terça-feira, 15 de abril de 2014

Ex-vice-governadores disputam eleições com as novas vantagens dos cargos

por Eli Halfoun
Por força da lei eleitoral nove ministros, seis governadores e muitos secretários estaduais deixaram seus cargos nos últimos dias. É que concorrerão nas próximas eleições a outros cargos eletivos. O vice-governador que assume o cargo de governador leva vantagem na corrida eleitoral já que passa a contar com toda a estrutura do governo, além das habituais mordomias. Os ex-vice-governadores ficarão apenas nove meses nos cargos e assim como os outros provisórios substitutos não farão nada por absoluta falta de tempo. Não fariam nem se tivessem tempo. (Eli Halfoun) 

Nudez da ativista Ana Paula Maciel é pelo desmatamento zero

Ana Paula. Foto Divulgação Playboy
por Eli Halfoun
“Agora a gente vai ver se o desmatamento é zero” – é assim que a ativista ambiental Ana Paula Maciel de 31 anos que ganhou repercussão mundial ao ficar presa na Rússia, brinca com as fotos de sua nudez estampadas na revista Playboy. O ensaio fotográfico foi feito no meio de uma floresta. Ana Paula quer ver se agora consegue um programa de televisão para mostrar a importância da preservação do planeta para o qual ela quer o fim do desmatamento. Inclusive do seu. (Eli Halfoun) 

Até próteses estão sendo negociadas no SUS por médicos e fabricantes

por Eli Halfoun
Um novo escândalo na saúde deve estourar por esses dias. A denúncia é do jornalista Giba Um. Ele garante que dependendo do caso portadores de deficiência levariam meses para conseguir numa prótese no SUS. Para levar a prótese em poucos dias é preciso recorrer à Justiça. Segundo Giba agora o Ministério Público está investigando o surgimento de uma (mais uma) máfia formada por médicos, fabricantes e fornecedores de próteses que “cartelizam os preços dos equipamentos”. Ainda segundo a denúncia os pedidos médicos e gastos com próteses crescem e maneira surpreendente e as próteses tem preços diferentes que variam de R$ 15 a 50 mil. Diante dessa denúncia Giba Um antecipa que um grupo de deputados começou a coletar assinaturas para uma   CPI de investigação das irregularidades cometidas com as próteses que devem ser fornecidas pelo SUS sem qualquer custo para o portador de deficiência. Mais uma CPI que como tantas outras também não vai dar em nada. (Eli Halfoun)

O Vasco perdeu o título, mas não perdeu o brilho de um time campeão na história do futebol

por Eli Halfoun
Perder ou ganhar é o que garante a emoção maior do futebol e se a torcida do Vasco, da qual orgulhosamente faço parte, pode estar triste por ter perdido o título carioca nos acréscimos e com um gol considerado irregular, também pode orgulhar-se de ter visto nas duas partidas finais um Vasco competitivo e, segundo os comentaristas, superior ao adversário. O Vasco esteve com o título nos pés e só o perdeu por uma digamos fatalidade, se é que um erro absurdo de arbitragem do pode ser chamado de fatalidade. Também é de se reconhecer que o Flamengo mereceu o título se não pelo mostrou nas duas últimas partidas pela trajetória na competição na qual se destacou desde o início. O Vasco perdeu, ou melhor, empatou, mas tudo não está perdido: agora é torcer para que o Vasco conquiste e se possível com antecipação, o título de campeão da segunda divisão para voltar com garra para a primeira divisão da qual um clube com a tradição do Vasco jamais poderia ser alijado. Torcer com amor por um time ou qualquer outra coisa também é saber perder e ganhar, lamentar, mas jamais perder o entusiasmo de torcedor – até porque a emoção de torcer está justamente na incerteza do perder e ganhar. (Eli Halfoun) 

Romário entra em campo pra ser senador

por Eli Halfoun
A preferência era pelo nome do ator Marcos Palmeira, mas como, depois de muita insistência do partido, ele deixou claro que só quer continuar sendo ator e, no futuro, diretor, o PSB bateu o martelo e decidiu que o deputado federal Romário será o candidato do partido ao Senado. Detalhe: mais uma vez Romário entra em campo decidido a ganhar. (Eli Halfoun)

Marcelo Yuka: o homem que sabe voar

por José Esmeraldo Gonçalves (especial para a revista Contigo!, abril, 2014)
Desde que foi atingido por nove tiros, no dia 9 de novembro de 2000, vítima de uma tentativa de assalto, Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, 49, o Yuka está preso a uma cadeira de rodas. Preso? Yuka voa naquela cadeira e passa a impressão de que nada pode segurá-lo. Mas isso não quer dizer que esse voo é fácil. Seu ritmo de vida é acelerado e sofrido. Digamos que sua agenda do cadeirante supera a de muitos caminhantes. “Trabalho para escapar da depressão. Vivo no limite o tempo todo”, diz. Esse ritmo de vida é visível na da casa onde mora, na Tijuca, Zona Norte do Rio, onde recebeu a Contigo! cercado por uma equipe de colaboradores envolvidos em cada um dos seus projetos. A sala com cozinha integrada é uma espécie de central permanente de projetos. Uma estante com muitos livros, computadores e quadros em uma das paredes compõem o ambiente. Nos últimos anos, Yuka passou a pintar. São rostos e cores fortes em tons dramáticos. Ele pretende fazer uma exposição. No momento, trabalha na gravação do primeiro CD solo, dirige a ONG F.U.R.T.O, mesmo nome da sua atual banda, e planeja um show previsto para maio, com participação de amigos como Marisa Monte, 46, Leticia Sabatella, 42, Marcelo D2, 46, e Jorge Benjor, 69. Além disso, faz palestras, trabalho social em comunidades carentes e acaba de lançar o livro de memórias Não se preocupe comigo (Editora Primeira Pessoa/Sextante), em parceria com o amigo, escritor e produtor Bruno Levinson. Com 224 páginas, o livro é o resultado de cinco anos de entrevistas, foram mais de 30, conversas informais e de convivência entre o biografado e o autor. Bruno, amigo de Yuka, de longa data, conta que quando propôs o livro, o músico e compositor aceitou de cara. Mas alertou; “Você não vai aguentar. É barra pesada”. De fato, foi uma prova de fogo para ambos. Houve momentos em que o autor chorou, preocupou-se com o amigo quando este relatou que pensava em se suicidar. Yuka chegou a elaborar várias maneiras de se matar, uma delas com uma injeção de potássio. O produto final é um acerto de contas de Yuka com o seu drama, que persiste e é diário, e com a sua capacidade de vencê-lo, o que é desafiador e esperançoso. O próprio biografado se surpreendeu: “Eu me joguei no livro honestamente. Não estava a fim de cuidar do meu ego nem de ser uma caricatura de mim mesmo”.

