domingo, 23 de agosto de 2009

Por falar em Tony Ramos...




Olha só o Opash aí na revista Amiga na década de 70. (a página acima, em preto e branco, foi reproduzida do blog Memória da TV). A propósito, no Brasil não há uma política cultural de preservação dos fatos e imagens da televisão. Muita coisa foi destruída pelas próprias emissoras ao longo de décadas. Blogs e sites de especialistas ou de telespectadores têm feito parte desse papel na Internet. Segue o link: http://memoriadatv.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Na casa do Opash só dá barraco


Cara, esse Opash, da novela Caminho das Indias, é um tremendo sofredor. A família do sujeito é um encrenca só. É barraco toda hora. Quer ver?

- Primeiro, ele não sabe quem é o pai, só agora começa a desconfiar que a mãe deu uma saidinha pelo mercado fora do casamento;

- o neto não é filho do filho e sim de um dalit, gente que ele abomina;

- a nora inventa uma barriga de espuma e o pobre Opash acredita e fica feliz com a perspectiva de outro neto;

- a filha mais nova se mandou de casa;

- o filho casou com uma estrangeira, coisa terrível também para ele;

- o outro filho teve um caso com outra estrangeira;

- ambas engravidaram; com isso, além do neto dalit, é avô de dois indu-brasileiros, o que não é fácil de aturar;

- vai descobrir que o cara que mais odeia, Shankar, é, na verdade, seu pai;

- a guria neta afana objetos da casa dele para dar para um moleque dalit com quem brinca de médico no matagal perto de casa;
- a nora, que foi operadora de telemarketing, ajudou um empresário brasileiro a dar um desfalque na firma da própria família;

- o tal Opash ainda consegue sustentar toda essa galera, que só de chá toma galões de meia em meia hora, vendendo tecidos em uma lojinha como essas que no Saara tem aos montes;

- a família é de suicidas em potencial, todo dia alguém ameaça se atirar em um poço com um pedra amarrada no pescoço;

- ele só leva vantagem em uma coisa: mora um bando de gente na casa mas dá para levar o serviço com uma empregada só já que o chá, que vem sempre com porção de biscoito Globo, a única coisa que a cozinha da casa oferece, é preparado pelas noras que lhe dão comida, roupa lavada e fazem a faxina;

- a faxina na casa mas menos nos banheiros, sim porque o Opash ainda é obrigado a conviver com um banheiro entupido meio Central do Brasil já que a família é de uma casta que não pode lavar o vaso e também não pode chamar uma faxineira dalit que os deuses vão engrossar.

- aliás, a família deve gastar uma grana de Atroveran, porque quando tem um problema bebe água do Ganges, rio mais poluído do que o canal do Mangue, ter diarreia lá deve fazer parte dos costumes e tradições;

- morando numa zorra dessas, Opash só fica feliz quando sai de casa. Isso se ao abrir a porta não der de cara com uma viúva ou com uns caras esquisitões que dão uma azar do cacete. Nessa hora, Opash tem um ataque, vira uma Shiva enlouquecida, bate o pé, rola um pânico que a família corre para acalmar.
- para encontrar a paz, ele só tem o conforto da religião. Só que o único sacerdote com quem reza e pede conselho é um tremendo vigarista, vive de arrumar casamentos para descolar uma comissão ou de consultar os astros mediante uma quantia quando Opash tem dúvida em fazer ou não algum negócio ou tomar um decisão. É o guru 171.
- tem que rolar uma campanha: salvem as baleias, salvem os pandas, salvem o Opash.

