por Eli Halfoun
Há alguns anos, o Ibope era
o dono da palavra final sobre pesquisas políticas. A voz do ainda respeitável
Ibope perdeu força com o surgimento de várias e confiáveis empresas especializadas
em pesquisa, especialmente sobre eleição, época em que essas empresas mais
aparecem. Ainda assim o Ibope continua sendo “a verdade” em relação a pesquisas
de audiência na televisão. A atuação do Ibope sempre mereceu restrições de emissoras
de televisão porque segundo dizem o Ibope beneficia a Globo, o que nunca foi
verdade e muito menos necessário. Agora o Ibope começa a correr o sério risco
de abafar ainda mais a sua voz: no ano que vem a GfK, empresa alemã de
pesquisas passará a fazer uma ampla e mais transparente pesquisa de audiência.
De saída, conta como apoio comercial da Rede TV, da Record, da Bandeirantes e do
SBT que assinaram contratos com a empresa. As emissoras pagarão, segundo
informação, não oficial, 40% menos do que pagam (ou pagavam) ao Ibope. O custo
das emissoras com pesquisas é estimado em R$ 30 milhões por ano com os estudos
encomendados ao Ibope. A GfK pretende instalar inicialmente 6 mil aparelhos de
aferimento de audiência nas casas dos telespectadores. Os aparelhinhos começam
a funcionar em setembro de 2014. A chegada do GfK não significa absolutamente o
fim do Ibope como fonte de consulta de audiência, mas será sem dúvida uma boa e
necessária maneira de conferir os novos números e saber se a Globo é mesmo a líder
disparada. A verdade é que agora nenhuma emissora terá do que reclamar, mas
continuará desconfiando e reclamando. (Eli Halfoun)