terça-feira, 25 de agosto de 2009

Warner Bros:You must remember...


Para quem gosta de cinema: será lançado no Brasil ainda neste mês (dia 27) o DVD duplo You Must Remember This – A História dos Irmãos Warner. Trata-se do documentário dirigido por um crítico de cinema da revista Time, Richard Shickel, em comemoração dos 85 anos dos estúdios Warner Bros. Narrado por Clint Eastwood, o filme reúne cenas antológicas de filmes como O Cantor de Jazz, Casablanca, Assim Caminha a Humanidade, Um Bonde Chamado Desejo, Bonnie e Clyde e O Exorcista. Como complemento, áudios inéditos e cenas com Jack Nicholson, Humphrey Bogart, James Dean, Paul Newman, Doris Day, Alfred Hitchcock e outras feras.

Vasco, 111 anos


















Haja história e glória. Mais carioca e brasileiro, impossível. O Clube de Regatas Vasco da Gama foi fundado no dia 21 de agosto de 1898, há 111 anos, no bairro da Saúde, antiga freguesia de Santa Rita. Mais precisamente, na rua da Saúde, hoje Sacadura Cabral. Nesta homenagem virtual, algumas reproduções da revista Manchete Esportiva, publicação que se não chegou ao centenário fez história no jornalismo esportivo nos anos 50 e 60, e dos arquivos do clube. Na sequência de imagens, a partir do alto, o escudo lendário, as fichas dos atacantes Almir, um guerreiro que entrou para a história do Vasco, e o brilhante Ademir; Roberto Dinamite, a garra de um artilheiro(reprodução da Fatos&Fotos); encontro de zagueiros: Pinheiro, do Flu, e Bellini, o capitão da copa de 58 ( a foto é de 1956); o vascaíno Delém disputa a bola com o flamenguista Coppolilo, em 1959. Salve!!!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Os sem-destino


Voltando ao tema Caminho das Indias, motivo de papo instrutivo com Maria Alice, nesta sábado, no Informal do Leblon. A novela termina no dia 12 de setembro, segundo a Globo. Glória Perez, a autora, tem, portanto, dezoito capítulos para resolver numerosas pendências criadas pela trama até cravar o ponto final. Vamos à listinha? Quem lembrar de mais alguma, pode acrescentar nos comentários. Autora competente, Glória não vai querer deixar ninguém perdido no folhetim e deve ter anotado nomes e rumos em post-it colado na sala de casa pra não esquecer nenhum desfecho. Mas vai ter que rebolar, tem muita coisa no ar.

- Maya fica com Bahuan, Raj, foge para o Brasil, posa para a Playboy?

- O que será feito dos respectivos filhos de Bahuan e Raj? Haverá troca-troca ou deixa como está? Continuam como figurantes na próxima novela?

- Como será resolvido o caso do bebê-espuma? A falsa gravidez será descoberta ou a família Ananda entuba o menino que vai ser comprado ne mercado para justificar a barriga da nora do Opash? Ou o Opash vai ser avô de um travesseiro?

- A mãe do Opash será desmascarada, se joga no Ganges? Finalmente se levanta e anda pela casa como uma pessoa normal ou vai continuar sentada no mesmo almofadão, como passou toda a novela?

- Opash faz as pazes com Shankar e passa a usar uma camiseta com a frase "meu pai é meu herói"?

- O guru pilantra, Radesh, junto com a patota que armou o golpe do casamento vai para a cadeia? A noiva enganada recupera a grana do dote?

- O bad boy machão que quebra tudo fica bonzinho, vira menina, vai pra Funabem?

- E os pais dele? Principalmente o pai, que vive de dar golpe do falso acidente de trabalho para descolar um seguro? O crime vai compensar?

- A patricinha-bandida que manda sequestrar o tio acaba seus dias no Talavera Bruce, vira estilista, vai trabalhar na Daslu, na Daspu, entra para o elenco de Malhação?

- E o Raul 171, que armou a maior encrenca, fingiu-se de morto, deu desfalque na firma, faz o que, vira evangélico?

