por Gonça
Essa fixação em cassar o mandato do Tiririca por, supostamente, o eleito não saber ler, é altamente suspeita. Mais uma vez, depois do teste a que o candidato se submeteu, a Justiça indeferiu liminar que tentava impor um novo exame ao político. Sim, Tiririca é, agora, legitimamente, político. E, certamente, com folha corrida mais limpa do que a de muitos políticos profissionais que escaparam à súbita vigilância dos promotores eleitorais de São Paulo. É hora de respeitar a voz das urnas. A era das castas no Brasil já acabou. Mais de um milhão de brasileiros resolveram votar no Tiririca. Erraram? Acertaram? Problema deles. Se os promotores não conseguem provar que o deputado eleito estava fora da lei, melhor deixá-lo em paz e poupá-lo de tanta humilhação. Ou tanta insistência corre o risco de ser confundida com preconceito, racismo ou interesse político..
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Rio Olímpico: "contrabandos" embutidos na boa causa ameaçam a cidade
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| Em Boa Viagem, Recife, a faixa de sombra na praia e no mar... |
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| ...lançada por espigões de 40 andares. Em nome da Olimpíada, ameaças semelhantes rondam a orla do Rio. (Fotos Gonça) |
Este blog é inteiramente a favor da Copa no Brasil e da Olimpíada no Rio. Mas se opõe aos "contrabandos" que tomam carona na "boa causa" e ameaçam a cidade. Se o carioca não ficar alerta, o chamado legado olímpico trará ganhos para o Rio e, junto, na surdina, graves ameaças ao meio-ambiente. Há projetos para expansão da Marina da Glória, há propostas para liberação de gabaritos de prédios nas ruas perpendiculares e nas vias paralelas à orla. Não faz muito tempo, a cidade protestou contra um absurdo projeto de construção de um túnel no Leblon, que traria até tráfego de caminhões pesados para as já saturadas Delfim Moreira, Vieira Souto e Avenida Atlântica. A ideia de jerico foi, aparentemente, abandonada. Surgiu, então, a "alternativa" igualmente danosa: a duplicação da Niemeyer, que, por enquanto, parece suspensa ou em estudos. Para melhorar o trânsito para a Barra, a solução óbvia é investir em transporte de massa, como o metrô em construção ou em VLTs não-poluentes. Na onda dos "contrabandos" inseridos na causa olímpica, anuncia-se agora a construção de espigões de hotéis na orla da Barra. Os moradores já se mobilizam. E têm razão. Estive recentemente em Recife e o que aconteceu com a belíssima orla da Boa Viagem: prédios de até 40 andares lançam sombras sobre a areia e até mar adentro. Os tais hotéis anunciados, no Rio, ficarão na Praia do Pepê. Um deles sinaliza com um projeto que evitaria sombra na areia. Não é preciso ser técnico para duvidar dessa jogada. A construção é enorme, só se for feita em cristal da Boêmia polido e transparente. Protesta, Rio.
Silvio Santos limpa a casa, mas deixa o neto em novela
por Eli Halfoun
Os problemas criados no e pelo Banco Panamericano permitiram a Silvio Santos fazer o que ele pretendia há tempos: uma limpeza geral no quadro de funcionários de suas empresas, especialmente em relação aos parentes. O que se diz nos bastidores é que Silvio só não mexerá com os parentes que trabalham no SBT, onde está o maior número deles, mas que na maioria dos casos atuam como “aspones”, ou seja, sem qualquer poder de decisão. Os únicos parentes que decidem alguma coisa (e decidem, dizem os comentário, mal) são suas filhas, mas normalmente o patrão-papai muda essas decisões. Ao que tudo indica o único parente de Silvio que ficará na boa e exposto será o neto Tiago (filho de Cíntia Abravanel) que está estreando como ator na novela “Amor e revolução”, próxima novela da emissora, que terá outra “prata-parente” casa: Marcelo Capuano, filho de Hebe Camargo estreando como ator. Não foi “empurrãozinho” do vovô nem da mamãe: os dois passaram no teste realizado com vários atores.
