dramaticamente curto. Capa morreu na Guerra da Indochina, em 1954; "Chim" em 1956, na Guerra do Canal de Suez; e Gerda, na Espanha, como relatado acima, apenas um ano após começar a cobrir a Guerra Civil. Seu enterro no cemitério Père Lachaise, em Paris, exatamente no dia do seu aniversário, 1 de agosto, atraiu milhares de pessoas.
Em 2007 foi encontrada na Cidade do México, a "Mala Mexicana", que continha milhares de negativos, até então desaaparecidos, de Taro, Capa e Seymour. O valioso achado - encontrado por herdeiros de um general - teve consequências virtuosas: foram finalmente identificadas centenas de fotos feitas por Taro que eram atribuída a Capa; e foi possível conhecer a extensão da sua obra. Em 2016, um exposição em São Paulo (registrada neste blog em https://paniscumovum.blogspot.com/search?q=Gerda+Taro ) reuniu fotos encontradas na "Mala".
Em seu discurso fúnebre no Père Lachaise em homenagem a Gerda Taro, Pablo Neruda havia sentenciado: "Ce qui est pire que la mort c'est la disparition". Em tradução livre, "o desaparecimento é pior que a morte". Neruda se referia à ausência de Garda no seu círculo de amigos em Paris e ao vazio no coração do seu amado Capa.
Para a fotografia, Garda não sumiu, eternizou-se.
“Uma garota esperta beija, mas não ama; ouve, mas não acredita; e se manda antes de ser abandonada.”
MARILYN MONROE
![]() |
• Marilyn evoluiu de comediante leviana para atriz dramática: em seu último filme, The Misfits/Os desajustados, de 1961... |
...com Montgomery Clift, outra figura do lado sombrio de Hollywood.
Foto Divulgação
No final da tarde de domingo, 5 de agosto de 1962, cheguei a Londres após um longo voo iniciado no dia anterior no aeroporto de Viracopos. Fui gentilmente recebido no terminal aéreo pelo chefe do Serviço Brasileiro, Alberto Palaus – um catalão naturalizado britânico – que me convidou para um drinque num pub antes de me levar a um pequeno hotel, não longe dos escritórios da BBC. (Eu iniciava um contrato de três anos como Programme Assistant nas transmissões em português para o Brasil.)
Aproximando-me, pude ler o restante da manchete: ‘IT LOOKS LIKE SUICIDE’.
Em Los Angeles, na casa de Marilyn no bairro de Brentwood, a empregada viu luz por baixo da porta do quarto da atriz às três da manhã de domingo.. Bateu, mas Marylin não abriu a porta, que estava trancada. A empregada ligou para o psiquiatra Ralph Greenson, que avisou a polícia. O médico que acompanhava a patrulha confirmou a morte de MM por volta das 3h50. Exames posteriores indicaram que a morte ocorreu entre as 20h30 e 22h30 do sábado. Marilyn tinha completado 36 anos dois meses antes. Segundo a análise toxicológica, a causa da morte foi intoxicação por barbitúricos. A possibilidade de uma overdose acidental foi descartada: as dosagens em seu corpo eram várias vezes superiores ao limite letal.
• Com o primo Zeca e a irmã Beatriz, inspecionando em Viracopos o avião da BOAC que me levaria a Londres, “o meu avião”. Em 1962, os aeroportos não eram tão indevassáveis como hoje em dia. |
Tempos depois, tentei recapitular onde eu estava nos últimos momentos de vida de Marilyn. Não foi difícil: no ar, a bordo do avião da BOAC que me levava a Londres. Guardo até hoje o menu do voo, que faz um contraponto sinistro com as horas derradeiras de MM. Enquanto ela se debatia com a ideia do suicídio, naquela tarde de sábado, as comissárias serviam o jantar aos passageiros, entre o Rio de Janeiro e Recife. Transcrevo do cardápio da BOAC – pretensioso no seu francês com tropeços de grafia e concordância, mas apetitoso quand même:
DINERConsommé Double en Tasse
Fillet de Boeuf Poelée Bouquetière
Pommes Parisiènne
Salade Palmito
Mille Feuille Chantilly
ou Fromages Assorties
Os voos da época eram pródigos na oferta de bebidas, entre elas Whisky, Gin, Dry Martini, Sherry, vinhos da Borgonha e de Bordeaux, Cognac VSOP, Vinho do Porto e licores finos.
Marilyn tinha acabado de morrer quando era servido o café da manhã, entre Dacar e Lisboa.
