sábado, 22 de março de 2014

Uma saudável visão do futuro com a bola rolando fácil na Copa da vida

por Eli Halfoun
Nossos criativos publicitários (a publicidade brasileira é, não tenham dúvidas, uma das melhores do mundo) terão de ser mais criativos do que nunca para buscar anúncios diferenciados em torno de um mesmo e repetitivo tema: a Copa do Mundo. Do está sendo mostrado até agora o melhor e mais emocionante anúncio é o da Sadia que reuniu crianças pedindo, sonhando e esperando ver pela primeira vez o Brasil ser campeão mesmo ganhando o título pela sexta vez. Crianças costumam ser sinceras e intensas em seus pedidos e por isso mesmo mobilizam torcedores, atletas e até os frios dirigentes de futebol que pelo visto só se emocionam com o volume de dinheiro que uma Copa pode proporcionar ao país e para cada um dos dirigentes individualmente. Como a Copa do Mundo promete deixar um legado para o futuro e como as crianças representam a força máxima do futuro nada mais justo que peçam que a seleção conquiste o título para elas, crianças, que são inegavelmente as que devem ser mais beneficiadas no futuro. Para isso aconteça é preciso que em todos os aspectos e sentidos o Brasil bote a bola no chão e mostre toda a sua força. Não ó no futebol. (Eli Halfoun)
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Queda de audiência confirma que o BBB já era. Só a Globo não quer perceber

por Eli Halfoun
O interessa maior para que o Big Brother Brasil continue no ar por muito tempo (e tudo indica que infelizmente continuará) é das emissoras concorrentes. Com base em pesquisas de audiência dos últimos dez anos fica claro que quando o BBB está no ar as concorrentes SBT, Bandeirantes tem um significativo aumento de público no horário, confirmando que nos últimos dez anos o programa perdeu 50% de audiência, o que ainda não é suficiente para Globo (que certamente faz um outro tipo de análise) pensar em abrir mão de um alto faturamento via telefone e patrocínios milionários. Não cabe mais discutir a qualidade do BB que é sem dúvida uma atração medíocre que tenta manter-se viva com intrigas entre os participantes que não são e nunca serão absolutamente nada além de prisioneiros de suas vaidades e ganância correndo atrás de um prêmio milionário. As pesquisas mostram também que 43 entre 100 aparelhos deixaram de sintonizar o BBB, o que é ótimo para a concorrência. Os números revelam que o BB só foi um assombro em 2004 quando conquistou 45,3 no Ibope e no ano seguinte com o recorde de 47,5 de audiência. Depois a audiência começou a despencar aos poucos e pelo andar da carruagem desabará não demora muito. A Globo ainda não, mas o público está criando juízo e bom gosto. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Marcha dos desorientados com os zumbis e os mortos-vivos pela ditadura

por Omelete
Fala sério, alguns zumbis resolveram refazer a execrável Marcha da Família de 1964, que foi uma espécie de suruba política conservadora organizada a peso de dólares pelos conspiradores aliados à imprensa da época. Na época, as carolas ficavam molhadinhas só de ouvir falar em comunismo. Cinquenta anos depois, uma bando de desnorteados fugiu do psiquiatra para pedir a volta da ditadura. Mas viraram deboche... ainda bem. A rede está cheia de gozações contra esse anormais. Dizem que em algumas cidades produtores americanos vão aproveitar para fazer cenas dos mortos-vivos para usar no próximo filme da série: "A volta dos mortos-vivos" estrelado por Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo




Bellini, capitão para sempre...

Em 1959, a Manchete Esportiva lançou edição especial que registrava detalhes do título de 1958, que o Brasil ainda comemorava. Bellini e a Jules Rimet na capa.

Bellini também escreveu sua história no Vasco, campeão de 1958. Reprodução Manchete Esportiva

A troca de flâmulas antes do jogo final Brasil e Suécia, 1958. Reprodução Manchete Esportiva

O escrete - Suécia, 1958. Reprodução Manchete Esportiva


A seleção desembarca do avião da extinta Real Aerovias. Bellini é o segundo depois de Djalma Santos e antes de Mazzola e Zito. Reprodução Manchete Esportiva

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Garrincha, Bellini e a Taça, já no Brasil. Reprodução Manchete Esportiva

Bellini, o treinador Vicente Feola e Gilmar logo após a conquista da Copa. Reprodução Manchete Esportiva


Bellini, o então vice-presidente João Goulart e Nilton Santos. Reprodução Manchete Esportiva

Bellini ergue a Jules Rimet. Reprodução de edição especial de O Cruzeiro

Adalgisa Colombo, miss Brasil 1958, posa com o capitão Bellini e a Jules Rimet. Foto reproduzida de edição especial de O Cruzeiro. 
(da Redação)
Hideraldo Luiz Bellini se retirou de campo, ontem, ao 83 anos. Mas não sai da história do futebol brasileiro. Alguns cronistas metidos a construir "verdades" escrevem hoje que o zagueiro Bellini nunca foi um craque. Melhor ficar com a opinião de Nilton Santos que em seu livro "Minha Bola, Minha Vida" escalou o capitão de 1958 como um dos maiores jogadores que já viu atuar. Nilton sabia do que falava, alguns desses cronistas mal chegaram perto de uma bola quando crianças. Pois bem, a "Enciclopédia" colocou o zagueiro central no seu "time dos sonhos" (na verdade, escalou mais do que um time ao listar quatro jogadores por posição) ao lado de mitos como Banks, Gilmar,Yachim, Djalma Santos, Bobby Moore, Beckenbauer, Nestor Rossi, Garrincha, Pelé, Puskas, Vavá, Kopa, Di Stefano e Kokis, entre outros de igual genialidade. Com isso, Nilton quis dizer que Bellini era igual a Pelé ou Puskas? Claro que não. Mas como zagueiro central Nilton o considerou um dos maiores da sua época. Bellini cumpriu uma função decisiva tanto no Vasco dos anos 50 (sua atuaçãoem toda a jornada da conquista do Super-Super de 1958 foi antológica) quanto na Copa da Suécia, quando, pela primeira vez na história, um brasileiro levantou a Jules Rimet. Bellini eternizou o gesto e eternizou-se no "hall of fame" do futebol mundial. Era duro, às vezes. Nelson Rodrigues ao escrever sobre um dos um jogos da Copa de 1958 mandou essa sobre Bellini, referindo à sua extraordinária garra:"Bellini chutou até a bola". Verdade: beque dos anos 50/60 não aliviava nem a senhora sua (dele) mãe se esta quisesse fazer graça na grande área. E Bellini destruía mas saía jogando, sim, Nilton, ali do lado esquerdo, recebia de Bellini muitas das bolas que levava adiante com a sua extraordinária habilidade de alimentar o ataque. No livro, aliás, Nilton Santos conta que Garrincha apelidava todo mundo. Bellini era "Marta Rocha" ou "Boi". O gesto que Bellini imortalizou - erguendo a Taça Jules Rimet foi, como se sabe, provocado pelos fotógrafos brasileiros que estavam na fila de trás da turma de "retratistas" que brigava para registrar a cena. Um deles (a Manchete e Manchete Esportiva estavam lá representadas pelo repórter Ney Bianchi e pelo fotógrafo Jáder Neves) pediu a colher-de-chá e Bellini levantou o caneco. É a imagem que ficou para sempre na memória do futebol e na célebre "Estátua de Bellini" no templo da bola, o velho-agora-novo Maraca. 

