segunda-feira, 9 de junho de 2014

Em clima de Copa, Playboy vem com Patrícia Jordane, ex de Neymar, na capa, e a jornalista mexicana Inés Sainz, que abalou os estádios brasileiros na época da Copa das Confederações. E a coleguinha já está credenciada - e que credencial - para cobrir a Copa.


O editor da Playboy está bolado. Fez duas opções de capa. E ainda deverá ser feita uma terceira front page.  Oh! Dúvida cruel...Reproduções

Patricia  Jordane fecha o gol. Foto de Autumn Sonnichsen/Playboy/Divulgação
por Omelete
Morena mineira que se apresenta como ex do Neymar é capa da Playboy de junho. Chama-se Patrícia Jordane, tem 21 anos, e afirma à revista que ficou "chateada" ao ler nos jornais que Neymar estava saindo com Bruna Marquezine. Diz ela que estava com o jogador havia dois meses.
A Playboy também vem com uma reportagem sobre a repórter mexicana Inés Sainz, que está chegando ao Brasil para cobrir a Copa. Aos 35 anos, mãe quatro filhos, ela esteve no Brasil para cobrir a Copa das Confederações e fez a alegria da torcida ao evoluir no gramado para entrevistar os jogadores.
Inés Sainz. Reprodução Twitter

Inés Sainz à beira do gramado. Reprodução Twitter

Inés Sainz, na retaguarda, aguarda sua vez de fazer entrevistas. Reprodução Twitter
Na revista H e na...
...capa da Esquire mexicana.
Atualização: hoje, dia 16, a coluna Gente Boa publica uma nota sobre a "ex de Neymar. O jogador acionou seus advogados, segundo o Globo, e pretende processar a Playboy por causa da chamada de capa da edição da revista que destaca Patricia Jordane. "O jogador diz que não a conhece e que se sentiu usado", diz a coluna Gente Boa. 
Atualização: no dia 27/6, o site de Neymar comunicou que a Justiça proibiu a venda da edição de junho da "Playboy", que traz na capa Patrícia Jordane. "A editora, além de divulgar uma mentira sobre a vida pessoal do Neymar Jr, utilizou indevidamente o seu nome, ou seja, sem a autorização da NR SPORTS, empresa dos pais do atleta e única detentora dos direitos de exploração da imagem, nome e seus atributos".

Deu na Mônica Bergamo (Folha): FHC diz que Barbosa provoca crises...


Comary 2014 não é São Januário 1950 mas clima na seleção brasileira é de badalação e agito. Se vai dar certo, nem Felipão sabe...

por BQVManchete
Em 1950, às vésperas da decisão da Copa, a seleção estava concentrada na Casa dos Arcos, no Joá, cedida pelo empresário Drault Ernani. Flávio Costa, o então treinador, contou ao jornalista Paulo Perdigão (no livro "Anatomia de uma Derrota") que "as noites no Joá estavam sendo perturbadas pelas pessoas que passavam, atiravam pedras, gritavam, iam cantar, faziam serenatas, essas coisas". Flávio decidiu então levar todo mundo para São Januário onde, imaginava, a seleção teria mais privacidade. Foi pior. Além da romaria dos políticos (1950, como 2014, era um ano eleitoral), era mais difícil controlar o acesso. Imprensa, diretores, sócios, convidados da CBD, da federação e de beneméritos dos outros times que tinham jogadores na seleção entravam e saiam do estádio do Vasco. Rádio era um meio poderoso na época, como a TV é hoje. No dia do jogo, os craques foram acordados às sete da manhã para assistir a uma missa promovida por uma emissora que estava sendo inaugurada. Durante o dia, como se fosse foco de uma romaria, a seleção recebeu caravanas de torcedores, deu autógrafos, ouviu discursos. Nada disso, segundo Perdigão, foi noticiado pelos jornais. O Globo do dia 15 de julho de 1950 publicava apenas: "São Januário está como que isolado do mundo. Nem mesmo à entrada do estádio há movimento (...) em São Januário a atividade é absolutamente normal, como se nada tivesse acontecido de extraordinário há muitas e muitas semanas". O repórter autor dessas falsas linhas certamente nem ao estádio foi. Deve ter batucado a ficção na sua Remington sem tirar os pés da redação. Só após a derrota para o Uruguai, os jornais passaram a publicar as queixas dos jogadores sobre o clima insuportável que cercou a seleção nos treinamentos no Rio. Mas aí os boleiros já não foram levados a sério, suas críticas caíram no vazio. Com a derrota, de assediados e paparicados antes do fatídico gol de Ghiggia tornaram-se "malditos", quase invisíveis. Até poucas horas antes de irem para o Maracanã, os brasileiros sofriam com a badalação dos visitantes. Enquanto isso, os uruguaios se hospedavam tranquilamente no hotel Paissandú, no Flamengo. Alguns jogadores chegaram a arriscar uma caminhada na orla e se deixaram ficar por alguns momentos sentados, conversando, na mureta que beirava o mar antes da construção do Aterro.
A midia noticia hoje que o clima em Comary é de festa. Os jogadores fazem questão de ficar junto da torcida, analisam. Os jornais chamam de torcida mas não é bem assim. Basta ler as matérias para constatar que a torcida mesmo ficou do lado de fora, limitou-se a aplaudir os jogadores quando estes passavam de ônibus e a ver o treino de longe. O que a mídia chama de "torcida" seriam convidados dos patrocinadores, filhos e sobrinhos de jornalistas, câmeras e fotógrafos que cobrem a seleção, equipes que gravam programas de TV, parentes de jogadores, dirigentes e amigos de dirigentes. Uma informação: há 800 jornalistas credenciados para cobrir os treinos da seleção brasileira e, a partir de ontem, todos os credenciados pela Fifa poderão ter acesso a Comary. Tem tudo para piorar. 
Se desse uma passadinha na concentração Garrincha, que tinha que pular o muro, coitado, quando estava cansado de ver marmanjo e queria dar uma escapada, ia estranhar a moleza. Há cercadinhos vips para celebridades assistirem aos treinos. Parentes dos jogadores também já fizeram parte dessa plateia pelo menos uma vez com direito a gritinhos de apoio. Dançarinas de funk da "Jaula das Gostozudas" adentraram o recinto para tentar entregar um CD ao Neymar. Obviamente, destaca-se hoje nos jornais e nos sites apenas a cena "emotiva" de uma criança que "invadiu" o campo e que Neymar impediu que os seguranças retirassem. Ok, de chorar. Mas bola pro mato que o jogo é de campeonato.  Nada contra que o clima seja de festa, mas dá para guardar um pouco para depois que botar a mão no caneco? Seleção mais "humana" (antes era desumana?), "aconchego" (tente imaginar Brito e Fontana, em 70, Belini e Vavá em 58, Dunga e Romário em 94 pedindo... "aconchego"). Ô, família Felipão, cuidado aí com essa "carência emocional": Messi e Balotelli, por exemplo, não são de dar aconchego a ninguém. 

