
por Jussara Razzé
O termo era muito conhecido na época em que as decisões políticas, no Brasil, eram tomadas ou referendadas nos quartéis. "Vivandeiras" era como parte da imprensa chamava os líderes que visitavam generais nas madrugadas para se queixar de governantes, denunciar adversários, pedir conselhos, bater continência ou conspirar. A atual campanha política se radicaliza na mídia e nos bastidores e ressuscita a expressão de triste memória que as novas gerações de eleitores jamais ouviram falar. Coincidências ou não, fatos políticos se entrelaçam nessa reta final da corrida rumo às urnas. Jornalistas e dirigentes de associações de proprietários de emissoras de rádio e de televisão vão ao Clube Militar, no Rio, acusar o governo de tentar controlar notícias. Lula foi chamado de "autoritário" durante a palestra "A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão". Até a Lei da Ficha Limpa foi bombardeada. Um dos palestrantes a definiu como "inconstitucional", coisa que nem o STF resolveu. Vídeos com ataques à Dilma circulam na internet. São tão radicais que os próprios tucanos estão divididos se levam ou não as peças de propaganda ao horário eleitoral. Os vídeos foram encomendados pelo PSDB mas o próprio Serra já declarou aos jornais que é contra a tática. Hoje um jornal popular do Rio estampa Lula na primeira página como um Rei "autoritário" (reprodução acima).
Parece cena de um filme que já esteve em cartaz por duas décadas e que não vale a pena ver de novo.
Que sejam apenas coincidências.
(A propósito das "vivandeiras", leia artigo do jornalista Elio Gaspari ( transcrito pela Rádio do Moreno em janeiro de 2010). Clique AQUI


























