terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Memórias da redação: as cartas que esclarecem a penúltima crise da revista Manchete antes da falência da Bloch

Há duas semanas, Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete, escreveu neste blog um artigo sobre "David Bowie, Justino Martins e o Rock". Muggiati citou uma das mudanças na condução da revista, em 1997, quando ele deixou a direção - tornou-se editor de Projetos Especiais - e o jornalista Tão Gomes Pinto foi importado da Pauliceia com a missão de reformar a Manchete. Pouco meses depois, como contou no mesmo artigo, Muggiati seria chamado a reassumir o cargo. "Em 31 de outubro, Dia das Bruxas, uma sexta-feira, o editor paulista pediu as contas e se mandou. Jaquito me ligou comunicando que eu estava de volta à direção da Manchete e que o fechamento da revista na segunda-feira seria por minha conta", escreveu ele no citado artigo.
Pois bem, nesses tempos em que o vice Michel Temer reabilitou a carta, um formato de mensagem que parecia aposentado pelos emails e whatsapps da vida digital, um dileto seguidor deste blog enviou reproduções da troca de cartas entre Tão Gomes Pinto e Jaquito, então presidente da editora. O leitor pede anonimato, diz que espera estar contribuindo para a "memória da redação" e revela o "documento" que explica com alguma dramaticidade o pedido de demissão referido pelo Muggiati (o famoso "Muggi das Crises" como Alberto Carvalho apelidou de tanto que era convocado para voltar à "cadeira elétrica" de diretor quando terremotos editoriais abalavam a revista).
Abaixo, as cartas que selaram aquele episódio de bastidores, o penúltimo conflito interno da revista antes da crise final, a falência, três anos depois.

O PEDIDO DE DEMISSÃO DE TÃO GOMES PINTO


A RESPOSTA DA DIREÇÃO DA BLOCH


ATUALIZAÇÃO: POR EMAIL, ROBERTO MUGGIATI ENVIA AO BLOG MAIS INFORMAÇÕES:

"Esclarecendo melhor. Sempre tive a impressão de que, enquanto vivesse, Adolpho Bloch não me tiraria da Manchete. Veja só as datas: Adolpho morreu em 19 de novembro de 1995. Em meados de 1996, Jaquito deu início ao seu projeto pessoal de salvar a revista. Assumiu a chefia da Manchete, como um espécie de diretor-tampão, o Roberto Barreira, até a chegada do Tão e seus dois escudeiros. O Roberto Barreira tinha a vantagem de falar italiano e assim ajudar o Carlo Rizzi na implantação do novo projeto gráfico. Essa, para mim, foi a grande inovação da Manchete. Por mais talento e intuição que tivesse, o nosso grande Wilson Passos não tinha as bases científicas do Rizzi, um dos melhores designers italianos. E também, àquela altura, o Wilson já tinha perdido o tesão com a Bloch. Com a reforma gráfica implantada - executada pelo Vincenzo Scarpellini, trazido da Itália para isso pelo Carlo - o triunvirato Tão-Otávio-Núnzio fechou a primeira edição na segunda-feira, 9 de outubro de 1996. No dia anterior, Adolpho completaria 88 anos. Como mencionei no artigo sobre Bowie, Justino e o rock, fechei a edição de Carnaval da Manchete de 1997 (Tão recebeu uma folga), editei os 52 fascículos de História do Brasil, encartados ao longo da Manchete na gestão do Tão e fiz a edição dos 45 anos da Manchete (e também o número extra da Fatos&Fotos sobre a morte da Princesa Diana, que saiu antes da Manchete). A edição Manchete/Marinha foi editado pelo nosso Alvimar. Os fascículos da História do Brasil foram diagramados pelo grande J.A.Barros. Já a Manchete 45 anos foi paginada com o Wilson Passos. A F&F de Lady Di, acho que foi com ambos, Passos e Barros. 
No mais, Dia das Bruxas, Tão vai passear pelo Catete e decide pedir o boné...
Um abraço do Muggi das Crises. 
P.S - A carta-resposta está muito melhor que a do Tão, acho que foi o Cony quem escreveu, não foi?"


Fotografia: Arquivo com 200 milhões de fotos que pertenciam a Bill Gates é vendido para bilionário chinês