Preocupante também a informação de que a Seleção treinou ontem em um campo pequeno. O motivo seria comercial. O campo maior onde o time de Felipão vinha jogando teve trocadas suas placas de publicidade. A Fifa assumiu Comary e instalou os patrocinadores oficiais da Copa em lugar das marcas que bancam a seleção brasileira. Por não querer pôr azeitona na empada dos  concorrentes, a CBF teria transferido o treino para um campo menor mas sem placas. É só uma "ação de marketing", Felipão que se vire. Dizem que o treinador já está reclamando, identifica excessos na badalação. Resta esperar que sua voz seja ouvida. Que ele seja o último a deixar que seu trabalho seja prejudicado. 
De qualquer forma, as cenas em Comary contrastam com as primeiras imagens dos treinamentos das outras seleções. A Holanda, por exemplo, está se exercitando na Gávea. Em paz. Até o campo está cercado de tapumes e placas. A Inglaterra fará parte do seu treinamento na Escola de Educação Física do Exército, na Urca. É área militar. "Gostozudas" inglesas, se aparecessem, seriam barradas. Há times, como a Rússia, no interior de São Paulo, outros em praias afastadas na Bahia. 
Que façam bom proveito da calmaria que a seleção brasileira não tem, mas, por favor, evitem gerar um novo e dessestreessado Ghiggia. 

Um por todos, todos por um. Só assim é possível vencer a luta e as lutas

por Eli Halfoun
É verdade que a estrutura da Globo e o apoio de empresas privadas facilitam o trabalho de Luciano Huck e equipe para a realização do quadro “Um por todos, todos por um”. De qualquer maneira o esforço e o coração solidário do apresentador são peças fundamentais na transformação de trabalhos individuais que mostram que de nada adianta apenas reclamar e esperar que as coisas caiam do céu ou que o governo faça alguma coisa. É o trabalho individual de cada um de nós que realmente pode mudar as coisas no país e no mundo. O quadro “Um por todos, todos por um” é mais do que busca de audiência a realização de sonhos: é a maneira de nos acordar para a necessidade de união, do esforço coletivo e do aprendizado de que na vida o que vale sempre é o “um por todos, todos por um”. Não é  novidade: sempre soubemos que unidos jamais seremos vencidos. O “Caldeirão do Huck” mostra isso uma vez mais com clareza e mostra que precisamos retomar o espírito coletivo e a solidariedade plural e realizar mutirões de trabalho que beneficiem mais do que apenas uma pessoa: a vida é conjugada todo o tempo no coletivo. Nada pode impedir que as pessoas se unam e se fortaleçam para melhorar os locais em que vivem. É válido o argumento de que sem o material necessário é impossível realizar esse tipo de trabalho, mas não tenho dúvidas de que quando estivermos unidos no mesmo sonho o material chegará de qualquer maneira. Mesmo quem não tem nada sempre tem alguma coisa para dar e acrescentar. (Eli Halfoun)

