quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ministro Joaquim Barbosa é o rei dos mascarados. Só no carnaval


por Eli Halfoun
Os fabricantes de máscaras de carnaval não têm nenhuma dúvida de que a do ministro Joaquim Barbosa, o presidente do STF, será a mais vendida esse ano. Até agora foram vendidas mais de 30 mil máscaras de Barbosa e acredita-se que até o carnaval o número chegará aos 50 mil. Barbosa é o lider em vendas e já superou concorrentes fortes como Neymar, Lula e Fuleco, o mascote da Copa.
O ministro Joaquim Barbosa acha que ser recordista em venda de máscaras é uma grande homenagem do povo, mas nem por isso se deixa contagiar com a folia de notícias em torno de seu nome. De saída, faz questão de desmentir que esteja comprando um apartamento em Miami. Não está e nem pretende simplesmente porque já tem um, adquirido na época em que morou nos Estados Unidos. Embora confesse gostar de Miami, o ministro diz que não é a única coisa da qual gosta nos Estados Unidos. Entre suas preferidas também está Nova York, onde costuma passar curtas temporadas para assistir aos musicais da Broadway. Depois certamente sai cantarolando as músicas das belas trilhas sonoras. (Eli Halfoun)

Mangueira tem ouro no enredo e pode surpreender no desfile


por Eli Halfoun
A imensa torcida da Mangueira está aflita com o que poderá ocorrer na escola no desfile desse ano. É que não há muito entusiasmo em torno do enredo que homenageará a cidade de Cuiabá, Mato Grosso. Mesmo com um enredo desacreditado, a Mangueira desfilará brilhando mais do que nunca para contar a descoberta do ouro pelos Bandeirantes. O brilho do ouro será misturado a outro brilho também fundamental: o do verde do Pantanal. O futebol também baterá sua bolinha no Sambódromo já que Cuiabá é uma das sedes dos jogos da Copa 2014. De uma forma ou de outra o desfile será rico: a Mangueira está recebendo apoio financeiro do governo e de empresas do Mato Grosso.  Além do mais, Mangueira é Mangueira e sempre pode surpreender. (Eli Halfoun)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Acervo da TV Manchete: uma luz no fim do vídeo

Reprodução de O Globo
A matéria da repórter Cristina Tardáguila, no Globo, sobre a localização de vídeos históricos da extinta TV Manchete, fez as autoridades se mexerem. Isso é positivo. O Segundo Caderno, hoje, noticia que o Ministério da Cultura convocou uma reunião para ajudar a TV Cultura a superar entraves burocráticos e indefinições de direitos autorais e tornar possível que o material seja levado ao publico. A matéria informa que o canal "não sabe a quem deve pagar" pelos direitos autorais. Este blog, que acompanha a luta dos ex-funcionários da Rede Manchete pelo seus direitos, opina: os direitos patrimoniais (a propriedade do acervo) deveriam ser dos ex-funcionários que ate hoje não receberam da RedeTV, ou de uma denominada TV Ômega, os seus direitos trabalhistas; já os direitos conexos, como a lei prevê, pertencem aos autores e participantes das obras e normalmente devem ser pagos quando forem comercializados ou exibidos. É o que fazem as TVs quando reexibem obras dos seus acervos. Mas, por uma questão de justiça, esse acervo deve pertencer a quem o construiu: os trabalhadores..

domingo, 20 de janeiro de 2013

Memória da Rede Manchete: o acervo que desaconteceu...



por JJcomunic
O Globo de hoje publica excelente matéria sobre a localização e o imbróglio que envolve o  vasto acervo de de vídeos que pertenceu à Rede Manchete de Televisão. A notícia boa é que gravações de programas, fatos jornalísticos, musicais, grandes eventos esportivos e obras de ficção estão guardados na TV Cultura, em São Paulo. Noventa por cento do material pode ser recuperado e digitalizado. São quase 6 mil fitas. O imbróglio a que a reportagem do Segundo Caderno do Globo se refere diz respeito a direitos autorais, propriedade etc. São obstáculos a serem vencidos até que o público e pesquisadores possam ter acesso a um acervo produzido de junho de 1983 até maio de 1999, quando a Rede Manchete foi vendida.
A matéria, que tem o mérito de levantar a questão, incorre, contudo, em um erro. Confunde a Bloch Editores, que foi à falência em 2000 e tem Massa Falida constituída, com a Rede Manchete, que nunca faliu: foi vendida em um ano antes. A confusão é compreensível já que ambas as empresas faziam parte do mesmo grupo de comunicação. Mas Bloch Editores e Gráficos Bloch, que produziam a revista Manchete e mais de 20 outros títulos, e a Rede Manchete, tiverem desfechos e destinos bem diferentes. Apesar da lentidão do processo, os ex-empregados das revistas pelo menos conseguiram receber parte dos seus direitos e continuam lutando junto à Massa Falida da Bloch Editores para ter quitada a correção monetária (da qual também já receberam uma parte, segundo matéria publicada no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro) dos valores que lhes eram devidos. Já os ex-empregados da Rede Manchete vivem situação dramática. Não existe Massa Falida da Rede Manchete. A empresa não faliu. Foi vendida com acompanhamento do Ministério das Comunicações do governo tucano sob complicada "engenharia" contratual, pela qual a TV Ômega (Rede TV) ficou com as concessões; a empresa TV Manchete Ltda que detinha parte do acervo agora encontrado e os equipamentos foi vendida na mesma operação para um terceiro empresário. Essa mesma empresa teria ficado responsável pelas dívidas trabalhistas, segundo o contrato. A tal "engenharia" era, na época, uma "inovação" que o governo tinha tornado moda. Na maioria das  privatizações, as empresas estatais eram divididas em duas: a boa e a "podre". A TV Manchete Ltda, no caso, era a "podre". A artimanha ou o "laranja" prejudicaram os ex-empregados da Rede Manchete que estão até hoje sem receber seus direitos. Há uma disputa na Justiça, que chegou a reconhecer a TV Ômega/Rede TV como sucessora de fato da Rede Manchete e, assim, responsável pelo cumprimento do contrato que obrigava o pagamento das indenizações, FGTS, etc, dos ex-empregados da TV. Os jornais publicaram há cerca de um ano que em recurso impetrado pela TV Ômega, a Justiça reconheceu que a Rede TV não seria responsável pelas indenizações. A luta continua nos tribunais mas nessa "bola dividida" sofrem os ex=funcionários da Rede Manchete que não recebem o que a lei lhes garante.
A reportagem do Globo levanta ainda a questão dos direitos autorais do acervo, que teria sido supostamente arrematado por alguém que "não tinha interesse nos vídeos", mas apenas nas prateleiras de madeira de lei onde eles estavam armazenados. Pelo contrato, grande parte do acervo pertencia à TV Manchete Ltda vendida pelos Bloch.  Parte do que foi produzido pela Rede Manchete - não há informações sobre exatamente quais programas ou novelas - era de um empresa chamada Bloch, Som e Imagem, que não faliu nem foi vendida. Provavelmente algumas novelas da Rede Manchete que foram reexibidas recentemente em outros canais pertenceriam a essa empresa.  E, em outubro do ano passado, a Café Lumiére, produtora de audiovisual, anunciou em seu site a aquisição de videos que pertenceram à Rede Manchete. Mais um dado do imbróglio. De um jeito ou de outro, parece difícil o acesso ao acervo. Mas pelo menos, as imagens da TV foram localizadas. Outro legado da Manchete, este das revistas, o valioso arquivo fotográfico, foi leiloado e permanece em local incerto e não sabido, assim como são desconhecidas as condições de armazenamento de milhões de fotos produzidas durante 48 anos.


