quinta-feira, 14 de junho de 2012

Presidente do Banco Central está em alta no Planalto

por Eli Halfoun
Pelo menos um nome da área econômica está com o prestígio cada vez mais alto com a presidente Dilma Roussef. O prestigiado (no caso não é prestigiado como técnico de futebol que é demitido imediatamente após o anúncio de que está prestigiado) é Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. No Planalto, ele é considerado um homem de números frios, ou seja, reais e verdadeiros, além de estar e sempre atento a todos os movimentos econômicos. Os maiores elogios ficam por conta de Tombini não misturar política com economia, o que faz com que suas análises sejam cada vez mais acreditadas. Outro ponto elogiado são suas previsões, como por exemplo, a de que os juros cairiam (estão caindo). As previsões do ministro da Fazenda Guido Mantega não têm sido tão acertadas assim. E não é de hoje. (Eli Halfoun)

Pesquisadores brasileiros ligam ônibus na tomada

Foto Divulgação
O turminha de mentalidade colonizada neo-liberal deve está inquieta com a informação de que o Brasil - que investiu em pesquisa, nos últimos dez anos, mais do que nos 500 anteriores - desenvolveu uma vacina inédita contra esquistossomose. Como assim?  Não é melhor pagar royalties ao laboratório de primeiro mundo e deixar que o Brasil se preocupe em produzir cocares mais coloridos? Assim pensa a triste quadrilha empresarial e política que combate qualquer avanço social ou econômico como se fosse uma ameaça aos seus feudos. Mais inquieta ainda ficará a gangue com a notícia de que o Brasil é um dos poucos países que já dispõe de tecnologia viável, não é ficção científica, para o ônibus elétrico. Uma parceria entre a Coppe/UFRJ, que "horror", diriam, "uma instituição pública???-  e a empresa brasileira Tracel desenvolveu um ônibus híbrido movido a hidrogênio e energia elétrica, com capacidade para 70 passageiros. Mais silencioso que os movidos a diesel, o ônibus tem autonomia para 500km, dispõe de internet sem fio e tomadas para que passageiros possam carregar seus aparelhos eletrônicos. O protótipo é uma atualização de um modelo lançado pela Coppe em 2010. De acordo com o diretor-executivo da Tracel, José Lavaquial, a tecnologia já está pronta para ser vendida para empresas de transporte urbano ou fabricantes de ônibus.

Já é uma pizza

por deBarros
Um desembargador proferiu nulidade das escutas e ilegais todas as provas do caso Carlinho Cachoeiras. Seguindo essa linha jurídica,  se o TFR anular aa gravações, a Operação Monte Carlos acaba. Em razão disso, Carlinhos Cachoeira e os demais presos seriam soltos e, em consequência, tudo que envolve a operação Monte Carlo – ação penal contra o grupo, inquérito contra o senador Demóstenes Torres e a CPI - seria considerada nulo. Esse desembargador, então juiz, se não me falha a memória, foi quem anulou as provas recolhidas em um escritório do marido da filha do senador Sarney, Roseana Sarney, onde fora encontrado – em dinheiro vivo – mais de 1 milhão de reais.  Ainda hoje, no jornal a Folha de São Paulo, o ex-ministro da Justiça no governo do ex-presidente Lula da Silva, Marcio Thomaz Bastos, no momento advogado do senhor Carlinho Cachoeiras, escreve um laudatório artigo na defesa  de seu cliente, com o título da matéria: “Serei eu o juiz do meu cliente"? Pelo marchar do caso Carlinho Cachoeiras e a operação Monte Carlo, vamos chegar a conclusão de que, na verdade, os grandes culpados – não diria criminosos – seriam o povo brasileiro ou aqueles que ousaram levantar provas e acusar pessoas envolvidas em atos criminosos contra a sociedade. Isso quer dizer, que no Brasil de hoje, o Brasil do PT e seus militantes e líderes, os contraventores, agentes corruptores, estelionatários e demais foras-da-lei não serão mais considerados criminosos e como tal podem continuar a exercer essas funções – antes consideradas ilegais – porque estarão protegidos por aqueles que tomaram a lei em suas mãos. Não afirmam que o “mensalão”  não existe, ou que não existiu?  E  que o instrumento ilegal contábil, reconhecido como “Caixa 2”, é uma praxe no processo político brasileiro? E transportar mais de 1 milhão e quinhentos mil reais em bolsas a tiracolo pelas ruas de São Paulo para comprar um falso dossiê contra um político da oposição seria válido dentro desse processo político petista que está sendo implantado no país? Ás favas a legalidade, a honestidade, o cumprimento do dever porque um valor mais alto se levanta: os interesses e a política desonesta e infame do partido que governa o Brasil se impõe.