Mocinhas rejeitadas só atrapalham em qualquer novela

por Eli Halfoun
Mocinhas que não agradam ao público não servem para as novelas. É com elas que principalmente o público feminino se entusiasma e chega a usá-las como exemplo. Mocinhas rejeitadas são um calo na trajetória de qualquer novela. Agora esse calo deve estar doendo ainda mais na novela “Em Família” diante da rejeição as duas digamos personagens principais, ou seja, Helena e Luiza. A rejeição não tem nada a ver com o talento das atrizes. Julia Lemmertz é excelente atriz e Bruna Marquezine está em um bom caminho. Mesmo assim a chatice de Helena e a inconseqüência de Luiza fazem o público fugir das personagens, o que não é a primeira vez que acontece. Só que agora a Globo decidiu acabar com a rejeição: de agora em diante todas as mocinhas de novelas precisarão ter condutas exemplares, carisma e parecerem o mais possível com o comportamento de todas as mulheres da vida real. É o que Aguinaldo Silva promete em "Império”, a novela que substituirá “Em Família” a partir do dia 21 de julho. A mocinha interpretada por Leandra Leal entra em cena com a responsabilidade de mostrar que as mocinhas são fundamentais para a audiência das novelas. Mulheres chatas como são Helena e Luiza são insuportáveis até na ficção. Na vida real nem se fala. (Eli Halfoun)

Campos e Marina decepcionam em encontro com artistas no Rio

por Eli Halfoun
Decepcionante é como alguns artistas que definem o recente encontro que tiveram com Eduardo Campos Marina Silva no Rio. A decepção ficou por conta das respostas vagas dadas pelos candidatos. Marina Silva, por exemplo, pulou fora de tudo o que dizia respeito ao seu apoio na luta contra a homofobia. Evangélica convicta (daquelas bem chatas) esse é um assunto sobre o qual não pode tomar nenhuma decisão favorável (apenas diz que “não sou contra a opção de ser gay, mas acho que o estado não deve interferir nessa questão”). Já Eduardo Campos decepcionou porque não respondeu a nada com convicção e programa de governo. Marina também tentou uma vez mais convencer o ator Marcos Palmeira a ser candidato ao governo do Estado, mas ele desconversou educadamente. Além de Palmeira estiveram no encontro a diretora Tizuka Yamazaki e os atores Marco Nanini, Débora Bloch e Claudia Alencar Para quem queria conseguir votos foi mais um encontro perdido. Aliás, Campos também preocupa seus aliados com uma acentuada queda nas pesquisas de intenções de votos. A cúpula do partido acha que a perda nas pesquisas está ligada ao fato do candidato não ter conseguido a imagem de mudança que pretendia porque seus ataques ao governo são mornos. Já Marina Silva não está agregando como se esperava porque é considerada uma política que não admite ser contrariada e, portanto ouvir assessores. Assim acaba falando sozinha. E sozinho ninguém ganha eleição e muito menos liderança. (Eli Halfoun)

domingo, 8 de junho de 2014

Livro de Nélio Rodrigues resgata histórias do rock nativo nos agitados anos 1960

Thre Brazilian Monkes na marquise da loja Ponto Frio, em Copacabana, em 1967. Reprodução

