sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Marcos Santarrita, breves lembranças da revista Fatos

Páginas da revista Fatos editadas por Marcos Santarrita
por José Esmeraldo Gonçalves
Abri o email em um ônibus, a caminho da Capadócia. Por uns dias desligado do Brasil, de corpo e alma, li a mensagem de J.A.Barros, que foi diretor de arte da Manchete, e imediatamente fui levado pela memória ao prédio do Russell, no Rio, onde funcionava a redação da revista Fatos. Barros avisava do falecimento, no Rio, aos 70 anos, na quarta-feira, 5, do jornalista, escritor e tradutor Marcos Santarrita. Já escrevi aqui sobre a Fatos, essa publicação de vida tão intensa quanto curta. O livro “Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou”  narra a trajetória da revista, uma tentativa – Carlos Heitor Cony à frente – de dotar a Bloch de uma publicação semanal de informação e análise. Por problemas políticos e boicote interno – ainda estávamos sob os efeitos da ditadura, com a rejeição da Emenda das Diretas e Sarney chegando ao poder nas ombreiras do esdrúxulo Colégio Eleitoral dos militares - a Fatos não obteve tempo suficiente para se firmar no mercado e foi fechada em julho de 1986, apenas um ano e quatro meses após sua estréia nas bancas. Marcos Santarrita foi passageiro daquele cometa jornalístico. Era o nosso editor internacional. Comandava uma das editorias mais agitadas. Naqueles meses, morria Constantin Chernenko e subia ao poder ninguém menos do que Mikhail Gorbachev. Santarrita foi fundo na sua análise, traçou um perfil do novo líder e prenunciou mudanças. Ressaltou que era o primeiro governante soviético formado após a Segunda Guerra, de educação superior e escola política pós-Stalin (tinha 22 anos quando o líder soviético morreu), fatores que lhe conferiam “uma visão moderna e pragmática, especialmente da economia”. O “apartheid” agonizava na África do Sul, o Brasil reatava relações com Cuba, estourava o escândalo dos Contras, o caso Greenpeace (uma desastrada operação do serviço secreto francês que resultou na morte de um ativista ecológico) abalava o governo socialista de François Mitterrand, Irã e Iraque contabilizavam um milhão de mortos em sangrento conflito, nada escapava à contundente interpretação de Santarrita. Sergipano, criado na Bahia, onde fundou um periódico literário, a Revista da Bahia, ele foi redator do Última Hora, Globo, Jornal do Brasil e da Fatos&Fotos. Um dos seus livros mais premiados é o “Mares do Sul”, sobre uma revolta de escravos em Ilhéus. Escreveu, entre outros,  “Danação dos Justos”, “A Solidão dos Homens”, “Lady Luana Savage”, “A Ilha dos Trópicos” e “Os Pecados da Santa”. Deixa sua marca como escritor brilhante. Mas para a equipe que viveu a aventura da Fatos – com o J.A.Barros, seu diretor de arte – fica a imagem do jornalista apaixonado, que dissecava a notícia, e do bom colega, calmo e meticuloso, características que resistiam às longas e agitadas madrugadas de fechamento. Pensando bem, Santarrita só nos criava um problema: queria sempre mais páginas para sua editoria. E era difícil resistir à sua argumentação. Boa viagem, meu caro.

Na hora da verdade dos prêmios ninguém pode esquecer de Cássia Kiss

por Eli Halfoun
A experiência me leva a acreditar que mais uma vez a crítica, o público e os programas de televisão fartos em distribuição de prêmios cometerão mais uma vez uma injustiça na escolha da melhor atriz em novela. Explico: como no final do ano “Fina Estampa” estará no auge as atenções estarão voltadas quase que inteiramente para Lilia Cabral com a personagem Griselda, sem dúvida mais um grande momento de Lilia Cabral na televisão onde só tem nos brindado com trabalhos irrepreensíveis e inesquecíveis. Christiane Torloni, que mesmo com alguns exageros vive uma bela Teresa Cristina também estará no centro das atenções. Com isso é provável que crítica, público e programas de premiação, esqueçam a maravilhosa criação de Cássia Kiss Magro que fez (ainda faz) com a personagem Dulce de “Morde & Assopra” o melhor trabalho do ano e um dos mais completos e importantes de sua carreira. Esquecer Cássia Kiss nas premiações do ano será uma injustiça como poucas que ocorrem em distribuição de prêmios. Aliás, injustiças são comuns nesse tipo de escolha na qual cada um tem uma opinião e uma preferência. Mas no caso de Cássia Kiss com a sua perfeita Dulce a injustiça será ainda maior. Tomara que não venha a acontecer. (Eli Halfoun)