Juízes também querem eleições nos tribunais

por Eli Halfoun
Mais essa: nos 50 anos do golpe militar no próximo dia 31 (um dia triste para a história do país) juizes querem propor nos 27 tribunais de Justiça, mudanças nos estatutos. O que se quer é que presidentes de tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares sejam escolhidos por eleições diretas. Há quem sugira também que até o Supremo entre nesse processo. Nada mais justo: o país está cansado de “me indica” que nunca coloca a pessoa certa no lugar certo e dá no que dá. (Eli Halfoun)

Anitta não esconde que deu uma geral no corpo inteiro

por Eli Halfoun
Sem medo de errar é possível afirmar que a simplicidade e até certa ingenuidade é um dos principais componentes do sucesso da cantora Anitta, que aprendeu (agora até ensina) que o bom mesmo é não esconder o jogo porque quanto mais se esconde mais especulações surgem. Por isso mesmo Anitta não faz segredo em torno de sua recente recauchutagem geral e revela que além da redução de mama e plástica no nariz, aproveitou para fazer uma lipoaspiração na barriga e culote. Os procedimentos foram realizados na Clínica Santé em São Paulo. Se mais tarde a cantora vier a necessitar de um complemento garante que o fará tranquilamente e que todo mundo ficará sabendo.  (Eli Halfoun)

Nada de rabo entre as pernas: vamos invadir a praia dos que invadem a nossa pacífica praia

por Eli Halfoun
A guerra está declarada e diante dos ataques feitos contra as UPPs só nos resta, além de um medo cada vez maior, uma pergunta: se os bandidos podem invadir (como estão invadindo) a nossa pacífica praia por que não podemos invadir a praia que cismam que é deles porque pensam que a tomaram no grito. A polícia (e em consequência a população) não pode ficar refém dos traficantes e precisa reagir: se atacam UPPs com violência e incendeiam quase tudo o que pode continuar nos impedindo que também invadamos a praia deles para agir nas “bocas” com a mesma violência da qual temos sido vítimas constantes e não é de agora. Os marginais querem mostrar que nada os deterá em suas caminhadas criminosas. Nós precisamos mostrar mesmo que a violência seja necessária que não fugiremos da briga com o rabo entre as pernas. Se for briga que querem briga terão. Essa guerra só terminará quando o bem vencer o mal definitivamente, ou seja, quando expulsarmos os traficantes de vez das nossas vidas (no caso mortes). Seja do jeito que for. (Eli Halfoun)

“Noivão” reúne 40 expositores em São Paulo

por Eli Halfoun
Ainda existe quem ache que casar e um luxo no mais amplo sentido da palavra: as noivas que sempre sonharam com o vestido branco para subir ao altar podem escolher o que existe de mais moderno entre os dias 11 e 13 de abril no Hotel Unique, em São Paulo, que sediara a terceira edição da Casamoda Noivas, considerado o principal evento do gênero. O “Noivão” recebera 40 expositores das principais etiquetas que ocuparão 2.500 metros quadrados. A idéia da exposição e envolver estratégias inovadoras em modelo de negócios para o mercado da moda que quer estar sempre na moda. (Eli Halfoun)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Globo: vem aí a programação 2014

Angélica grava campanha "vem aí". Foto TV Globo

(da Redação)
Vem_aí inovação, diversão, emoção, informação, inspiração, movimento e vibração. Uma marca, uma campanha, um evento, um programa de tv. Um movimento único e múltiplo que leva a essência da Globo para a rua, para o palco, para a tela, para o rádio e para a casa das pessoas. Sucesso no ano passado, o vem_aí, a cada ano, reafirma o compromisso da emissora com o seu público, de apresentar qualidade, inovação e criatividade em tudo aquilo que faz. vem_aí na Globo!
Criada pela Comunicação da Globo, uma grande campanha em três fases conta com a participação de mais de 100 atores, apresentadores, jornalistas e estrelas da música. A primeira fase já está no ar com teasers que provocam a curiosidade do público com o que vem por aí, apresentando apenas a marca preenchida por animações que representam os sete pilares da Globo: Dramaturgia, Esporte, Show, Jornalismo, Filmes, Copa e Música, em movimento e cor específicos para cada um deles.
O segundo momento da campanha reafirma o sentimento que a programação da Globo desperta nas pessoas. O elenco da emissora convida o público para experimentar mais emoção, mais diversão, mais informação e movimento. Sandra Annenberg, Fátima Bernardes, Chico Pinheiro, Patricia Poeta, Faustão, Regina Casé, Luciano Huck, Jô Soares, Serginho Groisman, Julia Lemmertz, Fernanda Torres e Marco Nanini são alguns dos profissionais que participam dos filmes que começam a ser veiculados no domingo, dia 23.
A terceira fase é uma verdadeira festa da música popular brasileira comemorando a chegada da nova programação. A partir do dia 28 de março, sete filmes trarão Titãs, Herbert Vianna, Ivete Sangalo, Rappin Hood, Fundo de Quintal, Valesca Popozuda,  Alcione, Gaby Amarantos, Vanessa da Mata, Simoninha e outros artistas cantando novas versões do jingle ‘vem_aí’, de autoria de Sergio Valente, diretor de Comunicação da Globo, com arranjo do diretor musical Ricardo Leão.
Além dos filmes, a ação inclui ainda anúncios em páginas de revistas e jornais, internet e spots em rádios; e uma comunicação interna bem-humorada e interativa nas emissoras e afiliadas.
No dia 02 de abril, um grande evento reunirá convidados em São Paulo para festejar a programação da Globo. Na quinta-feira, dia 3 de abril, o programa vem_aí, com os melhores momentos do evento, será exibido para todo o país, após a novela ‘Em Família’. 

Fonte: Comunicação/Globo


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Deu no Portal Imprensa: Deputada diz que SBT deve responder por apologia ao crime

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Kajuru, que já responde a 132 processos, chama a presidente Dilma Rousseff de "sem-vergonha"...

Kajuru no The Noite; "Dilma, sua sem-vergonha". Reprodução
(da Redação)
Quando dá entrevista, Jorge Kajuru parece um carro sem freio descendo a ladeira. Sai da frente. Sem entrar no mérito, ele já responde a 132 processos. Será que tem advogado, recorre a defensor público, um mesmo advogado cuida de todos os processo ou ele apela para uma faculdade de direito inteira. Bom, o entrevistador da vez, que deu voz ao Kajuru, foi o Danilo Gentille, no show The Noite, da SBT. No mesmo programa, criticou a Band e a RedeTV. Da primeira, disse que deveria ter o slogan "é dando que se recebe", da segunda falou que melhor seria se mudasse o nome para "ErreideTV". Não xingou Silvio Santos. Se Dilma quiser se dar ao trabalho de processar Kajuru, vai ter que entrar numa fila de virar o quarteirão.

Para a Conmebol, racismo no futebol está liberado. A cartolagem sul-americana não dá importância a isso. Os jogadores dos times brasileiros agredidos por ofensas racistas deviam simplesmente parar o jogo e abandonar o campo. Ou estarão compactuando com um crime. Alô Bom Senso


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Prefeito tem razão: Íris Lettieri é a eterna voz do Rio

por Eli Halfoun
O que o prefeito Eduardo Paes planeja para seu futuro político? Nesse momento não é possível ter uma resposta afirmativa, já que apesar das muitas especulações o prefeito não abre o jogo. Assim mesmo é fácil perceber que ele está mesmo é de olho no futuro (talvez o governo do Estado em 2018). O fato é que nada que o prefeito tem feito (e tem feito muito) tem efeito imediato para a população do Rio: a visão de Paes em torno do município é de longa distância, ou seja, seu trabalho só será palpável quando forem concluídas todas as obras iniciadas agora e que só estarão completas dentro de quatro ou cinco anos. Por enquanto o prefeito transformou o Rio em um caos no trânsito e em absoluta falta de serviços decentes de saúde e de educação. Pode ser que no futuro o novo e prometido Rio possa oferecer tudo o que a população merece e precisa. O que não se pode negar é que o vascaíno Paes tem uma visão carioca sobre a cidade que comanda e sua “carioquice” não se limita a obras e promessas: ele também está de olho em lugares e pessoas que são emblemáticas para a cidade. Exemplo: tenta manter a voz de Íris Lettieri como uma das marcas da cidade anunciando a partida e chegada de vôos no aeroporto internacional e informando nos ônibus da BRT, ou seja, fazendo de sua voz a voz do Rio. Profissional competente Íris Lettieri, que conheci há anos, fez de sua voz marcante mais do que uma característica uma lição de locução com dicção e entonação perfeitas e com uma suavidade vocal que sempre fez qualquer frequentador de aeroporto parar para ouvi-la. Não é justo que aos mais de 70 anos e ainda em plena forma vocal Íris tenha de “encostar” a sua voz que – a voz que lhe deu numa carreira brilhante e que será ouvida profissionalmente por ainda muito tempo. (Eli Halfoun)
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A rua virou uma prisão com os arrastões

