quinta-feira, 14 de abril de 2022

Acorda, Sleepy Joe

As terríveis cenas da desastrada retirada no Afeganistão, a inflação e a atuação na Guerra da Ucrânia - conflito que impulsiona a inflação  -  jogaram Joe Biden em um porão de desaprovação na opinião pública estadunidense em um ano eleitoral. Biden viu na Ucrânia uma chance de se afirmar como o líder global. Até aqui não deu certo. Seu índice de desaprovação está em 55%. O risco de entregar a maioria no Congresso assusta os democratas. Na Ucrânia, Biden concentrou seus esforços na guerra. Parecia entender que a recuperação do seu prestígio interno estava apenas  na enorme ajuda militare nas sanções, esqueceu que trabalhar para evitar a invasão russa, quando isso ainda poderia ser possível, e buscar uma negociação de paz para conter tantas mortes também é papel de estadista. Se o desfecho ainda imprevisível da crise na Europa mostrar que Biden acertou e vier em seguida a queda da inflação, ele poderá se recuperar a tempo. 

Por enquanto e de camarote, Donald Trump assiste às trapalhadas do democrata enquanto lhe crava o apelido de Sleepy Joe.

Frase do Dia: quem sustenta o opressor

 "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”

Simone de Beauvoir (a filósofa, escritora e ativista morreu em 14 de abril de 1986, há exatos 36 anos)

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Le Pen: se eleita, hora da vingança contra jornalistas

 

Edição do Libération de amanhã: programa de Marine Le Pen é " negação do Estado de Direito"

Instinto Selvagem comemora 30 anos. Mas Paul Verhoeven, o diretor do blockbuster de 1992, diz que não há motivo para festa. "A sexualidade foi banida do cinema"

 

Sharon Stone, o fenômeno das telas em 1992. Foto Divulgação

por José Esmeraldo Gonçalves 

Lançado em 1992, Basic Instict (no Brasil, Instinto Selvagem) comemora 30 anos. Aqui, os caras pintadas estavam nas ruas; Collor caía; Daniella Mercury fazia sucesso com o Canto da Cidade; Madonna agitava as lojas de discos (ainda existiam) com o ousado Erotica. Tereza Collor estava nas capas de revistas. No meio de tanta notícia e com uma cruzada de pernas solar apesar da meia luz do set, Sharon Stone dominou a cena. Não é exagero dizer que tudo ao redor ficou menor naquele ano. O autor da mágica foi o diretor de Basic Instinct, Paul Verhoeven. 

A propósito, em sua recente autobiografia, Sharon Stone reclamou que não sabia que seria tão exposta no filme. Verhoeven logo rebateu e deixou claro que a atriz tanto estava informada sobre a cena polêmica que, em conversa no estúdio, ele mesmo havia lhe contado sobre uma amiga da adolescência que não usava calcinha e era a nostálgica inspiração para a sequência da cruzada de pernas. 

Em entrevista à revista digital IndieWire há poucos dias, o diretor citou o filme e surpreendeu ao usá-lo como guia de uma análise improvisada sobre o cinema atual. Uma cena como aquela, além do alto teor erótico do filme inteiro, seria bancada hoje ? Ou os estúdios já aposentaram o sexo nas telas e no streaming? Verhoeven diz que sim e observa que os novos filmes de James Bond eliminaram até "trepada sutil", aquela apenas insinuada sob uma montanha de lençois. "No Time to Die não tem sexo", diz ele. O diretor acrescenta que os herois da Marvel - a interminável onda do cinema atual - são assexuados. De fato, não há Viagra planetário que estimule aqueles sujeitos em trajes metálicos ou calças leggings, cercados por efeitos especiais e explosões. O cinema mudou a chave: a estética dos games e comics é o que parece excitar os novos públicos. A única integrante feminina do Quarteto Fantástico é invisível, nada mais brochante. Em Guardiões de Galáxia, Gamora é espancada por bandidos e se torna uma assassina intergalática. Quem se arriscaria a levá-la para a cama? Em She-Hulk, a heroina é até pegável, mas e se entrar em surto com o seu primo verde? E por aí vai: Valquíria, Vampira, Psiyocke são capazes de tudo, voam, disparam raios, abatem vilões, mas parecem ter traumas sexuais que as transformaram em eternas noviças. 