- no capítulo seguinte, tudo começa de novo. (foto divulgação Tv Globo)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

'Abobrinhas' voadoras


Um instituto de pesquisas analisou o conteúdo dos twitters. Concluiu que até dão notícias, mas estas ainda perdem feio para autopromoção, inutilidades, bobagens e spam. Há frases assim: "agora estou fechando a janela do meu quarto", "agora estou andando em direção ao ponto do ônibus", "agora o meu interfone está tocando"... dão a impressão de que a qualquer momento vão teclar "agora estou indo para a pqp". Pensando bem, sites de celebridades, revistas e colunas especializadas em "famosos" há tempos já adotaram o estilo twitter e se amarram nesse "non sense". Quem já não leu por aí legendas bem "informativas" de fotos paparazzi, cheias de lugares-comuns, que anunciam como se fosse a coisa mais importante do mundo: "fulano passeia no Leblon"; "fulano e fulana põem a conversa em dia na orla carioca"; "em pleno calçadão, fulano e fulaninha curtem o sábado ensolarado"; "em clima caliente, fulaninho e fulaninha deixam uma pizzaria no Leblon após um tarde romântica"; e, pela milionésima vez, "Chico Buarque cuida da boa forma ao sol do calçadão do Leblon". Tudo bem, não devemos desprezar as novas formas de comunicação. Se existem é porque atraem audiências. Mas, é curioso, o twitter tem o poder de fazer com que jornalistas cinquentões de repente passem a escrever autênticos diários de adolescentes. "Obama está nesse momento tomando uma cerveja no gramado da Casa Branca, salute, presidente"; "Depois de um ponte-aérea, nada melhor do que um picolé na praia. É o que estou fazendo nesse momento em frente ao Marina Palace, mano"; "A turma da coluna está indócil: amanhã é sábado". Twitter (logotipo aí reproduzido) é, como se sabe, a expressão em inglês para o som que os pássaros fazem, algo como trinar, gorjear. Um significado apropriado.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Galeria de craques da fotografia

Em 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia, o Rio ganha mais uma atração cultural. Instalada em um loft na Marquês de São Vicente, 431, a Galeria da Gávea abre um espaço permanente para exibição, produção e venda de fotografias. Com a curadoria de Isabel Amado, a exposição inaugural, Convergências, mostrará o acervo de 18 fotógrafos: Alexandre Sant'Anna, Ana Stewart, Ana Carolina Fernandes, Antonio Augusto Fontes, Antonio Guerreiro, Bina Fonyat, Bruno Veiga, Julio Bittencourt, Luiz Braga, Marcos Piffer, Marlene Bergamo, Murillo Meirelles, Paulo Jares, Renan Cepeda, Ricardo Azoury, que trabalhou na Manchete, Ricardo Fasanello, Rogerio Reis e Walter Carvalho. “Buscamos reunir uma coleção de trabalhos de profissionais de diferentes gerações representativa da produção brasileira das últimas décadas”, explica Isabel Amado. As imagens, segundo informa o comunicado da exposição, seguem os padrões internacionais, ou seja, são numeradas em tiragens limitadas, têm certificado de autenticidade, assinatura e acondicionamento apropriado.

Um dia a casa...

"Não há bem, que sempre dure e nem mal, que nunca se acabe". Esse é um velho ditado da sabedoria popular.
Hoje, do alto dos meus 78 anos vejo que essa família, que veio do Maranhão, os Sarneys, começa finalmente a ser julgada, não só pela opinião pública, quando já se registram, na mídia, movimentos populares, de ruas, gritando "Fora Sarney", mas também, no Senado, quando os pares do senador e presidente dessa casa, José Sarney, pedem a sua renúncia do mandato da presidência, que ora exerce, em razão dos seus desmandos, quando, por duas vezes, presidente do Senado, nomeou parentes e amigos através de atos secretos.
Hoje, do alto dos meus 78 anos vejo, que essa família, de uma maneira ou outra começa a ser punida e bem punida, porque está sendo desmoralizada, humilhada e ofendida, merecidamente, por achar que poderia fazer da administração pública um território doméstico.
"A justiça tarda mas.. ."
Como sempre a sabedoria popular preenche as nossas expectativas.
Inverno de 2009
deBarros

domingo, 16 de agosto de 2009

E a saúde vai bem, obrigado!