por Roberto Muggiati (Especial para a Gazeta do Povo)
Só podia acontecer naquela década e no bairro de Ipanema. Dois padres “prafrentex” da Igreja de Nossa Senhora da Paz (e Amor), querendo ampliar o seu rebanho, abrem o sacrossanto templo para a música do demônio: o rock. O dia escolhido para aquela ousada missa – 11 de julho de 1966, uma segunda feira – e a hora, 14h30, rompiam com todos os padrões da liturgia católica. Cabeludos, como era de rigor, os Brazilian Bitles instalam sua parafernália em pleno altar, a bateria parece um monstro profano em meio às flores e às imagens. Embora toquem a “Ave Maria” de Gounod, o clima é de histeria. Três mil pessoas ficam do lado de fora e criam um verdadeiro tumulto nas ruas do bairro em pleno horário comercial.
O episódio é contado no livro Histórias Secretas do Rock Brasileiro (Grupo W5), recém-lançado por Nelio Rodrigues, um ex-professor de biologia que virou pesquisador de rock, autor do livro Os Rolling Stones no Brasil (2000). Como salienta o jornalista Guerra no prefácio, Nelio “coloca no lugar as peças de um quebra-cabeças que, até hoje, ninguém tinha se interessado em montar.” Ele trata de uma época esquecida: da primeira metade dos 60 ao início dos 70. E, como salienta Leo Jaime no posfácio: “Vivíamos um período rico em vertentes e experiências, ainda que a ditadura deixasse tudo meio 
Na verdade, estes roqueiros, embora expostos à mídia, aparecendo até na tevê, foram massacrados pela concorrência de “cachorros grandes” como a bossa nova, a jovem guarda, a nova MPB, a era dos festivais, a Tropicália e os próprios ídolos que procuravam imitar: Beatles, Stones & cia. Como agravante, sofriam com a má qualidade dos instrumentos e a falta de logística para os shows. Eram apoiados apenas por uma pequena corte de fieis, que os acompanhava até o inferno, pelas namoradas e – nem sempre – pelas famílias. Remando contra a corrente, acabaram evoluindo dos bailinhos em clubes para concertos em teatros ou ginásios. Rejeitados pela esquerda como colonizados culturais, apavoravam a direita com sua imagem de cabeludos sujos e rebeldes.
Mas alguns capitalistas mais espertos enxergavam o seu potencial marqueteiro. Os Selvagens e The Brazilian Monkes (sic) foram contratados para tocar na marquise da loja Ponto Frio em Copacabana, numa promoção para aquecer as vendas de inverno em julho de 1967 – outro episódio que promoveu, principalmente, o caos urbano.
The Brazilian Bitles na capa do Cruzeiro, em 1967
Ousadia
Dos roquinhos banais a cena foi transmigrando para a psicodelia e o progressivo. O Módulo 1000, por exemplo, teve um álbum rejeitado pela gravadora que se tornou cult no estrangeiro. Nelio Rodrigues conta: “Apesar dos problemas, a banda se sentiu orgulhosa. Não Fale com Paredes era ousado, diferente de tudo que as gravadoras despejavam no mercado. Vinha em uma embalagem luxuosa, cuja capa se abria em três partes, expondo na parte interna uma pintura psicodélica dos rapazes. Zezinho, o dono da Top Tape, não gostou de nada. Julgou a capa dispendiosa e exagerada. O que saía dos sulcos do disco o deixou bufando de raiva. Furioso, reuniu os músicos e vociferou em alto e bom som: ‘Este disco é uma merda e não dá para explicar uma merda dessas!’”
Os nomes das bandas são bizarros: Analfabitles, A Bolha (ex-The Bubbles), Os Abutres, Os Selvagens, Equipe Mercado, Soma. A maioria se concentra no Rio de Janeiro. Mas, do outro lado da baía, o rock também se agita. Em Niterói, Os Lobos arranjam para o Festival Internacional da Canção de 1971 uma música de um tal de Raulzito, “Eu Sou Eu, Nicuri É o Diabo”. A música os classifica para a fase final. E Raulzito, líder do grupo Os Panteras, também se classifica, cantando “Let Me Sing, Let Me Sing”. “... o novo Raulzito, ou melhor, Raul Seixas. O rocker baiano surgiu no palco do Maracanãzinho vestido a caráter, com calça e jaqueta de couro (...) e exibia, como complemento da estampa, um enorme topete imerso em gumex.” O pior é que, no registro histórico, críticos e jornalistas se confundem e atribuem a interpretação de Nicuri no FIC a Raul Seixas, e não a Os Lobos.
Além de se infiltrarem nos grandes festivais, algumas destas bandas malditas também deixaram sua passagem marcada no celuloide. Os Bubbles aparecem com destaque no filme Salário Mínimo (1970), dirigido pelo veterano Adhemar Gonzaga; e, como A Bolha, em 2005, comparecem na trilha do filme de Ana Maria Bahiana e José Emílio Rondeau, 1972, uma celebração daqueles tempos. Já os Brazilian Bitles pontificam em 1966 na comédia de Watson Macedo Rio, Verão & Amor.
Sementes
São Paulo também dá a sua contribuição. Como os Beatles na zona do meretrício de Hamburgo, o Som Beat toca até as cinco da matina em Santos num inferninho da marujada, o Sweden Bar. Daí ganha um fabuloso upgrade “no epicentro da badalação paulistana, a rua Augusta,” com direito a shows na tevê, à gravação de um compacto pela RCA e a ter entre seus fãs ninguém menos do que Roberto Carlos.
Outra história curiosa é a de O Terço, um grupo que marcou aquela época. “O ano de 1969 estava bem adiantado. O que se iniciava era uma longa aventura rodoviária, que partia do Rio com destino a Corumbá (MS). Amontoados na Kombi de Sérgio Hinds, com este ao volante, Vinícius Cantuária, Jorge Amiden, João e Robertinho dividiam o espaço limitado do veículo com guitarra, baixo, violões, bateria e amplificadores. Eles se autoproclamavam Os Libertos, não como um acinte ao governo militar. A intenção era outra, mais ingênua. Mesmo assim acabaram presos em Bauru (SP). Naqueles tempos, cabeludos não eram bem vistos pelas autoridades policiais, ainda mais em uma cidade do interior. Se não eram drogados, talvez fossem subversivos. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.”
Quem escreveu o epitáfio daqueles anos heroicos – agora ressuscitados pelo livro de Nelio Rodrigues, foi Diana Dasha, cantora da Equipe Mercado, que só gravou um compacto duplo e teve uma canção inserida em uma antologia: “Éramos universitários, vivendo a utopia em meio aos Anos de Chumbo. Nossa transgressão era uma resposta a todo aquele ambiente repressor. Frustra um pouco não termos deixado registros melhores, mas acho que nossa semente, de alguma forma, vingou.”
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Galvão já não fala em despedir-se do futebol na Copa