Apesar do moralismo doentio que, na sua opinião,limita e censura Hollywood, Verhoenven promete lutar até o fim: seu novo filme, Young Sinner, é um thriller erótico, como Basic Instinct

Penetração internacional - Escândalo da prótese peniana vai parar em The Guardian

 

The Guardian analisa

OSTENTAÇÃO: Dubai é aqui!

 

Foto: Divulgação

por Acácio Varejão, correspondente do Panis em Itajaí

Foi aprovada, no Balneário Camboriú, SC, a construção de um prédio (!) de 509 metros de altura, com 154 andares. Você gostaria de morar na cobertura? Morando acima do 100º andar, quando tempo você perderia nos elevadores durante as paradas nos andares intermediários? Ou haveria helicópteros ao seu dispor a um estalar de dedo? Paraquedas? Parapentes? Drones? Bem, dizem que o automóvel-voador já está a caminho... Uma coisa é garantida: qualquer tentativa de suicídio será bem sucedida. A não ser para os achatados que moram nos andares de um dígito? Como ficaria a autoestima dos pobres coitados? Aliás, quem compraria apartamento de primeiro andar num prédio de 154 andares? E a administração do lixo? 

Eu não diria “Se vivo fosse Nélson Rodrigues...” Do túmulo o velho canalha querido brada: “Toda ostentação é burra! Mas esta não tem tamanho...” 

Putin não é pop! • Por Roberto Muggiati

Pussy nos presídios de Putin
O genocida russo não engole o rock. Em 2012 ele prendeu e torturou a banda feminina Pussy Riot por se manifestar contra sua candidatura. Seu ato de agressão causou uma comoção internacional, incluindo o protesto de organizações como a Anistia Internacional e de artistas como Madonna, Paul McCartney, U2, Adele e Yoko Ono. Agora, depois do protesto do Pink Floyd contra a brutal invasão e o massacre da população civil da Ucrânia, incluindo crianças e idosos, outros dois importantes nomes do pop britânico se fizeram ouvir contra o tirano russo.

Julian Lennon, 59 anos, declarou: “A Guerra na Ucrânia é uma tragédia inimaginável... Como ser humano e artista me senti compelido a reagir da maneira mais significativa que pudesse. Por isso, hoje, pela primeira vez na vida, interpretei publicamente a canção de meu pai “Imagine”. Por que só agora, depois de todos estes anos? Eu sempre disse que a única ocasião que me levaria a cantar “Imagine” seria o “Fim do mundo”… 

Aos 59 anos, Julian Lennon canta
pela primeira vez “Imagine”.
Mas também porque a letra reflete nosso desejo coletivo pela paz mundial. Porque dentro dessa canção somos transportados para um espaço em que o amor e a solidariedade se tornam a nossa realidade, ainda que por um breve momento no tempo. Por força desta violência assassina, milhões de famílias inocentes tiveram de deixar o conforto de seus lares e buscar asilo em terras estranhas. Estou conclamando os líderes internacionais e todos aqueles que acreditam no sentimento de “Imagine” para socorrerem os refugiados por toda parte! Por favor, se conscientizem e façam doações, do fundo do coração. #StandUpForUkraine.” 

Ouçam Julian Lennon, com Nuno Bettencorut ao violão, em “Imagine”:

https://www.youtube.com/watch?v=NicWjYMPDG0

Outro roqueiro sempre disposto a apoiar as causas Justas deste planeta cheio de injustiças é Sting. Ele fez mais pela causa do índio brasileiro do que muitos artistas do nosso próprio país. Graças a ele, a candidatura de Raoni ao Nobel da Paz continua de pé. Ele também veio a público demonstrar toda a sua indignação contra a covarde invasão da Ucrânia. Neste novo vídeo, ele explica suas razões, destacando os versos “Compartilhamos a mesma biologia/ Independentemente da ideologia/ E o que pode salvar a mim e a você/ É que os russos amam seus filhos também.”

