domingo, 14 de junho de 2015

Em biografia não-autorizada ("Geraldo Vandré, Uma Canção Interrompida"), o jornalista Vitor Nuzzi desvenda um enigma: o "desaparecimento artístico" do autor de "Disparada" e "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores"



por José Esmeraldo Gonçalves
Há cerca de duas semanas, o jornalista Vitor Nuzzi lançou o livro "Geraldo Vandré, uma Canção Interrompida". Foi a última biografia não-autorizada publicada antes da histórica votação no STF que removeu do Código Civil, na semana passada, um entulho autoritário embutido por obscurantistas na Constituição de 1988. Tratava-se do artigo que dava aos biografados o direito de impedir a publicação de biografias que não fossem do tipo "chapa branca". A intimidação não chegou a tanto, mas a lei lhes conferia até pôr a polícia (sim, a polícia, já que desafiá-la era crime) atrás de escritores e editores caso ousassem publicar histórias de personalidades sem a prévia aprovação do biografado ou de suas famílias. Não foram poucos os autores levados ao tribunal. Agora, o STF considerou inconstitucional o tal artigo, que até Goebbels gostaria de ter assinado enquanto se aquecia ao lado de uma fogueira de livros na Berlim dos anos 1930.
Mas o tribunal demorou tanto a julgar o caso que Vitor Nuzzi não pode esperar. Desde 2007, o jornalista entrevistou dezenas de pessoas, foi às raízes de Vandré na Paraíba, pesquisou documentos, checou versões, confrontou fatos e acabou jogando uma luz  nas zonas de sombra da trajetória do autor de "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores", a "Marselhesa"  brasileira, como alguém já disse ou, quem sabe, a nossa "Grândola, Vila Morena", a canção-senha da Revolução dos Cravos, caso os meninos brasileiros que se sacrificaram na luta contra a ditadura emplacassem a utopia revolucionária nos duros anos 70.
Com o livro pronto, Vitor procurou as editoras. Recebeu, contados, oito "nãos". Ninguém quis arriscar uma visita aos tribunais de onde era alta a chance de sair, no mínimo, com indenizações milionárias a quitar. O jornalista não admitia ver oito anos de trabalho em vão e resolveu bancar do próprio bolso o custo da edição. Mandou rodar apenas 100 exemplares. E não colocou a obra à venda. Distribuiu o livro a 100 amigos. Fui um desses privilegiados. Vitor construiu sua carreira profissional em São Paulo, com uma etapa em Brasília. Por volta de 2004, trabalhou como editor em uma redação carioca, onde o conheci. Além da competência, mostrou características admiráveis: era rigoroso na checagem das informações, jamais perdia a paciência e mantinha a calma nos fechamentos, por mais turbulentos que fossem. Acredito que essas qualidades o ajudaram na tarefa de esquadrinhar em 370 páginas a vida - e a vida em torno - de Geraldo Vandré.
Uma das razões que o levaram ao tema está relatada no texto de apresentação: "Fico admirado de saber que, passados 47 anos do desaparecimento artístico de Geraldo Vandré, há jovens curiosos, querendo saber mais sobre as histórias que envolvem seu nome.Ainda mais em tempos em que grande parte mal acompanha a obra dos contemporâneos de Vandré. Casos de Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, que - de forma menos ou mais escassa - se mantém na mídia, lançam discos (ou livros), dão entrevistas, fazem shows. Vandré, não. Excluídos um recital de uma pianista em São Paulo e apresentações no Paraguai nos anos 1980, ele sumiu completamente do mundo artístico, ou pelo menos da indústria cultural de massa. Mesmo assim, segue despertando interesse - no mínimo, curiosidade". 
Não apenas quem não viveu a época tem curiosidade - ou perguntas sem respostas - sobre episódios  marcantes da vida de Vandré. Vitor junta peças que ajudam a explicar o enigma. Os festivais, a noite em que o Maracanazinho entoou "caminhando e cantando" e vaiou "Sabiá"; a fuga; o exílio; a volta ao Brasil encenada para a TV; o homem, o mito, as lendas. O livro, contudo, é muito mais do que isso. Vitor mostra a importância de Vandré, mesmo "desaparecido" para a música brasileira, ao concluir que, ao universo criativo do autor de "Disparada", somava-se o trabalho admirável do artista paraibano como pesquisador da cultura popular.
"Geraldo Vandré, Uma Canção Interrompida" merece muito mais do que 100 exemplares. Prefiro acreditar que, após a decisão do STF, as editoras, com "as visões se clareando", como cantou Vandré, vão agarrar a chance de levar este livro a muitas centenas de leitores.

Pra não dizer que não falei da Manchete...