por Eli Halfoun
Essa vigésima Copa do Mundo dificilmente será a última com a participação da voz e do entusiasmo de Galvão Bueno. O mais popular narrador esportivo do país tem contrato até 2019 com a Globo e, se não houver nenhum contratempo no longo caminho, ele estará narrando a Copa de 2018. Galvão Bueno faz parte do futebol e sua voz marcante e torcida apaixonada são esperadas pelo público, que não vibra tanto com as partidas como vibra quando Galvão está na jogada. Também muito criticado, Galvão tem superado todas as críticas e é inegável que deixou para a história do futebol e da televisão bordões definitivos. O narrador mostra que nenhum país tem narradores tão bons quanto os brasileiros e cita para o futuro os nomes de Tiago Leifert e Alex Escobar, sem esquecer de Kleber Machado e Luís Roberto que já são uma boa realidade. Parece que a presença de Galvão tem sido fundamental nos últimos anos na vitoriosa trajetória do futebol brasileiro. É ele que empolga a torcida, espanta o pessimismo e cria sempre um clima vitorioso e apaixonado. Sem a presença de Galvão o futebol pela televisão não tem a menor graça. É Galvão quem cria uma moldura especial para qualquer esporte. (Eli Halfoun)

Seleção não pode depender só da magia do futebol de Neymar

Marcelo, Neymar, Hulk e David Luís: treino regenerativo na piscina da "República de Comary", em Teresópolis. Foto de Rafael Ribeiro/CBF
por Eli Halfoun
Por motivos que nada tem a ver com futebol, a impressão que fica aos menos informados é a de que não há muito entusiasmo em torno da Copa e em consequência da seleção brasileira. É só aparência: a torcida bota muita fé no time comandado por Felipão e até aposta (embora prematuramente) que o hexa já é nosso. Só um importante detalhe parece preocupar parte da torcida e a maioria dos comentaristas de futebol (tem uma penca deles em ação). É a dependência que o selecionado pode estar criando pode estar em torno de Neymar, o nosso craque maior. O fato concreto é que quando Neymar não joga muito bem (raramente joga mal e até o mal dele é bom) a seleção sente e cai de produção. Essa “Neymar dependência” é perigosa: o time, repleto de craques não pode e não deve depender apenas da magia do futebol de Neymar. Nesse time todos precisam ser mágicos, inclusive para superar uma improvável má atuação do craque maior. Digo improvável porque Neymar é apaixonado por futebol e com paixão tudo fica sempre mais fácil. De qualquer maneira, não seria desperdício de tempo preparar o selecionado para independer do futebol de Neymar. Ou seja: se ele não estiver bem (o que repito é muito difícil) é bom (muito bom) que os outros craques estejam. Ficar com o hexa no Brasil depende fundamentalmente do bom futebol de todos os jogadores. Futebol é conjunto e por isso mesmo não pode depender apenas dos pés de Neymar e sua magia com a bola. Neymar é sim fundamental para a seleção brasileira. Os outros dez jogadores também precisam ser. E são. (Eli Halfoun)

