sexta-feira, 5 de outubro de 2012

De um pendrive de viagem: Lavagem de La Madeleine 2012. Salve o sincretismo

 



 
 
 
 
 
Inspirada no ritual da Igreja do Bonfim, a Lavagem de La Madeleine é um evento que acontece desde 1998, organizado pelo baiano RicardoChaves, e reúne brasileiros que moram em Paris além de franceses que têm afinidade com a cultura baiana. No dia 23 de setembo, um domingo, músicos, capoeiristas, sanfoneiros desfilaram pelo Boulevard des Capucines até as escadarias da igreja. As belas "madeleines" brasileiras e algumas francesas se destacavam na festa. Salve o sincretismo! Fotos: J.E.Gonçalves

Lado a lado com um setentão

por Nelio Barbosa 



Século 21, ano 2012. Quanta diferença! Qualquer pessoa com mais de 60 anos vai se lembrar, com saudade (?), dos detalhes e das diferenças (que diferenças!) entre os costumes e o modo de viver do jovem do século 20 e dos jovens dos dias de hoje. Estou falando da classe média, gente como a gente, que trabalha, lê, estuda, se aposenta, vive com dificuldade, enfrenta problemas de todos os modos e sentidos. A começar pelos shoppings. Antigamente não existiam e os lanches que, hoje, ficam na sua maioria restritos às pizzas, hamburguers e batatas-fritas com refrigerantes, naquela época se resumiam a café-com-leite e torrada de pão Petrópolis, mate gelado, refresco de abacate etc. Na Lapa existia um botequim onde, quando eu chegava com meu pai, o garçom, que já nos conhecia, ia pondo na mesinha as duas “médias” tradicionais, queijo branco com goiabada e dois copos d’água. Em tempos difíceis, era uma extravagância... Havia a Cavê e a Colombo, mas eram muito caras para nossos padrões. Um casal de idosos que se aventure a ir a um shopping, hoje, tem que se conformar em comer as iguarias que existem, enfrentar filas, empurrões, e uma luta desigual com os garotos e garotas, todos querendo ser os primeiros no atendimento.
E nos cinemas? Na bilheteria, a jovem atendente olha para nossas identidades e parece pensar: esses velhos não têm mais nada para fazer do que ocuparem o espaço das pessoas “normais”? Velhos são minoria nas filas dos cinemas. E os filmes? No nosso tempo, assistíamos, “O Homem que Sabia Demais” (com a canção Que será, será”, entoada por Doris Day, lembram?) , “E o Vento Levou”, “A dor de uma saudade”, “Dançando na chuva”... Hoje, muita violência, muitos efeitos especiais, muito computador, e olhe lá. Não tem escolha! O som é ensurdecedor. Mas tem o pacotão de pipocas...
Não se pode negar que as facilidades aumentaram: a escada rolante, lojas bonitas, limpas, com um visual belíssimo, um pouco mais de segurança, porém um convite aos gastos necessários e desnecessários. Haja dinheiro... O que assusta são as placas de aviso de piso molhado, às vezes vistas depois do tombo, sem tempo para pensar...

Eu sou do “tempo do onça”, dos bondes abertos. No Carnaval era a batalha de “lança-perfume” e confete, tempo do Hi-Life, na Glória, verdadeiro escândalo na época, da zona do Mangue. O vai-e-vem na Av. Rio Branco, que continua até hoje, porém com muito mais gente. O primeiro jogo de futebol a que assisti foi América 6 x 0 Bonsucesso, na Av. Teixeira de Castro. Fui de trem, com meu pai. Ele era América e tentava fazer com que eu também torcesse pelo América, e quase conseguiu, até o dia que assistindo um treino do América Jr. levei uma bolada no nariz e desmaiei; nunca mais fui ao Andaraí, campo do América que tinha na sua equipe: Vicente, Domício e Grita, Oscar, Dino e Amaro, China, Maneco, Cesar, Lima e Jorginho. Sou do tempo em que o goleiro do Flamengo era o Luiz Borracha, Newton e Norival, Biguá, Bria e Jaime, Adilson, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.
Havia o Trampolim do Diabo, descida da Barra, ponto de encontro das antigas corridas de “baratinhas” onde o“cara” era o Chico Landi. Na música: Orlando Silva, Sílvio Caldas e Dalva de Oliveira e Emilinha Borba. Hoje tem o Michell Teló... Na política: Getúlio Vargas. Sou do tempo da PRK-30, dos impagáveis Lauro Borges e Castro Barbosa, das novelas da Rádio Nacional, do “Direito de Nascer”, do “Suplício de uma Saudade”, da Ísis de Oliveira, da Ismênia dos Santos, do Roberto Faissal, do Paulo Gracindo...do Repórter Esso, da Rádio Sequência G3, dos Espetáculos Tonelux! 
Sou do tempo da Brilhantina, da Glostora e do Gumex. Sou do tempo em que só mulher usava brinco. Tempo em que Coca era só um refrigerante e picada era injeção na bunda. Bicha era feminino de bicho. A grande verdade é que todos serão velhos um dia, Como dizia meu pai, "a velhice é inevitável".  Quando somos jovens, a preocupação não é muito grande, afinal somos jovens, fortes, temos disposição para tudo, às vezes nem damos conta que o tempo passa rápido e que o presente, amanhã já é passado e com o passar dos anos os problemas de saúde e físicos que só aconteciam com os mais velhos, passam a acontecer conosco.
Lembro dos colegas das redações como eram e vejo como estão agora. Todos velhos, carecas ou de cabelos brancos, as meninas um pouco mais em forma. Todos acham que ganharam em “experiência”. Começo a me perguntar: “Que sacanagem fizeram conosco! ”. Em tão pouco tempo... Comigo começaram a aparecer os cabelos brancos, as primeiras rugas, a cabeleira começou a rarear, principalmente ali, na "grande área". O que fazer? Começamos a ter lapsos de memória, sinal de que o Alzheimer está a caminho. Problemas com a próstata, a ereção, e tudo ao mesmo tempo...” E os carros? Cada vez mais velozes. Lembro do Citröen do Ezio, que adorava um “empurrãozinho” e do meu Apolo, que não pode passar por uma oficina, se estiver com a porta aberta, ele entra... Na rua, as pessoas olham para o meu carro com uma pontinha de curiosidade... A expectativa de vida do brasileiro é de 72 anos. Estou com 74, logo já estou devendo. A saúde começa a dar sinais de contagem regressiva e temos que ser rápidos, a fila está andando. Enfim, “C’est la vie”. Chega de saudosismos! O mundo é dos jovens, com suas formas de viver, suas preferências, seus ídolos, suas roupas, suas “pizzas” , a tecnologia fantástica de hoje, seus filmes e manias. Do nosso tempo, ficam a saudade e a lembrança das coisas boas de uma longa vida, que se esvai, enfrentando os novos tempos com disposição e coragem. No Natal não esqueça de dar para a sua esposa, que continua “um broto, há muito tempo”, um vidro de Alfazema, (dos grandes) ela vai adorar... (Nelio Barbosa Horta, de Saquarema)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Paraíso na Boca": fotógrafa americana Autumn Sonnichen expõe em São Paulo. É comida, diversão e arte