Leia a matéria completa no site do Globo. Clique AQUI



Leia notícia sobre aquisição do acervo da Rede Manchete, em outubro do ano passado, pela produtora Café Lumière
Leia a nota. Clique AQUI




Atualização na terça-feira, 22/1
Em respeito à jornalista autora da reportagem de O Globo, objeto de considerações no texto acima, este blog informa que recebeu uma informação de que a TV Manchete Ltda teria pedido falência supostamente anos depois da venda das concessões da extinta Rede Manchete. Não foi possível até agora confirmar a veracidade da informação. Levamos ao leitor do blog algumas informações extraídas de registros oficiais. Em volumoso documento, de 1999, a TV Manchete Ltda foi vendida para a TV Ômega e para um grupo chamado Hesed Participações, além do empresário Fabio Saboya. No mesmo volume, consta o pedido da TV Manchete Ltda à Presidência da República para transferência da concessão dos seus canais de televisão para a Ômega (RedeTV). O contrato previa que Õmega pagasse as dívidas trabalhistas, entre outras. Como a empresa não o fez, os trabalhadores entraram com processo. A partir daí, a empresa "compradora" TV Manchete Ltda some do mapa aparentemente. Não há, em mais de mil páginas, referências à sua suposta falência. Os documentos oficiais conhecidos do Ministério Público visam apenas a TV Ômega/Rede TV, consideradas sucessoras das obrigações previstas no contrato de venda. No contrato de venda também não há referência ao acervo audiovisual da extinta TV Manchete. Mas o acordo transfere à Õmega as concessões e à TV Manchete Ltda, a que evaporou-se após a negociação, os bens móveis (equipamentos obsoletos, parte do acervo, etc), além das dívidas. Em 2004, cinco anos após a transação, a empresa TV Manchete Ltda volta a ser citada em denúncia encaminhada à Justiça por sindicatos paulistanos e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) por ter a Õmega até então desrespeitado os direitos dos ex-funcionários da extinta Rede Manchete. Além disso, a improvável falência da TV Manchete Ltda, mesmo que tenha acontecido recentemente, teria zero de efeito prático já que o seu bem mais valioso, as concessões, foram para a TV Ômega. Teriam restado no seu patrimônio carcaças de velhos equipamentos e parte do acervo de fitas, provavelmente estas que a TV Cultura diz que "foram deixadas" no seu prédio. O blog não é especialistas em juridiquês, mas defende que essas fitas pertencem aos trabalhadores da extinta Rede Manchete, que, quase 14 anos depois, estão no prejuízo. 
Em 1999, o Presidente da República transfere as concessões da TV Manchete Ltda para a Tv Õmega. 
Em documento de 2004, sindicatos paulistanos  acionam a Rede Tv em busca dos direitos dos ex-funcionários da Rede Manchete. A empresa TV Manchete Ltda, naquela ocasião, cinco anos depois de vendida pelo Grupo Bloch,, permanecia sumida. 


Esta folha de documento do Ministério Público (infelizmente a cópia recebida pelo blog não está muito legível) mostra que a compradora TV Ômega era responsável  pelo pagamento das indenizações. A empresa (RedeTV) recorreu à Justiça e até hoje, em sucessivos recursos, isenta-se de cumprir o contrato de 1999. 

Nissei de 33 anos é a nova e última grande paixão de Pelé, 70 anos


por Eli Halfoun
“Minha primeira grande paixão foi uma japonesinha. A última também será” – a frase é de Pelé que, aos 70 anos, parece disposto à aposentadoria da vida amorosa namorando a empresária nissei Márcia Cibele, de 33 anos, ao lado de quem reencontrou ânimo para voltar a freqüentar sua bela mansão na praia de Pernambuco, em Guarujá, São Paulo. A casa estava fechada há anos e Pelé mandou reabri-la nas férias para passar uma temporada com a namorada. Mesmo muito bem acompanhado e apaixonado Pelé não optou por ficar trancado em casa e no quarto. Todas as manhãs freqüentava a praia sem a menor preocupação de disfarçar seu “rejuvenescimento afetivo” e a fase de amor que está vivendo. Quem viu Pelé por lá garante que ele age como um garoto. A juventude de boas companhias sempre esquenta a vida até dos idosos mais cansados. Não é à toa que a cada dia surgem mais relações entre homens bem mais velhos e mulheres bem mais novas e vice-versa. Só que quase sempre é preciso também de uma boa conta bancária para deixar a relação mais relaxada e ao mesmo tempo mais intensa. (Eli Halfoun)
Foto reproduzida do blog do jornalista Juca Kfouri. (http://blogdojuca.uol.com.br/2012/08/rainha-marcia/)

