
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Pesquisa Brasileira de Mídia 2015: saiba quem está falando com você
Maior levantamento sobre os hábitos de informação dos brasileiros, a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 (PBM 2015) confirma que brasileiros passam mais tempo navegando na internet do que assistindo TV. No entanto os dados mostram a televisão ainda como meio de comunicação predominante (maioria dos entrevistados diz assistir); o rádio continua o segundo meio de comunicação mais utilizado pelos brasileiros; e os jornais são os veículos mais confiáveis. Os dados foram apresentados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), nesta sexta-feira (19), no Palácio do Planalto.
Durante apresentação da PBM 2015, ministro Thomas Traumann destacou que o brasileiro tem migrado de forma consolidada para os meios digitais. Foto: Iano Andrade - Gabinete Digital/PR.
Durante apresentação da PBM 2015, ministro Thomas Traumann destacou que o brasileiro tem migrado de forma consolidada para os meios digitais. Foto: Iano Andrade – Gabinete Digital/PR.
Os usuários de internet ficam conectados, em média, 4h59 por dia durante a semana e 4h24 nos finais de semana, superior ao tempo médio que brasileiros ficam expostos ao televisor, respectivamente 4h31 e 4h14. Praticamente a metade dos brasileiros, 48%, usa internet. O percentual de pessoas que a utilizam todos os dias cresceu de 26% na PBM 2014 para 37% na PBM 2015. O hábito de uso da internet também é mais intenso do que o obtido anteriormente. De acordo com a pesquisa de 2014, o tempo médio conectado era 3h39 por dia durante a semana e 3h43 nos finais de semana.
“Uma função dessa pesquisa é orientar a aplicação dos recursos do governo em publicidade. Tem que levar em consideração que a internet cresce como meio de comunicação mais utilizado, que os jornais são mais confiáveis, mas têm uma penetração menor. Que a TV tem um alcance gigante, mas capta menos a atenção das pessoas, todas essas informações serão levadas em consideração”, disse o ministro da Secom, Thomas Traumann.
Mais do que as diferenças regionais, são a escolaridade e a idade dos entrevistados os fatores que impulsionam a frequência e a intensidade do uso da internet no Brasil. Entre usuários com ensino superior, 72% acessam à internet todos os dias, com uma intensidade média diária de 5h41, de 2ª a 6ª-feira. Entre as pessoas com até a 4ª série, os números caem para 5% e 3h22. Na faixa de 16 a 25, 65% dos jovens se conectam todos os dias, em média 5h51 durante a semana, contra 4% e 2h53 dos usuários com 65 anos ou mais.
O uso de telefones celulares para acessar a internet já compete com o uso por meio de computadores ou notebooks, 66% e 71%, respectivamente. O uso de redes sociais influencia esse resultado. Entre os internautas, 92% estão conectados por meio de redes sociais, sendo as mais utilizadas o Facebook (83%), o Whatsapp (58%) e o Youtube (17%).
Televisão
Apesar do tempo médio conectado na internet ser maior, a televisão segue como meio de comunicação mais utilizado pela população. De acordo com a pesquisa, 95% dos entrevistados afirmaram ver TV, sendo que 73% têm o hábito de assistir diariamente. O tempo que o brasileiro passa exposto ao televisor diariamente também cresceu em relação à PBM 2014 que eram 3h29 de 2ª a 6ª-feira, e 3h32 nos finais de semana (4h31 e 4h14, respectivamente na PBM 2015).
Rádio
O rádio continua o segundo meio de comunicação mais utilizado pelos brasileiros, mas seu uso caiu na comparação entre a PBM 2014 para a PBM 2015, de 61% para 55%. Em compensação, aumentou a quantidade de entrevistados que dizem ouvir rádio todos os dias, de 21% em 2014 para 30% em 2015.
Jornais e revistas
Permaneceu estável o percentual de brasileiros que leem jornais ao menos uma vez por semana entre as duas rodadas da PBM: 21%. Apenas 7% leem diariamente, sendo a 2ª-feira o dia da semana mais mencionado pelos leitores (48%). A escolaridade e a renda dos entrevistados são os fatores que mais aumentam a exposição aos jornais: 15% dos leitores com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos leem jornal todos os dias. Entre os leitores com até a 4ª série e renda menor que um salário mínimo, os números são 4% e 3%.
O uso de plataformas digitais de leitura de jornais ainda é baixo: 79% dos leitores afirmam fazê-lo mais na versão impressa, e 10% em versões digitais.
Foi detectado cenário semelhante ao dos jornais em relação às revistas: 13% dos brasileiros leem revistas durante a semana, número que cresce com aumento da escolaridade e da renda dos entrevistados. Versões impressas (70%) são mais lidas do que versões digitais (12%).
Mesmo que sejam baixas a frequência e a intensidade de leitura de jornais e revistas, eles são os meios de comunicação com maior nível de atenção exclusiva. Entre os leitores de jornal, 50% disseram não fazer nenhuma outra atividade enquanto o consome. Entre os de revista, 46%.