Foto de Autumn Sonnichen. Divulgação
 
Foto de Autumn Sonnichen. Divulgação
 
Foto de Autumn Sonnichen. Divulgação
 
 
 
Foto de Autumn Sonnichen. Divulgação
 
 
Foto de Autumn Sonnichen. Divulgação
por JJcomunic
A fotógrafa americana Autumn Sonnichen expõe na Galeria Ava, em São Paulo, trabalhos feitos no Brasil. Trata-se da mostra "Paraíso na Boca", aberta até dia 20 de outubro, que reúne fotos de mulheres sensuais e comida. São curvas e sabores. De resto, universo sensoriais paralelos. Alguém duvida?
Veja outras imagens no site da fotógrafa.
Clique AQUI

 

Até apagão salva Mano Menezes. Seleção Brasileira continua nas trevas

Jornal argentino critica o apagão mas faz piada com a Seleção que, aliás, é hoje peça de humor. 
por Gonça
Embora sem Messi e até pela tradição do clássico, o jogo contra a Argentina poderia atrapalhar a tranquilidade da hilária agenda de amistosos da seleção de Mano Menezes. O apagão foi providencial. Ainda não esta claro o motivo da falta de energia no estádio de Resistência. Ontem, as primeiras notícias diziam que o ônibus da delegação brasileira tinha se chocado com um gerador do estádio e provocado o apagão. A confirmar. Mas o que é certo é que a falta de luz comemorou no mesmo dia mais um feito do time de Mano Menezes: a Fifa rebaixou o Brasil para 14ºcolocado no ranking mundial. É a mais ridícula posição da seleção brasileira em toda a história. Com a Argentina de fora da lista do come-e-dorme, Mano agora vai para o "parque de diversões" enfrentar o "poderoso" Iraque e, em seguida, um "força" do futebol mundial, o "imbatível" Japão. E assim, de vexame em vexame, o Brasil ruma para a Copa.  

Lady Gaga esnoba Madonna e quer cantar jazz com Tony Bennet

por Eli Halfoun

Madonna tentou muito, mas não conseguiu colar com Lady Gaga e produzir um show que colocaria as duas no mesmo palco. Lady Gaga não acreditou muito na colega e disse que só aceitaria fazer o show "se a renda inteira fosse para a caridade". Lady Gaga tem outros planos artísticos: quer gravar um CD de jazz com Tony Bennet com quem, aliás, já fez dueto no disco "Duet's II". Ao lado de Bennet e cantando jazz Lady Gaga está mesmo é querendo mostrar que é mais do que uma maluquinha do rock. (Eli Halfoun)

Benedito Ruy Barbosa escreve um novo “Meu Pedacinho de Chão” com o neto

por Eli Halfoun

"Guerra dos Sexos" não será a única novela antiga reescrita pelo autor original entre as próximas atrações da Globo. Benedito Ruy Barbosa, 82 anos, ainda enfrentando as sequelas do AVC que teve em 2006, está trabalhando em um novo roteiro de "Meu Pedacinho de Chão", que foi ao ar em 1971 e que marcou sua estréia como novelista da Globo. A primeira versão foi dirigida pelo falecido Dionísio Azevedo e contou com a colaboração de Teixeira Filho no texto. Os dos morreram, mas o novo "Pedacinho de Chão" terá sangue novo: o neto de Benedito colabora com ele, especialmente na utilização do computador. O autor acha com justificado orgulho que o netinho poderá ser seu sucessor como novelista de sucesso. Só para lembrar: "Meu Pedacinho de Chão" foi a novela que inaugurou o hoje solidificado horário das 18 horas para novelas e teve na época uma característica muito especial: só utilizou no elenco atores que estavam desempregados. Como ainda temos muitos atores sem emprego é torcer para que a nova versão também seja um pedacinho de chão para eles. (Eli Halfoun)