“BBB” e “Mulheres Ricas”: duas inutilidades que só aparecem uma vez por ano. Já é demais

por Eli Halfoun
Se a Globo insiste (e insiste pela 13ª vez, o que deixa de ser insistência e passa a ser extrema chatice), a Band tem todo o direito de também achar que o “Mulheres Ricas” é um programa e também insistir (apenas pela segunda e espera-se última vez) no que considera não exatamente um programa, mas uma atração sem pé nem cabeça. O sexo feminino tem obtido tantas e importantes conquistas que a presença de figuras que só pensam em brilho (comprem Bombril dondocas), maquiagem, jóias e roupas, quase sempre caras, extravagantes e cafonas que as mulheres que na atração da Band parecem ser de outro mundo diante de uma realidade feminina que é feita de competência, avanços e vaidade sim (mas sem exageros). A realidade das participantes do “Mulheres Ricas” é muito limitada, o que se percebe com facilidade quando elas abrem a boca e dizem alguma coisa (geralmente abobrinhas).
A vantagem do “Mulheres Ricas” sobre o BB é que o programa da Band pode ser visto como uma comédia sem a pretensão de ser mais do que isso. Já o BB acha que é um programa sério que pode ditar e discutir regras de conduta e comportamento. Ainda bem que não pode até porque a vida não é como o BBB acha que é e felizmente está longe de se aquela desgastada inutilidade que o programa mostra diariamente. Os dois programas tentam cria “personagens” que atraiam o público. O “Mulheres” até que conseguiu: Val Marchiori transformou-se na peça mais importante do esquema, criando uma personagem tipo o cala a boca Ofélia. . Val tem presença marcante, fala demais, mas jamais deve ser levada a sério: ela é apenas uma comediante que até tenta ditar regra, mas que sabe que as regras que segue não servem para nenhuma outra mulher. (Eli Halfoun)

Alguns planos de saúde precisam parar de frequentar apenas os corredores da morte



por Eli Halfoun
É como se fosse uma gripe crônica e incurável que vai e volta constantemente: no mínimo de três em três meses a ANS (Agência Nacional de Saúde) vem a público informar que puniu ou proibiu ofertas e serviços de muitos planos de saúde. Sabemos que é uma cura apenas paliativa e que não resolve nada: os hoje fundamentais (para a população evidentemente) planos tomaram conta da (falta de) saúde brasileira (ninguém sobrevive sem um plano) e fazem o que bem entendem em termos de preços e atendimento com seus associados ou seria dependente?
Se existem tantas administradoras de planos de saúde é óbvio que esse é um negócio bastante rentável, ainda mais quando não cumprem o que prometem, e isse compromete. Raciocínio simples, mas lógico, que é o que o povo faz: se o negócio é bom porque o governo não estuda uma forma de implantar seu próprio plano de saúde, dispensa os péssimos serviços públicos de saúde e passa a cobrar uma taxa para que todo cidadão brasileiro possa ter um plano que realmente lhe dê atendimento digno e humano de saúde. Anunciar punições que nunca saem do papel só agrava a situação: cria expectativa e tensão e, portanto, mais um problema de saúde sem perspectiva de solução. (Eli Halfoun)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

É a censura, estúpido!

por JJcomunic
Cerca de mil pessoas, entre milhões que sintonizaram a TV, ficaram incomodadas, inquietas e perderam o sono com esse anúncio da Nova Schin.  Exorcizados os maus pensamentos, pediram ao Conar que tirasse o comercial do ar. O órgão que monitora a publicidade achou que não havia nada demais e arquivou a queixa. Trata-se apenas de uma bem-humorada cena de praia. Esse pessoal da "liga da moralidade" um dia vai querer proibir a própria praia. Veja e reveja quantas vezes quiser o anúncio "escandaloso".
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Lula milionário... é mentira, Terta? É, mas bota na primeira página...

por JJcomunic
Funciona assim: um hacker tornou públicos dados privados do ex-presidente Lula. Parte da mídia levou a sério. Um blog do Financial Time divulgou tais informações inclusive listando bens do operário, como mansões e outro imóveis. Hoje, a coluna de Monica Bergamo, em nota bem mais discreta do que a repercussão inicial registrada nas primeiras páginas dos jornais, aponta a falsidade da informação.
Ih, esse hacker que virou queridinho da mídia deve ser um araponga da ativa e surtada direita brasileira.

Juliana Alves: um caso de amor resolvido com samba

Divulgação/Playboy

por Eli Halfoun
Ser a rainha de bateria da Unidos da Tijuca é o final feliz de um caso de amor entre a atriz Juliana Alves e a escola. Moradora do bairro desde pequena, Juliana sempre foi uma apaixonada e assídua torcedora nos ensaios na quadra que ficava perto de sua casa. Não foi só por amor que Juliana aceitou agora o convite: está com mais tempo para dedicar-se aos ensaios já que está de férias na Faculdade de Teatro, embora já exerça com sucesso a profissão. Sabe que quanto mais aprender melhor para a sua carreira. E para o público. (Eli Halfoun)

Mais um sonho absurdo do PSDB ter Marina Silva como candidata ao governo do Rio


por Eli Halfoun
É difícil (quase impossível) acontecer, mas como política é um jogo sujo de muitas interesseiras surpresas uma delas pode ser a candidatura da ex-senadora Marina Silva ao governo do Rio pelo PSDB. A idéia é de economistas do partido que deverá ter Aécio Neves como candidato à Presidência da República. O PSDB, sempre mais confuso e otimista do que deveria ser, acredita que pode convencer Marina a fazer um acordo de seu novo partido com a velha e desgastada legenda. Embora ainda não oficialmente Marina Silva já ficou sabendo da proposta e foi logo avisando: “Nem pensar”. Se pensar muito acaba desistindo da política. (Eli Halfoun)

Band pede alto e agências de publicidade não querem pagar


por Eli Halfoun
Embora não esteja muito bem (é a quarta colocada) no painel geral de audiência de televisão no Brasil a Band não economizou dígitos na hora de preparar sua nova tabela de preços para núncios. A tabela já foi distribuída para as agências e os preços causaram espanto. Embora o “CQC” e o “Pânico na TV” sejam os mais populares programas da emissora esse aspecto parece não ter exercido muita influência na tabela de preços: a mais cara inserção de anúncio é no horário do “Jornal da Band” com um spot de 30 segundos ao preço de R$ 228 mil. O “Pânico na TV” é o segundo mais caro: o spot de 30 segundos custa R$ 225mil. O preço final depende de negociações já que nenhuma agência se dispôs a pagar o que a emissora pede. Pedir é fácil. Merecer já é outra história. (Eli Halfoun)

