Comentário do blog - Se não tivesse feito mais nada, Janja guarda o mérito de ter argumentado junto a Lula para não decretar uma GLO em janeiro de 2023. Uma intervenção sob o pretexto de Garantia da Lei e da Ordem era, sabe-se hoje, a chave para a efetivação de um golpe de Estado precisamente no rastro dos atos terroristas na Praça dos Três Poderes no dia 8 de Janeiro. E parte da estrutura próxima a Lula, em, altos cargos, era a favor da GLO do golpe.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
Na capa da IstoÉ, Janja, que incomoda os saudosos do laquê das primeiras-damas da ditadura
Comentário do blog - Se não tivesse feito mais nada, Janja guarda o mérito de ter argumentado junto a Lula para não decretar uma GLO em janeiro de 2023. Uma intervenção sob o pretexto de Garantia da Lei e da Ordem era, sabe-se hoje, a chave para a efetivação de um golpe de Estado precisamente no rastro dos atos terroristas na Praça dos Três Poderes no dia 8 de Janeiro. E parte da estrutura próxima a Lula, em, altos cargos, era a favor da GLO do golpe.
Aprenda a identificar jornalistas kids pretos da extrema direita brasileira
por O.V.Pochê
- É exibicionista ideológico. Exibe em público as partes baixas do seu fanatismo.
- É competitivo. Por isso, quando lê um texto de um concorrente radical apressa-se a escrever algo ainda mais extremo.
- Escreve para o patrão. E costuma ligar para saber: "gostou, chefe? Hoje eu estava afiado".
- Quando não tem patrão ou patrocinador, escreve para a bolha de extrema direita. A excitação é quase a mesma.
- Quando é processado por mentir pede Pix aos seguidores para pagar advogado e indenização.
- Deprecia o Brasil mesmo em questões que passam longe da ideologia.
- Geralmente é mal-amado, como as antigas seguidoras de Carlos Lacerda e a exemplo do seu supremo líder.
- Detesta os fatos. Estes, quando verdadeiros e checados, atrapalham suas "análises".
- Consequentemente é atraído por fake news que "sustentam" suas pensatas.
- Chama os Estados Unidos de "América". Bota a mão no lado esquerdo do peito quando ouve o hino da "América".
- Considera Orlando a capital cultural dos Estados Unidos.
- Não nega wet dreams com Musk e Trump.
- Vibra quando Trump ameaça taxar os Brics em 100%. Acha isso politicamente orgásmico.
- Sonha em ver Bolsonaro na posse do Trump. Espera que Trump venha buscá-lo com um pelotão de marines.
- Só não se inscreve para ser mercenário na Ucrânia porque não tem cuecas suficientes.
- Considerando apenas os mega radicais, a facção de jornalistas kids pretos tem representantes nas páginas de opinião do Globo, pelo menos dois, na Folha, vários, no Estadão, idem, no Metrópoles um ensandecido, nos jornais do Sul muitos, na Globo News dois abaixo da linha da ética, na Jovem Pan, todos, nos sites e canais de extrema direita são incontáveis.
- É fácil reconhecê-los. Sempre que analisam denúncias sobre os crimes de Bolosonaro preocupam-se em arranjar argumentos para a linha de defesa do "mito", "mito", "mito".