- O guarda municipal fica com a maluquete hare-krishna ou volta para a Norminha vadia?

- Tarso melhora, piora, vira Gentileza, abre uma igreja, ganha um programa de TV ou permanece doidão mas se casa assim mesmo com a Tonia, sua personal pinel?

- Yvone também vai puxar cadeia? É internada como louca? Vira senadora?

- A Cadore é desmascarada como empresa de lavagem de dinheiro? Ou finalmente vamos saber o que aqueles caras fazem para ganhar grana?

- Gopal volta pra casa? Ou assume um caso com o Raul, abre uma franquia de catador de papelão na Lapa e é feliz para sempre?

- Que destino terá Dubai. Teve uma época em que todo mundo ia pra Dubai. O que houve? Não se fala mais na cidade... o que Glória Perez vai fazer com Dubai?

- Doutor Castanho segura mesmo a parada indigesta que é ficar com a Suelen?

Desconfio que não vai dar tempo. E mesmo que essas pendências sejam resolvidas, o que vai ficar de neguinho sem-destino ou perdendo o rumo do Caminhos das Indias não é mole. Silvia, Beca, Aminthab, Chanti, Harima, Dario, Camila e filho, seu Cadore, Ramiro, Nanda..., estamos brincando mas a coisa é séria, tem uma multidão aí aguardando um alô. Sem contar os figurantes, a novela tem 80 personagens, gente pra caramba que não sabe o que vai fazer da vida depois do dia 12 de setembro e periga ficar desnorteada, confusa, lelé. Ô dona Gloria, tem que dar um destino a esse pessoal. E que não seja aquela coisa manjada de botar todo mundo em fila pra se atirar no Ganges e resolver de uma vez todas as pendências. Tô ligado.

Escritor check-in


É uma ótima idéia. O Aeroporto de Heathrow, segundo o New York Times, contratou o escritor Alain de Botton para escrever sobre tudo o que vê no hall de embarque. Durante uma semana, com direito a uma mesa com laptop, ele descreverá as cenas reais que passam na sua frente. Gente se despedindo, ladrões batendo carteiras e roubando bagagens, turistas sendo presos como suspeitos de terroristas, prostitutas à espera de milionários indianos, executivos pra lá e pra cá. Botton diz que a administração do aeroporto lhe deu liberdade para escrever sobre o que quiser. O resultado será publicado em livro que, dependendo da qualidade dos personagens e da capacidade do escritor em selecioná-los pode ser chato ou interessante. O detalhe é tudo o que Botton digita no laptop aparecerá em um telão instalado logo atrás da sua mesa. É o próprio reality writer. Um problema será a muvuca que se forma no aeroporto quando este é fechado por causa do mau tempo ou pelos atrasos. Como vai ficar a mesa do Botton no meio do saguão lotado?
E quem se habilita a fazer o mesmo, digamos, na rodoviária do Rio. Deve render boas histórias, mas tem que acorrentar o laptop na mesa e contratar seguranças parrudos.

Reader's Digest pedirá concordata







A Reader's Digest Association, que publica a revista Reader's Digest, anuncia que pedirá concordata como parte de um plano para fazer um acordo com os credores e reduzir para 500 milhões de dólares uma dívida de mais de 2 bilhões de dólares. Segundo informa a Dow Jones, a reengenharia da empresa e a concordata afetam apenas os negócios da holding nos Estados Unidos. A famosa Seleções, que nos anos 40/50/60 divertiu, informou e desinformou (a revista era fanaticamente conservadora) e ainda hoje, em nova fase e estilos editoriais, está nas bancas brasileiras, não será afetada. Seleções tem uma longa história no Brasil. A primeira edição em português foi lançada em fevereiro de 1942. Na sequência, uma "viagem" gráfica e nostálgica através de reproduções de capas e de um página da revista. No alto, Copacabana na capa dupla de 1952; em plena Segunda Guerra Mundial, um perfil do general Mac Arthur assinado por um repórter iniciante, ninguém menos do que o escritor Tom Wolf. E uma das capas de 1942. A chegada da revista às bancas do Brasil era parte do esforço de propaganda do Departamento de Estado americano durante a Segunda Guerra e posteriormente, na batalha para ganhar a opinião pública na chamada Guerra Fria.



