segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A desqualificação preconceituosa do conceito democrático de "cada pessoa, um voto"

Paulo Pinto-Fotos Públicas
As demonstrações de ódio e preconceito na avaliação dos votos nos estados não chegam a causar surpresa. Quando Collor foi bombado pela mídia, a todo custo, como se sabe, e eleito com boa votação no Nordeste e expressivo apoio no Sudeste e no Sul, nenhuma voz contestou os votos lá de cima. As análises, ontem à noite, foram um rosário de preconceitos e de, aparentemente, vontade de que o Brasil providencie um tipo de apartheid eleitoral que evite a ousadia, imagine, de o Nordeste atrapalhar os planos dos conservadores. É um desrespeito aos eleitores de todo o Brasil. Os analistas usavam para embasar seu argumentos os percentuais. Evitavam nessas análises apontar os números absolutos. Por exemplo, no Paraná, alardeavam que Aécio teve um percentual de 61% dos votos e Dilma, 39%. Impressiona a diferença, não? Mas confira o número de votos no mesmo estado; Aécio, 3.769.054; Dilma, 2.409.677. Ou seja, quase 2 milhões e meio de nordestinos embarcaram em um pau-de-arara e foram poluir os votos dos paranaenses. Ou será que os milhões de paranaenses são paranaenses mesmo e acharam que Dilma é melhor opção do que Aécio? Vamos para Santa Catarina: quase 1 milhão e meio cravaram Dilma. Rio Grande do Sul, quase 3 milhões de nordestinos "infiltrados" votaram em Dilma. Minas, quase 6 milhões foram no 13; Rio, cerca de 4 milhões e meio (Aécio teve pouco mais de 3 milhões e 600; Espirito Santo, Aécio teve 1 milhão, Dilma perto disso, 912 mil. E, o mais absurdo, 8 milhões e meio de paulistas, com duas décadas de tucanos nas costas, fizeram a besteira de votar em Dilma. Bom, talvez tenham sido os porteiros, pedreiros e garçons importados do Nordeste. Vamos desconsiderar. Veja agora, a contrapartida: Aécio recebeu quase 1 milhão e meio de votos em Pernambuco. De acordo com o raciocínio dos analistas na TV ontem, provavelmente foram paranaenses que se mandaram para o sertão pernambucano apenas para votar em Aécio. Mesma coisa na Bahia onde Aécio teve mais de 2 milhões de votos, só que lá foram catarinenses e paulistas que se infiltraram entre a galera do Bolsa Família para votar em Aécio só de sacanagem.
É isso, caros, O Brasil elegeu Dilma, apesar da poderosa campanha midiática. Melhor parar de destilar bílis e torcer para que ela faça um segundo governo melhor, bem melhor do que o primeiro, corrija os erros, não perca o foco social, faça o país crescer e não governe apenas para o The Economist e seus garotos do mercado, não descuide do emprego, da infraestrutura, da educação e da saúde. Que lute contra a corrupção no âmbito federal e torça para que governadores do PSDB, PMDB, PSB, PROS, PSD, PCdoB e todos os partidos façam o mesmo com a roubalheira nos seus terreiros estaduais. Que a mídia ajude a combater isso de forma não seletiva, porque ao escolher que ladrão vai denunciar ela abraça o gatuno que prefere esconder.
E para aqueles que vão preferir deixar o Brasil, não façam isso. Fiquem para ajudar. Mas até dá para entender: a cidade em que Aécio teve o maior percentual de votos não fica no Brasil. É Miami, onde o tucan bird teve 91,79% dos votos válidos (e votos legítimos, de brasileiros que devem ser respeitados) contra 8,21% de Dilma.
Aos que partem, se for inevitável a diáspora - e estes também devem ser respeitados na sua decisão,  boa viagem. Até um dia, quem sabe. Como deve estar dizendo, hoje, um eleitor de Dilma citando Paulinho da Viola, "me perdõe a festa, é a alma do nosso negócio..."
Paulo Pinto-Fotos Públicas