Brasil é campeão mundial de homicídios homofóbicos.


por Eli Halfoun
É triste e lamentável saber que ainda vivemos em um país violentamente preconceituoso e homofóbico: o Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos com mais da metade dos homicídios do mundo. Relatório do Grupo Gay da Bahia revela que em 2012 mais de 300 homossexuais e transexuais foram assassinados no país. O novo número supera os 266 de 2011. Esse tipo de levantamento é feito a há anos pelo Grupo Gay com base em dados levantados em todas as delegacias de todo o país. Estima-se que o número de homicídios seja ainda maior já que muitos casos não são registrados como medida extrema de intolerância sexual. Está na hora de todo o país perceber que os gays precisam e merecem viver em paz e de se mobilizar para acabar com os absurdos assassinos homofóbicos. Afinal opção sexual é uma opção de amor e não de violência. (Eli Halfoun)

Compra e venda de grandes gráficas movimenta o mercado paulista


por Eli Halfoun
A notícia de que a gráfica Plural (uma das maiores de São Paulo) estaria sendo comprada por uma sociedade formada pela Folha de São Paulo e um grupo americano foi publicada faz tempo pelo jornalista Giba Um. Agora ele informa que o mesmo grupo estaria adquirindo também a Prol, outra das grandes gráficas instaladas em São Paulo. Segundo o jornalista apenas a Folha está comprando a Prol e no futuro pode abrir mão de sua parte na Plural que passará a ter total controle do grupo americano. Folha ficaria só com a Prol. Fazer bons negócios exige mesmo praticar um malabarismo econômico de circo. (Eli Halfoun)

Maltratar idosos é envergonhar a raça (que raça hein?) humana


por Eli Halfoun
Indignação não é a única palavra que define o sentimento de todos os que assistiram no “Fantástico” a brutal covardia cometida conta indefesos idosos. Vergonha é o que de maior sentimos de sermos seres humanos (somos mesmo?) ditos racionais. Não há nenhuma racionalidade na atitude de quem trata seus velhos como lixo. O “Fantástico” fez esse tipo de situação voltar ao topo de necessárias discussões, mas essa não é a primeira vez que ficamos sabendo desse tipo de condenáveis gestos que representam o máximo de desamor.
Há quem diga que casos como os mostrados na televisão são raros. Não são não: em muitas casas brasileiras os velhos são maltratados, esquecidos ou jogados em asilos sem a menor condição de abrigar ninguém com o mínimo de dignidade. Tudo bem que as autoridades não podem fiscalizar casa por casa, coração por coração e mesmo que como dizem alguns não fossem muitos (mas, são) os casos desse tipo de crime, apenas um seria demais. Portanto se não há como conscientizar os que cometem e permitem maus tratos é importante que se façam trabalhos para alertar a população de que é preciso denunciar os casos e mostrar a importância de nossos velhos e o carinho e respeito que precisam e merecem. Também é bom deixar claro que o dinheiro da aposentadoria dos idosos não é para sustentar os familiares que ainda podem e devem trabalhar. Dinheiro de aposentadoria é principalmente para comprar remédios, o que as parcas aposentadorias nem sempre permitem.
A indignidade mostrada pelo “Fantástico” não pode continuar se repetindo em hipótese alguma. Não podemos desejar e muito menos apressar a morte de nossos velhos para que não tenhamos (como já temos) vergonha de continuar vivendo. (Eli Halfoun)

Aulas pela internet deixam um professor americano milionário


por Eli Halfoun
Educação não é só fundamental nessa moderna era virtual, mas também um grande negócio. Que o diga o educador, empresário e ex-analista de hedge fund Salman Amin Khan que já conquistou milhares de alunos e dólares desde que fundou (e não tem muito tempo) nos Estados Unidos a Khan Academy com uma plataforma de educação online. Khan começou com um pequeno escritório montado em casa, expandiu o espaço e já produziu três mil vídeos, ensinando especialmente matemática e ciências. Já são quatro milhões de alunos espalhados pelo mundo. Recentemente ele colocou no ar seu canal no YouTube e atraiu de saída 530 mil assinantes. O sucesso de Khan como educador virtual já lhe rendeu a capa da revista Forbes e a indicação entre as 100 pessoas mais influentes do mundo. Como se vê a internet não é só brincadeira de recadinhos no Twitter ou no Facebook. (Eli Halfoun)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Parada de Lucas: mais fotomemória da Manchete

Em Parada de Lucas, na escola instalada na gráfica, 1966
Parada de Lucas, 1977
Sarte em Parada de Lucas, 1966
Nelio Horta, ex-diagramador da Fatos & Fotos, publicou no blog uma foto que mostra a equipe da revista em visita à gráfica de Parada de Lucas (veja post nesta página. A viagem nostálgica motivou outro caro colega a pesquisar neste sábado sem sol seu valioso baú de fotos.
Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete, compartilha as imagens. Conta MuggiatiI: "Na virada de 50/60, Parada de Lucas era a sala de visitas do Adolpho Bloch. Servia uma feijoada ao convidados e mandava neguinho jamegar num quadro-negro que tinha por lá. O Sartre e a Simone não escaparam,Veja as fotos de 1960, de Gil e Gervásio. (ao lado, o Roberto ? - da Joia, queridinho da Lucy - e o Justino de bigodinho cafifa). Volta e meia a cúpula enfiava a redação num ônibus e a mandava num "Lucas Tour". Tenho duas fotos, na de 1966, da esquerda p direita, temos Arnaldo Niskier, Sérgio Alberto, Juarez Costa, Homero Homem, Muggiati, Muniz Sodré (atrás do Raimundo Costa), Moacyr Souza, Vera Rachel Bergstein e o - agora definitivamente imortal - Ledo Ivo.
Na de 1977, ou por aí, Flávio de Aquino, de capa preta, Edson Pinto, Adolpho, Justino, Oscar; 2ª fila: Lincoln, Wilson Cunha, Murilo, David Rubinstein; 3ª fila: Cony, Muggiati. Estavam presentes também Marília Campos, José Guilherme e, se não me falha a memória, Heloisa Marra. E bola pra frente! Um abraço, Muggiati"

Viu isso? Jornalista é uma das dez profissões que mais atraem psicopatas...


