
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Renato Aragão, um menino que faz todo mundo ser criança no picadeiro da televisão
por Eli Halfoun
Palmas para ele que ele merece. Aos 75 anos de idade, Renato Aragão está comemorando 50 anos do personagem Didi Mocó. Ninguém permanece atuando tanto tempo com o mesmo personagem se não tiver talento para renová-lo e fazê-lo chegar sempre inteiro ao público. Charles Chaplin foi assim com Carlitos e Mario Moreno com Cantinflas. Renato Aragão é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira e mundial porque soube construir um personagem ingênuo e de um humor puro que arrancou pelo menos um sorriso, mesmo que disfarçado, do mais carrancudo e exigente dos telespectadores. Quando ele estreou na velha TV Tupi com “Os Trapalhões”, muita gente torcia o nariz para o cearense cabeça-chata que pretendia fazer rir com uma presença que inicialmente pouco ou quase nada era notada. O sucesso de Renato só ficou sólido quando ele foi convidado para levar seu grupo de trapalhões para a exigente Rede Globo. Parecia loucura da Globo ao fazer o convite e loucura maior de Aragão ao aceitar o desafio de arriscar carreira e personagem em uma emissora que poderia “queimá-lo”. A Globo apostou e Aragão foi e venceu. E venceu porque sempre se manteve fiel à proposta de fazer do palco da televisão o picadeiro central do palhaço que sempre quis ser. O segredo do sucesso de Renato Aragão é justamente esse: ele dá para o público da televisão e do cinema o humor puro e ingênuo que nos acostumamos a ver nos circos de nossa infância. Resultado: Aragão conquistou a platéia infantil que adora circo e fez com que o público adulto, que torcia o nariz para “aquelas besteiras”, percebesse que ainda existe algo de infantil no adulto que sabe deliciar-se com a ingenuidade do humor do palhaço Aragão. Mesmo criticado pelos mais exigentes Aragão foi, com uma cambalhota aqui, outra cambalhota ali, brincando ingênua e infantilmente no palco de nossas vidas e fez com que o personagem Didi Mocó passasse a fazer parte da vida de nossos filhos e das nossas. Renato Aragão nunca deixou de ser criança na hora de brincar com piadas que não teriam o menor efeito se fossem contadas ou interpretadas por qualquer outro comediante. Nenhum comediante seria tão ingenuamente palhaço quanto Renato Aragão. É por isso que aos 75 anos Aragão continua sendo uma criança que diverte e se diverte no picadeiro que aprendeu a usar e comandar com mestria. Renato Aragão é o eterno menino que todos nós somos ou gostaríamos de ser. Palmas que ele realmente merece.
Palmas para ele que ele merece. Aos 75 anos de idade, Renato Aragão está comemorando 50 anos do personagem Didi Mocó. Ninguém permanece atuando tanto tempo com o mesmo personagem se não tiver talento para renová-lo e fazê-lo chegar sempre inteiro ao público. Charles Chaplin foi assim com Carlitos e Mario Moreno com Cantinflas. Renato Aragão é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira e mundial porque soube construir um personagem ingênuo e de um humor puro que arrancou pelo menos um sorriso, mesmo que disfarçado, do mais carrancudo e exigente dos telespectadores. Quando ele estreou na velha TV Tupi com “Os Trapalhões”, muita gente torcia o nariz para o cearense cabeça-chata que pretendia fazer rir com uma presença que inicialmente pouco ou quase nada era notada. O sucesso de Renato só ficou sólido quando ele foi convidado para levar seu grupo de trapalhões para a exigente Rede Globo. Parecia loucura da Globo ao fazer o convite e loucura maior de Aragão ao aceitar o desafio de arriscar carreira e personagem em uma emissora que poderia “queimá-lo”. A Globo apostou e Aragão foi e venceu. E venceu porque sempre se manteve fiel à proposta de fazer do palco da televisão o picadeiro central do palhaço que sempre quis ser. O segredo do sucesso de Renato Aragão é justamente esse: ele dá para o público da televisão e do cinema o humor