Fonte: Blog do Planalto. Leia mais, clique AQUI
Deu no Portal Imprensa; a mais-valia vai acabar 'seu' Ademar?
por BQVManchete
Solidários aos fotógrafos que estão sendo demitidos, repórteres britânicos se negam a trabalhar como dublê de fotógrafos. Deu no Portal Imprensa. Leia, clique AQUI
Comentário do blog (para não confundir com a nota do Portal Imprensa): a prática já é comum no Brasil. E, claro, o fotojornalismo sai perdendo. Especialmente em viagens, jornais e revistas optam por enviar apenas o repórter levando uma câmera digital, o photoshop corrige falhas de iluminação, a edição refaz enquadramentos e a economia está feita. Só a qualidade costuma ser irrecuperável. A carga dupla também pode afetar o trabalho do repórter. Preocupado em fotografar ou fazer vídeos, ele corre o risco de perder pistas, neglicenciar informações e fatos que acontecem em segundos, especialmente durante reportagens factuais. Veja em post anterior deste blog (abaixo) "As Melhores fotos de 2014", segundo o site Mashable. Você vai entender o que estamos tentando dizer. Não é uma boa prática a jornada dupla do repórter transfigurado em fotógrafo mas, a despeito da luta dos colegas do Reino Unido, será difícil fazer reverter esse quadro. É mais-valia 'seu' Ademar, que não vai acabar.
Solidários aos fotógrafos que estão sendo demitidos, repórteres britânicos se negam a trabalhar como dublê de fotógrafos. Deu no Portal Imprensa. Leia, clique AQUI
Comentário do blog (para não confundir com a nota do Portal Imprensa): a prática já é comum no Brasil. E, claro, o fotojornalismo sai perdendo. Especialmente em viagens, jornais e revistas optam por enviar apenas o repórter levando uma câmera digital, o photoshop corrige falhas de iluminação, a edição refaz enquadramentos e a economia está feita. Só a qualidade costuma ser irrecuperável. A carga dupla também pode afetar o trabalho do repórter. Preocupado em fotografar ou fazer vídeos, ele corre o risco de perder pistas, neglicenciar informações e fatos que acontecem em segundos, especialmente durante reportagens factuais. Veja em post anterior deste blog (abaixo) "As Melhores fotos de 2014", segundo o site Mashable. Você vai entender o que estamos tentando dizer. Não é uma boa prática a jornada dupla do repórter transfigurado em fotógrafo mas, a despeito da luta dos colegas do Reino Unido, será difícil fazer reverter esse quadro. É mais-valia 'seu' Ademar, que não vai acabar.
Rodrigo Caetano, ex-Vasco, agora Flamengo: o óbvio ululante de Nelson Rodrigues...
sábado, 20 de dezembro de 2014
Previsões de Allan Richard Way para 2015
por Omelete
Allan Richard Way é um famoso astrólogo, hoje com 96 anos, residente em Londres. Durante anos, colaborou com a revista Manchete. Sempre foi, e continua, antenado com o Brasil. Dizem que jamais deu entrevistas. Às vezes suas previsões eram entregues na sucursal da Manchete em Paris por um motoboy indiano. Exigia que o pagamento fosse em libras, no ato. Na maioria das ocasiões, o jornalista Robert McPherson fazia a ligação entre Allan Richard Way e o Célio Lyra, responsável pelo departamento de relações exteriores da Bloch.
ARW é cego mas mantém até hoje como assistente um ex-monje tibetano (este largou a clausura para se casar com uma prostituta romena) que lhe faz um clipping diário, em braille, das principais notícias. Allan Richard Way não faz mais previsões regularmente. Mas, como no ano passado, este blog foi surpreendido com uma mensagem (com indicação de que não poderia ser respondida já que o endereço é bloqueado) com os rumos de alguns acontecimentos em 2015 devida e fielmente traduzidos:
from:arw2014,corp (classified staff)
to:paocomovo2008@gmail.com
assunto:by order ARW
- "A Corte Suprema julgará a 'mulher presidente impedida'. Assumirá o cargo um ex-militar que não estupra mulher que não mereça.
- A delação premiada passará a ser obrigatória desde o primeiro grau escolar. O prêmio será sorteado pela Caixa Econômica semanalmente.
- Alguns juízes brasileiros serão oficialmente, por medida legal, reconhecidos como Deuses para evitar casos como do magistrado detido na Lei Seca. Os cidadãos inferiores deverão saudá-los nas ruas, curvando as costas em ângulo de 90 graus. Os mais idosos incapazes de fazer a saudação protocolar poderão se deitar no chão à passagem dos sagrados magistrados.
- A falta d'água no estado-locomotiva do país vai se agravar. Os poderosos no poder naquela capitania farão leis para cotas de água obrigatórias para deputados, vereadores, governador e secretários, além de ilustres do poder judiciário. Os mais ricos terão prioridade para adquirir o precioso líquido. Os mais pobres serão alvo do programa social chamado "mijo para todos", ou seja, usinas de conversão de urina vão abastecer favelas, bairros populares e de classe média baixa.
- Um tal de Big Wolf será nomeado no futuro governo ministro plenipotenciário.
- A inflação vai a 327%, um pouco abaixo das previsões dos colunistas de economia.
- Os juros vão a 86% surpreendendo os colunistas de economia que cravaram em 86,5%.
- O caso Petrobras será resolvido facilmente e não será mais problema de governo: a companhia será transferida para Paulo Roberto e o doleiro Youssef, já que as ações da empresa, em queda, passarão a valer menos do que o dinheiro repatriado dos delatores premiados.
- Hackers da Coréia do Norte revelarão que houve troca de mensagens de whatsapp entre o Papa Francisco e o treinador da seleção alemã. Sua Santidade pedia que em nome da caridade cristã os europeus parassem de fazer gol no Julio Cesar. Na negociação, o Papa queria que a goleada ficasse de bom tamanho em cinco gols e a Alemanha queria fechar em 10. Obama mediou para sete gols. Em troca, prometeu a Sua Santidade que restabeleceria relações com Cuba. Ficará finalmente explicado porque o Papa se meteu na questão cubana.
- Construtoras brasileiras não poderão mais fazer obras do governo. A oposição e a base aliada resolverão que para garantir a lisura do processo e a qualidade dos serviços apenas construtoras paraguaias vencerão as licitações.