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
Pré-memórias da redação: Fazendo cinema na Curitiba de 1962 • Por Roberto Muggiati
Tive uma participação curiosa na filmagem de As moradas no primeiro semestre de 1962. Jornalista curitibano desde 1954 na Gazeta do Povo, passei uma temporada em Paris entre outubro de 1960 e fevereiro de 1962 como bolsista do governo francês estudando no Centre de Formation des Journalistes. De volta a Curitiba, trabalhei na Secretaria (ou Departamento) de Cultura do governo Ney Braga, sob a direção de Ênio Marques Ferreira, até o início de agosto de 1962, quando parti para uma temporada de três anos em Londres (até junho de 1965) contratado para trabalhar como Programme Assistant no Serviço Brasileiro da rádio BBC. Conheci Sylvio Back por volta de 1956-57, éramos colegas de imprensa, ele trabalhava no Diário do Paraná, onde editava um suplemento cultural chamado “Letras & Artes”, do qual eu era assíduo colaborador. O cinema era um tema importante, eu diria até dominante no suplemento. De volta a Curitiba em 1962, reatei minha amizade com o Sylvio. Encontrei-o em seu primeiro casamento e trabalhando na redação local da Última Hora, um arrojado projeto de Samuel Wainer com a edição produzida em Curitiba, impressa em São Paulo e distribuída diariamente em tempo hábil nas bancas de Curitiba. (O editor da UH paranaense era o paulista Ary de Carvalho, que elevou a venda do jornal de 6000 para 23000 exemplares diários. Depois ele fundou o jornal Zero Hora em Porto Alegre e se tornaria proprietário de O Dia do Rio de Janeiro.)
Solteiro, eu morava em casa de meus pais, à Rua Carlos de Carvalho esquina com Francisco Rocha, e rodava toda noite pela Curitiba boêmia no carro da família, um DKW, carro popular fabricado no Brasil entre 1958 e 1967 sob licença da fábrica alemã do mesmo nome.
Senti uma diferença notável entre a Curitiba que deixei em outubro de 1960 e aquela que reencontrei em fevereiro de 1962, com a radicalização política do confronto entre direita e esquerda, que acabaria levando ao golpe militar de 1964. Sylvio Back – mesmo ganhando a vida como jornalista – começava a dedicar mais horas do seu tempo ao sonho que faria dele um dos cineastas mais profícuos e polêmicos do país. Naqueles primeiros meses de 1962 iniciou a filmagem, com uma câmera na mão e muitas ideias na cabeça, do documentário As moradas, focalizando as primeiras favelas que apareciam na periferia da cidade. À falta de equipamento adequado para efetuar travelings, encontramos uma utilidade para o DKW de meus pais.
Eu ao volante e o Sylvio empunhando a câmera debruçado perigosamente sobre a janela traseira, fazíamos pequenos takes de filmagem, percorrendo distâncias de cinco a dez metros. Orgulho-me muito dessa participação – ainda que tosca e improvisada – no filme inaugural da bela carreira do amigo Sylvio Back.
Infelizmente, passados 62 anos, ainda não vi o produto final. Não tive acesso a um DVD de As moradas e – por inadequação técnica ou humana – nunca consegui abrir um link que me permitisse ver o filme. Mas espero um dia vê-lo e resgatar através de suas imagens o ar fresco das manhãs outonais daquela Curitiba perdida.
Escrevi o texto acima em resposta a um e-mail de Rosane Kaminski, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, especializada na obra cinematográfica de Sylvio Back. Ela já publicou dois livros sobre os longas-metragens que ele fez quando ainda morava no Paraná e escreve atualmente sobre o primeiro filme dele, As moradas, lançado em 1964. No final da tarde quente do primeiro domingo de dezembro, abri mão não do lazer – o descanso do escritor é escrever e estou mergulhado numa matéria interminável para a revista Piauí – e concentrei minha memória naqueles seis meses ensanduichados entre dois anos de Paris e três anos de Londres – um período perdido, ma non troppo, em Curitiba, que na minha autobiografia intitulei Seis meses num DKW. Pouco antes da meia-noite, Rosane me respondeu, “exultante” com o depoimento, e presenteou-me uma cópia de As moradas digitalizada pela Cinemateca Brasileira. Viajei no tempo ao longo daqueles dez minutos de imagens desbotadas, sentindo-me às vezes ao volante do DKW. A trilha minimalista, com os estudos para violão de Villa-Lobos tocados por Turíbio Santos – lembrando incrivelmente a cítara do húngaro Anton Karas em O terceiro homem – conferem dramaticidade ao texto despojado, isento de qualquer ilusão (“Hoje só há liberdade para morrer. Os homens nem mais soltam grunhidos perturbadores. Toda essa longa viagem, no entanto, promete uma chegada, pois os homens se revezam e não desistem”.)
domingo, 1 de dezembro de 2024
Vestappen: jogo sujo até o fim.
por Niko Bolontrin
Mesmo campeão, Vestappen, o mau caráter da Red Bull, joga sujo. No GP do Catar ele foi punido por andar em baixa velocidade na classificação pra prejudicar a Mercedes de George Russell. Perdeu aprnas uma posição no grid, o que o deixou no lucro.