Para Manchete e Fatos & Fotos, os festivais da canção, com apelo popular, eram alavancas de venda de revistas. Uma numerosa equipe, onde se destacavam os jornalistas João Luíz Albuquerque e Tarlis Batista, era deslocada para cobrir aqueles eventos, que chegaram a merecer edições especiais recordistas em circulação. O livro "Geraldo Vandré, Uma Canção Interrompida" reúne dezenas de ilustrações e depoimentos. Um deles, do jornalista Eli Halfoun, então no jornal Última Hora (depois, foi diretor da revista Amiga, outra publicação da Bloch). Eli fazia parte do júri do Festival da Canção de 1968 que apontou a canção "Sabiá" como vencedora. O público queria "Pra Não dizer que Não Falei das Flores" e, por isso, vaiou a composição de Tom Jobim e Chico Buarque. Justino Martins, então diretor da Manchete, também estava no júri, seguindo relata o livro.
São citados ainda Murilo Mello Filho, da Manchete, sobre a reação dos militares à canção de Vandré; uma crônica de Fernando Sabino publicada na revista sobre o desfecho daquele Festival; o livro "Dupla Exposição: Stanislaw Sérgio Ponte Porto Preta", de Renato Sérgio, ex-redator da Manchete, Fatos & Fotos e EleEla; e uma matéria da revista Jóia (da Bloch), sobre Vandré, da repórter Zélia Prado.
O arquivo da Bloch, pelo que se sabe, hoje desaparecido, reunia milhares de fotos daquelas coberturas. O livro mostra apenas três dessas imagens (duas delas vistas aqui).
E no formato que foi possível: reproduzidas de revistas antigas já que os originais das fotos provavelmente se perderam.
Ainda bem que pesquisadores, como o autor da biografia não-autorizada de Geraldo Vandré, são incansáveis na tarefa de recuperar memórias perdidas. Missão que, agora, com o fim da abominável censura prévia, poderá ser cumprida sem ameaças e intimidações.
 
   

sábado, 13 de junho de 2015

"Exagerado": 30 anos depois do lançamento da sua canção mais romântica, Cazuza está de volta em novo clipe.


por Clara S. Britto
Há 30 anos, Cazuza lançava a canção "Exagerado". Um hino ao amor. A Vivo e a Samsung estrearam ontem, Dia dos Namorados, um novo clipe com uma das mais famosas canções do cantor. No filme, criado pela África, Cazuza, interpretado pelo ator Emílio Dantas (que também protagoniza o musical "Cazuza"), é um Cupido que recebe a missão de unir casais. A direção é de Nico Perez Veiga e Luisa Kracht, produção da PBA Cinema. A voz original de Cazuza foi mantida na nova versão que conta com Liminha (produção musical, baixo e violões), João Barone (bateria e pandeirola), Dado Villa-Lobos (guitarras), Kassin (teclado e programações) e Danial Alcoforado (mixagem, com Liminha).

VEJA O NOVO CLIPE DE EXAGERADO, CLIQUE AQUI


E VEJA O MAKING OF DO CLIPE, CLIQUE AQUI

Feministas protestam contra bioquímico ganhador do prêmio Nobel. Ele declarou que mulher em laboratório seduz, é seduzida, distrai os pesquisadores ou chora à toa.

Capa do livro lançado pela Vagenda
por Clara S. Britto
Na semana passada, o bioquímico Tim Hunt, que tem um prêmio Nobel na estante, fazia uma palestra em Londres quando alguém da plateia pediu sua opinião sobre a atuação da mulher na Ciência. Hunt mandou essa: "Ocorrem três coisas quando as mulheres estão no laboratório: você se apaixona por elas, elas se apaixonam por você ou, quando você as critica, elas choram". O mundo feminista veio abaixo, claro. O professor ainda tentou dizer que era uma brincadeira mas, diante da repercussão, afastou-se da University College London. A revista feminista inglesa Vagenda) lançou uma campanha na internet - hashtag #DistractinlySexy - pedindo às mulheres cientistas que inundem a rede com suas fotos em laboratórios, nas suas tarefas de rotina. A Vagenda foi atendida e centenas de cientistas postaram fotos em ação. Trabalhando e não tentando pegar o chefe. Lançada em 2012, a Vagenda, que não é uma publicação moralista ou conservadora, discute a situação da mulher e investe contra o sexismo na mídia, fala sobre obesidade, rejeição à nudez, padrões estéticos etc. O título da revista resume o objetivo. Isso mesmo, Vagenda é a junção das palavras vagina e agenda, para deixar claro que as mulheres não se resumem à primeira e participam da sociedade também com trabalho, ideias, inovações e criatividade.

VEJA ABAIXO ALGUNS POSTS BEM-HUMORADOS DAS MULHERES CIENTISTAS EM PROTESTO CONTRA O BIOQUÍMICO TIM HUNT.


 retweeted
I hope I don't contaminate my cultures with tears

  retweeted
All kinds of chemistry going down in the labs because we're too

Working in the cleanroom, culturing dendritic cells. Hope I'm not

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Livro de luxo da Tasken comemora 50 anos do Calendário Pirelli

Livro da Tasken homenageia dos 50 anos do Calendário Pirelli. Reprodução/Divulgação

Foto de Helmut Newton/Calendário Pirelli/Reprodução/Divulgação


Foto de Helmut Newton. Reprodução Calendário Pirelli/Divulgação
Gisele Bundchen. Reprodução Calendário Pirelli

Gisele Bundchen. Reprodução Calendário Pirelli

por Flávio Sépia
O Calendário Pirelli virou um ícone pop. Os maiores fotógrafos e as principais modelos em cinco décadas já passaram por lá. Exatamente para comemorar 50 anos da luxuosa folhinha da fábrica de pneus, a editora Tasken lança um livro que reúne os destaques desde 1965. Uma das estrelas é a brasileira Gisele Bundchen, com fotos de 2006 e 2001. Mais quatro brasileiras - Alessandra Ambrósio, Adriana Lima e Isabeli Fontana - ilustram o livro especial. Entre as internacionais, Cindy Crawford, Naomi Campbell, Rosie Huntington, Eva Herzigova, entre outras, que posaram para fotógrafos como Robert Freeman, Richard Avedon, Bruce Weber, Annie Leibovitz, Mario Testino, Patrick Demarchelier, Karl Lagerfeld e Terry Richardson.