Advogado de Cachoeira não muda de beca para não perder a sorte

por Eli Halfoun

Considerado o mais bem pago advogado do país, Márcio Thomaz Bastos, que hoje tem a difícil tarefa de defender Carlinhos Cachoeira, tem suas manias, como revelou em recente entrevista para a revista Poder. Aos 56 anos, o ex-ministro da Justiça jamais pronuncia a palavra azar e no tribunal usa há 30 anos a mesma beca porque acredita que ela lhe dá sorte. O advogado tem outra beca de plantão, mas está esquecida no armário: "Comprei uma em Paris, mas nunca usei. A antiga sempre me dá muita sorte". Vai precisar mesmo. Agora mais do que nunca. (Eli Halfoun)

Corinthians registra o nome Itaquerão para não perder dinheiro

por Eli Halfoun

Jogada de mestre: como não estava conseguindo associar o nome de nenhum produto ao seu novo estádio, que ficou conhecido mesmo como Itaquerão, o departamento de marketing do Corinthians resolveu mudar a tática e registrou o nome Itaquerão e agora o está comercializando com todos as empresas que quiserem associar seus produtos ao Corinthians. Com o nome Itaquerão registrado e devidamente ligado ao Corinthians, o clube entra em campo vendendo a expressão para clientes de todos os tipos que queiram usar ou rotular novos produtos com ou sem o símbolo do Corinthians. Uma justa opção: não é todo mundo que quer seu produtor marcado pela torcida corintiana. (Eli Halfoun)

Aposentadoria de ministros pode retardar julgamento do mensalão

por Eli Halfoun

O julgamento do mensalão começará com alguns, digamos, problemas técnicos. Um deles é que no dia 3 de setembro, ou seja, um mês após o início do tão esperado julgamento, o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e não poderá escapar da aposentadoria: como será, queira ou não queira, substituído Peluso só terá uma alternativa que é votar antecipadamente. Se não declarar seu voto o novo ministro indicado pela presidente Dilma Roussef votará em seu lugar e para isso precisará ler todo o processo de mais de 50 mil páginas para poder dar seu parecer e voto. Como outros ministros também estão na bica da idade de aposentadoria obrigatória o julgamento do mensalão corre o risco de ser prolongado mais do que deveria o que não aconteceria se o julgamento tivesse sido iniciado antes de tanta enrolação. (Eli Halfoun)

O passado passou. Povo só lembra do presente

por Eli Halfoun
Barretão, ou melhor, o cineasta Luiz Carlos Barreto, que tanto fez e faz pelo cinema nacional, publicou na coluna de Ancelmo Gois em O Globo artigo no qual faz uma espécie de defesa de José Dirceu, acusado de ser o cabeça do mensalão. Barreto acha estranho que tudo o que se fala de Dirceu se atém aos fatos ligados ao mensalão, como se ele tivesse nascido com o escândalo. Antes de qualquer julgamento, Dirceu foi praticamente condenado pela maior parte da mídia e população. Só a justiça dirá se mídia e povo erraram e se precipitaram. O passado heróico de José Dirceu, que lutou incansavelmente pela democracia, parece realmente não ter existido desde que ele virou um dos principais acusados do mensalão - acusado, mas até agora inocente já que não foi legalmente julgado e condenado. É sempre assim: qualquer criminoso (a palavra é forte, mas é só para exemplificar) só é lembrado pelo crime que cometeu. Se tudo o que se tem dito e publicado for realmente provado a conclusão é simples: foi o próprio Dirceu quem enterrou o seu passado trocando-o por um presente que não honra aquele passado de luta com mo qual ele deveria ser lembrado e reverenciado para sempre, se ele mesmo não tivesse estragado tudo, o que é realmente uma pena. Dirceu merecia destino melhor. O Brasil também. (Eli Halfoun)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os salários que humilham o salário mínimo do país