Paulo Pinto-Fotos Públicas

Paulo Pinto-Fotos Públicas

domingo, 26 de outubro de 2014

Plantão das eleições: Dilma presidente

Foto Ricardo Stuckert-Instituto Lula
por Omelete
* Clima de velório nos telejornais
* Já que alguns bacanas prometeram ir para Miami em caso de vitória de Dilma, a Infraero reservou vôos especiais mas até agora ninguém apareceu. 
* Minas mostrou que a mídia gosta mais da família Neves do que os eleitores do estado onde Dilma ganhou.
* Ronaldo que ia ser ministro do Esporte, foi visto vagando em um dos campos do Aterro.
* Armínio Fraga, que ia ser ministro da Economia,  já ligou para o George Soros e pediu o emprego de volta.
* Lula foi a Pernambuco e virou o jogo. Simples assim. Dilma fica devendo essa ao operário
* Algumas celebridades que apoiaram Aécio foram vistas apagando vídeos no You Tube e frases no Face. Alguns alegam que não eram seus perfis verdadeiros e que sempre apoiaram Dilma.
* A irmã do Aécio, que ia fazer trabalho voluntário no Planalto, voluntariou-se para ir para casa, já que o PSDB perdeu também o governo de Minas. onde ela tinha uns bicos.
* A delação premiada vai ser substituída por felação premiada.
* Sem choro: o povo falou no voto
* Espera-se que a direita derrotada não vá bater à porta do quartel com gosta de fazer.
* O Nordeste deu a melhor resposta contra o preconceito. 
* Dilma ganhou no Nordeste, no Norte, no Sudeste (Minas e Rio) e embora tenha perdido no percentual recebeu milhões de votos no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina. São Paulo, que o PSDB domina há 20 anos, é um caso à parte. Ganhou no Brasil, afinal.
* Colunistas foram vistos bebendo água do Tietê em clara tentativa de suicídio e com o objetivo de botar a culpa em Dilma e Lula.
* A Globo News, embora sob depressão, tenta valorizar tanto o número de votos que o Aécio teve que se o programa durar mais meia hora Aécio vai ser eleito. A vitória de Dilma eles já transformaram em derrota, nas "análises", há mais tempo.
* Afinal, foi eleita a presidente "sem legitimidade" como pregou o Globo no artigo de um certo Demétrio Magnoli, um sociólogo, parece.
* Globo News meio sem graça botou no ar o coro da Av. Paulista. "Ei, Bonner, vai tomar no..." Riscos do "ao vivo".
* Divulgada a agenda do PSDB para essa madrugada: tomar banho de descarrego no que resta de água no volume morto da Cantareira de Alkmin. 
* Melhor coisa da eleição: rever Marcela, a mulher do Temer, que só aparece no palanque nessas horas. Vai pra casa Temer.
* Marina Silva vai trabalhar no Itaú
* Arnaldo Jabor foi visto ligando pro SUS e pedindo um junta de psicanalistas para entender o que aconteceu. Como assim?
* Lobão viajou para se unir ao ISIS, no Iraque, onde vai tocar bumbo na banda de música do batalhão.
* Comentaristas de economia estão reunidos para definir o organograma de catástrofes previsto para os próximos meses. 
* Dilma propõe um plebiscito para a reforma política. Aí, é demais. Só de desgosto, a rapaziada da velha mídia vai beber água com vírus ebola.
* FHC foi visto lamentando ter arrebanhado votos da emenda da reeleição. 
* Vamos dar força ao plebiscito para acabar com reeleição pra presidente, prefeito, governador, senador, deputado e vereador; O Brasil vai ficar melhor sem políticos profissionais. 





Mais uma capa repetindo a famosa foto de Demi Moore...

Megan Gale no repeteco da ...

...foto de Demi Moore, que a...
... Manchete clonou com Maitê Proença e...

a Rolling Stone recriou com Fernanda Lima e..


