A nova edição da Carta Capital analisa a catástrofre política do Rio de Janeiro. Por mais que se ame o Rio não há como negar.
Observação: o ranking abaixo é um mero exercício elaborado pelo blog, sem relação com a revista Carta Capital. São muitos os marcos desastrados que ao longo de décadas sitiaram o Rio de Janeiro.
por Flávio Sépia
1 - A mudança da capital para Brasília (1960). Historiacamente. a antiga Manchete sempre exaltou a iniciativa de JK. O tempo mostrou que o mineiro concebeu um desastre para o Rio. Pior: a história provou que Brasília - e não falo do povo trabalhador, mas de um contexto institucional -, construiu duas vocações: uma tendência sazonal de golpear a democracia; e um apego à corrupção endêmica. Com uma canetada, o Rio perdeu relevância, sedes de instituições e de estatais e verbas. É impossível calcular o custo da transferência incluindo as mordomias cuja prática surgiu com Brasília. O pagamento de viagens aéreas Rio-Brasília-Rio para deputados, ministros , senadores e tribunais. A prática predatória de oferecer apartamentos a custo público para políticos e milhares de servidores surgiu com a nova capital; Ali criou-se a cultura de transferir para os cofres públicos despesas pessoais dos privilegiados. Ao longo do tempo o custo dessa orgia tornou-se pornográfico.
2- A fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro foi obra da ditadura (1975). O general-ditador Ernesto Geisel comandou esse crime contra o Rio, além de outras violências do seu . prontuário. Motivos políticos, ideológicos e de favorecimentos à margem da lei a grotões de clientelismo comandados por aliados e centuriões do regime alimentaram a praga autoritária. O objetivo era reduzir a força oposicionista que a cidade manteve após o golpe de 1964. Em consequência, o Rio perdeu relevância e o antigo Estado do Rio impôs ao novo estado rateado por "coronéis" os corruptos a serviço da ditadura. O Rio paga até hoje o preço de um brutal desgaste econômico fruto da militarização que se transformou em plataforma de tutores despreparados e desonestos.
3- A garfada nos royalties do petróleo do pré-sal e de campos anteriores na Bacia de Campos. Além disso, com a privatização da exploração, a responsabilidade de contabilizar os royalties é das concessionárias que foram beneficiadas com a privatização. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) não tem estrutura para fazer a fiscalização correta dessa contabilidade. Então a raposa cuida do galinheiro.
Além disso, o Rio perde cerca de R$ 90 bilhões por ano em favor de outros estados na tributação do petróleo, segundo estimativa da Firjan.
4) A praga mais atual? É a brutal a queda de qualidade do voto popular no Rio de Janeiro pós-fusão. O nível dos eleitos era melhor quando a cidade era Distrito Federal e Estado da Guanabara. Lembra disso? Com a fusão, essa consciência despencou graças ao clientelismo disseminado. O golpe seguinte foi o peso do voto religioso com as igrejas se transformando em palanques políticos à margem da lei e em desafio ao Estado laico. O controle do voto popular mudou para pior as instituições democráticas que representam os cidadãos. É o que a história escrita no dia a dia tem mostrado fartamente. O poço sem fundo parou de afundar? Nada disso. O caos acima descrito pariu o bolsonarismo. O Rio entrou em um atoleiro surreal difícil de atravessar.
5) As perdas administrativas e econômicas impactaram a origem urbana. As favelas cresceram e se transformaram em fortalezas que abrigam organizações criminosas e oprimem os trabalhadores e suas famílias que ali residem. Atualmente, tais organizações conquistaram enorme força eleitoral. Daí, como a mídia registra frequência, a promiscuidade do crime com a política desonesta, longe dos interesses reais da população.
7) As pragas acima formaram o caldo de cultura para a corrupção desenfreada no Rio de Janeiro. onde governadores fazem rodízio para ver que é mais corrupto. A verdade é que no Rio rouba-se e furta- se tudo, independentemente da classe social.No alto da pirâmide, a corrupção macro que desvia bilhões de recursos públicos; nas faixas intermediárias as infinitas formas de estelionato impulsionadas pela internet. No segmento barra pesada, assaltos a mão armada a qualquer momento e lugar. Existe ainda a folclórica mas nem por isso menos danosa corrupção popular. São os roubos de cabos elétricos de cobre, estátuas e peças de bronze e alumínio, tampas de bueiro, portas de ferro e alumínio dos condomínios. O Rio é uma cidade impedida de ter e manter equipamento urbano. Núcleos de recreação infantil e de lazer instalados em praças duram pouco, desde que tenham peças de valor para os ferro- velhos ilegais que proliferam na capital. Talvez a culpa, além dos quesitos conhecidos, seja do governante que construiu a sede do Congresso e, depois, a sede a Assembléia Legislativa do RJ no lugar onde existiu a Cadeia Velha. A julgar pelos últimos acontecimentos, os fantasmas contra-atacam. Quero dizer, os da velha cadeia.

Tem muito mais pragas. Os militares acabaram com.os bondes do Rio..A cidade tinha uma rede de mais de mil km de trilhos. Destruíram tudo para botar a contratação corrupta dos ônibus elétricos. Geisel mandou demolir o Monroe. Era um ignorante sem ideia do que aquilo significava. Foi enrolado.por um arquiteto mal
ResponderExcluirIntrncionsdo