Sobre punições, a propósito, esse GP foi recordista em penalidades aos pilotos. Com o campeonato decidido a F1 distribuiu sentenças inclusive ao Vestappen, o tetra campeão beneficiado quatro vezes pela bandeira amarela, uma para cada título. Provavelmente como as punições não valem mais nada os fiscais quiseram demonstrar a isenção que não tiveram ao longo do ano.
sábado, 30 de novembro de 2024
The Times, hoje: Brasileira vence processo em caso de assédio racial motivado pelo sotaque
por Ed Sá
Criticar colegas estrangeiros de trabalho por causa do sotaque pode ser considerado assédio racial.
É o que um tribunal inglês acaba de concluir após julgar o caso de um brasileira que era gerente de engajamento e marketing no departamento de artes criativas da Hertfordshire University. Elaine Carozzi alegou no processo que falava bem inglês, mas os colegas insistiam em dizer que não a entendiam. Carozzi denunciou que seu sotaque foi usado "como um parâmetro para avaliar sua capacidade profissional". Diante das pressões, ela renunciou ao cargo, isso após um ano inteiro de trabalho. A Hertfordshire University será comunicada da decisão para providência s. Foi o segundo julgamento do caso. No primeiro ela perdeu a causa, mas ganhou o direito de recorrer. A vitória de Corazzi poderá impactar litígios semelhantes.
Mbappé é jogador tóxico
por Niko Bolontrin
O problema do craque francês não é apenas a difícil convivência com os companheiros. O vestiário, como os boleiros denominam a fornalha que é o espaço, principalmente quando o time vai mal. Não lhe bastam os gols que faz - e agora nem está fazendo tantos. E gostaria de fazer todos os gols do time. Que os demais jogadores tivessem apenas a missão de lhe servir a bola. No PSG, criou intrigas com Messi, Neymar, Cavani, Di Maria, Suárez...
Quando o Real Madrid anunciou a contratação do francês, foram muitos os jornalistas da mídia esportiva europeia que apontaram o risco. Ninguém dúvida que Mbappé é um super craque. O problema é que ele não se adapta a time algum. Quer que todo o time se adapte a ele.
Aconteceu mais cedo do que se esperava a crise do Real Madrid. O treinador Ancelotti dá sinais de que por questões políticas internas está cedendo às vontades de Mbappé. Diz que é preciso paciência. O francês atravessa uma fase de "falta de confiança". Confiança é o que surpreendentemente está faltando no próprio Ancelotti.
Como fez no PSG e na seleção francesa, Mbappé está fritando alguns jogadores do Real Madrid. O caldo da paella está entornando. Baixar o fogo do francês é o desafio de Ancelotti, um dos treinadores mais vencedor do futebol europeu
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
O BBB dos jornalistas da Globo. Tudo mundo já pro paredão!
| Vladimir Neto interpretando ele mesmo. Foto: Reprodução de vídeo veiculado pala Globo |
Às vezes, uma ideia que parece "genial" pode se tornar uma enorme furada. Principalmente quando, na reunião de pauta, ganha unanimidade. Já dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é...
No meio do furacão da denúncia do golpe de Bolsonaro e seus kids pretos, repórteres da sucursal da Globo em Brasília encenaram um reality de quinta série mostrando "como trabalham". Imaginavam, talvez, estar protagonizando uma espécie de tutorial do jornalismo investigativo. Cada um dos "atores" e "atrizes" ali deve ter se sentido assim a dupla Bob Woodward e Carl Bernstein desvendando o escândalo Watergate, uma Oriana Falacci ou uma Christiane Amanpour.