Aprendizado e meditação
Yuka vive aprendendo a sobreviver. Descobriu, por exemplo, o alívio que é meditar mergulhado na água. “A meditação mudou minha vida. E a água me tira um pouco a dor. Na água sou igual a vocês”, diz, ressaltando que é a hora em que consegue se desligar. Mas o aprendizado a que se refere vai muito além. “O único álibi que eu tenho hoje é o amor. Pode ser piegas ou ingênuo, não quero saber, eu vivo de utopias. Hoje, prefiro errar pelo amor do que pela razão. Se a cadeira me ensinou alguma coisa foi ver o amor como um caminho. E as mulheres me deram isso”, revela.
Yuka conta que tomou os tiros aos 34 anos e constatou que até então nunca havia feito amor. “Nunca, mesmo com as pessoas que eu amava”, relatou. “Amava minhas namoradas mas na hora do sexo era sexo”, admite, acrescentando que depois da cadeira passou a perceber a generosidade das mulheres com ele. “A mulher tem essa característica. Visito presídios, como parte de um trabalho social, e vejo isso. Com o marido ou namorado preso, elas vão a todas as visitas. Agora vai ao Talavera Bruce (presídio feminino do Rio de Janeiro): muitas delas estão lá largadas pelo companheiro que propôs o negócio a elas. Se eu tivesse um filho e ele se envolvesse com o crime, eu seria tolerante até certo ponto. Sei que ia chegar um momento em que eu ia dizer ‘eu te dei tudo e você vacilou’. Já a mulher pode até falar mais do que isso mas no outro dia ela estará ali”. É essa coragem, quase inerente às mulheres, que Yuka admite ser decisiva para ele, atualmente. “Eu não era muito legal com as mulheres. Agora não estou interessado apenas em paixão. Outro dia fui ao Circo Voador e uma mulher me paquerou. Era bonita. Eu passei, mas voltei, dei ré na cadeira, parei, olhei assim e pensei, quer saber, ‘é melhor eu ir embora’. Ando evitando muita coisa, mas estou aberto para um casamento”, ri. “E eu sou muito assediado no Facebook”, brinca. “Barrigão, feio, mas estou lá. Não dizem que com dinheiro é fácil, difícil é o cara duro se arrumar? Eu digo, andando é fácil, quero ver na cadeira”, provoca.
Que o diga ele, claro. Só um ano depois dos tiros, o sexo voltou. Yuka conta que, um dia, falou para o médico: ‘Tá funcionando, tá funcionando’. Vibrou, mas na retomada optou pela precaução. Quando surgiu a primeira oportunidade foi logo avisando à parceira: “Eu nunca transei depois dos tiros”. Para ele, o aviso era um modo de, digamos, reduzir expectativas. Só que a tática funcionou tanto que ele usou o truque outras vezes. Sentia-se mais seguro. E foram muitas namoradas, segundo ele, que, na época em que foi ferido, estava terminando um relacionamento com a apresentadora Chris Couto, 54. “Acho que eu e a Chris só não fomos muito adiante porque éramos duas pessoas muito sensíveis que, muitas vezes, dividiam suas depressões”, conta em um trecho do livro. Já paraplégico, Yuka teve um rápido relacionamento com a artista plástica Mana Bernardes, 32, e, antes dos tiros, com a promoter Alicinha Cavalcanti, 53. Fala bem de todas e não teme que se incomodem ao ler detalhes íntimos em Não se preocupe comigo. “Todas as mulheres reconhecem o amor que eu tenho por elas, quase  incondicional”. Recorda-se que algumas foram ‘leoas” ao seu  lado,outras não aguentaram a barra. Ou, como admite, algumas desistiam porque ele não sabia se comportar. “Talvez seja um trecho pesado. Por exemplo, quando falo da sexualidade na cadeira de rodas. Não é bacana. Mas estou sempre me arriscando e chega um momento em que para sustentar minha verdade eu tenho que expor alguém. Estou deixando explícita minha história, meu direito de contar minha vida. Alicinha, por exemplo, é uma mulher fascinante.Não posso dizer que a namorei mas foi a coisa mais diferente que já vivi. Ela é o meu oposto”, diz. Ao contar essa história no livro, Yuka revela que Alicinha queria um filho. ‘Faz um filho em mim. Não precisa cuidar, pagar, se envolver. Só quero que esse filho seja seu’. Ele admite que a proposta o deixou orgulhoso. “Quando a mulher propõe algo assim, é mais que propor dividir a vida com você. É dividir outra vida”. Não aconteceu mas ele diz que a ideia de ter um filho, um dia, é real: há pouco tempo pensou em ser pai solteiro.

