sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

UFRJ recupera o Mural Última Ceia, de Ziraldo, que o antigo Canecão emparedou há mais de 40 anos...

Ziraldo e o painel do ex-Canecão, no dia 13 de janeiro. UFRJ vai restaurar a obra ao longo de 2015. Mas, já em abril, os cariocas poderão ver o Mural Última Ceia, que os antigos inquilinos do Canecão emparedaram há 43 anos.  Foto Agência Brasil

Obra de arte redescoberta pela UFRJ. Ziraldo no ex-Canecão reencontra a parte visível do painel. Foto Agência Brasil


Mural Última Ceia. Reprodução
por José Esmeraldo Gonçalves
Em maio de 2010, este blog publicou um pequeno texto sobre o mural de Ziraldo, no antigo Canecão. Foi pintado em 1967 e, cinco anos depois, os antigos administradores emparedaram a pintura, que nunca mais foi vista. Após uma longa disputa judicial, a Universidade Federal do Rio de Janeiro retomou legalmente o terreno da famosa casa de shows, em 2010. Tratava-se de um empreendimento privado usufruindo de um bem público, de forma irregular, sem que, segundo a UFRJ, os inquilinos pagassem aluguel, além disso, acumulava problemas trabalhistas e fazendários. A universidade planejava desde 2010 transformar o lugar em um centro cultural mas até isso sofreu um atraso já que o antigo ocupante postergou a retirada de equipamentos e móveis da casa e, sem isso, nada poderia ser feito. Só em 2013, foi cumprida a decisão de esvaziar o prédio. A expectativa é que no ano que vem o espaço volte a funcionar como palco de shows e de espetáculos de artes cênicas, dança, música, além de atividades acadêmicas e científicas. Um primeira boa notícia chega agora em mensagem enviada ao blog. Leia, abaixo:

CONVITE

Lançamento do Laboratório Público de Restauro - Mural Última Ceia, de Ziraldo

"Inaugurando as atividades do programa UFRJ Carioca – Rio 450, o Magnífico Reitor da UFRJ, Prof. Carlos Levi, o Coordenador do Fórum de Ciência e Cultura, Prof. Carlos Vainer, e o Diretor da Escola de Belas Artes, Prof. Carlos Terra têm a honra de convidar para o lançamento do Projeto «Laboratório Público de Restauro - Mural Última Ceia, de Ziraldo».
Esta extraordinária pintura mural, de 32m x 6m foi realizada em 1967 no recinto da casa de espetáculo então denominada Canecão. A UFRJ, através de seu Fórum de Ciência e Cultura e da Escola de Belas Artes, promoverá, em 2015, a restauração da obra, que se encontrava tapada e murada, escondida da apreciação do público.
O Laboratório Público de Restauro - Mural Última Ceia será aberto à visitação pública a partir de abril e a obra deverá ser devolvida aos cariocas antes do final do ano.
A UFRJ reafirma, assim, seu compromisso com a preservação da arte do país e do Rio de Janeiro. E faz deste gesto um passo a mais no seu engajamento para recuperar e devolver à cidade e a nossos artistas e músicos um grande espaço para espetáculos, agora como equipamento público, sem fins lucrativos, voltado para a democratização do acesso à cultura e à arte".

O lançamento do Projeto “Laboratório Público de Restauro - Última Ceia, de Ziraldo” será na terça-feira, 13 de janeiro, às 16 horas, com a seguinte programação:

16h – Apresentação do projeto e exposição de Ziraldo sobre a Última Ceia, no Auditório da Casa da Ciência, Rua Lauro Muller, 3.

16h - Visita ao Espaço UFRJ e ao fragmento do mural que está visível, Avenida Venceslau Brás, 215.

Compareçam.

(Enviado por Maria Dias/UFRJ)


VEJA POST SOBRE O MURAL EMPAREDADO PUBLICADO NESTE BLOG EM 2010, CLIQUE 
Publicado em 12 de Maio de 2010. 


3 comentários:

Luíza disse...

Excelente iniciativa. Vamos aguardar que o espaço seja aberto e sirva à cidade também.
Soube que um acervo que o Canecão tinha, fotos, vídeos, documentos etc ligado à música popular for doado ao Instituto Cravo Albim. Torço para qye seja verdade.

Anônimo disse...

que imbecilidade cobrir arte com tijolo

Isabela disse...

Parabéns à UFRJ que conseguiu retomar um patrimônio público e mais parabens ainda pela decisão de recuperar uma obra de arte de Ziraldo que tem a ver com a história carioca. Meu desprezo a quem tomou essa dec isão absurda de emparedar o painel. Deve ser gente obtusa, sem cultura e sem repeito.