O filminho foi ao exibido e ganhou nas redes sociais o Prêmio Vergonha Alheia do Ano. A direção da Globo, no Rio, mandou tirar do ar. William Bonner achou a encenação "cafona", segundo o site F5. A internet se divertiu e pede bis. O reality abre com o repórter Vladimir Netto falando aparentemente com uma fonte, um deep throat do Planalto Central, na sequência, entre outros, o elenco inclui Júlio Mosquera e Delis Ortiz. Vê-se a redação trabalhando ao fundo, como meros figurantes não identificados, mais ou menos como aquelas multidões de anônimos em batalhas de filmes épicos. Diria que agora agradecem ao deus dos jornalistas por não aparecerem em primeiro plano.
É isso, velhos jornalistas sabem que reuniões de pauta também podem produzir "monstros da criatividade".
Se o vídeo "a sucursal da Globo como você nunca viu" ainda não foi retirado da internet, você pode vê-lo neste link ou em um endereço qualquer na vastidão do mundo dos algorítmos.
Le Cardinal Macron e o segundo "incêndio" da Notre Dame
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| Uma das gárgulas só observa a "heresia" de Macron. Não é prudente provocá-la. Foto Instagram. |
Em todo caso, Macron deve conhecer a função medieval das criaturas que ornam a igreja. Sim, as assustadoras gárgulas, que parecem vivas, são protetoras da catedral de Notre Dame. Bom ter cuidado.
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
Deu no Portal dos Jornalistas: Acervo do Diário de Pernambuco é protegido por lei
Acervo jornalístico do Diário de Pernambuco é oficialmente patrimônio cultural material do Brasil.
Fundado a 200 anos, o Diário de Pernambuco tem sua memória agora preservada pela Lei 15.027, de 2024, de autoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Expectativa em Brasília: qual será a embaixada que vai receber Bolsonaro?
por O.V. Pochê
Setoristas de representações estrangeiras estão notando movimentação estranha em Brasília para uma quinta-feira.
A fala de Bolsonaro ameaçando se refugiar em uma embaixada pode ser a razão da inquietação. Não seria surpresa se alguns diplomatas preferirem antecipar o fim de semana e fechar a lojinha.
Aparentenente Bolsonaro terá como opção apenas países mais receptivos à extrema direita e até ao fascismo assumido: El Salvador, Itália, Israel e Polônia já podem encomendar Leite Moça, iguaria preferida pelo meliante. Vão recebê-lo de braços abertos mesmo que tenham de esconder as joias.
Países da África não correm o risco, o Bozoroca não é chegado ao pedaço. Estados Unidos só depois da posse de Trump, mas lembrando que o magnata pretende se livrar de milhões de imigrantes e pode não querer mais um. Ucrânia toparia, só que o candidato a exilado é um ex-soldado medíocre e tem medo de guerra. Suíça é atualmente governada pela direita, mas tem uma imagem a zelar, não vai receber o desocupado. Além disso é fabricante de relógios caros, isso poderia ser um problema. Restam Paraguai e Argentina. Essa última está prendendo "patriotas" que já estão enchendo o saco dos hermanos cheio de problemas. Tá difícil.
Bolsonaro vai acabar se refugiando no sítio "Sonho Meu", do amigo Frederick Wassef, o advogado que hospedou o fugitivo Queiroz da Rachadinha. Fica em São Paulo, estado que faz parte da Internacional da Direita.
Pacote Milei
O plano de corte de gastos é ruim para a imensa maioria do povo brasileiro, trabalhadores e aposentados. Mas vai piorar muito quando sair do Congresso. Tanto que Milei vai perdir para assiná-la.
Essa palavra vai entrar no dicionário em 2025. É o que dizem.....
Rachenda - s. f. - relativo a rachadinha e emenda, prática criminosa de desvio de recursos publicos, modalidade que é geralmente consequência da falta de transparência na execução de verbas públicas, neologismo inspirado na "rachadinha" termo popular para denominar retenção de parte de proventos de servidor público em benefício de políticos desonestos. Variação: Rachendinha.