Ouçam Sting, voz e violão, acompanhado de violoncelo, em “Russians”

https://www.youtube.com/watch?v=6w3037nq23o

Hora de demitir o sociopata

 

Reprodução Twitter

"Querida, esqueci a Esquerda" - Macron corre atrás dos votos de Mélenchon

 


Mídia - toda hora alguém noticia que empresa tal foi multada. Notícia seria flagrar a empresa multada pagando a multa no guichê. Alguém já viu isso?

por Flávio Sépia

"Se um cachorro morde um homem não é notícia; se um homem morde um cachorro, é" . O aforisma muito conhecido teria sido criado pelo jornalista americano John Bogart. No Reino Unido, a mesma máxima é dada como de autoria do magnata da imprensa Alfred Harmsworth.

No caso das concessionárias de transporte multadas por falhas no serviço prestado, gigantes do agro negócio multados por desmatamento, grifes punidas por usar trabalho escravo, hospitais multados por negligência, sonegadores e poluidores flagrados no crime etc, a mídia deveria ir atrás do homem que morde o cachorro. Você vê e lê com frequência notícias sobre as multas acima. O que deveria ser notícia seria a empresa multada pagar a multa. No Rio, por exemplo, noticiar que a Supervia, empresa privada de transporte ferroviário, foi multada é coisa quase mensal. O que nunca se sabe, e a mídia ignora, é se a Supervia pagou a multa. Aparentemente, a "punição" se esgota na notícia. Usuários fingem que acreditam que a empresa foi punida, a fiscalização finge que atua, a mídia finge que presta serviço e o Estado finge que a multa é paga. E a vida segue nos trilhos e na maré mansa. Pelo menos uma vez, só uma vez, as câmeras poderiam flagrar no guichê uma empresa dessas quitando uma multa. Aí acreditaríamos que homem morde cachorro.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Auxílio Viagra prejudica principal atividade militar

 

Reprodução Twitter

Frase do Dia: sem banho

 "O casamento é uma troca de maus humores durante o dia e de maus odores à noite.”

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão (1788-1860)

 

É fake, mas vale zoar

 

Reprodução Twitter


por O V.Pochê

A palavra original é tensão. Mas o derrame superfaturado de Viagra justifica o clima. Mas uma vez o roteirista do Brasil se supera. Na tempestade de escândalos de corrupção no governo, esse é o da vez. Aos políticos golpistas que costumam frequentar quartéis, é a hora da confraternização. Vai lá. Boa sorte!.

A FÜHRERIN FRANCESA

 


por José Esmeraldo Gonçalves

O perigo, mais do que nunca. Marine Le Pen passou um maquiagem que amenizou suas conhecidas pautas de ultra direita, como racismo, imigração, ecologia, leis prisionais, educação, energia limpa, desmonte da União Europeia etc para prometer um programa populista de auxílios financeiros, corte de impostos, benefícios para aposentados, salários, um possível "brexit" francês, aumento das verbas militares, intervenção do Estado na economia, entre outros pontos que seduziram boa parte do eleitorado cansado do modelo neoliberal que fez cair o padrão de vida da população nas últimas décadas. Não por acaso sua campanha recebeu vultoso apoio financeiro do lider polonês Andrzej Duda. Na outra ponta, o desgaste de Emmanuel Macron, os impactos da guerra na Ucrânia e a fragmentação resiliente da esquerda favoreceram a ascensão da Führerin francesa. Faltou pouco para Mélenchon - cujo desempenho surpreendeu -, ir para o segundo turno. Resta agora esperar que o voto antifascista anteveja o risco, faça cair a abstenção e reeleja Macron, a solução amarga e única. Macron, Mélenchon e nichos menores da esquerda têm até o próximo domingo, data do segundo turno, para buscar um entendimento que afaste a França da fascismo com botox.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Madame Le Pen: a vadia de Putin

 


Folha "mata" a rainha Elizabeth


A Folha de São Paulo cometeu hoje um "feminicídio". "Morre Elizabeth 2•, a mais longeva rainha da história britânica". O jornal pediu desculpas a apagou a mancada. Elizabeth passa bem e já deu pinta de que pretende viver mais do que a Folha.

