domingo, 20 de setembro de 2009

Livro-bomba de plutônio

Paulo Maluf revelou à Folha de São Paulo que está escrevendo um livro-bomba para ser lançado após sua morte. Diz que relatará bastidores da eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral da ditadura, em 1984, e da polêmica votação da emenda constitucional que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Deve ter muito o que contar mas não apenas dos adversários. Os bastidores da vida do ex-prefeito e ex-governador de SP são notoriamente explosivos. Publica logo, Maluf.

Flávio Damm, um mestre do fotojornalismo

O Centro Cultural Correios, na rua Visconde de Itaboraí, no Rio, abre nesta quinta-feira, 24, a exposição O Olho Pronto de Flávio Damm, do fotógrafo gaúcho que comemora 64 anos de carreira. Flávio começou sua carreira como auxiliar do fotógrafo alemão Ed Keffel e tornou-se conhecido ao fazer as primeiras fotos de Getúlio Vargas em sua fazenda após seu afastamento da presidência da República. Foi esse feito fotojornalístico que o levou a ser contratado pelo Cruzeiro, onde trabalhou por 15 anos. Damm, que produziu 60 mil negativos ao longo da sua trajetória, selecionou 64 fotos para a mostra dividida pelos blocos "Vejo Lisboa", "Linhas" e "Pombos pra que te quero". Ao lado, um belo exemplo do seu trabalho: o registro de um casamento coletivo na Catedral da Sé, em Lisboa, uma tradição do dia de Santo Antônio. Foto Flávio Damm/Divulgação.

Jogue tomate no repórter

Um site da Nova Zelândia promoveu uma ação de marketing para anunciar que seus repórteres publicam antes o que os concorrentes só vão saber depois. Para ilustrar, os criadores da campanha pregaram literalmente um repórter em um outdoor para ser alvo de tomates lançados pela galera que passava na ruas. O jornalista estava sendo "punido" exatamente por não ter dado matérias exclusivas e furos na concorrência. E se a moda pega por aqui????? Vejam no link o vídeo hilário... Tomate no jornalista

Alô, manutenção!!!!!

Omelete postou aqui recentemente sobre uma nota da Folha de São Paulo avisando que a Globo estaria enquadrando sob um série de regras os blog pessoais dos seus contratados e funcionários, lembram? Pode ser coincidência, mas o portal que reúne a maioria das páginas das atrizes e atores da emissora está "temporariamente" fora do ar, segundo o aviso abaixo.
Manutenção: Temporariamente este site está indisponível para realizarmos a manutenção em seus sistemas. Obrigada pela compreensão, Equipe Globo.com
Mas outra disputa no mundo dos blogs. A Record inaugura na semana que vem o site R7 e está exigindo que páginas, orkuts e twitters dos seus contratados migrem para o novo portal. Só que muitos nomes do atual elenco da TV do Bispo Macedo já foram da Globo e têm seus blog abrigados na Globo.com. Cada uma puxa a brasa para seu portal mas parece perigoso esse controle sobre páginas pessoais. Dizem que os artistas - a maioria pelo menos - concordam com as exigências. Mas, nessa altura, alguém diria não ao empregador?

sábado, 19 de setembro de 2009

Preconceito?

Obama enfrenta uma violenta oposição na sua tentativa de mudar o
sistema de saúde americano...já viu essa reação elitista em algum
lugar ao Sul do Equador? Pois é... Para o presidente americano, a saída é divulgar o seu plano e tentar se comunicar com o máximo de pessoas. Ontem, segundo o Los Angeles Times, deu entrevistas para cinco redes nacionais de TV. E, tal qual na campanha, está usando as redes sociais da internet para explicar a reforma que, na opinião dos seus assessores, tem sido deturpada pela mídia comercial.

Leilão do Arquivo da Bloch



Deu na Vejinha. O arquivo vai para o martelo. Mais uma nota na imprensa fruto do trabalho de divulgação, não remunerado, do José Carlos Jesus, nosso incansável presidente da Comissão de Ex-empregados da Bloch.

Dose de literatura

Sábado na Letras e Expressões
Sábado literário bem entendido

Preso pelo Facebook...