Os problemas criados no e pelo Banco Panamericano permitiram a Silvio Santos fazer o que ele pretendia há tempos: uma limpeza geral no quadro de funcionários de suas empresas, especialmente em relação aos parentes. O que se diz nos bastidores é que Silvio só não mexerá com os parentes que trabalham no SBT, onde está o maior número deles, mas que na maioria dos casos atuam como “aspones”, ou seja, sem qualquer poder de decisão. Os únicos parentes que decidem alguma coisa (e decidem, dizem os comentário, mal) são suas filhas, mas normalmente o patrão-papai muda essas decisões. Ao que tudo indica o único parente de Silvio que ficará na boa e exposto será o neto Tiago (filho de Cíntia Abravanel) que está estreando como ator na novela “Amor e revolução”, próxima novela da emissora, que terá outra “prata-parente” casa: Marcelo Capuano, filho de Hebe Camargo estreando como ator. Não foi “empurrãozinho” do vovô nem da mamãe: os dois passaram no teste realizado com vários atores.
Perdemos sim, mas foi mesmo uma derrota?
por Eli Halfoun
Na vida e no esporte, ganhar e perder faz parte do jogo. Nunca nos acostumamos com as derrotas e é isso que nos faz seguir em busca de vitórias. No futebol, perder para a Argentina é muito chato, mas nem sempre perder é realmente uma derrota. Perder também pode ser, por mais paradoxal que pareça, vencer. Será que a seleção brasileira de Mano Menezes perdeu mesmo para os argentinos? Sei não: quase todos os comentaristas dizem que nossos meninos jogaram bem e que a derrota foi um acidente de percurso. Quem viu o jogo sabe que a seleção brasileira deixou escapar a vitória. Perder de 1x 0 não é tão vergonhoso assim, mesmo que seja para a Argentina. Que nos últimos quatro anos tem sido nossa freguesa de caderninho. Voltará a ser.
Na vida e no esporte, ganhar e perder faz parte do jogo. Nunca nos acostumamos com as derrotas e é isso que nos faz seguir em busca de vitórias. No futebol, perder para a Argentina é muito chato, mas nem sempre perder é realmente uma derrota. Perder também pode ser, por mais paradoxal que pareça, vencer. Será que a seleção brasileira de Mano Menezes perdeu mesmo para os argentinos? Sei não: quase todos os comentaristas dizem que nossos meninos jogaram bem e que a derrota foi um acidente de percurso. Quem viu o jogo sabe que a seleção brasileira deixou escapar a vitória. Perder de 1x 0 não é tão vergonhoso assim, mesmo que seja para a Argentina. Que nos últimos quatro anos tem sido nossa freguesa de caderninho. Voltará a ser.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Argentina encaçapa Mano Menezes
Até aqui, a Era Mano Menezes foi a seguinte: o Brasil ganhou dos fortíssimos adversários Estados Unidos, Irã e Ucrânia. Agora, tentando reciclar Ronaldinho, perdeu da Argentina sem cinco titulares. O próximo adversário é a França, em fevereiro. Vamos em frente. Sem esquecer que na Era Dunga os hermanos eram fregueses...
Nordeste: começou a circular o expresso...
por Gonça
Para quem critica os nordestinos por motivos políticos ou preconceituosos, bobagens em alta após as últimas eleições em certas rodas de imbecis, vale conferir os últimos dados do IBGE.
- O Piauí é o estado que mais cresce no Pais: 8,8%. Em oito anos, o PIB do Piauí cresceu 37%.
- O Ceará, que vem sustentando bons índices de desenvolvimento há mais de cinco anos, cresceu 8,5% no último levantamento anual. E 32,9 entre 2002 e 2008.
Entre os estados com menor aumento do PIB estão:
- Rio Grande do Sul (2,7%), Santa Catarina (3,0%)
- Pernambuco e Bahia estão entre as dez maiores economias do país.
- A participação de São Paulo na economia do Brasil vem caindo sistematicamente: já foi de quase 40% e está agora em 33,9%.
- Pela primeira vez, segundo os novos dados do IBGE, a soma do PIB do Rio, Paraná, Minas e Rio Grande do Sul empata com SP. E a participação somada todos os estados supera a de SP. Ainda é "locomotiva" mas há outros trens na cola.
- Entre 2002 e 2008, o PIB do país cresceu 27,9%. O PIB do Nordeste acelerou 37,9. É índice de "tigre asiático", ou melhor, de "onça pintada", o felino que habita a Chapada do Araripe, nos limites do Crato (CE).
Veja o crescimento acumulado do Nordeste entre 2002 e 2008
Maranhão - 46,0%
Piauí - 37,9%
Bahia - 33,5%
Ceará - 32,9%
Sergipe - 31,2%
Paraíba - 29,5%
Pernambuco - 25,7%
Alagoas - 23,2%
Rio Grande do Norte - 22,7%
Fonte: IBGE
Para quem critica os nordestinos por motivos políticos ou preconceituosos, bobagens em alta após as últimas eleições em certas rodas de imbecis, vale conferir os últimos dados do IBGE.