por Eli Halfoun
A nova ordem é controlar a curiosidade: se houver muitas pessoas formando um amedrontado bloco humano nem passe perto para não ser vitima de um arrastão que é atualmente a modalidade mais praticada por bandidos em grupo. Tem arrastão em tudo que é canto, tanto no Rio quanto em São Paulo. Segundo o jornalista paulista Giba Um, os paulistas têm sido vitimas de arrastões até em feiras públicas: recentemente um bando chegou no fim da feira fechou todas as saídas e fez a festa roubando os feirantes e os clientes que ainda estavam por lá atrás das xepas. São Paulo e Rio são vítimas também de mini-arrastoes em ônibus e em bares e restaurantes. A ação dos bandidos não tem hora para acontecer: pode ser durante o dia ou na calada da noite. Para eles tanto faz porque sabem que escaparão da policia e se presos forem escaparão das prisões. O povo esta cada vez mais indefeso e prisioneiro em sua casa. Quem devia estar preso está na rua fazendo arrastões e quem devia andar livremente pelas ruas está algemado em casa. Triste e cruel realidade.  (Eli Halfoun)_


Um chá relaxante de “Dilmah” para Dilma

por Eli Halfoun
Na recente viagem que fez ao Chile para a posse de Michelle Bachelet, a presidente Dilma Roussef descobriu que pode ficar calminha usando seu próprio nome: recebeu de presente um chá de camomila conhecido por suas propriedade relaxante chamado “Dilmah”. Assessores não se furtaram de fazer um comentário dizendo que chá relaxante não combina como estilo ágil e enérgico da presidente. Em todo caso, ela trouxe o presente na mala. Chá relaxante nunca é demais, principalmente no atual momento brasileiro. (Eli Halfoun)

Prestar contas ao eleitor custa uma grana alta para o governo

por Eli Halfoun
Mesmo que o escaldado povão não acredite muito na prestação de contas das atividades desenvolvidas pelos governos é preciso dar satisfações e mostrar o que foi e está sendo feito. Custa dinheiro, muito dinheiro: entre janeiro e fevereiro, o governo gastou R$ 10 milhões em propaganda, o que significa um aumento de R$ 20, 2 milhões em relação ao mesmo período do ano passado quando evidentemente havia menos o que mostrar. Não é, como tantos outros, um gasto aleatório: 72,% do total é para “utilidade publica”, ou seja, prestar contas à população. Por isso mesmo o gasto maior pertence e ao Ministério das Cidades que investiu 30,9 milhões para mostrar o que foi feito nos programas “Minha Casa, Minha Vida” e “Pacto de Vida nas Estradas”, entre muitos outros.E claro que a oposição dirá que essa publicidade faz parte da campanha eleitoral, mas a prestação de contas e uma obrigação e um dever de honestidade. Mesmo que no Brasil as coisas não sejam tão honestas assim. (Eli Halfoun)

Para Lucélia Santos não tem essa de “vou de táxi”

por Eli Halfoun
Reprodução Facebook
A atriz Lucélia Santos ainda esta sem entender a repercussão de uma foto em que foi flagrada andando de ônibus. Ela não entende a surpresa das pessoas e diz: “O Brasil e o único pais que conheço em que andar de ônibus e politicamente incorreto”. Incorreto não e, mas e muito perigoso. (Eli Halfoun)

Regina Duarte não quer ser a “vovozinha do Brasil”

por Eli Halfoun
Regina Duarte se orgulha de ser vovó na vida real, mas acha que ainda é cedo para interpretar em novela a avó de uma neta como, por exemplo, Ísis Valverde. Foi por isso que recusou o convite para ser justamente a avó da personagem de Ísis, que será a protagonista, em “Boogie Woogie”, que já está sendo preparada paras substituir a nova versão de “Meu Pedacinho de Chão” que estréia depois de “Jóia Rara”. Aos 67 anos Regina disse apenas que ainda não está preparada para ser avó de ninguém na televisão. Ou seja, não quer ser a “vovozinha do Brasil”. (Eli Halfoun) 

terça-feira, 18 de março de 2014

A vida não tá fácil pra ninguém. Com a Espanha em crise, jovens amadoras aumentam a renda participando de filmes pornôs... É dinheiro na mão, calcinha no chão

(da Redação)
Nada contra, claro, uma profissão como outra qualquer. Amadoras, jovens espanholas aceitam participar de filmes pornôs para ajudar nas contas da família. Não deixa de ser um trabalho honesto, melhor do que roubar dinheiro público, como  fez a família real do país, conforme investigações e processos em andamento.

Leia a matéria no site da BBC Brasil. Clique AQUI 

"Mulher Maravilha" chega ao teatro...

O cartaz da peça

A atriz Lynda Carter, que viveu a personagem no seriado de TV. Divulgação

Curvas e poderes de Lynda Carter, a "mulher Maravilha" da TV. Divulgação

LYNDA CARTER TEM HOJE 63 ANOS. NA FOTO, NO AUGE DA BOA FORMA, TODA A BELEZA DOS SEUS PODEROSOS 1m77.
VEJA GALERIA DE FOTOS DE LYNDA CARTER. CLIQUE
AQUI
(da Redação)
Vários super-herois, quase todos, já protagonizaram grandes filmes. A "Mulher Maravilha" ainda não ganhou seu longa-metragem. Mas, pelo menos, chegou ao teatro. O grupo de treatro MTC, de São Francisco, estreou a peça Lasso of Truth (Laço da Verdade), sobre a heroina e a vida de seu criador, William Moulton Marston. O criador da personagem era um psicólogo que vivia com duas mulheres: a esposa e a amante. As duas eram tão amigas que após a morte de Moluton passaram a criar juntas os filhos do casal. Foi observando as suas duas mulheres que o criador da "Mulher Maravilha" sintetizou a personagem, em 1941. A peça mostra como a "Mulher Maravilha" influenciou gerações de feministas. E, certamente, deslumbrou machistas.


Crimeia: o outro lado. Para você que não quer apenas seguir a boiada... Texto publicado originalmente no The Guardian