Barrichello GP 100


E o Barrichello acaba de ganhar o GP da Europa, em Valência, na Espanha. Foi a 10ª vitória do piloto e a 100ª conquista do Brasil na F-1. Hora de recordar o pioneiro, Chico Landi, que ganhou o GP de Bari no começo da categoria, Emerson Fittipaldi, José Carlos Pacce, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Felipe Massa. Foram oito títulos em 59 anos de história da F-!. 100 vitórias... não é pouca coisa.

...e por falar em Amiga


A capa do número um da revista que fez história na cobertura de televisão e foi pioneira no segmento de celebridades.

Por falar em Tony Ramos...




Olha só o Opash aí na revista Amiga na década de 70. (a página acima, em preto e branco, foi reproduzida do blog Memória da TV). A propósito, no Brasil não há uma política cultural de preservação dos fatos e imagens da televisão. Muita coisa foi destruída pelas próprias emissoras ao longo de décadas. Blogs e sites de especialistas ou de telespectadores têm feito parte desse papel na Internet. Segue o link: http://memoriadatv.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Na casa do Opash só dá barraco


Cara, esse Opash, da novela Caminho das Indias, é um tremendo sofredor. A família do sujeito é um encrenca só. É barraco toda hora. Quer ver?

- Primeiro, ele não sabe quem é o pai, só agora começa a desconfiar que a mãe deu uma saidinha pelo mercado fora do casamento;

- o neto não é filho do filho e sim de um dalit, gente que ele abomina;

- a nora inventa uma barriga de espuma e o pobre Opash acredita e fica feliz com a perspectiva de outro neto;

- a filha mais nova se mandou de casa;

- o filho casou com uma estrangeira, coisa terrível também para ele;

- o outro filho teve um caso com outra estrangeira;

- ambas engravidaram; com isso, além do neto dalit, é avô de dois indu-brasileiros, o que não é fácil de aturar;

- vai descobrir que o cara que mais odeia, Shankar, é, na verdade, seu pai;

- a guria neta afana objetos da casa dele para dar para um moleque dalit com quem brinca de médico no matagal perto de casa;
- a nora, que foi operadora de telemarketing, ajudou um empresário brasileiro a dar um desfalque na firma da própria família;

- o tal Opash ainda consegue sustentar toda essa galera, que só de chá toma galões de meia em meia hora, vendendo tecidos em uma lojinha como essas que no Saara tem aos montes;

- a família é de suicidas em potencial, todo dia alguém ameaça se atirar em um poço com um pedra amarrada no pescoço;

- ele só leva vantagem em uma coisa: mora um bando de gente na casa mas dá para levar o serviço com uma empregada só já que o chá, que vem sempre com porção de biscoito Globo, a única coisa que a cozinha da casa oferece, é preparado pelas noras que lhe dão comida, roupa lavada e fazem a faxina;

- a faxina na casa mas menos nos banheiros, sim porque o Opash ainda é obrigado a conviver com um banheiro entupido meio Central do Brasil já que a família é de uma casta que não pode lavar o vaso e também não pode chamar uma faxineira dalit que os deuses vão engrossar.

- aliás, a família deve gastar uma grana de Atroveran, porque quando tem um problema bebe água do Ganges, rio mais poluído do que o canal do Mangue, ter diarreia lá deve fazer parte dos costumes e tradições;

- morando numa zorra dessas, Opash só fica feliz quando sai de casa. Isso se ao abrir a porta não der de cara com uma viúva ou com uns caras esquisitões que dão uma azar do cacete. Nessa hora, Opash tem um ataque, vira uma Shiva enlouquecida, bate o pé, rola um pânico que a família corre para acalmar.
- para encontrar a paz, ele só tem o conforto da religião. Só que o único sacerdote com quem reza e pede conselho é um tremendo vigarista, vive de arrumar casamentos para descolar uma comissão ou de consultar os astros mediante uma quantia quando Opash tem dúvida em fazer ou não algum negócio ou tomar um decisão. É o guru 171.
- tem que rolar uma campanha: salvem as baleias, salvem os pandas, salvem o Opash.