- O Piauí é o estado que mais cresce no Pais: 8,8%. Em oito anos, o PIB do Piauí cresceu 37%.
- O Ceará, que vem sustentando bons índices de desenvolvimento há mais de cinco anos, cresceu 8,5% no último levantamento anual. E 32,9 entre 2002 e 2008.
Entre os estados com menor aumento do PIB estão:
- Rio Grande do Sul (2,7%), Santa Catarina (3,0%)
- Pernambuco e Bahia estão entre as dez maiores economias do país.
- A participação de São Paulo na economia do Brasil vem caindo sistematicamente: já foi de quase 40% e está agora em 33,9%.
- Pela primeira vez, segundo os novos dados do IBGE, a soma do PIB do Rio, Paraná, Minas e Rio Grande do Sul empata com SP. E a participação somada todos os estados supera a de SP. Ainda é "locomotiva" mas há outros trens na cola.
- Entre 2002 e 2008, o PIB do país cresceu 27,9%. O PIB do Nordeste acelerou 37,9. É índice de "tigre asiático", ou melhor, de "onça pintada", o felino que habita a Chapada do Araripe, nos limites do Crato (CE).
Veja o crescimento acumulado do Nordeste entre 2002 e 2008
Maranhão - 46,0%
Piauí - 37,9%
Bahia - 33,5%
Ceará - 32,9%
Sergipe - 31,2%
Paraíba - 29,5%
Pernambuco - 25,7%
Alagoas - 23,2%
Rio Grande do Norte - 22,7%
Fonte: IBGE
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Copiando o que é bom de olho na reeleição
por Eli Halfoun
Não faz muito tempo comentei em uma postagem aqui que do jeito que as coisas andam violentas nas ruas (vai piorar, como sempre, em tempo de compras de Natal), que não demoraria muito se faria necessária a instalação de UPPs em cada esquina. Não será bem assim, mas agora os jornais noticiam que o prefeito Eduardo Paes decidiu promover um super choque de ordem que prevê a instalação de unidades policiais nas ruas, começando pela Tijuca e entregue à responsabilidade da Guarda Municipal. Não sei se os guardas municipais estão treinados para impor respeito policial para espantar das ruas os ladrões e assaltantes e acabar com os arrastões, mas não deixa de ser uma tentativa para mostrar que quem governa tem mais força e poder do que os bandidos, o que não tem acontecido até agora. O fato é que, por enquanto não apenas da boca para fora, o prefeito mostra preocupação com a violência e ameaça combatê-la. Não poderia ser diferente: ele está de olho em uma possível reeleição e bom aluno sabe que foi o combate à violência que permitiu a fácil reeleição de Sergio Cabral como governador do Estado.
Não faz muito tempo comentei em uma postagem aqui que do jeito que as coisas andam violentas nas ruas (vai piorar, como sempre, em tempo de compras de Natal), que não demoraria muito se faria necessária a instalação de UPPs em cada esquina. Não será bem assim, mas agora os jornais noticiam que o prefeito Eduardo Paes decidiu promover um super choque de ordem que prevê a instalação de unidades policiais nas ruas, começando pela Tijuca e entregue à responsabilidade da Guarda Municipal. Não sei se os guardas municipais estão treinados para impor respeito policial para espantar das ruas os ladrões e assaltantes e acabar com os arrastões, mas não deixa de ser uma tentativa para mostrar que quem governa tem mais força e poder do que os bandidos, o que não tem acontecido até agora. O fato é que, por enquanto não apenas da boca para fora, o prefeito mostra preocupação com a violência e ameaça combatê-la. Não poderia ser diferente: ele está de olho em uma possível reeleição e bom aluno sabe que foi o combate à violência que permitiu a fácil reeleição de Sergio Cabral como governador do Estado.
Um craque que o Vasco não quis
por Eli Halfoun
Por mais que se teorize em torno do assunto, é impossível ter uma opinião definitiva sobre futebol, o esporte sem dúvida mais emocionante e mais imprevisível, dentro e fora de campo, do mundo. Vejam só o que acontece agora: o argentino Conca, um dos responsáveis pelas boas atuações do Fluminense, mesmo quando o pó-de-arroz não estava como essa bola toda, pode, até com justiça, ser escolhido o craque do Campeonato Brasileiro. Conca foi trazido da Argentina pelo meu Vasco que em momento algum lhe deu as oportunidades que merecia enquanto esteve em São Januário. Resultado: Conca transferiu-se, sem alarde e provavelmente sem muita grana, para o Fluminense. Por falta de visão, o Vasco perdeu um craque. Mais um.