Boa sacada do jornal Meia Hora: uma capa para colorir na onda do sucesso dos livros do gênero que batem recordes de venda

por BQVManchete
Sensibilidade e criatividade. Com uma capa só, o Meia Hora atingiu dois objetivos: alertou o Rio, que anda triste e em preto-e-branco por conta de assaltos, facadas e roubos nessa chocante ofensiva dos menores assassinos e embarcou no tsunami dos livros para colorir, atual sucesso nas livrarias.

Lembra do "escândalo" Strauss-Kahn que alimentou a mídia há quatro anos? Processado por traçar uma camareira e acusado de promover "festas libertinas", DSK, como era conhecido, acaba de ser absolvido

por Flávio Sépia
Há quatro anos, o então diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, virou a "Geni" da mídia internacional. O caso foi um prato cheio para os jornalistas. Uma camareira de um hotel de Nova York denunciou o executivo por "abuso sexual"; em seguida, na França, DSK foi processado por supostamente promover "festas libertinas", seja lá o que esse rótulo moralista significasse, com participação de prostitutas. O fim do "escândalo", menos divulgado do que o começo, é revelador: DSK foi processado e por sua vez processou a camareira e o caso acabou em um acordo assinado na justiça americana. Ela dizia que foi forçada a manter relações sexuais com o diretor do FMI, ele dizia que o ato foi plenamente consentido. Não havia testemunhas, os dois estavam sozinhos na suite do hotel.
Quanto ao caso francês, das "festas libertinas", a justiça considerou, ontem, que a acusação era apenas uma suposição. Não havia qualquer prova de que as mulheres presentes, ou uma só que fosse, era prostituta. E mesmo que a convidada exercesse essa profissão digna como qualquer outra seria preciso provar, para sustentar a acusação de proxeneta, que DSK havia pago às jovens. O tribunal não recebeu qualquer indício de que isso teria acontecido.  Inocentado, DSK não corre o risco de cumprir 10 anos de cadeia, mas teve sua carreira destruída.
Reprodução Periscope/Bligoo
Coincidentemente, na época em que a primeira acusação estourou - a da camareira - ele era o nome mais forte do Partido Socialista para disputar a presidência da França. O caso reacende a discussão global sobre a prática imediatista da mídia, em casos semelhantes, de condenar o suspeito antes de qualquer prova. Acaba tornando-se massa de manobra de altos interesses externos ao jornalismo. O poder da internet agilizou ainda mais essa prática. Não há "jornalismo investigativo sério" que possa ser apurado, fechado e publicado em questão de minutos, que é o tempo da rede para quem, em função da luta pela audiência, tem a prioridade de chegar na frente. Goste-se ou não, DSK foi absolvido não por meras questões técnicas mas por absoluta falta de provas.
O bombardeio midiático contra DSK. Reprodução Internet
Aqui, provavelmente, depois da sentença midiática, teria sido condenado por "domínio do fato". Comeu a camareira? Então, literalmente, vale o "domínio da foda". Cadeia pro elemento. Frise-se que a camareira só foi instruída a processá-lo após saber que ele era político importante e diretor do FMI. Houve também a acusação igualmente jamais provada de que ela teria sido "plantada" para criar uma situação constrangedora para o então presidenciável francês. O New York Times chegou a revelar, depois, que ela seria prostituta que trabalhou sem cobrar.Foi uma espécie de brinde? Ou talvez DST tenha sido  admitido no programa de milhagem da profssional?
Pensando bem, talvez o maior "crime" de Strauss-Kahn tenha sido exercer a direção desse suspeitíssimo orgão chamado FMI. Proxeneta é elogio diante da "folha corrida" que a famosa instituição acumula com intervenções em paises em nome do capital financeiro e em detrimento de vidas e metas sociais. Como diretor do FMI talvez DSK merecesse prisão perpétua sem direito a visita íntima. Mas esse é o tipo de "crime", sem camareira e prostitutas, que não vende jornais nem aumenta o número de cliques em páginas da internet.
Restou alguma lição desse rumoroso caso? Sei lá. Mas eu aconselharia a quem praticar "relações sexuais consentidas" e não confiar 100% na parceira pegar um documento assinado ou gravar uma declaração no smartphone comprovando o total e voluntário "consentimento".
E isso não é gozação. Ou melhor: é.