- no capítulo seguinte, tudo começa de novo. (foto divulgação Tv Globo)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

'Abobrinhas' voadoras


Um instituto de pesquisas analisou o conteúdo dos twitters. Concluiu que até dão notícias, mas estas ainda perdem feio para autopromoção, inutilidades, bobagens e spam. Há frases assim: "agora estou fechando a janela do meu quarto", "agora estou andando em direção ao ponto do ônibus", "agora o meu interfone está tocando"... dão a impressão de que a qualquer momento vão teclar "agora estou indo para a pqp". Pensando bem, sites de celebridades, revistas e colunas especializadas em "famosos" há tempos já adotaram o estilo twitter e se amarram nesse "non sense". Quem já não leu por aí legendas bem "informativas" de fotos paparazzi, cheias de lugares-comuns, que anunciam como se fosse a coisa mais importante do mundo: "fulano passeia no Leblon"; "fulano e fulana põem a conversa em dia na orla carioca"; "em pleno calçadão, fulano e fulaninha curtem o sábado ensolarado"; "em clima caliente, fulaninho e fulaninha deixam uma pizzaria no Leblon após um tarde romântica"; e, pela milionésima vez, "Chico Buarque cuida da boa forma ao sol do calçadão do Leblon". Tudo bem, não devemos desprezar as novas formas de comunicação. Se existem é porque atraem audiências. Mas, é curioso, o twitter tem o poder de fazer com que jornalistas cinquentões de repente passem a escrever autênticos diários de adolescentes. "Obama está nesse momento tomando uma cerveja no gramado da Casa Branca, salute, presidente"; "Depois de um ponte-aérea, nada melhor do que um picolé na praia. É o que estou fazendo nesse momento em frente ao Marina Palace, mano"; "A turma da coluna está indócil: amanhã é sábado". Twitter (logotipo aí reproduzido) é, como se sabe, a expressão em inglês para o som que os pássaros fazem, algo como trinar, gorjear. Um significado apropriado.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Galeria de craques da fotografia

Em 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia, o Rio ganha mais uma atração cultural. Instalada em um loft na Marquês de São Vicente, 431, a Galeria da Gávea abre um espaço permanente para exibição, produção e venda de fotografias. Com a curadoria de Isabel Amado, a exposição inaugural, Convergências, mostrará o acervo de 18 fotógrafos: Alexandre Sant'Anna, Ana Stewart, Ana Carolina Fernandes, Antonio Augusto Fontes, Antonio Guerreiro, Bina Fonyat, Bruno Veiga, Julio Bittencourt, Luiz Braga, Marcos Piffer, Marlene Bergamo, Murillo Meirelles, Paulo Jares, Renan Cepeda, Ricardo Azoury, que trabalhou na Manchete, Ricardo Fasanello, Rogerio Reis e Walter Carvalho. “Buscamos reunir uma coleção de trabalhos de profissionais de diferentes gerações representativa da produção brasileira das últimas décadas”, explica Isabel Amado. As imagens, segundo informa o comunicado da exposição, seguem os padrões internacionais, ou seja, são numeradas em tiragens limitadas, têm certificado de autenticidade, assinatura e acondicionamento apropriado.

Um dia a casa...