Notícia de jornal, hoje (The Journal, Pensilvânia): o ladrão Jonathan Parker foi preso porque deu uma vacilada digital. Depois de invadir uma casa e embolsar anéis de brilhante e outros trecos resolveu checar seu Facebook no computador da residência. Tudo tranquilo, não tinha ninguém em casa, os vizinhos não o viram pular o muro, beleza. Só que o bandido, de 19 anos, esqueceu de fazer log out. Deixou lá o seu perfil, contatos, amigos, brilhando na tela. O polícia só teve que clicar e localizar o falso malandro. O jornal pergunta se é um caso incurável de vício interneteiro ou o ladrão simplesmente é uma besta quadrada.

Do bloco de notas...

Na reprodução, o Palácio Universitário, Praia Vermelha
Teatro de Arena no campus da UFRJ-Praia Vermelha, Palácio Universitário. Foi palco de um dos primeiros shows de Bossa Nova.
Foto Gonça

Há 50 anos, em 1959, João Gilberto lançou seu primeiro disco. Em 1960, o compositor se apresentou no Teatro de Arena da então Faculdade de Arquitetura.

Na reprodução, o belo prédio da Faculdade de Medicina, na Praia Vermelho. Demolido em 1975 por ordem da ditadura, que também queria pôr abaixo o Palácio Universitário.



Na última quarta-feira, fui ao campus da UFRJ, na Praia Vermelha, participar de um mesa-redonda sobre "Jornalismo de Celebridades". Fiz Comunicação na ECO-UFRJ, na época ainda instalada na Praça da República esquina de Visconde de Rio Branco. Foram quatro anos, dois de básico e dois de especialização em publicidade. Depois, fiz algumas matérias complementares, de jornalismo, já no prédio da Praia Vermelha. Voltei, portanto, aos corredores do passado. A caminho da sala onde os alunos se reuniam fiz a foto do anfiteatro, hoje chamado deTeatro de Arena, no Palácio Universitário. Em 1968 e 1969, foi palco de assembléias e manifestações contra a ditadura, alguma reprimidas com extrema violência. . E em 1960, como anfiteatro da Faculdade de Arquitetura, tinha sido palco de um dos primeiros shows de Bossa Nova, com Tom Jobim, o próprio João, Vinicius, Nara Leão, Sylvinha Telles... O show ficou conhecido como a "Noite do Amor, do Sorriso e da Flor", palavras que estavam estampadas em bandeiras nas janelas atrás do palco. "O amor, o sorriso e a flor" era o nome do segundo LP de João Gilberto, lançado em 1960. que trazia músicas como "Corcovado"e "Samba de uma nota só" (Em 1959, há 50 anos, JG lançava seu primeiro disco). A propósito, na década de 70, o belo conjunto neoclássico do Palácio Universitário escapou da demolição, dizem que por intervenção do então reitor Pedro Calmon, que protestou contra a intenção do governo militar. Em 1975, os generais mandaram pôr abaixo o prédio da Faculdade de Medicina. A ditadura pretendia, ao que parece, apagar da memória nacional prédios com algum significado político. Foi assim com o edifício da UNE e com o Palácio Monroe (este chegou a ser preservado pelo traçado do metrô, que faz uma curva a partir da Cinelândia, mas mesmo assim foi condenado pelo general Geisel). Foi o próprio ditador de plantão que, em 1975, mandou tratores demolirem a Faculdade de Medicina. Em 1966, o prédio tinha sido invadida pela polícia no episódio histórico que ficou conhecido como o "Massacre da Praia Vermelha". Todo o campus da Praia Vermelha era um simbolo da resistência ao governo militar. Houve outras e violentas invasões nos anos seguintes. O Palácio Universitário escapou da demolição, mas da Faculdade de Medicina sobrou apenas a foto.