Polêmica
Há um assunto polêmico que ele prefere evitar durante a entrevista. Acha que tudo já foi dito. É o fato de ter sido afastado de O Rappa, a banda da qual foi fundador e baterista e a que deu a régua, o compasso e as canções marcantes. Ficou uma enorme tristeza. “Ainda tentava entender a minha vida, e o fato é que eles não quiseram me esperar ou estar comigo”, relatou. Os integrantes da banda só o visitaram uma vez no hospital. “Não consigo deixar de pensar que foram cruéis. E nem um pouco amigos. Mas assim foi”, conta na autobiografia. O autor, conta que Yuka não interferiu no livro, nem fez objeções a qualquer trecho. Mas quis que o último capítulo incluísse um pedido de perdão. Yuka avalia que sua entrega à música, à política e à militância social afetou sua família. “Eu quis pedir perdão àqueles que estão mais próximos”, explica Yuka que, no livro, é mais direto. “Estou pedindo desculpas pelos meus excessos, pela minha incapacidade. E pelo meu medo do futuro também”. 

domingo, 13 de abril de 2014

Alberto Youssef, o homem da mala de ouro tem digitais multipartidárias em vários escândalos: do Banestado CC5, dos tempos de FHC, ao deputado voador André Vargas do PT, passando pelos casos Cachoeira, Delta, e, quem sabe, Alfa, Ômega e outros a conferir......

(da Redação)
O doleiro Alberto Youssef deveria ser, hoje, o homem mais importante do Brasil. É um verdadeiro HD de informações históricas e atuais sobre a corrupção. Preso pela Polícia Federal no mês passado, na Operação Lava-Jato, ele tem um currículo impressionante. Matéria do Globo, neste domingo, relata a trajetória do empresário. Começou nos anos 80 como contrabandista de produtos eletrônicos e bebidas do Paraguai. Foi preso pela PF e, como sempre, solto sucessivamente pela justiça. Em meados dos anos 90, resolveu dedicar-se a casas de câmbio, ramo que, em todo o mundo, costuma aproximar operadores desonestos de figuras poderosas da política ou do mundo corporativo. Em 1998, foi denunciado por desvio de dinheiro da prefeitura de Londrina. Café pequeno no seu prontuário. Transita com desenvoltura com ligações diretas a políticos de vários partidos. Além do envolvimento, agora, com o deputado André Vargas, do PT, tem suas digitais, segundo O Globo, nos escândalo da Delta, aquela que, por sua vez, tinha conexões multipartidárias, um delas com o PSDB do Caso Cachoeira, de saudosa e impune memória. Para finalizar, um quesito do currículo que ressalta ainda mais a importância de Alberto Yousseff: foi peça-chave do caso Banestado CC5, um dos grandes escândalos da privataria da era FHC, do PSDB, uma operação que enviou bilhões de dólares para o exterior. Um caso que foi abafado, deixou muitos acusados e nenhuma punição. Pois é: Alberto Yousseff já dava expediente naquela transação do crime organizado.  E não estava sozinho. Ao contrário. Tinha ao seu lado uma alegre e poderosa galera, muitos ainda por aí, positivos e operantes.  