A Sygma, fundada em 1973, foi uma das agências de fotografia mais próximas da Manchete. Durante décadas, a revista manteve um acordo preferencial com aquela que era então uma das líderes do mercado de fotojornalismo. Muitos fotógrafos da Sygma vinham ao Rio de Janeiro para cobrir o carnaval e se integravam às equipes da Manchete e Fatos & Fotos. A agência francesa reunia cerca de 200 dos maiores fotógrafos do mundo. Em 1999, Bill Gates adquiriu todo o acervo da Sygma. O objetivo de Gates, através da Corbis, nome da agência do fundador da Microsoft, era tornar-se o maior provedor de fotos da web. Atualmente, são cerca de 200 milhões de imagens, muitas disponíveis on line. Segundo a empresa, é a maior coleção de fotos do mundo. Provavelmente aquela que mais reúne fotos de celebridades de todas as épocas.
Pois os chineses, que estão comprando tudo, são os novos donos da Corbis. Bill Gates acaba de passar adiante, por valor não revelado, seu mega arquivo de fotos e vídeos. O Visual China Group é agora o detentor de imagens icônicas feitas pela Sygma ou adquiridas pela agência. Uma delas, a de Marilyn Monroe com a saia levantada nos bastidores das filmagens de "O Pecado Mora ao Lado". Fotos do massacre da Praça Tiananmen, em Pequim, também fazem parte do acervo vendido ao bilionário chinês Xiao Qiang. Essa série de fotos, aliás, está provocando polêmica, já que são imagens censuradas na China. A costureira Rosa Parks, pioneira da luta pelos direitos civis e protagonista da famosa cena em que se recusou a ceder seu lugar em um ônibus a um passageiro branco, também está lá. Fotos exclusivas de Jimi Hendrix, da queda do Xá do Irã, da explosão do dirigível Hindenburg, de Albert Einstein com a língua de fora, do Festival de Woodstock, da revolta do estudantes franceses em maio de 1968, tudo isso passa agora ao acervo chinês.

Boston Globe não é aqui...

Divulgação


por Leandro F. Linhares 
O filme "Spotlight, Segredos Revelados", de Tom McCarthy,  é sucesso de público e crítica e tem despertado, especialmente, a atenção de profissionais do jornalismo. Li na mídia alternativa na web bons comentários sobre a saga do Boston Globe. Já a mídia conservadora publicou algumas análises em benefício próprio e tentou se espelhar no que achou que viu na tela. Mas esse suposto reflexo parece bem fora de foco. Senão, vejamos.
A equipe do Boston Globe ganhou o Pulitzer pela série de reportagens sobre os casos sistêmicos de pedofilia envolvendo padres católicos. Bom explicar que eles foram premiados, em 2003, na categoria "Serviço Público" e não "Reportagem Investigativa". Por um motivo simples: o Boston Globe não descobriu os fatos, e esse ineditismo é condição do Pulitzer para premiar reportagens investigativas. Os acontecimentos abordados no filme eram de conhecimento público desde 2001, quando algumas vítimas abriram processos contra padres. O Pulitzer considerou, com justiça, que o Boston Globe contribuiu para melhorar a vida das pessoas e protegê-las ao alertar sobre o caso e deixar a comunidade católica, em especial, mais atenta ao problema.
Não foi pouco o serviço prestado pelo jornal ao despertar consciências e acordar autoridades civis e eclesiásticas. E este é o toque 'romântico' do jornalismo: ajudar a promover mudanças justas e importantes para a sociedade. E é este tipo de motivação, certamente, o impulso que ainda leva muitos profissionais a escolher esse árduo ofício.
É curioso observar que o filme, assim como a reportagem real do Boston Globe, não demoniza personagens ou faz cargas iradas contra fulanos. Como se raciocinasse que as pessoas passam e os problemas ficam, o foco dos repórteres não é a cruzada messiânica. É a denúncia dos fatores que levaram à ocorrência da pedofilia quase como uma "norma do sistema". Independentemente das pessoas envolvidas e de responsabilidades individuais, o que resulta de bom para a sociedade é que reportagens desse quilate ajudam a construir mecanismos de proteção que dificultam ou impedem a repetição dos casos. Para alcançar tal objetivo, foi fundamental à equipe poder contar a história de forma independente, apoiada por diretores que protegeram a autonomia dos repórteres.
Haveria no contexto de produção da série de matérias do Boston Globe muitas lições úteis às grandes corporações da mídia brasileira. Mas temos uma estrutura familiar, política e ideológica muito particular nas grandes empresas de comunicação. Podemos supor que um simples telefonema de um cardeal amigo paralisaria uma dessas séries de reportagens por aqui - isso se ela sequer começasse - e há fartos exemplos ao longo da história facilmente identificáveis por centenas de coleguinhas que atuam ou atuaram em redações. O cinema tem outros exemplos de filmes baseados em reportagens investigativas que seriam inimagináveis na grande mídia brasileira. Quem não lembra de "O Informante", de Michael Mann, de 1999? Relatava um fato real ocorrido cinco anos antes: um ex-executivo da indústria do fumo denuncia crimes da indústria que adiciona aos cigarros componentes químicos que potencializam o fator viciante da nicotina. Imagina as corporações jornalísticas brasileiras investindo contra um poderoso anunciante?
É ruim, hein? Não há nada parecido no currículo nacional.
Houve até quem comparasse "Spotlight" com a atual cobertura jornalística da "Lava Jato'. Há semelhanças em um aspecto: as matérias sobre a Lava Jato também não seriam consideradas investigativas pelo Pulitzer já que em geral reproduzem fatos vazados de depoimentos de delatores premiados. Ou seja, como Spotlight, têm base em processos judiciais e não em levantamento jornalístico. Watergate, um caso clássico de jornalismo investigativo, é exemplar. O próprio Washington Post noticiou a invasão do escritório do Partido Democrata como um "assalto". Coube a Bob Woodward e Carl Bernstein estabelecer, meses depois, através de uma fonte própria, a ligação entre a Casa Branca, de Nixon, e a operação de espionagem contra os democratas. Não foi a polícia, nem a justiça, não foi o promotor, nem o juiz, nem o "japonês, não foi vazamento seletivo nem ocasional. Foi o jornalismo investigativo.
Entre as muitas diferenças que turvam o espelho e a comparação entre Spotlight e Lava Jato estão o interesse político mas do que ético, a difícil e quase impossível sobrevivência de repórteres independentes na grande mídia, o engajamento partidário, a disputa pelo poder e os poderosos interesses financeiros. É bom ou quer mais?
Melhor ver a equipe do Boston Globe em ação. Sonhar não custa nada.