por Eli Halfoun
Quase todo brasileiro de classe média tem inevitavelmente dois sonhos fundamentais: o da casa própria e o de conseguir um seguro e bem pago emprego público no qual geralmente trabalha (quando trabalha) bem menos do que deveria. A garantia de um bem remunerado emprego público sempre esteve presente no desejo-esperança da maioria do povo. Esse desejo certamente aumentou muito e virou tábua de salvação desde que começaram a se disponibilizados na internet os salários que os funcionários das Câmaras de Vereadores, de Deputados e do Senado ganham. São salários milionários quer até ofendem os miseráveis que ainda dependem de um mínimo salário mínimo. Nada contra um bom funcionário ser bem pago (não é exatamente o caso dos chamados servidores públicos) desde que produzam o suficiente. Os salários públicos que a transparência (muita coisa ficará escondida, ou seja, nada aparente) está disponibilizando para que o povão (que é quem paga a conta) saiba agora são mais do que uma fortuna mal aplicada. É uma agressão contra a maioria da população que carrega esse país – e não é de hoje – nas costas. (Eli Halfoun)

Carminha e Nina: quem é a verdadeira vilã de “Avenida Brasil”?

por Eli Halfoun
Em princípio a vilã da novela "Avenida Brasil" é a personagem Carminha (excelente interpretação de Adriana Esteves), mas pensando bem a suposta mocinha Rita-Nina (Deborah Falabella) também é uma espécie de megera disfarçada em sua sede de vingança que ela chama erroneamente de justiça. Nina tem os mesmos desvios de conduta e caráter de Carminha: mente, engana, é dissimulada e só não comete as mesmas maldades certamente por falta de oportunidade, embora não deixa ser uma tremenda maldade esconder a verdade de alguém que está sofrendo como Jorginho (bom trabalho de Cauã Raymomnd) e de quem ela supostamente quer salvar, ou seja, o pacato Tufão (Murilo Benício). O comportamento de Carminha e Nina é praticamente semelhante e fica difícil saber qual delas representa o "bem" e o "mal". Aliás, essa "Avenida Brasil" está recheada de personagens de caráter duvidoso, assim como a Avenida Brasil de verdade está repleta de buracos. Silas (Aílton Graça) engana Monalisa (Heloísa Pérrisse e os amigos; Diógenes (Otávio Augusto) engana o filho escondendo a mãe), Max é um mau-caráter oportunista; Cadinho é um mau caráter afetivo e divertido (haja dinheiro para ter vidas tão paralelas) e por aí vai. Não sobra quase ninguém que realmente preste (as exceções talvez sejam Tessália, Adauto e uma das outras empregadas da "pensão" do Tufão). O resultado é que a boa trama, embora às vezes confusa, de "Avenida Brasil" está traçando mesmo sem quer um perfil da sociedade moderna interesseira. (Eli Halfoun)

Em tempo: estou doido para achar um emprego como o da Nina em que eu possa sair e mentir na hora que bem entender, largar o serviço pela metade ficar ouvindo atrás das portas e ainda por cima ser adorado e elogiado pelo patrão. Parece até emprego público. (E. H.)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Torcedor com mais de 70 anos, que viu jogar Pelé, Garrincha e Maradona, afirma: Messi é melhor!

