sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

PyeongChang 2018: na festa de abertura da Olimpíada de Inverno, "Kim Jong-un" e "Trump" viraram melhores "parças"

"Trump" e "Kim Jong-un" em  PyeongChang 2018. Reprodução Facebook

A transmissão oficial não mostrou a cena acima. Com máscaras de Kim Jong-un e Donald Trump, a dupla foi a mais fotografada nos bastidores da festa de abertura da Olimpíada de Inverno, na Coreia do Sul. Houve gente que pensou estar diante dos verdadeiros chefes de Estado. Segundo o Jornal de Notícias, de Portugal, os dois foram abordados pelos seguranças, argumentaram que queriam passar "uma mensagem de paz", mas não adiantou: foram expulsos.
As fotos de "Trump" e "Kim Jong-un" curtindo a festa numa boa viralizaram nas redes sociais.

Manchete no Carnaval 2018: a russa que é passista da Portela

A russa Juliana Titaeva na Portela. Foto: Instagram
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Homenageada no bloco "Imaginô? Agora amassa". Foto: Instagram


No morro. Foto Instagram
No asfalto. Foto Instagram

Na praia. Foto Instagram
por Niko Bolontrin

Juliana Titaeva, 27 anos, 1,73m de altura, é russa e empresária em Moscou. Mas só durante o ano. No verão brasileiro, inverno congelante lá, ela vira carioca e passista da Portela. E no Instagram, assume que é obcecada pelo samba.
Ao site Sputnik Brasil, Juliana contou que essa paixão começou há seis anos quando viu o desenho animado "Rio", de Carlos Saldanha, que tem cenas do carnaval carioca. A loura já está no Rio para desfilar na ala de Passistas da Portela, onde só entra quem tem samba no pé.


Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang pede paz, apesar de Kim Trump-un e Donald Jong

O voo da paz

As delegações das Coreias do Sul e do Norte, juntas, levam bandeira branca com o mapa dos dois países, sem fronteiras. 

O Estádio Olímpico

A bandeira dos anfitriões

A chama olímpica
FOTOS COMITÉ INTERNATIONAL OLYMPIQUE/PYEONGCHANG 2018


A esperança de paz esteve presente o tempo todo na cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno, agora de manhã, em PyeongChang, na Coreia do Sul. As duas Coreias desfilando juntas, os drones formando a pomba da paz e a canção "Imagine", de Lennon, deram o tom da cerimônia.A impressão é de que o povo e os atletas não estão no mesmo tom belicoso de figuras como Donald Trump e Kim Jong-un. O americano enviou à Seul o seu vice-presidente, Mike Pence, que bate tambores de guerra; o líder da Coreia do Norte promoveu um desfile militar como "recado" do seu poder. 
O estádio aplaudiu, no final, a delegação única das duas Coreias. Em uma cena histórica,  
Chung Gum, atleta da Coreia do Norte, Yunjong Won, da Coreia do Sul, entraram com a mesma bandeira branca com o mapa da península, sem fronteiras. 
Uma lição de convivência que aponta para dois sujeitos tão inconsequentes quanto imbecis nas sua semelhanças: Kim Trump-un e Donald Jong. 

O agente secreto português que compartilhava a vida no Facebook. A chefia não curtiu...

Reprodução do Facebook do espião português

por Ed Sá

Você conhece a piada. Em um Simpósio dos Espiões, no Estoril, um agente português foi apresentado ao 007.
- "My name is Bond, James Bond" - disse o espião do M16.
O luso replicou:
- Muito 'prazeire', sou o Quim, JoaQuim...

