domingo, 14 de julho de 2013

José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores, visita e fotografa o prédio da extinta Manchete



A fachada do Ed. Manchete... 

A "ilha" na frente da portaria (sem a escultura "Carcará", de Bruno Giorgi, que ganhou mais fama ainda depois que guerrilheiros que lutavam contra a ditadura colocaram no interior da peça um dos bilhetes sobre o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, nos anos 70
Os novos proprietários mantiveram o nome do edifício, do Teatro e...
...na porta o EB, de Editora Bloch.

No jardim, o nome oficial do pequeno Largo.
por José Carlos Jesus
Hoje, tive que ir ao Catete, tomei coragem e fui ao "cemitério das nossas almas". Fiquei sabendo: a empresa petrolífera Statoil, alugou por 10 anos, parte do prédio 766 (5a. ao 12o.) pagando nesse período, mais de 200 milhões de reais. Já existem mais de cinco empresas trabalhando nos prédios. 
Em breve o Teatro Adolpho Bloch será reaberto. Lembro que, não fosse uma intervenção nossa alertando a mídia (através da Cristiane Torloni)que, numa incrível coincidência, soube que os novos proprietários iriam derrubar o Teatro para construir um edifício garagem e ela tinha ido jantar, naquele restaurante da esquina da Ladeira do Russel, após sair do Teatro Carlos Gomes), o Rio poderia ter perdido mais umas Sala.
Só tive acesso as recepções sem direito a fotos. Segundo os seguranças (nenhum conhecido nosso) para conhecer o novo cemitério, basta marcar com o administrador uma visita ao prédio.
Confesso: chorei por dentro muitas vezes!
PS.: no próximo dia 2 de agosto, completam-se 13 anos da falência da Bloch. Acho que merece uma bela matéria no blog.

3 comentários:

Arquiteto Moderador disse...

Prezado José Carlos.
Meu nome é Thiago Leal e trabalhei no projeto de retrofit do prédio junto com o arq. João Niemeyer que foi o responsável pelo mesmo.
Quero esclarecer que nunca foi proposto a derrubada do Teatro. Fato que foi respondido à Christiane (veja o seu blog) no exato momento que tivemos acesso ao "boato".
O projeto previa desde o início a construção de um ed. garagem nos fundos, aprovado pelo Patrimônio Municipal e pela Prefeitura. O Teatro foi restaurado e modernizado e ficou lindo demais! Assim como o prédio.

Geraldo Matheus disse...

Meu caro José Carlos,
Com relação ao Teatro Adolpho Bloch (que até hoje ninguém conseguiu ver
como ficou mas que se sabe que sofreu inúmeras alterações) devo informar que já há mais de 12 meses os proprietários do Edificio receberam pelo menos 5 propostas de arrendamento e até hoje não deram qualquer resposta a nenhum dos proponentes e nem mesmo atendem ligações telefônicas ou
respondem a e-mails. Eles haviam afirmados quando foi levantada a
questão da demolição que em outubro do ano passado estaria funcionando.
Eles querem que as propostas incluam todo 3o. andar (ou seja o teatro e a
piscina e o restaurante desse andar). As propostas que conheço atenderam essa exigência e até hoje não conseguem qualquer resposta.
Não adianta os arquitetos dizerem que ficou bonito se não funciona, não é? Soube que o Prof. Arnaldo Niskier foi procurado há alguns meses por uma arquiteta que se apresentou como responsável pela reforma do teatro e foi
convidado a visitar o teatro. Ele parece que não interessou e não aceitou o convite.

Geraldp

J.A.Barros disse...

Passei 25 anos de minha vida profissional nessa casa, hoje totalmente reformada, que considero alguns anos melhores em termos de trabalho, ambiente profissional e amizades que permanecem até hoje. Sinto muitas saudades daqueles tempos. Do prédio, que nos dava conforto e segurança, dos diretores das revistas e de muitos editores com quem trabalhei. Infelizmente não há bem que sempre dure e mal que nunca se acabe, reza o axioma popular. No meio do caminho da centro da cidade e da zona sul, ficávamos bem em frente dos campinhos de futebol do aterro do Flamengo e de cara para o mar azul da Baía e do Pão de Açúcar. Nas noites de lua, quando ficávamos trabalhando até mais tarde nascia diante de nossos olhos aquela imagem imensa de uma Lua brilhante iluminando todo o Aterro do Flamengo e nossos pequenos corações apaixonados por esse satélite que nos fala de amor e amizade.
Até hoje choro a perda desse 25 anos que nunca voltarão. Uma casa de trabalho que me acolheu com carinho e respeito. Não vou citar nomes – grandes nomes – que me relacionei e alimentei com sólidas amizades, porque poderia faltar alguns e não seria justo para com eles porque todos, todos, foram meus amigos sinceros. Obrigado a essa casa que me abrigou em todos esses 25 anos e aos amigos que conquistei para o resto da minha vida.