Economia: Produção da Petrobras no pré-sal atinge novos recordes em maio

No mês de maio, a Petrobras bateu dois novos recordes mensais de produção no pré-sal. A produção operada pela companhia, que inclui parcela da Petrobras e de suas parceiras, atingiu seu maior nível, alcançando 726 mil barris por dia (bpd), com aumento de 1,6% em relação a abril (715 mil bpd). Desse total, a parcela própria atingiu nova marca histórica, de 519 mil bpd, superando em 3,2% o patamar de abril (503 mil bpd). A produção total de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em maio de 2015, foi de 2 milhões 766 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), 6,2% superior à produção de maio de 2014 (2 milhões 605 mil boed) e 0,7% abaixo do volume produzido em abril (2 milhões 785 mil boed).
Foto: Agência Petrobras
No Brasil, a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, em maio, foi de 2 milhões 574 mil boed, 0,8% inferior à de abril (2 milhões 596 mil boed). A produção exclusiva de petróleo da Petrobras, no país, foi de 2 milhões 111 mil barris de petróleo por dia (bpd) em maio, 1% abaixo da registrada no mês de abril (2 milhões 134 mil bpd). A produção foi impactada pela maior quantidade de paradas programadas de plataformas para manutenção no mês de maio em relação ao mês anterior. Esse efeito foi parcialmente compensado pela entrada em operação do sistema de produção antecipada do campo de Atapu (na área da cessão onerosa), com o FPSO Cidade de São Vicente, no pré-sal da Bacia de Santos. Além disso, foi recuperada a produção da plataforma P-58, na área conhecida como Parque das Baleias, na Bacia de Campos, após parada para manutenção concluída em abril.
A produção própria, no Brasil, de gás natural, excluindo o volume liquefeito, foi de 73 milhões 593 mil m3/dia, similar ao produzido em abril (73 milhões 370 mil bpd).
Produção de petróleo e gás no exterior
No exterior, foram produzidos, no mês de maio, 192 mil boed, 1,2% acima dos 190 mil boed produzidos no mês anterior, em razão, principalmente, do resultado dos poços de gás no campo de Hadrian South, localizado no Golfo do México norte-americano. A produção média de petróleo em maio no exterior, de 101 mil bpd, manteve-se estável em comparação com o volume produzido no mês de abril, que foi de 102 mil barris de petróleo por dia (bpd). A produção média de gás natural no exterior foi de 15,3 milhões m³/d, 3,2% acima dos 14,8 milhões m³/d produzidos no mês anterior, também em razão, principalmente, do resultado dos poços no campo de Hadrian South.
Fonte: Gerência de Imprensa/Petrobras

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sujou! Coxinha bate panela e vai pra rua protestar contra a corrupção mas olha só o que o elemento faz na calada da noite...


LEIA A MATÉRIA NO G1. CLIQUE AQUI

Deu no Portal Imprensa: Caras passa a ser a segunda editora de revistas e comercializa 1,7 milhões de exemplares por mês

LEIA A MATÉRIA NO PORTAL IMPRENSA. CLIQUE AQUI

A dica é do site Blue Bus: Photoshop faz 25 anos e você pode testar sua capacidade de observação sobre o que é e o que não é digitalmente tratado.

VÁ AO BLUE BUS E FAÇA O TESTE. CLIQUE AQUI

Acabou o "AI-5" defendido por algumas celebridades. STF libera publicação de biografias não-autorizadas

Uma excelente notícia. Ontem, finalmente, o STF julgou ação movida pela Associação Nacional dos Editores de Livros, que pedia o fim da censura prévia para a publicação de biografias, e abriu uma luz sobre essa faceta de atraso do Brasil. Foi por respeito à liberdade de expressão pregada pela Constituição que os ministros responderam ao poderoso lobby de um grupo de artistas que, surpreendentemente, queria ter o poder de vetar livros, privatizar a história e eternizar a biografia chapa-branca como padrão na literatura brasileira. O placar foi de 9x0, de fazer inveja aos 7x1 da Alemanha. Os ministros consideraram inconstitucional os dois artigos do Código Civil que exigiam autorização prévia do biografado ou de seus herdeiros. Tratava-se de um entulho autoritário defendido com estardalhaço por várias celebridades. 
Escritores que tiveram seus trabalhos interrompidos ou obras apreendidas podem retomar seus projetos que, certamente, farão os leitores conhecerem melhor não só muitas personalidades e protagonistas de várias áreas como a própria história do Brasil. Mas é bom lembrar que liberdade de expressão implica em eterna vigilância. Ainda existe no Congresso Nacional um "zumbi" que tenta voltar à vida. Projeto em tramitação propõe dar ao biografado o direito de retirar trechos de livros publicados. É mais uma ofensiva do autoritarismo resistente patrocinado por tais grupos. Eles insistem em um novo "AI-5" para as biografias. A lei já permite ao biografado ou a qualquer pessoa que se sinta ofendida por informações divulgadas através de qualquer meio recorrer à justiça em busca de eventual reparação. E isso basta. O resto é censura inaceitável.

Coleguinhas do Multishow estão batendo um bolão. Agora é Alice Ramos, do programa Cidade Nua...

por Omelete
Alice Ramos, apresentadora do Cidade Nua no Multishow é capa da revista Sexy de junho. O programa do canal por assinatura, segundo o site, "explora o lado mais selvagem e sensual das cidades mais badaladas do mundo".
Alice conta que "procura estar sempre bem por causa do trabalho". ela não come carboidratos depois das 18h, não come glúten nem lactose durante a semana, mas no domingo, "libera". Faz aeróbica, toma suco Detox, malha de segunda a sexta.
Acha que é fácil? Ela trabalha mil vezes mais do que, por exemplo, um, digamos, deputado.


Mulheres protestam contra comercial da Preta Gil que compara cólica a 'mimimi'

Comercial estrelado por Preta Gil define menstruação como 'mimimi' recebe...