Ronaldo leva a sério regime para ficar na medida certa

por Eli Halfoun
Ronaldo Fenômeno Nazário está levando a sério a dieta proposta pelo Fantástico para ficar com a medida certa. Pelo menos em público ele tem se comportado com o rigor que uma dieta exige: há dias em um almoço com seu sócio Marcos Buaiz e com o apresentador Fausto Silva, que depois da cirurgia de redução de estômago virou um "passarinho" para comer, Ronaldo resistiu ao belo cardápio oferecido no requintado restaurante paulista. Contentou-se com peixe grelhado, salada vede e água de coco. Nos negócios, Ronaldo também perde peso na 9ine, sua agência: está perdendo, por exemplo, o cantor Luan Santana que já avisou que já teria avisado que não renovaria seu contrato porque a agência não conseguiu os contratos publicitários que esperava, ao contrário do que aconteceu com Neymar e Andersom Silva, também seus contratados. Pelo visto Luan Santana anda em baixa no mercado publicitário: só tem força de venda para seus discos. Por enquanto. (Eli Halfoun) 

Cameron Diaz na Esquire: tudo em cima, sem recall, na revisão da quilometragem dos 40 anos

 
 
 
Cameron Diaz. Foto de Terry Richardson para Esquire. Reprodução
 
Cameron Diaz. Foto de Terry Richardson para ESquire. Reprodução
por Omelete
Na capa da Esquire, com direito a ensaio assinado pelo fotógrafo Terry Richardson, Cameron Diaz comemora seus 40 anos.  Ela diz à revista: "Estou satisfeita pela primeira vez na vida. Estou tão animada. Envelhecer é a melhor parte da vida. Eu sei mais agora do que sempre soube. Eu tenho gratidão, me conheço melhor e me sinto mais capaz do que nunca. E, além do lado psicológico, eu me sinto melhor agora do que aos 25".

Memória nacional: compra de votos (foi há 15 anos)...

Reprodução
por JJcomunic
A internet é território livre para relembrar o que incomoda. Ainda bem. Circula na rede uma reprodução que "comemora" uma data - 15 anos - de um dos escândalos nacionais abafados na época, 1997. Era a denúncia da farta compra de votos, comprovada por gravações e por confissão de culpa de deputados que admitiram ter recebido 200 mil para votar a favor da Emenda que daria mais quatro anos de mandato a FHC. Deputados do PFL também confessaram ter repassado dinheiro a colegas com o mesmo objetivo. Sem pressão da mídia - o assunto se esvaziou não muito depois da denúncia da Folha de São Paulo - , o episódio foi investigado rapidamente pela Comissão de Constituição e Justiça. Como consequência, apenas a renúncia de dois deputados envolvidos. Pedidos de CPI foram engavetados. Curiosamente, a acusação - compra de votos - é a mesma que move o atual julgamento no STF.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Google Street View flagra Ovni

Reprodução Google Street View
Até que demorou. O Google Street View torna-se, à medida em que se expande, um "big brother" universal. Daí a "flagrar" um Ovni seria inevitável. Pois as câmeras do GSV acabam de captar um objeto cor-de-rosa sobrevoando o Texas e o Novo México. Um usuário consultava o sistema em busca de informações sobre um roteiro rodoviário quando deparou-se com a imagem. Internautas localizaram no mesmo site de buscas mais um suposto disco voador. Digite "Sky City Casino Hotel" no Google Street View e confirme.

A divertida guerra que o mundo precisa aprender a fazer

Tony Ramos e Irene Ravache em "Guerra dos Sexos", 2012. Foto: Divulgação TV Globo
 
 
Paulo Autran e Fernanda Montenegro em "Guerra dos Sexos", 1983. Foto: Divulgaçao TV Globo
por Eli Halfoun
O carnavalesco Joãozinho Trinta, o gênio que transformou o desfile das escolas de samba em magia, dizia que “pobre gosta é de luxo”. É verdade e como a classe menos favorecida é a que mais vê televisão não resta a menor dúvida de que vai se deliciar com a nova “Guerra dos Sexos”, de Silvio de Abreu. O primeiro capítulo foi um luxo só e tudo indica que a novela inteira será luxuosa em tudo, do cenário aos figurinos até a presença de um elenco que já deu mostras de que oferecerá muito ao longo dos capítulos. “Guerra dos Sexos” é mais uma confirmação do cuidado que a Globo toma com seus produtos mais importantes e que sem dúvida lhe garantem a audiência de toda a programação. A sensibilidade do autor Silvio de Abreu e do diretor Jorge Fernando não deixam escapar a oportunidade de, através de imagens de Fernanda Montenegro e Paulo Autran, fazer merecida homenagem a todo o elenco da primeira versão dessa guerra que pelo menos na televisão é muito divertida.
O sucesso é imprevisível, mas no caso da nova “Guerra dos Sexos” dá para apostar todas as fichas em uma grande audiência e em momentos de qualidade e humor em uma novela que é, acima de tudo, caprichadíssima para oferecer ao público um grande espetáculo. No primeiro capítulo, o elenco que já entrou em cena mostrou que podemos esperar excelentes atuações: Tony Ramos e Irene Ravache estão em perfeita sintonia, Glória Pires, sem dúvida, a melhor atriz de sua geração e uma das melhores do país, mostra que é também excelente quando a proposta é fazer comédia, como já tinha feito nos filmes “Se eu Fosse Você I e II”. Emocionante reencontrar Drica Moraes e Reinaldo Gianechinni em plena forma. Estão todos muito bem: Mariana Ximenes que é a beleza e o talento em pessoa, a também talentosa e bonita Luana que enche os olhos e a tela com sua exuberância, Edson Celulari faz um galã despojado e pelo visto atrapalhado. Enfim: a novela será ao longo da trama um inesquecível encontro da arte de representar com a arte de escrever e a fundamental arte de dirigir. Se todas as guerras fossem assim o mundo estaria salvo e muito bem servido.  (Eli Halfoun)