- Sarney, que havia dito que encerraria a carreira política, anunciará sua candidatura a vereador em São Luis em 2016. Em discurso aos brasileiros e brasileiras dirá que vai começar tudo de novo e pretende concorrer à Presidência nas eleições de 2026. Enquanto isso lançará ainda em 2015 dois livros para completar a trilogia iniciada com "Marimbondos de Fogo". Chegarão às livrarias "Abelhas em Chamas" e "Besouros em Labaredas".
- Um ano antes dos Jogos, o ginasta Diego Hippolito pedirá em entrevista coletiva na TV que o Brasil não espere que ele conquiste medalha nas Olimpíadas de 2016. Considera-se muito novo ainda, mas promete que em 2032 terá grande chance de conquistar um ouro.
- Dizendo-se cansados de receber ataques e ameaças, alguns colunistas identificados com a direita fundarão a organização "Somos Sábios" (SS). alegam que precisam de proteção contra ameaças comunistas.
- Depois de "O irmão alemão", Chico Buarque vai lançar mais dois livros: "O cunhado turco" e "A prima haitiana".
- Segundo o IBGE, a expectativa média de vida dos brasileiros passará para 86, os homens, e 92 anos, as mulheres. As fãs de Roberto Carlos comemorarão durante um show do cantor a bordo de um navio.
- A diretoria do Flamengo vai pedir à Fifa que, além do título de campeão brasileiro de 1985, vencido pelo Sport, reconheça outros torneios mundiais que o time ganhou: cuspe à distância (1922, 1929 e 1931), de Purrinha (1932, 1946, 1957), Pacman (1992,1993), Queimado (1938, 1958, 1962), Super Mario Bros (1990) e Amarelinha (1986, 1988).
- O PSDB vai mudar o nome para UDN.
- Depois do Templo de Salomão, o "bispo" Macedo vai construir no centro de São Paulo o palácio de Ben Hur, o deserto de Moisés, o cafofo de Salomé, o Mar Morto, o rio Jordão e a Arca de Noé.
- Cientistas vão descobrir a cura do câncer. Mas só pra quem tiver plano de saúde gold.
- Mais pessoas que postarão ofensas racistas ou gritarão "macaco" em estádios de futebol serão condenadas no Brasil. As penas rigorosas vão variar de "prestação de serviços à comunidade" em resorts e navios de cruzeiros a "viagens obrigatórias de reeducação" a Paris, Roma, Nova York e Londres. Os racistas poderão levar suas famílias que se encarregarão de vigiá-los. Não estarão impedidos de consumir bebidas alcoólicas mas terão que obedecer a uma cota de não mais do que cinco garrafas de Don Pérignon por dia. Os que desobedecerem serão, aí sim, condenados a penas quase insuportáveis. Terão que ler os livros do Paulo Coelho, ouvir as músicas de Anitta, ler as crônicas do Jabor, assistir aos jogos do Botafogo, comprar pay-per-view do BBB Brasil, passar as férias na Síria, fazer parte da bancada do Manhattan Connection, ser jurado do Domingão do Faustão e beber água da torneira em São Paulo,
- Os processos do mensalão tucano e do propinoduto do metrô de São Paulo finalmente chegarão ao fim. Os indiciados serão absolvidos. A sentença será curta e terá apenas uma linha: "Desculpe aí, foi mal".
- Como, segundo os formadores de opinião, o Velho Chico vai secar, o Congresso aprovará projeto para transformar os grandes canais para transposição do São Francisco em pistas de skate.
- Galvão Bueno nega que vá se afastar e anuncia que narrará as Copas de 2018, 22, 26, 30 e 34. Mas prefere deixar em aberto se estará ou não na Copa de 2038.
- O PSDB entrará com uma ação no Supremo, logo no começo de 2015, denunciando fraude nas eleições presidenciais de 2018.
- Dunga pedirá demissão do cargo de treinador da seleção brasileira. Entregará a carta no Chile ao ver os jogadores entrarem em campo chorando para o primeiro jogo da Copa América de 2015.
- A Ponte Costa e Silva não vai mais mudar de nome mesmo depois que o ditador foi criminalizado pela Comissão da Verdade. Mas um decreto dirá que serão homenageados, a partir de 2015, dois ídolos de países-irmãos: Costa Pereira, grande ex-goleiro da seleção portuguesa e Leônidas da Silva, lendário atacante brasileiro.'
- Depois do auxílio iPhone 5", os políticos vão aprovar novos benefícios. Serão criados o "auxílio Las Vegas", para o caso de suas excelências precisarem encontrar um eleitor nos cassinos; o "auxílio guardanapo", que cobrirá visitas necessárias ao cumprimento do mandato no restaurante La Tour, em Paris; o "auxílio ilha em Angra", para redigir projetos com tranquilidade; o "auxílio umas & outras" para pagar uísque e champanhe em eventuais confraternizações com os eleitores; e o "auxílio dona Encrenca", para aqueles que sufragam um plano B.
- Desiludida com a luta revolucionária, a ativista Sininho vai descolar um emprego como figurante das novelas bíblicas da Record.
- Os cartolas do vôlei irão a julgamento por desvio de verbas de patrocínio. Mas seus advogados dirão que eles não entenderam bem a expressão "forçar o saque", tão comum nas quadras e por isso sacaram, inocentemente, o dinheiro do Banco do Brasil. Vão argumentar que não cometeram crime, no máximo foi uma falta técnica.