Opinião Privada X Opinião Pública: a sociedade digital alternativa



Este é o debate que já está nas ruas e nas redes sociais da internet. Está no Globo de hoje, na coluna de Zuenir Ventura, sob o título O novo boca a boca. Trata-se de um tema que ganha força e entará em cartaz nas próximas temporadas, especialmente, as eleitorais. Zuenir fala sobre o livro Yes, we did ("Sim, nós fizemos), da ativista canadense Rahaf Harfoush, que relata a extraordinária mobilização popular da rede como decisiva para a eleição de Barack Obama. Em pouco tempo, eram milhares de voluntários a enviar milhões de emails em apoio a Obama, primeiro nas prévias contra Hillary Clinton, e, depois, ajudando a demolir o candidato de Bush, o republicano John McCain. Orkut, twitter, blog, facebook, youtube, flickr, todos os caminhos foram válidos na campanha alternativa para ganhar o jogo da opinião pública.
Ontem, os jornais divulgaram números de um censo do IBGE. Há dois resultados que se entrelaçam: cresceram os índices de escolaridade entre os jovens e aumentou expressivamente o número de residências conectadas à web. Há pelo menos um computador em 18 milhões de casas. Nestas, quase 14 milhões de famílias (média de 3,3 pessoas por casa ou mais de 46 milhões de brasileiros) têm acesso à rede. Some-se a isso os computadores em locais públicos (escolas e outras instituições), redes de lan house, de locais de trabalho etc, e essa estatística se expande. Não é pouca gente. Aos poucos, instala-se um elo de opinião pública - um poderoso boca a boca eletrônico a que se refere o colunista - em complemento, para contrabalançar ou em oposição ao rolo compressor da opinião privada veiculada na mídia comercial. Por definição e por fazerem parte de conglomerados econômicos, os grandes grupos de comunicação têm políticas próprias e semelhantes, são inegavelmente partidários e fazem, como fizeram, apostas claras em momentos decisivos da história política do pais. Para lembrar dois "cases": a implantação do golpe e da ditadura militar de 1964 e a eleição de Collor, por exemplo.
Estão no seu papel, literalmente.
Nos anos de chumbo, a imprensa alternativa foi uma pequena válvula de liberdade. Opinião, Movimento, Pasquim, Bondinho... eram os mais conhecidos mas havia centenas fora do eixo Rio-SP, impressos, mimeografados, distribuidos de mão em mão nas escolas, ruas, fábricas. A ditadura acabou e a comunicação alternativa permaneceu praticamente congelada até fins do anos 90, quando a internet, no Brasil, disparou a crescer em progressão geométrica. O debate político que vimos em blogs e sites na rede nas últimas eleições presidenciais terá sido nada comparando-se ao que vem por aí em 2010. Mas a ampliação dessa imensa rede, que o próprio mercado aliado a programas públicos e privados de inculsão digital impulsiona não terá influência apenas na escolha de um candidato. Como diz o colunista, o boca a boca eletrônico vai recomendar filme, peça, livro, exposição, restaurante, destinos turísticos, produtos... No final do texto, Zuenir observa, contudo, - "puxando a brasa para a minha sardinha", escreve, referindo-se à provável diminuição da influência dos formadores de opinião tradicionais - que, no Brasil, esse poder da rede de computadores ainda está longe de acontecer. Diz o jornalista que "desrespeito à autoria, boatos mentirosos e mensagens fraudadas" comprometem a credibilidade. Pode ser. Mas isso também acontece na terra do Obama e, mesmo assim, a internet teve seu peso na campanha americana. E, admitamos, "boatos mentirosos" e "mensagens fraudadas" não são "privilégio" da rede. Também frequentam a palavra impressa.
Como diria Raul Seixas, chegou a hora da sociedade (digital) alternativa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dicas de leitura para quem arrematar o Arquivo Fotográfico da Massa Falida da Bloch Editores. Obras ilustradas com centenas de reproduções de fotos.

Aconteceu na Manchete - As histórias que ninguém contou (Desiderata)
Rede Manchete - Aconteceu Virou História (Coleção Aplauso - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo


Os Irmãos Karamabloch - Companhia das Letras


O Pilão - Editora Bloch

Piada?