Esporte é vida e Adriano precisa reencontrar-se

por Eli Halfoun
Não tenho dúvidas de que torcedores de todos os times estão torcendo por Adriano, que até agora mais do que uma promessa de recuperação tem sido só mais um problema entre os muitos que o Flamengo enfrenta. A torcida não é só pelo atleta. É acima de tudo pelo ser humano que se mostra confuso e perdido. Por isso mesmo precisa mais do que nunca de apoio e ajuda. Se bem que na maioria das vezes e diante de qualquer problema a melhor e fundamental ajuda é a que conseguimos buscar em nós. Desde a infância ,a vida de Adriano não foi fácil assim como não deve (e não parece ser) fácil conviver agora com a fama e o dinheiro que lhe possibilitou buscar o conforto e a riqueza que certamente lhe faltaram na infância quando teria sido fundamental para o momento atual ter aprendido que a maior riqueza do homem é saber conviver com a vida nos momentos complicados e nos de luxo e fartura. A grande torcida agora é que Adriano reencontre o bom senso para que só assim possa reencontrar o futebol com o qual sempre nos entusiasmou. Não sei se Adriano ainda terá possibilidade e vontade de reencontrar-se com o bom futebol em campo, mas estou convencido que o homem Adriano ainda pode fazer muitos golaços na vida. Para isso precisa estar pronto e disposto a tratar-se: o melhor tratamento será com certeza dedicar-se com garra e emoção ao esporte porque, afinal, como se diz repetidamente esporte é vida. Vida saudável. (Eli Halfoun)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Parece Suelen , de Avenida Brasil, mas não é: Bruna Marquezine é a Lurdinha da novela "Salve Jorge".

Bruna Marquezine, visual de periguete na novela "Salve Jorge". A atriz nega que seja a nova "Suelen" da TV. Foto: Divulgação 
por Omelete
Como a atriz Isis Valverde fez sucesso como a periguete Suelen da novela "Avenida Brasil",  a fórmula será repetida na próxima novela das 21 horas da Globo, "Salve Jorge". Bruna Marquezine, 17 anos, viverá a funkeira Lurdinha.
 

Leona Cavalli, a Zarolha de Gabriela, fotografada por Mauricio Nahas, está na capa da Playboy

por Omelete
A atriz Leona Cavalli, a Zarolha, de Gabriela, está na capa da Playboy de outubro, fotografada por Mauricio Nahas. As sequências foram feitas em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, em uma casa de shows e no estúdio do fotógrafo. 

De um pendrive de viagem: no metrô de Moscou, símbolos da história

 
Moscou. Estação Mayakovskaya. Foto: J. E. Gonçalves
 
 
Marcas de um tempo. Foto: J.E.Gonçalcves
 
Plataforma de embarque. Foto: J.E.Gonçalves
 
E a onipresente estrela vermelha. Foto: J.E.Gonçalves
O metrô de Moscou é um dos maiores do mundo. São 12 linhas e mais de 150 estações. Começou a ser construido em 1931. A primeira linha foi aberta em 1935. Alguns dos projetos arquitetônicos das estações foram premiados na Feira Mundial de Paris, em 1938. A Rússia, como se sabe, é sede da Copa do Mundo de 2018. E até 2014, Moscou pretende inaugurar mais 36 estações. Alguma semelhança com o ritmo de trabalho para a nossa Copa, cuja bola vai rolar em menos de dois anos?
 

Memória da redação: aconteceu na..

 
A sede da Manchete, no Russell, era uma espécie de hall de celebridades internacionaias no Brasil. Como conta o livro "Aconteceu na Manchete - as histórias que ninguém contou" (Desiderata), escrito por jornalistas que atuaram na extinta editora Bloch, de Betty Friedan a Sartre e Simone de Beauvoir, de Jack Nicholson a Roman Polanski, de Christiaan Barnard a Sabin, de Dewi Sukarno a Katharine Graham, foram muitas as personalidades que visitaram a redação da revista. Em setembro de 1969, apenas dois meses depois de ir à Lua, Neil Armstrong foi recebido por Adolpho Bloch. Jornais e TVs cercaram o astronauta na recepção do prédio. Entre as entrevistadoras, estava Hebe Camargo, como mostra a foto acima publicada na época e reproduzida no livro "Aconteceu na Manchete".  

Mocidade também quer roqueiras em seu desfile de samba

por Eli Halfoun
O desfile das escolas de samba está se transformando cada vez mais em um grande show e não de sambistas, seus verdadeiros artistas. Agora as escolas querem também - e não é de hoje - "desfilantes" que lhes garantam mais espaço na mídia internacional. É o caso da, entre muitas outras, Mocidade Independente de Padre Miguel que tenta, com a ajuda do empresário Roberto Medina, trazer para o desfile Shakira, Rihanna, Katy Perry e Joss Stone (até agora não confirmaram presença). Mesmo que nenhuma delas tenha samba no pé até se justifica o convite já que o enredo da Mocidade é "Samba e Rock in Rio". Só se espera que a escola não desfile com um com um "rock-enredo". (Eli Halfoun)