por Nelio Barbosa Horta              
Aprendi que existem experiências que levamos para o resto de nossas vidas. Entre  minhas paixões, o futebol sempre se mostrou em destaque, como prioridade. Quando eu tinha 13 anos, fui jogar no infanto-juvenil do Vasco da Gama, clube pelo qual tenho a maior admiração, embora  torça pelo Flamengo. Naquela época, eu estava no ginásio e meu pai, enfrentava grandes dificuldades para custear meus estudos (ele era crupiê em um cassino que tinha sido fechado). Joguei no juvenil do Vasco, que pagou, durante um tempo, os meus estudos, como fazia com todos os jovens que vinham do interior para se aventurar no esporte. Isto significa que eu acompanho o futebol, com grande interesse, há mais de 60 anos! Vi grandes jogadores, craques de todos os estilos e que marcaram a minha vida como que compensando a minha grande frustração de não ter seguido no futebol.  Entre os grandes jogadores, em todas as épocas, estava Pelé, que juntamente com Garrincha foram considerados os maiores do mundo. Recentemente, houve uma discussão de quem teria sido melhor: Pelé ou Maradona?  Difícil dizer, pois os dois foram grandes, cada um em sua época. Aí é que está a questão: a  época, a forma de jogar, a marcação, hoje infinitamente mais dura, à base do preparo físico e do conjunto.
O Barcelona, como se pôde ver no jogo contra o Santos, e a seleção da Argentina, no jogo com o Brasil, não têm atacante fixo, parado lá na frente, esperando a bola chegar até ele. Dominam todas as partes do campo, saem em bloco e voltam todos com a mesma velocidade com que atacam. Aí é que aparece a genialidade do Messi, encontrando espaços para  dar os passes precisos e correndo para receber em condições de marcar, como fez contra o Brasil. Na seleção brasileira, sobram ingenuidade e um esquema inteiramente superado: a colocação dos zagueiros pelos lados, em linha, facilita o lançamento em profundidade pelo meio, onde deveria haver um líbero que as equipes européias ainda usam com perfeição. Só quem já jogou futebol conhece a malandragem da Argentina. Eles esperam os nossos garotos correrem feito uns desesperados, ficam observando, tocam a bola e marcam só em contra-ataques, onde a categoria do Messi está sempre presente.
Na época do Pelé e Garrincha, os defensores esperavam, esperavam... e davam tempo de se fazer uma grande jogada ou até de parar com a bola como fez o Garrincha com a defesa da seleção da Rússia, há alguns anos.  Por isso acho que, no futebol jogado hoje, é muito mais difícil alguém se destacar como vem fazendo o Messi, verdadeiro gênio, que se preparou desde os 13 anos para mostrar que a sua genialidade é superior à de Pelé, Garrincha e Maradona, que, nas suas épocas foram grandes, mas indiscutivelmente, sem enfrentar os obstáculos e a marcação de hoje. Com relação à seleção brasileira que se prepara para as Olimpíadas, uma advertência: o goleiro Rafael é bom... para o Santos. É preciso um goleiro mais experiente. Temos que modernizar a maneira de jogar. Todos têm que atacar e defender, com um pouco mais de calma, exatamente como fazia a seleção do Brasil quando era dirigida pelo Zagalo. Aquela seleção parecia estar sendo dominada e saia nos contra-ataques, arma mortal no futebol, atualmente. Aí, pode ser que apareça, em destaque, algum jogador como o argentino Messi. Os argentinos, cuja seleção não é das melhores, devem achar que fazem gol contra o Brasil à hora em que quiserem, sem se preocupar com a defesa brasileira, fraca  e  ingênua. Nos treinos da seleção do Brasil, os garotos exibem grandes dotes circences: jogam a bola sobre a cabeça, dão cambalhotas, uma, duas, três vezes, fazem malabarismos dignos de um artista, mas na hora do jogo, o que se vê é um grupo de maratonistas, sem comando. Nesta jovem seleção, com idade olímpica, salvam-se o Marcelo e o Hulk. O resto da equipe seria derrotada facilmente pelo Rosita Sofia, que os mais velhos devem se lembrar.. (Nelio Barbosa Horta)

domingo, 10 de junho de 2012

Ivan Lessa: mais um nome riscado do caderninho

por Eli Halfoun

Envelhecer é inevitável e, portanto, não adianta procurar a tão sonhada fonte da juventude eterna porque ela não existe. Ficar velho, mas não necessariamente ultrapassado traz, como tudo na vida, muitas vantagens e desvantagens. Entre as vantagens a mais importante é, sem dúvida, a experiência que, no caso, é também um sinônimo de sabedoria. Entre as desvantagens, que também são naturais porque, afinal, a vida é feita muito mais de desvantagens do que de vantagens, a mais cruel é a de a cada mês ou menos ter de riscar do caderno de telefones o nome de mais um amigo, conhecido ou profissional sempre admirado. Tive pouco contato com o recém falecido escritor e jornalista Ivan Lessa, um profissional da melhor qualidade e um papo sempre esclarecedor e animado. No texto que a "Folha de São Paulo" publicou o que mais me chamou a atenção foi a lembrança de que Ivan Lessa foi um dos criadores do "Pasquim" ao lado de Millor Fernandes, Paulo Francis, Tarso de Castro e Sergio Cabral.  Do grupo só Sergio Cabral está aí firme e forte (tomara que cada vez mais) escrevendo livros, criando espetáculos e pontificando cada vez mais como um ser humano fantástico e um profissional exemplar e apaixonado por seu trabalho. Na verdade, uma missão. Ivan Lessa deixa também, entre muitas outras coisas, esse apaixonado exercício de escrever. Mesmo muito doente fez questão de escrever suas crônicas até o fim. Se pudesse, certamente Ivan Lessa escreveria agora a crônica de sua morte, que não seria, tenho certeza, um texto de despedida. Simplesmente porque Ivan estará definitivamente vivo através de seus textos. Como permanecem vivos seus pais, os escritores Orígenes Lessa e Elsie Lessa. Ivan é apenas mais um nome riscado do caderninho de telefones, mas não da memória, que é o grande arquivo da vida de quem teve e tem competência para chegar até a velhice. (Eli Halfoun)