puro e ingênuo que nos acostumamos a ver nos circos de nossa infância. Resultado: Aragão conquistou a platéia infantil que adora circo e fez com que o público adulto, que torcia o nariz para “aquelas besteiras”, percebesse que ainda existe algo de infantil no adulto que sabe deliciar-se com a ingenuidade do humor do palhaço Aragão. Mesmo criticado pelos mais exigentes Aragão foi, com uma cambalhota aqui, outra cambalhota ali, brincando ingênua e infantilmente no palco de nossas vidas e fez com que o personagem Didi Mocó passasse a fazer parte da vida de nossos filhos e das nossas. Renato Aragão nunca deixou de ser criança na hora de brincar com piadas que não teriam o menor efeito se fossem contadas ou interpretadas por qualquer outro comediante. Nenhum comediante seria tão ingenuamente palhaço quanto Renato Aragão. É por isso que aos 75 anos Aragão continua sendo uma criança que diverte e se diverte no picadeiro que aprendeu a usar e comandar com mestria. Renato Aragão é o eterno menino que todos nós somos ou gostaríamos de ser. Palmas que ele realmente merece.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Porto de Galinhas
O antigo porto natural de desembarque de esravos em Pernambuco é um das mais belas regiões turísticaa do Brasil.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Uma lição eleitoral na disputa que ainda não acabou
por Eli Halfoun
1- Mesmo tendo uma política e vários políticos nos quais a população não acredita (aliás, não acredita em nenhum) não se pode deixar de reconhecer que o Brasil tem um processo eleitoral de fazer (e faz) inveja ao mundo. Quando é que se poderia imaginar que pouco mais de três horas depois do encerramento da votação os brasileiros ficassem sabendo do resultado em todos os estados, inclusive em locais nos quais essa cada vez mais perfeita urna eletrônica teve que ser substituída pelas velhas cédulas de papel - aquelas que permitiam falcatruas, geravam dúvidas e atrasavam todo um processo eleitoral. Agora o Brasil pode se orgulhar de ser um campeão de apuração e de estar dando ao mundo um exemplo de agilidade, maturidade e democracia eleitoral.
2- É claro que houve alguns resultados surpreendentes, mas nenhum deles pode ser contestado. Nenhum analista político esperava, por exemplo, que haveria um segundo turno na corrida presidencial. As pesquisas davam como certa a vitória de Dilma Roussef no primeiro tempo da partida. A realização de um segundo turno surpreendeu, mas não é decepcionante. Pelo contrário: faz o jogo democrático ficar muito mais saudável. Agora a decisão não está nas mãos de Dilma ou de Serra: será a mão forte de Marina Silva que indicará o novo presidente do país. Aliás, não se pode desprezar a participação de Marina Silva no próximo governo, assim como não se pode desprezar a nova força do PV, que a cada eleição deixa de ser um partido nanico para agigantar-se na preferência do eleitor. O PT começou assim e hoje, mesmo que não concorde com suas decisões, é sem dúvida um dos partidos mais fortes e decisivos do país. O PV chega lá.
3 – O Globo noticia que o presidente Lula não mais concorrerá em uma eleição. Acho difícil: a corrida eleitoral faz parte da vida de Lula e não acredito que ele se acostume a viver sem ela. A declaração de Lula deixa uma dúvida: não é ele que está concorrendo agora à Presidência da República?
4 - A votação de Wagner Montes para a Assembléia Legislativa do Rio deixa evidente uma vez mais a importância da televisão na vida de um candidato. É verdade que não basta estar com a cara na televisão paras ser eleito e evidentemente não foi apenas a presença como apresentador que fez de Wagner Montes o campeão de votos para deputado estadual no Rio. Foi sem dúvida sua luta, via televisão, contra a violência que o fez um candidato forte e agora credenciado para na próxima eleição pleitear um novo cargo. Não será surpresa se Wagner aparecer como candidato do PDT na próxima eleição de prefeito.