Aguinaldo Silva é mais tempero Brasileiríssimo em Portugal

por Eli Halfoun

O novelista, escritor e jornalista Aguinaldo Silva sempre incluiu em suas novelas um cardápio de emoções e de comidas, revelando que a culinária, principalmente a brasileira, é uma de suas paixões. Era inevitável que colocasse isso em prática não exatamente fazendo alquimias na cozinha, mas como dono de restaurante: acaba de inaugurar na Praça das Nações, em Lisboa, onde passa a metade do ano, seu primeiro Brasileiríssimo, especializado em comida brasileira. O restaurante tem no cardápio feijoada servida duas vezes por semana e uma variedade de receitas mineiras, que é considerada a melhor das comidas brasileiras. Servirá também nossa tradicional caipirinha com cachaça e limão e uma variedade preparada com frutas tropicais. Também terá na casa um Dj para incrementar uma trilha sonora com samba. Se o primeiro Brasileiríssimo fizer sucesso a idéia é fazer filiais em outras cidades portuguesas. Depois como fizeram e fazem muitos portugueses acaba desembarcando no Brasil e dessa vez não com um botequim ou padaria. (Eli Halfoun)

A outra batalha de Barbosa e Lewandowski no julgamento do mensalão

por Eli Halfoun
"Quando apresenta seus votos, o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, revela ter feito um trabalho mais do que respeitável, técnico, detalhado, profundo e atento" - essa é, em síntese, a opinião de alguns ministros do Supremo e da maioria dos advogados que participam do julgamento do mensalão. O trabalho tem mil páginas e tem ganhado mais apoio do Pleno do STF que as teses defendidas pelo revisor Ricardo Lewandowski, de quem o ministro-relator reclama dos votos excessivamente longos que costuma proferir e que para Barbosa poderiam ser mais curtos e objetivos.

Ainda do ministro Joaquim Barbosa: o que se diz no Supremo é que quando soube que o ministro-relator preparava um trabalho de mil páginas o ministro-revisor também fez uma revisão com mil páginas e, no julgamento, costuma usar exatamente o mesmo tempo que Barbosa quando discorda de uma condenação dele. Pouco importa o tempo: importante mesmo é que ninguém saia impune desse escândalo. (Eli Halfoun)

Futebol vai mal, mas brasileiros ainda são os jogadores mais caros do mundo

por Eli Halfoun

O Brasil pode não estar apresentando no momento o melhor futebol do mundo, mas nossos jogadores continuam sendo os mais valorizados. Recente levantamento de escritórios de advocacia concluiu que os jogadores brasileiros foram os que tiveram os preços mais caros em recentes transações no exterior. Exemplos: Lucas foi vendido por 43 milhões de euros e Thiago Silva por 42 milhões, ambos para o francês Paris Saint Germain. Já Hulk custou 40 milhões de euros ao Zenit da Rússia. A volta da valorização começou em 2011 quando Danilo foi vendido para o Porto de Portugal por 13 milhões de euros. Não é à-toa que todo mundo quer ser empresário de jogador. Inclusive muitos técnicos.  (Eli Halfoun)

Hebe foi a celebração da vida

por Eli Halfoun
A importância de Hebe Camargo para a televisão, que ela sem dúvida ajudou a solidificar no Brasil, pode ser medida pela própria televisão: sua morte foi destaque em todas as emissoras com algumas permanecendo no ar durante horas seguidas apenas para falar da rainha da televisão. A morte de Hebe entristeceu o país e era previsível esperar vários depoimentos de artistas e populares para enaltecer o que ela representou para a vida, pessoal e profissionalmente. De tudo o que se disse com emoção sobre Hebe talvez a melhor definição de seus 83 anos de vida tenha sido a do produtor musical e jurado Carlos Eduardo Miranda que a definiu em poucas e corretas palavras: "Hebe foi a celebração da vida". Até na morte. (Eli Halfoun)

Hebe, Hebe, Hebe, a mulher que soube abraçar de verdade todas as pessoas

Hebe na capa da Manchete e...
...em reportagem na revista Amiga.
Capa de O Cruzeiro, 1963
por Eli Halfoun
A impressão que tínhamos e temos (ela nos passava isso) ainda é a de que Hebe Camargo é imortal. É difícil aceitar que uma pessoa que amava tanto a vida pudesse nos deixar, mesmo que soubéssemos que ela estava debilitada fisicamente e que seria impossível o corpo resistir por mais tempo. Na verdade, o que víamos ultimamente na televisão não era mais o corpo magro e frágil de Hebe. Era sua alma mostrando que estar feliz mesmo nos momentos mais difíceis é a única maneira de fazer a vida valer a pena, até depois da partida. Até despedir-se fisicamente do público que realmente a amava (não havia uma única pessoa nesse imenso país que não tivesse um carinho muito especial por Hebe). Ela foi a mãe de todos os artistas, a senhora de todos os corações de um público que a aplaudiu com entusiasmo durante toda a carreira. Certamente continua aplaudindo de pé. Aplaudindo não apenas a arista, mas também e especialmente a mulher que soube entregar seu amor ao público que amou verdadeira e intensamente.