E o prefeito Gilberto Kassab, do Demo de SP, hein? Alegou que comer demais engorda e pretende cortar uma das refeições do dia em creches públicas. Vai tirar parte do rango de 60 mil crianças que não passam férias na Disney. A prefeitura quer reduzir o gasto mensal de R$2,85 milhões para R$2,28 milhões. Huuummmmm, deve ser essa "importante" economia que estava faltando para salvar os cofres da prefeitura de SP...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Microfone: o vilão ataca


Em setembro de 1994, o então ministro da Fazenda Rubens Ricúpero conversava com o repórter Carlos Monforte, no estúdio da Globo em Brasília, pouco antes da gravação de uma entrevista. O tema do bate-papo informal era o IPC, o índice de preços ao consumidor, de agosto, publicado pelo IBGE. Ricúpero considerava alto o número apontado pelos pesquisadores. O então ministro não sabia mas o microfone estava ligado e captou o diálogo. Estimulado pelo repórter a revelar as previsões do IPC de setembro, ele diz que deveria conversar antes com os economistas da Fazenda: "Senão eles me matam. Vão dizer: 'Pô, você proibiu da vez anterior quando (o índice) era ruim, agora que é bom...' No fundo é isso mesmo. Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde". No último domingo, dia 13, foi a vez de Barack Obama cair na mesma armadilha. No momento em que aguardava entrar no ar para uma entrevista, o presidente americano assistia nos bastidores da CNBC a transmissão de uma premiação da MTV americana.Na tela, viu o rapper Kanye West invadir o palco grosseiramente e interromper a cantora Taylor Swift, que agradecia o troféu de Melhor Clipe, para dizer que a vencedora deveria ter sido a Beyoncé. O microfone captou a reação de Obama: "Jackass (babaca). Por que ele fez aquilo?". Kanye West foi vaiado, depois pediu desculpas e revelou que bebera uma garrafa de conhaque antes do prêmio e o "jackass" presidencial corre o mundo. Diferença entre Ricupero e Obama? O moreno está cheio de razão, embora esteja recebendo críticas pelo episódio.

Deu no Gente Boa, do Globo de hoje



terça-feira, 15 de setembro de 2009

e o mundo não acabou...

Exatamente no dia 15 de setembro de 2008, há um ano, o banco norte-americano Lehman Brothers declarava falência. Começava uma forte crise financeira, que atingiu com um tiro na testa os especuladores dos tais derivativos, os alavancados, os fabricantes de índices, os "tio patinhas" das pirâmides, os magos das avaliações e das previsões e os tais projetistas de cenários. Os jornais anunciaram algo perto do fim do mundo. Empregos se foram, é verdade, menos do que diziam, e só agora começam a voltar. A crise foi, felizmente, aquém do apocalipse financeiro previsto. Quer saber: faltou seriedade e sobrou política - incluindo política eleitoral, lado a lado - e doses de ideologia na análise e critíca dos fatos neste um ano desde que os Brothers bateram a bota.

Revista Repórter, 1978, um sonho em dois tempos

Repórter, número 2, o texto-denúncia do historiador Hélio Silva
A capa do número 2: estudantes


No número 1: a seleção ainda militarizada às vésperas da Copa da Argentina.


No número 1: Fernando Morais na guerrilha sandinista.




Na "conversa com o leitor": Paulo Patarra dá a régua e o compasso da "revista de repórteres".