Por mais que se teorize em torno do assunto, é impossível ter uma opinião definitiva sobre futebol, o esporte sem dúvida mais emocionante e mais imprevisível, dentro e fora de campo, do mundo. Vejam só o que acontece agora: o argentino Conca, um dos responsáveis pelas boas atuações do Fluminense, mesmo quando o pó-de-arroz não estava como essa bola toda, pode, até com justiça, ser escolhido o craque do Campeonato Brasileiro. Conca foi trazido da Argentina pelo meu Vasco que em momento algum lhe deu as oportunidades que merecia enquanto esteve em São Januário. Resultado: Conca transferiu-se, sem alarde e provavelmente sem muita grana, para o Fluminense. Por falta de visão, o Vasco perdeu um craque. Mais um.
Hora do recreio...
Algumas leis, no Brasil, parecem incomodar os reponsáveis por aplicá-las. Você conhece alguém condenado pela lei Maria da Penha? Já viu um racista ir para a cadeia? E autores de agressões contra prostitutas e homossexuais? Os caras que incendiaram um índio, onde estão? Playboys responsáveis por agressões e até assassinatos em portas de boate pagam pelos seus crimes? Pessoas reponsáveis por atos e falas preconceituosas vão em cana? Não? Pois é.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ô meu, SP importa filósofo "tucano"...
Francês Alain Touraine "filosofa" sobre política pós-eleitoral. Ele vem debeter não-sei-o-quê. Se é para dar palpite em seminários, melhor mandar a Carla Bruni. Touraine vem a convite do governo de SP. O convescote acontecerá em um hotel de luxo. O chorororô das zélites vai ser imperdível.
Scarlett na GQ
Sobre a polêmica do Enem: conheça este ângulo da notícia
por JJcomunicNo blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, que aí por volta de 1985 era correspondente internacional da Rede Manchete, fixado em Nova York, destaca-se uma entrevista com o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, que aborda a questão do Enem por um ângulo ignorado pela grande mídia comercial. Conceição Lemes é a autora da entrevista.
Clique AQUI
Agora os recados de Íris Abravanel estão em livro
por Eli Halfoun
Setenta e oito das crônicas que publicou na revista Contigo estão reunidas em “Recados Disfarçados”, livro que Íris Abravanel, a senhora Silvio Santos, lança nessa terça-feira, dia 16, na Fnac Pinheiros, em São Paulo. A edição é da Companhia Editora Nacional e já está em várias livrarias. Nas crônicas, Íris manda recados disfarçados para o marido e as filhas. "Os recados refletem cenas comuns do dia a dia de milhares de mulheres trabalhadoras e que estão sempre dispostas a manter o bem-estar da família”.
Setenta e oito das crônicas que publicou na revista Contigo estão reunidas em “Recados Disfarçados”, livro que Íris Abravanel, a senhora Silvio Santos, lança nessa terça-feira, dia 16, na Fnac Pinheiros, em São Paulo. A edição é da Companhia Editora Nacional e já está em várias livrarias. Nas crônicas, Íris manda recados disfarçados para o marido e as filhas. "Os recados refletem cenas comuns do dia a dia de milhares de mulheres trabalhadoras e que estão sempre dispostas a manter o bem-estar da família”.
Deu na Der Spiegel: sexo por uma boa causa
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| A entrevista da jornalista na Der Spigel. No título, algo como "provocação sensual". (Reprodução) |
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| Charlotte Roche (Reprodução Der Spiegel) |
A atitude é motivada pela política não em troca de uma reportagem ou entrevista exclusiva. Mas a jornalista e escritora Charlotte Roche declarou à revista Der Spiegel que topa transar com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, se este vetar a prorrogação do funcionamento de 17 centrais nucleares do país. "Eu durmo com ele, se ele não assinar. Meu marido está de acordo", disse Roche, que inaugura um novo tipo de lobby político, o do toma-lá-dá-cá-sexual. (Foto: Reprodução)
domingo, 14 de novembro de 2010
Sarah Palin em reality show
Candidata a vice-presidente dos Estados Unidos e derrotada na últimas eleições, a republicana Sarah Palin não desceu do palanque e ajudou a derrotar Obama nas recentes eleições legislativas. Foi um das fundadoras do Tea Party, a reunião de direita que funcionou como um espécie de central de boatos contra os Democratas. Temas como aborto, criacionismo, imigrantes, bruxaria, etc foram usados pelos radicais republicanos. Isso lhe lembra alguma campanha recente em um país abaixo do Equador? Pois é. Agora, a Palin, que trabalha para ser candidata a presidente, vai participar de um reality show. Tudo para se manter na mídia. Durante a recente corrida eleitoral no Brasil, surgiram rumores de que os marqueteiros do Serra se inspiraram no arsenal de direita do Tea Party. E Serra já disse que a "luta" continua. Não seria uma boa jogada de marketing o tucano entrar no BBB? Ou o Aécio?