PETIT DÉJEUNER
Céreales à la Crème
Gâteau à l’Anglaise
Thé – Café – Crème
Jus de Fruits
![]() |
Dr. Noguchi: o legista das celebridades. Reprodução |
A autópsia de Robert Kennedy por Noguchi foi controvertida. Ele concluiu que o tiro fatal foi desferido na nuca de Kennedy, atrás da orelha direita, de cima para baixo e a uma distância de 15 e 75 milímetros. Essa interpretação induzia à suspeita de um complô, pois o acusado do assassinato, Sirhan Sirhan, segundo as testemunhas, nunca foi visto a menos de um metro de distância de Kennedy e em posição de dar aquele tipo de tiro. A discordância de Noguchi da “versão oficial” valeu a ele o afastamento do cargo.
Voltando a Marilyn Monroe, que foi sua “finest hour”, o polêmico Dr. Noguchi deveria estar retalhando com seu bisturi um dos corpos mais desejados do século, enquanto o Voo 644 da BOAC cumpria sua última etapa, Lisboa-Londres – com direito a almoço.
DÉJEUNER
Bisque d’Ecrevisses
Mixed Grill à l’Anglaise
Petit Pois au Beurre
Pommes Noisette
Gâteau Suchard
ou Fromages Assorties
Café
Várias teorias conspiratórias sobre a morte de Marilyn surgiriam com estardalhaço nas décadas seguintes, através de livros, filmes documentários ou ficcionalizados, especiais de TV, levantando hipóteses como overdose acidental, crime passional ou assassinato político. As especulações de homicídio levantadas em 1973 pelo livro de Norman Mailer Marilyn levaram até a justiça de Los Angeles a realizar uma "investigação liminar" em 1982, mas nenhum indício de crime foi encontrado.
Em 2014, o livro The Murder of Marilyn Monroe: Case Closed, do “marilynólogo” Jay Margolis e do autor best-seller Richard Buskin, aponta Robert F. Kennedy como o mandante da “queima de arquivo”, para evitar que Marilyn revelasse segredos de seu relacionamento com os irmãos Kennedy. A morte teria sido causada por uma injeção letal no coração, com a participação de seu psiquiatra e do então cunhado dos Kennedy, o ator Peter Lawford e a cumplicidade do legista, Thomas Noguchi. Em agosto de 2018, o governo dos Estados Unidos divulgou documentos oficiais mantidos em sigilo por mais de 50 anos, segundo os quais a atriz teria abortado um filho, fruto de seu relacionamento secreto com Robert F. Kennedy.
PS – Alguns de vocês, ou muitos até, talvez estranhem a presença e o papel insólitos nesse relato de um mero suvenir de viagem, o menu de bordo da BOAC. Na verdade, ele representa para mim o troféu de uma travessia fantástica em que um jovem curitibano de classe média remediada veria e participaria de uma das maiores revoluções comportamentais e culturais de todos os tempos. Naquele agosto de 1962, aterrissei numa Londres ainda vitoriana. Três anos depois, eu deixava outra cidade, a fabulosa “Swinging London”. Enquanto Marilyn Monroe morria, eu renascia, coberto de glória, para um mundo renovado.
"Todos caminhamos para o anonimato, só que os medíocres chegam antes.”
JORGE LUÍS BORGES
![]() |
Brasileiro é resgatado em El Paso. Foto: Divulgação/CBP |
O bom Mayrink foi alvo de uma rajada de vociferações (acompanhada por uma chuva de perdigotos) e deixou a sala vexado, com o rabo entre as pernas. Minha ingênua e desastrada homenagem não teve maiores consequências. Mas a provocação de Pelosi vem botar ainda mais lenha na fogueira do já superaquecido tabuleiro político internacional.
por José Esmeraldo Gonçalves
Em meados dos anos 2000 ganhou espaço crescente nos meios impressos, nos veículos jornalísticos da internet, nas redes sociais e nos canais por assinatura, um tipo de cronista ou comentarista bem caracterizado: branco, identificado com as pautas da direita, contra avanços sociais, visceralmente contrário a cotas universitárias, raciais e portador de preconceitos múltiplos.
Em comum, tinham o estilo agressivo dos textos: eram uma espécie de "bope" da mídia. Havia de tudo nas colunas da época que podem ser acessadas facilmente em arquivos digitalizados.