5 - Não foi surpresa o quase um milhão e meio de votos dados em São Paulo para o palhaço Tiririca, agora deputado Everardo Oliveira da Silva. Não se sabe como Tiririca se comportará como deputado estadual em São Paulo, mas é certo que o recorde de votos que obteve não é conseqüência de suas propostas. É o voto de protesto, que com a cédula de papel era feito com o eleitor escrevendo o seu recado. O recado agora, com a grande votação de Tiririca é um só: o eleitor está querendo dizer que todos os políticos são palhaços.
6 - As muitas denúncias que protagonizou não diminuíram a popularidade e as força política de Anthony Garotinho que acabou eleito deputado federal pelo Rio (será que o deixarão tomar posse?) Os Garotinho também marcaram presença no Raio com a eleição de Clarisse Garotinho para a Assembléia do Rio. Enquanto vereadora ela não comprometeu e realizou um bom trabalho já de olho na candidatura deputado e como a ambição política está na família tudo leva a crer que Clarisse será uma boa deputada. De olho em seu inegável futuro político.
7 - Os bons de bola também chegaram lá: Romário é deputado federal pelo Rio e Bebeto é estadual também no Rio. A vida de Romário foi marcada por muita luta e não será agora que ele fugirá da grande área, onde sempre foi um craque. Bebeto marcou sua carreira no futebol como um jogador que sempre soube distribuir o jogo e fazer gols inesquecíveis, o que faz acreditar que continuará distribuindo o jogo agora com, espera-se, sabedoria política.
8 - O 2º turno vem aí. Nesse momento é impossível fazer uma previsão de vitória: ganhará aquele que conseguir atrair o eleitorado que apostou em Marina Silva. Ela foi sem dúvida a grande e vitoriosa dessa eleição. Mesmo perdendo.
1- Mesmo tendo uma política e vários políticos nos quais a população não acredita (aliás, não acredita em nenhum) não se pode deixar de reconhecer que o Brasil tem um processo eleitoral de fazer (e faz) inveja ao mundo. Quando é que se poderia imaginar que pouco mais de três horas depois do encerramento da votação os brasileiros ficassem sabendo do resultado em todos os estados, inclusive em locais nos quais essa cada vez mais perfeita urna eletrônica teve que ser substituída pelas velhas cédulas de papel - aquelas que permitiam falcatruas, geravam dúvidas e atrasavam todo um processo eleitoral. Agora o Brasil pode se orgulhar de ser um campeão de apuração e de estar dando ao mundo um exemplo de agilidade, maturidade e democracia eleitoral.
2- É claro que houve alguns resultados surpreendentes, mas nenhum deles pode ser contestado. Nenhum analista político esperava, por exemplo, que haveria um segundo turno na corrida presidencial. As pesquisas davam como certa a vitória de Dilma Roussef no primeiro tempo da partida. A realização de um segundo turno surpreendeu, mas não é decepcionante. Pelo contrário: faz o jogo democrático ficar muito mais saudável. Agora a decisão não está nas mãos de Dilma ou de Serra: será a mão forte de Marina Silva que indicará o novo presidente do país. Aliás, não se pode desprezar a participação de Marina Silva no próximo governo, assim como não se pode desprezar a nova força do PV, que a cada eleição deixa de ser um partido nanico para agigantar-se na preferência do eleitor. O PT começou assim e hoje, mesmo que não concorde com suas decisões, é sem dúvida um dos partidos mais fortes e decisivos do país. O PV chega lá.
3 – O Globo noticia que o presidente Lula não mais concorrerá em uma eleição. Acho difícil: a corrida eleitoral faz parte da vida de Lula e não acredito que ele se acostume a viver sem ela. A declaração de Lula deixa uma dúvida: não é ele que está concorrendo agora à Presidência da República?