Hebe foi exemplar até os últimos momentos que aqui esteve como matéria.  Mesmo enfrentando graves problemas de saúde, que ela não escondia (como, aliás, nunca escondeu nada) não deixava transparecer sua tristeza e muito menos a sua dor. Queria passar (e passou) para todos nós a importância de lutar pela vida e de fazer da existência uma grande alegria, uma imensa gargalhada. Como as que ela costumava dar. Hebe partiu inesperadamente (acreditávamos que ela ficaria aqui eternamente), mas não morreu. Seus exemplos, sua alegria, seu profissionalismo seu saber viver e ter vivido permanecem intensos em cada um de nós. Hebe não viveu em vão. Foi e continua sendo a rainha da televisão, mas em nenhum momento exerceu seu reinado com arrogância e falta de atenção com todos os súditos. Entre as muitas lições que nos Hebe nos deixa talvez a mais importante seja a da humildade. Hebe foi uma rainha que jamais tratou mal ou com indiferença seus funcionários e os fãs que a idolatram e idolatrarão definitivamente. Hebe tinha a carinhosa humildade que só as pessoas escolhidas a dedo por Deus conseguem ter.

Nesse momento de tristeza e comoção é muito difícil escrever e falar de Hebe. A Hebe que conheci mais de perto (foram poucos, mas importantes encontros profissionais) e que o povo sempre abraçou apertadamente mesmo de longe no abraço mais sincero que se pode dar permanece inteira e sorridente em todos os programas de televisão e em todas as vidas que sem dúvida ela ajudou a viver mais e melhor. (Eli Halfoun)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Descontrolado? Viu isso? Tucano Serra arma barraco e fica uma arara com jornalista

O candidato começou a falar sobre um projeto de escolas profissionalizantes e acrescentou que a proposta lhe viera à cabeça naquele momento. O jornalista apenas perguntou se ele teve esse subito "estalo" ou se fazia parte do seu plano de governo. Serra ficou uma arara.
Veja o video. Clique AQUI

Leilão de virgindade. Alguém tem alguma coisa a ver com isso?

Reprodução Facebook
Reprodução Facebook
A catarinense Catarina Migliorini, 20 anos, resolveu leiloar sua virgindade como parte do roteiro do documentário "Virgins Wanted", do diretor australiano Justin Sisely. E daí? Daí que a notícia provocou mais uma dessas polêmicas idiotas e moralistas que assolam o país. Catarina é maior de idade e pode decidir o que quer fazer. Ela está na Indonésia gravando o documentário. Já recebeu lances de até R$314 mil. O ato não será filmado.
Leia mais no site da Folha de São Paulo. Clique AQUI

Fabricante de cigarro quer tirar do ar filme e site antifumo

A Souza Cruz entrou na Justiça para tirar do ar um comercial e um site de campanha antifumo.
Leia mais e veja o filme. Clique AQUI

Acha que é fácil mexer com as zelites sonegadoras?

Né, não. A Receita Federal montou uma operação para recuperar 56 bilhões de reais em tributos sonegados e advogados dos picaretas logo foram à midia denunciar quebra de sigilo. Em tempo: no mundo inteiro orgãos de fiscalização usam recursos que incluem cruzamento de dados bancários. Aqui, isso aí vira cruzada cívica. A propósito, sabe-se, hoje, que a intensa campanha conta a CPMF foi motivada principalmente pela mecânica da tributação, que flagrava movimentações financeiras volumosas. Foi aí que o bicho pegou:  as zelite, claro, não querem olho público nos seus caraminguás suspeitos.

Juliana Paes em nova campanha da Hope

Juliana Paes para a Hope. Foto:Divulgação
Juliana Paes para a Hope. Foto: Divulgação
por Omelete
Com a novela "Gabriela" transmitida agora pela SIC, em Portugal, Juliana Paes esquenta Lisboa e estreia a campanha da Hope. Jorge Amado aprovaria.
Veja o video, clique AQUI
 

Luhanna Melloni: jornalista e apresentadora na capa da Sexy

por Omelete
Ex-apresentadora do "Papo Calcinha" e comandando, atualmente, o programa "Malícia", do canal Multishow, Luhanna Melloni é capa da Sexy de outubro. Foi fotografada por Pedro Henrique Felix. Como cenário, a Serra da Cantareira, em São Paulo.

Em que astro te escondes, oh!, seleção brasileira de futebol?

por deBarros
Mais uma vez, o atual técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Mano Menezes, não apresenta um esquema tático, um estilo de jogo, jogadas ensaiadas e postas em prática durante as partidas. Deixou-se cair no esquema armado já pela Seleção da Argentina que pacientemente esperava a Seleção Brasileira em seu campo, com marcação em cima e em contra-ataques de alta velocidade chegando ao belo gol que pôs a defesa brasileira de quatro.
De que adianta ter mais tempo com a posse de bola se não consegue chegar na área do adversário?  Bola pro lado, bola pra trás, lançamento para Neymar ou Lucas, que, quando recebiam a bola já tinham dois marcadores interrompendo-lhes a jogada. A tática é bola pro Neymar ou pro Lucas e achar que eles vão ganhar o jogo? O time argentino quando tinha o domínio da bola era muito mais veloz e chegava rapidamente na boca do gol da Seleção Brasileira.
Luís Fabiano foi acionado? Pode-se culpar esse jogador por não ter rendido nada durante o jogo? Só que a bola não chegava aos seus pés. Mais uma vez a Seleção consegue o seu gol de bola parada e com o impedimento claro do Paulinho, que de cabeça marcou empatando o jogo.
A Argentina interessava o empate e ia tocando o jogo a seu modo e jeito que a essa altura demonstrava estar gostando dele e partia mais para o ataque. Mas, falta na área é pênalti e o zagueiro argentino além de fazer falta em Damião botou a mão na bola.
Neymar botou a bola na marca e gol do Brasil.
O técnico brasileiro pode não ser um grande tático em futebol, mas que na beira do gramado grita forte contra o juiz, chamando-o de maluco acompanhado de um belo palavrão, isso ele sabe fazer. Mas também pode ser a sua tática provocar o juiz. Quem sabe?
Imagina se fosse o Dunga xingando juiz o que vocês não iriam falar, senhores jornalistas, comentarista de futebol?
Com esse técnico vamos chegar à Copa do Mundo, aqui no Brasil, com a Seleção sem um esquema tático, sem um estilo de jogo e sem um time titular escalado. O que sabemos é que Neymar é o único titular mesmo porque se ele não for escalado no mesmo minuto o senhor Mano Menezes estará demitido, primeiro por vocês jornalistas especializados em futebol e depois pela cúpula da CBF.
De acordo com as declarações do senhor Mano Menezes na sua entrevista depois do jogo com a  Argentina, cobrado, disse que não é ruim ganhar de 8X0 num jogo de futebol. O que ele parece não entender é que o torcedor de futebol brasileiro que ver a sua Seleção ganhar de 8X0 da Seleção da Holanda, do Real Madri ou do Barcelona mas não da seleção de futebol da China que é fácil demais. Será que ele entende isso?
Bem, agora vai jogar contra o Iraque, que tem o Zico como técnico, e pode repetir os 8x0 contra a China. Mas, com o Japão a Seleção vai ter que jogar muito para poder vencer. Se vencer.
A Seleção Brasileira volta a jogar contra a Argentina nos próximos dias e desta vez vai ser no campo e no país deles. Não vai ser muito fácil, senhor Mano Menezes.

