Alguma coisa deve estar errada na cabeça de muitos políticos. Parece que os antigos valores morais e éticos que sempre espelhavam o comportamento dos políticos diante da sociedade vem se deteriorando – entendo que é o melhor termo para definir esse estado de comportamento – e passam a dar interpretações de situações mais de acordo com os seus interesses pessoais do que com a lógica do acontecimento. Agora mesmo, um candidato político, assina um programa de governo onde são projetados todas as sua planilhas de ação e realização de obras e intenções políticas e de comportamento, sem ler esse mesmo programa.
Ora, como pode agir dessa forma um político, que asssina sem ler o que está assinando e declara depois que não assinou apenas rubricou, o que torna mais grave o ato porque rubricou com a intenção de justificar a não leitura desse programa. Mas, por ignorar o mínimo dos termos de lei que regem relação de assinaturas de qualquer documento, comete uma barbaridade dessa ordem achando que está acima do bem e do mal e o que prevalece é a sua vontade. Ora, alguem precisava dizer a essse político que assinatura e rubricas em documentos tem a mesma validade, tem a mesma importância e selam a credibilidade dessse documento.
Aliás, o que vem sendo demonstrado desde 2002 para cá é exatamente essa falta de respeito para com os procedimentos legais que legitimam ações e fatos de natureza política e normais nos comportamentos daqueles de que se espera o estrito cumprimento do dever nas normas da lei. E são políticos dessa ordem, que aspiram sucederem os modelos atuais, que ainda se encontram no poder, apesar de estarém às vésperas de deixarem os cargos que ocupam.
O Brasil merecia e merece políticos melhores para substuirem os atuais, que desconhecem o valor de assinaturas ou rubricas em documentos que se tornam públicos.















