quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Shipou! GloMoro já está no ar

Reprodução Twitter

por O.V.Pochê
Embora não declare voto, como alguns importantes veículos estadunidenses, a Globo historicamente faz sua escolha entre os candidatos a presidente. No atual ciclo constitucional, abraçou Collor, FHC, José Serra, Aécio, embarcou no golpe contra Dilma, amou Temer, aceitou Bolsonaro, Moro é seu novo crush, mas poderá se apaixonar pelo Bozo caso este enfrente Lula em um segundo turno. O GloMoro já está  bombando na grade jornalistica. Ano que vem é possível que faça périplo por Ana Maria Braga, Dança dos Famosos, visite os confinados de BBB, cante com Fagner no Musica Boa e seja coroinha na Santa Missa do Padre Marcelo.


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

A volta do cipó de aroeira do neofascismo bolsonarista

Vi e ouvi. Oligarquias da mídia e comentaristas políticos apoiando a PEC da Bengala cujo objetivo era adiar para 75 anos a aposentadoria dos ministros do STF e com isso impedir Dilma Roussef de nomear um integrante do Supremo. O neofascismo bolsonarista copia o modelo e dá o troco. Se aprovada, já que a tramitação corre como uma blitzkrieg nazista, a PEC da Vergonha retornará a idade de aposentadoria dos ministros para 70 anos. Com isso, Bolsonaro poderá nomear mais dois ministros terrivelmente evangélicos. A liberdade sairá perdendo, a ética e a democracia sofrerão. O Brasil dará um passo gigantesco para se tornar um teocracia opressiva. Falta pouco. Obrigado Globo, Folha, Estadão e demais instrumentos de ataque à democracia no Brasil. Vocês conseguiram de novo f*der o Brasil 

sábado, 20 de novembro de 2021

Empresário carcará de olho na carniça

A ilustração acima é Reprodução/Estadão.

Claro que isso ia acontecer. A ideologia da maioria dos grandes empresários brasileiros é a do carcará. Pega, mata e come. Imagina se os elementos perderiam uma oportunidade dessas. Ainda mais se são bolsonaristas fanáticos e aproveitadores. Essa nota é do Estadão. Previsível. Eles querem surfar na pandemia, tirar lucro do vírus e tornar permanente a supressão de direitos trabalhistas aprovada em emergência sanitária. Se pudessem fazer merchandising em velórios, fariam. Claro, são malandros sem visão social. Vários desses predadores são sonegadores. A postura dessas figuras lamentáveis explica em muito o atraso econômico, ético e social do Brasil. Vivem na Colônia. E se lambuzam. No caso, segundo o jornal, estão contando com a ajuda do Arthur "Severino" Lira.

Da Folha de São Paulo: memória da fotografia tá "on". Na nuvem

 

Reprodução Folha de São Paulo. Clique na
imagem para ampliar.
Veja o vídeo https://youtu.be/0q0hYKSeG3U

"Mora corno aí"

Pra quem não lê o Wall Street Journal nem tem dinheiro em paraíso fiscal fica difícil entender o que faz a estátua do touro  chifrudo ocupando a calçada paulistana. Reprodução Twitter

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Livro retrata a música brasileira em 100 fotografias

 

Reprodução O Globo. Clique na imagem para ampliar


Na terça-feira, 16 de novembro, O Globo publicou no Segundo Caderno uma matéria sobre o lançamento do livro "A história da música brasileira em 100 fotografias" ((Ed.Bazar do Tempo), com curadoria de Hugo Sukman e Rodrigo Alzuguir. A foto destacada na página é de Paulo Scheuenstuhl, da Manchete. Ele foi cobrir para a revista, em 1967, uma reunião de cantores e compositores da MPB que lideravam um movimento para resgate das marcinhas de carnaval. Apesar do esforço, as marchinhas não mais emplacaram, mas ficou a foto histórica. A Manchete publicou essa foto inúmeras vezes, inclusive mapeando os nomes e posições dos presentes. A reprodução abaixo é do livro "Aconteceu na Manchete -as histórias que ninguém contou" (Desiderata)