Tecnologia: seus arquivos no fundo do mar... a "nuvem" vai mergulhar

Reprodução
por Clara S. Britto
Muito em breve, suas fotos, documentos, textos, em resumo, toda sua memória digital deverá ir para o fundo do mar. A Microsoft Corporation testa a instalação de centro de dados submarinos. Explica-se: um dos maiores gastos na manutenção desses complexos é com o ar condicionado indispensável para a conservação operacional dos circuitos e placas. Além disso, 75% do planeta está sob água. Daí, que há mais espaço disponível e barato no mar do que na terra. O New York Times revela que está em curso o Projeto Natick para desenvolvimento e montagem de centro de dados submarinos. Isso significa que a "nuvem", hoje dispersa em vários países, vai mergulhar. A ideia foi apresentada à empresa por Sena James, um ex-submarinista da Marinha americana. Além da refrigeração natural, os novos centros de memória demonstram respostas mais rápidas e podem ser facilmente expandidos.  Outras empresas pesquisam o aperfeiçoamento de centros de dados sob o ponto de vista de consumo de energia. Há projetos para aproveitamento de energia eólica a partir de torres instaladas na superfície e até uso de energia gerada pela marés ou correntes submarinas. Por outro lado, grupos de ambientalistas pedem mais informações sobre o impacto ambiental dos futuros centros de memória submarinos. A empresa informa que não haverá resíduo de produtos e abriu a página oficla do projeto para dialogar com especialistas e ecologistas. Os primeiros campos de testes serão o litoral da Flórida e o Mar do Norte. Mas há um longo caminho a percorrer.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Memórias da redação: o censor que avisou "vou ali e volto já"...

(do livro "Aconteceu na Manchete: as histórias que ninguém contou")
Na sua crônica na Manchete n°2.258, em 1995, o jornalistas Fernando Morais conta o "causo" do "Fantasma do Ataliba". Para os velhos jornalistas, a historia não é nova, mas é bom que a rapaziada da mídia atual conheça a outra metade da missa: "Em 1945, o apurado olfato de Assis Chateaubriand farejou que a ditadura do Estado Novo estava nos estertores. Um belo dia, ele acordou e, sem consultar ninguém, deu a ordem a todos os jornais da sua rede para enxotar das redações os censores do DIP. Secretário do "Estado de Minas", em Belo Horizonte, Carlos Castelo Branco chegou ao jornal e transmitiu a ordem do chefe a Ataliba, o censor que por oito anos decidiu o que o jornal podia ou não publicar: 'Ataliba, hoje você não vai ler o jornal na redação. Se quiser ler o "Estado de Minas" vai ter que comprá-lo na banca amanhã de manhã'. No que o censor respondeu: 'Não tem importância, seu Castelo. Eu vou embora mas qualquer dia eu volto'".

Deu no site PetaPixel: Nikon é enganada e dá prêmio para imagem montada no photoshop


A foto premiada e...

...o fundo branco em recorte flagrado por internautas provando que o avião foi 'aplicado' na foto.

O vacilo da Nikon gerou...

...memes na web. 

por Ed Sá
A Nikon caiu nas manhas da web. A gigante da fotografia publicou um anúncio em sua página no Facebook para parabenizar o fotógrafo Yu Wei Chay, que captou um avião perfeitamente enquadrado pelo pórtico de uma escadaria. Beleza. Só que a foto é uma grosseira e photoshopada montagem. No minuto seguinte ao anúncio, internautas perceberam a mancada e a Nikon passou a ser trolada na rede. O fotógrafo enganador revelou que usou uma Nikon D90 em f / 2.8 e 1/1600 e ganhou de presente uma bolsa para guardar seus equipamentos.

Organização social, ONG, terceirização... esse "carnaval" dura o ano inteiro...