"Não há bem, que sempre dure e nem mal, que nunca se acabe". Esse é um velho ditado da sabedoria popular.
Hoje, do alto dos meus 78 anos vejo que essa família, que veio do Maranhão, os Sarneys, começa finalmente a ser julgada, não só pela opinião pública, quando já se registram, na mídia, movimentos populares, de ruas, gritando "Fora Sarney", mas também, no Senado, quando os pares do senador e presidente dessa casa, José Sarney, pedem a sua renúncia do mandato da presidência, que ora exerce, em razão dos seus desmandos, quando, por duas vezes, presidente do Senado, nomeou parentes e amigos através de atos secretos.
Hoje, do alto dos meus 78 anos vejo, que essa família, de uma maneira ou outra começa a ser punida e bem punida, porque está sendo desmoralizada, humilhada e ofendida, merecidamente, por achar que poderia fazer da administração pública um território doméstico.
"A justiça tarda mas.. ."
Como sempre a sabedoria popular preenche as nossas expectativas.
Inverno de 2009
deBarros

domingo, 16 de agosto de 2009

E a saúde vai bem, obrigado!

Em 1966, a Copa do Mundo foi realizada na Inglaterra e eu trabalhava nessa ocasião na Revista O Cruzeiro. Mário de Moraes, repórter da revista, foi um dos escalados para fazer a cobertura desse evento. Mas, mal chegou na Inglaterra, Mário de Moraes pegou uma gripe muita séria, muito próxima de uma pneumonia. Diante da gravidade, conseguiu ser atendido por um médico, inglês, no Hotel em que estava hospedado. O médico, que o atendeu, passou uma receita prescrevendo alguns remédios e disse que ela poderia ser aviada em qualquer farmácia do bairro. A receita foi aviada e para espanto do Mário de Moraes não teve de pagar dinheiro algum. Tanto o médico como os remédios eram gratuitos. A Saúde na Inglaterra era socializada.
Estou lembrando desse fato, porque assisti a um documentário na TV, feito por um jornalista americano – infelizmente não me lembro do nome dele – que fez o famoso "Tiros em Columbine" dessa vez abordando o Sistema de Saúde americano com o de outros paises, onde ele pergunta porque a Saúde nos EUA é tão cara e, ao mesmo tempo tão cruel ao ponto de, se um paciente hospitalizado não tiver um plano de Saúde ou não tiver dinheiro para cobrir as despezas, é posto na rua sem mais ou menos e porque em países da Europa como a Inglaterra e a França a Saúde é gratuita. No Canadá a Saúde também é socializada. Na sua pesquisa, com várias pessoas que usaram essa gratuidade comprovando auxílio do governo, chegou a um cidadão britânico, que tentou explicar o porque dessa gratuidade, na verdade, uma socialização da medicina posta em prática num país de economia capitalista. Disse ele:
–" Logo após a segunda guerra, em 1948, com a Inglaterra arrazada economicamente, além, de destruida as suas cidades, como Londres, pelos bombardeios aéreos alemães, com mais de 40 mil civis mortos, veio a pergunta. Se o país tem dinheiro para gastar em material bélico,porque não aplicar esse mesmo dinheiro em Saúde gratuita para todo o cidadão ingles? O que veio responder a essa pergunta foi o sistema político: a Democracia". Continuando:
– "Porque a Democracia? Porque na democracia existe o voto e do voto os políticos tem medo. Com isso os governos passaram a ter medo do povo e não ao contrário ; o povo ter medo do governoe.
Esmeraldo, esqueci de citar logo acima, que Cuba também tem Saúde gratuita para o seu povo.
Na Inglaterra, o jornalista entrevistou um médico, que trabalhava em um desses Hospitais atendendo de graça os seus pacientes, recebendo do governo, salário em torno de 8 mil euros. Casado com um filho, dono de apartamento de 4 quartos, com dois carros, sendo um deles da marca Audi, se dizendo muito contente com a situação.
Pode não ser o Paraíso, mas está bem próximo de chegar lá. Afinal, nada é perfeito neste mundo, dizem, de Deus.
Bem, esses dois países Inglaterra e França, tem pelo menos 2 mil anos de existência varridos por guerras, fome, pestes, febres, tempestades arrazadoras e o que mais se possa pensar. Resistiram a tudo e a todos. Criaram uma civilização voltada para viver dentro de padrões dignos e saudáveis na procura de um ideal de vida em que todos pudessem receber esses benefícios.
E aí Esmeraldo, esse povo brasileiro chegará um dia a ter, ao menos, uma Saúde boa e gratuita?
Inverno de 2009
deBarros
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sábado, 15 de agosto de 2009