...Bussunda ironizou na Casseta.

por Omelete
Essa deve ser a capa mais repetida de todos os tempos, desde que a Vanity Fair publicou nos anos 80 a famosa foto de Demi Moore clicada por Annie Leibovitz. E a Manchete imitou com Maitê Proença e tantas outras atrizes clonaram em outras publicações. Até o Bussunda ironizou a pose ao figurar barrigudo na revista Casseta. A da vez é a modelo australiana Megan Gale em foto para a Marie Claire. Mas a barriga é de seis meses atrás. O filho, River, já nasceu e nessa semana ela já é capa da  Who por outro motivo: está entre as mais sexy do mundo. Outra rotina das revistas nas edições de fim do ano, listas disso, listas daquilo...
Seis meses depois de ter o filho, a modelo Megan Gale posa para a Who. Em forma e, dessa vez, sem imitações.

Revista Time entra de sola no ataque ao ensino público... os States estão copiando o Brasil

Time dessa semana. É a segunda capa de uma campanha contra professore do ensino público,
segundo denúncia de associações de classe americanas.
A primeira capa da Time atacando os professores e
sugerindo que eles precisam de boas vassouradas. 
por BQVManchete
A Time anda irritando os professores. Na capa dessa semana, a revistona dá mais um bordoada nos mestres. Associações de docentes já estão convocando boicote contra a publicação. É a segunda capa nessa linha de encostar os professores no canto da parede. A primeira, foi com a diretora de um escola de Washington, Michelle Rhee, de pé em uma sala de aula, segurando uma vassoura. No títúlo de capa: "Como corrigir Escolas da América". Rhee empreende uma batalha contra os maus professores, pede reformas do ensino e quer mudar os parâmetros da formação de professores. Por razões óbvias, os professores ficaram enfurecidos. Agora, com a nova capa, subiram nas tamancas. A Time diz que o corporativismo nas escolas é tamanho que é impossível demitir um mau professor. Os mestres alegam que não é verdade, tanto que a própria Rhee já foi demitida de um escola. A capa da Time simboliza os professores como maças podres que devem ser marteladas. Organizações de classe dizem que a Time está querendo injustamente atribuir a culpa dos problemas nas escolas americanas aos professores. Apontam que há milionários conservadores financiando a campanha para a reforma das escolas e que as mudanças sugeridas são antidemocráticas e vão prejudicar os menos favorecidos. E a ofensiva para demonizar os professores é, na verdade, para destruir o ensino público e transferir verba pública para o ensino privado e obter altos lucros, o que não necessariamente vai melhorar o ensino, alegam. A direita americana ataca o ensino público como bombardeou o MedCare de Obama que tirou algum lucro do sistema "abutre" de saúde privada no país. O Brasil costuma ver campanhas semelhantes. Contra Aníbal Teixeira, por exemplo, o educador que sonhava massificar a educação e teve morte suspeita durante a ditadura. E a odiosa campanha de um grande grupo de comunicação contra os Cieps, sem falar na ofensiva neoliberal dos anos 90 contra o ensino público. Os States estão nos copiando.




Revista VIP: Nessa eleição não tem mutreta. Deu Bruna Marquezine. E Neymar fez gol ontem mas nessa parada aqui ele chutou pra fora...

REprodução jornal Extra

Reprodução Jornal Extra

Foto Reprodução jornal EXTRA

por Omelete
Neymar jogou ontem, fez o gol do Barcelona contra o Real Madri. Perdeu a partida. Bola pra frente que o Barça ainda é líder. O craque perdeu a parada, chutou pra fora, isolou a "gorduchinha" foi num terreno onde a bola de curva é quem manda. A atriz Bruna Marquezine ganhou a votação feita pela revista VIP. E a Mulher Mais Sexy do Mundo de 2014. Será capa da próxima edição da revista passadas as baixarias eleitorais. Mais "sexy do mundo" é um exagero, não pela beleza da jovem atriz, mas pela alcance do tal concurso que não atinge nem o Paraguai quanto mais os cinco continentes. Lembra um pouco aquela breguice de americano que costuma chamar os campeonatos internos de beisebol, futebol e basquete de World Series. Claro que nada disso tira o brilho da ex de Neymar. Não entendi foi porque o Extra botou um anúncio de emagrecimento (sobrou o título, acima, na reprodução) logo abaixo da foto da Bruna. A barriga nem aparece! Ou será que eles quiseram se referir a outra cuva acentuada que nem emagrecer precisa. Nem deve.