Em 1966, a Copa do Mundo foi realizada na Inglaterra e eu trabalhava nessa ocasião na Revista O Cruzeiro. Mário de Moraes, repórter da revista, foi um dos escalados para fazer a cobertura desse evento. Mas, mal chegou na Inglaterra, Mário de Moraes pegou uma gripe muita séria, muito próxima de uma pneumonia. Diante da gravidade, conseguiu ser atendido por um médico, inglês, no Hotel em que estava hospedado. O médico, que o atendeu, passou uma receita prescrevendo alguns remédios e disse que ela poderia ser aviada em qualquer farmácia do bairro. A receita foi aviada e para espanto do Mário de Moraes não teve de pagar dinheiro algum. Tanto o médico como os remédios eram gratuitos. A Saúde na Inglaterra era socializada.
Estou lembrando desse fato, porque assisti a um documentário na TV, feito por um jornalista americano – infelizmente não me lembro do nome dele – que fez o famoso "Tiros em Columbine" dessa vez abordando o Sistema de Saúde americano com o de outros paises, onde ele pergunta porque a Saúde nos EUA é tão cara e, ao mesmo tempo tão cruel ao ponto de, se um paciente hospitalizado não tiver um plano de Saúde ou não tiver dinheiro para cobrir as despezas, é posto na rua sem mais ou menos e porque em países da Europa como a Inglaterra e a França a Saúde é gratuita. No Canadá a Saúde também é socializada. Na sua pesquisa, com várias pessoas que usaram essa gratuidade comprovando auxílio do governo, chegou a um cidadão britânico, que tentou explicar o porque dessa gratuidade, na verdade, uma socialização da medicina posta em prática num país de economia capitalista. Disse ele:
–" Logo após a segunda guerra, em 1948, com a Inglaterra arrazada economicamente, além, de destruida as suas cidades, como Londres, pelos bombardeios aéreos alemães, com mais de 40 mil civis mortos, veio a pergunta. Se o país tem dinheiro para gastar em material bélico,porque não aplicar esse mesmo dinheiro em Saúde gratuita para todo o cidadão ingles? O que veio responder a essa pergunta foi o sistema político: a Democracia". Continuando:
– "Porque a Democracia? Porque na democracia existe o voto e do voto os políticos tem medo. Com isso os governos passaram a ter medo do povo e não ao contrário ; o povo ter medo do governoe.
Esmeraldo, esqueci de citar logo acima, que Cuba também tem Saúde gratuita para o seu povo.
Na Inglaterra, o jornalista entrevistou um médico, que trabalhava em um desses Hospitais atendendo de graça os seus pacientes, recebendo do governo, salário em torno de 8 mil euros. Casado com um filho, dono de apartamento de 4 quartos, com dois carros, sendo um deles da marca Audi, se dizendo muito contente com a situação.
Pode não ser o Paraíso, mas está bem próximo de chegar lá. Afinal, nada é perfeito neste mundo, dizem, de Deus.
Bem, esses dois países Inglaterra e França, tem pelo menos 2 mil anos de existência varridos por guerras, fome, pestes, febres, tempestades arrazadoras e o que mais se possa pensar. Resistiram a tudo e a todos. Criaram uma civilização voltada para viver dentro de padrões dignos e saudáveis na procura de um ideal de vida em que todos pudessem receber esses benefícios.
E aí Esmeraldo, esse povo brasileiro chegará um dia a ter, ao menos, uma Saúde boa e gratuita?
Inverno de 2009
deBarros
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sábado, 15 de agosto de 2009

por falar em anúncios antigos


Essa é para quem reclama da poluição visual dos outdoors no Rio, hoje. Em tempo: também reclamo e sou contra os tais cartazes que emporcalham a cidade. Mas, só por curiosidade, veja essa reprodução de uma foto publicada no Neatorama. Mostra Nova York, na Times Square, em 1909. Há 100 anos, portanto. Não tem espaço nem para um cartazinho daqueles que "trazem de volta a pessoa amada em meia-hora".