sábado, 9 de junho de 2012

Impostos podem deixar namorados sem presentes

por Eli Halfoun
Além de abraços e beijos apaixonados, o Dia dos Namorados reserva também uma gulosa mordida tributária. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, os impostos farão uma festa com cobranças de fazer terminar qualquer namoro. Quem estiver pensando em presentear o namorado com um relógio perderá a hora levando uma mordida de 51,14% em tributos. Para as jóias de uma maneira geral os tributos serão de 50,44%. As taxas de impostos variam de presente para presente: aparelho MP3 será tributado em 49.45% , o DVD em 44,20% e as câmeras fotográficas em 44,75%. Até os presentes mais simples não escaparão do feroz apetite tributário. Para uma caixa de bombom, o tributo é de 37,61%, as sempre românticas flores terão taxa de 17,71 enquanto um ursinho de pelúcia receberá acréscimo de 29,92%. Se a idéia é apenas sair para jantar a noite de comilança ficará bem mais cara com tributos de 32,31%. A sugestão é terminar o namoro um ou dois dias antes do Dia dos Namorados e reatar um mês depois. Assim você não ficará livre de dar um presente no momento de reatar o namoro, mas certamente não precisar cair nas absurdas e nada amorosas garras do "leão" federal, estadual e municipal. (Eli Halfoun)

Com uma canetada, agência de (des) regulamentação causa prejuízo ao governo de 320 milhões de reais

por Gonça
Que as agências de (des) regulamentação criadas pelo neoliberalismo tucano são, digamos, mais suscetíveis às reivindicações das empresas privadas do que à preservaç]ão do interesse publico, quanto a isso a trajetória desses nichos ao estilo raposa-tomando-conta-do galinheiro é didática. Mas, agora, exageraram. Matéria publicada na Folha de hoje denuncia que uma simples canetada vai gerar um prejuízo de 320 milhões de reais aos cofres públicos. Em 2003, relata a reportagem, a Polícia Federal consultou a Anatel sobre a disponibilidade de frequência de rádio entre 300 e 400mhz - mesma faixa que muitos países reservam para a  segurança pública. Apesar disso, a agência de (des) regulamentação indicou a faixa de 460mhz. A PF comprou os equipamentos adequados à  frequência reservada. Todo o sistema, que começou a se instalado para o Pan 2007, ficou pronto em 2010. Agora, a des-agência destina a frequência de 460mhz para a telefonia rural (haverá leilões milionários)  e passa a PF para  380mhz. Se a faixa de 460mhz é mais indicada para a telefonia rural, por que, há nove anos,  foi destinada à PF? A Folha acrescenta que o sistema, que duraria 20 anos, deverá ser trocado. A pergunta que não quer calar: o que é melhor jogar no lixo? Os milhões do contribuinte ou essa tal agência de herança tucana? 

Uma péssima jogada de Luxemburgo no caso Ronaldinho X Fla

por Eli Halfoun
Leio que o técnico Wanderley Luxemburgo se ofereceu para depor contra Ronaldinho Gaúcho na novela policial que envolve o jogador e o Flamengo. Pelo que sei e toda a torcida também sabe, Luxemburgo não quer prestar nenhum bom serviço ao futebol e muito menos ao Flamengo: ele só quer vingança porque Ronaldinho teria sido o motivo maior de sua dispensa como técnico rubro-negro. Está parecendo coisa de vizinha ofendida, além de ser uma "trairagem" desnecessária e negativa. Que atleta sob seu comando acreditará em um técnico que trai a confiança dos atletas e como uma velha fofoqueira vem a público lavar a roupa suja que deveria ser mantida no próprio clube? Luxemburgo já passou por maus momentos pessoais e profissionais e na época saiu atirando pra todo lado criticando mídia e dirigentes. Não me lembro de nenhum atleta ter se oferecido para depor contra o técnico. Só isso seria motivo suficiente para Luxemburgo ficar na dele até porque com a atitude que ameaça tomar a torcida ficará contra ele (o povo não gosta de traidores) e não contra Ronaldinho que por mais que venha sendo rejeitado ainda é inegavelmente um craque - um craque que todos os que gostam de bom futebol, esperam se reencontre no Atlético Mineiro.
Publicidade também está com um, pé atrás