Um psicólogo, o inglês Kevin Dutton, da Universidade de Oxford, acaba de lançar um livro que inclui os jornalistas entre as dez profissões mais propensas a atrair psicopatas. Os coleguinhas aparecem em sexto lugar, atrás de presidentes de empresas, advogados, profissionais de TV e Rádio, vendedores e cirurgiões. Completam o ranking dos dez mais, policiais, clérigos, chefes de cozinha e funcionários públicos. O livro, ainda não lançado no Brasil, chama-se "The Wisdom of Psychopaths: What Saints, Spies, and Serial Killers Can Teach Us About Success", algo como "A Sabedoria dos Psicopatas: o que os santos, espiões e serial killers podem nos ensinar sobre o sucesso".
Leia mais no MediaJobsDaily. Clique AQUI



Leu este artigo do fotógrafo Flávio Damm? É para quem gosta de fotografia e de revista ilustrada

Flávio Damm, 80 anos, trabalhou na fase lendária da revista O Cruzeiro. Leia o artigo  no Observatório da Imprensa. Uma seleção do seu trabalho pode ser vista no livro "Flávio Damm" (Editora Senac)
Clique AQUI


Esta é um das mais famosas fotos de Flávio Damm. Em 1958, no heliponto do Palácio do Catete, o fotógrafo fez esta imagem de um Juscelino "alado"  diante de um das águais de pedra que vigiam o alto do prédio, hoje Museu da República, no Rio de Janeiro. Foto: do acervo pessoal de Flávio Damm

Lucas, uma parada!


Arquivo Pessoal/Nelio Barbosa Horta
por Nelio Barbosa Horta 
Visualmente, me lembro de todos; os nomes, de quase todos, embora não tenha a outra metade da foto publicada em Fatos&Fotos. Naquela época, a empresa fervilhava, batendo recordes de venda das suas publicações e nem pensava em investir na TV. Com o título Todas as Semanas Esta Equipe Põe-se em Movimento Para Produzir F&F, centenas de funcionários, de todos os setores, se encaixavam como num gigantesco quebra-cabeça, onde todos sabiam das suas responsabilidades e atribuições (esta foto foi feita no Parque Gráfico de Parada de Lucas). Vemos, na terceira fila de cima para baixo, Adolpho Bloch, Juvenil Siqueira, Ney Bianchi, Cordeiro de Oliveira, Macedo Miranda, Paulo Afonso Grisolli. Na quarta fila, Laerte, o Nelson Alves e Eduardo Hazan. Na quinta fila, Laura Tavis, Hélio e Haroldo Zaluar, da arte, Fernando Pinto e Flávio Costa. No alto, Sami,  Nelio, Ezio, Jaquito e Raul Giudicelli. Logo abaixo, Helio Pazzine, Nelson Sampaio e Rafael, das máquinas de escrever, e tantos outros.  Foi uma época gloriosa, época em que nós poderíamos cantar, parodiando a Globo, "hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou...".
Na vida tudo passa. Hoje é só saudade.

Maracanã é um gol contra o governo do Estado


por Eli Halfoun
Desde cedo aprendemos que não devemos assumir compromissos que não podemos cumprir. Essa é uma lição que carregamos por toda a vida, mas parece não ter sido muito bem absorvida pela turma do governo Estado que toca (deveria tocar) as obras do Maracanã, um cartão postal histórico da cidade que, depois de pronto, cairá nas mãos gulosas de empresas privadas que certamente explorarão o torcedor. Como se não houvesse o menor comprometimento com o que foi anunciado e garantido, toda hora a turma do Maraca muda as datas, arranja desculpas e faz crer que a reforma do maior estádio brasileiro e um dos mais importantes para a Copa 2014 virou uma brincadeira infantil de, “montar casinha”. Pega mal para o Rio e pega muito mal para o governo do Estado que acaba ficando desacreditado em tudo o que promete e pelo visto não cumpre. A lambança nas obras do Maracanã mostra que está na hora do governo do Estado parar de vangloriar-se apenas da quase pacificação conquistada pela instalação de UPPs, trabalho que, aliás, que tem no Secretário de Segurança José Maria Beltrame o pilar mais importante. A quase (o problema não foi e não será totalmente resolvido) ajudou muito, foi fundamental para a cidadania dos moradores do Rio, mas não pode continuar sendo o único cartão de visitas do governador Sergio Cabral que realizou um bom governo e agora parece perdido diante de muitas outras necessidades de um estado que ainda padece com a falta de bons serviços públicos. A dança de datas para a entrega do Maracanã é mais um motivo da acentuada queda de popularidade que o governo Cabral tem sofrido ultimamente. O governador Sergio Cabral precisa entrar em campo imediatamente para impedir que continuem fazendo gols contra seu próprio time.  (Eli Halfoun)

É hora de botar o bloco na rua. Dilma e Lula já preparam viagens


por Eli Halfoun
O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Roussef colocarão breve o bloco na rua, ou melhor, o pé na estrada. Viajarão separadamente, mas com a mesma intenção: manter contato mais direto com o eleitorado, medir as próprias popularidades e como será o desempenho do PT na próxima eleição. A presidente Dilma só pretende iniciar a, digamos, excursão brasileira depois que o problema da crise de energia estiver totalmente livre de sofrer um curto circuito. Dilma aproveita também para colocar em dia suas viagens nacionais já que desde o inicio de seu mandato fez apenas 96 viagens internas e 56 ao exterior. Nas visitas brasileiras de Dilma, São Paulo foi o estado com 24 idas da presidente em dois anos. Dilma esteve 22 vezes no Nordeste, região para a qual pretende fazer mais viagens já que foi no Nordeste que em 2010 ela obteve o maior número de votos. Que agora precisará muito mais. (Eli Halfoun)