...críticas de milhares de mulheres. Fotos: Reproduções You Tube
por Clara S. Britto
O comercial protagonizado por Preta Gil chamando cólica de 'mimimi' deixou as mulheres brasileiras em estado de TPM total. O filminho, que promove o medicamento Novalfem, sugere que as mulheres devem parar de se lamentar em dias de cólica e deixar a frescura de lado. Foi o que bastou para provocar uma tempestade de reclamações na internet. Uma diz que quem acha cólica 'mimimi' nuca teve uma; outras consideram o comercial machista. Foram milhares de posts criticando ou ironizando o comercial. Há até convites ao boicote ao medicamento.
Novos tempos. Antigamente, comunicação era coisa de mão única, fosse no jornalismo, na publicidade, na TV ou no cinema. Agora, e cada vez mais, a audiência tem as redes sociais para opinar. Há que reclame disso. E aí sim, é 'mimimi" e choradeira de vaidosos e prepotentes. O público tem mais é que soltar a voz, elogiar ou detonar o que achar que deve. Os chamados comunicadores antigamente se achavam o máximo, os reis da cocada preta. A internet faz com que baixe um pouco de noção nessas figuras. Então é isso: se quiser opinar, opine; se quiser ignorar, ignore; se quiser falar mal, fale; se quiser elogiar, elogie. A rede é sua e está aí para isso.
Veja o polêmico comercial, clique AQUI

E leia algumas reações postadas no You Tube sobre o comercial do Novalfem:

* Caroline Ferreira 12 hours ago
 MIMIMI O CARALHOOOOOO DÓI ESSA PORRA!!!!!
Propaganda Machista! #VemSentirAntesDeFalar
* Zurene Manique 17 hours ago
 Volta para as sandálias havaianas, Preta Gil.
* Stella Mares 19 hours ago
 O que dizer de uma publicidade que trata as cólicas menstruais como sendo #MiMiMi?
Eu já sofri com cólicas menstruais, conheço gente que já foi parar no hospital de tanta dor. Conheço gente que já desmaiou de dor, sem falar nos casos de endometriose.
Esse comercial é extremamente ofensivo para as pessoas que mestruam, uma vez que isso é muito doloroso, pra vir uma publicidade chamar de frescura.
Querem fazer publicidade? Façam! Mas façam com consciência. Só uma observação: eu adoro a Preta Gil, mas nao posso compactuar e aplaudir uma publicidade que me ofende enquanto mulher.
* Nisiiita 14 hours ago
 Claro, desmaiar de dor é mimimi.

* Camilla Fernanda 13 hours ago
 Nossa, de repente sinto um alívio tremendo em saber que aquelas cólicas mensais, que me faziam desesperar de dor, ir para emergência, baixavam a minha pressão, me causavam náuseas, tontura e fraqueza eram apenas MIMIMI. Que ótimo, acho que vou parar meu tratamento de 2 anos e meio e apenas tomar Novalfem e ir pra piscina com a Petra Gil. Propaganda mais ridícula que já vi na minha vida, o laboratório Sanofi ao lançar essa porcaria de propaganda errou feio, errou rude. 
A empresa de publicidade Publicis errou mais ainda em criá-la e ainda tentar "justificar " dizendo que queria tratar com leveza e se direcionavam a mulheres com cólicas leves e moderadas. Mimimi significa o quê? Reclamação, frescura e etc. A Publicis tratou com desdém e desrespeito uma dor real e séria. Espero que daqui pra frente estudem as expressões antes de usá-las, pesquisem o público-alvo, aprendam a trabalhar.Qualquer cólica (leve, moderada, forte) pode ser sintoma de Endometriose e hoje as portadoras de Endometriose têm seu diagnóstico tardio devido a médicos despreparados e a grande cultura que cólica é Mimimi.
* Maryelle Lemos 1 hour ago
 +Camilla Fernanda Concordo com tudo o que vc disse. Vou compartilhar a sua resposta, ao vídeo, no meu face. Mimimi coisa alguma! Eu também morria de cólicas menstruais desde dos meus 15 anos, passei por vários ginecologistas e finalmente aos 32 anos encontrei uma médica competente. Olha o meu "mimimi" = diagnóstico: endometriose.
 Reply  · 
 * Alana Bastos 20 hours ago
 Com certeza faltou mulher dando opinião ae

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ATUALIZAÇÃO - EM 12/6 -  Após o fiasco do comercial motivado pela onda de críticas e a rejeição da campanha extamente pelo seu público-alvo, as mulheres, a Sanofi retirou do ar a campanha do Novalfem, o "remédio do mimimi"."Acatamos as opiniões publicadas e esclarecemos que, em nenhum momento, se pretendeu subestimar o impacto dessas dores ou desrespeitar quem as sente", manifestou-se a empresa em comunicado.

Tempo 'cálido' da TV: garota do tempo deixa todo mundo ligado na zona de convergência...



Susana Almeida, a garota do tempo. Reproduções TV Angela.
por Omelete
Na previsão do tempo na TV Angela, de Jalisco, no México, a temperatura é sempre alta. A responsável pela onda de calor é a garota do tempo Susana Almeida. Descontraída e informal, ela deixa a audiência ligada na meteorologia. A galera pode até não saber da cotação do dólar, nem do índice de desemprego, mas conhece tudo quanto a sol, chuva, se o El Niño vai chegar ou se a zona de convergência vai detonar o fim de semana. Não há como negar: a TV brasileira é medieval nesse importante quesito.
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Neymar é destaque no Pro Evolution Soccer 2016, um novo game de futebol...


Mais em alta do que nunca após o título na Liga dos Campeões, Neymar está na capa do game
“Pro Evolution Soccer 2016”. Segundo a Konami, empresa produtora do jogo, Neymar representa o espírito da série de games de futebol. A nova edição homanageia dos 20 anos da marca PES.
Veja um trecho do game, clique AQUI


Laura Vicente, apresentadora e repórter do Multishow, está na Playboy...