Ronaldinho não está sendo rejeitado só pelas torcidas: está perdendo contratos publicitários porque nenhum maqueteiro acha conveniente pelo menos por enquanto associar seu produto a imagem do "dentuço". O próximo problema que o jogador pode enfrentar é com a Coca-Cola, que o tem como contratado até 2014. Ocorre que quando foi apresentado pelo Atlético, Ronaldinho apareceu na entrevista coletiva e, portanto, nos programas de televisão com duas latinhas da Pepsi e a Coca evidentemente não gostou. A primeira rejeição publicitária feita a Ronaldinho foi do banco BMG que embora seja parceiro do Atlético não quis envolver-se na contratação de Ronaldinho. Agora que a conta bancária começará a diminuir talvez Ronaldinho tome jeito. Falta de dinheiro (no caso dele apenas um pouco menos) é sempre um santo remédio para várias situações e com Ronaldinho não será diferente. (Eli Halfoun)

 

Processo de Silvio Santos contra o “Pânico” é apenas preservação de imagem

por Eli Halfoun
A televisão se impôs com tanta força no país e no mundo (é sem dúvida o nosso mais poderoso veículo de comunicação) que também impôs aos jornais e revistas a obrigatoriedade de abrir espaço cada vez maior para tudo o que se relaciona com a programação (novelas especialmente) e bastidores. Há anos (e bota anos nisso) os jornais resistiam ao assunto televisão (não queriam dar colher de chá) e mal cediam pequenos espaços (geralmente apenas notinhas) para tratar do assunto. Novos tempos: agora todos os jornais dedicam páginas e até cadernos para fazer da televisão um dos principais assuntos do noticiário diário. Um dos assuntos que mobilizou a, digamos, "mídia especializada" nos últimos dias foi o processo movido por Silvio Santos proibindo que a turma do "Pânico", com quem sempre manteve amistosas relações, se aproxime dele. O inesperado pedido de Silvio tem um único motivo: além de evitar um constante incômodo, Silvio não quer que sua presença seja (sempre é) um motivo para reforçar a audiência do programa que é seu concorrente direto nas noites de domingo. Quando o programa era da Rede TV não importava muito porque ninguém via mesmo. O que se noticia agora é que o Pânico terá de pedir desculpas públicas para Silvio Santos, o que certamente mudará uma das praxes do programa que é a de não desculpar-se com ninguém. Besteira: pedir desculpas não é demonstração de covardia ou medo. Pelo contrário: é a forma mais elegante e corajosa de reconhecer um erro e corrigi-lo. Além do mais Silvio Santos, que é um "boa praça" com todos, tem todo o direito de preservar uma imagem construída em, mais ao de 50 anos de carreira e não permitir que seja utilizada como reforço de seus concorrentes. Ainda mais quando é de graça. (Eli Halfoun)

Mesmo sendo uma incógnita julgamento do mensalão é passo firme para fim jogo sujo

por Eli Halfoun
Se não houver nenhuma mudança enfim sabemos que o julgamento do mensalão começa no dia 1 de agosto, mas não se sabe quando acabará. Há uma enorme e plenamente justificada descrença popular em torno das punições que poderão ser aplicadas. É evidente que muitos acusados conseguirão ficar livres (como, aliás, sempre acontece com os poderosos). Não importa o tamanho das penas que serão (serão?) aplicadas e cumpridas. Importante mesmo é que finalmente o mensalão deixará de ser apenas um monte (fala-se em mais de 50 mil) de folhas de papel que compõe o processo histórico para transformar-se em um julgamento real que certamente não aconteceria (como não aconteceu) em um também condenável passado recente. O julgamento do mensalão é o primeiro e fundamental passo para que pelo menos se tente diminuir o jogo sujo que é a mais forte característica da quase sempre vergonhosa política brasileira. O Brasil está mudando e só mudará mais e para bem melhor quando se livrar (cabe a nós) dos políticos que só pensam e não importa como, em engordar suas contas bancárias, o que, aliás, também têm feito com muita facilidade.  (Eli Halfoun)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Deu na Carta Capital: para bom entendedor...

LEIA O ARTIGO DE MINO CARTA NO SITE DA CARTA CAPITAL. CLIQUE AQUI

Gabriela, Cravo e Canela na Amiga: uma fotonovela... com fotos da novela.