por Flávio Sépia
Já se vão quase 20 anos. Em maio de 1998, no embalo do neoliberalismo determinado pelo chamado Consenso de Washington,  o governo FHC sancionou a lei que criou as "organizações sociais". Uma espécie de cavalo-de-troia para a privatização descontrolada de serviços públicos. Entrelaçado com o poder  - muitas são ligadas a políticos e igrejas, "centros sociais", redutos "comunitários", tal sistema fincou bases empresariais e prosperou nos governos Lula, Dilma, nas administrações estaduais e municipais sob o comando dos mais variados partidos. Hoje, são uma máquina tão gigantesca quanto obscura atrelada aos serviços públicos em todas as instâncias. Como parte da meta de "estado mínimo", são obviamente exaltadas pela mídia conservadora. Contudo, pipocam denúncias sobre várias OS em todo o país. Superfaturamento, falta de fiscalização, gastos descontrolados, precariedade na prestação de serviços, há de tudo na caixa-preta apenas eventualmente entreaberta. A lei que criou as OS  qualifica como "organizações sociais" pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. Um amplo e fértil campo de atuação. Políticos que defendiam as OS falavam que elas significariam economia e racionalização de custos. Você acreditou? Pois é. Só agora, no rastro dos escândalos, autoridades começam a falar em - apenas para dar um exemplo -, determinar que as compras para abastecer as entidades dominadas por OS obedeçam aos preços praticados pelo poder público. Ué, esse cavalo até agora corria solto, sem rédeas, ao vento dos interesses privados? No passado recente, já surgiram denúncias sobre ONGs e OS que administram serviços públicos. Logo foram esquecidas ou perderam força. Agora, em função da crise em hospitais, as suspeitas estão de volta. Se vão originar, investigações, processos e efetiva fiscalização, quem vai saber?

A festa dos blocos: Como canta o samba da Mangueira, o Rio "que hoje brinca de viver a emoção"...

O Chora Me Liga na Av. Atlântica. Foto de Fernando Maia/Riotur

Bloco da Preta, no Centro. Foto de Fernando Maia/Riotur

Céu na Terra. Foto de Fernando Maia/Riotur

Nas ruas de Santa Teresa, ainda o Céu na Terra. Foto de Fernando Maia/Riotur

Em SantaTeresa. Foto de Fernando Maia/Riotur

Desliga da Justiça. Foto de Fernando Maia/Riotur

Nova geração do Desliga. Foto de Fernando Maia/Riotur


Me Esquece. Foto de Alexandre Macieira/Riotur

No Jardim Botânico.Foto de Alexandre Macieira/Riotur

Gigantes da Lira. Foto de Alexandre Macieira/Riotur


Se Não Quiser me Dar Me Empresta, na Vieira Souto, Ipanema. Foto de Alexandre Macieira/Riotur

Spanta. Foto de Fernando Maia/Riotur

Spantinha. Foto de Fernando Maia/Riotur

Suvaco de Cristo. Foto de Fernando Maia/Riotur

Timoneiros de Madureira. Foto de Alexandre Macieira/Riotur.

domingo, 31 de janeiro de 2016

"Alô, burguesia de Ipanema": é o Simpatia na Avenida...


FOTOS DE FERNANDO MAIA/RIOTUR






É o 32° Carnaval do Simpatia. Ontem, cerca de cem mil cariocas e turistas homenagearam Chico Buarque, recentemente hostilizado por playboys e coxinhas desocupados no Leblon. O bloco volta a desfilar no próximo domingo. Abaixo, a letra do samba, com referência a Chico Buarque e ao personagem "Esmeraldo Simpatia é Quase Amor", criado por Aldir Blanc e inspiração do bloco fundado em 1984.  Fotos de Fernando Maia/Riotur

sábado, 30 de janeiro de 2016

Eu, hein? A pessoa acordou infeliz e escreveu que este carnaval é o "rosto trágico do Brasil". Uáu! Dá-lhe rede social...