Laura Vicente na seção Insiders. FotoMarin Abadjieff/Playboy/Divulgação

Reprodução do site do Multishow
Apresentadora e repórter do Multishow, Laura Vicente está na seção Insiders, da Playboy deste mês. Em matéria publicada no site R7, ela conta que já recebeu convites para posar nua. "Mas quero uma proposta com uma estética parecida com o que imagino. Não gosto do nu associado à pose, e sim ao movimento natural do corpo da mulher", disse. Desde 2014, ela faz parte do time de apresentadores do canal por assinatura, à frente do programa Bastidores e de coberturas ao vivo de shows como Lollapalooza, Popload Festival, e Festival de Verão de Salvador.

Portal Memória Carioca: conheça o ponto de encontro das recordações afetivas do Rio

Praia de Copacabana. Do Portal Memória Carioca. Foto enviada por Virgínia Fonseca.

Candidatas ao concurso de Rainha do VI Centenário. Do Portal Memória Carioca. Foto enviada por Adail Franco de Sá
Antigo microfone do Cassino da Urca. Do Portal Memória Carioca. Foto enviada por Ricardo Cravo Albin.
Como parte das iniciativas do Comitê Rio450, a Prefeitura do Rio lança o Portal Memória Carioca. A ideia é que o Portal seja um aglutinador da vida da cidade sob o ponto de vista dos seus habitantes. Você pode enviar digitalmente fotos, documentos e depoimentos. Em um consulta pública que somou mais de 100 mil votos, os próprios carioca sugeriram essa forma de homenagear a cidade. Ao compartilhar seus momentos, você estará construindo a história do Rio.
Conheça e saiba como participar do 
Portal Memória Carioca. Clique AQUI 

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Ministro Juca Ferreira abre parte da 'caixa preta' da Lei Rouanet

Em entrevista ao Globo, ontem, o ministro Juca Ferreira, que tem defendido reformas na Lei Rouanet, revelou algo curioso: "Uma comissão de artistas, produtores, investidores e representantes do ministério" decide se os projetos estão aptos a captar e depois checam a prestação de contas de quem usou. "São técnicos", explica o ministro na entrevista. "As empresas decidem de fato quem recebe". diz. Parte desse método já era conhecida. A novidade é saber que tal comissão faz apenas um "análise técnica". Ou seja: a Cultura pode ser um desfile de moda, uma gravação de DVD comercial, uma turnê, uma revista vendida em banca ou um show com ingressos caros à venda. O conteúdo é o de menos.
O ministro Juca Ferreira na abertura de seminário
 sobre Política Nacional das Artes, na Funarte,
na última terça-feira, no Rio.
Foto de Tania Rego/Agência Brasil
Segundo Juca Ferreira, uma comissão de escolha vai substituir o departamento de marketing das empresas. Está nesse processo privatizado a chave para tanta distorção da Lei Rouanet, não por acaso de inspiração neoliberal. Obviamente, a análise técnica feita por integrantes do mercado leva as digitais do mercado. Assim, a cultura no Brasil virou commoditie. Artistas, produtores e empresas beneficiadas durante décadas por esse confortável mecanismo se movimentam para impedir a provável reforma e já pipocam editoriais na mídia questionando as novas propostas. O ministro falou que a maioria dos artistas é favorável à mudança. E é fácil entender: são poucos os que se beneficiam da Lei. Como a cultura se tornou marketing e os incentivos embora com verbas públicas são decididos por executivos das empresas elas optam, claro, por artistas consagrados, com crachá de gravadora ou de TV. Outro ponto da reforma que explica o lobby contrário é a proposta de parceria; a empresa que tiver obtido o incentivo, ao invés dos 100% atuais, receberia 80% do valor investido e teria que entrar com 20% de dinheiro próprio que iria para o Fundo Nacional das Artes, a ser criado, e que operaria nos moldes do Fundo Setorial do Audiovisual que tem obtido bons resultados. Mas a reforma da Lei Rouanet, se vier - não vai ser fácil mexer na mina de ouro -  é coisa para 2016. Antes, será debatida, em todo o país. Até lá, o marketing trabalhará a todo vapor. É o que se deduz após a revelação do ministro de que uma "análise técnica" que você não vê , seja lá o que isso signifique, tem decidido a Cultura que você vê.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Insatisfeita com os baixos salários, jornalista abandona a profissão para se tornar acompanhante de luxo...


Amanda Goff, que assinou o livro com o pseudônimo de Samantha X,
agora revela sua verdadeira identidade. Reprodução
por Clara S. Britto
Não está fácil pra ninguém. A jornalista australiana Amanda Goff, 40 anos, mãe solteira de dois filhos, acaba de lançar um livro ("Hooked, Segredos de uma Escort de Alta Classe") em que conta que abandonou a profissão há três anos - por não conseguir mais se sustentar com um salário mirrado - e tornou-se acompanhante de luxo e prostituta. Seus clientes vão de empresários a banqueiros, esportistas e artistas e têm uma característica indispensável: são milionários. Amanda já trabalhou em publicações como New Idea e InStyle, além de tabloides ingleses, abriu o jogo em entrevista a dois programas de TV, o Channel Seven e o This Morning, revelando que ela é a verdadeira identidade da Samantha X que assina o livro. Ao ser indagada sobre os motivos de tão radical mudança de vida, foi direta: "Eu amo a companhia dos homens e gosto de sexo. Achei que poderia ser bem paga pelo que fazia de graça", diz ela, que ainda informa que o sexo não é a maior parte do seu trabalho. "Eu acompanho executivos a um restaurante, tenho conversas inteligentes com eles. Ouço confissões e desabafos. Nem sempre eles estão pagando por sexo". Amanda, que não estava conseguindo fechar suas contas com o salário de jornalista, hoje fatura cerca de 14 mil reais por noite de trabalho e se dá ao luxo de não trabalhar todas as noites. Ela diz que só vai parar quando se cansar de "fazer as pessoas felizes e ir para casa sozinha" ou sentir vontade de ter uma vida mais tranquila.