Toninho Vaz: escritor lança biografia de Torquato Neto, o poeta da tropicália

Toninho Vaz. na Livraria da Travessa. Foto Zeca Moraes/Divulgação

por Roberto Muggiati (Especial para a Gazeta do Povo)
Toninho Vaz tem alma de biógrafo. Já contou as vidas de Paulo Leminski (O Bandido Que Sabia Latim), da padroeira dos endividados (Edwiges, a Santa Libertária), de Luiz Severiano Ribeiro (O Rei do Cinema) e fez o perfil, em Solar da Fossa, de moradores ilustres do casarão-pensão de Botafogo como Caetano, Gal, Tim Maia, Paulo Coelho, Gutemberg Guarabyra e Paulinho da Viola. Na quinta-feira, 5, ele relançou na Livraria da Travessa do Leblon, no Rio de Janeiro, sua nova edição de A Biografia de Torquato Neto, pela Nossa Cultura. A editora é de Curitiba, o prefaciador – esse que vos escreve – é de Curitiba e Antônio Carlos Martins Vaz, o Toninho, também é de Curitiba, onde cresceu nas imediações da Baixada (atleticano roxo) e começou a trabalhar no Diário do Paraná, aos 22 anos, em 1969.
Toninho sobreviveu à alta rotatividade das redações, evoluiu da imprensa “udigrudi” (Anexo, Raposa, Pasquim) para as semanais de prestígio (IstoÉ, Manchete), foi editor de textos e roteirista na TV Globo, produtor da Globo, do SBT e da CBS/Miami em Nova York (1995-98). É carioca adotivo há 40 anos, com um intervalo de quatro anos em São Paulo. Vida mais errante teve o seu biografado, Torquato Pereira de Araújo, neto, que saiu do Piauí para Salvador, Rio, São Paulo, Londres, Paris e Rio e para o suicídio, na madrugada depois de completar 28 anos, deixando escrita num caderno de espiral a frase contundente: “Pra mim chega.” Torquato fez uma das letras mais bonitas da pós-bossa, musicada por Edu Lobo: “adeus/ vou pra não voltar/ e onde quer que eu vá/ sei que vou sozinho/ tão sozinho amor/ que nem é bom pensar/ que eu não volto mais/ desse meu caminho.” E anunciou o alvorecer da Tropicália na letra de “Geleia Geral” – e a nova realidade que só se concretizaria na cabeça dos visionários e sonhadores: “o poeta desfolha a bandeira/ e a manhã tropical se inicia/ resplandente cadente fagueira/ num calor girassol com alegria/ na geleia geral brasileira/ que o jornal do brasil anuncia.”
Nosferatu
O título anterior do livro – Pra Mim Chega – foi omitido para poupar o sentimento da família. Na nova capa se lê simplesmente A Biografia de Torquato Neto. O poeta olha para nós por cima dos óculos escuros de aros redondos, envolto numa pesada capa preta em plena manhã luminosa de Copacabana, qual um ser de outro planeta, a capa de Nosferatu, o filme de Ivan Cardoso, lembrando também um parangolé enlutado de Hélio Oiticica. Já se foram 42 anos dos tempos de loucuras que levaram Torquato tão cedo deste mundo. Mas ele parecia estranhamente presente naquela noite em que uma nova onda de protestos pré-Copa parou o trânsito no Rio de Janeiro. A loja do Shopping Leblon, com seus 1,4 mil m² forrados de livros, CDs e DVDs, é a joia da coroa da rede Travessa, criada nos anos 80 a partir de uma pequena livraria na Travessa do Ouvidor, defronte à estátua do Pixinguinha tocando saxofone. Um espaço sofisticado, frequentado por celebridades e abrigando cada noite um lançamento de sucesso.
Toninho Vaz não fez por menos e, com sua fiel escudeira, a mulher Naná Gama e Silva, reuniu amigos de todas as épocas e de todos os locais: sua agente literária, Valéria Martins, da Oasys Cultural; o jornalista Ingo Ostrovski; a produtora e tradutora Ana Deiró; a jornalista Priscila Anders; o fotógrafo Zeca Moraes; a cineasta Lúcia Abreu; e sua personal lawyer Tânia Borges, que ajuda Toninho a trilhar o terreno ainda pantanoso das biografias. O Bandido Que Sabia Latim, seu importante perfil de Paulo Leminski, com quem conviveu intensamente em Curitiba, encontra insondáveis obstáculos junto à família do poeta para uma nova edição.
Torquato e Leminski, nascidos em 1944, poetas de uma geração em transe que o curitibano definiu à perfeição no poema em homenagem ao piauiense, “Coroas para Torquato”: “...esferas se rebelam contra a lei das superfícies/ quadrados se abrem/ dos eixos/ sai a perfeição das coisas/ feitas nas coxas/ abaixo o senso das proporções/ pertenço ao número/ dos que viveram uma época excessiva.”

P.S - Roberto Muggiati envia ao BQVManchete a seguinte mensagem em complemento ao texto acima: "Eu, prefaciador do livro, o Toninho, autor, e o Leminski, muito citado e também biografado pelo Toninho - somos todos  de Curitiba e ligados à ManchetePaulo Leminski (e sua mulher Alice Ruiz, poeta), quando moravam no Rio, no Solar da Fossa (tema de outro livro do Toninho), trabalharam no Departamento de Pesquisa da Manchete, isso lá pelos idos dos anos 70. Conta-me o Toninho que o Leminski, com sua cultura enciclopédica, levantou uma pesquisa sobre a História da Humanidade, a pedido de um bacana da redação, que a publicou em série e assinou com o seu nome, apropriando-se do trabalho do polaco. Toninho foi repórter da Manchete em Nova York, sob Arnaldo Dines, no interregno do triumvirato Tão Gomes Pinto-Otávio Costa- Nunzio Briguglio (1996-97). E o Torquato, embora não tenha passado pela Manchete, figurou em suas páginas na famosa foto da Passeata dos Cem Mil (ao lado do Gilberto Gil, na extrema esquerda), na Cinelândia, em 1968. (foto anexa). Um abraço, Muggiati
Torquato Neto, em primeiro plano, ao lado de Gilberto Gil, na Passeata dos Cem Mil, em junho de 1968, no Rio. Foto Reproduçã

sábado, 7 de junho de 2014

Demorô! A Fifa descobriu um dos defeitos dos brasileiros

por BQVManchete
Jeito, não tem. Compare com a entrega do imposto de renda, faltando um dia mais de 20 milhões de brasileiros não tinham feito ainda suas contas com o "leão". Chegar na hora a um compromisso? Difícil. Nós devemos ser o único povo que combina horário na base do "entre três e meia e quatro e meia tô lá". E chega às cinco e meia. Entregar obra pública no prazo? Impossível. Comodismo, falta de planejamento e má fé, tudo junto e misturado, não deixam. Nem obra privada fica pronta em dia. Tente comprar um apartamento na planta, com data para ficar pronto, e espere sentado. Contrate a reforma da sua casa e veja se termina a menos de três meses da data prevista. Nem enterro acontece na hora, até porque se defunto não tem pressa imagine a família e o cemitério. E o pior é que quando você deixa o carro para revisar, o computador para consertar ou entra na fila para esperar a vez, o que mais vai ouvir é um "é rapidinho, doutor". Rapidinha vai ser a desculpa: "rapaz, a parafuseta tava enferrujada, tive que mandar vir um original de São Paulo" ou "pô, também teu HD era paraguaio, foi aí que pegou, mas fica tranquilo mandei vir um da Suécia".
Diretor de Marketing da Fifa, o francês Thierry Weil deu a declaração reproduzida acima ao repórter Jorge Leite Rodrigues, no Globo de hoje. Não é qualidade, mas é fato. Deve ser cultura. Está na nossa placa-mãe. A mãe Joana.