Uma espécie de "paipai" daquele segmento jornalístico era Olavo de Carvalho, o ideólogo do bolsonarismo. Olavo foi premiado com colunas nos principais jornais do país. Os vermes e as larvas que se reproduziriam em escala industrial no governo Bolsonaro estavam fecundados naqueles textos. Eram "bolsonaristas" antes do Bolsonaro, e isso não era demonstrado apenas nos escritos do falecido Olavo. Não viu quem não quis. O persigal ganhou empregos e se instalou na mídia. A formação profissional daquela força tarefa direitista era variada. Além de jornalistas profissionais, havia no grupo economistas, cientistas políticos, cineastas, compositores etc.
Um fenômeno semelhante ocorreu durante a ditadura, quando cada grande veículo tinha seus jornalistas e articulistas de estimação dos militares. Quem viveu as redações da época vai lembrar disso. Havia até, em algumas equpes, repórteres cuja principal característica era ter "boas relações" com setores militares. Lembro que um deles, que passou por jornais e revistas cariocas, era valorizado porque tinha "fontes" nas Assessorias de Segurança e Informação (ASI) dos ministérios e"entrada" no Dops e no Doi-Codi.
A partir do primeiro governo de Dilma Rouseff (quando até insinuações de cunho sexual e de gênero foram postadas), a reedição dessa facção editorial ganhou asas e intensidade. As colunas de opinião e os editoriais receberam o reforço das próprias pautas jornalísticas. Surgiu um simulacro de "jornalismo investigtivo", tão brasileiro quanto a jabuticaba, que, soube-se depois, não era jornalismo nem investigava coisa alguma. Os documentos e os casos que ocupavam primeiras páginas e tempo na TV eram uma "cortesia" recolhida graciosamente nos porões da Lava Jato, como foi comprovado no vazamento das mensagens sobre a tal "verschwörung" jurídica enfim desmoralizada. Algumas daquelas "apurações" renderam livros, filmes, documentários e série em streaming igualmente desacretidados depois, como seus patronos, e devidamente esculachados pela história. Uma conhecida editora carioca chegou a criar um catálogo de livros de autores da direita radical onde só faltou o Mein Kampf.
O segundo fenômeno interessante, que tem a ver com o primeiro, também pode ser constatado após os desmandos do atual governo. Alguns daqueles articulistas ainda atuantes, (outros faleceram ou perderam visibilidade) mas, talvez envergonhados em função da obra que ajudaram a construir, tornaram-se 'fofos". A maioria, entre os mais notáveis, passou a escrever sobre amenidades. Pelo menos dois deles se declararam recentemente "cansados" do cotidiano politico no qual foram tão influentes, deixaram os fatos de lados e passaram a eleborar teses, escrever sobre princípios, com um pouco de filosofia aqui, uma proposição ali, uma discreta assertiva acolá poupam Bolsonaro. No máximo, fazem uma defesa necessária da Cultura, sem nomear responsáveis pelo desprezo e perseguição com que o governo trata o setor. Quando criticam alguma coisa, sempre ressalvam que o problema vem desde o século 17, 18, sabe-se lá.
O terceiro fenômeno é desdobrável como um folder, em várias vertentes. Com o aparecimento do bolsonarismo como ideologia e modo de vida para uma expressiva parcela do que há de píor na população (ultra conservadores, militantes religiosos que não respeita outras crenças, neofascistas e neonazistas, misóginos, racistas, falsos caçadores e colecionadores de armas, neoliberais, garimpeiros ilegais, mineradores ilegais, desmatadores, milicianos, assassinos de ambientalistas e de integrantes de movimentos sociais, radicais das forças de segurança, políticos beneficiados em operações de favorecimento e corrupção no atual governo etc), a coisa ganhou seus porta-vozes, especialmente em canais de notícias na TV, e conquistou força extrema no Congresso com o chamado Centrão e seus operadores de orçamentos secretos.
Na atual campanha eleitoral, o clima na mídia volta a ficar tempestuoso. Radicaliza-se nos editoriais partidários, está de volta em colunas nos principais veículos. É fato que esse setor defende a política econômica de Bolsonaro-Paulo Guedes e ainda mantém uma esperança na complicada "terceira via", agora representada pela bolsonarista sabor original e ex-integrante da base governista Simone Tebet. A senadora já é brindada com paparicos e espaço generoso nas redes.
Nos próximos dois meses o Brsil vai testar os nervos. Veremos qual o rumo que o velho astrolábio conservador da velha mídia apontará: se ficará com Bolsonaro, caso a última esperança da "terceira via" não decole e o atual presidente demonstre recuperação nas pesquisas (no caso, argumentarão que um Bolsonaro "gourmet" e civilizado merecerá o benefício da dúvida); ou se aceitarão Lula, mesmo que não o apoiem.