Hoje, uma edição especial como essa aí reproduzida, seria quase impossível. Exclusividade, direitos autoriais, direitos de imagem, interesses empresariais tornariam o produto inviável economicamente. Mas a Amiga lançou essa revista de fotonovela em 1975. O roteiro adaptado era, claro, de Jorge Amado. Confira nas reproduções acima os inesquecíveis Paulo Gracindo, Armando Bogus, Jayme Barcellos e  Dina Sfat contracenado com Sonia Braga e Ari Fontoura.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os santos são os super herois modernos? Artista plástico italiano diz que sim

Reprodução
Reprodução
por JJcomunic
Apaixonado pela religiosidade, o artista plástico italiano Igor Scalisi Palminteri criou esculturas de santos que vestem roupas de herois dos quadrinhos. A série de obras se chama "Hagiographies’. O artista rejeita qualquer insinuação de blasfêmia e diz que os santos católicos são hoje o conceito moderno que mais se aproxima dos super herois e que, para milhões de pessoas, são modelos a imitar.
Leia mais no site Taxi, clique AQUI

Gabriela nem chegou e Juliana Paes já está faturando uma graninha...

A Hope chegou antes e capturou a morena. Juliana Paes estrela a nova campanha da marca. Fotos: Reproduções

Ray Bradbury contou o que viu, o macartismo nos anos 50, e acertou no que não viu: os nossos anos de chumbo dos anos 70

por Gonça
Ray Bradbury era um dos nomes mais celebrados da ficção científica. Morreu na última quarta-feira, aos 91 anos. Ele costumava dizer que não fazia ficção científica, escrevia fantasias.Pelo menos duas dessas "fantasias" conquistaram gerações: "Fahrenheit 451" e "As crônicas marcianas". O primeiro, certamente inspirado na perseguição nazista aos intelectuais, retratava o cenário político dos anos 50, tempos do macartismo e da Guerra Fria. No segundo, Bradbury imaginou a colonização de Marte, o cotidiano de um planeta estranho que refletia questões do mundo real, o medo da Bomba H, por exemplo. Nos anos de chumbo - e já falo aqui dos sombrios Anos 70 neste nosso planeta tropical - os dois livros eram leitura obrigatória. Com censura, opressão, sequestros políticos, torturas e assassinatos, vivíamos o Fahrenheit brasileiro. Já "As crônicas marcianas" eram o ingrediente psicodélico daqueles dias. Tristes dias que os livros de Bradbury ajudaram a iluminar. 

“Pânico” precisa reagir para não acabar no lixo do mau gosto

por Eli Halfoun
Se a turma do "Pânico" não tomar cuidado acabará jogando no lixo a criativa fórmula de um programa que pretendia ser engraçado, mas está se transformando rapidamente e cada vez mais em um esquema grotesco, agressivo, de mau gosto e que, portanto, não tem a menor graça. Em nome da audiência (que, aliás, não é das melhores mesmo agora que está na Band) o programa fica parecendo cada vez mais com aquelas breguices apelativas das quais felizmente a televisão parece estar abrindo mão inclusive em seus mais populares programas. O suposto humor do "Pânico" está limitado agora a expor seus integrantes (alguns de enorme talento, como é, por exemplo, o caso de Carioca) a humilhações e até a tortura (podem ser apenas simulações comuns na televisão) que não têm nada de divertido ou engraçado. Pelo contrário: o programa tem sido um circo de horrores que só serve para dar péssimos exemplos aos seus jovens telespectadores. Humorismo de verdade não é nada do que o "Pânico" exiba ultimamente. Até as antes às vezes divertidas abordagens para entrevistar celebridades partiram para o exagero ou apenas falta de respeito com quem se dispõe a conversar com a equipe do programa. Por conta do desrespeito e das brincadeiras de mau gosto ficou inclusive difícil encontrar alguém que se disponha a dar entrevista, mesmo que seja de alguns segundos. Foi sempre grande a torcida do público e da crítica para que o "Pânico" realmente se firmasse como um novo humor. Não deu (ainda é tempo de mudar) simplesmente porque o programa não conseguiu perceber que humor de qualidade não é absolutamente avacalhação e muito menos apelação de mau gosto. Os talentosos integrantes do "Pânico" precisam urgentemente repensar o formato do programa. Do jeito que está não dá a menor vontade de ir. Só de chorar. De raiva e de pena. (Eli Halfoun)