Um jornalista no ventre da besta

por Roberto Muggiati (Especial para a Gazeta do Povo)
Repórter no período da ditadura, Carlos Chagas revela em seu novo livro traições na cúpula do regime militar a partir de textos e matérias suas publicadas na imprensa nacional
O jornalista é o historiador instantâneo. Muitas vezes um historiador privilegiado, “testemunha ocular da História” – como se proclamava o Repórter Esso. Carlos Chagas se fez jornalista aos 20 anos, em 1958, e assistiu de dentro às grandes transformações da política brasileira. Cobriu a campanha de Jânio Quadros, acompanhou sua breve e caótica presidência de oito meses, a tumultuada posse de Jango, com a experiência frustrada do parlamentarismo, a ascensão e queda da esquerda festiva e o avanço dos tanques sucateados que impuseram o regime de 31 de março – ou de 1º de abril, dia da mentira. O regime de exceção se fingia provisório, mas iria durar 21 longos anos.
Carlos Chagas nunca se restringiu à mera notícia. Espírito reflexivo, alma de pesquisador, apurou em todas as fontes para calçar de equilíbrio e imparcialidade seus aguçados comentários. Na introdução de seu novo livro A Ditadura Militar e os Golpes Dentro do Golpe: 1964-1969 – A História Contada por Jornais e Jornalistas, ele diz: “As primeiras versões dos acontecimentos são as que menos se afastam da realidade. Porque, depois, vêm as biografias e os depoimentos, geralmente arrumando o que se passou de acordo com interesses e preferências de seus autores. E porque, mesmo errando, e muito, a imprensa transmite à opinião pública os fatos no momento em que se verificam, ainda a melhor forma de evitar deformações posteriores.”
Valendo-se de textos seus e de matérias publicadas na imprensa nacional – e de sua rica experiência pessoal – Chagas narra a evolução (ou involução) da ditadura em seus primeiros seis anos: a sanha autofágica de militares sedentos de poder. Sempre em destaque no jornal O Globo, Chagas ganharia a proximidade do marechal Costa e Silva: “Já ‘eleito’ pelo Congresso, apesar de deter o controle das Forças Armadas, ele ainda temia a possibilidade de Castello tirar-lhe o tapete.” Para evitar confrontos, Costa empreendeu uma volta ao mundo: Europa, Ásia e Estados Unidos. O Globo incumbiu Chagas de cobrir a viagem. Com a ordem peremptória do dr. Roberto Marinho: “Não se afaste do Costa e Silva. Fique nos mesmos hotéis que ele ficar, viaje nos mesmos voos, compareça aos mesmos restaurantes.” Em Washington, Chagas viu o marechal dar uma dura no ex-embaixador, Lincoln Gordon, um dos principais articuladores do golpe de 64: “Olha aqui, Mister, o senhor não se meta no meu governo. Pode se retirar.”
O jornalista passa a confiar no político. Vê Costa e Silva assinar contrariado em dezembro de 1968 o AI-5, golpe final na democracia. Em maio de 1969, assume a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, esperançoso no projeto de constitucionalização que o marechal empreende, apoiado no gênio jurídico do vice-presidente Pedro Aleixo. Mas a linha dura prevalece, a saúde do velho marechal baqueia, uma junta militar assume e em 30 de outubro de 1969 o general Emilio Garrastazu Médici assume a Presidência. Relata Chagas:
“Naquele fim de semana começaram os boatos. Costa e Silva estava mal ou morrera? Tratava-se de um golpe de estado? Permaneci sábado (31 de agosto) e domingo no Palácio e estive em casa para apenas algumas horas de sono. Os telefones não paravam. Jornalistas daqui e do exterior queriam a informação que apenas no domingo conseguiria confirmar e anunciar: acometido de trombose cerebral, o presidente estava temporariamente impedido de chefiar o governo. Aquela demora em declarar o óbvio, contudo, jamais me levara a supor que se tramava um dos mais execráveis golpes na crônica da República: o impedimento de um presidente para obstar a constitucionalização, mantendo-se a ditadura em sua forma mais abjeta, a de uma Junta Militar. Semanas mais tarde, sem recuperar a voz e os movimentos do lado direito, mas lúcido, percebendo tudo o que se passava à sua volta, Costa e Silva ouviria do comandante Peixoto uma das mais significativas perguntas da história recente do país: ‘O senhor queria assinar a reabertura do Congresso e a emenda constitucional acabando com o AI-5?’ As lágrimas jorrariam do rosto daquele inválido e emotivo presidente da República, já então atropelado por uma Junta Militar, que lhe usurpara o poder e com a qual jamais concordara.”
Chagas registrou aquele momento trágico, que o marcou para sempre, no livro 113 Dias de Angústia, proibido pela censura em 1970: “Eu vi o sorvete cair da mão da criança no momento exato em que ela ia levá-lo à boca. A consciência de que viver é muito perigoso tornou-se muito mais forte. Concluí que a gente tem que estar sempre resistindo. Não há trégua. No início eu tinha ilusões, achava que tudo ia melhorar. Em vinte ou trinta anos, a situação seria outra. A mágoa é comprovar que a vida da maioria do nosso povo continua muito difícil.”
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Lady Gaga ainda viaja muito, mas já faz menos apresentações mundiais

por Eli Halfoun
Lady Gaga começa a mostrar sinais de cansaço e está diminuindo o número de shows em turnês internacionais e também buscando mais sobriedade em seus geralmente ousados (ousados até demais) figurinos. A turnê do novo show “The Artpop Ball” terá apenas 65 apresentações em 21 países e não mais os quase cem que a cantora fazia normalmente. Ainda assim Gaga continua sendo campeã de público e arrecadação. Ela também estuda a possibilidade de tirar longas férias para dar uma mexida geral em sua milionária carreira. Mudar é sempre importante para surpreender o público. (Eli Halfoun)

Loucuras de Shirley e triângulo amoroso entre Helena, Laerte e Luisa movimentam “Em Família”

por Eli Halfoun
Estão decididas as primeiras modificações para a novela “Em Família” tentar buscar mais leveza e assim atrair o público que ainda considera a novela pesada e chata. De saída o autor Manoel Carlos está escrevendo mais cenas para a personagem Shirley (Viviane Pasmanter) que aprontará muito com suas extravagâncias e bem humoradas loucuras. Outra decisão do autor é antecipar o triângulo amoroso entre Helena (Julia Lemmertz, Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Luisa (Bruna Marquezine). Autor e direção da Globo estão convencidos que o triângulo amoroso movimentará a trama e atrairá a curiosidade dos telespectadores, além de acabar com o já desmentido boato de que Luisa seria filha de Laerte. Ou seja: “Em Família” entrará no esquema preferido dos folhetins com encontros e desencontros amorosos que sempre são garantia der audiência, mesmo que na maioria das vezes não tenham a menor lógica. (Eli Halfoun)

Eleição presidencial está devagar quase parando

por Eli Halfoun
Se depender apenas da propaganda eleitoral veiculada até agora está difícil votar e escolher o próximo presidente do país. Nenhum dos chamados presidenciáveis disse nada de interessante e, portanto, não mudou o viciado e ineficiente discurso de sempre. A conversa supostamente informal (nunca se viu informalidade tão formal entre Eduardo Campos e Marina Silva não anima ninguém e pelo visto nem aos dois, digamos, protagonistas que são puro e total desânimo. Aécio Neves fala muito (nem parece que é mineiro), mas o que se viu até agora é que ele acredita que o Brasil é Minas Gerais. Dilma não entrou ainda na veiculação oficial da propaganda eleitoral e pelo visto está se poupando para ver se recupera a aceitação que vem perdendo a cada pesquisa. Dilma tem muito para falar, mas convenhamos que nesse momento tem muito mais para fazer. O país precisa. (Eli Halfoun)