Allan Richard Way é um famoso astrólogo, hoje com 96 anos, residente em Londres. Durante anos, colaborou com a revista Manchete. Sempre foi, e continua, antenado com o Brasil. Dizem que jamais deu entrevistas. Às vezes suas previsões eram entregues na sucursal da Manchete em Paris por um motoboy indiano. Exigia que o pagamento fosse em libras, no ato. Na maioria das ocasiões, o jornalista Robert McPherson fazia a ligação entre Allan Richard Way e o Célio Lyra, responsável pelo departamento de relações exteriores da Bloch.
ARW é cego mas mantém até hoje como assistente um ex-monje tibetano (este largou a clausura para se casar com uma prostituta romena) que lhe faz um clipping diário, em braille, das principais notícias. Allan Richard Way não faz mais previsões regularmente. Mas, como no ano passado, este blog foi surpreendido com uma mensagem (com indicação de que não poderia ser respondida já que o endereço é bloqueado) com os rumos de alguns acontecimentos em 2015 devida e fielmente traduzidos:
from:arw2014,corp (classified staff)
to:paocomovo2008@gmail.com
assunto:by order ARW
- "A Corte Suprema julgará a 'mulher presidente impedida'. Assumirá o cargo um ex-militar que não estupra mulher que não mereça.
- A delação premiada passará a ser obrigatória desde o primeiro grau escolar. O prêmio será sorteado pela Caixa Econômica semanalmente.
- Alguns juízes brasileiros serão oficialmente, por medida legal, reconhecidos como Deuses para evitar casos como do magistrado detido na Lei Seca. Os cidadãos inferiores deverão saudá-los nas ruas, curvando as costas em ângulo de 90 graus. Os mais idosos incapazes de fazer a saudação protocolar poderão se deitar no chão à passagem dos sagrados magistrados.
- A falta d'água no estado-locomotiva do país vai se agravar. Os poderosos no poder naquela capitania farão leis para cotas de água obrigatórias para deputados, vereadores, governador e secretários, além de ilustres do poder judiciário. Os mais ricos terão prioridade para adquirir o precioso líquido. Os mais pobres serão alvo do programa social chamado "mijo para todos", ou seja, usinas de conversão de urina vão abastecer favelas, bairros populares e de classe média baixa.
- Um tal de Big Wolf será nomeado no futuro governo ministro plenipotenciário.
- A inflação vai a 327%, um pouco abaixo das previsões dos colunistas de economia.
- Os juros vão a 86% surpreendendo os colunistas de economia que cravaram em 86,5%.
- O caso Petrobras será resolvido facilmente e não será mais problema de governo: a companhia será transferida para Paulo Roberto e o doleiro Youssef, já que as ações da empresa, em queda, passarão a valer menos do que o dinheiro repatriado dos delatores premiados.
- Hackers da Coréia do Norte revelarão que houve troca de mensagens de whatsapp entre o Papa Francisco e o treinador da seleção alemã. Sua Santidade pedia que em nome da caridade cristã os europeus parassem de fazer gol no Julio Cesar. Na negociação, o Papa queria que a goleada ficasse de bom tamanho em cinco gols e a Alemanha queria fechar em 10. Obama mediou para sete gols. Em troca, prometeu a Sua Santidade que restabeleceria relações com Cuba. Ficará finalmente explicado porque o Papa se meteu na questão cubana.
- Construtoras brasileiras não poderão mais fazer obras do governo. A oposição e a base aliada resolverão que para garantir a lisura do processo e a qualidade dos serviços apenas construtoras paraguaias vencerão as licitações.
- Sarney, que havia dito que encerraria a carreira política, anunciará sua candidatura a vereador em São Luis em 2016. Em discurso aos brasileiros e brasileiras dirá que vai começar tudo de novo e pretende concorrer à Presidência nas eleições de 2026. Enquanto isso lançará ainda em 2015 dois livros para completar a trilogia iniciada com "Marimbondos de Fogo". Chegarão às livrarias "Abelhas em Chamas" e "Besouros em Labaredas".
- Um ano antes dos Jogos, o ginasta Diego Hippolito pedirá em entrevista coletiva na TV que o Brasil não espere que ele conquiste medalha nas Olimpíadas de 2016. Considera-se muito novo ainda, mas promete que em 2032 terá grande chance de conquistar um ouro.
- Dizendo-se cansados de receber ataques e ameaças, alguns colunistas identificados com a direita fundarão a organização "Somos Sábios" (SS). alegam que precisam de proteção contra ameaças comunistas.
- Depois de "O irmão alemão", Chico Buarque vai lançar mais dois livros: "O cunhado turco" e "A prima haitiana".
- Segundo o IBGE, a expectativa média de vida dos brasileiros passará para 86, os homens, e 92 anos, as mulheres. As fãs de Roberto Carlos comemorarão durante um show do cantor a bordo de um navio.
- A diretoria do Flamengo vai pedir à Fifa que, além do título de campeão brasileiro de 1985, vencido pelo Sport, reconheça outros torneios mundiais que o time ganhou: cuspe à distância (1922, 1929 e 1931), de Purrinha (1932, 1946, 1957), Pacman (1992,1993), Queimado (1938, 1958, 1962), Super Mario Bros (1990) e Amarelinha (1986, 1988).
- O PSDB vai mudar o nome para UDN.
- Depois do Templo de Salomão, o "bispo" Macedo vai construir no centro de São Paulo o palácio de Ben Hur, o deserto de Moisés, o cafofo de Salomé, o Mar Morto, o rio Jordão e a Arca de Noé.
- Cientistas vão descobrir a cura do câncer. Mas só pra quem tiver plano de saúde gold.