4 - A votação de Wagner Montes para a Assembléia Legislativa do Rio deixa evidente uma vez mais a importância da televisão na vida de um candidato. É verdade que não basta estar com a cara na televisão paras ser eleito e evidentemente não foi apenas a presença como apresentador que fez de Wagner Montes o campeão de votos para deputado estadual no Rio. Foi sem dúvida sua luta, via televisão, contra a violência que o fez um candidato forte e agora credenciado para na próxima eleição pleitear um novo cargo. Não será surpresa se Wagner aparecer como candidato do PDT na próxima eleição de prefeito.
5 - Não foi surpresa o quase um milhão e meio de votos dados em São Paulo para o palhaço Tiririca, agora deputado Everardo Oliveira da Silva. Não se sabe como Tiririca se comportará como deputado estadual em São Paulo, mas é certo que o recorde de votos que obteve não é conseqüência de suas propostas. É o voto de protesto, que com a cédula de papel era feito com o eleitor escrevendo o seu recado. O recado agora, com a grande votação de Tiririca é um só: o eleitor está querendo dizer que todos os políticos são palhaços.
6 - As muitas denúncias que protagonizou não diminuíram a popularidade e as força política de Anthony Garotinho que acabou eleito deputado federal pelo Rio (será que o deixarão tomar posse?) Os Garotinho também marcaram presença no Raio com a eleição de Clarisse Garotinho para a Assembléia do Rio. Enquanto vereadora ela não comprometeu e realizou um bom trabalho já de olho na candidatura deputado e como a ambição política está na família tudo leva a crer que Clarisse será uma boa deputada. De olho em seu inegável futuro político.
7 - Os bons de bola também chegaram lá: Romário é deputado federal pelo Rio e Bebeto é estadual também no Rio. A vida de Romário foi marcada por muita luta e não será agora que ele fugirá da grande área, onde sempre foi um craque. Bebeto marcou sua carreira no futebol como um jogador que sempre soube distribuir o jogo e fazer gols inesquecíveis, o que faz acreditar que continuará distribuindo o jogo agora com, espera-se, sabedoria política.
8 - O 2º turno vem aí. Nesse momento é impossível fazer uma previsão de vitória: ganhará aquele que conseguir atrair o eleitorado que apostou em Marina Silva. Ela foi sem dúvida a grande e vitoriosa dessa eleição. Mesmo perdendo.
A luz que salva.
deBarros
Um pontinho de luz brilhou no fim do túnel. Esse pontinho de luz pode se tornar um clarão que illuminará esse País tirando-o das trevas em que estava mergulhado. Um pontinho de luz que abrirá os céus à luz do sol e todo o País se aquecerá com o calor dos seus raios. Um pontinho de luz, que abrirá o seu horizonte, antes enegrecido e sem perpectivas futuras, para a nova geração, que nascerá triunfante nos seus ideais de dignidade, honestidade, carácter e vontade de servir ao País. Os deuses deram ao País, com esse pontinho de luz, a sua última oportunidade de se salvar da imoralidade, perversidade, da desosnestidade enfim da corrupção em que estava submerso, com a promessa de nunca mais esbarrar com "mensalões", "aloprados", "dólares nas cuecas", discursos irados e odientos, de homens jogando brasileiros contra brasileiros, de corridas de gananciosos enlouquecidos pelo fácil poder, que ao mesmo tempo que constrói também destrói.
E assim, mais uma vez, na história do homem: "Fiat Lux".