Rio 2016




Está chegando a hora!!!. É em outubro. Veja os logotipos das cidades-candidatas à Olimpíada de 2016. Cruzem os dedos e juntem seus patuás. O Rio merece essa megafesta do esporte. Hoje, sábado, durante o Mundial de Atletismo de Berlim (veja detalhes no campo Panis Notícias, na barra à direita, embaixo) foi inaugurado o stand do Rio no Estádio Olímpico da cidade. Os visitantes pode fazer um passeio virtual pelo Corcovado, Pão de Açucar e o calçadão de Copacabana.

Virou estátua


O escultor americano Daniel Edwards cria uma obra para incentivar a amamentação em público, atitude que é tabu nos Estados Unidos. Angelina Jolie nua é o modelo da estátua que mostrará a atriz amamentando duas crianças. No vídeo (link abaixo) Edwards fala sobre o projeto.

Viagem gráfica ao século passado


Na onda dos rótulos antigos postados pela Jussara, uma pequena exposição virtual de anúncios publicados há 87 anos na Scena Muda e Revista da Semana

Meias, de 1922


Pó de arroz a duzentos réis

Reclame, de 1922, da Perfumaria Lopes, na Rua Uruguayana

A revista "Caras" de 1922


A Caras é novidade? Será? Vejam esta página da Scena Muda, também de 1922. "Como vivem as estrelas da scena muda". A revista mostrava as mansões das atrizes do cinema mudo em Beverly Hills. Estão lá "um canto do quarto de dormir da eminente artista", "a bibliotheca que é o retiro predilecto de Pauline", "a admirável trágica do écran, colhendo rosas em seu magnífico parque", um quarto para hóspedes, mobiliado e ornado em estylo colonial". Clique na TV Panis, à direita, e veja anúncios antigos.

Seios turbinados... em 1922




Silicone até pode ser avanço da tecnomedicina, mas em 1922, as mulheres, à maneira da época, turbinavam os seios. O começo do século passado lança a mulher-melão. Vejam os anúncios da Scena Muda e da Revista da Semana, ambos publicados naquele ano.

Chegou o Leite Moça!


Continuando a viagem gráfica e nostálgica iniciada logo aí abaixo pela Jussara, confiram o primeiro anúncio do Leite Moça publicado na revista Scena Muda, em 1922, com direito a uma receita de Paozinho de Leite. A Nestlê lançava no Brazil o Anglo Swiss Condesed Milk. "No verão ou no inverno, conserva todas as qualidades do leite fresco, sem ter nenhum dos graves inconvenientes e perigos que acarreta o consumo de leite adulterado ou proveniente de vaccas doentes".

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Photo (shop) jornalismo?