Série "Pam e Tommy" conta a história secreta de uma sex tape pioneira



Lily James em cenas de "Pam and Tommy"

por Ed Sá 
Hoje, sex tapes são comuns. Grandes estrelas de Hollywood já foram vítimas de vazamento de imagens íntimas. Nos anos 1990, quando a internet ainda não era tão devastadora, uma "fita", como se chamava o cassete VHS, foi comercializada e virou febre no mundo como sex tape pioneira. 

Pamela Anderson
em Baywatch
O maior ícone sexual da década, recordista de capas da Playboy, a loura estrela de maiô vermelho da série Baywatch (aqui S.O.S Malibu) havia ligado uma câmera para registrar todos os detalhes da sua quentíssima lua de mel. Filmou, vazou. Pamela Anderson e Tommy Lee, da banda Mötley Crüe mostravam corpos e habilidades na cama. O casssete, hoje digilalizado e ainda acessado em sites para adultos, era oferecido em canais de venda clandestinos: certas bancas de jornais, estações de trem e metrô e bares frequentados por jovens executivos Cópias piratas da pirata estavam disponíveis de Nova York a Amsterdam, de Londres a Viena, de São Paulo a Caicó, de Salgueiro a Bodocó. Dizem que em Niterói um jornalista fã do cinema adquiriu seu exemplar na estação das barcas. 

A plataforma Hulu acaba de lançar o trailer da série "Pam and Tommy" que contará toda a história do vazamento das cenas. A bela Lily James interpreta Pamela Anderson. A transformação da atriz é impressionante. Sebastian Stan é Tommy Lee. Seth Roger ´vive Rand, o homem que roubou a fita. O ator Nick Offerman faz o papel do empresário pornô Tio Miltie, que comercializou a fita. Ainda sem data de lançamento no Brasil, a série será exibida aqui no canal de streaming Star+ .

VEJA O TRAILER DE "PAM AND TOMMY" AQUI

O Brasil precisa conhecer a verdade sobre a Escravidão

 por J.A.Barros

“Existem muitas Áfricas escondidas no Brasil”. 

Com essa frase, o jornalista e escritor Laurentino Gomes começa a decrever para o Brasil de hoje o que foi o Brasil de ontem. Nos seus livros - Escravidão volumes I e II - ele revela o Brasil que ainda não é contado e nem ensinado nas escolas.

Todos nós, brasileiros, precisamos tomar conhecimento da história da escravidão que nos é ocultada em seus pormenores. Tanto vai surpreeder que nos perguntaremos depois: 

- Por que o racismo?

O fato é que, após a leitura desses livros, entendi mais do que nunca que devemos aos negros brasileiros gratidão e respeito pelo que fizeram, pelo que trabalharam, pelo que trouxeram nas suas mãos acorrentadas, por todo o conhecimento de como lidar com a terra, com o ferro, como descobrir o ouro que se escondia nos fundos dos riachos e como garimpar as pedras preciosas que rolavam nos leitos dos rios, de como plantar os pés de café e a cana que nas usinas produziram o açúcar. Na sua tragédia, explorado e torturado, vivendo em condições terríveis o negro mostrou conhecimento. Os escravagistas que pouco ou nada sabiam de como trabalhar nessas generosas terras, encontraram no homem negro, caçado na imensa África, os braços fortes para explorar as riquezas que enchiam os bolsos dos colonizadores. O que aqueles crueis senhores não sabiam é que por trás do drama e das correntes os negros lançavam ali, com a sua cultura, as bases da nação em que, a cada dia, estão mais presentes. E agora que  a nação se construiu como são vistos aqueles que foram espancados, torturados, chicoteados, desprezados e humilhados? Sim, aqui fica a pergunta que pede resposta. O homem branco se nega a reconhecer no homem negro a sua importância. Daí o racismo que nos divide e que em tempos absurdos parece aflorar ainda mais. 