por Seumas Milne (The Guardian). Leia abaixo ou clique AQUI

Pronunciamentos diplomáticos são reconhecidos pela hipocrisia e moral dupla. Mas as denúncias ocidentais sobre a intervenção russa na Crimeia atingiram novas profundidades de auto-paródia. A incursão até agora sem sangue é “um incrível ato de agressão”, disse o secretário de Estado John Kerry, dos Estados Unidos.
No século 21 você não invade países “sob pretextos completamente inventados”, ele insistiu, no momento em que aliados dos Estados Unidos concordavam que foi uma inaceitável violação da lei internacional, para a qual “haverá custos”.
O fato de a “indignação” partir dos Estados que lançaram o maior ato de agressão não-provocada da História moderna, com um pretexto inventado — contra o Iraque, uma guerra ilegal que já custou a vida de 500 mil pessoas, além da invasão do Afeganistão, troca de regime sangrenta na Líbia e a morte de milhares em ataques de aviões não tripulados no Paquistão, Iêmen e Somália, tudo sem autorização das Nações Unidos — deveria deixar claro que as declarações vão além do absurdo.
A agressão ocidental e a matança sem lei estão em escala totalmente distinta de que qualquer coisa que a Rússia tenha imaginado, muito menos levado adiante. Isso remove qualquer base crível para os Estados Unidos e seus aliados protestarem contra as transgressões russas. Mas, além disso, os poderes ocidentais também jogaram um papel central em criar a crise na Ucrânia.
Os Estados Unidos e os europeus promoveram abertamente os protestos para derrubar o governo corrupto — mas eleito — de Viktor Yanukovych. Eles foram disparados pela controvérsia sobre um acordo tudo-ou-nada com a União Europeia, que teria excluído qualquer associação entre a Ucrânia e a Rússia.
Na sua notória chamada telefônica “foda-se a União Europeia”, que vazou no mês passado, a subsecretária de Estado norte-americana Victoria Nuland pode ser ouvida descrevendo como seria um futuro governo pós-Yanukovych — governo que em seguida virou realidade exatamente tal qual descreveu, quando o presidente foi deposto depois da escalada de violência, semanas depois.
O presidente tinha, então, perdido autoridade política, mas seu impeachment improvisado foi constitucionalmente dúbio. Em seu lugar, surgiu um governo de oligarcas, de neoliberais recauchutados da Revolução Laranja e de neofacistas, que teve como um dos primeiros atos a remoção do status oficial da língua russa, falada pela maioria nas regiões sul e leste, ao mesmo tempo em que se agia para banir o Partido Comunista, que teve 13% dos votos nas eleições mais recentes.
Alega-se, às vezes, que o papel dos fascistas nas manifestações foi exagerado pela propaganda russa, para justificar as manobras de Vladimir Putin na Crimeia. A realidade é suficientemente alarmante para não precisar de exagero. Ativistas informam que a extrema-direita representava cerca de um terço dos manifestantes, mas foi decisiva nos confrontos com a polícia.
Gangues fascistas agora patrulham as ruas. Mas também estão nos corredores do poder em Kiev. O partido de extrema-direita, o Svoboda [ex-Partido Nacional Socialista], cujo líder denunciou “atividades criminosas” do “judaísmo organizado” e que foi condenado pelo Parlamento europeu por sua visão “racista e antissemita”, tem cinco postos ministeriais no novo governo, inclusive os de vice-primeiro-ministro e procurador-geral. O líder do ainda mais extremo Right Sector, que esteve no coração da violência nas ruas, agora é vice-chefe de segurança nacional da Ucrânia.
É a primeira vez que se vê neonazistas em um governo na Europa, depois da Segunda Guerra Mundial. E isso é, num governo não-eleito, apoiado por Estados Unidos e União Europeia. Demonstrando desprezo pelos ucranianos comuns que protestaram contra a corrupção e esperavam mudança real, o novo governo indicou dois oligarcas bilionários — um deles administra seus negócios desde a Suiça — para serem os novos governantes das cidades de Donetsk e Dnepropetrovsk, no leste do país.
Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional está preparando, para a economia ucraniana, um plano de “austeridade” de fazer chorar. Ele aprofundará a pobreza e o desemprego.
De uma perspectiva de longo prazo, a crise na Ucrânia é produto do desastroso estilhaçamento da União Soviética, estilo Versalhes, no início dos anos 90. Como na Iugoslávia, gente que estava contente em ser uma minoria nacional numa unidade administrativa de um Estado multinacional — russos na Ucrânia soviética, ossetas do sul na Geórgia soviética — passaram a se sentir diferentes quando estas unidades se tornaram Estados pelos quais eles tinham pouca lealdade.
No caso da Crimeia, que foi transferida para a Ucrânia por Nikita Kruschev apenas nos anos 1950, isso está claro para a maioria russa. Ao contrário do que foi prometido na época, os Estados Unidos e seus aliados desde então passaram a expandir a OTAN até as fronteiras da Rússia, incorporando nove ex-integrantes do Pacto de Varsóvia e três ex-repúblicas soviéticas ao que efetivamente se tornou uma aliança militar anti-russa na Europa. O acordo de associação que provocou a crise ucraniana também tinha cláusulas que integravam a Ucrânia à estrutura de defesa da União Europeia.
Aquela expansão militar ocidental foi suspensa pela primeira vez em 2008, quando a Geórgia, estado-cliente dos Estados Unidos, atacou forças russas no território contestado da Ossétia do Sul e foi repelida. O confronto curto, mas sangrento, também sinalizou o fim do mundo unipolar de George Bush, no qual o império dos Estados Unidos imporia sua vontade sem desafios em todos os continentes.
Dado este passado, não é surpreendente que a Rússia tenha agido para evitar que a mais nevrálgica e estrategicamente sensível Ucrânia caia no campo ocidental, especialmente quando a única grande base naval de água quente da Rússia é na Crimeia.
Claramente, a justificativa de Putin para a intervenção — proteção “humanitária” e um apelo de um presidente deposto — é legalmente e politicamente frágil, ainda que não na escala das “armas de destruição em massa”. O nacionalismo conservador e o regime oligárquico de Putin também não tem grande apelo internacional.
Mas o papel da Rússia como uma contrapeso limitado ao poder unilateral do Ocidente tem apoio. Num mundo onde os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e seus aliados tornaram o desrespeito às leis internacional uma rotina permanente sob um verniz moral, outros países são tentados a praticar o mesmo.
Felizmente, os únicos tiros disparados pela forças russas até agora foram para o ar. Mas o perigo de uma escalada de intervenção estrangeira é óbvio. O que é necessário em vez disso é um acordo negociado na Ucrânia, inclusive com um governo de coalizão em Kiev que não tenha fascistas; uma constituição federal que garanta autonomia regional; apoio econômico que não pauperize a maioria; e uma oportunidade para que o povo da Crimeia escolha seu próprio futuro. Qualquer outra solução pode espalhar o conflito.

Deu no Huffington Post: direita americana agora diz que ricos são tão perseguidos hoje quanto os judeus nos tempos de Hitler. .. A comparação recebeu críticas

(da Redação)
Um dos representantes da direita americana, o investidor Ken Langone, considerado um dos maiores doadores do Partido Republicano, diz que o topo da pirâmide social, a parcela do 1% dos mais ricos, sofre no momento uma "perseguição", coitados, que é comparável à ação de Hitler contra os judeus nos anos 30. Langone considera que há em curso uma "retórica populista contra os ricos". Mais uma vez, coitados. Ele acredita que os governos estão se voltando muito para as classes mais baixas e gastando muitos recursos com tais políticas. A comparação com a era nazista repercutiu mal em vários setores da política dos estados Unidos, mas trata-se de uma posição não difere muito, por exemplo, da que se lê na mídia brasileira. E o Partido Republicano americano também, como aqui, se opões a certos programas sociais de Obama. Recentemente, outro bilionário, que, aliás, obtém grandes contratos em estados governados por republicanos, reclamou do direcionamento de verbas federais para os mais pobres e escreveu que a "demonização racial" de Hitler repete-se agora como "demonização de classe". Não seria surpresa se Langone fosse convidados para escrever em algum jornal brasileiros defendendo a instituição da "bolsa bilionário" para ajudar ricos que estão recebendo menos verbas públicas do que acham que merecem.

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Eleitor não quer que políticos eleitos interrompam obras dos adversários derrotados

por Eli Halfoun
Substitutos de governadores, prefeitos e presidentes têm um ponto em comum: jamais valorizam o trabalho do antecessor e costumam deixar inacabadas varias obras. Fazem isso para como se diz popularmente não botar azeitona na empada do outro. Prejudicam a população e se prejudicam porque o eleitor percebe que o que estava sendo feito e podia ser bom não terá seguimento e, portanto, ficará muito pior.

Em seu discurso pré-eleitoral Lindbergh Farias, o nome do PT para o governo do Rio, adotou o discurso de promessa uma de continuidade e de reconhecimento do que de bom foi feito com a promessa de seguir em frente com mais, muito mais, do que o antecessor fez. Como discursos e promessas políticas não podem ser levados a sério, o eleitor acredita apenas na esperança de um estado melhor, mas como em política esperança também não é nada só nos resta esperar que alguém, um dia, aprenda que melhor do que começar uma obra e concluir as que estão inacabadas e que não são poucas. (Eli Halfoun).