Será que os grandes corruptos também deixam de pagar pensão?

por Eli Halfoun
A recente prisão do ator Marcos Oliver por falta de pagamento da pensão para a filha de 12 anos mostra uma vez mais que no Brasil da impunidade só o não pagamento de pensão é motivo para prisão imediata e sem muito papo jurídico furado. Oliver não é o primeiro famoso a ganhar o noticiário por deixar de pagar pensão. Conclusão: no Brasil o roubo é permitido desde que seja feito em milionárias falcatruas (como as da Petrobras). Talvez seja até o caso de investigar quantos políticos desonestos deixam de pagar pensão para que assim e enfim, conheçam o gostinho das cadeias das quais parecem cada vez mais distantes pelo menos enquanto trabalharem por baixo dos panos e estiverem com as pensões familiares em dia. (Eli Halfoun)

Parada brasileira do orgulho LGBT investe para ser a maior do mundo

por Eli Halfoun
É de R$ 2.2 milhões a previsão de investimento para a realização da Parada do Orgulho LGBT para esse ano em São Paulo. A parada já garantiu, entre outros, os patrocínios da Caixa e da Petrobras e confirmou também a participação da ministra da Cultura Martha Suplicy que desfilará em cima de um carro de som. Atualmente a parada de São Paulo é a segunda maior do mundo, mas os organizadores querem fazer com a desse ano passe a ser a maior e mais importante do mundo. O Brasil tem capacidade e muita gente ainda não assumida para isso. (Eli Halfoun)

sábado, 12 de abril de 2014

Apartheid no aeroporto? Guenta, cambada

(da Redação)
Foi intensa, e continua, a campanha para privatizar os grandes aeroportos brasileiros. Só os rentáveis, claro, porque a maioria, nas cidades mais distantes ou de menor movimento, vai ficar mesmo na conta pública da Infraero. Aeroportos devem mesmo ser de operação privado. O ideal era que os concessionários cuidassem sozinhos, até construíssem, sem recorrer a dinheiro público. Mas isso é difícil. No Brasil, o empresário privado precisa ser urgentemente... privatizado. Alguns aeroportos já privatizados estão fazendo obras. Será para o público em geral ou apenas para privilegiados? Há dúvidas. O aeroporto de Guarulhos, por exemplo., está investindo em uma área vip para as classe mais altas. Custa caro para entrar lá. O pessoal endinheirado terá privilégios e prioridades. Os manés vão continuar na galera. Diz a Folha que quem pagar a grana preta para entrar no espaço Vip terá "cerimonial" para check in, despacho de bagagens etc. A ANAC deve, se é que quer, fiscalizar isso porque a "preferência" pode facilmente se transformar em fura-fila, lugar em vôo quando os mortais comuns não conseguirão, facilidade para embarcar antes etc. Quem vai gostar é aquela famosa colunista que deixou de viajar para o exterior porque até o porteiro dela tinha ido para a Europa. "Perdeu a graça", segundo ela. No espaço vip, pelo menos, não terá que cruzar com o povão que passou a viajar de avião. E, vale lembrar, taxas de embarque para a turma pé-no-chão já aumentaram e vão aumentar mais. Segura, peão! Pode isso, Arnaldo?
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Porque hoje é sábado, gatas da Lituânia e da Ucrânia viram manchete no blog idem

(da Redação)
A Europa oriental é terra de mulheres bonitas. Muito bonitas. Aliás, esse DNA espetacular também passa por São Petersburgo e Moscou e se espalha aos pés dos Urais. Há louras eslavas, a maioria, gatas de cabelos pretos e algumas de ascendência mongol. Bom lembrar que naquelas bandas, até à beira da China, há quase cem grupos étnicos distintos.Um dos clipes que você pode ver no link abaixo foi feito na Lituânia. Mostra um grupo equivalente às cheerleaders americanas mas que deixa as "barbies" do Texas, de Montana e Oregon com jeito de meninas de escola dominical de catecismo. E a galera da Lituânia dança bem. A maioria estuda balé desde criancinha. As dançarinas da Ucrânia dão um toque de tradição cossaca às suas coreografias. Aliás, essas cheerleaders da Ucrânia se apresentaram durante a última Eurocopa que a televisão brasileira transmitiu. Grandes jogos, certo, mas quando elas começavam a se apresentar nos intervalos um diretor de TV sem noção cortava a imagem para comerciais do Faustão, da novela das oito, das Casas Bahia, do Friboi, sabe-se lá, uma dessas carnes que o Roberto Carlos só olha e não come.
VEJA O VÍDEO DAS MENINAS DA LITUÂNIA, CLIQUE AQUI





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Justiça obriga doleiro investigado a ficar distante no mínimo 200 metros de modelo que foi sua amante.Perdeu, playboy

Luciana Hoepers. Folto Divulgação/Reprodução de rede social

A modelo Luciana. Foto Divulgação/Reprodução de rede social
 (da Redação)
A justiça acaba de impor uma restrição ao doleiro Fayed Traboulsi, que foi preso pela Polícia Federal no ano passado na Operação Miqueias. O acusado está proibido de chegar a menos de 200 metros da modelo Luciane Hoepers, que foi sua amante e parceira de trabalho. A restrição foi determinada com base na Lei Maria da Penha. Luciana, que também é investigada pela PF, teria sido ameaçada. A loura, como este blog já publicou, era, segundo a polícia, quem convencia prefeitos e funcionários públicos a aplicar dinheiro público em fundos de pensão do tipo me-engana-que-eu-gosto.