Superstições: campanha mundial da Coca-Cola mostra os sinais que apontam os vencedores de todas as torcidas

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Vai ter Copa: amistoso contra a Sérvia foi um bom teste...

Festa para Fred, o autor do gol. Foto Rafael Ribeiro/CBF

Unidos vencerão... Foto Rafael Ribeiro/CBF

O gesto do goleador: uma resposta à torcida que ensaiou algumas vaias. Mas isso faz parte do jogo. Parafraseando Nelson Rodrigues, nem toda torcida gosta de vaiar, apenas as normais. Foto Rafael Ribeiro/CBF

por BQVManchete
A seleção mostrou mais dificuldades, principalmente no primeiro tempo, para vencer o esquema de jogo da Sérvia. Sem muito poder ofensivo, o adversário foi duro, marcou com rigor, mostrou preparo físico. A Sérvia, como a Croácia, a primeira adversária do time de Felipão, é herdeira da escola iugoslava de futebol, de habilidade e de capacidade de improviso. Em 74, por exemplo, o Brasil não passou do zero a zero contra a então Iugoslávia. Eles gostam de futebol, têm a manha, jogam pelada nas ruas (a propósito, não dá para acreditar no futebol de países que não jogam pelada nas praças e terrenos baldios, daí porque desde sempre João Saldanha se preocupava com a urbanização que tem decretado o fim de muitos campinhos para a garotada brasileira). Voltando a Brasil 1 (e o gol legítimo de Hulk, anulado pelo bandeirinha) X 0 Sérvia : um jogo é útil como treino muito mais quando mostra defeitos do que qualidades. Felipão terá tempo para corrigir as falhas, uma delas a distância excessiva entre setores, o que faz com que com a bola recuperada muitos contra-ataques não deslanchem com a velocidade necessária. Mesmo no ataque, Neymar às vezes não tinha para quem passar a bola (às vezes ele prendeu demais também embora tivesse alternativa) e pediu com gestos, mais de uma vez,  a chegada de um companheiro. No segundo tempo o time já voltou voltou mais compactado. Valeu também por mostrar a opção Fred, o atacante típico que busca o chute a gol mesmo sentado, embora ele ainda esteja meio isolado e não participe como deveria de mais troca de passes na finalização dos ataques. 
Acabou a brincadeira, agora é pra valer. 

Censura na Espanha: revista que satiriza família real "recriada" pelo ditador Franco é recolhida das bancas...

por BQVManchete
Herança maldita do cruel ditador Franco, a família real espanhola embora envolvida em acusações de corrupção e desvio de dinheiro público, não quer largar o osso. Numa tentativa de salvar a mordomia real, o rei abdicou em favor do filho. Enquanto isso, os espanhois protestam nas ruas e cresce uma espécie de "primavera republicana", movimento popular para acabar com a pantomima franquista. Entre a elite burocrática, a instituição que muitos espanhois consideram caduca ainda tem apoiadores capazes de exercer a censura à imprensa. A vítima mais recente foi a revista El Jueves, que teve 60 mil exemplares retirados de circulação. O motivo foi um charge que satiriza a monarquia. Na capa, o rei aparece com um prendedor no nariz ao entregar a "sujeira real" ao filho. Em protesto contra a censura e o recolhimento da edição, os cartunistas da El Juenes pediram demissão. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

70 anos, hoje: o lado B do "Dia D"...

Na praia: obstáculos como proteção. Reproduçáo

Tanques deixam o navio-transporte. Reprodução

Tropas na barcaça, pouco antes de enfrentar o fogo alemão. Reprodução
por José Esmeraldo Gonçalves
Há exatos 70 anos, na madrugada de 6 de junho de 1944, uma terça-feira, os Aliados deflagravam uma das maiores operações da 2ª Guerra Mundial: o Dia D. Talvez seja também uma das ofensivas mais fotografadas da época. As forças que desembarcaram na França levavam em seus batalhões fotógrafos e cinegrafistas que documentaram todas as fases da operação cujo nome oficial era Overlord. Há vasto material. A revista Life publicou edições com fotos memoráveis. E, ao seu estilo de publicação ilustrada, mostrou também o "antes e o depois", os bastidores da invasão em cores. No acervo digital da publicação há belas e raras imagens que contrastam com a cobertura hard news da Time. A Life também se preocupava em levar algum alívio aos soldados em guerra na Europa. Ao lado da cobertura do avanço dos Aliados, havia espaço nas páginas e capas da revista para as pin ups. Um toque de fantasia nas pausas entre as duras batalhas da Segunda Guerra.
Pausa para almoço sobre caixas de munição. Life Magazine

Soldados ingleses, ainda na Inglaterra, antes da invasão. Life Magazine

VEJA MAIS FOTOS DO DIA D NO ACERVO DIGITAL DA LIFE MAGAZINE. CLIQUE AQUI


Além da cobertura no front, a Life tentou levar um pouco de relax aos soldados que lutavam na Europa e no Pacífico. As pin ups tiveram um papel na guerra: ajudaram a diminuir a tensão nas trincheiras.