por Omelete
Quando nasceu a internet? Não há uma precisão absoluta sobre a data. Na década de 1980, teve início a interligação de computadores em nível mundial. Mas o conceito de rede de informações, usando diversas tecnologias, começou na Segunda Guerra Mundial. E, desde 1960, universidades americanas estudavam a interligação de computadores para fins acadêmicos, enquanto instituições governamentais perseguiam os mesmos objetivos, com foco militar. Inglaterra e França desenvolviam pesquisas semelhantes. Mas só na década de 1990, tudo isso se juntou e a web foi efetivamente incorporada pelas pessoas, passando a influenciar comportamentos, opiniões, ideias e hábitos. Cresceu, ganhou vida própria.
E é isso que, aos poucos, torna-se um pesadelo para alguns setores. A web não respeita fortalezas, corporações, nem as grandes e nem as pequenas fortalezas. Não é revolucionária, mas não é conservadora, não é imbatível, nem absolutamente confiável, mas não se pode desprezá-la. É tudo isso ao mesmo tempo. Conecta quase 3 bilhões de pessoas. Quem vai pôr um laço no pescoço dessa pantera? Daí, algumas torres corporativistas, se agitam. Por trás do Uber, que roda sobre uma reserva de mercado, está a web. E isso vale para milhares outros aplicativos que ligam diretamente o usuário ao fornecedor. As reações são físicas - como no caso das agressões a motoristas do Uber -, comerciais (por parte de setores que querem acabar com a neutralidade da rede), políticas (por parte de lobistas que tentam influenciar legislações e impôr taxas fiscais) e até censórias, com teor ideológico e objetivos de conter opiniões. Agora mesmo, em Brasília, atuam junto ao Congresso milícias lobistas que tentam engessar novos modelos de negócio. A Netflix, por exemplo, é alvo de operadoras, de conglomerados de TV por assinaturas e aberta. O serviço streaming de vídeos, que veio para ficar, incomoda corporações e senhores de antigos engenhos.
A web também faz a velha mídia se mexer. E como faz. Para usar uma terminologia ultrapassada, os chamados "órgãos" de imprensa estão desorganizados diante da rede que veio para confundi-los. O monopólio da opinião aos poucos se abala. Ao mesmo tempo em que obrigatoriamente embarcam na onda, sabem que no momento em que entram na teia de informações passam a ser apenas mais um entre milhões e milhões de canais. Os leitores têm acesso ao contraditório que é, muitas vezes, onde mora a informação mais confiável. Conversando outro dia com um jornalista de uma geração intermediária entre a produção de informação na velocidade atual e o modo ainda quase artesanal de menos de duas décadas atrás, ouvi um comentário revelador. Não são apenas a velocidade e a concorrência acirrada que a internet impôs ao impresso. A interação incomoda muito mais. Antes, um repórter ou colunista escrevia sua matéria e, se editores e "aquários" de diretores não reclamassem, tudo ia bem. Hoje, a reação da rede social é uma incógnita exasperante para quem exercia o ato de opinar ou informar em mão única. Sim, as cartas à redação eventualmente metiam bronca, mas não só demoravam a chegar como eram, e são, meticulosamente selecionadas pelos veículos. Como fisicamente não podem mesmo publicar todas, o argumento da filtragem é conveniente para remover inconveniências. Sendo, assim, nunca houve "ameaça" do tamanho das rede sociais. Em certos casos, é um soco no estômago da arrogância. Acabou o conforto. "Haters" ou não, todos têm seu espaço para opinar. Melhor do que o silêncio obrigatório, uma espécie de transtorno compulsivo que era a velha regra. No mínimo, é bom ter como desabafar.
Hoje, por exemplo, uma colunista que não me parece pessoa a quem se possa encontrar em um bloco escreve que o atual carnaval está tingido de amargor. Sério? Não vi isso nas ruas. A pessoa diz que o carnaval é a máscara da tragédia do Brasil. Jura? A bateria que passou aqui agora não tinha nenhum baixo astral. A figura traça um quadro tenebroso, diz que o país está em ruínas, e aparentemente se incomoda com o fato de a massa ignara ficar nas ruas atrás de tamborim e não avançando sobre os formuladores do caos. Quase pensei em me internar em um mosteiro lendo Gustavo Corção até quarta-feira de Cinzas. Mas não vou. A tal pessoa generaliza e imagina pretensiosamente que é a voz messiânica dos brasileiros, é f... Não dá apenas suas opinião, fala gravemente em nome dos que não sabem pensar. Imagina, uma crise dessas e os desmiolados curtindo a festa. Ela deve achar que algupem tem que levar a "luz" as trevas populares. Diria, sem medo de errar, que o povão que cai no samba, essa bela tradição (e que gera recursos, o turismo, cria empregos e hotéis lotados no Rio, Salvador, Recife etc) trabalha mais para tirar o país da crise do que zélites e coxinhas de salão. Os Estados Unidos atravessaram crise, com desemprego, pessoas endividadas, incertezas (mesmo para os padrões deles) e não cancelaram o 4 de julho; a Espanha atolada não quebrou as castanholas; a Itália não parou de se reunir em tornos de pastas e vinhos; Portugal não tornou o bacalhau fora de lei. Então porque vestir a máscara da tragédia no meio da bateria? Mas, claro, quem preferir chorar sob o edredon, ralar o joelho na escadaria da Penha pra pedir anos dourados ou enterrar a cabeça na areia, esteja à vontade."Nóis vai se alienar", tá bom pra senhora?  

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Deu no Granma: refugiados desfilarão na cerimônia de abertura da Olimpíada


O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, anunciou, ontem, em Atenas, que um grupo de refugiados irá participar da cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de 2016, no dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro. São atletas de elite que tiveram de fugir de seus países expulsos pela guerra. Essa delegação especial virá em penúltimo lugar, à frente da equipe brasileira que fecha o desfile. Segundo Bach revelou ao Granma, o COI quer, com isso, enviar ao mundo "uma mensagem de esperança e confiança".

Mané estagiário reproduz como verdadeira "notícia" criada por site de humor...

por Flávio Sépia
Midia de fino trato tem caído nas pegadinhas da internet. Dessa vez o mico do foi do portal UOL, que divulgou como verdadeira, ontem, notícia publicada em um site de humor venezuelano. A matéria diz que falta pasta de dente no país porque o povão tem mania de escovar os dentes três vezes ao dia. O que o UOL achou que era "notícia" era a piada do dia no site Un Mundo Triagular publicada como se fosse um comunicado oficial. Saca só o texto original em que o mané estagiário do UOL acreditou:

"La ministra de Salud, Luisana Melo, aseguró que la escasez de crema dental en el país se debe a que la gente se cepilla los dientes tres veces al día, cuando según ella "con una vez es más que suficiente".

Asimismo también afirmó que esta "cultura" de cepillarse "tantas veces" al día ha sido inculcada por odontólogos malintencionados y el capitalismo salvaje que nos empuja al consumismo extremo. "¿Recuerdan la propaganda de Colgate que decía que antes de irse a acostar chiqui-chiqui-chiqui? Bueno, esa es una campaña que ha formado parte de la guerra económica. Por eso es que el pueblo hoy en día no consigue pasta dental", expresó.