Mídia paga mico. Ria dessa piada

por JJcomunic
Não é novidade que a velha mídia está ralando para conviver com opiniões e informações que circulam na internet. Deixa de ser absoluta, perde o monopólio e passa a ser mais questionada. É legítimo. São frequentes casos de entrevistados que surpresos por terem suas declarações distorcidas publicam íntegras de perguntas e respostas em seus próprios sites, blogs ou facebooks. É a defesa própria possível já que, no momento, a legislação brasileira, depois do fim da Lei de Imprensa, nem prevê direito de resposta. Se o veículo não quiser ser contestado, quem for supostamente ofendido tem que entrar na fila da Justiça e aguardar anos até que o suposto dano seja reparado. Ou comprar espaço para responder. Mas aí é outra história.
Voltando à rede mundial de computadores, a profusão de "informação" e a pressa também podem levar jornalistas a pagarem micos monumentais. Claro que "barriga" (notícia falsa) já existia antes do impacto das mídias sociais. Quem não gargalhou com o caso do "Boimate", publicado pela Veja, em 1983?  A matéria, que virou "case" em aulas de jornalismo, analisava como se verdade fosse uma reportagem publicada em uma revista inglesa no dia 1º de abril, o Dia da Mentira. Era uma brincadeira - tradicional na mídia inglesa - mas a revista brasileira levou a sério, ouviu especialistas, montou gráfico explicando processo e celebrou o "feito" da engenharia genética que fundia células de boi com gene de tomate. Eram tempos pré-internet. Hoje, a profusão de mídias expõe ainda mais os jornalistas a "barrigas" homéricas. Há twitter falso, facebook de fantasia, youtube de mentirinha. E há blogs e sites que simplesmente fazem humor. É aí que mora o "perigo". Há poucos dias, o Globo e a Época não perceberam a piada e reproduziram e até analisaram como real um "drama" de ficção. O humorista Fábio Flores criara a história de uma mulher que estava sendo processada pelo marido por ter publicado no facebook que fingia orgasmos. O marido sentiu-se lesado e entrou com ação por difamação e calúnia. Sites jurídicos também foram lá na página de humor do Fábio e passaram o caso adiante. O falso orgasmo ganhou destaque na mídia e a piada virou mico. Olho vivo, coleguinhas!

A revista Época levou a sério e analisou a piada do falso orgasmo. Mico jornalístico.
 
Em tempos pré-internet, em 1983, a Veja caiu em uma pegadinha do Dia da Mentira e repercutiu com direito a gráfico uma falsa "conquista científica". Foi a famosa "barriga" do "Boimate"
 


De um pendrive de viagem: ônibus-toalete (pra quando a coisa fica russa)

Ônibus-toalete nas ruas de São Petersburgo. Turistas aprovam. Foto: J.E.Gonçalves
O Rio bem que podia importar da Rússia uma boa idéia. Em uma cidade carente de banheiros púiblicos, especialmente em grandes eventos como Carnaval, Réveillon, shows etc, o ônibus-toalete quebraria um galho. Esse aí estava estacionado próximo a uma área de grande afluxo de turistas, em São Petersburgo. Bem mais higiênico - uma equipe de funcionários fiscaliza e mantém permanentemente limpo o serviço - do que a precária fileira de banheiros químicos que a prefeitura carioca espalha pela cidade em dias de multidões mega hidratadas.  

A Manchete vista de dentro


Adolpho Bloch (que olha para a cachorra "Amiga"), Murilo Melo Filho, Arnaldo Niskier e Carlos Heitor Cony em 1968, no prédio da Manchete, na Rua do Russell. Foto:Divulgação.
 