Por que o racismo se devemos tanto ao homem negro pelo mundo em que vivemos hoje?

terça-feira, 16 de novembro de 2021

O boi e os boys da Bolsa de Valores de São Paulo

O  boi dos boys do mercado. Reprodução Twitter

por O.V.Pochê
Os boys da especulação financeira estão eufóricos. Mercado é assim mesmo. País descendo a ladeira e a bolsa quebrando recordes de movimento. urante a ditadura militar, no começo dos anos 70, o período mais intenso da carnificina de Garrastazu Médici, a Bolsa faturava como nunca. Os rapazes da especulação andavam de Puma, o carro ambicionado na época, e bebiam Dimpus às garrafadas. Corria a boca pequena e nariz voraz que aspiravam outra coisa além de ficar ricos. Ganharam dinheiro na primeira leva e, após a euforia, fizeram incautos perderem os "tubos", como se dizia. 
Pois eu contava que os boys  do mercado estão novamente com o boi na sombra e faturando na gangorra financeira e frequentemente anunciada do Paulo Guedes. Tanto que hoje inauguraram em frente à sede da Bovespa, agora chamada de B3, um "touro" similar à escultura famosa de Nova York. O touro americano parece mais feroz. A versão paulista tem jeitão passivo. É feito de que? Plástico? O de NY é de cobre, metal que aqui seria rapidamente roubado.
Protesto contra a fome. Reprodução Teitter

Hoje pipocaram na web memes com o boi dos boys, que recebeu cartaz de protesto contra a fome em alta no Brasil e a pobreza em curva ascendente. Em tempo o boi paulista foi doado por um empresário bolsonarista. É o bezerro de ouro do deus mercado.

domingo, 14 de novembro de 2021

No GP São Paulo a resposta de Hamilton

Hamilton à maneira de Senna festeja o povo brasileiro. Povo, não o neofascista governo brasileiro. Foto: reprodução de imagem da Band

por Niko Bolontrin 

Luís Amilton deu hoje na pista de Interlagos uma resposta aos bastidores insondáveis da Fórmula 1. Mostrou que jogadas, pressões de marcas poderosas, injustas punições, podem ser superadas pelo talento. Hamilton emocionou Interlagos ao lembrar Senna. Derrotar o desleal Vesttappen e o seu sogro bolsonarista Piquet foi o bônus extra, o plus, da grande vitória do Lewis Hamilton. A Mercedes é, neste ano, carro inferior ao da arrogante e encrenqueira Red Bull. Dificilmente ganhará o campeonato. Mas essa corrida vale como um título.  

The Intercept Brasil concorre a prêmio internacional com a série de reportagens Vaza Jato



por José Esmeraldo Gonçalves 

Na quinta-feira, 18 de novembro, a organização Repórteres Sem Fronteira anunciará os vencedores do Prêmio RSF 2021 para a Liberdade de Imprensa.  Jornalistas e veículos de 11 países foram indicados em três categorias: coragem, impacto e independência do jornalismo. Com a ascensão da ultradireita e do neofascimsmo em muitos países, inclusive no Brasil, meios de comunicação independentes são censurados, profissionais são ameaçados e perseguidos. O Brasil tem apenas um indicado entre os finalistas: The Intercept Brasil concorre ao prêmio na categoria Impacto: a série de reportagens que ficou conhecida como Vaza Jato e revelou mensagens trocadas entre promotores sobre a Lava Jato provou a parcialidade do juiz Sergio Moro e seu envolvimento abusivo na elaboração de acusações  que resultaram anuladas pelo STF. Jornalistas do TIB receberam ameaças de morte por revelarem as ilegalidades da Lava Jato.