Helô Pinheiro perde a vez: Letícia Spiller será a nova Garota de Ipanema no carnaval



por Eli Halfoun
Não adiante tentar fugir da rotina anual que guarda para variadas épocas do ano noticiário específico sobre diversas festas. A festa maior agora já é a do carnaval com os sempre agitados preparativos das escolas de samba. Também como sempre surge todo tipo de noticiário sobre as escolas e o desfile. Anote mais duas notícias:
1) Embora esteja em plena forma física aos 67 anos de idade e seja reconhecida mundialmente como a musa inspiradora da música Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes (ainda é a canção brasileira mais conhecida e executada no mundo) Helô Pinheiro não participará do desfile em que a União da Ilha homenageia os 50 anos da canção. Helô será apenas personagem defendido pela atriz Letícia Spiller, que em seus belos 37 anos poderá até inspirar uma nova versão de “Garota de Ipanema”. Nem tão garota assim, é verdade.
2) A cobertura do desfile terá uma repórter que pode atirar o microfone a quilômetros de distância se ficar irritada: a arremessadora de dardos e modelo paraguaia Leryn Franco (ela foi uma das preferidas dos fotógrafos na Olimpíada de Londres) estará no Sambódromo fazendo a cobertura do desfile para um canal de TV de seu país. Ela chega bem antes do carnaval para entrar no clima nos ensaios. É bom desembarcar sabendo que o clima pode ser bem mais quente do que ela imagina. Depende de sua disposição. (Eli Halfoun) 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Neymar fashion na revista italiana L'Uomo Vogue

Neymar é capa e reportagem de 12 páginas da edição de janeiro da revista L'Uomo Vogue, uma referência da moda masculina. As fotos são Francesco Carrozzini, badalado fotógrafo italiano. O cenário, Vila Belmiro. 


Corrida eleitoral ainda está muito confusa no Rio e em São Paulo. Depois da eleição fica pior


por Eli Halfoun
Até a hora da verdade (aquela em que novamente depositaremos nossa esperança nas urnas, mesmo sabendo que pouca coisa ou nada mudará para melhor) muitos obstáculos precisarão ser vencidos e muitas manobras serão feitas na corrida eleitoral. No Rio, por exemplo, o governador Sergio Cabral não encontra a tranquilidade que esperava para eleger seu sucessor. Além de uma grande queda de popularidade, Cabral enfrenta um a forte concorrência, além de conviver com o fim do sonho de pessoal de conseguir um ministério (queria o de Minas Energia) e vislumbrava a possibilidade de ser o vice na chapa de Dilma Roussef, substituindo Michel Temer.
Na sucessão ao governo do Rio, Cabral enfrenta a falta de carisma e de popularidade de seu vice Luiz Fernando Pezão, escolhido como seu candidato. Analistas políticos acham que o vice de Cabral não tem a menor chance diante da candidatura do senador Lindemberg Farias, que já conta com o apoio da presidente Dilma. Para piorar a situação aumentam as especulações de que o PSDB estaria negociando a candidatura do apresentador Luciano Huck para ser candidato ao governo do Rio. A política carioca está mesmo virando um caldeirão. Também em São Paulo, a sucessão do governador Geraldo Alckmin está fervendo e já se fala até no possível lançamento do enfraquecido nome de José Serra, que, aliás, ameaça até sair do PSDB para candidatar-se à Presidência da República por outro partido. Por enquanto, Serra apóia o nome de Alckmin para a corrida presidencial e luta para que o seu seja escolhido como candidato ao Governo do Estado do qual se sabe também que o ex prefeito Gilberto Kassab não pretende abrir mão. No PT, há quem insista na candidatura de Lula que já mandou um recado aos petistas: “vocês estão loucos”. Resumindo: todo mundo quer meter a mão nesse bolo.  (Eli Halfoun)

Facebook já oferece até encontros espirituais


por Eli Halfoun
O Facebook, que não curto muito porque considero um relatório público de vidas privadas, não é mais apenas uma espécie de diário popular: está virando um novo espaço para anúncios inusitados. Quem chama a atenção é o jornalista Giba Um que encontrou essa preciosidade: o anúncio de uma sensitiva garantindo ter “uma maneira especial” de resolver problemas. O anúncio diz: “Com sua sensibilidade ela é capaz de orientá-lo e conectá-lo espiritualmente com energias mais sutis”. Faça sua consulta". Agora até os santos estão “baixando” virtualmente. (Eli Halfoun)

Lincoln chega ao Brasil esse mês em dose dupla


por Eli Halfoun
Antes de chegar ao fim, o mês de janeiro promete agitar com dois lançamentos: no dia 25 estréia o filme “Lincoln”, de Steven Spielberg e estrelado por Daniel Dray Lewis, que é forte candidato ao Oscar. Na mesma época chega às livrarias o filme de mesmo nome escrito pela historiadora Doris Kaerns Goodwin e no qual Spielberg inspirou-se para fazer o filme. O livro faz uma análise do estilo de liderança de Abraham Lincoln, da maneira como ele entendia o comportamento humano e das alianças que construiu em seu governo. Foi assim que ele se transformou naquele que é considerado “o mais emblemático presidente dos Estados Unidos”. Até hoje não tem pra ninguém. (Eli Halfoun) 

Boni: uma história escrita com respeito e qualidade


por Eli Halfoun
Apesar de o personagem sempre fugir de entrevistas, a mídia nunca deixou de enaltecer a importância de Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) para a televisão. Nem poderia, a história da televisão brasileira está realmente dividida em duas partes: antes e depois de Boni. Foi o trabalho que realizou como diretor da Globo que modificou completamente o ritmo e a qualidade de nossa TV. Boni implantou, entre muitas outras coisas, um padrão de bom gosto que é (deveria ser) hoje a cartilha seguida por todas as emissoras e em todos os programas. É verdade que na maioria das vezes a qualidade não é a ideal, mas mesmo assim o dedo de Boni está sempre presente. Há dias dei de cara com Boni sendo homenageado no Programa Raul Gil. Certamente era uma reprise (nessa época tudo é reprise), mas como não tinha visto a curiosidade (característica maior de todo jornalista) me impediu de mudar de canal. A presença de Boni em programas sempre foi rara: enquanto diretor da Globo, embora com um nome respeitado e sempre citado, ele preferiu manter o digamos sigilo da imagem. Preferia não mostrar a cara (só mudou quando lançou seu livro) porque o anonimato da imagem permitia circular mais livremente em todas as áreas nas quais sempre teve muito para observar e aprender. Boni não deixou sua marca apenas na programação: marcou sua presença também na admiração e respeito de todos os profissionais, mesmo que na maioria das vezes tenha sido muito exigente. Era assim porque se fazia necessário para chegar ao esquema de qualidade que exigia para a televisão brasileira. Hoje Boni se dedica à direção de seu próprio canal (já tem 53 retransmissoras no interior de São Paulo) e sua participação em qualquer atividade televisiva continua sendo uma referência de sensibilidade, conhecimento e sem dúvida qualidade. Todas as homenagens que foram e serão oferecidas para Boni não serão suficientes para enaltecer sua importância na televisão brasileira. Boni é a nossa televisão. É a eterna busca da qualidade e do fundamental respeito ao telespectador.  (Eli Halfoun