Racismo nos Estados Unidos: policial senta em cima de garota negra de 15 anos. Fica lá um tempão. E a menina estava de biquini

As imagens são impressionantes. A polícia invade uma festa de jovens, a maioria negros, e uma piscina pública em McKinney, Texas. A violência e a prepotência com um policial imobiliza se senta em cima de uma menina de 15 anos é chocante. O detalhe é que a menina veste um biquíni e nem por isso é respeitada pelo policial aparentemente descontrolado. Podia ter acontecido na África do Sul, nos tempos sangrentos do apartheid, mas são cenas atuais e retratam uma escalada nacional da policia norte-americana que já custou numerosas vidas de jovens negros. Há protestos no país contra o comportamento da polícia. O próprio presidente Barack Obama já se manifestou. Só que o braço armado da onda conservadora e racista não se intimida. Leia mais e veja o vídeo no Huff Post, clique AQUI

A polêmica débil: religião pode e deve ser criticada...


A reprodução da foto acima é da Folha de São Paulo. No atual estado de diarreia conservadora que assola o Brasil, as maiores besteiras viram polêmica. Religiões são instituições como outras quaisquer, podem, devem e merecem ser criticadas. Não estão acima da liberdade de expressão. O Charlie Hebdo pagou caro por mostrar isso e seu exemplo deve estimular aqueles que não aceitam ser calados seja por quem for. A simbologia da crucificação foi usada oportunamente, no contexto exato de uma manifestação contra preconceitos. Protesto importante até para evitar que o Brasil chegue ao trágico modelo de opressão religiosa do Estado Islâmico, onde os que não são adeptos de determinada fé perdem a cabeça, literalmente.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pequenas notícias contra o apocalipse...

por Clara S. Britto
Diante do pessimismo e do baixo-astral encomendado pela mídia de oposição (99% dela), resolvi dar uma de Poliana e postar hoje algumas boas notícias geralmente ignoradas pelo colunismo patológico que assola o Brasil. E não é palpite: duas pesquisas recentes, uma do Ibope e outra do Vox Populi, constataram que 41% dos brasileiros acham que a mídia mostra uma realidade pior do que é.  E cerca de 50% pensa que os dados econômicos são piores do que um análise imparcial mostraria. Um parcela expressiva até acha que a inflação está acima de 20% ao ano, quando não chega nem na metade disso. Leia abaixo as notícias que urubu não gosta:
* O Brasil é hoje o maior mercado de entretenimento e de todas as mídias (incluindo internet, streaming, publicidade, TV por assinatura, e-books, assinaturas on line de jornais e revistas)  na America Latina. É o nono no mundo. Tem crescimento projetado de cerca de 10% ao ano durante os próximos cinco anos. Matéria sobre essa pesquisa global foi publicada em vários jornais da Europa, entre outros, no Diário da Manhã, de Portugal. Informações complementares para o pessoal tristinho e deprê que tem tara por fundo de poço: o Brasil é o oitavo país do mundo em acesso à internet e é a terceira maior potência em publicidade na TV no mundo. Só perde para Estados Unidos e Japão.
* José Graziano, um brasileiro  - aliás muito criticado pela mídia quando foi indicado para ser o diretor-geral da  a FAO, o braço da ONU que cuida da fome e da segurança alimentar no mundo - acaba de ser reeleito para comandar o órgão até 2019. Como um sinal histórico de aprovação à sua gestão, Graziano, ex-ministro do governo Lula, quando cuidou do bem-sucedido Fome Zero, teve 177 votos entre 182 delegados.
* Segundo a Serasa, a atividade do comércio, em maio último, cresceu 3,4% frente a maio de 2014.
* A turma que não está deprimida parece pronta para se divertir das Olimpíadas do Rio. Só na primeira fase da venda de ingressos, 5,2 milhões de pessoas entraram na fila virtual para o sorteio que selecionará os pedidos. E 121 eventos já estão com os ingressos esgotados.
* Em meio aos dados divulgados hoje sobre a crise no mercado automobilísticos e a queda e venda de carros, duas notícias melhores que não foram citadas na análises: em relação a abril, as vendas de caminhões (dado importante já que são veículos ligados diretamente aos setores produtivos) cresceram 3,9% em maio; e as exportações de automóveis aumentaram em 3%.
* Na semana passada, a Petrobras captou mais de 2 bilhões de dólares no mercado. O detalhe é que, para isso, a empresa emitiu títulos com vencimento em até 100 anos. Houve mais demanda do que oferta. Ou seja: mais interessados em títulos do que títulos disponíveis. Analistas e comentaristas, pra variar, ficaram surpresos. O que significa? É que as análises estão contaminadas com a operação política de desmonte da empresa. Daí, a turba não percebeu que uma parcela razoável dos investidores, especialmente estrangeiros, aposta na empresa. Apenas businesses, sem histeria...
*Mais uma da Petrobras:  no dia 11 de abril, a empresa bateu o recorde de 802 mil barris diários no Pré-sal.  Com um importante avanço: a Petrobras vem baixando os custos de produção, fazendo com que o Pré-sal se viabilize a um preço de US$ 9 por barril. Anteriormente, a estimativa era de US$ 40. Uma das críticas dos colunistas era de que a exploração do Pré-sal seria tão cara que só se o barril fosse a 120 dólares (custo de mercado e não de produção) na cotação internacional se tornaria bom negocio para o país.
* Uma boa notícia: o Brasil ganhou do México (2x0) jogando bem e mostrando bom  futebol especialmente no primeiro tempo. Os coxinhas estavam torcendo contra no embalo das investigações contra a Fifa e a CBF. Achavam e esperavam por isso que a torcida não comparecesse e caso comparecesse vaiasse o time. Não só a Arena do Palmeira estava lotada como a torcida aplaudiu o time de Dunga, o que não significa nem nunca significou aplaudir CBF e Fifa. Coxinhas decepcionados foram vistos em cenas de auto-penetração de objetos cortantes, só de raiva.
* A polícia prendeu o coxinha que cortou a orelha de um rapaz em uma festa em mansão da Gávea, no Rio. Boa notícia. Logo vai aparecer uma habeas corpus ou coisa parecida. Mas a polícia cumpriu bem seu papel. Agora é acompanhar. Se vai ficar impune, só a justiça dirá.
*