Morde & Assopra”: saldo positivo com bons trabalhos e excelentes revelações

por Eli Halfoun
“Morde & Assopra” chega ao final com um balanço otimista: foi mais um bom trabalho do autor Walcyr Carrasco, apresentou texto e trama que conseguiram “prender” o público (embora muita coisa como, por exemplo, a presença de robôs, tenha sido minimizada porque o público não aceitou). A novela permitiu trabalhos de boa qualidade (destaques para Cássia Kiss com sua perfeita, humilde e verdadeira Dulce, para a divertida Minerva de Elizabeth Savalla e para o divertido Áureo de André Gonçalves). “Morde & Assopra” não comprometeu a audiência da Globo em nenhum momento. O mérito maior da novela será visto mais adiante com a confirmação do talento da jovem e bonita (17 anos) Marina Ruy Barbosa, que se impôs como uma boa atriz e estará (podem anotar) breve, muito breve, estrelando novelas de horário nobre como na base do devagar e sempre ocorreu com Aline Moraes). Klebber Toledo também não comprometeu com o controvertido Guilherme, personagem ao qual soube dar as várias nuances exigidas pela trama. Não foi o que se pode chamar de uma atuação espetacular, mas deixou claro que a Globo tem em mãos mais um jovem e promissor do que ainda chamam de galã. (Eli Halfoun)

Faltaram homenagens para José Vasconcellos, um pioneiro do humor no Brasil


José Vasconcellos na revista Amiga (1981)
por Eli Halfoun
Estranha e injustamente a mídia, especialmente a televisão, não prestou ao humorista José Vasconcellos, a homenagem que merecia. Zé nos deixou há dias e aos 85 anos, vítima do mal de Alzheimer com o qual conviveu durante anos. José Vaconcellos foi um craque do humorismo brasileiro: a comédia em pé (um humorista sozinho no palco), que tem revelado tantos profissionais ultimamente aconteceu pela primeira vez, no Brasil, graças ao talento e a coragem de Vasconcellos que subiu ao palco sozinho e enfrentou com sucesso uma platéia numerosa. José Vasconcellos também marcou sua carreira por jamais ter dito um único palavrão em seus espetáculos. Formou uma escola brasileira de humor (embora hoje se apele muito para os palavrões), foi um mestre na arte de fazer rir e merecia muito mais do que poucas lágrimas e espaço reduzido na mídia. (Eli Halfoun)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Escândalo abala Wall Street Journal


por Gonça
No momento em que milhares de americanos vâo às ruas protestar contra a orgia das instituições financeiras que encurralaram o pais, a "bíblia" do sistema, o Wall Street Journal, é acusado de fraude com o objetivo de elevar o volume de circulação. Empresas cooptadas pelo jornal compraram secretamente milhares de exemplares, a preço de "promoção", com o objetivo de manipular as cifras da publicação. Até aqui, o magnata Rupert Murdoch era conhecido pelas posições de direita nervosa que imprime ao seu conglomerado. Agora, passa a ter seu nome associado a uma série mutretas. Era dele o News of the World que foi fechado recentemente após ser flagrado fazendo escuta telefônica e outras operações ilegais. A holding de Murdoch também controla o Dow Jones. Ligam o nome à pessoa? É simplesmente o instituto que afere os índices da bolsa de NY. Diante de tantos métodos nebulosos que vêm à tona, será confiável?
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Chevrolet 100 anos

por JJcomunic
A Chevrolet comemora 100 anos (no Brasil, chegou em 1924) e lança concurso para levar 100 famílias a Orlando. Já estreou o comercial criado pela Salles Chemistri em que Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert convidam os clientes da empresa a participar da promoção. No filme, o casal de atores se transforma em personagens de desenho animado.
No Brasil, a Chevrolet marcou época. Quem não se lembra do Opala, Monza, Veraneio, Chevette, sem falar nos mitos importados dos anos 50, como Impala e Bel-Air?
Quer ver um filme comercial antigo do Opala? Clique AQUI
Para ver o filme Chevrolet 100 anos, clique AQUI

Rihanna na capa da Esquire fotografada por Russell James

Rihanna na Esquire. Foto Russell James.

por Omelete
A cantora Rihanna foi eleita pela revista Esquire como a "celebridade mais sexy de 2011". O ensaio é assinado por Russell James
Conheça o trabalho de Russell James. Clique AQUI

terça-feira, 11 de outubro de 2011

De um pendrive de viagem: o Museu das Civilizações da Anatólia

Fica na capital Ancara, instalado em prédios otomanos. No seu extraordinário acervo, ferramentas da Idade da Pedra, peças assírias, gregas e romanas e impressionantes esculturas hititas. A jarra acima é de cerimonial de casamento, daí as sugestivas figuras.

De um pendrive de viagem: as "vans" de Istambul

Um transporte típico das cidades turcas. São os dolmuses. Uma espécie de táxi coletivo. Seguem rotas fixas, como os antigos lotações cariocas, mas só saem do ponto quando todos os lugares estão ocupados. É mais barato do que os ônibus e bondes mas só aceita dinheiro vivo: nesses "lotadas" não há tíquetes ou cartões à venda.

De um pendrive de viagem: Nápoles e Istambul, cidades-irmãs em uma característica... o trânsito caótico


Ruas estreitas, mão dupla, estacionamento em dupla fila dupla...