por falar em anúncios antigos


Essa é para quem reclama da poluição visual dos outdoors no Rio, hoje. Em tempo: também reclamo e sou contra os tais cartazes que emporcalham a cidade. Mas, só por curiosidade, veja essa reprodução de uma foto publicada no Neatorama. Mostra Nova York, na Times Square, em 1909. Há 100 anos, portanto. Não tem espaço nem para um cartazinho daqueles que "trazem de volta a pessoa amada em meia-hora".

Rio 2016




Está chegando a hora!!!. É em outubro. Veja os logotipos das cidades-candidatas à Olimpíada de 2016. Cruzem os dedos e juntem seus patuás. O Rio merece essa megafesta do esporte. Hoje, sábado, durante o Mundial de Atletismo de Berlim (veja detalhes no campo Panis Notícias, na barra à direita, embaixo) foi inaugurado o stand do Rio no Estádio Olímpico da cidade. Os visitantes pode fazer um passeio virtual pelo Corcovado, Pão de Açucar e o calçadão de Copacabana.

Virou estátua


O escultor americano Daniel Edwards cria uma obra para incentivar a amamentação em público, atitude que é tabu nos Estados Unidos. Angelina Jolie nua é o modelo da estátua que mostrará a atriz amamentando duas crianças. No vídeo (link abaixo) Edwards fala sobre o projeto.

Viagem gráfica ao século passado


Na onda dos rótulos antigos postados pela Jussara, uma pequena exposição virtual de anúncios publicados há 87 anos na Scena Muda e Revista da Semana

Meias, de 1922


Pó de arroz a duzentos réis

Reclame, de 1922, da Perfumaria Lopes, na Rua Uruguayana

A revista "Caras" de 1922


A Caras é novidade? Será? Vejam esta página da Scena Muda, também de 1922. "Como vivem as estrelas da scena muda". A revista mostrava as mansões das atrizes do cinema mudo em Beverly Hills. Estão lá "um canto do quarto de dormir da eminente artista", "a bibliotheca que é o retiro predilecto de Pauline", "a admirável trágica do écran, colhendo rosas em seu magnífico parque", um quarto para hóspedes, mobiliado e ornado em estylo colonial". Clique na TV Panis, à direita, e veja anúncios antigos.

Seios turbinados... em 1922




Silicone até pode ser avanço da tecnomedicina, mas em 1922, as mulheres, à maneira da época, turbinavam os seios. O começo do século passado lança a mulher-melão. Vejam os anúncios da Scena Muda e da Revista da Semana, ambos publicados naquele ano.

Chegou o Leite Moça!


Continuando a viagem gráfica e nostálgica iniciada logo aí abaixo pela Jussara, confiram o primeiro anúncio do Leite Moça publicado na revista Scena Muda, em 1922, com direito a uma receita de Paozinho de Leite. A Nestlê lançava no Brazil o Anglo Swiss Condesed Milk. "No verão ou no inverno, conserva todas as qualidades do leite fresco, sem ter nenhum dos graves inconvenientes e perigos que acarreta o consumo de leite adulterado ou proveniente de vaccas doentes".

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Photo (shop) jornalismo?