PARA CONHECER OS DEMAIS CONCORRENTES CLIQUE AQUI

MUNDO VASTO MUNDO * Por Roberto Muggiati

 “Selfiecídios” em alta: Narciso morre como Ícaro 

Foto: Corpo de Bombeiros

Com o relaxamento das restrições da pandemia, 2021 registrou um aumento no número de mortes causadas por selfies. Um estudo da revista científica Journal of Travel Medicine revelou que pelo menos 379 pessoas morreram entre janeiro de 2008 e julho de 2021 enquanto tentavam fazer selfies em situações de risco, geralmente despencando de grandes alturas. A quantidade de óbitos aumentou significativamente no primeiro semestre de 2021, chegando a 31 mortes – o equivalente a um por semana, segundo apontou a Fundação iO, de Madri, especializada em medicina tropical e do viajante.

O caso mais recente no Brasil ocorreu na última quinta-feira, 11 de novembro, em Brazlândia, no Distrito Federal.  Rafael Santana, de 39 anos, foi encontrado debaixo d'água, na cachoeira do Poço Azul, com lesão na cabeça. Segundo investigações, ele escorregou numa pedra enquanto se fotografava com o celular e caiu de uma altura de 30 metros.

No Rio de Janeiro, em agosto, dois jovens franceses – Clément Dumais e Paul Roux-dit-Buisson, 27, foram presos depois de fazerem uma selfie nos braços da estátua do Cristo do Corcovado. Os aventureiros passaram a noite ao pé da estátua de 38 metros de altura e, antes do amanhecer, subiram pela escadaria interna até os braços do Cristo, saindo pelos pequenos alçapões, para ver e registrar o nascer do sol sobre a baía da Guanabara.

Em janeiro de 2021, a professora Soliane Luiza, 28 anos, morreu ao cair do costão da Ponta do Vigia, na praia da Penha, em Santa Catarina, durante uma selfie. 

Os pontos com maior risco de “selfiecídios” já estão até devidamente catalogados: as cataratas do Niagara, na fronteira dos EUA com o Canadá; o Glen Canyon, nos EUA; a catarata de Mlango, no Quênia; o Taj Mahal e o vale de Doodhpathri, na Índia; o arquipélago de Langkawi, na Malásia; os Montes Urais, na Rússia; o Charco del Burro, na Colômbia; a ilha Nusa Lembongan, na Indonésia; e o Costão da Penha, em Santa Catarina.

O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países selfiecidas; os três primeiros são Índia, Estados Unidos e Rússia. O comportamento que leva a estes suicídios acidentais foi batizado “fenômeno ausente-presente” pela pós-doutora em psicologia da UFRGS, Ana Carolina Peuker: o indivíduo às vezes está tão conectado com a realidade virtual que minimiza aspectos do seu ambiente imediato. Segundo ela, “hoje a gente vive numa cultura que estimula esse comportamento”.


Atacama: o lixão é um luxo

Reprodução Drone/You Tube

O deserto de Atacama – que se estende por mil quilômetros do norte do Chile até o Peru, passando por Argentina e Bolívia – abriga um dos lixões mais insólitos do planeta: o depósito clandestino de roupas fast fashion descartadas por países do Primeiro Mundo. Cerca de 60 mil toneladas de vestimenta são desovadas anualmente através da Zona Franca do porto de Iquique, a 1800 quilômetros de Santiago.

Segundo a agência France Presse, “o consumo excessivo e fugaz de roupas, com redes de varejo capazes de liberar mais de 50 coleções e temporadas de novos produtos a cada ano, tem feito que o desperdício têxtil cresça exponencialmente no mundo. É um material que leva cerca de 200 anos para se desintegrar.”

São roupas fabricadas na China e em Bangladesh e comercializadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia, em metrópoles como Los Angeles, Berlim e Tóquio. O Chile é o maior importador de roupas usadas da América Latina e há quase 40 anos promove um sólido comércio de “roupas americanas”, abastecido pela pródiga variedade de itens amontoados nas “colinas” coloridas do deserto de Atacama.