Quem vai de carona no Batmóvel? Atrizes brigam por papel em novo filme do homem-morcego...
Teatros não são para demolição, mas para construir cultura
por Eli Halfoun
São muitos os teatros e cinema que foram transformados em lojas, mercados, comitês eleitorais ou templos de igrejas evangélicas, mas essa festa vai acabar: quem quiser demolir um teatro (como aconteceu com o Glória e o Galeria) terá de se comprometer a construir um novo teatro, que mais do que um local de diversão é um símbolo da cultura. Em seu blog, Arthur Xexeo informa que a Câmara dos Vereadores do Rio tem projeto para colocar um ponto final na derrubada de teatros. O projeto de lei diz entre outras coisas que será “vedada a transformação de uso de salas de espetáculos teatrais para quaisquer outras atividades, salvo se o interessado comprovar a abertura de outra sala com a mesma capacidade de público da que pleiteia a alteração”. Sabemos que as leis não são rigorosamente cumpridas por aqui e que existe sempre um jeitinho de escapar do que elas, as leis, realmente determinam. De qualquer maneira a lei proposta pelo vereador Carlos Caiado abre a possibilidade de evitar mais especulações imobiliárias e tirar do público importantes casas de espetáculos, como se tem feito impunemente nos últimos anos, especialmente para a abertura de templos religiosos. Nesse aspecto, a cultura deve continuar sendo um religião.Com muita fé.
São muitos os teatros e cinema que foram transformados em lojas, mercados, comitês eleitorais ou templos de igrejas evangélicas, mas essa festa vai acabar: quem quiser demolir um teatro (como aconteceu com o Glória e o Galeria) terá de se comprometer a construir um novo teatro, que mais do que um local de diversão é um símbolo da cultura. Em seu blog, Arthur Xexeo informa que a Câmara dos Vereadores do Rio tem projeto para colocar um ponto final na derrubada de teatros. O projeto de lei diz entre outras coisas que será “vedada a transformação de uso de salas de espetáculos teatrais para quaisquer outras atividades, salvo se o interessado comprovar a abertura de outra sala com a mesma capacidade de público da que pleiteia a alteração”. Sabemos que as leis não são rigorosamente cumpridas por aqui e que existe sempre um jeitinho de escapar do que elas, as leis, realmente determinam. De qualquer maneira a lei proposta pelo vereador Carlos Caiado abre a possibilidade de evitar mais especulações imobiliárias e tirar do público importantes casas de espetáculos, como se tem feito impunemente nos últimos anos, especialmente para a abertura de templos religiosos. Nesse aspecto, a cultura deve continuar sendo um religião.Com muita fé.
Vettel campeão
Merecido. A lambança que a Ferrari fez ao longo da temporada foi devidamente punida. A Red Bull-Renault ganhou na pista e na ética. E Massa pisou na bola ao defender publicamente o anti-esportivo e ilegal "jogo de equipe". (Reprodução/Tv Globo)
sábado, 13 de novembro de 2010
Linha direta 1: o intermediário sumiu?
por JJcomunic
A expansão e o alcance das redes sociais estão levando os repórteres ao canto do ringue. Políticos, atletas, executivos, artistas, líderes religiosos, ativistas ambientais, economistas dispõem, agora, de canais próprios para se comunicar com quem os acompanha e, por tabela, com a opinião pública. Começou com as chamadas celebridades, que logo lançaram blogs, sites e twitter próprios para opinar, contar o que estão fazendo, promover peças, filmes, e até divulgar desmentidos a matérias veiculadas pela mídia tradicional. A onda se alastrou. Antes, a fonte passava a notícia para um jornal ou revista. Agora, a fonte joga a informação no twitter, por exemplo, deixando ao jornalista a missão de correr atrás do prejuízo e repercutir o fato. Se a prática ainda não está generalizada, é uma clara e acelerada tendência. Veja abaixo, por exemplo, o impressionte número de "seguidores" (em suma, a audiência direta) de algumas personalidades conhecidas (são números que mudam a cada momento). Os índices superam a circulação dos principais jornais e revistas do país.