O comércio da fé

por Eli Halfoun
E na religião que a maioria da população mundial busca a tábua da salvação e a maior esperança. Historicamente tem sido assim, mas será que continuará sendo no futuro? A interrogação se faz maior quando se toma conhecimento de “religiosos” que deveriam praticar o bem e aumentar a fé e a esperança dos fieis, mas muitos as utilizam que utilizam apenas como uma arma para extorquir e praticar todo tipo de crimes. Em recente reportagem o jornal O Dia do Rio denuncia a participação de pastores e reverendos evangélicos em crumes que vão de exploração financeira à violência sexual infantil.
Evidente que crimes religiosos não acontecem só em algumas igrejas evangélicas, mas é em algumas delas que, segundo a imprensa, está o maior numero de malfeitores que agem em nome de um Deus no qual certamente não acreditam tanto como costumam pregar.

Do jeito que andam as religiões, é provável, muito provável, que um futuro não muito distante a fé na religião passe a ser apenas uma utopia. Como acreditar em tudo o que as religiões preconizam se há quem apenas as utilize para enganar e cometer pecados, pecados mortas. E claro que a culpa não é das religiões, mas sim de quem as utiliza para cometer absurdos. Afinal eles são a voz das religiões, mas felizmente não a voz de Deus. Nesse caso o melhor e que ficassem calados. De preferência atrás das grades. (Eli Halfoun)

Acordar cedo é preciso, mas dormir cedo a televisão não deixa

por Eli Halfoun
A televisão está mudando mais um hábito dos telespectadores: parece que não existe mais a preocupação de exibir programas em horários permitidos ao chamado grande público. Antigamente (e não tão antigamente assim) dizia-se que os programas deviam ser exibidos mais cedo porque a  maioria do público precisava dormir para acordar cedinho e ir trabalhar. O grande púbico continua acordando cedinho para trabalhar, mas se quiser acompanhar os programas de entrevistas ou telejornais dos finais de noite precisa ficar acordado até mais tarde, bem mais tarde.
O fim de noite passou a ser início da madrugada. Parece também que não existe mais a preocupação com a audiência dos finais de noite porque é medida no dia seguinte. Assim os programas continuam indo ao ar cada  vez em horário mais avançado. Nem todos merecem que se perca o sono: na mesmice que são as entrevistas noturnas Danilo Gentili continua fazendo o programa mais descontraído: acabou com a formalidade que esse tipo de programa de impunha.

O noivo “The Noite’ não mudou muito em relação  ao “Agora é Tarde” que o mesmo Gentili apresentava na Bandeirantes: ele continua sendo o mais informal apresentador e  fazendo das entrevistas um papo ágil e  bem-humorado, o que Rafinha Bastos, que tem um tom arrogante ( não é uma pessoa arrogante) quando conversa com os convidados  ou simplesmente  faz uma piada. Essa semana Gentili recebeu a jornalista Rachel Sheherazade que recentemente foi alvo de muitas críticas ao dizer que o povo devia adotar um bandido um bandido, o que ela  desfez com  extrema simpatia ao dizer que é contra fazer justiça com as próprias mãos e estar  absolutamente consciente de que suas opinião refletia o que a população tem engasgado na garganta. A jornalista do SBT  revelou com Gentili seu lado simpático e feminino, o que sem dúvida fará com que suas opiniões sejam melhor aceitas e discutidas. Sem que para isso ela precise ser crucificada pelas  mídias sociais. Quanto  ao “The Noite” desde as  chamadas ficou claro que Danilo Gentilli não mudaria seu estilo  brincalhão, que é o que o  faz a melhor atração do final de noite.  Entrevistas sisudas  no final da noite só fazem com que o telespectador adormeça. (Eli Halfoun)

É preciso estar atento e forte...

Reprodução Internet

(da Redação)
Fantasmas têm vida eterna. Ou não é a foto acima uma prova disso? Um nazista chileno abriu na cidade de Anacud, no sul do Chile, a Escola de Arte Augusto Pinochet, em homenagem ao assassino e corrupto que governou o país. Não satisfeito, adotou a suástica como logotipo da instituição. Ele ( o nome da peça é Godofredo Rodríguez Pacheco) diz que não se importa que o rotulem de nazista e seu objetivo e criar um partido político. A direita latino-americana - vide as sangrentas ditaduras do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, El Salvador, Chile, Nicarágua , República Dominicana, Bolívia, Haiti etc - é responsável por verdadeiros genocídios na região. E dá mostras de que não está inerte. No Brasil, grupos tentam relançar um partido político, a Arena, que foi, ao lado do MDB, o braço político da ditadura. A moda agora é o "golpe legislativo" ou o "golpe jurídico" , como o do Paraguai, de Honduras, o que estão tentando aplicar na Venezuela e, mais distante mas não menos importante, o da Ucrânia. Agora mesmo, o cordão fascista refaz a "Marcha da Família", que, há 50 anos, foi financiada e divulgada como uma das senhas para o golpe e que abriu espaço para a tortura, os assassinatos e a corrupção que vieram  em seguida. Na grande mídia, especialmente nos últimos anos, instalou-se uma ala da direita raivosa que se expressa nos principais jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV. Basta ser da direita ensandecida e até fanática para ganhar bons espaços. Praticamente não há nos grandes grupos de comunicação espaço para analistas democráticos. Os destaques e a presença diária vão para quem dá demonstrações rotineiras de racismo, elitismo, de ódio às políticas sociais, de extremo preconceito social, fascismo e golpismo. É só conferir na banca mais próxima. Há também um aparato de "!institutos" financiados - com semelhança ao Ibad e Ipes da década de 60 (instituições que recebiam milhões de dólares para "plantar" "denúncias" e artigos antidemocráticos na mídia)- agindo contra os interesses da maioria do povo brasileiro. Não demora, estarão inaugurando escolas em homenagem aos seus ídolos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Melhores do Domingão mostra que o telespectador sabe o que quer

Mateus Solano. Foto Divulgação TV Globo

Faustão. Foto Divulgação TV Globo
por Eli Halfoun
Todo ano quando Fausto Silva começa a fazer chamadas para o premio “Melhores da Televisão fica moleza prever entre os três indicados (também considerados vencedores) quem levara para casa o troféu entregue no palco. Mais uma vez o publico mostrou que sabe o que e bom e sabe o que quer pelo menos na hora de eleger trabalhos na TV, o que infelizmente ainda não se repete nas urnas políticas. A entrega do premio do Domingão do Faustão virou uma espécie de Oscar da nossa televisão e a festa de entrega dos prêmios não devem nada a cerimônia do Oscar. A produção ´´e caprichada, os números musicais bem produzidos.

