![]() |
| No twitter, o prefeito do Rio Eduardo Paes reagiu à altura contra o presidenta da La Liga que tenta culpar Vini Jr, a vítima, pelas agressões racistas que sofreu em campo. |
De certa forma, a Espanha fascista venceu a Segunda Guerra Mundial apoiada primeiro pela Alemanha e depois pelos Estados Unidos. A ditadura nazi-fascista de Franco sobreviveu incólume por décadas. Claro que a história deixou raízes profundas no país. Grupos fascistas e nazistas atuam lá até hoje. O racismo exacerbado em muitos setores na Espanha é uma dessas heranças malditas. O futebol não escapa da militância de ultra direita. Há torcidas organizadas que se fantasiam com símbolos nazistas e frequentam estádios livremente. O craque Vini tornou-se alvo preferencial dos marginais pela coragem de opor-se à turba e reagir a cada ofensa. É preciso mais: que patrocinadores democráticos cancelem seus contratos com La Liga, que nada faz para coibir agressões racistas; que os jogadores se unam e parem os jogos ou façam greves até que racistas sejam presos; que sejam instituídas multas altas e suspensões para clubes que toleram e não combatem o racismo no futebol. E que as instituições e os cidadãos espanhóis que respeitam todas as raças se pronunciem e partam para a ação. Notas de repúdio não são suficientes.
Não será fácil. Nove entre os onze patrocinadores da La Liga contaminada pelo fascismo ficaram em silêncio diante das ofensas e agressões ofridas por Vini Jr. São essas marcas: EA Sports, Microsoft, Cervezas San Miguel, Sorare, BKT, Socios.com, Gol-Ball, Golazos e Panini. Apenas duas divulgaram notas condenando o triste episódio no jogo Valência e Real Madrid. São elas: Santander e Puma.


