Luciano Huck: 2,5 milhões de seguidores no twitter
Kaká: 2,3 milhões
Mano Menezes: 1,7 milhão
Ivete Sangalo: mais de 1 milhão e meio
Claudia Leitte: quase 1 milhão e meio
Danilo Gentili (humorista): mais de 1 milhão
William Bonner, 1 milhão
Luan Santana (cantor): quase 800 mil
Tiago Leiffert(jornalista esportivo): quase 700 mil
Preta Gil: mais de 500 mil
Marina Silva: 350 mil
Eike Batista: 223 mil
Arnaldo Jabor: quase 200 mil
Walcyr Carrasco (escritor): quase 100 mil
A expansão e o alcance das redes sociais estão levando os repórteres ao canto do ringue. Políticos, atletas, executivos, artistas, líderes religiosos, ativistas ambientais, economistas dispõem, agora, de canais próprios para se comunicar com quem os acompanha e, por tabela, com a opinião pública. Começou com as chamadas celebridades, que logo lançaram blogs, sites e twitter próprios para opinar, contar o que estão fazendo, promover peças, filmes, e até divulgar desmentidos a matérias veiculadas pela mídia tradicional. A onda se alastrou. Antes, a fonte passava a notícia para um jornal ou revista. Agora, a fonte joga a informação no twitter, por exemplo, deixando ao jornalista a missão de correr atrás do prejuízo e repercutir o fato. Se a prática ainda não está generalizada, é uma clara e acelerada tendência. Veja abaixo, por exemplo, o impressionte número de "seguidores" (em suma, a audiência direta) de algumas personalidades conhecidas (são números que mudam a cada momento). Os índices superam a circulação dos principais jornais e revistas do país.
Luciano Huck: 2,5 milhões de seguidores no twitter
Kaká: 2,3 milhões
Mano Menezes: 1,7 milhão
Ivete Sangalo: mais de 1 milhão e meio
Claudia Leitte: quase 1 milhão e meio
Danilo Gentili (humorista): mais de 1 milhão
William Bonner, 1 milhão
Luan Santana (cantor): quase 800 mil
Tiago Leiffert(jornalista esportivo): quase 700 mil
Preta Gil: mais de 500 mil
Marina Silva: 350 mil
Eike Batista: 223 mil
Arnaldo Jabor: quase 200 mil
Walcyr Carrasco (escritor): quase 100 mil
Linha direta 2: o descontrole remoto
por JJcomunic
O jornalismo, como o conhecemos até ontem, está no meio de um tsunami. Não se sabe como vai ser, mas se sabe que já não é o que foi. Para muitos especialistas, o meio impresso não sobreviverá, isso é certo, a dúvida é saber até quando vai resistir. Quanto ao meio digital, a pulverização é um desafio a ser vencido. Desafio para os controladores da mídia, para o público o rateio e a oferta de novos meios de comunicação é uma conquista. Por exemplo, um grande jornal investe milhões em um site bem acabado, com design eficiente, etc, mas basta um clique o leitor acessará outro, não tão sofisticado e caro, mas com conteúdo satisfatório. Compare: você chega à banca, atualmente, e encontra cinco ou seis jornais diários. São suas opções. A rede carrega milhões de sites, mas certamente haverá algumas dezenas do seu interesse próximo. Um grande jornal impresso se impõe também pela forma - o logotipo tradicional, a diagramação, a imagem pública, a trajetória, o volume de páginas manuseáveis. Na rede, este impacto físico - o produto na sua mão, a sensação táctil, o peso-, não existe. Por mais sofisticada que seja a versão digital deste mesmo jornal, um "site ao lado", de baixo investimento, poderá ser um concorrente em potencial. Já há exemplos reais na internet dessa nivelação. O que fará a diferença? As cores, o design, a navegação "amigável"? Não. Vão valer a oferta de informações, agilidade, opinião, serviço, sem esquecer uma palavrinha-chave: a credibilidade. E mesmo assim, a concorrência é, e será cada vez mais, acirrada. Há blogs independentes cujos autores já são referências em diversas áreas, da economia à política, do esporte à ecologia e por aí vai. Se a popularização do controle remoto da TV teve impacto na audiência, tornou-a menos passiva, a internet é, um si, um controle remoto universal. O fenômeno é positivo? Claro. Em vez de meia-dúzia de "famílias" donas da informação, o leitor outros canais à sua disposição. A escolher, com um simples clique. Pensando bem, a internet não é um controle remoto. Na prática, é um saudável, indispensável e poderoso descontrole remoto. O direito à expressão e à informação agradecem.