Rafinha só emplaca SNL na Rede TV se fizer a tal da ”comédia em pé”

por Eli Halfoun
O pânico de verdade anda atormentando mesmo a direção da Rede TV e a equipe do SNL, o novo programa no qual a emissora depositou esperança e confiança na busca de uma melhor audiência nas noites de domingo depois que perdeu o programa "Pânico" para a Band. Até agora o SNL comandado por Rafinha Bastos não caiu no gosto do público e pelo visto não tem a menor chance de pegar. Embora copie a bem sucedida fórmula do "Saturday Night Live" sucesso na televisão americana há 30 anos, o nosso dominical "Saturday" (o título sugere que deveria ir ao ar nas noites de sábado) conquistou apenas 1,2 pontos de audiência em sua segunda edição, o que é quase o dobro dos 0,8% da estréia. Resultado: além de não conquistar público o programa não conquista a fundamental publicidade e até corre o risco de perder os anunciantes que já tem. Além de uma evidente rejeição do público à presença de Rafinha Bastos, o SNL não encontrou um formato ideal de produção e criação: seu humor é ruim, os quadros produzidos ainda piores e até a esperança da equipe começa a ir para o brejo. Parece que os quadros mal produzidos e sem graça são perfeitamente dispensáveis. Talvez o programa possa ter mais êxito se utilizar a equipe de humoristas fazendo o tal do stand-up (comédia em pé), que é mais barato como produção e certamente será mais atraente engraçado como atração. Esse é o esquema que faz do "Saturday" original um sucesso nos Estados Unidos. Se é para copiar que pelo menos se copie direito. (Eli Halfoun)

Templos eletrônicos não cabem em uma concessão pública de televisão

por Eli Halfoun

Primeiro veio a salutar notícia de que o governo estaria pensando seriamente em proibir a venda de horários de programas na televisão, o que de saída afetaria várias emissoras que sobrevivem à custa da venda de horários que não lhes pertencem: emissora de televisão é concessão do governo e, portanto, uma concessão pública. A medida tiraria também o poder de ataque das igrejas evangélicas que pagam milhões para transformar emissoras de televisão em templos eletrônicos e que para poder pagar o aluguel necessitam mais e mais do apoio financeiro (e tome dízimos) de seus enganados fiéis. A pressão deve ter sido tão avassaladora que um dia após o anúncio da possível proibição, veio um desmentido categórico: não haverá qualquer proibição do tipo. Embora seja democraticamente proibido proibir é urgentemente válida a intervenção do governo para preservar as concessões que lhe pertencem e pertencem ao povo.

Emissoras de televisão não podem continuar sendo utilizadas como pátio de milagres e muito menos como palanques políticos: os inquilinos de horários evangélicos sempre tem interesse em influenciar a política e os políticos e em eleger algum vereador, deputado ou senador para aumentar a presença da bancada (não seria banco?) evangélica no jogo político que, como as igrejas, também costuma passar a sua "sacolinha". A livre escolha de ser adepto de qualquer religião também faz parte do jogo democrático. Mesmo que discorde da escolha ninguém condena quem quer ser evangélico, cristão, judeu, espírita, seja lá o que for. O que se condena é utilizar importantes horários que deveriam ser utilizados para fornecer lazer, informação e educação para cometer um pecaminoso mercado da fé. Não é preciso pagar para acreditar em Deus e para ter fé, mas pagar e receber para vender a fé é e será sempre um comércio ilegal. Ainda mais quando usa um bem público, ou seja, a concessão de uma emissora de televisão para vender promessas e esperança de curas milagrosas (nunca passam de promessas como da maioria dos políticos que enganam a boa fé em todos os sentidos) de um povo que já foi enganado demais. Ou as emissoras fazem televisão de verdade ou abrem mão de uma concessão que não conseguem gerir com competência e leiloam horários como se estivessem vendendo banana em feira pública. (Eli Halfoun)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

"Não tô enteindeindo..."

Não faz muito tempo, colunistas tucanos não casavam de exaltar em notas, crônicas e artigos a verdadeira "revolução" na segurança empreendida pela longa (maior do que a gestão Hugo Chavez) governança do PSDB em São Paulo. Divulgavam números, faziam comparações, lembra?, e davam a entender que os tucanos eram exemplo mundial no combate à violência. Agora, mesmo discretamente já que ficou difícil omitir, noticiam diariamente arrastões em restaurantes, explosões de caixas bancários, invasões de condomínios, assaltos a pedestres, a ciclistas e motoristas. "Não estou enteindeindo", diria um pobre boêmio depenado de carteira, celular e dinheiro depois de um arrastão em bar da Vila Mariana.