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
5X Favela briga por mais prêmios internacionais. É o cinema brasileiro no mundo
por Eli Halfoun
Enquanto, apesar de muitos protestos, o filme “Lula, o filho do Brasil” poderá representar o Brasil no Oscar, outro longa-metragem brasileiro corre o mundo e conquista prêmios. Depois de participar dos festivais de Cannes e de Gramado, nos quais ganhou sete troféus, “5x Favela”, de Cacá Diegues pode trazer para o Brasil prêmios das mostras de Chicago e de Biarritz, onde será exibido ainda esse mês. Por aqui o filme também vai bem: em apenas um fim de semana foi visto por 140 mil espectadores no Sudeste onde só foram distribuídas 40 cópias. Agora “5 X Favela”5 tenta ganhar o público nordestino com estréias em Salvador, Fortaleza, São Luiz e João Pessoa. É, enfim, o cinema nacional tendo sua qualidade reconhecida por seu próprio povo.
Enquanto, apesar de muitos protestos, o filme “Lula, o filho do Brasil” poderá representar o Brasil no Oscar, outro longa-metragem brasileiro corre o mundo e conquista prêmios. Depois de participar dos festivais de Cannes e de Gramado, nos quais ganhou sete troféus, “5x Favela”, de Cacá Diegues pode trazer para o Brasil prêmios das mostras de Chicago e de Biarritz, onde será exibido ainda esse mês. Por aqui o filme também vai bem: em apenas um fim de semana foi visto por 140 mil espectadores no Sudeste onde só foram distribuídas 40 cópias. Agora “5 X Favela”5 tenta ganhar o público nordestino com estréias em Salvador, Fortaleza, São Luiz e João Pessoa. É, enfim, o cinema nacional tendo sua qualidade reconhecida por seu próprio povo.
Debate: nem sempre o último é o melhor
por Eli Halfoun
Parece que na próxima eleição presidencial a Globo terá de mudar a estratégia de deixar o debate na emissora para o último inútil bate-boca de candidatos, no caso os presidenciáveis. O recente e frio encontro deixou claro que nem sempre os últimos serão os primeiros: depois de terem discutido, se agredido e prometido de tudo nos debates realizados em todas as outras emissoras os candidatos chegam ao picadeiro da Globo cansados, desgastados, sem nada a dizer e adotando cuidados que não lhes tirem a última esperança de conseguir mais alguns votinhos. Agora então foi pior: como a eleição estaria, segundo as pesquisas, praticamente decidida e os eleitores perderam a paciência de ouvir nada, ou seja, sempre as mesmas coisas que não significam absolutamente nada, o debate perde totalmente o interesse e o sentido. Mostra que a Globo comete um erro estratégico ao deixar seu palco-estúdio como picadeiro. Como se assim a Globo quisesse ter (e quer) ser a dona da verdade e da última palavra. Dessa vez essa antiga estratégia não funcionou: o eleitor já estava em contagem regressiva e contando os segundos para livrar-se enfim da desgastante campanha eleitoral e também da eleição. Das duas uma: ou a Globo desiste de ser a dona da palavra final e realiza o debate na emissora logo no início da campanha ou simplesmente desiste de promover debates. Até porque esses debates políticos não levam a nada. Ainda mais quando desde o início da campanha o resultado está praticamente definido pelas pesquisas.
Parece que na próxima eleição presidencial a Globo terá de mudar a estratégia de deixar o debate na emissora para o último inútil bate-boca de candidatos, no caso os presidenciáveis. O recente e frio encontro deixou claro que nem sempre os últimos serão os primeiros: depois de terem discutido, se agredido e prometido de tudo nos debates realizados em todas as outras emissoras os candidatos chegam ao picadeiro da Globo cansados, desgastados, sem nada a dizer e adotando cuidados que não lhes tirem a última esperança de conseguir mais alguns votinhos. Agora então foi pior: como a eleição estaria, segundo as pesquisas, praticamente decidida e os eleitores perderam a paciência de ouvir nada, ou seja, sempre as mesmas coisas que não significam absolutamente nada, o debate perde totalmente o interesse e o sentido. Mostra que a Globo comete um erro estratégico ao deixar seu palco-estúdio como picadeiro. Como se assim a Globo quisesse ter (e quer) ser a dona da verdade e da última palavra. Dessa vez essa antiga estratégia não funcionou: o eleitor já estava em contagem regressiva e contando os segundos para livrar-se enfim da desgastante campanha eleitoral e também da eleição. Das duas uma: ou a Globo desiste de ser a dona da palavra final e realiza o debate na emissora logo no início da campanha ou simplesmente desiste de promover debates. Até porque esses debates políticos não levam a nada. Ainda mais quando desde o início da campanha o resultado está praticamente definido pelas pesquisas.