Angela Merkel, "Hitler" e foto campeã de acessos...

Angela Merkel, à esquerda, e amigas.
(da Redação)
Os dados mundiais precisos ainda não foram somados. Há dificuldades em levantar acessos na China e em países islâmicos, mas a famosa foto de Angela Merkel nua publicada no ano passado briga pelo título de uma das mais acessadas na internet.O continente que mais curtiu a alemã pelada foi, naturalmente, a Europa. Um subproduto do escândalo - a também famosa reunião de "Hitler" com seus oficiais - também fez sucesso.
...E "HITLER" NÃO GOSTOU. REVEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

A televisão é muito mais engraçada do que o “A TV na TV” mostrou

Marcelo Adnet e Marcos Melhem em "A TV na TV". Foto Estevão Avelar-TV Globo-Divulgação
Adnet imita Silvio Santos. Foto TV Globo-Divulgação

Elenco e equipe técnica de "A TV na TV". Além de Adnem e Melhem, são atores e nove roteiristas: Luana Martal, Danton Mello, Veronica Debom, Georgiana Goes, Welder Rodrigues, Renata Gastal e Mario Vikto. Foto TV Globo -Divulgaç.ão
por Eli Halfoun
Política e televisão são os dois assuntos que mais se prestam para fazer humor - até porque na maioria das vezes são “piadas prontas”, como dizem os humoristas. Assim era fácil apostar no humor do programa “A TV na TV”, nova atração da Globo que na estréia mostrou um bom caminho, mas não disse ainda ao que veio.Vamos ter mais humor nas próximas edições. Como o elenco com Marcelo Adnet e Marcius Melem liderando é da melhor qualidade não custa dar um voto de confiança para que o bom caminho do humor se faça presente nos próximos programas, já que foi boa a repercussão da estréia. É indiscutível o talento de Marcelo Adnet que agora parece ter se encontrado na Globo: tenho certeza de que se um dia o deixarem sozinho no palco fazendo stand-up semanal teremos um excelente e imperdível programa. Por enquanto falta encontrar o melhor caminho para um tema que por si só é uma sátira: a televisão. (Eli Halfoun)

Violência coloca o Brasil no pior mapa do mundo

por Eli Halfoun
O Brasil é campeão de várias modalidades das quais se orgulha, mas certamente morre de vergonha quando toma conhecimento que está entre os campeões mundiais de violência. Essa vergonhosa realidade está em recente estudo das Nações Unidas feito com base na taxa de homicídios do ano passado em todo o planeta. O estudo mostra que, em 2012, 437 mil pessoas foram assassinadas em todo o mundo e desse total 50 mil (10%) foram registrados no Brasil que assim ocupa o 16º lugar no ranking dos países mais violentos do mundo. Segundo o estudo a taxa nacional é de 25.2 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Esse número é quatro vezes maior que a média mundial de 6.2 por 100 mil habitantes. O Brasil tem onze cidades (a maior parte na região nordeste) que registram mais de 300 casos de assassinatos de jovens por cem mil habitantes. Rio e São Paulo não estão no ranking que aponta Maceió (capital de Alagoas) como a primeira em taxa de homicídios e a quinta do mundo.

 O estudo da ONU mostra também que a América Latina desbancou a África como região mais violenta, com uma violência ligada ao crime organizado e à violência política. Só uma perguntinha? Se o crime é organizado a paz também não poderia ser? (Eli Halfoun)

Estão explorando o trabalhador também nos feriados

por Eli Halfoun
Feriados são dias de folga e, portanto, de descanso, mas não é isso o que acontece em grandes fábricas que, não é de hoje, exigem que em feriados o dia da folga seja pago trabalhando, por exemplo, no sábado, às vezes até no domingo, ou fazendo hora extra durante a semana anterior ou seguinte ao feriado que nunca é respeitado. Esse é mais um absurdo exemplo da exploração do trabalhador que nesse caso não pode nem se recuar pagar o feriado porque é ameaçado de demissão. Ao que se saiba a lei obriga que os feriados sejam respeitados como dias de folga e, portanto, mais uma vez os patrões estão burlando a lei. Como essa abusiva prática é antiga está mais do que na hora do Ministério do Trabalho entrar em ação para que o trabalhador seja respeitado e deixe de ser explorado por patrões que só pensam em lucro, em levar vantagem nas costas dos outros. Por uma questão de justiça a Justiça do Trabalho também deveria dar o ar de sua graça. Ou será que está de folga?

Sobreviver no Brasil só na base do calmante: ta todo mundo louco

por Eli Halfoun
“Tá todo mundo louco, ôba/ tá todo mundo louco – o cantor e compositor mineiro Silvio Brito não estava tão louco assim quando escreveu a música que é o maior sucesso de sua carreira. Brito foi um visionário ao perceber que estamos todos loucos e os ainda considerados normais estão a caminho da loucura. Não é aquela loucura de rasgar dinheiro e nem de sair por aí batendo com a cabeça na parede, o que com exceção de rasgar dinheiro, às vezes dá até vontade de fazer. A população brasileira parece ter chegado ao limite viver no limite e para conviver com as dificuldades, as falcatruas e a falta de perspectiva precisa da ajuda de um “remedinho”. A pílula do momento é o calmante Rivotril, que segundo recente pesquisa é o medicamento mais receitado no Brasil e ultrapassa até os remédios Losartana Potássica para controle da pressão e Gilfage para tratamento de diabetes. No ano passado o Rivotril foi receitado 1.30 milhão de vezes enquanto a Losartana teve 1.37 milhão de receitas e o Gilfage foi indicado para 1.13 milhão de pacientes. A pesquisa feita pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos mostra também que no ranking dos 20 medicamentos mais receitados por médicos estão outros três relacionados a saúde mental. Embora oficiais não são necessariamente números exatos se levarmos em conta que o brasileiro com mania de médico indica medicamentos e toma qualquer um sem receita, o que é muito perigoso para a saúde física e claro, mental, o que também mostra que ta todo mundo louco. Cada vez mais. (Eli Halfoun)