- Mais pessoas que postarão ofensas racistas ou gritarão "macaco" em estádios de futebol serão condenadas no Brasil. As penas rigorosas vão variar de "prestação de serviços à comunidade" em resorts e navios de cruzeiros a "viagens obrigatórias de reeducação" a Paris, Roma, Nova York e Londres. Os racistas poderão levar suas famílias que se encarregarão de vigiá-los. Não estarão impedidos de consumir bebidas alcoólicas mas terão que obedecer a uma cota de não mais do que cinco garrafas de Don Pérignon por dia. Os que desobedecerem serão, aí sim, condenados a penas quase insuportáveis. Terão que ler os livros do Paulo Coelho, ouvir as músicas de Anitta, ler as crônicas do Jabor, assistir aos jogos do Botafogo, comprar pay-per-view do BBB Brasil, passar as férias na Síria, fazer parte da bancada do Manhattan Connection, ser jurado do Domingão do Faustão e beber água da torneira em São Paulo,
- Os processos do mensalão tucano e do propinoduto do metrô de São Paulo finalmente chegarão ao fim. Os indiciados serão absolvidos. A sentença será curta e terá apenas uma linha: "Desculpe aí, foi mal".
- Como, segundo os formadores de opinião, o Velho Chico vai secar, o Congresso aprovará projeto para transformar os grandes canais para transposição do São Francisco em pistas de skate.
- Galvão Bueno nega que vá se afastar e anuncia que narrará as Copas de 2018, 22, 26, 30 e 34. Mas prefere deixar em aberto se estará ou não na Copa de 2038.
- O PSDB entrará com uma ação no Supremo, logo no começo de 2015, denunciando fraude nas eleições presidenciais de 2018.
- Dunga pedirá demissão do cargo de treinador da seleção brasileira. Entregará a carta no Chile ao ver os jogadores entrarem em campo chorando para o primeiro jogo da Copa América de 2015.
- A Ponte Costa e Silva não vai mais mudar de nome mesmo depois que o ditador foi criminalizado pela Comissão da Verdade. Mas um decreto dirá que serão homenageados, a partir de 2015, dois ídolos de países-irmãos: Costa Pereira, grande ex-goleiro da seleção portuguesa e Leônidas da Silva, lendário atacante brasileiro.'
- Depois do auxílio iPhone 5", os políticos vão aprovar novos benefícios. Serão criados o "auxílio Las Vegas", para o caso de suas excelências precisarem encontrar um eleitor nos cassinos; o "auxílio guardanapo", que cobrirá visitas necessárias ao cumprimento do mandato no restaurante La Tour, em Paris; o "auxílio ilha em Angra", para redigir projetos com tranquilidade; o "auxílio umas & outras" para pagar uísque e champanhe em eventuais confraternizações com os eleitores; e o "auxílio dona Encrenca", para aqueles que sufragam um plano B.
- Desiludida com a luta revolucionária, a ativista Sininho vai descolar um emprego como figurante das novelas bíblicas da Record.
- Os cartolas do vôlei irão a julgamento por desvio de verbas de patrocínio. Mas seus advogados dirão que eles não entenderam bem a expressão "forçar o saque", tão comum nas quadras e por isso sacaram, inocentemente, o dinheiro do Banco do Brasil. Vão argumentar que não cometeram crime, no máximo foi uma falta técnica.
Gabriel Medina, o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe
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Foto Trevor Moran/Redbull |
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Foto Trevor Moran/Redbull |
Editores do Mashable escolhem as melhores fotos de 2014, entre elas, uma imagem do Réveillon de Copacabana
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Fogos de artifício e saudação a 2014 na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro. Foto de Yasuyoshi Chiba/Getty Images. Reproduzida do site Mashable, link abaixo |
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Veterinária retira estilhaços de bala que estavam alojados no corpo de uma gorila. Foto Sutantan Aditya/AFP/Getty Images. Reproduzida do site Mashable, link abaixo |
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Estudantes brincam em uma escola em Sukandebi, Indonésia, no momento em que um vulcão (Monte Sinabung) entra em erupção. Foto Binssar Bakara/AP. Reproduzida do site Mashable, link abaixo. |
VEJA MAIS FOTOS DO ANO NO SITE MASHABLE, CLIQUE AQUI
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Alô, racista, intolerante, preconceituoso, a barra vai pesar pra você na internet... um software vai te pegar
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Secretaria de Direitos Humanos anuncia maior rigor na luta contra os crimes de ódio na internet. Um novo software vai varrer a rede em busca dos criminosos. Foto Marcos Santos/USP Imagens |
Fonte: Agência Brasil
USA Today publica galeria de fotos de 2014. Vale a pena conferir...
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Um pequeno avião sobrevoa o vulcão Bardarbunga, na Islândia. Foto de Bernard Meric, AFP/Getty Images, que o USA Today reproduz em galeria especial. Veja no link abaixo. 2014: o ano em fotos. Veja mais no USA Today, clique AQUI |
2014: o ano em que os drones se consolidaram como ferramenta da mídia...
Mídia impressa perde espaço mas ainda resiste
Segundo o site Crain's, a perspectiva para a mídia impressa, nos Estados Unidos e no Canadá, deu uma guinada para pior. Ao todo, 91 títulos foram encerrados em 2014, em comparação com os 51 veículos impressos fechados em 2013. A boa notícia é que, embora com tiragens menores e focando certos nichos de leitores, ainda foram lançados 148 títulos em 2014, a maioria publicações de negócios e economia, contra 150 novos títulos em 2013.
People: a capa que mais vendeu em 2014 e a edição com maior encalhe...