Especial para a seção memória jornalística do paniscumovum. O time era respeitável. A idéia, vejam, mais louvável ainda. "Uma revista de repórteres, os jornalistas da linha de frente, do encontro direto com os fatos". Assim nascia a Repórter. O sonho de Paulo Patarra (diretor de redação), Hamilton Almeida Filho, Lourenço Diaféria, José Hamilton Ribeiro, Caco Barcelos, Joel Rufino dos Santos, Elifas Andreato, Narciso Kalili, Luiz Carlos Cabral, Zeka Araújo, Fernando Morais e tantos outro nomes, muitos egressos da Realidade, publicação que marcara época cerca de um década antes, chegou às bancas em maio de 1978, lançado pela Editora Três. A periodicidade era mensal. O primeiro número tinha 162 páginas, com 40 de anúncios, entre as quais mensagens de estatais, bancos, automóveis, cigarros etc. A capa (ao lado) era um cartão de visitas: o repórter Narciso Kalili investigava o Esquadrão da Morte e o réu Sérgio Fleury. No miolo, Caco Barcelos, que ficou 4 dias clandestino no canteiro de obras da usina atômica de Angra, área de segurança da ditadura, publicava o relato e fotos da "espionagem". Fernando Morais e o fotógrafo Geraldo Guimaráes infiltravam-se na guerrilha sandinista da Nicarágua. José Trajano assinava a matéria "Ordinário, chute" e mostrava que oito anos depois da Copa de 70, o capitão Claudio Coutinho treinava a seleção como um pelotão de soldados. No manual dos jogadores, escrito pelo Exército, o time que se preparava para a Copa da Argentina aprendia que era proibido "barba por fazer, cabelo despenteado, comentário sobre assunto interno da seleção, reivindicações, provocar desentendimento ou desagregação" e por aí vai. No segundo número, o sonho dos repórteres começou a desfocar. A revista saiu com apenas 88 páginas. Os anunciantes foram embora, somente dez marcas se arriscaram a figurar na edição em que a capa mostrava a volta da UNE, o historiador Hélio Silva revelava o Caso Stuart, a Anistia era tema, a morte dos trabalhadores vitimados pelas péssimas condições da indústris do cimento também. Com pautas incômodas ao regime, vieram as pressões, o boicote e o fechamento da Repórter. Foram duas edições, tempo de chegar, o diretor de redação explicar o que seria a revista, e logo entregar o boné e o sonho sem maiores explicações. Ficou a história.

Crueldalde não embarca

Este comercial da atriz e modelo Pamela Anderson, militante da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), foi retirado do ar essa semana pela CNN, que o considerou impróprio. Mas não tem nada demais, mostra a turbinada Pamela atuando como guarda de aeroporto e é uma peça oportuna contra peles e acessórios originados da métodos crueis de produção e da morte de animais. Veja no link Barrados do aeroporto

domingo, 13 de setembro de 2009

Campeonato brasileiro: a verdade dos fatos


Os números enganam. Veja a verdadeira classificação do campeonato brasileiro por rendimento e aproveitamento em relação ao número de jogos, listando-se os times integrantes da suposta Série A e da suposta Série B.
Trata-se de um critério puramente esportivo descartando-se a burocracia da CBF.
Os jornais limitam-se a divulgar apenas o que se convencionou chamar de primeira e segunda divisões. Na sequência, o primeiro número refere-se ao total de pontos ganhos, o segundo ao número de jogos. Observe que o Vasco, supostamente na Série B, é líder apesar de ter um jogo a menos do que o Palmeiras, supostamente na Série A. Isso é matemática.

1 Vasco 46 23

2 Palmeiras 44 24

3 Guarani 43 23

3 Internacional 43 24

3 São Paulo 43 24

4 Atlético-GO 41 23

5 Atlético-MG 40 24

5 Ceará 40 23

6 Goiás 39 23

7 São Caetano 37 23

7 Portuguesa 37 23

8 Corinthians 36 23

8 Figueirense 36 23

9 Ponte Preta 35 23

8 Santos 35 24

10 Avaí 34 24

10 Flamengo 34 24

11 Vitória 33 24

11 Grêmio 33 23

11 Barueri 33 23

11 Bragantino 33 23

12 Cruzeiro 32 24

13 Bahia 30 23

14 Vila Nova 29 23

14 Ipatinga 29 23

15 Atlético-PR 28 24

15 Paraná 28 23

16 Brasiliense 27 23

16 América-RN 27 23

16 Juventude 27 23

17 Coritiba 26 23

18 Náutico 25 23

19 Duque de Caxias 24 23

19 Santo André 24 24

20 Campinense 23 23

20 Fortaleza 23 23

20 Botafogo 23 23

21 ABC 22 23
22 Sport 20 24
23 Fluminense 17 23


A paz venceu... em Veneza


O Festival Internacional de Cinema de Veneza premiou ontem, com o Leão de Ouro, "Lebanon", obra pacifista do israelense Samuel Maoz. O filme narra 24 horas na vida de jovens soldados no interior de um tanque durante a primeira guerra do Líbano, em 1982. Ao receber o prêmio, Maoz, que participou da guerra quando tinha 20 anos, dedicou o prêmio "às milhares de pessoas no mundo que voltam de uma guerra, como eu, aparentemente bem, que se casam e têm filhos, mas que em seu interior sentem um vazio na alma". Alguém já disse, talvez Hemingway?, que as cicatrizes de uma guerra não se fecham no campo de batalha e não se curam depois...