À moda de Milei, Congresso se prepara para endurecer o pacote fiscal. É o presente de Natal que o mercado exige
O relatório do golpe já está na gaveta da PGR, junto com a caduca investigação sobre as jóias afanadas por Bolsonaro e o assunto da mídia nos próximos dias será o ajuste fiscal.
O mercado está raivoso hoje contra a isenção de imposto de renda para pessoas que ganham até 5 mil reais mensais. Na outra ponta, viria a taxação para o pessoal que fatura a partir de 50 mil reais mensais.
É quase certo que deputados e senadores integrantes do pior Congresso da história derrubem tudo isso e ainda ataquem com maior vigor a correçoes do salário mínimo e das aposentadorias. Aliás, são os mesmos deputados e senadores que recentemente decretaram imposto zero para igrejas, impuseram a lei de porteira aberta para as ricas emendas parlamentares, impedindo o Executivo de segurar eventualmente o pagamento da bocada e esticaram mais uma vez a desoneração de encargos legais nas folhas da empresas, mecanismo que foi criado durante a pandemia e que ameaça virar eterno.
No Congresso brasileiro o Natal dura o ano inteiro, mas você não está convidado para participar de "amigo oculto". Muito oculto...
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
Que Jojo Todynho é essa
Não sabemos quem é e o que faz, não vamos qualificar a pessoa. Mas uma cidadã vulgo Jojo Toddynho (nas redes sociais há quem chame de Jojo Nescau) acusou o PT de ter pago cachê a todos os artistas que divulgaram apoio a Lula nas eleições de 2022. A Todynho ou Nescau ou Ovomaltine ou Danoninho declarou ao podcast de extrema direita Brasil Paralelo que recebeu um telefonema com oferta de "trabalho" e ao chegar ao local, um restaurante, alguém supostamente lhe ofereceu 1 milhão e meio de reais para promover o voto em Lula. O PT nega e anuncia que vai processar a polêmica figura envolvida em sucessivas encrencas. Jojo terá que dizer na justiça o nome ou nomes de quem lhe fez a proposta e em qual restaurante aconteceu o encontro. Provavelmente a perícia tentará recuperar em HDs as imagens do evento, difícil mas não impossível, na internet ou sistemas nunca é. Se foi mentira, Jojo, que se identifica com a direita bolsonarista, responderá por calúnia e difamação.
Ministro de Israel quer expulsar um milhão de palestinos da Faixa de Gaza.
Segundo a AFP, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, um aliado desvairado do tresloucado Netanyahu, defende a redução pela metade da população de Gaza. Smotrich não detalhou qual seria o método de deslocamento, se expulsão, eliminação, abdução ou um gentil convite para irem embora mais de um milhão de palestinos. Antes da guerra, a Palestina tinha pouco mais de 2 milhões de habitantes. O ministro também não explica como a população forçada a emigrar será selecionada pelo seu plano a ser apresentado ao governo.
"Kids pretos" causídicos...
Também existem advogados "kids pretos". Uma obscura organização, que se intitula Lexum, foi formada recentemente para "atuar na defesa da contenção judicial". Contenção quer dizer controle, limitação, restrição. Pois é, eles querem a Justiça relativa. Na verdade, a Lexum ficou nervosa com a abertura do sigilo do inquérito sobre os golpistas e abriu campanha contra Alexandre de Moraes para derrubá-lo da condução do processo.