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A morte de Robin Williams abalou o mundo do cinema e os fás, mas a redação da People não ficou muito triste: a revista vendeu 1.169.800 cópias. Já a capa de Hillary Clinton foi um fracasso: apenas 503.890 revistas vendidas. Esse "apenas" é relativo se comparado com os números das revistas brasileiras, que vivem grave crise. Aqui, 500 mil exemplares seriam motivo de muita comemoração. Os números acima foram divulgados pelo site Adweek, que publica outras comparações. Clique AQUI |
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
"A outra face das fotos": no livro do fotógrafo Aguinaldo Ramos, que trabalhou na Manchete e no JB, a vida por trás das imagens...
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O autor de "A outra face das fotos", revela a história surpreendente dessa foto que foi publicada na revista Fatos & Fotos. Foto de Aguinaldo Ramos reproduzida do livro "A outra face das fotos" |
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Foto de Aguinaldo Ramos reproduzida do livro "A outra face das fotos" |
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Brizola, 1982. Foto de Aguinaldo Ramos reproduzida do livro "A outra face das fotos" |
A fotógrafo Aguinaldo Ramos lançou recentemente o livro “A
Outra Face das Fotos – Reminiscências e elucubrações sobre a arte e a prática
do fotojornalismo”. No texto de apresentação, o autor define o livro como “uma
recuperação afetiva” do tempo em que trabalhou como fotojornalista na imprensa
carioca. Aguinaldo conta que, depois de fazer os cursos básicos do Senac e de um
período como assistente do fotógrafo Marcelo Ribeiro, em Niterói, encarou o “vestibular”
que era o processo de seleção de candidatos ao Curso Bloch de Fotografia. A
comparação não tem nada de exagerada: eram cerca de 850 postulantes a 30 vagas
e, destes, apenas dez eram convidados a um estágio de três meses na editora.
Aguinaldo acabou trabalhando por quase uma ano para as revistas Fatos&Fotos,
Manchete, Amiga, Manchete Esportiva, Desfile, entre outras publicações da Bloch. “Foi uma experiência marcante”, diz. “Estava
cercado por expoentes da Fotografia, a começar pelo chefe, Gervásio Batista,
hoje o decano do fotojornalismo brasileiro, e mais Indalécio Wanderley, Antonio
Rudge, Gil Pinheiro, Sérgio de Souza e os mais novos e já prestigiados
Frederico Mendes e Carlos Humberto TDC, entre muitos outros, e lamento não
citar cada um”, completa.
O passo
seguinte, após a temporada nas redações do Russell, foi o Jornal do Brasil,
onde trabalhou durantes seis anos, até 1986, quando deixou o jornal para abrir
uma agência de fotografia, a Fotossíntese, através da qual prestou serviços ao
Estadão, Folha, IstoÉ, Veja e outros veículos, antes de se fixar no mercado
corporativo. Atualmente, Aguinaldo volta-se para os interesses acadêmicos e
literários, “que ajudaram a resultar neste livro”, explica. Em um dos capítulos, Aguinaldo revela um dilema relativamente
comum entre os fotógrafos: interferir ou não no objeto ou situação fotografada.
Mas não é apenas uma questão de
fotógrafos. Há casos folclóricos de repórteres que fantasiaram excessivamente suas
narrativas.
Enquanto lia “A outra face das fotos”, lembrei-me de um caso que o tempo tornou mais engraçado do que criticável.
Folclore de redação: uma questão de ética ou de etílico?
Certa vez, um repórter de muita imaginação e teor alcoólico eventualmente acima do resto da humanidade viajou para a Amazônia e o Centro-Oeste. Sua pauta era a vida nos garimpos ilegais. O parceiro era um fotógrafo brilhante que sofria de surdez quase total mas se recusava a usar aparelho auditivo. A dupla ficou fora por mais de duas semanas, o que era normal, mas inteiramente fora de contato, o que era preocupante. Quando finalmente eles voltaram e entregaram texto e fotos, o editor ficou intrigado: estavam lá as cenas do garimpo, alguns depoimentos, imagens das bombas hidráulicas que reviravam o fundo dos rios, barracos, garimpeiros preparando o rango, mas especialmente nos trechos mais dramáticos (garimpos ilegais costumam ser ambientes extremamente violentos e precários) as fotos não combinavam em nada com a reportagem. Como o repórter alegou que estava com uma perna machucada e pediu dois dias de folga, o editor recorreu ao fotógrafo em busca de explicações. Este, relutante, disse que nada vira e, claro, nada ouvira. Não quis “entregar” o colega, mas deu a entender que algo não tinha corrido muito bem. Normalmente, em matérias nessas regiões de difícil acesso, a equipe solicitava algum apoio logístico a órgãos federais ou estaduais, além de entrevistar autoridades responsáveis pelo problema ou tema focalizados. Uns dois dias depois da volta da dupla, um secretário de governo liga para a redação preocupado porque o repórter que o entrevistou lhe pareceu extremamente “alegre”, além de não ter anotado nada. O fato de o tal secretário ter ligado apenas para o editor da revista, e não para um dos diretores, somado à boa imagem do repórter (sóbrio, era um excelente profissional) contribuiu para aliviar a situação, ninguém foi demitido, mas a reportagem não foi publicada. O jornalismo perdeu, então, um eletrizante relato do repórter, com tons de Hemingway, contando como esteve encurralado no meio de uma ponte de madeira pelo tiroteio entre grupos rivais de garimpeiro. Segundo ele, os garimpeiros usavam fuzis M-16, não por acaso as armas adotadas pelos marines na guerra do Vietnã. O repórter, segundo o texto, ainda foi sequestrado e mantido em um cativeiro, na verdade um buraco cavado na floresta, onde passou três dias comendo apenas tapioca. Havia na matéria uma personagem, uma “prostituta linda”, que seria uma americana procurada pela Interpol e que havia se apaixonado por um garimpeiro que, por sua vez, era ex-guerrilheiro do Sendero Luminoso. A "matéria" era ótima, dava um filme, prendia o leitor desde a primeira linha. Infelizmente, não havia câmera capaz de captar as cenas tão imperdíveis quanto imaginárias. Além disso, onde estaria o fotógrafo? Segundo a versão que se espalhou depois pelos corredores, tentando convencer o repórter a deixar a “marvada” de lado e apurar o mínimo que fosse da “vida no garimpo”.