Ou talvez conheça esta: a CIA queria contratar um espião local para atuar na Europa. Selecionou candidatos de vários países e, após inúmeros testes, sobraram três. No teste final, um alemão, um francês e um português deveriam provar que obedeceriam qualquer tipo de ordem, sem discutir. O treinador entregou uma arma ao alemão e mandou que invadisse uma quarto fechado e matasse a pessoa que estivesse lá dentro. O alemão pegou a arma, chutou a porta do quarto, mas não atirou. Saiu indignado:
- A pessoa lá dentro é Helga, minha mulher, seu schwachsinnig  como vou matar minha liebe Frau?
Em seguida, foi o francês, que fez a mesma coisa, entrou no quarto mas não atirou.
- É Augustine, ma femme. Estamos ainda em lua-de-mel e você me pede para assassiná-la? 
Chegou a vez do português. Ele invade o quarto, ouve-se o barulho de dois tiros, seguidos de gritos, sons de pancadaria e de objetos se quebrando. Logo depois, sai o Joaquim, de camisa rasgada, alguns machucados e também indignado:
- Ora, pois ! Por que os gajos não me avisaram que as balas eram de festim? Tive que matar minha Maria a carga de porradas!

Ou esta: um espião luso foi enviado a uma das antigas colônias portuguesas para levantar informações sobre terroristas. Lá, ele deveria procurar um agente local chamado Joaquim e, para comprovar sua identidade, falar uma senha secreta ("o Benfica joga hoje"). Ao sair do aeroporto, ele pegou um táxi e já começou sua missão. Perguntou ao motorista, se conhecia o Joaquim.
- Qual Joaquim? Aqui tem um monte. O da padaria, do açougue, da farmácia - respondeu o motorista. O português resolveu dar uma incerta e falou baixinho:
- O Benfica joga hoje. 
- Ah!, o senhor está a 'procuraire' o Joaquim Espião. Ele mora ao lado da prefeitura.

Nos últimos dias, segundo revelou o MSN Notícias, a vida real virou piada. E o protagonista é um espião português que trabalhava para o Serviço de Informações de Segurança (SIS). O gajo simplesmente tinha uma conta no Facebook, aberta com seu nome verdadeiro, Frederico Carvalhão Gil, onde mostrava sua vida. Missões na Albânia, Geórgia, Itália e Rússia estão lá registradas na linha do tempo e ele nem se dava ao trabalho de usar as ferramentas de privacidade do Facebook. Mas o indiscreto Carvalhão não atualiza a página no Face desde fins do ano passado. Por um motivo justo: ele está preso após condenação por vender "segredos de Portugal" a agentes russos.
A matéria não informa que tipo de segredo lusitano interessaria às potências estrangeiras.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Comitiva do Temer para o feriadão do Carnaval já está na Marambaia


O staff de Temer já está a postos para o feriadão de Carnaval. 
por O.V.Pochê

Temer formou um galera de 60 pessoas para acompanhá-lo à Restinga de Marambaia, onde passará o Carnaval. Só a primeira-dama Marcela, segundo revelou o colunista Lauro Jardim, do Globo, requisitou 20 funcionários. Depois da repercussão da megacomitiva do megafarofão, o  Gatsby do Planalto teria reduzido o staff para 40 pessoas. O problema é que alguns deputados de folga teriam pedido para fazer parte do bloco do feriadão em troca de voto favorável à reforma da Previdência. Pode ser incalculável o quorum do fim de semana.
Se você voar pela ponte-aérea e ocupar o lado direito da cabine no trajeto Rio-São Paulo e, na volta, acomodar-se na janela do lado esquerdo, provavelmente verá a turma à milanesa na faixa de areia da Marambaia. O staff e os parças já chegaram. Um internauta enviou para o blog a foto acima. 

Notícia sem auxílio moradia...

Luiz Fux tomou posse no TSE e o Globo publicou ontem uma longa entrevista com o ministro, que ocupou toda a página 3 do jornal. Digamos que o texto tenha 1.500 palavras ou perto disso. Nenhuma delas é "auxílio" ou "moradia". Fux é o protagonista do escândalo que resultou dessa farra de privilégios. Há três anos, ele determinou em liminar o pagamento da inacreditável "mordomia" a todos os juízes.Além disso, tem uma filha desembargadora que é beneficiária da sua decisão.

Hoje, na Folha, Jânio de Freitas escreve: "Luiz Fux está poupado em uma situação grave da qual é o criador. E o será, ainda, da provável consequência onerosa do julgamento pelo Supremo, quando ocorrer e seja qual for o resultado: com o tempo, o assunto chegou a um nível de tensão em que o vencido, ou se julgará usurpado, ou, sendo outro, acirrará a exaltação lançando-a também contra o Supremo".