As revistas, especialmente, estão exagerando no uso do photoshop para corrigir, retocar, modificar, expurgar elementos da cena ou introduzir outros. Já há exemplos em todo o mundo de fotos alteradas digitalmente por motivos políticos, comerciais, religiosos, estéticos, de marketing e para preservar reputações. A história diz que Stalin fazia isso, cortava de imagens históricas amigos que, depois da pose, viraram inimigos. Só que naquela época, o retoque era manual, feito por um especialista. Tudo era mais lento e menos disseminado. Hoje, qualquer pessoa manipula imagens como quiser. Há programas para isso instalados até em celulares. Como gadget recreativo, tudo bem. Mas alterar fotos, vídeo e áudio com tanta facilidade não compromete a credibilidade essencial para o jornalismo? Para ficar em exemplos mais leves. Uma revista de beleza, por exemplo, que fala sobre a dieta de uma celebridade, oferece receitas às suas leitoras, ouve especialistas e manda lá na capa uma chamada sobre uma determinada estrela usou o método milagrosos e perdeu dez quilos em um mês e meio.
Para ilustrar isso, tá lá a foto da atriz em forma após tanto esforço? Não, mais ou menos, a tal foto também passou por uma "dieta" no photoshop, algumas curvas foram suavizadas, um toque aqui, uma lipoaspiração digital ali, um polimento acolá, pronto, aí está a deusa que vai inspirar a pobre leitora a passar fome. Vai ser duro seguir qualquer dieta sem um photoshop no fim da maratona. Não é enganação? Mesmo sem relacionar necessariamente a foto com dietas sensacionais, revistas de celebridades, suplementos dos jornais e publicações masculinas são pródigos em corrigir pequenos furinhos, celulites, estrias, diminuir curvas de barrigas e anular os efeitos da lei da gravidade em estrelas que seriam belas mesmo não digitalizadas. Já um jornal de Miami confessou recentemente que manipulou duas fotos que mostravam policiais fardados agindo com se ignorassem a presença de um grupo de prostitutas. Só após ser desmascarado, o jornal pediu desculpas e admitiu que a imagem era ficção: os policiais não estavam naquele local naquela hora. Foram "transplantados" de outra foto. No Brasil, uma revista semanal publicou uma foto do governador José Serra quando este passava diante de um grupo de manifestantes mas apagou uma faixa com os dizeres "fora Serra". Nem precisou de muita perícia, a manipulação foi facilmente comprovada na comparação com a foto original, adquirida pela revista de uma agência de notícias. Há muito a frase "uma imagem vale mil palavras", antes proferida à exaustão, já não é tão absoluta. A equação agora é simples: ou o jornalismo põe um pouco do que lhe resta de ética no photoshop, respeita os fatos e a realidade ou vai virar reality show. Na reprodução acima, um episódio recente. Uma revista americana admitiu que fez "pequenas alterações" em uma foto da cantora Kelly Clarkson mas negou que a intenção tenha sido deixá-la mais magra. Compare as duas imagens recentes da mesma moça e tire suas conclusões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uma dose de nostalgia. Bem gelada, de preferência...





Do meu acervo (risos). São rótulos antigos, design de época. Divido com vocês essa pequena viagem em um tempo sem photoshop e macintosh nos balcões de botecos de todas as épocas. Alguns desses produtos não são mais fabricados, outros estão aí de cara nova. Eram figurativos, com barris, cavaleiros e mulheres com jeito de musas de poetas. Imagino o que os bêbados românticos viam nessas paisagens após algumas doses.

Um bom exemplo para os jornais brasileiros


O site do jornal inglês Daily Mirror acaba de abrir seu arquivo de fotos esportivas , desde 1903. É tipicamente inglês, muito Manchester, Leeds United, English Team etc. Mas, para quem gosta de futebol, há belos exemplos do que faz a paixão pelo esporte, como a foto ao lado, reproduzida da coleção do treinador Alf Ramsey, campeão do mundo em 1966, onde o próprio é cumprimentado pelo pequeno torcedor, feliz com a vitória da seleção inglesa sobre a Escócia em 1973. O arquivo mostra fotos clássicas ou inéditas de algumas lendas do futebol, como Bobby Moore, capitão da seleção inglesa, e o goleiro Banks. Confira no link (fotos do arquivo do Mirror) e torça para que, um dia, acervos fabulosos com o da Manchete Esportiva e tantos outros que guardam a memória do futebol saiam das caixas e cheguem ao público atráves de publicações ou de exposições.

Malandro é malandro, mané é mané...