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Perdeu a mala no aeroporto? Um gadget acha pra você

Seus problemas acabaram. Por menos de 50 dólares você poderá comprar sua tranquilidade. O rastreador de mala Trakdotn, que funciona com duas pilhas pequenas, pode ser conectado ao seu celular e deixar você antenado, em tempo real, com sua mala, antes da dita cuja aparecer na esteira do aeroporto. O aparelhinho também pode ser programado para avisar por SMS se sua bagagem chegou ou não. Estará à venda a partir de março. Além preço do rastreador, você deverá pagar uma taxa anual em torno de 13 dólares.
Veja mais no Consumer Reports. Clique AQUI

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O outro lado: para conhecer o que se passa fora da boiada

Leia o artigo completo de Paulo Moreira Leite, 
clique AQUI

A privataria dos estádios ameaça o futebol?

por Omelete
Construidos com dinheiro público, alguns estádios da Copa serão privatizados em contrato que mais parecem "ação entre amigos". Fique pasmo: alguns regimes de concessão impedem que o concessionário tenha prejuízo. Se administrar mal o complexo esportivo, não tem problema, os cofres públicos comparecem e cobrem o buraco. Em outro caso, a concessão foi formatada a partir de um estudo feito por um dos grupos interessados em entrar no leilão. A maioria dos capitalistas brasileiros gosta de atuar assim, sem risco, amparados por uma rede de segurança paga por todos os brasileiros. Moleza dessa até 'nois", né? No caso de Minas Gerais, podem surgir alguns obstáculos inesperados. O Atlético Mineiro não está disposto a entrar no jogo dos novos donos do Mineirão. Vai preferir jogar no Independência. Algumas empresas que adquiriram camarotes no estádio já estão inseguras com o futuro futebolístico do Mineirão e começam a devolver os espaços reservados. Na Rio, não se sabe ainda mas, pelo menos em matéria de futebol, os clubes permanecem donos do espetáculo. Quanto vai custar ao Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminenses - para falar nos grandes já que os pequenos dificilmente entrarão no novo estádio -, jogar no Maracanã? Há um exemplo preocupante no Rio. Privatizada, uma arena construída para o Pan 2007 virou casa de shows. Ficou inviável para os promotores de campeonatos de vôlei, basquete, tênis, handebol e futebol de salão jogar na quadra ex-pública. Todos os últimos eventos esportivos na cidade se abrigaram no Maracanazinho. Quando este for privatizado, não se sabe ainda o rumo dos atletas das modalidades citadas acima. Podem ter que ir parar nas quadras de clubes ou pro Aterro, caso os concessionários cobrem taxas extorsivas. O Brasil é muito "exxxxpeeerrrto". O país constroi os estádios mas terá que pagar taxas e aluguel para que esses mesmos estádios recebam a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada. É caso único na história dessas competições. Tá feia a coisa: os novos estádios certamente receberão shows, eventos religiosos, motocross, lutas, sessões de exorcismo, concursos de miss, de arremesso de troncos, levantamento de pneu de trator, festas hype, terão lojas, cinemas, spas, mas será que os clubes terão condições de pagar pra jogar futebol nesses complexos? E o preço dos ingresso será acessível ao povão torcedor? Muitos dirigentes têm dúvidas. A não ser, claro, que os cofres públicos subsidiem taxas e ingressos. Aí, tire o chapéu, amigo, o golpe seria de mestre. O Vasco planeja modernizar São Januário. Grêmio, São Paulo, Corinthians, Atlético, Coritiba, Internacional, Palmeiras, entre outros, valorizam seus próprios estádios. Flamengo ainda sonha em construir sua arena. Velhos beneméritos que ajudaram a construir os clubes avaliam que não podem ficar na mão dos novos concessionários. Enquanto não ficar claro como a privataria vai funcionar na prática, alguns dirigentes dos principais clubes brasileiros acham que Maracanã, Mineirão, Fonte Nova, Nacional, Castelão etc podem ser uma tremenda de uma bola dividida.

Megan Fox na Sapucaí...

Divulgação
por JJcomunic
Confirmado: Megan Fox será a musa do camarote da Brahma na Sapucaí. A atriz também estrela uma campanha publicitária para a cervejaria, a ser veiculada no mês que vem. Descendente e europeus e indios americanos, ela personifica o visual abaixo, disputado por capas de revistas. Atuou nos filmes "Bem-vindo aos 40", "O Ditador", "Solteiros com Filhos", "Garota Infernal", "Transformers", entre outros. 