Para culminar, Melo invitó al pueblo venezolano a cepillarse sus dientes 365 veces al año, debido a que "todos tenemos que unirnos para combatir la crisis económica".

Previsões de Allan Richard Way para 2016

Allan Richard Way II é filho do astrólogo Allan Richard Way, que colaborou durante anos com a revista Manchete. Como o pai, que este ano recolheu-se a um mosteiro tibetano e não faz mais previsões regularmente, ele é antenado com o Brasil. ARW II passou seis meses no país, hospedado em um centro de acolhimento de religiosos no interior do Pará, observou os acontecimentos nacionais e estudou seus desdobramentos. Voltou a Londres após ser acometido pela febre chikungunya. Mesmo assim, recuperado, enviou ao blog, via Dropbox, a pedido de ARW, as tradicionais previsões para o novo ano. ARW II é astrólogo multimídia, adota métodos científicos mixados com técnicas sumerianas milenares. Usa triangulação por satélite e pesquisa a deep internet mas não abre mão de tradições ocultistas. Ao mesmo tempo, desenvolveu um método de previsão que utiliza fundamentos da Teoria das Cordas com o objetivo de alcançar altas dimensões do pensamento supersimétrico. 

POR ALlAN RICHARD WAY II (By order ARW 2016)


Dilma atrasa condomínio
de prédio.
1) Em março, o Congresso brasileiro quase recusará o impeachment. Mas o PSDB descobrirá que a presidente atrasou o condomínio do prédio onde tem apartamento em BH e pedirá novo processo. Além disso, a mandatária deixou de dar presente de “amigo oculto” para Gilmar Mendes, o que foi considerado grave delito. Dilma confessa os “crimes” ao juiz Moro, aceita fazer delação premiada, mas perde o cargo.

2) Em abril, o vice assume a Presidência. Mas renuncia em menos de um mês porque o  cerimonial do Palácio do Planalto esqueceu de convidá-lo para um reunião de ministros. Sente-se desprezado e desprestigiado. Ele também se queixa de que não o convidaram para um show da Anitta, uma palestra do Lobão nem para a 20° Maratona de Protesto contra Chico Buarque no Leblon. Isso é a gota d’água. Mas em vez de escrever uma carta prefere fazer um vídeo-renúncia e mandar por You Tube. Basta digitar #ninguemmeama para visualizar o desabafo.

3) Eduardo Cunha não será julgado em 2016. Com sucessivos requerimentos, ele adia os trabalhos da Comissão de Ética, prorroga o Dia das Mães, os festejos de São João, as Olimpíadas, o Dia de Cosme e Damião, passa o Dia de Finados para dezembro e cancela o Natal até que o STF diga se a festa é ou não inconstitucional.

4) Eduardo Cunha descobre brechas no regulamento do STF e consegue adiar todas as sessões da corte para 2017.

5) Luciano Huck e Claudia Leitte cometerão gafes na TV. Faustão cometerá gafes na TV

Caminhão pronto para levar
as tralhas da mandatária
6)     Caso não ocorra o impeachment em março, mesmo assim, ao longo do ano, um caminhão de mudanças ficará permanentemente estacionado na porta da residência oficial da presidente da República.

7) A mídia anuncia escassez de água e racionamento de energia elétrica. Um jornal diz que as provas de natação, salto ornamental, canoagem, polo aquático e nado sincronizado da Rio 2016 serão canceladas por falta d’água.

8) A Operação Lava Jato chegará à sua 12.567.876° Fase. A essa altura haverá 3.456.002 delatores premiados e 7.879. 067 presos domiciliares.

9) Maluf reafirmará que não tem conta no exterior, quem achar qualquer numerário pode ir lá pegar.

10) Eduardo Cunha reafirmará que não tem conta no exterior, quem achar qualquer numerário pode ir lá pegar.

11) Um museu vai pegar fogo logo depois de um bombeiro-gasista-eletricista colocar um moeda no contador de luz pra aumentar o lucro da “organização social” que administra a casa.

12)  Agências de risco vão rebaixar a nota do Brasil. O país só vai conseguir empréstimo na Crefisa, que dá para negativado sem comprovante de residência.

13) Durante a campanha para as próximas eleições, José Serra leva um copo de vinho na cara só porque perguntou para uma eleitora: “Me disseram que você vai me sufragar todinho na cabine...”

14)  Botafogo vai cair para a segundona.

15) O Vasco vai cair para a terceirona.

16) O Estado Islâmico terá problema para recrutar terroristas porque um homem-bomba detona explosivos, é hospitalizado, tem uma parada cardíaca, fica virtualmente morto mas é ressuscitado. O jihadista acordou revoltado porque não encontrou 70 virgens porra nenhuma à espera dele no paraíso. Fez um vídeo-denúncia que viralizou no You Tube e desmobilizou 50 mil homens-bomba que se preparavam para atentados em vários países. Eles agora querem receber as virgens adiantadas.

17) O ginasta Diego Hypolito é esperança do Brasil na Rio 2016 mas sofre uma queda na etapa solo de ginástica.

18) Fabiana Murer desiste do salto com vara porque alguém some com o colchão que amortece a queda dos atletas.