O jornalismo, como o conhecemos até ontem, está no meio de um tsunami. Não se sabe como vai ser, mas se sabe que já não é o que foi. Para muitos especialistas, o meio impresso não sobreviverá, isso é certo, a dúvida é saber até quando vai resistir. Quanto ao meio digital, a pulverização é um desafio a ser vencido. Desafio para os controladores da mídia, para o público o rateio e a oferta de novos meios de comunicação é uma conquista. Por exemplo, um grande jornal investe milhões em um site bem acabado, com design eficiente, etc, mas basta um clique o leitor acessará outro, não tão sofisticado e caro, mas com conteúdo satisfatório. Compare: você chega à banca, atualmente, e encontra cinco ou seis jornais diários. São suas opções. A rede carrega milhões de sites, mas certamente haverá algumas dezenas do seu interesse próximo. Um grande jornal impresso se impõe também pela forma - o logotipo tradicional, a diagramação, a imagem pública, a trajetória, o volume de páginas manuseáveis. Na rede, este impacto físico - o produto na sua mão, a sensação táctil, o peso-, não existe. Por mais sofisticada que seja a versão digital deste mesmo jornal, um "site ao lado", de baixo investimento, poderá ser um concorrente em potencial. Já há exemplos reais na internet dessa nivelação. O que fará a diferença? As cores, o design, a navegação "amigável"? Não. Vão valer a oferta de informações, agilidade, opinião, serviço, sem esquecer uma palavrinha-chave: a credibilidade. E mesmo assim, a concorrência é, e será cada vez mais, acirrada. Há blogs independentes cujos autores já são referências em diversas áreas, da economia à política, do esporte à ecologia e por aí vai. Se a popularização do controle remoto da TV teve impacto na audiência, tornou-a menos passiva, a internet é, um si, um controle remoto universal. O fenômeno é positivo? Claro. Em vez de meia-dúzia de "famílias" donas da informação, o leitor outros canais à sua disposição. A escolher, com um simples clique. Pensando bem, a internet não é um controle remoto. Na prática, é um saudável, indispensável e poderoso descontrole remoto. O direito à expressão e à informação agradecem.
Especulações atrasam a entrada do time em campo também na política
por Eli Halfoun
Uma das marcas que João Saldanha deixou quando atuou como técnico da seleção brasileira de futebol em 1970 foi acabar com especulações e desnecessários mistérios em torno da escalação do time. Assim que assumiu o comando da equipe, Saldanha tratou de anunciar quem seriam as suas “onze feras”: o torcedor ficou sabendo logo como seria a seleção, a imprensa se viu obrigada a buscar notícias reais e fugir das sempre confusas adivinhações. Mais: as “onze feras” escaladas previamente entraram em campo confiantes e sabendo exatamente o que deveriam fazer. Deu certo, mas não foi suficiente para transformar-se em exemplo, nem no futebol e nem em outros segmentos que precisam escolher suas equipes. É o que acontece agora com a indicação dos nomes que formarão o ministério, ou seja, a equipe do governo Dilma Roussef. Basta abrir os jornais diários para saber que existem vários nomes especulados, cada um segundo o interesse do jornal que especula. Não seria mais eficiente se a presidente Dilma Roussef anunciasse logo os nomes dos componentes de sua equipe? Assim eles já estariam trabalhando para entrar em campo com uma “tática de jogo” estabelecida e sabendo exatamente com quem teriam de trocar passes e também limpando a área antes da partida começar pra valer. Mas como política é um jogo muito complicado e feito de “jogadas” que nada tem a ver com a atuação e a união da equipe, o torcedor (no caso eleitor) ficam sem saber como e qual será o time que merecerá sua torcida, mesmo que não concorde com algumas escalações. Tudo bem que no jogo político é preciso negociar, mas apesar disso, a presidente, que acompanhou de perto todo o governo de Lula e está na política desde a juventude, deveria saber antecipadamente que time escalar. Como Saldanha sabia e assim ganhou o jogo até porque deixou o time preparado para seu substituto quando deixou o comando da seleção porque não levava desaforo para casa e não admitia interferência em seu trabalho. Se desde o início Dilma Roussef evitasse especulações certamente já teria um time formado e um comando mais fácil e eficiente para o novo jogo que pretende fazer do país também um campeão.