terça-feira, 26 de novembro de 2024
A Folha publicou ontem uma matéria sobre os 100 anos da Coluna Prestes, que começou sua epopeia em 28 de outubro de 1924. Em 1995, Manchete fez uma série épica por ocasião dos 70 anos da jornada revolucionária do Cavaleiro da Esperança. Durante nove meses Luiz Carlos Prestes Filho cruzou o Brasil do Sul ao Nordeste recolhendo memórias históricas dos passos do pai
Folha de São Paulo
por José Esmeraldo Gonçalves
A revista Manchete publicou uma série de 10 reportagens em uma monumental e exclusiva revisita à trajetória da Coluna no Sul, Centro Oeste e Nordeste do Brasil. Ao longo de nove meses, Luiz Carlos Prestes Filho percorreu 25 mil quilômetros. Ele não apenas reencontrou as memórias revolucionárias, como ouviu testenunhos, localizou antigas armas e apetrechos, comparou os tempos, as perdas ecológicas, relatou espécies animais desaparecidas e rios que perderam a pujança desde meados do século passado aos anos 1990.
| Na foto de Gustavo Stephan, Luiz Carlos Prestes Filho à frente de cavaleiros gaúchos e... |
| Luiz Carlos Prestes em imagem de arquivo da época no comando da tropa revolucionária |
Como repórter, cumpriu sozinho o desafio de compor a série "Nas Trilhas da Coluna Prestes, em 1995, quando dos 70 anos da Coluna, mas a produção de imagens exigiu o revezamento de uma equipe de fotojornalistas. Prestes Filho foi acompanhado Gustavo Sthepan, Marcos Corazza, João Mário Nunes, J.Egberto e Izan Peterle. Juntos os cinco profissionais operaram cerca de 10 mil fotos. Esse material original integra ou integrava o arquivo fotográfico da Manchete leiloado após a falência da Bloch e que até hoje encontra-se em paradeiro e condições de preservação desconhecidos.
A série, contudo, pode ser lida e vista na coleção da revista digitalizada pela Biblioteca Nacional.
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
Racista sai das trevas
por Ed Sá
A internet lembra um filme de zumbis ou mortos vivos. A toda hora emergem anormais. Vários veículos - e não apenas de fofoca - repercutem um ataque racista da apresentadora de um programa de rádio da Band e musa da escola de samba Gaviões da Fiel contra uma cantora negra. Não vou reproduzir as ofensas. A racista em questão atende pelo nome de Ana Paula Minerato. A vítima é a cantora Ananda. Diante da repercussão do crime, Band e Gaviões demitiram a Minerato. Curiosa é a justificativa que ela deu: diz que estava "sob efeitos de remédios". Essa justificativa substitui a já batida "minha fala foi tirada de contexto". Em tempo: a agressora crítica o cabelo da cantora do Melanina Carioca. Fala com desprezo. Só que a Ananda é muitas vezes mais bonita do que a racista. Confiram no Google.
Economia da Argentina despenca em quase 4%. Chegou a hora do pesadelo
por Flávio Sépia
Mercado é de extrema direita. Alguem dúvida ? Não há nada de técnico na maioria das projeções. No Brasil erra sempre pra pior mesmo quando é bom o desempenho da economia. Na Argentina, também erra, mas sempre a favor de Milei. Enche a bola do liberticida e agora se "surpreende" com a queda da economia argentina em quase 4%.
domingo, 24 de novembro de 2024
Na capa da IstoÉ: o balão de ensaio
por O.V.Pochê
sábado, 23 de novembro de 2024
Lava e passa?
Sob suspeita. Camboriú (SC) é hoje um dos mais intensos pontos de lavagem de dinheiro do Brasil. Região não por acaso bolsonarista. Duvida? Basta dar um Google associando Camboriú+Lavagem de dinheiro. São muitos andares de transações.
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
A operação Punhal Verde Amarelo não foi piada
Comentário do blog- A capa da Carta Capital dá ao fato a dramaticidade verdadeira. Bolsonaristas têm adotado a estratégia de minimizar a tentativa de atentado, foi apenas um protesto, um ensaio simbólico, dizem. Um dos boys da família Bolsonaro diz que pensar em matar não é crime. Um colunista do Globo descreve a tentativa como tosca. E afirma que Bolsonaro analisou o risco e abortou a operação. E assim ele livra a cara do indiciado. Eu, hein?