“Patrulha” da Record é um bom começo para proteger o consumidor de frequentes abusos

por Eli Halfoun
O quadro “Patrulha do Consumidor”, sucesso-maior do “Programa da Tarde (Record), e que é também excelente vitrine política para o ex-deputado e apresentador Celso Russomano (continua pensando em ser prefeito de São Paulo) ganhará mais mobilidade: está decidido que o quadro será apresentado ao vivo de diferentes estados para atender consumidores de todo o país. Não se pode dizer que com esse quadro na mão de Celso Russumano os consumidores de uma maneira geral estejam mais protegidos dos freqüentes abusos dos quais são vítimas nas mãos de comerciantes, fabricantes e prestadores de serviço inescrupulosos. Também não se pode negar que ao resolver questões de poucos consumidores Russomano presta de tabela orientação geral: quem comete abusos contra o consumidor sabe que pode parar na televisão como desonesto e além de ser desmoralizado é condenado publicamente, o que é terrível para quem tem vergonha na cara. A “Patrulha”‘ do Consumidor não é ainda para solução viável para evitar freqüentes abusos contra consumidores que na verdade não têm muito o que fazer contra os supostamente mais poderosos que exploram a população, mas o “Patrulha” é um bom começo e talvez a melhor forma de mostrar aos exploradores que o consumidor tem proteção na lei. Basta que a lei seja cumprida, o que nesse país é difícil. Muito difícil. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mais ação para mudar o ritmo chato de “Em Família”

por Eli Halfoun
Apesar dos 30.0 de audiência que vem conquistando a novela “Em Família” não atravessa uma boa fase na Globo como, aliás, tem acontecido com todas as novelas que costumam dar uma virada da metade em diante. O índice de audiência da novela de Manoel Carlos seria motivo de festa em qualquer emissora, mas para os padrões das novelas da Globo é considerado ruim (é o pior conquistado por todas as novelas do horário). A  direção da emissora quer mudanças e de saída determinou o fim dos clipes chamados “Momentos em família” exibidos ao final de cada capítulo. Pesquisa mostrou que o público não se mobilizava com os clipes e que eles eram motivos de queda de audiência ao final de cada capítulo. Outras mudanças estão previstas: sabe-se, por exemplo, que a direção da emissora já orientou o autor pra aumentar o número de cenas bem humoradas, o que pode significar que a considera (pelo público, é claro) ranzinza personagem Helena passe a ter menos importância na trama. “Em Família” é considerada também uma novela chata e arrastada e passará a ser mais ágil e espera-se interessante a partir dos próximos capítulos. Essa é, aliás, uma espécie de trama que se repete nas novelas, que passam as ser consideradas chatas no início, mas sempre reagem quando a história chega na metade. Desde o início ficou claro que “Em Família” teria uma trama desenvolvida em marcha lenta, o que também é uma  característica dos folhetins de Manoel Carlos. A novela  passará por modificações, mas não se pode esperar que a novela mude tanto quanto a Globo acha que deveria mudar. (Eli Halfoun)

Afinal onde anda essa tal de “liberdade de expressão"?

por Eli Halfoun
Fala-se muito em liberdade de expressão e, portanto, liberdade de imprensa, mas parece que não se quer praticar o que se diz e se defende nos discursos. A liberdade de expressão está sempre ameaçada por, entre outras coisas, imposições econômicas: ou os jornais deixam de falar o que não interessa para alguns grupos ou sofrerá duras penas nas verbas de anúncios. A mais recente e vergonhosa mordaça está tentando calar a voz da jornalista e apresentadora Raquel Sheherazade que ganhou mais espaço na mídia depois que defendeu posições (que muita gente tem, mas não tem coragem de assumir) com as quais o público não concordou e os políticos falastrões muito menos a ponto de, segundo a própria jornalista, estarem pedindo a sua cabeça no SBT: partidos políticos querem que ele seja afastada da bancada do “Jornal do SBT”.
A emissora de Silvio Santos sempre respeitou a liberdade de expressão e permitiu (ainda permite) que os profissionais de jornalismo expressem suas opiniões. Raquel Sheherazade está de férias até o próximo dia 4 e garante que voltará ao “Jornal do SBT” mesmo sofrendo retaliação fora da emissora. Diz aí Raquel: “Há uma pressão política muito forte para que eu seja calada. PSOL e PC do B entraram com representações contra meu direito de opinião e tentam cercear minha liberdade”. É uma denúncia muito forte contra partidos que vivem fazendo discursos a favor de todo o tipo de liberdade, principalmente a liberdade de expressão que agira querem tirar de uma correta profissional de imprensa. Em entrevista para a “Folha de São Paulo” Raquel faz outra grave denúncia: “partidos ameaçam cortar verbas publicitárias estatais e até pedir a perda de concessão da emissora”, o que, aliás, é muita pretensão. Esse não é o único exagero contra a liberdade de expressão: segundo a Folha em março a bancada do PC do na Câmara entrou com representação contra a apresentadora e a emissora por crime de apologia e incitamento ao crime, à tortura e ao linchamento. Mais um exagero: em nenhum momento houve esse tipo de incitamento na emissora que tem dedicado quase toda a sua programação ao lazer e entretenimento.