Uma das marcas que João Saldanha deixou quando atuou como técnico da seleção brasileira de futebol em 1970 foi acabar com especulações e desnecessários mistérios em torno da escalação do time. Assim que assumiu o comando da equipe, Saldanha tratou de anunciar quem seriam as suas “onze feras”: o torcedor ficou sabendo logo como seria a seleção, a imprensa se viu obrigada a buscar notícias reais e fugir das sempre confusas adivinhações. Mais: as “onze feras” escaladas previamente entraram em campo confiantes e sabendo exatamente o que deveriam fazer. Deu certo, mas não foi suficiente para transformar-se em exemplo, nem no futebol e nem em outros segmentos que precisam escolher suas equipes. É o que acontece agora com a indicação dos nomes que formarão o ministério, ou seja, a equipe do governo Dilma Roussef. Basta abrir os jornais diários para saber que existem vários nomes especulados, cada um segundo o interesse do jornal que especula. Não seria mais eficiente se a presidente Dilma Roussef anunciasse logo os nomes dos componentes de sua equipe? Assim eles já estariam trabalhando para entrar em campo com uma “tática de jogo” estabelecida e sabendo exatamente com quem teriam de trocar passes e também limpando a área antes da partida começar pra valer. Mas como política é um jogo muito complicado e feito de “jogadas” que nada tem a ver com a atuação e a união da equipe, o torcedor (no caso eleitor) ficam sem saber como e qual será o time que merecerá sua torcida, mesmo que não concorde com algumas escalações. Tudo bem que no jogo político é preciso negociar, mas apesar disso, a presidente, que acompanhou de perto todo o governo de Lula e está na política desde a juventude, deveria saber antecipadamente que time escalar. Como Saldanha sabia e assim ganhou o jogo até porque deixou o time preparado para seu substituto quando deixou o comando da seleção porque não levava desaforo para casa e não admitia interferência em seu trabalho. Se desde o início Dilma Roussef evitasse especulações certamente já teria um time formado e um comando mais fácil e eficiente para o novo jogo que pretende fazer do país também um campeão.
Silvio Santos vende o SBT. Quem quer comprar?
por Eli Halfoun
Silvio Santos nunca escondeu que o Sistema Brasileiro de Televisão é a menina de seus olhos entre os muitos negócios que tem e comanda. Mesmo assim, parece que agora está disposto a vender o canal. Pelo menos foi o que disse em entrevista por telefone para Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. O título da reportagem é “Se pagar é claro que vendo o SBT”. Seria um bom negócio para o apresentador-empresário que propõe inclusive que o pagamento (dois bilhões e meio de reais) seja feito diretamente ao Fundo Garantidor de Crédito que o socorreu para cobrir o rombo do banco Pan Americano. Seria um ótimo negócio porque o SBT não atravessa uma boa fase e além do mais poderia permitir que Silvio (80 anos) se aposente sem caracterizar uma aposentadoria. Sabe-se que diante da possibilidade de negociação um grupo evangélico estaria disposto a voltar a conversar com o apresentador-empresário para quem, faz tempo, já teria feito uma recusada proposta de compra, inclusive com a possibilidade de Silvio comandar um programa nas tardes de domingo. O fato é que nesse momento o SBT não tem sido um bom negócio para Silvio, apesar de sua paixão por televisão. A exemplo de seu programa agora na vida real também é “tudo por dinheiro”
Silvio Santos nunca escondeu que o Sistema Brasileiro de Televisão é a menina de seus olhos entre os muitos negócios que tem e comanda. Mesmo assim, parece que agora está disposto a vender o canal. Pelo menos foi o que disse em entrevista por telefone para Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. O título da reportagem é “Se pagar é claro que vendo o SBT”. Seria um bom negócio para o apresentador-empresário que propõe inclusive que o pagamento (dois bilhões e meio de reais) seja feito diretamente ao Fundo Garantidor de Crédito que o socorreu para cobrir o rombo do banco Pan Americano. Seria um ótimo negócio porque o SBT não atravessa uma boa fase e além do mais poderia permitir que Silvio (80 anos) se aposente sem caracterizar uma aposentadoria. Sabe-se que diante da possibilidade de negociação um grupo evangélico estaria disposto a voltar a conversar com o apresentador-empresário para quem, faz tempo, já teria feito uma recusada proposta de compra, inclusive com a possibilidade de Silvio comandar um programa nas tardes de domingo. O fato é que nesse momento o SBT não tem sido um bom negócio para Silvio, apesar de sua paixão por televisão. A exemplo de seu programa agora na vida real também é “tudo por dinheiro”
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