Em ‘Memórias de um sobrevivente’, o jornalista Arnaldo Niskier conta a história de altos e baixos da empresa de comunicação onde trabalhou por 37 anos

(O texto abaixo, assinado por Suzana Velasco,  foi publicado no caderno Prosa Verso, do Globo, no dia 29 de setembro e reproduzido no Prosa on line: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/

Já faz 20 anos desde que Arnaldo Niskier deixou o Grupo Bloch, mas ele ainda sonha uma ou duas vezes por semana com o trabalho de jornalista. Quando foi contratado pela revista “Manchete Esportiva”, em 1955, o rapaz de quase 20 anos não imaginava que a tarefa então feita “por necessidade” se estenderia por mais 37 anos. Criado em 1952, a partir da revista “Manchete”, o grupo teve até sete mil funcionários nos anos 1980, transformando-se num império das comunicações. Niskier decidiu elaborar os sonhos e agora conta essa trajetória da empresa, que se confunde com seus caminhos pessoais, no livro “Memórias de um sobrevivente — A verdadeira história da ascensão e queda da Manchete”, recém-lançado pela editora Nova Fronteira.
— Cada livro sobre a Manchete tem seu mérito, seu ângulo. Mas nenhum dos autores anteriores teve 37 anos de casa e acompanhou seu crescimento. A revista “Manchete” publicava 350 mil exemplares por semana na década de 1970, passando a “Cruzeiro” para trás — diz Niskier, referindo-se à expressão “verdadeira história” do subtítulo. — Como autoridade da antiguidade, posso contar essa história em pormenores que outros não alcançaram.
Os pormenores vêm sobretudo da boa memória — atribuída por ele ao magistério da Matemática —, atestados com a ajuda da pesquisa de três jornalistas. O tom do texto é pessoal, de quem ajudou na produção de uma revista “alegre e comunicativa”, além de ter idealizado a criação de um sistema de rádio e de outras publicações e dirigido a Bloch Educação, sendo responsável pela edição de livros didáticos.
— Percorri todos os postos da hierarquia da empresa — conta Niskier, que começou a carreira de jornalista aos 16 anos, como repórter esportivo do jornal “Última Hora”.
Além das mudanças do jornalismo, da tecnologia e dos negócios da empresa em sua expansão para outros meios de comunicação, o livro explora alguns dos temas caros à revista “Manchete” em suas quase cinco décadas, como a bossa-nova e o cinema novo, e trata dos grandes colaboradores da “Manchete”, como Rubem Braga, Fernando Sabino Manuel Bandeira e Paulo Mendes Campos — além de dedicar um capítulo a Nelson Rodrigues e seus textos para a “Manchete Esportiva”.
Também permanente no livro é a relação com o dono da empresa, Adolpho Bloch, desde o primeiro contato com o chefe de sapato de camurça azul, que seria fiador de seu apartamento — “Se você não pagar eu corto seus ovos”, dizia. Ao longo do livro, Niskier explora sobretudo duas características de Bloch: o otimismo incorrigível e o temperamento explosivo, causa de brigas frequentes, mas rápidas.
— Ele dizia que a raiva só podia durar três minutos, depois era patológica. Eu me tornei catedrático em Adolph Bloch porque aprendi a dar razão a ele quando ele não tinha nenhuma — lembra Niskier, achando graça.
A crença de Bloch na empresa e no Brasil o levou a abrir a primeira sucursal em Brasília antes mesmo da inauguração da nova capital, mas também a negligenciar os problemas econômicos que se impuseram nos anos 1990. Na década de 1950, com o apoio incondicional ao desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek, parecia impensável que algo pudesse dar errado no futuro.
— Adolpho e Juscelino são as duas grandes personalidades do livro, que relembra quem foi JK para nosso país — afirma Niskier, defendendo a relação de amizade e confiança entre Bloch e o ex-presidente do Brasil. — Quem diz que eles tinham negócios está mentindo. Quando Juscelino foi cassado, viajei duas vezes para levar dinheiro para ele. Fui para Nova York com US$ 7 mil, porque o Adolpho dizia que Juscelino não tinha dinheiro para comer. Meses depois repetiu-se a cena, e fui para Paris.
Um dos principais erros de Bloch foi ter investido em televisão sem profissionalizar a empresa com pessoas que entendiam do assunto, avalia Niskier. O grupo crescia, mas Bloch continuava centralizador — até o pagamento dos contínuos passava por ele.
— Investir na televisão foi um erro estratégico. Quando a Rede Manchete entrou no ar, em 5 de junho de 1983, Adolpho tinha US$ 25 milhões no banco. Logo em seguida teve que gastar US$ 16 milhões em filmes. Ele falava: “Para que gastar tanto dinheiro em filmes que eu vou usar duas vezes e vou ter que devolver?”. Ele entrou no negócio por pressão dos sobrinhos, mas acabou gostando.
Em 1992, Niskier foi trabalhar com marketing em São Paulo, porque os desentendimentos com Pedro Jack Kapeller, sobrinho de Adolpho Bloch conhecido como Jaquito, tinham chegado ao limite. Mesmo sabendo que o buraco financeiro da empresa se abria, o jornalista sentiu saudades daqueles 37 anos, interrompidos apenas pela licença entre 1979 e 1983, quando foi secretário estadual de Educação e Cultura do Rio. Até hoje, a caminho da Academia Brasileira de Letras, da qual é membro, ele sente “um nó na garganta” ao passar pelo prédio que abrigou a “Manchete” na Rua do Russel.
— O mundo mudou. O Adolpho não acordou para a profissionalização, e também para o fato de que o país deixou de ter uma economia inflacionária escandalosa. Ele jogou muito com a inflação, com os empréstimos — diz Niskier, desejando que Bloch seja lembrado para além da falência. — No fim da vida, ele foi um pouco injustiçado. Passou a ser apenas o culpado por ter destruído um império, desprezaram tudo aquilo que ele havia construído.