A deputada Jandira Feghali, que tanto lutou a favor da liberdade de expressão se defende: “Não queremos calar a Sheharazade. O que a gente não admite é que o SBT dê guarida a incitação ao crime"
O que, convenhamos, não aconteceu em nenhum momento desde que o episódio ganhou mais repercussão do que se esperava. Agora todo mundo quer deitar em cima de um fato que teria passado batido se a mídia não tivesse feito esse carnaval antidemocrático. O fato é que em nome da democracia a apresentadora tem todo o direito de dizer o que pensa e o público de discordar e também dizer o que pensa. O resto é apenas querer botar o bloco na rua para aparecer e aparecer indevidamente. (Eli Halfoun)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Vai ter Copa! Disco oficial já está gravado e deve ser lançado nas próximas semanas: no time de cantores e músicos, Santana, Shakira, Sergio Mendes, Bebel Gilberto...

(da Redação)
A música apontada como hino da Copa é "Dar um Jeito" ("We will find a way"), executada pelo guitarrista Carlos Santana e vozes do cantor Alexandre Pires e do rapper Wyclef. O clipe já foi gravado e aguarda data de lançamento mundial. O disco tem ainda a música "Vida", por Ricky Martin, "Tatu Bom de Bola", de Arlindo Cruz, Shakira canta "La La La Brazil 2014", com Carlinhos Brown, "Lepo Lepo", do Psrico, "Go gol", de Preta Gil e Rdrigo Alexey, "On Nation", de Sergio Mendes, "Tico Tico", de Bebel Gilberto e Lang Lang, entre outras. Fora do disco oficial, Beyoncé e Kate Perry também devem lanças músicas alusivas à Copa.

Pelada no McDonald's: tudo porque o funcionário não quis dar o ketchup





Reprodução You Tube
por Omelete
A americana Sandra Suarez decidiu ir ao McDonald's. Ok, milhões de pessoas fazem o mesmo. Só que a loura, de 41 anos, não queria Mc Fritas, nem Cheeseburger ou Hotdog. Estava interessada em algo mais picante. Ela simplesmente assediou um funcionário e lhe pediu uma porção de sexo oral. Com ketchup, talvez. O rapaz, surpreso, não atendeu a freguesa e não quis ir um instantinho ao estacionamento, como ela pediu, onde daria conta do pedido. Sandra Suarez não gostou do "toco", invadiu a lanchonete, na Flórida, ficou só de fio dental, e começou a quebrar tudo. A polícia, ela admitiu que a recusa de sexo oral foi a razão da sua ira: o funcionário não acho que a freguesa tem sempre razão. O prejuízo à loja foi de cerca de 22 mil. A própria Sandra teve que pagar pouco mais de 15 mil de fiança. O sexo oral, contudo, era de graça. Ela foi filmada pelo circuito interno da loja e o vídeo está bombando no You Tube. Um  dano colateral: a funcionária que postou o vídeo foi demitida. Sem direito a fgts, sexo oral, nem mesmo batata frita. 
VEJA O VIDEO DA PELADA DO MC DONALD'S COM TARJAS SE VOCÊ FOR CAROLA. CLIQUE AQUI

OU VEJA O VÍDEO SEM CENSURA SE VOCÊ FOR NORMAL
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Deu na Carta Capital: Lula pede para PT "ir pra cima"

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Deu no Viomundo: "Em Tempo", o jornal que desnoticiou a notícia...

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Homenagens em vida são sempre mais justas

por Eli Halfoun
São justas todas as homenagens prestadas pelo público, colegas e a mídia para José Wilker, que entristeceu o país partindo tão cedo. O que me intriga, e não é de hoje, é porque homenagens são prestadas apenas quando quem as recebe não está presente para ver toda uma vida. Sempre achei e até tentei fazer valer a ideia que a televisão tivesse pelo menos um programa mensal ou até anual para homenagear os grandes talentos (e não só os artísticos) desse país de muitos talentos. Tudo bem que as homenagens prestadas depois da morte são mais uma maneira de mostrar respeito e acima de tudo saudade, mas respeito e saudade devem ser mostrados todos os dias e todas as horas. O consolo é que José Wilker se foi, mas não levou cremado o imenso talento que e enriqueceu a sua e as nossas vidas. O talento está aí presente em uma admirável obra que o artista nos deixou. José Wilker estará sempre entre nós porque talentos como o dele não acabam: ficam sempre como ensinamento de mãos dadas com a eterna saudade. (Eli Halfoun)

Revista francesa vê fiasco na Copa no Brasil e vem para o ataque

por Eli Halfoun
Não é coisa de brasileiro pessimista: o mundo inteiro desconfia que a realização da Copa do Mundo no Brasil “será um fiasco”. A revista francesa France Football, por exemplo, publica em sua última edição uma capa negra com o título “Peur sur le Mondial” que traduzindo é “Medo do Mundial”. Capa é pouco: no texto de várias páginas a revista diz que “o Brasil está longe de ser o paraíso imaginado pelo Fifa e que “já virou uma terrível fonte de angústia.” A revista diz ainda que no Brasil “a corrupção é endêmica” e que ”tudo se resolve na base da propina." Mais: “todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos e fazem campanha para recolher dinheiro para eles." A reportagem fala também da carga tributária e compara os péssimos serviços brasileiros aos do Congo. Termina o texto ironizando a presidente que “acha que será a melhor Copa de todos os tempos”. Agora só nos resta enfiar em campo muitas bolas nas costas desses franceses metidos. (Eli Halfoun)