Atletas em cena: jogadora de vôlei Luciene Escouto é estrela de comercial. E o filme proibido de Serena Williams



por JJcomunic
Luciane Escouto, a jogadora de vôlei recentemente contratada pelo time Rio de Janeiro para disputar a Superliga, é a estrela de um comercial bem humorado e bem clicado no You Tube e atualmente veiculado em emissoras de TV: o da marca de cosméticos Nivea. Nesse filme, os atores se destacam. São melhores do que muita gente que faz caras e bocas nas novelas. Reparem na atuação da "invejosa". Nota dez.
Veja o vídeo, clique AQUI


Já a jogadora de tênis Serena Williams caiu na rede dos moralistas. Estrela de um comercial que lançava um game, ela viu seu vídeo banido da TV por ter sido considerado "sexy" demais.
Veja o vídeo. Clique AQUI

Transparência no dos outros é refresco...

por JJcomunic
Uma das boas leis aprovadas no Brasil recentemente é a que obriga orgãos e instituições publicas a divulgarem suas contas na internet. E a transparência praticada pela maioria, alguns ainda resistem e tentem driblar a lei, tem dado resultados. Mas tá aí uma prática que deveria avançar ainda mais. Por exemplo, ongs e organizações sociais, essa que em nome da terceirização têm abocanhando bilhões em recursos públicos federais, estaduais e municipais, beneficiados pela Lei Rouanet, por convênios etc, também deveriam abrir seus portais e mostrar como aplicam o dinheiro público. Simples: quem quiser privacidade ou temer a fiscalização pública que não recorra a verbas do povo. Mas há uma outra área onde a transparência pode avançar: na mídia. Quando uma instituição pública se envolve em corrupção ou falcatruas, logo é divulgado o nome do funcionário ou dirigente responsável. Perfeito. É isso mesmo que deve acontecer. E que se dê ao cidadão todo o direito de se explicar e se defender. Mas quando uma empresa privada está denunciada, por exemplo, por recorrer a mão de obra escrava, lê-se no jornal apenas a referência à pessoa jurídica. Mas que são os controladores?Quem é o explorador final dos "escravos"?  O prédio desaba por falta de conservação e só se sabe que pertence a tal empresa. Se um ônibus cai de um viaduto logo o jornal dá o nome do motorista. Mas se o acidente tiver sido causado por falta de manutenção do veículo, pneus carecas etc, publicam o genérico nome da empresa mas não os nomes dos seus controladores responsáveis. Nome no jornal, por favor. E a mídia brasileira deve ser uma das poucas do mundo onde pessoa jurídica não apenas distribui nota oficial mas  fala. "A estrada foi mal construída porque a prefeitura nos obrigou a entregar o serviço antes do prazo", disse a empresa, por telefone. "Não temos esquema de socorro porque o pedágio está barato e não temos dinheiro para admitir funcionários", explicou a concessionária. Transparência geral e irrrestrita, combinado?

Ex-jogador pode ser o novo “abre portas” da CBF


por Eli Halfoun
O ex-jogador Bebeto, hoje deputado estadual no Rio, poderá ser o próximo contratado da CBF para atuar como uma espécie de relações públicas junto a congressistas e ao governo federal para fazer com que a entidade, repleta de acusações de desvios financeiros, seja vista com mais simpatia. Bebeto não é ainda o nome confirmado, mas o presidente da CBF José Maria Marin está decidido a adotar a sugestão de ter um ex-atleta famoso e respeitado atuando no time da entidade para dar mais credibilidade às decisões sempre muito discutidas. Sabe-se que uma das funções do atleta seria tentar conseguir para Marin uma audiência com a presidente Dilma Roussef, que não quer ver dirigentes da CBF nem pintados de ouro. Ouro que, aliás, acumulam cada vez mais. (Eli Halfoun)

Novo auxiliar do técnico Dunga é um programa de computador


por Eli Halfoun
Um dos maiores mistérios do futebol no momento está ligado à volta de Dunga como técnico (dirigindo o Internacional de Porto Alegre). Não que se duvide da capacidade do ex-jogador, mas sim porque ele está inovando: para realizar seu trabalho Dunga passou a utilizar um software de computador que mapeia todas as características dos atletas e como eles agem em campo. O técnico também está utilizando esse programa na hora de sugerir nomes de jogadores para o Inter contratar. O jogo agora é acabar com o mistério e descobrir qual é o nome do novo programa utilizado por Dunga já que ele não fala no assunto e não entrega o jogo em hipótese alguma. O computador ajuda a realizar um bom trabalho, mas não quer dizer que qualquer técnico chinfrim como a maioria dos que anda por aí conseguirá fazer times vencedores se não tiver talento para isso. No caso de Dunga ele já provou que tem, até quando foi extremamente injustiçado no comando da seleção brasileira. (Eli Halfoun)

Quarteto milionário enriquece ainda mais o futebol paulista


por Eli Halfoun
Nenhum bairrismo estadual pode impedir que cariocas, mineiros, gaúchos e torcedores de todo o país deixem de reconhecer que São Paulo tem hoje o melhor futebol do Brasil com os melhores times e craques valorizados mundialmente. Com a chegada de Pato ao Corinthians o futebol paulista passa a ter um dos mais valorizados quartetos do mundo formado por Neymar (Santos) Ganso (São Paulo) e Paulinho (Corinthians). Juntos os quatro craques estão avaliados em R$300 milhões. Se os quatro vierem a jogar juntos no selecionado do Felipão a seleção brasileira valerá mais ouro no cofre e, espera-se, em campo. (Eli Halfoun)

O melhor entre os muitos melhores era uma barbada para Messi


por Eli Halfoun
Era barbada, ou seja, ninguém tinha dúvidas de que mais uma vez (a quarta) Lionel Messi seria eleito o maior craque do mundo. A escolha promovida pela FIFA sempre me pareceu estranha: existem centenas de deslumbrantes craques espalhados pelo mundo e fica estranho escolher apenas um que (claro) se destaca pelo acúmulo de boas atuações, que é o conjunto da obra durante o ano. Os méritos de Messi são indiscutíveis: ele é realmente um senhor jogador de futebol e o que conquistou a maior visibilidade mundial. Não dá para chutar a bola para o terreno baldio e deixar de enxergar também que o nosso Neymar chegou bem mais longe do que esperávamos. Só o fato de ter sido lembrado mostra a importância que Neymar conquistou no mundo esportivo, mas a visibilidade fundamental para ser o melhor do mundo depende ainda das temporadas que ele vier a fazer em times internacionais. Messi jamais seria quatro vezes o melhor do mundo se continuasse jogando na Argentina e não no espanhol Barcelona que o expôs em uma vitrine fundamental para ser lembrado e escolhido como o melhor jogador de um mundo cheio de craques. Não cabe nenhuma comparação entre o futebol de Messi e o de Neymar, mas ninguém tem dúvidas de que mais dia menos dia Neymar ainda será reconhecido como o melhor do mundo. (Eli Halfoun)