A reação da com perfeição a dimensão dos artistas premiados Tata Werneck e Mateus Solano foram aplaudidos de pé, o que mostrou o reconhecimento do publico aos dois melhores de 2012, o que não significa que os outros premiados também não tenham importância, mas confere importância maior aos trabalhos de Tata e Mateus.  Pena que o premio de melhores distribuído por Fausto Silva só tenha olhos pra os trabalhos realizados na Globo, que precisa olhar melhor para suas concorrentes em todos os aspectos. Do contrario o premio também vira um monopólio. (Eli Halfoun)

Daniela Mercury pode receber premio internacional na luta da causa gay

por Eli Halfoun
Pela primeira vez o Brasil tem uma indicada ao premio Glaad Media que homenageia ativistas que contribuíram para a causa gay. Nossa representante é Daniela Mercury que ao assumir sua homossexualidade abriu caminho para muitas outras uniões entre mulheres. Daniela concorre com outros dez indicados: o ator britânico Charlie Condou, a jornalista Janet Till da BBC, o ator indiano Yuran Khan, o padre ugandês Christopher Senyonjo, o ator filipino Boy Abuda e a transexual chinesa Jin Xing. Daniela leva muita chance: foi realmente uma guerreira ao assumir seu amor por outra mulher e mostrar um amor intenso como todos os amores verdadeiros e inteiros. (Eli Halfoun) 

A Crimeia decide seu destino

(da Redação)
As potências ocidentais usam em retórica o nome da democracia enquanto, na vida real, praticam políticas de apoio a golpes de Estados. Assim foi em Honduras e Paraguai, por exemplo, países onde a direita pôs em prática a nova fórmula do "golpe constitucional" que resulta de conspirações de bancadas do Legislativo ou de intervenções do Judiciário. O modelo golpista foi aplicado na Ucrânia. Não vale, portanto, a argumentação de que o referendo da Crimeia - ao qual compareceram mais de oitenta por cento dos habitantes, com mais de noventa por cento apoiando a reintegração á Rússia - foi "ilegal". Ilegal, antes,. foi o golpe fascista que destituiu um governo legitimamente eleito..

domingo, 16 de março de 2014

Cony: tremendo gozador

Alberto Carvalho e Carlos Heitor Cony na redação da Manchete. Foto: Acervo Alberto Carvalho
por Alberto Carvalho
Carlos Heitor Cony está completando 88 anos. Pelo andar da carruagem, vai chegar aos 98, 108 e até aos 118 anos. Vai ficar famoso no mundo todo por ser o homem mais velho do planeta - quiçá, da galáxia (como diria o ex-Presidente JK). Estará lúcido e ainda escrevendo suas memórias.  Vai escrever o "Pilatos - Parte II", "Quase Memória, o Livro" e a "Revolução dos Caranguejos (O Ato e o Fato)". Isto tudo coçando a orelha no local onde foi atingido pela chapinha de cerveja  atirada pelo Noel Rosa: - "Lá vem o filho do padre!" Ouvia sempre essa frase quando passava, de batina, na frente do bar, em Vila Isabel, onde o compositor e seus parceiros de cachaça se reuniam diariamente. Cony vai continuar escrevendo as previsões, psicografadas, do astrólogo Allan Richard Way, assinando o nome do repórter Robert MacPherson.
Cony é tudo que o Roberto Muggiati escreveu e eu acrescento mais: É um tremendo gozador e autor de "peças" dirigidas aos colegas de trabalho. Entre elas, a história da Mega Sena: " Numa segunda-feira, bem cedo, antes de vir para o trabalho, Cony passou numa loteria esportiva e fez um jogo da mega sena. O prêmio estava acumulado em 25 milhões de Reais e havia saído para um ganhador. Cony repetiu o número sorteado e seguiu para a redação. Chegou e pediu ao contínuo para trazer os jornais, pois queria conferir o resultado da loteria. Simulando uma enorme alegria, declarou que havia ganho o grande prêmio. Todos correram para conferir se era verdade. Examinaram o comprovante e constataram que os números batiam com os dos sorteados. Só esqueceram de observar a data da aposta. A notícias se espalhou pela empresa. O telefone não parava de tocar para felicitar o mais novo milionário da praça.  Cony recebia as congratulações e ficava na dele. Fazia até projetos para quando recebesse o prêmio.
Assim que  o Sr. Adolpho Bloch chegou na empresa recebeu a notícia pelo Jileno, chefe da portaria, que o Cony havia ganho na loteria.  Imediatamente ligou para o Cony pedindo a sua presença em seu gabinete. Cony desceu para o segundo andar e a conversa que teve com o chefão  ele não revelou, mas ficou claro que não foi muito agradável.  Será que o Adolpho esperava um empréstimo daquele fortuna?
Cony além de ser bem-humorado é um homem justo. Ajudava as pessoas, dentro de suas possibilidades, e não pedia nada em troca. Não havia ninguém na empresa que não gostasse do Cony. Trabalhando com ele durante mais de 30 anos, nunca vi o Cony mal-humorado, sempre alegre e sempre com alguma ideia para sacanear alguém, no bom sentido, é claro. E eu sempre compactuava com ele. Quando o Cony passava por mim dizia: "castra sunti in falcibus etrurias, não vides?" Não sei se a grafia do latim está correta e também não sei o que significa, mas respondia sempre "Ave, Cony". E também nunca perguntei pra ele o significado daquela frase.
Quanto ao Cony chegar aos 118 anos, claro que é uma brincadeira, mas em se tratando do Carlos Heitor Cony, tudo é possível.  (Alberto Carvalho)

sábado, 15 de março de 2014

Racistas riem à toa

Foto: Reprodução O Globo
(da redação da JJcomunic)
Não deu outra. Autoridades esportivas fizeram cena e puniram de brincadeirinha o clube responsável pelas ofensas racistas ao árbitro Márcio Chagas da Silva. O Esportivo, de Bento Gonçalvres (RS),  recebeu um multa irrisória (30 mil reais) e perda de mando de campo por três jogos. Não se sabe se, na esfera policial, os racistas foram identificados ou se há investigação em andamento. As campanhas contra o racismo já mostraram que, apesar de bem intencionadas, não funcionam. Os racistas devem achar que são piadas ou coisa de quem quer parecer que está combatendo o preconceito. A falta de ação das autoridades esportivas e civis está na raiz do aumento dos casos de racismo dentro e fora dos estádios. Já nas delegacias, na hora do B.O, a polícia tenta desqualificar o crime, raramente registra como racismo mas sim como uma leve "ofensa moral". As agressões nos estádios jamais resultam em cadeia para os racistas ou em suspensão e até eliminação dos clubes. Tudo acaba em tapinhas, promessa de que não acontecerá mais ou em campanhas cenográficas. A impunidade está fazendo o racismo crescer no Brasil. A impunidade e uma resistência elitista de parte de mídia que condena editoriais programas de cotas e iniciativas semelhantes e criou até um rótulo - o "racialismo" - para atribuir aos movimentos que combatem o preconceito racial um "tentativa de implantar" o racismo no Brasil. Uma cínica inversão de papeis.

Elenco do seriado "Big Bang Theory" renova contrato para mais três temporadas

Leonard, Penny., Howard, Amy, Bernadette, Raj e Sheldon, a galera do "Big Bang Theory". Foto Divulgação
por Omelete
Há sete anos no ar, um dos campeões de audiência nos Estados Unidos, o seriado "Big Bang Theory" (no Brasil, exibido pelo canal por assinatura Warner e pelo SBT) acaba de garantir mais três temporadas. As aventuras dos nerds Sheldon (Jim Parson), Leonard (Johnnu Galecki), Howard Hollowitz (Simon Helberg), Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar), Amy Farrah Fowler (Mayim Bialick), Bernadete Maryann (Melissa Rauch) e da lourinha Penny (Kaley Cuoco) são acompanhadas por cerca de 20 milhões de americanos. Para renovar o contrato, os atores do elenco principal pediram 1 milhão de dólares por episódio. Os nerds são cômicos - os roteiristas  Chuck Lorre, Steve Molaro são excepcionais - mas ninguém duvida de que a lourinha Penny atrai boa parte da audiência.
Kaley Cuoco em fotos reproduzida da revista Maxim...

...e  na Esquire, em foto reproduzida pelo site Egostatic. 

Filme "Jogos Vorazes em Chamas" copia cenário do Sambódromo carioca...