O mais famoso Erramos da Folha foi afirmar que Jesus morreu enforcado. Veja a correção: 


Operação Antibrocha- Militares recebem "Auxílio Viagra" pago com dinheiro público

por O.V.Pochê

Em 1968, o deputado Márcio Moreira Alves protestou na tribuna da Câmara Federal contra a violenta invasão da Universidade de Brasília. No seu discurso, às vésperas de 7 de setembro, ele propos às mulheres brasileiras uma espécie de boicote aos militares das Forças Armadas. Veja um trecho do discurso que motivou a cassação do seu mandato e o lançou em um exílio de mais de dez anos.

"Esse boicote pode passar também às moças, aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje no Brasil com que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa aqueles que vilependiam a Nação. Recusassem a aceitar aqueles que sillenciam e, portanto, se acumpliciam".
Não se sabe se aquela sugestão de greve afetou a vida sexual dos militares. Não eram tempos de transparência, o sigilo imperava até debaixo dos lençóis oficiais.

Cinquenta e quatro anos depois o Brasil vive um governo impregnado de milicos. Eles voltaram a mandar no sol e na chuva da frágil democracia brasileira. O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) revelou que as Forças Armadas aprovaram a compra de mais de 35 mil unidades de Viagra, medicamento utilizado no tratamento contra a disfunção erétil. Os brasileiros já tão explorados agora patrocinam tentativas de paudurência nas fileiras das gloriosas. Se não houve a greve de sexo sugerida por Márcio Moreira Alves, supõe-se agora que, longe de paralisação, a reivindicação e manobra militar urgente pedem mais ação.

Militares alegam que o medicamento também é usado para tratar de hipertensão pulmonar, mas não falam nada sobre como vão controlar ereções indevidas e não autorizadas na tropa.

 

Eleições na França: um recado ao Brasil

 


Com um pouco mais de união, a esquerda francesa teria levado Mélenchon ao segundo turno e afastado a ameaça fascista da extrema direita representada por Marine Le Pen. Isso traz uma mensagem ao Brasil. Se o país quer mudança, não terá se sair teclando "confirma" em políticos ex-bolsonaristas que se anunciam supostamente "arrependidos". Sérgio Moro, João Dória, Simone Tebet, Eduardo Leite, guardam a carteirinha de bolsonaristas no fundo da gaveta. Têm a mesma ideologia do "mito" que os inspirou em 2018. São sócios do desastre econômico, moral e social em que o Brasil mergulhou. Já a biruta de Ciro Gomes está a cada dia mais travada na pista da direita. Na França, a pulverização de votos da esquerda entre ambientalistas, socialistas, comunistas, anticapitalistas e trotskistas vai reeleger o neoliberal Macron ou, pior, a fascista perfumada (ela tentou maquiar seu projeto político e só faltou dizer que não mais reconhece o pai, o fascistão Jean-Marie Le Pen, xenofóbico, racista, antissemita e ex-torturador na Argélia. Marine Le Pen ameaça a democracia francesa tanto quanto Bolsonaro pode levar o Brasil a uma nova ditadura.

Quando você não identifica a mutreta, o bobo é você

 

Do UOl.

Se você comemora quando o governo corta impostos de produtos, saiba que nada ou pouco sobra para o seu bolso. Esse golpe neoliberal é conhecido. O vendedor se apodera do percentual redutor do imposto e o transforma em mais lucro. Simples assim.

FRASES DO DIA.3 - Derrota, vida, sucesso

 * “A derrota tem uma dignidade que a vitória não conhece.”

JORGE LUÍZ BORGES

• “Na vida o importante é fracassar.”

NÉLSON RODRIGUES

• “O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.”