Saara, uma lição de paz e democracia no comércio popular
por Eli Halfoun
O poder a quisitivo melhorou pouca coisa, mas melhorou. Isso não fez com que boa parte dos cariocas trocasse o comércio popular do centro da cidade, mais especificamente as ruas que formam o Saara, por sofisticados shoppings ou os muitos camelôs que vendem de tudo e se espalham por toda a cidade, mesmo com a cruel perseguição da Guarda Municipal. É impressionante o movimento de populares em todas as ruas do Saara todos os dias e especialmente aos sábados. Ainda há quem defenda a tese de que “no Saara só se compram coisas baratinhas e vagabundas”. Não é bem assim: tem produtos de todos os tipos para todos os gostos e todos os bolsos: quem quiser, por exemplo, uma roupa sofisticada e de excelente qualidade encontrará, claro que mais cara do que uma camiseta popular, mas mesmo assim mais em conta (e bota mais nisso) do que nas em lojas supostamente sofisticadas. O Saara é mais do que apenas um grande shopping a céu aberto: é o retrato de uma cidade que reúne cidadãos de todas as classes sociais e de todos os cantos do Brasil. É também uma lição de democracia onde todos circulam livremente e sem medo porque a própria multidão se encarrega de botar a marginalidade para fora. O comércio popular do Saara, que ganhou fama em muitos países já mereceu reportagens e estudos. Merece mais porque nada lhe tira o público e a sabedoria de juntar em paz todos os povos e todas as raças.
O poder a quisitivo melhorou pouca coisa, mas melhorou. Isso não fez com que boa parte dos cariocas trocasse o comércio popular do centro da cidade, mais especificamente as ruas que formam o Saara, por sofisticados shoppings ou os muitos camelôs que vendem de tudo e se espalham por toda a cidade, mesmo com a cruel perseguição da Guarda Municipal. É impressionante o movimento de populares em todas as ruas do Saara todos os dias e especialmente aos sábados. Ainda há quem defenda a tese de que “no Saara só se compram coisas baratinhas e vagabundas”. Não é bem assim: tem produtos de todos os tipos para todos os gostos e todos os bolsos: quem quiser, por exemplo, uma roupa sofisticada e de excelente qualidade encontrará, claro que mais cara do que uma camiseta popular, mas mesmo assim mais em conta (e bota mais nisso) do que nas em lojas supostamente sofisticadas. O Saara é mais do que apenas um grande shopping a céu aberto: é o retrato de uma cidade que reúne cidadãos de todas as classes sociais e de todos os cantos do Brasil. É também uma lição de democracia onde todos circulam livremente e sem medo porque a própria multidão se encarrega de botar a marginalidade para fora. O comércio popular do Saara, que ganhou fama em muitos países já mereceu reportagens e estudos. Merece mais porque nada lhe tira o público e a sabedoria de juntar em paz todos os povos e todas as raças.