Secretária provoca 
escândalo
19) Em junho, secretária e amante de político influente provoca escândalo em Brasília ao publicar livro onde conta que o cidadão em questão só chegava ao orgasmo constitucional se ela lhe falasse ao ouvido expressões altamente eróticas como "propina", "suborno", "conta secreta", "licitaçao", "laranja", "cartel" e, principalmente, "superfaturamento".

20) Minas Gerais tem grande prejuízo porque novos rompimentos de barragens da Samarco contaminam queijo Minas, pão de queijo, cachaça mineira e a família Neves.

21) A eleição para prefeito é decidida entre os com-carros e os sem-carros. São Paulo acaba elegendo prefeito que promete acabar com ciclovias, ruas interditadas aos domingos e limite de velocidade de 50km nas marginais. O Parque no Ibirapuera vira estacionamento. Acaba o rodízio de carros e começa o rodízio de pedestres e ciclistas.

22) Geraldo Alckmin baixa decreto para fechar 1.230 escolas públicas.

Madame "coxinha" aguarda 
convocação 
para passeata
pelo impeachment. 
23) Movimento Brasil Livre organizará 160.234.555 passeatas em todo o Brasil. O Data Folha garante que os protestos reúnem 140 milhões de brasileiros, excluindo-se apenas pessoas hospitalizadas, vitimas da Zika, presos e turistas que estão em Miami. Elegantes ativistas contra o impeachment atendem à convocação dos meios de comunicação e lotam as ruas. Programa de TV lança o concurso de beleza para escolher a "Coxinha mais Saborosa".

24) Jornais anunciam que Eike Batista volta a ser bilionário e funda uma nova empresa, a “Xempre Ele”, que vai construir uma torre de 150 andares na Praça Paris, um superporto na Urca, vai despoluir a Lagoa, levar um brasileiro à Lua e desenvolver tecnologia para estocar vento. Eike, que volta a ganhar a admiração da mídia, também compra o Coliseu de Roma e as Termas de Caracalla para reformar e modernizar. Caracalla será transformada em Xpa.

25)  Juiz Moro anuncia que depois da Lava Jato comandará as operações Troca de Óleo, Calibragem de Pneu, Balanceamento, Direção Hidráulica e, pra recomeçar tudo isso, Operação Recall.

26) Um político de nome nacional será acusado de bater na mulher.

27) Uma mulher de um político de nome nacional vai retirar queixa de que levou porrada do marido.

28)  Uma senadora de um determinado partido diz que vai à manicure mas é flagrada assinando ficha em outro partido na garagem de um motel.

29) Um helicóptero de um político da oposição é flagrado carregado de pó mas investigações policiais atestam que se trata de pó de gesso importado da Colômbia.

30) STF diz que portadores de tornozeleiras eletrônicas podem se candidatar a prefeito e vereadores.

31) O doleiro Youssef é autorizado a se candidatar a vereador em Curitiba. Ele pretende formar a Bancada Cagueta.

32) Lobão fará show, no Mineirão, em comemoração ao Dia do Soldado.

Aeronave de frota de político
pousa na Pampulha.
33) Político mineiro que teria construído aeroporto em terras da família, transforma a Lagoa da Pampulha em campo de pouso privado para os hidroaviões do clã.

34) Comitê Olímpico manda para o Palácio do Planalto credencial para o Presidente da República comparecer à abertura da Rio 2016. Os organizadores preferiram enviar o  documento sem foto e com o nome do Presidente a preencher a lápis em linha pontilhada.

35) Neymar fará sua 12.344 tatuagem.

36) Roberto Carlos esquece letras de “Detalhes” e “Jesus Cristo”. A assessoria achou o fato natural já que fazia muito tempo, apenas uma semana, que ele não cantava as duas músicas.

37) Jornais e revistas demitem 5 mil profissionais em todo o Brasil. Donos da mídia alegam que é apenas  “otimização do desempenho”. Há redistribuição de funções: em muitos jornais, o colunista de política faz também o horóscopo, o de economia acumula com o funério, o editor internacional cobrirá também as UPPs, o de esportes edita os classificados e um membro das famílias proprietárias se encarregará da seção de cartas e da entrega de correspondência nas redações, além de organizar “bolão” na época das Olimpíadas.

38) Lobby das armas nos Estados Unidos mostra força ao fazer aprovar lei que libera porte de pistolas e fuzis para crianças a partir de 8 anos. Trata-se do projeto #minhaprimeiraarma. Bancada da Bala, no Brasil, inspira-se na iniciativa americano e leva para Eduardo Cunha um projeto semelhante intitulado #oprimeiro38agentenucaesquece.

39) Polícia americana confunde caneta com espingarda calibre 12 e mata jovem negro.

Carros menos luxuosos para
evitar chamar atenção
40) Políticos visados pela Polícia Federal evitam ostentação e trocam Ferraris, McLaren, Porsches por veículos menos chamativos.

41) FHC lança mais um livro com suas memórias e cria problema em família porque revela diários, conversas de whatapps e e-mails de parentes. Também publica os escritos dos cadernos escolares de Zé Serra, fotos do álbum de Aécio, cartas de Bill Clinton, poesias de Pedro Malan sobre a privatização e as conversas que gravou no confessionário da capelinha do Alvorada.