Viena: vacinou, leva um “vale-saliência”...

Funpalast, Viena

Vacina em promoção

Na capital austríaca, onde o índice de imunização contra a Covid-19 é um dos piores da Europa, o bordel Funpalast resolveu demonstrar empreendedorismo e, é claro, faturar em cima da pandemia. Criou uma promoção especial: quem se vacinar nos posto instalado nas dependências do estabelecimento ganhará um voucher que dá direito a meia hora grátis na sauna na companhia de uma de suas profissionais, fantasiada de enfermeira (um fetiche pornô polêmico que é alvo de protestos das profissionais de saúde.).

Faz sentido: na era da fast food e da fast fashion, chegou a hora da fast fuck...

PS – Fiz uma pequena pesquisa, para atender aos interessados: o Funpalast fica na Richard-Strauss-Straße 8, 1230 Wien, Áustria. Telefone: +43 1 9042040. Opções de serviço: Comer no local. Não serve take away . Não faz deliveries. Abre às 11:00 e funciona até as 6:00 da manhã. Reclamações com o gerente Peter Laskari.

Noites de terror para Tite

Reprodução Twitter

Na capa da IstoÉ: os bilhões do rei do "gado"

sábado, 13 de novembro de 2021

COPA DE 1978 - Aquela noite de domingo em Rosário quase deu o Tetra ao Brasil • Roberto Muggiati

Goleiro Hermano salva milagrosamente gol de Roberto Dinamite. Reprodução You Tube

Esse negócio do Brasil jogar com a Argentina fora de Buenos Aires (em Mendoza) me levou de volta à Copa do Mundo de 1978 – uma das mais esdrúxulas das 21 disputadas até hoje.

Em 1974, na Alemanha, o Brasil, ainda dirigido por Zagallo, só contou efetivamente com dois veteranos do Tri, Jairzinho e Rivelino. Acabou eliminado pela nova sensação do futebol, a seleção holandesa – conhecida como “Carrossel Holandês” e “Laranja Mecânica” – e perdeu a disputa do terceiro lugar para a Polônia de Lato.

Em 1978, na Argentina, sob o comando de Cláudio Coutinho, a seleção apareceu renovada, com estrelas emergentes como Reinaldo (21 anos), Toninho Cerezo (23), Roberto Dinamite (24) e Zico (25). Preparador físico da seleção do tri, adepto do Método de Cooper, Coutinho privilegiou a europeização tática do time brasileiro. Momento decisivo da Copa de 1978 – uma espécie de final antecipada – foi o jogo entre Brasil e Argentina na segunda fase, na noite de domingo, 18 de junho, no estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, com um público de 37.326 pessoas. Foi uma partida tensa e truncada, batizada “A batalha de Rosário”, em que o Brasil teve mais oportunidades que o adversário, mas acabou num empate de zero a zero.

A decisão sobre qual seleção iria para a grande final ficou para a última rodada: o Brasil enfrentaria a Polônia, a Argentina o Peru, em jogos marcados para o mesmo dia e hora. Mas a FIFA decidiu bruscamente que o jogo da Argentina só começaria depois que terminasse o do Brasil, que venceu a Polônia por 3 x 1. Assim, a Argentina entrou em campo sabendo que, para superar o Brasil no critério de desempate, precisaria vencer por 4 x 0 o Peru, uma das melhores seleções daquela Copa. Numa partida polêmica, em que os peruanos sofreram um inexplicável apagão, a Argentina ganhou por 6 x 0 e foi para a final contra a Holanda, ganhando por 3x1 e conquistando sua primeira Copa. Restou ao Brasil o consolo do terceiro lugar, ao vencer a Itália por 2x1.