A revista Yank era especializada em pin ups e disputava com a Life a preferência das tropas. 





Já os pilotos que bombardeavam a Europa e abriam caminho para a invasão transformavam o nariz dos aviões em posters de fantasias ou de recuerdos de namoradas.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Luiz Claudio Marigo: uma vida dedicada ao meio ambiente. Frequentador das redações da Bloch, onde deixou muitos amigos, Marigo publicou belíssimas reportagens em Manchete, Fatos & Fotos e Geográfica. Ele somava duas paixões:a fotografia e a natureza...



Frederico Mendes, fotógrafo que também atuou por muito anos na Manchete, fala do amigo Marigo na matéria do Globo de hoje




VEJA ÁLBUM DE FOTOS DE LUIZ CLAUDIO MARIGO NO SITE DO GLOBO. CLIQUE AQUI

LEIA PERFIL DE LUIZ CLAUDIO MARIGO NO GLOBO, CLIQUE AQUI

Na Contigo!: Gala e Salvador Dalí: os amantes do século segundo Roberto Muggiati...



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Jornalista-gata que cobre seleção da Austrália chama atenção em Vitória

por BQVManchete
As equipes de jornalistas estão aos poucos chegando ao Brasil. Mas, por enquanto, a musa da imprensa é a repórter australiana Melaine McLaughlin,  de 34 anos bem distribuidos. Mel, como é conhecida no seu país, é correspondente da Network Ten  e está em Vitória, no Espírito Santo (ES), acompanhando a seleção do seu país.
Mel McLaughlin Reprodução Twitter

Reprodução

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Copa: saiba aqui o que a imprensa não está noticiando

por Eli Halfoun
Tempo de Copa do Mundo. Anote aí o que a imprensa não está noticiando em destaque:
1 - A Copa 2014 pode encerrar definitivamente a permanência do goleiro Julio César (atualmente joga no Toronto do Canadá) no exterior. Julio estaria com sua volta ao Flamengo praticamente acertada para depois da Copa. Não há por enquanto confirmação oficial, mas sabe-se que o goleiro receberia em torno de R$450 mil mensais. Sabe-se também que sua família já esta comemorando seu retorno definitivo ao Brasil
2 - Não será surpresa se na estréia da seleção brasileira contra a Croácia o técnico Felipão fizer uma mudança na escalação tida como a principal. Felipão não confirma, mas é grande a possibilidade de   William entrar no lugar de Oscar, que passaria a ser a primeira opção como reserva. Felipão está encantado com o futebol e a agilidade de William que a cada dia conquista mais espaço entre os titulares;
3 - O presidente da Fifa, Joseph Blater tem se encarregado pessoalmente de convencer a presidente Dima Rousseff de estar presente na abertura da Copa em São Paulo. Dilma não pretendia ir, mas voltou a pensar no assunto. Já avisou que se for não quer que sua presença seja anunciada no estádio e também não pretende fazer discurso;
4 - A Agência Brasileira de Inteligência não pretende dar mole para o grupo argentino de torcedores conhecido como Barra Brava. A Abin já tem m dossiê completo sobre o grupo conhecido muito mais por sua violência do que pelo amor ao futebol. Existe inclusive a possibilidade de que os 800 torcedores argentinos que ameaçam vir ao Brasil serem presos e enviados de volta ao seu país, que, aliás, também não os quer por lá;

5 – Empenhada em fazer uma cobertura histórica a Globo tem outros planos para a Copa: está reunindo material especial e exclusivo para fazer um documentário sobre a competição. O filme deve ser lançado imediatamente após o final do mundial. Com, espera-se, o Brasil campeão. (Eli Halfoun)

Televisão por assinatura aumenta a audiência e já preocupa a TV convencional

por Eli Halfoun
A televisão por assinatura penou um bocado para conquistar o número de assinantes que pretendia desde sua implantação, mas começa a mostrar uma boa reação: recentes pesquisas revelam que principalmente em São Paulo a chamada televisão paga teve um aumento de 20% na audiência, o que sem dúvida significa um maior número de assinantes. Agora resta saber se esse aumento de audiência é resultado de um interesse maior pelo farto noticiário sobre a Copa, se a programação oferecida por assinatura melhorou ou, o que é mais provável, se as ofertas da televisão comercial espantam cada vez mais os telespectadores. Não há dúvidas de que o aumento da audiência nas emissoras por assinatura está diretamente ligado à qualidade oferecida pelos novos aparelhos de televisão. Por isso mesmo é fundamental que a televisão por assinatura tenha cada vez mais atrações variadas especialmente quando se sabe que todas as classes sociais têm acesso por cabo. Ou pagam por uma caríssima assinatura ou buscam acesso através de “gatos”, o que também está ficando cada vez mais comum. Afinal, esse ainda é o país em que ser esperto e saber levar vantagem. (Eli Halfoun)