A "avenida", arquibancadas, frisas e camarotes. Reprodução

O recuo da bateria. Reprodução

A Praça da Apoteose. Reprodução

(da redação da JJcomunic)
Os arquitetos romanos desenhavam seus grandes e pioneiros estádios em ovais ou em formato redondo. Nunca em linha reta. Houve até um estádio, o Circo Máximo, que tinha duas longas retas paralelas acompanhadas por arquibancadas, mas aquele também era um grande oval. Não havia nada parecido com o Sambódromo. Ao criar a chamada passarela do samba, Oscar Niemeyer simplesmente seguiu a tradição e a cultura. As escolas desfilavam historicamente  nas ruas, em linha reta, o que estabeleceu o desenvolvimento linear dos seus enredos, assim como faziam, antes, as Grandes Sociedades. O Sambódromo apenas reproduziu a "avenida". Tanto que a única inovação, a Praça da Apoteose, não "pegou". Continua lá, é palco de shows, mas não da "evolução" especial das escolas como Darcy Ribeiro imaginou. As linhas do Sambódromo carioca foram reproduzidas em São Paulo e em Manaus. E agora, em Hollywood. Quem viu o filme em cartaz "Jogos Vorazes em Chamas" percebe que o apresentação dos competidores ao público, na "Capital", acontece em um estádio em tudo igual ao Sambódromo do Rio. Observe: estão lá a grande reta, as arquibancadas, as frisas, essas na parte de cima, camarotes abertos, recuos de bateria (que o filme nem precisa) e até a Praça da Apoteose, onde as bigas circulam à frente do "presidente". O "presidente", que aparece de costas, tem a sua tribuna oficial exatamente onde Niemeyer colocou a "tribuna oficial" da Praça da Apoteose. Um palco que raramente é usado,  a não ser no dia da apuração dos resultados dos desfiles. Uma diferença é que o sambódromo hollywoodiano é cercado por altos edifícios. Mas no futuro, a "avenida" carioca também será assim. O primeiro espigão colado nas arquibancadas já está em construção. É o novo prédio da Brahma. 
Não há dúvida, algum cenógrafo de Hollywood já desfilou em ala de gringo em uma das nossas escolas.

Os anormais: BBB sem sinais vitais de atividade cerebral

(da Redação)
Racismo, homofobia, referência debochada à tragédia de Santa Maria, "pena de morte" para vítimas da aids... Essas são apenas algumas "tiradas" das altas conversas dos tais confinados no indigente BBB. Certamente, tal nível não deve ser a média da juventude brasileira. Melhor acreditar que tal conservadorismo doentio é apenas a média mental dos jovens que se inscrevem para participar de um programa. Bom, mas liberdade de expressão está aí para que aqueles que sentem afinados com o nível da "casa" possam acompanhá-lo devidamente e enriquecer seus conhecimentos
E o pior é que o apresentador Pedro Bial vai lançar, dizem, um livro com todos os "discursos" que faz sobre os eliminados de cada paredão do programa. Cada leitor que se arriscar a comprar tal Big Book Brasil ganhará do SUS um eletroencefalograma  para saber se o respectivo cérebro ainda registra impulsos vitais.

Unidades pacificadoras não perderão a batalha contra os bandidos

por Eli Halfoun
O assassinato de policiais militares que atuam em Unidades de Policia Pacificadora instaladas em várias comunidades cariocas não significa de maneira alguma que as UPPs não deram certo. Pelo contrário: é a confirmação do acerto e só por isso a bandidagem está agindo: quer recupera o espaço que perdeu para voltar a dar ordens como se fosse dona das favelas do Rio. É claro que a política de segurança do Rio ainda não é a que esperamos e precisamos, mas não se pode negar que pela primeira vez o Rio tem uma real política de segurança que está fazendo os marginais saírem das tocas porque sabem que estão perdendo cada vez mais áreas de ação. Não é necessário ser especialista em segurança para perceber que a atual estratégia da bandidagem é desestabilizar, provocar e desacreditar as UPPs que são uma realidade instalada no Rio e que serão aprimoradas cada vez mais até que nenhum bandido tenha voz de comando em qualquer lugar da cidade. Evidente que se faz necessária uma ação extrema para tirar do caminho da paz os bandidos que já ouvem o “perdeu”. Pois é bandido, perdeu. E vai perder cada vez mais. O Rio ganhará essa guerra. (Eli Halfoun)

Maluf só não vota em Kassab para o governo de São Paulo

por Eli Halfoun
Por enquanto o deputado federal Paulo Maluf quer ficar bem na fita com quase todos os candidatos ao governo de São Paulo e tem dito que embora ainda não tenha decidido seu voto pode tranquilamente votar em Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT). Maluf só não cita o nome de Gilberto Kassab (PSB), de onde se conclui que para ele a candidatura de Kassab é carta fora do baralho, mas em se tratando de Maluf a opinião pode mudar rapidamente e de acordo com seus futuros interesses políticos. (Eli Halfoun)

Vamos olhar o racismo de frente. Chega de mentiras

por Eli Halfoun
“O racismo boleiro é uma irrupção do racismo maior enraizado e disseminado na sociedade brasileira” - frase do texto do jornalista Élio Gáspari sobre  as manifestações racistas que aconteceram recente no futebol denuncia que precisamos promover una nova e ampla discussão em torno do racismo para que aprendamos que não é mais possível´ que continuemos a nos enganar. Sabemos que o racismo existe (e não apenas contra negros) e vivemos fingindo que não é real desde que passe longe de nós. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Inventor de si - Carlos Heitor Cony comemora hoje 88 anos


Em novembro de 2008, por ocasião do lançamento da coletânea "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata), Cony e os demais autores revisitaram o prédio onde funcionou a Bloch Editores, na rua do Russel. O edifício estava fechado, empoeirado, uma espécie de casa-fantasma desde a falência da editora, em 2000. O motivo da visita ao local - cenário do livro que conta a história não-oficial da Manchete, Fatos & Fotos, Amiga, EleEla etc, revela bastidores de reportagens e focaliza personagens que fizeram nas história nas revistas da Bloch - era fotografar os autores para divulgação do lançamento. Mas em meio às poses formais, o fotógrafo J.Egberto flagrou Cony tentado ver o passado através do portal de vidro, vislumbrando o hall do prédio onde tantas vezes passou a caminho da redação. O escritor percebeu que o momento nostálgico estava registrado e sorriu para o fotógrafo. 


Carlos Heitor Cony. Foto de J. Egberto

Não passa um dia sem que o leitor, ouvinte ou telespectador tope com uma opinião de Carlos Heitor Cony na mídia. Aos 88 anos e com 40 livros publicados, contador de histórias compulsivo, é jornalista, cronista, escritor, pintor bissexto, pianista idem e “imortal”