É o que diz o samba de Bezerra da Silva. Me faz lembrar do Romário. Há alguns anos, parecia o perfeito malandro carioca, no bom sentido. Era o "peixe" esperto. Agora anda encalacrado em dívidas. Ontem, segundo os jornais, foi leiloada o ap do baixinho na cobertura do Golden Green. A maior parte da grana, cerca de 5 milhões, iria para um vizinho. Romário foi condenado a indenizar o cara porque teria sido alertado seguidas vezes de um vazamento da sua cobertura para a apartamento de baixo e não tomou providências. Pô, mas o baixinho não tinha o simples telefone de um bombeiro??? Funciona assim: você é avisado do problema, vai lá no vizinho, constata, chama o encanador, o cara faz um orçamento, quebra a parede, muda o PVC, impermeabiliza, se for o caso, você paga o sujeito, se trabalhou bem dá o da cerveja, e bola pro mato que o jogo é de campeonato. Perder uma cobertura que vale 8 milhões por causa de um cano furado???? Isso é que é furada. Malandro é malandro, mané é mané... Quer saber? Esqueça o Romário dos problemas pessoais. Era o "cara". Era o que sabia fazer. Quem não o viu jogar até poderá ter uma nova chance. O baixinho vai voltar a campo vestindo a camisa do América. Serão apenas dois jogos. Mas a bola agradece.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pressa amiga da imperfeição

É ou não é improviso? O lobby para extinguir a obrigatoriedade do diploma para jornalistas agiu tão rápido que deixou lacunas pelo caminho. Já falei aqui da falta de regulamentação da profissão e do direito de resposta agora sem qualquer parâmetro. Na prática, a correria para mandar o diploma e a regulamentação para o espaço está impedindo que jovens jornalistas consigam emprego. Impedir alguém de trabalhar não é inconstitucional?  Os ministros opinaram, votaram, o  STF decidiu, mas não publicou a portaria com normas para o Ministério do Trabalho e Emprego. Dá-lhe Brasil! Vejam o que foi publicado no site do Sindicato de Jornalistas (SP).

Mais de 1 mil pedidos de registro de jornalistas, diplomados ou não, estão parados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que não pode definir nenhum procedimento por falta de um comunicado oficial do STF. O tribunal derrubou a obrigatoriedade da exigência do diploma para o exercício do jornalismo dia 17/6, mas passados quase dois meses não publicou portaria indicando as novas normas do processo.

Assim, segundo comunicado oficial do coordenador nacional do setor de identificação e registro profissional do MTE, Francisco Gomes, os novos pedidos de registro e os pedidos de transformação de registro precário em registro definitivo de jornalistas deverão "aguardar manifestação posterior e oficial sobre o assunto". O presidente do Sindicato, José Augusto (Guto) de Oliveira Camargo, teve reunião nesta segunda-feira (10/8) no DRT, em São Paulo, para tratar do problema. "A confusão é grande, principalmente para os recém-formados. Apesar de ter o diploma, não estão conseguindo o número do registro profissional (MTb), o que atrapalha o ingresso no mercado de trabalho", diz o presidente. A direção da Fenaj também se reune em Brasília com relação ao mesmo tema.

    

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uma ótima semana pra todos!


Desculpem o ânimo da Diadorim: assim como o Garfield, ela detesta segundas-feiras...

Lembranças...

Na doce ressaca do Dia dos Pais, é hora do poema de Ivan Lins e Vitor Martins, uma obra-prima do final dos Anos 70. . Ivan Lins e Vitor Martins escreveram a canção em outros e sombrios tempos. Alguns versos parecem atuais nesses dias de corrupção, individualismo, do "deus" mercado que tudo pode, de deputados e senadores que não nos representam, de violência, de crianças abandonadas nas ruas... mas de esperança, ainda, de que o Brasil acorde, o povo desperte, vá às ruas e refaça seu destino. Aí à direita, na TV Panis, a voz e a alma de Elis Regina. E neste link Aos Nossos Filhos

Aos Nossos Filhos

De Ivan Lins e Vitor Martins

Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim...
Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim...
Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim...
E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim...
E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim...
Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim...
Digam o gosto pra mim...

sábado, 8 de agosto de 2009

Estação General?

Esta é uma das entradas da futura estação General Osório. General? Ipanema merece mais do que isso. Que tal Estação Leila Diniz ou Vinícius de Moraes ou Tom Jobim ou Albino Pinheiro? Qualquer uma das alternativas é melhor do que General Osório. . . Está lançada a campanha.