Miley Cyrus em dia de miss Pig por uma boa causa

por Clara S. Britto
Miley Cyrus posou para a capa da Paper com o seu porco de estimação, Bubba Sue. Por trás do bom humor e da nudez da atriz e cantora, uma atitude elogiável: ela divulga a Happy Hippie Foundation. Trata-se de uma organização criada pela própria para ajudar moradores de rua LGTB que, além da pobreza crescente e agravada pela crise nos slums das grandes cidades americanas, sofrem agressões de cunho homofóbico e preconceito.

domingo, 7 de junho de 2015

50 motivos para você entender porque é melhor o Brasil ter mais cachorro...

por Omelete
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Brasil tem hoje 52,2 milhões de cachorros e 44,9 milhões de crianças de 0 a 14 anos. A médio prazo (não vamos esquecer que crianças crescem), é uma excelente notícia. Veja porque:
1) Cachorro não é político
2) Cachorro não é corrupto.
3) Cachorro não trabalha na Fifa
4) Cachorro não tem auxílio-educação, auxílio-aluguel, auxílio-paletó, auxílio-gasolina...
5) Cachorro não funda Ongs e Organizações Sociais para descolar um troco de verba pública
6) Cachorro não compõe música sertaneja
7) Cachorro não escreve livro de auto-ajuda
8) Cachorro não é fanático religioso
9) Cachorro não acredita em "agência de risco"
10) Cachorro não pede golpe militar
11) Cachorro não pede empréstimo ao BNDES
12) Cachorro não mama na Lei Rouanet
13) Cachorro não assiste MMA
14) Cachorro não lê colunista coxinha
15) Cachorro não tem conta na Suíça
16) Cachorro não censura biografias
17) Cachorro não revoga a lei do desarmamento
18) Cachorro não é criança-prodígio
20) Cachorro não vai pra Orlando
21) Cachorro não sonega imposto
22) Cachorro não diz que vinho é "frutado" ou tem uma "nota" de "frutas secas" ou de "amêndoas tostadas"
23) Cachorro não fala "branded content", "b2b", "target", "mentoring", "benchmarking", "turnover", e outras diarreias do pedantismo corporativês
24) Cachorro não acredita em tudo o que a mídia publica
25) Cachorro não faz campanha contra ciclovia
26) Cachorro não perde de 7x1 pra Alemanha
27) Cachorro não se inscreve no BBB
28) Cachorro não faz stand up show
29) Cachorro não constroi shopping no prédio do Congresso
30) Cachorro não canta música de axé nem sabe a dancinha inventada de cada carnaval baiano
31) Cachorro não faz selfie em funeral, enterro do avô, acidente de trânsito, tornado e enchente
32) Cachorro não faz Marcha com Deus e Família pela "democracia"
33) Cachorro não faz talk show
34) Cachorro não apresenta programa policial na TV
35) Cachorro não é padre-cantor
36) Cachorro não quebra imagem de santo nem arrebenta pai-de santo e terreiro de candomblé
37) Cachorro não cobra dízimo
38) Cachorro não é colunista de economia nem faz previsões partidárias e apocalípticas de "cenário econômico"
39) Cachorro não vai pra rua quebrar banco de praça, porta de banco, concessionária de veículos nem mata cinegrafista com bombas morteiro
40) Cachorro não canta música gospel
41) Cachorro não faz bullying no colégio nem piada racista em treinamento de ginástica olímpica
42) Cachorro não participa de torcida organizada de time de futebol
43) Cachorro não desmata florestas
44) Cachorro não faz casamento-ostentação
45) Cachorro não solta pipa com cerol
46) Cachorro não solta balão
47) Cachorro não diz que a ração "é Friboi"
48) Cachorro não é vegetariano talibã
49) Cachorro não faz pastel chinês
50) Cachorro não esfaqueia ciclista



Lembra do ruivo que tirava sarro do Felipão? Ele agora está zoando Fábio Jr. em comercial da Vivo...

VEJA O RUIVO TIRANDO ONDA COM FÁBIO JR. CLIQUE AQUI