por ROBERTO MUGGIATI (texto especial para a revista Contigo, publicado na seção Gente & Histórias)
O Cony salvou a minha vida. Ou, pelo menos, minha carreira. Em 1970, incorri na ira do Adolpho Bloch porque deixei passar um texto do Magalhães Jr que dava JK como nascido em 1900. O ex-presidente — amigo do peito do dono da Manchete — se dizia nascido em 1902. Adolpho queria demitir sumariamente a mim e ao Magalhães. Cony, que eu mal conhecia, veio em meu socorro: “Muggiati, mude sua mesa, esconda-se atrás de uma coluna.” As pilastras de mármore da redação da Manchete ofereciam amplo refúgio. Escapei assim do olho do Adolpho (e da rua) e continuei no prédio do Russell para me tornar o mais duradouro diretor da revista Manchete. E, ironicamente, para me tornar o “chefe” do Cony. Antes disso, fui chefiado por ele na redação de EleEla, revista mensal “masculina” — um oásis de paz em meio às outras redações, sempre à beira de um ataque de nervos. Não tínhamos nem a angústia de procurar mulheres nuas maravilhosas para esgotar cada edição: a censura só deixava publicar mulheres em biquínis largos. Vivíamos uma bela rotina: às cinco e meia Cony fechava as cortinas da redação e lotava seu carro de caronas para Copacabana, com direito a uma parada no Chuvisco do Leme para comer doces. Foi nos intervalos de ócio da EleEla que Cony escreveu seu romance mais transgressor, Pilatos. Foi lá que comecei meu Rock: o grito e o mito, cujo título ecoava O ato e o fato, o livro de Cony que foi o primeiro berro de protesto contra a ditadura.
Aquela dolce vita não podia durar. E voltamos à rotina das crises e demissões. Cony logo se tornou a Madre Teresa dos demitidos. As demissões na Bloch vinham em ondas, como os pogroms dos cossacos na Rússia, pogroms que a família Bloch sofreu, antes de escapar para o Brasil. O alerta geral nas redações era: “O passaralho está voando!” Cony conseguiu salvar 90% dos demitidos. Uma bela ação humanitária para quem se professa desencantado do mundo. Em seu último livro, Eu, aos pedaços, ele reitera: “Sou contra a exata compreensão dos meus direitos de cidadão e contra o impostergável dever de solidariedade.” No fundo, Cony se envergonha de ser um homem bom.
Volto a ficar cara a cara com Carlos Heitor quarenta anos depois que nos conhecemos. Apesar de insistir nos últimos vinte anos em se dizer “terminal”, continua com a saúde firme. Só foi levemente prejudicado recentemente por um desgaste na cabeça do fêmur. Implantaram-lhe um pino de titânio e hoje nos aeroportos e em outros locais com detetores de metais o Cony é uma festa, BIP! BIP! BIP! sem parar. Aliás, a palavra “aeroporto” lembra a Cony outra deficiência sua, que moldou muitos aspectos de sua vida:
— Não sei se você reparou, eu falo areoporto, nunca consegui pronunciar corretamente a palavra. Esta e outras.
Como o monarca de O discurso do rei, procurou até um terapeuta, o fonoaudiólogo Pedro Bloch, primo do Adolpho. Cony explica:
— Fui mudo até os cinco anos, Não dizia nada. Também, não tinha nada para dizer. Era uma criança que vivia debaixo da mesa, vendo o mundo como o Tom e o Jerry, vendo os personagens humanos de desenhos animados só da cintura para baixo. Não tinha vontade nem necessidade de falar.
Dois dias depois, vou com Cony ao chá das quintas-feiras na Academia Brasileira de Letras. (ele é “imortal” desde 2000.)  Falante e cordial, oferece um belo contraste ao menino calado foi outrora.
Nos primeiros tempos de escola, com seu mutismo e as palavras tartamudeadas, Cony sofreu a perseguição dos colegas, aquilo que hoje se cataloga como “bullying”. E aí estaria a explicação para outro comportamento seu. Todo jornalista que se preza odeia o patrão. Cony foi quase sempre “o amigo do Rei”. Particularmente com Paulo Bittencourt no Correio da Manhã e com Adolpho Bloch na Manchete. Ele me diz que sua intimidade com o poder foi uma compensação pelos traumas e perseguições dos tempos escolares.
Mas Cony precisaria buscar compensações bem maiores pelo fato de não ser o verdadeiro Carlos Heitor Cony. Trata-se de uma fantasia que ele alimenta há muitos anos, mas que, desta vez, me garante, é um fato incontestável. Aos dois meses de idade, aconchegado no berço na casa de Lins de Vasconcelos — bairro carioca onde nasceu — ele vive a sua experiência transcendental: é levado por uma cigana. Sua mãe saiu de casa e deixou a irmã para cuidar do bebê. Duas ciganas batem à porta, querem ler a sorte da tia solteira de Cony, ela se recusa, quando pedem um copo de água a tia não recusa. As ciganas entram na casa, uma distrai a tia, a outra faz a troca dos bebês. Quando a mãe volta e vai ver o bebê, grita espantada: ‘Mas esse não é o meu filho!’ O pai é chamado às pressas, o desespero é geral, mas não há nada a fazer. Sequer foi registrado boletim de ocorrência. Muito sério, ele me garante que “é tudo verdade.” Não é difícil perceber traços de cigano no rosto de Cony, descendente de franceses de origem marroquina.
Outra decepção traumatiza o menino aos doze anos. Seminarista no convento de São José, no Rio Comprido, é um dos doze meninos escolhidos para a cerimônia de lava-pés na Semana Santa. Seu pai é redator do Jornal do Brasil e manda o fotógrafo do jornal, Ibrahim Sued, fotografar a cerimônia. A foto do pé de Cony beijado pelo cardeal sai na primeira página do Jornal do Brasil, mas com a legenda totalmente equivocada, chamando-o de “um pequeno órfão do Asilo de São José.”
Todo santo sofre seu martírio. Ainda nos tempos de batina, passando por um botequim a caminho da igreja num domingo de manhã, Cony topa com um bando de boêmios que prolongavam ruidosamente a noite em Vila Isabel “De repente, um cara sem queixo, tuberculoso notório, larga o violão, pega uma chapinha de cerveja e joga na minha direção. A chapinha raspa com força pela minha orelha, passo a mão e sinto o sangue escorrendo. Corri até a sacristia. Ao chegar, sem fôlego, exibi aquele sangue ao vigário. Era o testemunho da minha fé. O vigário confirma: eu era um mártir.” O nome do agressor: Noel Rosa.
O caso do lava-pés provou a Cony que o jornalismo é uma mentira. Mas isso não o impede de ingressar nas ditas lides, aos 19 anos, depois de largar a batina. Ciente de que é muito tênue a fronteira entre fato e ficção, ele parte para o jornalismo. Sem grandes ilusões. Na adolescência, apaixonara-se pelos romances de Eça, Machado, Flaubert e Zola. Publica em 1958 o primeiro romance, o único escrito a mão, O ventre.
— Por que resolveu escrever romances, Cony?
— Por nada. Excesso de imaginação e falta do que fazer.
A partir daí escreve outros romances, batucados nas teclas de uma Remington portátil. Em 1975 dá uma parada e fica vinte anos sem publicar qualquer livro. Em 1995, volta triunfalmente com Quase memória, o primeiro romance escrito ao computador e dedicado à cachorra “Mila, a mais que amada.” Enquanto Cony digitava suas lembranças, Mila morria a seus pés.
Também não lhe faltaram romances na vida real, muitos deles transformados em casamentos. Filhos (porque qui-los?): Regina Celi e Verônica do primeiro casamento; André, de um relacionamento alternativo no início dos anos 70. Em meados dessa mesma década, Cony aquietou-se no departamento conjugal: casou-se com Beatriz, até hoje sua mulher eleita e companheira de todas as horas.
Insisto em cobrar dele um romance longamente anunciado, mas que não escreveu até hoje: Messa pro Papa Marcello. Arredio, Cony diz que não tem mais energia para escrever romances. Vai continuar publicando outros livros, mas não romances. Por falar em Papa, pergunto a Cony se já alimentou a ambição de reinar no Vaticano.
— Quando era seminarista, sim. Eu era do ramo, por que não almejar o topo? Mas, quando viajei no avião do Papa, em sua primeira visita ao Brasil, vi que não gostaria daquilo. Você deve ter reparado no meu sorriso sarcástico, na foto em que estou conversando com João Paulo II...
A certa altura, cansado da literatura, Cony resolveu pintar. Pinceladas abstratas de acrílico sobre papel. O único óleo sobre tela é um pequeno auto-retrato que mostra Cony como Raskolnikov — o estudante de Crime e castigo que mata duas velhinhas a machadadas.
— Por que Raskolnikov?
— Nunca cometi um grande crime, apenas pequenos delitos sem importância. Aspirava a um grande crime como o de Raskolnikov para poder expiar todas as angústias que sempre me perseguiram.
Cony apega-se à vida, sem motivo justo. E não tem ilusões em relação ao mundo. Sintetiza esta sua visão no final do romance maldito Pilatos. Um grupo de jovens canta e dança na praia diante do sol carioca que nasce. Um passante comenta com o narrador:
— Estão felizes, hein?
— Estão mal informados — respondi. E afastei-me.
Humanista que se renega, Cony é brilhante no labirinto de suas contradições e, apesar de tudo, insiste em escrever. Como ele mesmo diz: Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo. Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo.”

(Publicado na revista Contigo nº 1857, 21/4/2011)