Briga de mulher


Caminho das Índias mostrou ontem o trunfo na manga de todo autor de novela: briga de mulher. O ponteiro do ibope deve ter ido nas alturas. Manoel Carlos, Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Janete Clair... Qual o dramaturgo que resiste a uns bons puxões de cabelos? Não só o Projac mas Hollywood. A TV Panis, à direita, reproduz a pancadaria entre Christiane Torloni (Melissa) e Leticia Sabatella (Yvonne). Na foto desta página, a briga de Alinne Moraes (Silvia) e Marjorie Estiano (Maria Paula) em Duas Caras, de Aguinaldo Silva. E no link abaixo, um clipe de grandes brigas de mulheres no cinema. Divirtam-se
Briga de mulher no cinema

Antenados

O levantamento abaixo foi feito há cinco anos, mas de lá pra cá, a concentração de meios de comunicação nas mãos de políticos só aumentou. Muitas excelências estão à frente ou por trás de TVs, rádio e jornais. Não é ato gratuito que deputados e senadores pretendam elaborar leis para controlar a internet. Hoje, no Brasil, com quase 35 milhões de pessoas acessando sites, blogs, orkuts, facebooks e twitters, a rede é um terrítório democrático onde circulam notícias e opiniões que não alcançam a chamada grande mídia comercial e, principalmente, não dependem de linha editorial, interesses ou censura de veículos intermediários. Em abril de 2004, 30 (dos 81 senadores) tinham participação em veículos de comunicação diretamente ou através de parentes. Sabe-se, contudo, que a lista seria quilométrica se incluisse as emissoras arrendadas ou comandadas por "laranjas". Veja, a seguir, os nomes mais conhecidos. A fonte é o EPCOM-Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação-Sistema de Controle e Acompanhamento de Cotas (Ministério das Comunicações).
Antero Paes de Barros (PSDB/MT): AM (Cuiabá); Clã Antonio Carlos Magalhães (PFL/BA): AM (Ribeira do Pombal) e três TVs (Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista); Antonio Carlos Valadares (PSB/SE): FM (Simão Dias); César Borges (PFL/BA): FMs (Ipiau e Piritiba);
Edison Lobão (PFL/MA): AMs (Barra do Corda, Imperatriz, São Luis), TV (São Luis), FM (São Luis); Eduardo Azeredo (PSDB/MG): FM (Santo Antonio do Monte); Garibaldi Alves Filho (PFL/RN): AMs (Jardim do Seridó, João Câmara, Lajes, Mossoró, Santa Cruz, Natal), FM (Parnamirim) e três TVs (em Natal); Gerson Camata (PMDB/SC): AM (Colatina); Hélio Costa (PMDB/MG): FM (Barbacena); Jorge Bornhausen (PFL/SC): AM (Itajaí);
José Agripino Maia (PFL/RN): AMs (Caicó, Currais Novos, Mossoró, Nova Cruz), FM (Natal), TV (Natal); Clã Sarney+Roseana (PMDB/MA): AMs ( Caxias, Imperatriz, Pinheiro), FMs (Imperatriz, São Luis, Timon), três TVs (Codó, Imperatriz e São Luis); Mão Santa (PMDB/PI); AM (Parnaíba); Marcelo Crivella (PL/RJ): TVs (Itabuna e Franca); Romero Jucá (PMDB/AP): FM (Bezerros ; Serys Slhessarenko (PT/MT): FM (Cuiabá); Tasso Jereissati (PSDB/CE): FMs (Jangadeiro e Casa Blanca-Fortaleza), FM (Limoeiro do Norte); TV (Jangadeiro-Fortaleza).
Fica a curiosidade: como será a cobertura jornalística da atual crise do senado que vai ao ar nessas emissoras? A propósito, participe da campanha "Não reeleja ninguém".