Com quatro vitórias e três empates, o Brasil saiu invicto da Copa, mas sem levar a taça, fato inédito nas Copas do Mundo de futebol, que levou Cláudio Coutinho a cunhar a célebre frase: “Em 78, fomos os campeões morais.”

Apenas um gol do Brasil naquela noite no Gigante de Arroyito teria mudado a história. 

Se tiver tempo e curiosidade, veja a “Batalha de Rosário”

AQUI

A Superinteressante foi pioneira no negacionismo?

 

Reprodução  (clique na imagem para ampliar)

por José Esmeraldo Gonçalves 

O fato pode ser inédito no jornalismo. A matéria acima, publicada no Jornalista & Cia, citando revelação do colunista Maurício Stycer, do UOL, informa que a atual direção da Superinteressante decidiu retirar do seu acervo a edição de fevereiro de 2001 que trazia na capa reportagem sob o título "Vacina: a cura ou a doença". Faz algum sentido. Na era pré-internet, as revistas e os jornais repousavam silenciosos em arquivos e coleções pessoais. Hoje, ressuscitam com facilidade. Podem ser consultados com o clique no Google.

Aquela reportagem de capa deve conceder à revista, da Editora Abril, quando ainda era dos Civita, o título de pioneira no negacionismo, atualmente a bandeira odiosa dos bolsonaristas. 

Espantosa é a justificativa do então editor, Adriano Silva: " a revista era muito reverente ao cânone oficial da ciência. Resolvemos ampliar". Nessa estranha linha editorial do começo dos anos 2000, a Superinteressante também acolheu a tese de que a Aids não era causada pelo vírus HIV. Aparentemente, não deu certo desafiar o "cânone oficial da ciência".

Excluir a edição do acervo também abre uma discussão paralela: estaria a Superinteressante praticando a polêmica "teoria do esquecimento", aquela que pretende dar às pessoas e às instituições o direito de apagar da web mancadas e passados? O atual diretor da revista, Alexandre Versignassi, argumenta. como se lê no quadro acima, que em período de pandemia e de vacinação "não é como apagar a história, é uma questão de saúde pública". 

A capa que discute se vacinas são cura ou doença poderá voltar ao acervo em tempo menos revoltos, segundo o diretor disse à coluna do Maurício Stycer.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Na capa da Carta Capital. Sempre foi política. A togalícia agora quer votos

Sexo grátis em bordel austríaco. Mas só para quem se vacinar


Proprietário do Funpalast, um famoso clube de sexo de Viena, acumulou prejuízos com a Covid. Como  a vacinação completa, na Áustria, está em menos de 60% da população, o bordel resolveu acelerar o processo. Um posto instalado no local oferece um voucher a quem se vacinar. O vale-sexo dá direito a usar a piscina, ver jogos no telão, desfrutar da sauna.  E, se o imunizado preferir, pode escolher uma das belas profissionais do Funpalast. O voucher permite 30 minutos de sexo. Uma "princesa Sissi" pode estar esperando por você até o fim de novembro quando acaba a promoção.  

domingo, 7 de novembro de 2021

As armadilhas mortais das Gerais • Por Roberto Muggiati


Reprodução Twitter
Nos últimos anos, Minas Gerais se protagonizou por uma sequência de desastres: 

 • O vazamento de Mariana, em 2015, cuja lama tóxica degradou o meio ambiente e devastou a vida animal e a de populações de uma imensa região, levando a poluição até as águas do Oceano Atlântico no litoral capixaba.

• O rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo maior desastre industrial do século. 

• Agora, a morte trágica da cantora Marília Mendonça, quando o avião em que viajava se chocou com um cabo elétrico da rede de distribuição da Cemig nas proximidades do aeroporto de Caratinga, onde a Rainha da Sofrência e expressão maior do “feminejo” se apresentaria num show.

Na ocasião do desastre de Mariana citei um poema (com forte dosagem crítica) de Carlos Drummond de Andrade, nascido em Itabira, importante cidade do  Quadrilátero Ferrífero mineiro.