Deu na "Época"


Participe da campanha: "dê um corretor ortográfico urgente para as celebridades.

Domingo musical

Um link para a música: a Quinta Sinfonia, de Beethoven, visualizada no You Tube. Cada barra
colorida equivale a um instrumento ou a naipes de instrumentos. Isso me faz lembrar a velha piada sobre o casal de novo-rico que saiu da Barra para assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica no Theatro Municipal. Depois de enfrentar um engarrafamento, coisa normal na Miami carioca, o casal se acomodou na platéia exatamente no instante em que o maestro anunciou que a orquestra executaria a Quinta Sinfonia. Enfurecido, o marido falou pra mulher: "Não te falei pra não se atrasar? Já perdemos quatro sinfonias".
O link leva ao site Neatorama onde, rolando a página, chega-se ao vídeo do You Yube e tambem à relação cor/instrumento. Link: Beethoven em gráficos

sábado, 12 de setembro de 2009

Da baú do paniscumovum




Em dezembro de 1954, Manchete, edição número 140 - então dirigda por Otto Lara Resende -quis retribuir os cartões de Natal recebidos pela redação. Acima de um texto com os tradicionais votos de próspero Ano Novo, a revista publicou esta caricatura do Borjalo, com jornalistas e diretores devidamente identificados. Mal comparando, é mais ou menos o que se vê hoje na seção Por Dentro do Globo (no canto esquerdo inferior da página 2 do jornal carioca), que retrata cenas e personagens de redação. Estavam lá, no traço de Borjalo, Adolpho Bloch, Otto Lara Resende, Ibrahim Sued, Oscar Bloch, José Guilherme Mendes, Nelson Sampaio, Henry Moeller, Salvyano Cavalcante de Paiva, Arnaldo Bloch, Dirceu Nascimento, Darwin Brandão e Wilson Passos. Veja as reproduções.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Polêmica na rede

Segundo a coluna Zapping, da Folha, a Globo distribuiu um comunicado interno restringindo o uso de mídias sociais como orkut, blogs, twitter. E proibiu que colaboradores da empresa comentem temas ligados à emissora. Para ter perfis na rede, os artistas deverão pedir permissão. Ainda se a norma se referisse a atitudes dentro da empresa, uso de equipamentos etc, vá lá. Pedir cautela ou cuidados redobrados ao comentar seja na rede ou com a vizinha assuntos internos de uma empresa, ok, é comportamento que o bom senso impõe aos profissionais. Se a proibição absoluta se efetivar, há exagero aí. É como se a Santa Marta Fabril, no começo do século passado, proibisse que os seus funcionários escrevessem... cartas. A literatura teria perdido páginas memoráveis se, por exemplo, a Câmara Municipal de Palmeira dos Indios baixasse um decreto proibindo que o seu prefeito escrevesse cartas sobre a sua rotina administrativa. As missivas de Graciliano Ramos estariam, então, até hoje, mofando nas gavetas da burocracia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Deu no Jornalistas&Cia



A edição 709 do Jornalistas&Cia fala deste blog. Leia no link: Vitor Sznejder e paniscumovum

Hardware que resiste nas redações


Um desafio para o Vale do Silício: redações informatizadas, computadores de última geração, HDs, câmeras digitais etc etc, mas o chamado "pau do jornal", com todo o respeito, sobrevive bravamente tal como foi bolado há decadas: jornais do dia montados em um cavalete com hastes duplas presas por parafusos-borboleta. Simples, meio trambolho que atravanca corredores, mas cadê o substituto?