A alternativa dramática que falta nesses cases é a virada de mesa. Como a mídia vai reagir se vier um golpe de Estado? Nos dois mais recentes da história do Brasil, as famílias controladoras dos meios de comunicação não hesitaram: entraram de cabeça nas conspirações que torpedearam a democracia.
O eleitor democrata vai testar os nervos nos próximos 60 dias.
![]() |
Há quase 30 anos. Quando Adolpho Bloch convidou funcionários para um brinde à queda de Fernado Collor. Reproduçãoa Facebook/Foto Manchete |
“O que mais sei sobre a moral e as obrigações do homem eu devo ao futebol.”
ALBERT CAMUS
![]() |
Foto Rawpixel/Free |
RECEITA DE SAÚDE
Pense nisso:
1. O inventor da esteira morreu aos 54 anos; 2. O inventor da ginástica morreu aos 57 anos; 3. O campeão mundial de fisiculturismo morreu aos 41 anos; 4. O inventor do jogging morreu do coração aos 52 anos. 5. Maradona, grande jogador de futebol, faleceu aos 60 anos;
5 . Mark Hughes, fundador da Herbalife, morreu aos 44 anos.
JÁ:
6. O criador do frango frito KFC (lanche nada saudável) morreu aos 94 anos; 7. O criador da Nutella morreu aos 88; 8. Imagine, o dono dos cigarros Winston morreu aos 102 anos; 9. Aquele que se encarregou de industrializar o ópio? Morreu aos 116 anos em um terremoto; 10. O fundador dos conhaques Hennessy morreu aos 98 anos; 11. Antônio Delfim Neto, ex-ministro da Fazenda, que pesa 122 quilos e jamais fez qualquer exercício segundo ele mesmo conta, tem atualmente 93 anos e goza de excelente saúde.
Como os médicos concluíram que o exercício prolonga a vida?
O coelho está sempre pulando, mas vive apenas 2 anos e a tartaruga, que não faz nenhum exercício, vive 100 anos.
Então vá com calma, descanse um pouco, relaxe, mantenha a calma, ame muito, coma bem, tome seu vinho, sua cervejinha.
Beba um whisky ou uma caninha de vez em quando e aproveite a sua vida com prazer!!!
👍
PS.: Esqueceram do Hugh Hefner (criador da Playboy)? !!
Morreu aos 91 rodeado de garotas 70 anos mais novas !!!
Mas não exagere!
*25 MANEIRAS PARA ENVELHECER BEM*
*01-* Não se meta na vida dos filhos.
*02-* Não interfira na educação dos netos.
*03-* Ame seu genro e Nora, foi seu filho(a) quem fez a escolha.
*04-* Nunca tome partido ou opine no casamento deles.
*05-* Não fique um idoso reclamão.
*06-* Não seja um idoso com pena de si mesmo.
*07-* Não fique falando *NO MEU TEMPO*, ele já passou.
*08-* Tenha planos para o futuro.
*09-* Não fique falando de doenças. Tenha a certeza de que ninguém quer saber.
*10-* Não importa quanto ganhe, poupe todo mês uma quantia.
*11-* Não faça prestação, idoso não deve pagar carnê.
*12-* Tenha um plano de saúde ou guarde dinheiro para despesas médicas.
*13-* Guarde dinheiro para o funeral ou tenha um plano.
*14-* Não deixe "problemas" para os filhos.
*15-* Não fique ligado em noticiário ou política, afinal você não resolverá nada mesmo.
*16-* Só veja TV para se divertir, não para ficar nervoso.
*17-* Se gostar tenha um bichinho de estimação para te ocupar.
*18-* Ao se levantar, invente moda: caminhe, cozinhe, costure, faça horta, mas não fique parado esperando a morte.
*19-* Seja um idoso limpinho e cheiroso. Idoso sim, fedido jamais.
*20-* Tenha alegria por ter ficado idoso, muitos já ficaram pelo caminho.
*21-* Tenha uma casa e um modo de vida onde todos queiram ir e não evitar. Isso só depende de hoje você.
*22-* Use a idade como uma ponte para o futuro e, jamais, uma escada para o passado.
Para a ponte do futuro sempre terá companhia.
*23-* Lembre-se: é melhor ir deixando saudades do que deixando alívio.
Finalmente,
*24-* Não deixe para amanhã "aquele bom vinho" (idosos não devem beber vinho ruim) e nem a cerveja, pode ser tarde!🍷🍻.
SEJA FELIZ!