LIRA ITABIRANA

I

             O Rio? É doce.

A Vale? Amarga.

Ai, antes fosse

Mais leve a carga.

             II

             Entre estatais

E multinacionais,

Quantos ais!

III

A dívida interna.

A dívida externa

A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos

De ferro?

Quantas lágrimas disfarçamos

Sem berro?


Agora, outro poema de Drummond se presta a uma paráfrase, , aquele que começa com o verso, No meio do caminho tinha uma pedra:


NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha um cabo

Tinha um cabo no meio do caminho

Tinha um cabo

No meio do caminho tinha um cabo


Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha um cabo

Tinha um cabo no meio do caminho

No meio do caminho tinha um cabo

sábado, 6 de novembro de 2021

Marília Mendonça: as capas do adeus

Os editores se dividiram entre as capas factuais que mostram o acidente e as capas-homenagem que relembram a carreira da cantora sertaneja  ou a emoção do adeus. Nessa última linha o Meia Hora encontrou uma solução estética bem realizada. As imagens são reproduções do site vercapas.com.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Quando o público poderá ver o mural "Última Ceia", a obra de Ziraldo que o antigo Canecão emparedou?

 

Ziraldo revê parte do mural "Útima Ceia". Foto Ag. Brasil

por J.A.Barros

Os países europeus, através dos séculos, apreciavam a cultura nas artes em geral. Alguns tinham a música como o interesse principal, outros se dedicavam mais às artes plásticas. A escultura que teve a Grécia como um dos seus berços, tendo Fídias como seu grande criador. No mundo moderno, ressalte-se o talento de Rodin.

A Europa também se destacou na literatura. Grandes escritores se eternizaram. Na filosofia, pensadores modernos surgiram questionando sempre a razão. Países europeus se destacaram, não pelas armas, mas pela cultura de seus povos que  traziam  ao mundo as respostas ao questionamento do homem.

Nas suas raízes, os povos europeus aprenderam a cultivar e respeitar as obras clássicas de seus artistas em todos os seus elementos.

E me pergunto: por que, aqui no Brasil, a cultura não é vista e respeitada tal qual os povos europeus o fazem? 

A prova de que estou falando vem de uma obra, um mural pintado sobre uma parte de uma parede de uma casa de espetáculo, o Canecão. O mural "Última Ceia" tem mais ou menos 30 metros de extensão. Naquela parede, um jovem artista, mineiro de Caratinga, pintou uma visão sua de uma ceia irreverente.

Essa obra, apesar de estar dentro de um recinto fechado, de limitado acesso ao público, era vista por todos que frequentavam a tradicional casa de espetáculos. Quem ali fosse passar algumas horas de distração ouvindo música ao mesmo tempo apreciava o mural. A plateia tinha diante de seus olhos a arte maravilhosa de um artista que se projetava para o mundo da informação e comunicação. Pois,  acreditem, o empresário dono do Canecão, posteriormente despejado por dever aluguel, mandou cobrir a obra com um oleado que o tornou invisível e esquecido pela cidade do Rio de Janeiro.

Mas, esse artista, Ziraldo, com seu talento criativo, seguiu em frente como desenhista e como cartunista. Tornou-se um dos melhores chargistas políticos no Jornal do Brasil e levou sua arte aos leitores da revista Manchete. Incansável, conquistou depois um imenso público de crianças ao contar em livros histórias maravilhosasd como a do  “Menino  Maluquinho”, publicado  originalmente em “tiras” no jornal O Globo.

Pergunto o que acontecerá com o mural nas paredes do Canecão, hoje fechado e abandonado? Nãio faz muito tempo, houve uma campanha para restaurá-lo. Apesar dsso, continuará esquecido ? Quando o público poderá apreciá-lo?  O predio da antiga casa de espetáculos pertence à UFRJ, que tem planos que ainda não saíram do papel para tranformá-lo em centro cultural. 