...não é qualquer um que dirige em Istambul. Em determinados horários, leva-se duas horas para atravessar a ponte.



Já Nápoles é anárquica, não há outra palavra.


De um pendrive de viagem: passo de ganso em Ancara

Troca de guarda no...


...Mausoléu de Atatürk, o reverenciado fundador da República Turca implantada em 1923. Mustafá Kemal, seu nome verdadeiro, modernizou o país, aboliu escolas que seguiam leis religiosas, montou um governo leigo baseado em constituição civil.

De um pendrive de viagem: Navona... O Brasil na praça do povo...

A bandeira brasileira, assim enrolada, se destaca no Palazzo Pamphili, sede da embaixada brasileira em Roma. A Piazza Navona, que é sempre movimentada, vivia seu dia de Largo da Carioca. Bem em frente ao Palazzo, um mágico e sua assistente davam espetáculo. Ela sempre mais aplaudida do que ele...

De um pendrive de viagem: em Pompéia, duas marcas do tempo... a da arte e a do trabalho

A arte do belos afrescos nas residências e...
...as marcas das rodas das pesadas carroças...
...nas ruas de um cidade de mais de dois mil habitantes que precisava ter abastecidos seus armazens, padarias e tabernas.

De um pendrive de viagem: governante faz obra e bota placa... isso vem de longe

O Teatro Grande, em Pompéia, impressiona pelo estado de conservação. Dá pra dizer que seria mais fácil deixá-lo pronto para uma das cerimônias da Copa do Mundo de 2014 do que aprontar quaisquer um dos estádios brasieleiros em construção ou reforma para o evento. Mas a foto está aí por outro motivo: obra pronta, o imperador colocou lá em um dos corredores de entrada a plaquinha comemorativa da entrega ao povo do  espaço de espetáculos. Não precisava de votos, mas quem não quer fazer uma média com a galera?

De um pendrive de viagem: Istambul, duas ruas...

A famosa Istiklâl é a rua principal do distrito de Beyoglu e centro da badalação noturna. Fica na parte moderna de Istambul, área que reúne edificios de apartamentos do século 19, antigas sedes de embaixadas ocidentais, livrarias que foram frequentadas por Ernest Hermingway e Agatha Christie, lojas de joias e griffes famosas. A Istiklâl é fechada para carros. Os pedestres abrem espaço apenas para o bondinho que circula desde 1875 em linha circular no bairro. Em uma transversal da Istiklâl fica o Pera Palas Hotel inaugurado em 1892 para receber os passageiros do lendário Orient Express
Já a rua Ordu, na parte antiga da cidade, leva à Mesquita Azul, Santa Sofia, Palácio Topkapi, ao Grande Bazar. É servida por um moderno sistema de bondes.

De um pendrive de viagem: bunga-bunga que vem da história...

Já de alguns meses pra cá, bunga-bunga é palavra frequente nos jornais italianos. É, como sabem, o nome que deram às quentíssimas festas de arromba promovidas por Berlusconi. Só que, no caso, a história simplesmente se repete. O detalhe na foto, uma águia, foi mandado lavrar por Mussolini na fachada do Palácio Farnese, no Palatino. Na primeira metade do século passado, virou a festiva casa de verão do então ditador fascista. O Palácio foi construido no século 16 pelo cardeal Alessandro Farnese, neto do Papa Paulo III. Nos seus salões, aconteciam festas demolidoras durante as quais Farnese recebia as mais belas e curvilineas cortesãs de Roma. Pois é, Berlusconi nem é original... 

De um pendrive de viagem: direita romana...

O time do Lazio, cuja torcida se envolve com frequência em episódios de racismo e intolerância, é o preferido da direita romana e da ala mais preconceituosa das arquibancadas. A frase gravada em um tapume nas imediações da Piazza di Spagna pode ter duas origens: um futebolístico recado da torcida rival, a do Roma, ou a justa mensagem de reação ao racismo.   

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

De um pendrive de viagem: os balões da Capadócia...

As formações rochosas cônicas da Capadócia, produtos da ação dos vulcões somada à erosão e à força dos ventos, atraem milhares de turistas. Há capelas e moradias escavadas na pedra, cidades subterrâneas com poços de ventilação, estábulos,quartos, celeiros etc. Se a região impressiona quando vista à superfície, é mais ainda fascinante vista do alto a bordo de balões de ar quente. São centenas que decolam às cinco horas da manhã levando de dez a vinte pessoas em cada cesta.

De um pendrive de viagem: asas em Ancona...


As praias de Ancona, que fica à margem do Adriático, já estão vazias. Movimento mesmo é o dos pilotos de asa delta e parapente na colina que serve de rampa de lançamento.

De um pendrive de viagem: cena comum em Roma, Pompéia ou Istambul...

Arqueólogos trabalhando. Há muito a descobrir... Em Pompéia, por exemplo, toda a parte leste da cidade ainda está soterrada. Em Istambul, ao lado da Av. Kennedy (caminho do aeroporto), foi aberto recentemente um sítio arqueológico do tamanho de um quarteirão.