Enquanto lia “A outra face das fotos”, lembrei-me de um caso que o tempo tornou mais engraçado do que criticável.
Folclore de redação: uma questão de ética ou de etílico?
Certa vez, um repórter de muita imaginação e teor alcoólico eventualmente acima do resto da humanidade viajou para a Amazônia e o Centro-Oeste. Sua pauta era a vida nos garimpos ilegais. O parceiro era um fotógrafo brilhante que sofria de surdez quase total mas se recusava a usar aparelho auditivo. A dupla ficou fora por mais de duas semanas, o que era normal, mas inteiramente fora de contato, o que era preocupante. Quando finalmente eles voltaram e entregaram texto e fotos, o editor ficou intrigado: estavam lá as cenas do garimpo, alguns depoimentos, imagens das bombas hidráulicas que reviravam o fundo dos rios, barracos, garimpeiros preparando o rango, mas especialmente nos trechos mais dramáticos (garimpos ilegais costumam ser ambientes extremamente violentos e precários) as fotos não combinavam em nada com a reportagem. Como o repórter alegou que estava com uma perna machucada e pediu dois dias de folga, o editor recorreu ao fotógrafo em busca de explicações. Este, relutante, disse que nada vira e, claro, nada ouvira. Não quis “entregar” o colega, mas deu a entender que algo não tinha corrido muito bem. Normalmente, em matérias nessas regiões de difícil acesso, a equipe solicitava algum apoio logístico a órgãos federais ou estaduais, além de entrevistar autoridades responsáveis pelo problema ou tema focalizados. Uns dois dias depois da volta da dupla, um secretário de governo liga para a redação preocupado porque o repórter que o entrevistou lhe pareceu extremamente “alegre”, além de não ter anotado nada. O fato de o tal secretário ter ligado apenas para o editor da revista, e não para um dos diretores, somado à boa imagem do repórter (sóbrio, era um excelente profissional) contribuiu para aliviar a situação, ninguém foi demitido, mas a reportagem não foi publicada. O jornalismo perdeu, então, um eletrizante relato do repórter, com tons de Hemingway, contando como esteve encurralado no meio de uma ponte de madeira pelo tiroteio entre grupos rivais de garimpeiro. Segundo ele, os garimpeiros usavam fuzis M-16, não por acaso as armas adotadas pelos marines na guerra do Vietnã. O repórter, segundo o texto, ainda foi sequestrado e mantido em um cativeiro, na verdade um buraco cavado na floresta, onde passou três dias comendo apenas tapioca. Havia na matéria uma personagem, uma “prostituta linda”, que seria uma americana procurada pela Interpol e que havia se apaixonado por um garimpeiro que, por sua vez, era ex-guerrilheiro do Sendero Luminoso. A "matéria" era ótima, dava um filme, prendia o leitor desde a primeira linha. Infelizmente, não havia câmera capaz de captar as cenas tão imperdíveis quanto imaginárias. Além disso, onde estaria o fotógrafo? Segundo a versão que se espalhou depois pelos corredores, tentando convencer o repórter a deixar a “marvada” de lado e apurar o mínimo que fosse da “vida no garimpo”.
Era
conhecida também a tática de um outro fotógrafo que costumava ser escalado para
cobrir consequências de enchentes e desabamentos e levava na mochila uma boneca
meio desgrenhada, já previamente
enlameada. No local, assim como quem não queria nada (apenas uma foto de
abertura) deixava a boneca cair na ribanceira. Depois, era só enquadrá-la em
primeiro plano, com a devastação ao fundo. Em graves acidentes, uma ligeira
mexida na cena ajudava a dramatizar a imagem: um par de sapatos, um pé caído, o
outro improvavelmente pousado no asfalto à frente do carro, ônibus ou trem
destruído garantiam a composição e a profundidade da foto. São “causos” que viraram
“lendas urbanas” contadas e recontadas no Lamas, no Capela, no Planalto e
outros bares frequentados pela rapaziada que trabalhou na Manchete.
O 'morto' muito vivo na foto de abertura
No livro, Aguinaldo Ramos dá sua contribuição ao chamado folclore de redação. Ele conta que ao fazer uma reportagem sobre criminalidade para a Fatos & Fotos percorreu a Baixada Fluminense e o subúrbio do Rio durante dois ou três dias sem conseguir uma cena impactante. “No dia do fechamento,” – relata – “mais uma vez, saímos em direção a Nova Iguaçu. Chegando à Avenida Brasil, o repórter (e vamos deixá-lo incógnito...) indicou ao motorista: ‘Vira aí, vamos para a Quinta da Boa Vista’. (...) “Sim, mas eu preciso de uma foto de abertura”. ‘Deixa comigo”, disse o repórter. Na Quinta, deu-se a “armação”. O repórter pediu ao motorista que posasse teatralmente, sem camisa, largado na grama, mãos amarradas, como se fosse mais uma vítima fatal da violência urbana. “No correr dos preparativos”, narra o fotógrafo, “vieram chegando uns garotos curiosos, um deles de bicicleta, e pararam ao fundo”. Com todos os elementos em foco, Aguinaldo registrou a cena. “Nem perguntei que história o repórter contou ao editor. Saiu publicada em página dupla, para orgulho do motorista, que vivia (ainda bem) mostrando a todos. O repórter teve que dar muitas explicações aos “coleguinhas”, repórteres concorrentes, que não tinham registro daquele “presunto” tão elegante”.