Não importa ao jornalismo se o "tema" da entrevista era o TSE. Notícia não se submete a "tema".

Há várias hipóteses: os repórteres não fizeram a pergunta sobre o auxílio aluguel; ou perguntaram e o ministro não respondeu, e isso deveria estar registrado no texto; o editor recomendou aos repórteres que não tocassem no assunto; ou a entrevista foi "negociada", com o ministro aceitando receber os repórteres com a condição de não falar no escândalo da mensalidade amiga das moradias. .

Em nenhuma das variáveis acima o jornalismo fica bem na fita.

Do Jornalistas & Cia: Jornal do Brasil às vésperas da volta da edição impressa

Reproduzido da edição n°1.139 do  informativo Jornalistas & Cia, de 7 a 14 de fevereiro de 2018.

Folha abandona Facebook e Mark Zuckerberg ameaça atear fogo às vestes...


por O.V. Pochê 

A Folha congela conta no Facebook. O jornalão está incomodado com a nova política de Mark Zuckerberg, que reduz a visibilidade das empresas de midia e privilegia conteúdo individual.
Vizinhos da mansão do empresário revelam que ele está sem dormir desde então.

Não se sabe qual será o futuro do Face sem as opiniões e o noticiário dos Frias. Zuckerberg teria se desesperado.

A família teme que, sem a Folha, ele se refugie nas drogas ou na Cientologia.

Ao lado, a dramática reação do Zuck no momento em que foi informado que a Folha discutiu a relação parou com o Facebook.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fatos & Fotos...

Inverno complicado: Paris tem, agora, a maior nevasca desde 1987 e... 

...há poucos dias, sofreu com uma grande cheia do rio Sena. Fotos Prefeitura de Paris
Viaduto que já estava condenado desaba em Brasília. Foto Agência Brasil
Vem Doar pra Mim: é a quarta edição do bloco que apela para a solidariedade dos cariocas e convoca a popuação a doar sangue no Hemorio. Foto Agência Brasil

Operação da PM em apenas uma favela - a do Bateau Mouche, na Praça Seca, Jacarepaguá, no Rio, apreendeu 104 motocicletas.  Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) apontam que 93% dos crimes de roubos a transeuntes, veículos e letalidade violenta, são praticados por criminosos utilizando motocicletas. Foto PMRJ

Circula nas redes sociais: ensaio geral para o Lava-Pé da Semana Santa no STF. Reprodução Twitter

Lembra do computador HAL, do filme "2001 - Uma odisseia no espaço"? Descendentes dele são acusados de ter derrubado o mercado financeiro global na última segunda-feira

Como o computador HAL 9000, do filme "2001-Uma odisseia no espaço", que assumiu o controle da nave
Discovery, programas de inteligência artificial começam a mandar em Wall Street.  

por Flávio Sépia

Confira no noticiário: a palavra da semana é... "volatilidade". Foi usada à exaustão nas últimas semanas em matérias sobre bitcoins. A bitcoin é, você sabe, uma das manifestações "anarquistas" da internet. Criou, virtualmente, através de algoritmos, um sistema financeiro paralelo e global.

As instituições financeiras tradicionais, bancos e bolsas de valores, reagem, sentem-se ameaçadas, e acusam as moedas virtuais de montarem um esquema de "pirâmide". Não são confiáveis, e não passam de uma bolha - dizem. De fato, a bitcoin e outras criptomoedas tiveram suas cotações disparadas e, agora, entraram em queda brutal. Muita gente perdeu dinheiro. São "voláteis", são ameaças ao sistema financeiro mundial, repercute a mídia, que pede intervenção das autoridades.

Com a violenta queda da Bolsa de Valores de Nova York, na segunda-feira, a "volatilidade" ganhou mais força ainda nos cadernos de economia, além de ter dado prejuízo a muitos investidores. Só que atingiu o mercado tradicional. E há também algoritmos nessa sombra. No ano passado, o Wall Street Journal alertou que os "robôs de investimento", que fazem transações autônomas em milésimos de segundo, começam a prevalecer na Bolsa de Valores de Nova York. São algoritmos que determinam a compra e venda papéis em uma velocidade que deixa operadores humanos a anos-luz de distância. Mesmo pré-progamados, eles agem tão rápido que operadores não conseguem reverter suas decisões, a não ser depois de efetivadas e, às vezes, com consequências catastróficas.