As revistas, especialmente, estão exagerando no uso do photoshop para corrigir, retocar, modificar, expurgar elementos da cena ou introduzir outros. Já há exemplos em todo o mundo de fotos alteradas digitalmente por motivos políticos, comerciais, religiosos, estéticos, de marketing e para preservar reputações. A história diz que Stalin fazia isso, cortava de imagens históricas amigos que, depois da pose, viraram inimigos. Só que naquela época, o retoque era manual, feito por um especialista. Tudo era mais lento e menos disseminado. Hoje, qualquer pessoa manipula imagens como quiser. Há programas para isso instalados até em celulares. Como gadget recreativo, tudo bem. Mas alterar fotos, vídeo e áudio com tanta facilidade não compromete a credibilidade essencial para o jornalismo? Para ficar em exemplos mais leves. Uma revista de beleza, por exemplo, que fala sobre a dieta de uma celebridade, oferece receitas às suas leitoras, ouve especialistas e manda lá na capa uma chamada sobre uma determinada estrela usou o método milagrosos e perdeu dez quilos em um mês e meio.
Para ilustrar isso, tá lá a foto da atriz em forma após tanto esforço? Não, mais ou menos, a tal foto também passou por uma "dieta" no photoshop, algumas curvas foram suavizadas, um toque aqui, uma lipoaspiração digital ali, um polimento acolá, pronto, aí está a deusa que vai inspirar a pobre leitora a passar fome. Vai ser duro seguir qualquer dieta sem um photoshop no fim da maratona. Não é enganação? Mesmo sem relacionar necessariamente a foto com dietas sensacionais, revistas de celebridades, suplementos dos jornais e publicações masculinas são pródigos em corrigir pequenos furinhos, celulites, estrias, diminuir curvas de barrigas e anular os efeitos da lei da gravidade em estrelas que seriam belas mesmo não digitalizadas. Já um jornal de Miami confessou recentemente que manipulou duas fotos que mostravam policiais fardados agindo com se ignorassem a presença de um grupo de prostitutas. Só após ser desmascarado, o jornal pediu desculpas e admitiu que a imagem era ficção: os policiais não estavam naquele local naquela hora. Foram "transplantados" de outra foto. No Brasil, uma revista semanal publicou uma foto do governador José Serra quando este passava diante de um grupo de manifestantes mas apagou uma faixa com os dizeres "fora Serra". Nem precisou de muita perícia, a manipulação foi facilmente comprovada na comparação com a foto original, adquirida pela revista de uma agência de notícias. Há muito a frase "uma imagem vale mil palavras", antes proferida à exaustão, já não é tão absoluta. A equação agora é simples: ou o jornalismo põe um pouco do que lhe resta de ética no photoshop, respeita os fatos e a realidade ou vai virar reality show. Na reprodução acima, um episódio recente. Uma revista americana admitiu que fez "pequenas alterações" em uma foto da cantora Kelly Clarkson mas negou que a intenção tenha sido deixá-la mais magra. Compare as duas imagens recentes da mesma moça e tire suas conclusões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uma dose de nostalgia. Bem gelada, de preferência...





Do meu acervo (risos). São rótulos antigos, design de época. Divido com vocês essa pequena viagem em um tempo sem photoshop e macintosh nos balcões de botecos de todas as épocas. Alguns desses produtos não são mais fabricados, outros estão aí de cara nova. Eram figurativos, com barris, cavaleiros e mulheres com jeito de musas de poetas. Imagino o que os bêbados românticos viam nessas paisagens após algumas doses.

Um bom exemplo para os jornais brasileiros


O site do jornal inglês Daily Mirror acaba de abrir seu arquivo de fotos esportivas , desde 1903. É tipicamente inglês, muito Manchester, Leeds United, English Team etc. Mas, para quem gosta de futebol, há belos exemplos do que faz a paixão pelo esporte, como a foto ao lado, reproduzida da coleção do treinador Alf Ramsey, campeão do mundo em 1966, onde o próprio é cumprimentado pelo pequeno torcedor, feliz com a vitória da seleção inglesa sobre a Escócia em 1973. O arquivo mostra fotos clássicas ou inéditas de algumas lendas do futebol, como Bobby Moore, capitão da seleção inglesa, e o goleiro Banks. Confira no link (fotos do arquivo do Mirror) e torça para que, um dia, acervos fabulosos com o da Manchete Esportiva e tantos outros que guardam a memória do futebol saiam das caixas e cheguem ao público atráves de publicações ou de exposições.