Além desse fato que daria um vídeo do “Porta dos Fundos”,
Aguinaldo reúne no livro fotos marcantes da sua carreira, como uma famosa
imagem de Luiz Carlos Prestes, embarcando em um táxi em frente à Polícia
Federal; Fernando Gabeira diante do consulado americano, ao voltar do
exílio, em 1979; e Brizola pulando uma fogueira, em 1982.
O autor revela, de
cada foto, as circunstâncias por trás
das imagens. A memória do jornalismo carioca agradece.
Saiba como adquirir o livro “A outra face das fotos” no link
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Roberto Muggiati grava depoimento para a série "Vozes do Paraná"
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Londres, 1964. Muggiati no Serviço Brasileiro da BBC, entre os colegas Floriano Parreira e Nemércio Nogueira. |
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Tonia Carrero visitou os estúdios da BBC, onde foi entrevistada por Muggiati. |
por BQVManchete
Um papo sobre jornalismo. Roberto Muggiati relata sua trajetória nas redações, desde a Gazeta do Paraná, passando pela BBC, Veja e Manchete, da qual foi o diretor que mais resistiu na famosa e instável mesa em L, que, vizinha à sala de Adolpho Bloch, era um vulcão sempre à beira da erupção. Foi por segurar a onda naquela "cadeira elétrica" que Muggiati ganhou do Alberto Carvalho o apelido de "Muggi das Crises".
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OU VÁ AO SITE "O RÁDIO E A TELEVISÃO DO PARANÁ", CLIQUE AQUI
Itália em greve contra a política econômica. Mas ninguém está pedindo lá a volta do Mussolini
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Fotos Cgil Nazionale Organizzazione |
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Fotos Cgil Nazionale Organizzazione |
Imagens da Life... fotojornalismo na veia...
A Leica Galerie di Milano promove a exposição "As Grandes Fotografias da Life". São imagens captadas por nomes consagrados do fotojornalismo como Alfred Eisenstaedt, Margaret Bourke-White, Martha Holmes, Milton Greene e PaulSchutzer. A Life foi fundada em 1936 por Henry Luce, que também criou a Time. Circulou até 2007, depois de levar aos seus leitores, através de várias gerações de fotógrafos, boa parte do Século XX. Fazia fotojornalismo com estética refinada e incisiva. Algo raro nesses tempos de mídia digital. Uma mostra que bem poderia vir ao Brasil...
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A represa de Fort Peck, em Montana, foto de Margaret Bourke White, foi a capa do primeiro número da Life, em 23 de novembro de 1936. Divulgação. |
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New York, 1937. Bailarinas nas janelas da School of American Ballet, de George Balanchine. A foto é de Alfred Eisenstaedt. Divulgação |
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A foto de John Dominis é de 1949. Uma locomotiva a vapor da Southern Pacific cruza a neve acumulada nos trilhos, em Donner Pass, Califórnia, Divulgação |
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Estátua de Tom Jobim no Arpoador: homenagem ao compositor e uma bela lembrança da Manchete...
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Foto Ricardo Cassiano/PMRJ |
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Foto Ricardo Cassiano/PMRJ |
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Tom e Vinicius em Brasília, 1958. Foto Carlos Kerr. Reprodução |
O Rio presta uma justa homenagem a Tom Jobim, 20 anos após sua partida, e de quebra lembra a Manchete. Christina Motta, autora da escultura, disse que se baseou em uma foto em que Tom estava com Vinicius de Moraes. Uma feliz inspiração. A foto aí está: foi publicada na Manchete e reproduzida no livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou". É de autoria de Carlos Kerr, mostra Tom e Vinícius em Brasília, em 1958, nas proximidades do Catetinho, como eram chamados a casa e o gabinete de JK na futura capital. Naquele mesmo ano, a dupla compôs a "Sinfonia de Brasília". Christina Motta é, entre outras obras, autora da escultura da atriz francesa Brigitte Bardot, em Búzios.
Futebol entra em férias e juízas posam para exposição de fotos e calendário 2015
As vendas cresceram... mas os "especialistas" ainda prevêem um Natal apocalíptico, quando criancinhas rasgarão vestes e chorarão de tristeza porque os pais não poderão comprar presentes. Vamos torcer para que os analistas de economia mais uma vez quebrem a cara...
A noticia é de hoje. Mas podia ser de ontem e de amanhã. Existe crise? Claro, em todo o mundo. A diferença é que, no Brasil, a cobertura econômica segue a regra da política partidária e induz o país a enfiar a cabeça na terra de rabo pra cima por pura depressão. Daí, é comum analistas e jornalistas mandarem um "surpreende" acoplado às notícias que eventualmente mostram que a merda não foi tão volumosa quanto foi prevista por eles, os "especialistas" ou pelos desmoralizados institutos que fazem previsões por encomenda. Todas as "previsões" apontavam para um desastre de vendas no varejo de outubro em um ensaio, diziam, do apocalipse comercial que enlutará o Natal dos comerciantes. Bom, os números de outubro desmentiram os profetas. As vendas cresceram. Vamos aguardar novembro, mês que, dizem eles, também seria de desastre. E dezembro, onde , segundo eles, criancinhas vão chorar e rasgar vestes porque os pais não comprarão presentes.
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