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
Mídia - Precisamos falar sobre o jornalismo kid preto
por Flávio Sépia
O jornalismo kid preto está disseminado nas redes sociais e em sites, principalmente. Cada um desses canais tem seus "analistas" adestrados nas forças especiais da manipulação neoliberal. Metrópoles, Jovem Pan, Globo News, CNN, Globo, Folha, Estadão têm kids pretos de estimação. Vários deles fazem artigos e editoriais que um Braga Neto assinaria. Não é difícil identificar o pelotão que faz a linha auxiliar do punhal verde amarelo. São rancorosos, detestam o politicamente correto, a diversidade, as cotas, condenam campanhas contra o racismo, formulam teses para supostamente provar que o Brasil é uma "democracia racial", protestam contra o "cancelamento" de racistas e assediadores. Dizem que isso é "censura" e agride a "liberdade de expressão". Um colunista de um grande jornal costuma ficar nervoso contra quem defende o banimento de conceitos e gírias de conotação preconceituosa. A Câmara dos Deputados tem seus kids pretos. O Senado idem. O mercado cultiva seus kids pretos. As igrejas estão lotadas de kids pretos. As redes sociais estão roxas de kid pretos. Até o ministério de Lula tem kid preto. As urnas apontaram prefeitos kids pretos e vereadores kids pretos. O futebol tem kid preto. A música sertaneja tem kid preto.
Não sei porque tanta surpresa com a mais recente revelação de ameaça golpista planejada por kids pretos.
Lula e Xi na capa do Washington Post. Um aperto de mãos que Trump abomina
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| The Washington Post. Reprodução |
Brasil e China assinaram um amplo pacote de acordos. A China se prepara para a tempestade protecionista que Trump provocará na forma de taxação de importações. A ofensiva de Trump atingirá vários países. O Brasil é um deles. São esperadas, por exemplo, medidas fiscais sobre vendas de aço para os Estados Unidos. O slogan de Trump, que promete a "América" grande de novo, vai levar a arrogância estadunidense às trocas comerciais. O porto chinês no Peru, os caças Gripen suecos do Brasil, os investimentos de Pequim na África, qualquer afirmação de autodeterminação que a Casa Branca interpretar como hostil vai virar alvo do autoritarismo do magnata. No caso do Brasil, a extrema direita bolsonarista deverá ser interlocutora de Trump. Cenas explícitas de subserviência vão compor a agenda entre um "I love you Trump" e visitas de serviçais da extrema direita brasileira à área de serviço de Mar-a-Lago.
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
Descubra as palavras em inglês que marcaram as últimas nove décadas. Muitas delas você incorporou ao seu vocabulário
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| The Times. Reprodução |
Para celebrar 90 anos, o British Council elaborou uma lista de palavras em inglês para mostrar como a linguagem registra as mudanças sociais que ocorreram nas últimos decadas. The Times, na edição de hoje, publica uma matéria sobre essa linha do tempo dos vocábulos. Muitas dessas palavras foram incorporadas ao dia a dia do Brasil.
Confira alguns termos selecionados:
1930 - Babysitter, Nylon, Jukebox, Video, Multicultural.
1940 - Bikini, Blockbuster, Buzzword, Cool, Deli (abreviatura de Delicatessen), Diskjockey, Nuclear.
1950- Artificial Inteligence, Disco, Graffiti, Rock'n'roll, Sitcom.
1960 - Baby boomer, Bollywood, Gentrification, Hippie, Homophobia. Multiverse, Reggae, Supermodel, Vibes.
1970 - Punk, Hip hop, Karaoke, Curry.
1980 - Avatar, Biodiversity, Cell phone, E-book, Sustainability, Virtual.
1990 - Blog, Carbon fooprint, Cloud, Emoji, Spam, Google, Web
2000 -Cringe, Crowfunding, Hashtag, Podcast, Selfie.
2010 - Deepfake, Woke, Ghosting.
2020 - Barbiecore, Bubble.
Veja mais palavras e as justificativas do British Council. Acesse o link