42 Em improviso, Dilma confunde islâmico com balsâmico.

43) Em improviso, Dilma chama MST (Movimento dos Sem Terra) de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

44) Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos. Seu primeiro decreto  transforma a Casa Branca em um resort para milionários e determina que a nova residência oficial é a Trump Tower, em Nova York.

45)  Christine Lagarde, diretora do FMI, diz que o crescimento da economia global vai decepcionar em 2016. Os colunistas de economia afirmam que a culpa é de Dilma e Mantega.

46) Depois de dirigir “Chatô”, Guilherme Fontes vai produzir um filme sobre Roberto Marinho. O lançamento está previsto para 2052.

47) O preço do petróleo vai continuar caindo. Em agosto, o barril de Brent poderá ser trocado por um quilo de alimento não perecível.

48) O governo vai criar novas bandeiras para a conta de luz. Além da verde, amarela e vermelha será instituída a preta, para eventual apagão, a dourada (com descontos para deputados, senadores e magistrados), a branca (com abatimento para igrejas), a rosa-choque (de gratuidade para ex-primeiras-damas) e a bandeira arco-íris (que dá desconto de 50% para minorias).

49) Pela primeira vez na história, os placares Impostômetro (que mostra quanto os brasileiros pagaram de impostos) e o Sonegômetro (total do que foi sonegado e desviado para contas secretas na Suíça) registram um empate: R$2.0171.0171.0171. 171.71. O TCU vai decidir quem venceu.

50) Em setembro, a crise de imigrantes na Europa atinge seu ponto máximo: temendo a concorrência, imigrantes protestam nas ruas contra a chegada de novos imigrantes.

51) Só às vésperas da Olimpíada, a Baía da Guanabara consegue sair do volume morto.

Delator premiado é flagrado cumprindo pena
52) Segundo a OIT, uma das melhores profissões de 2016 será a de delator premiado. Depois que os jornais noticiaram que o doleiro Youssef terá participação de 2% no dinheiro recuperado e pode receber até 20 milhões de reais, segundo o acordo assinado, aumenta a fila de candidatos a cagueta remunerado em todo o país. Em maio, no Rio, a seleção – e não precisa de experiência - é feita no Maracanã onde 60 mil inscritos querem entregar alguém ou alguma coisa para faturar uma comissão.

53) Durante os jogos das Eliminatórias, Galvão Bueno vai falar “aí, complica”, 30 vezes; “quem é que sobe”, 25 vezes; “haja coração”, 22 vezes; “agora tem que colocar o coração na ponta da chuteira”, 18 vezes; “chutou com a perna esquerda que não era a dele”, 12 vezes; “agora o Brasil tem que correr atrás do prejuízo”, 9 vezes; “o gol saiu na hora certa”, 6 vezes; “o jogo só acaba quando termina”, 5 vezes.

54) El Chapo muda o nome do seu cartel para "organização social".

55) Samarco finalmente anuncia seu plano para recuperar o Rio Doce: vai só mandar passar o rodo na lama. Para isso, comprou 200 mil rodos e 1 milhão de metros de pano de chão para doar à população. O nome do programa ambiental da empresa divulgado na internet é virem-se.com

56) Comitê Olímpico anuncia mais um corte de despesas: as medalhas da Rio 2016 serão substituídas por adesivos dourados, prateados e de cor bronze.

57) Em junho haverá distribuição gratuita de barris de petróleo. Cada um estará custando 0,75 centavos e a Petrobras não tem troco.

58) Comitês eleitorais de candidatos a prefeito e vereador entram em crise. Com fim da doação de empresas caiu o número de candidatos. Levas de políticos sem-jabaculê percorrem as cidades pedindo doação de "geladeira velha, panela velha, ar condicionado velho, fogão velho"...

59) Delfim Neto chega ao fim do ano como o economista mais entrevistado pela mídia. É considerado pelos colunistas a grande novidade da política nacional. Ele alcançou o número de 6. 325 matérias. Todas podem ser acessadas pela hastag #comoeragostosaaminhaditadura

60) Uma frase para se pensar em 2016: “Você prefere acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?” – de Groucho Marx.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Topless de Claudia Leitte em clipe quebra a web nesta manhã de quinta-feira...



por Omelete
Um tsunami na internet. Esse é o efeito do clipe lançado por Claudia Leitte. A cantora, que tem como meta o mercado internacional, especialmente o potencial do público hispânico, gravou a música "Corazón" em dueto com o porto-riquenho Daddy Yankee, um mix de ritmo caribenho e música eletrônica.  A música que é tema de um clipe arrasador é uma das 30 que ela acaba de gravar para o seu primeiro álbum nos Estados Unidos. O vídeo que você poderá ver abaixo foi gravado no Rio de Janeiro. Marcos Mello assina a direção. É Claudia Leitte como você nunca viu seja surfando, no pole dance, de topless. Daí, os fãs da cantora foram à loucura na web. Claudia Leitte é rainha de bateria da Mocidade e desfila no Sambódromo carioca no domingo, 7 de fevereiro.

VEJA O CLIPE DE CLAUDIA LEITTE (CORAZÓN), CLIQUE AQUI