Deem a Ziraldo o que é de Ziraldo. E ao  ao povo a arte de Ziraldo.

Leia conteúdo relacionado publicado neste blog em 2015. AQUI

Ameaça climática

Reprodução Twitter

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Nelson Freire (1944-2021): a alma das teclas

 

Nelson Freire em 1972, na Manchete. A foto é de Gil Pinheiro

O pianista Nelson Freire, um dos maiores do mundo, morreu ontem, no Rio de Janeiro, aos 77 anos, mas não silencia. Seu extraordinário talento está registrado. É eterno. A melhor homenagem é ouví-lo, sentí-lo. Veja aqui dois momentos da sua longa e brilhante carreira. 

Beethoven Moonlight Sonata 

https://www.youtube.com/watch?v=eFIe8xoS1jI


Bachianas Brasileiras nº 4 Prelude (Villa-Lobos)

https://www.youtube.com/watch?v=A1Emge2-4AM

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

O G20 foi à fonte • Por Roberto Muggiati

Chefes de Estado lançam moedas na Fontana di Trevi. Reprodução RAI

Em Roma, faça como os romanos, reza o ditado. Mas romano que se preza nunca jogou moeda na Fontana di Trevi, uma das mais famosas fontes do mundo, emoldurada por um imponente conjunto de esculturas barrocas, inaugurada há quase 260 anos, em 1762. 


O costume de jogar moedas na fonte – garantindo ao viajante uma volta à Cidade Eterna – foi reforçado pelo turismo de massa nos anos do pós-guerra e exaltado em 1954 pelo filme Three Coins in the Fountain/A fonte dos desejos, um dos primeiros realizados em CinemaScope. O melhor do filme foi a canção da dupla Jule Styne e Sammy Cahn, vencedora do Oscar, que mereceu sua melhor interpretação na voz de Frank Sinatra, OUÇA AQUI

https://www.youtube.com/watch?v=B1FZpyUfM5g


Anita  Ekberg em Dolce Vita.  Foto Divulgação

Em 1960, o diretor italiano Carlo Campogalliani lançou o filme Fontana di Trevi, uma comédia insossa. A grande referência cinematográfica da Fonte de Trevi é a cena da Dolce Vita, de Fellini, em que a atriz sueca Anita Ekberg se banha à noite em suas águas, na companhia de um embasbacado Marcello Mastroianni. VEJA AQUI

https://www.youtube.com/watch?v=The8Xi6fKOE

Neste domingo, encerrando a cúpula do G20, os chefes de estado foram à Fonte de Trevi jogar sua moedinha, seguindo a tradição: com a mão direita, de costas para a fonte. Mas não foi uma moedinha comum e sim a moeda de um euro cunhada especialmente para a ocasião, com a imagem do Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci. (O presidente brasileiro não acompanhou a turma, visitou a fonte na sexta-feira com o filho e membros da comitiva.) Em 2016 foram recolhidos um milhão e meio de euros, que foram destinados a projetos de beneficentes. 

 Em 2020 foi decidido que a fonte será cercada por uma barreira de vidro com um metro de altura para protegê-la de comportamentos inadequados e de vandalismos de alguns dos milhões de turistas que todos os anos visitam Roma.

O galo (bolsonarista) da discórdia

Se o seu vizinho for um bolsolarista ensandencido, cuidado. Em Petrópolis, Marcos Ferreira,  admnirador do "mito", foi preso sob a acusação de assassinar o moradoir ao lado. Ocorre que o matador tinha um galo ao qual ensinou cantar "Bolsonaro". O vizinho Ricardo Montojos vinha reclamando do barulho do galinheiro. A cantoria do galo fascista acabou com o que restava da sua paciência e ele se queixou ao bolsonarista. Este deu-lhe um tiro e, com a vítima caída, ainda golpeou sua cabeça com um pedra.