A inteligência artificial que faz transações financeiras tem sido comparada ao computador HAL, do filme 2001- Uma odisseia no espaço. Já se "empoderou" como registra outra expressão em moda.

"A venda atual do mercado global foi impulsionada por computadores e não pelos receios dos comerciantes em relação aos indicadores de mercado", disse à NBC, ontem, um estrategista da consultoria Lombard Odier.

A mídia americana acusa esses robôs de investimento de terem provocado a recente queda da bolsa em mais de 800 pontos em cerca de cinco minutos.

Se a bitcoin é movido a algoritmos, e, agora, os mercados financeiros tradicionais tem os "robôs investidores", haja "volatilidade" em um mesmo dia.

Na criptomoeda ou nas bolsas, economistas indicam que quem corre risco de se "volatilizar" é o investidor comum.

No mercado financeiro brasileiro, pelo que se sabe, há uma empresa que usa robô apenas como consultor, ainda não como operador direto.

A Bolsa de Valores de São Paulo sofreu as consequências da atuação dos robôs investidores de Wall Street e nem anotou a placa do caminhão que a atropelou.

A partir de agora, quando você ouvir ou ler colunistas engravatados ou de terninhos interpretando tendências do mercado financeiro e agências de risco fazendo previsões, pergunte se o distinto ou a distinta conversou com os robôs.

Fotógrafo da Magnum mostra a destruição da Mata Atlântica e o trabalho de cientistas que encontram na floresta respostas para o passado remoto do Brasil



O Brasil é destaque no site da Magnum. Uma série de fotos de Moises Saman mostra a devastação da Mata Atlântica, em Parelheiros, na Grande São Paulo. Mas a região ainda possui uma área restrita, relativamente intocada, dentro da chamada Bacia de Colônia, que recebe cientistas - entre os quais Marie-Pierre Ledru, do Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento - à procura de amostras de plantas e  movidos por uma pergunta: por que as florestas tropicais são tão ricas em espécies?

"Durante várias décadas, os cientistas têm feito esta pergunta sem muito sucesso - até agora. Geralmente, quando se trata de traçar a história da Terra ao longo de centenas de milhares de anos, usamos núcleos de gelo ou sedimentos marinhos; Em casos raros, os sedimentos em lagos nos permitem rastrear os climas passados ​​das regiões temperadas. Mas nos trópicos do hemisfério sul, nenhum registro continental ainda nos permitiu juntar climas em tais escalas de tempo", escreve o peruano Moises Saman, fotógrafo da Magnum desde 2014, e autor de fotorreportagens para New York Times e Time, entre outras publicações. Ele cobriu as guerras do Iraque, Afeganistão, Síria e a Primavera Árabe,

Área devastada em Parelheiros (SP). Foto de Moises Saman/Magnum (link para o site oficial da agência, abaixo)

A cientista Marie-Pierre Ledru na Bacia de Colônia. Foto de Moises Saman/Magnum (link para o site oficial da agência, abaixo)

A Bacia de Colônia, formada há milhões de anos, é um campo excepcional para pesquisa. O trabalho dos cientistas, apoiado pelo BNB Paribas, investiga uma região crítica onde índios guaranis ainda tentam sobreviver em meio à urbanização no entorno. A área tem um diâmetro de 3,6 quilômetros e 275 metros de profundidade. A depressão torna-se especial por ter acumulado sedimentos por centenas de milhares de anos. Através desse material, é possível investigar as mudanças climáticas do passado na floresta brasileira. Um núcleo de perfuração de 14 metros de profundidade permitiu uma análise das mudanças hidrológicas, a variabilidade das temperaturas e a biodiversidade nos últimos 250 mil anos - informa o texto no site da Magnum. Abre-se, como diz o título da matéria, uma janela para o passado do Brasil.

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