Quem muito..., bem deixa pra lá.
deBarros
Dirigentes de paises deveriam receber aulas de como se comportar em solenidades efetuadas em nações estrangeiras, principalmente quando essas solenidades ocorrem no Oriente e no Oriente Médio, quando as posturas protocolares são muito rígidas. Com essas aulas protocolares se evitaria posturas ridiculas, mal executadas, bisonhas até.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Eleíção: o circo está armado. E como está
por Eli Halfoun
1-A proibição de vender bebidas no dia da eleição sempre foi só para constar. Nunca houve nenhum restaurante, bar sofisticado ou boteco pé sujo que não servisse cerveja ou uma cachacinha, o que sempre foi feito disfarçadamente. Além do mais ninguém podia nos impedir de beber em casa e depois sair para votar. Portanto a proibição da venda de bebidas sempre foi uma hipocrisia. Agora a mentirinha acabou: pelo menos no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia a venda de bebidas não será proibida, o que significa dizer que ninguém precisará mais esconder a cerveja em uma garrafa de guaraná e a cachaça em uma de água mineral. Duvido que no domingo, dia da eleição, as pessoas saiam pelas ruas bêbadas e fazendo baderna. Brigas em dia de eleição geralmente acontecem por conta de militantes mais entusiasmados e conscientes de que o candidato para o qual trabalham (muitas vezes nem acreditam nele ou em suas propostas) está previamente derrotado.
2 - Nessa eleição, praticamente definida nas pesquisas com ou sem bebida não será diferente: se houver confusão (estou certo de que não haverá) será por causa da revolta dos derrotados. Tucanos e verdes bem que tentam deixar no eleitorado a dúvida sobre a realização de segundo turno. Talvez até aconteça, mas é difícil, muito difícil. Todas as pesquisas mostram claramente que a corrida presidencial está definida. Não se pode dizer que a virtualmente eleita Dilma Roussef fará um bom governo. É hora de torcer (até quem não votar nela precisa entrar nessa torcida) para que isso aconteça. Pelo menos até Lula voltar dentro de quatro anos.
3- Vale tudo nesse finalzinho de campanha: na Praça Saens Pena, Tijuca, que é (foi) uma espécie de concentração para farta e inútil distribuição de propaganda, todos os cartazes foram colocados agora lado a lado nas esquinas da Rua Conde de Bonfim com Rua General Roca. Estão lá posicionados formando um verdadeiro picadeiro. Será que isso quer dizer que o circo está armado?
1-A proibição de vender bebidas no dia da eleição sempre foi só para constar. Nunca houve nenhum restaurante, bar sofisticado ou boteco pé sujo que não servisse cerveja ou uma cachacinha, o que sempre foi feito disfarçadamente. Além do mais ninguém podia nos impedir de beber em casa e depois sair para votar. Portanto a proibição da venda de bebidas sempre foi uma hipocrisia. Agora a mentirinha acabou: pelo menos no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia a venda de bebidas não será proibida, o que significa dizer que ninguém precisará mais esconder a cerveja em uma garrafa de guaraná e a cachaça em uma de água mineral. Duvido que no domingo, dia da eleição, as pessoas saiam pelas ruas bêbadas e fazendo baderna. Brigas em dia de eleição geralmente acontecem por conta de militantes mais entusiasmados e conscientes de que o candidato para o qual trabalham (muitas vezes nem acreditam nele ou em suas propostas) está previamente derrotado.
2 - Nessa eleição, praticamente definida nas pesquisas com ou sem bebida não será diferente: se houver confusão (estou certo de que não haverá) será por causa da revolta dos derrotados. Tucanos e verdes bem que tentam deixar no eleitorado a dúvida sobre a realização de segundo turno. Talvez até aconteça, mas é difícil, muito difícil. Todas as pesquisas mostram claramente que a corrida presidencial está definida. Não se pode dizer que a virtualmente eleita Dilma Roussef fará um bom governo. É hora de torcer (até quem não votar nela precisa entrar nessa torcida) para que isso aconteça. Pelo menos até Lula voltar dentro de quatro anos.
3- Vale tudo nesse finalzinho de campanha: na Praça Saens Pena, Tijuca, que é (foi) uma espécie de concentração para farta e inútil distribuição de propaganda, todos os cartazes foram colocados agora lado a lado nas esquinas da Rua Conde de Bonfim com Rua General Roca. Estão lá posicionados formando um verdadeiro picadeiro. Será que isso quer dizer que o circo está armado?
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