WINSTON CHURCHILL



domingo, 10 de abril de 2022

Do twitter: O MEC É MECA

 

Reprodução Twitter

Indígenas protestam em Brasília contra projeto que autoriza exploração de terras para mineração

 

Foto de Ricardo Stuckert.
Em 6-4-2022. Reprodução Twitter

Quadro de Victor Meireles recria a chegada dos portugueses
em 26 de abril de 1500.  Foi o marco zero do holocausto indígena, que prosseguiu ao longo
 dos sécuilos e é hoje acelerado pelo governo de Jair Bolsonaro.

A volta do Pink Floyd, 28 anos depois: pela Ucrânia • Por Roberto Muggiati



Foto: reprodução do clipe Hey, Hey, Rise Up

Exatos 28 anos e dez dias depois do lançamento do álbum Division Bell, o Pink Floyd está de volta, com a canção “Hey, Hey, Rise Up!”, lançada na última quinta-feira, 7 de abril, uma exaltação da resistência ucraniana contra a invasão russa. Participa virtualmente do vídeo, o músico Andriy Khlyvnyuk da banda Boombox, interpretando em sua língua natal “O viburno vermelho da campina”, uma canção de protesto ucraniana da Primeira Guerra Mundial. O título da composição do Pink Floyd foi tirado do último verso da canção e significa “Ei, ei, deem a volta por cima e rejubilem-se!” Ao guitarrista e vocalista David Gilmour e ao baterista Nick Mason juntaram-se os ex-integrantes do Pink Floyd Guy Pratt, no baixo, e Nitin Sawhney, aos teclados.

Gilmour, que tem uma nora e netos ucranianos, indignou-se com o ato de violência de Putin: “Como muitos em toda a humanidade, venho sentindo fúria e frustração diante dessa vilania de vermos um país democrático e independente invadido e tendo seu povo assassinado por uma das maiores potências do mundo.” Gilmour não hesitou em dar a sua contribuição à causa ucraniana depois de saber que Andriy tinha largado tudo para seu unir à Defesa Territorial dos seus compatriotas e ao comover-se com o vídeo do Instagram em que o músico canta diante da catedral de cúpula dourada na praça principal de Kiev, no silêncio sepulcral das ruas esvaziadas pelo terror da guerra. Durante a composição da música, Gilmour telefonou para Khlyvnyuk, que estava hospitalizado recuperando-se de um ferimento por estilhaço de morteiro; tocou até para ele um trecho da canção e recebeu sua bênção.

“Nossa intenção é levantar fundos para levar ajuda humanitária e apoio moral à sofrida população da Ucrânia,” disse David Gilmour. A capa do single é um girassol, a flor nacional da Ucrânia, e faz alusão à história da mulher que foi vista ao redor do mundo nas redes sociais distribuindo sementes de girassol aos soldados russos e pedido que as carregassem em seus bolsos para, ao morrerem, ajudarem a germinar mais flores no castigado solo da Ucrânia.

Ouçam e vejam a nova canção do Pink Floyd AQUI

https://www.youtube.com/watch?v=saEpkcVi1d4

sábado, 9 de abril de 2022

Frase do Dia: indigne-se!

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

CHE GUEVARA

O golpe do iFood contra a livre manifestação

 

Reprodução. Clique na imagem para ampliar.


A matéria investigativa feita pela Agência Pública, comentada no  Globo de hoje por Pablo Ortellado, mostra como a democracia pode ser facilmente atacada através de páginas e mensagens falsas. 

O iFood encomendou a publicitários uma campanha destinada a desmobilizar manifestações e reivindicações de entregadores explorados pelo aplicativo. Na prática, contratou uma empresa para tentar cassar o direito constitucional de livre manifestação de uma categoria de trabalhadores. Uma espécie de adoção da tática dos milicianos digitais. É assustador constatar que o mesmo esquema de criar e impulsionar páginas falsas e distorcer informação pode ser adotado nas campanhas eleitorais com a contratação de facções especializadas em manipulação e intimidação. 

A democracia poderá ficar ainda mais indefesa com a resistência do Congresso em criar limites legais para falsificadores e impulsionadores de mentiras. 

O TSE estará realmente preparado e disposto a enfrentar esses poderosos esquemas?