sábado, 25 de outubro de 2014

Análise das campanhas eleitorais: contribuição ao debate para unir o país e refundar o Brasil

por Omelete
Faltam pouco mais de 24h para o Brasil conhecer quem vai encher o saco nacional pelos próximos quatro anos. Dizem os analistas políticos que essa campanha deixa lições seja lá que resultado vier das urnas. No fritar dos ovos, Omelete, contribui com essa análise e alguns destaques neste paniscumovum, mas também conhecido como pãocomovo ou blogqueviroumanchete. 
* Os debates sem propostas nem idéias. Até "Meu nome é Enééééaaaasssss", na sua época, apresentou mais programas de governo do que Aécio e Dilma. Verdade que ele queria construir a bomba atômica, mas pelo menos parou pra pensar em alguma coisa. 
* Campanha. Por que não colocar logo o marqueteiro de Dilma ou o marqueteiro de Aécio na presidência? Os dois candidatos nos debates, nas entrevistas e nas campanhas só falavam, e pensavam, o que os publicitários aprovavam.
* Desconstrução. Nesse clima, não dá para estranhar que o verbo desconstruir tenha sido o mais conjugado. Nem Dilma nem Aécio deram muita bola para construir seja lá o que for. 
* Pobre. Um leitor manda uma boa sobre Armínio Fraga, o superministro de Aécio caso ele chegue lá. "Armínio só conheceria um pobre se ele fosse negociado na Bolsa de Valores"
* Carteirinha do clube. A bolha furou e o papel de Marina Silva acabou meio inexpressivo. Com um toque de ridículo no final. Deslumbrada com os novos amigos, de banqueiros a empresários, ela aderiu ao PSDB e ao DEM do Aécio com a alegria de quem ganhou um título para adentrar no Country Club sem levar bola preta.
* Os famosos que apoiam Aécio: um gozador diz que juntando todas as massas encefálicas ali reunidas periga não passar de um quilo. E é bom conferir o peso, freguês. Mas democracia é isso: não vamos discriminar as celebridades.
* A passeata dos bacanas em São Paulo para dar uma força ao Aécio: foi bonita a festa, pá. Foi a segunda vez que o cercadinho vip foi pra rua com pulseirinha e tudo. A outra foi na Marcha da Família com Deus pela Democracia, em 1964. Mas essa agora foi mais chique. O pessoal fazia selfie com iPhone último tipo. Nas imediações, discretamente fora de cena, havia engarrafamento de BMW, Porsche, Audi, Ferrari. Alguns desses carros tiveram que ficar mais afastados porque estavam com documentação irregular mas os valets contratados pelos organizadores da passeata resolveram o problema. Vendedores ambulantes foram mantidos à distância pelos seguranças. Mas havia um buffet de um grande restaurante paulista equipado com truck food, acompanhando os manifestantes e servindo champanhe e aperitivos como wrap de truta, rolinhos de massa folhada com linguiça, biscoitinhos recheados com creme de roquefort e pãozinho com filé de pato defumado e geléia. Havia personal trainer para orientar os bacanas na questão do esforço muscular; coreógrafos com formação na Broadway para criar movimentos, saudações harmonizadas e levantamento de braços nos momentos certos para pontuar o apoio entusiasmado a Aécio. Para evitar críticas e insinuação de que a passeata era só de ricos e famosos, foram contratados figurantes customizados como pobres. Um famoso figurinista, ele mesmo ex-caipira de infância pobre em Minas, foi contratado para desenhar os modelitos dos pobres. Uma fonoaudióloga se ofereceu voluntariamente para ensinar os figurantes a falarem como pobres, além do gestual, foram orientados a cuspir no chão, coçar a bunda, coçar o saco e outras coisa típicas que eles imaginam que pobre faz. Para gritar "abaixo Dilma Rousseff", a fonoaudióloga sugeriu a pronúncia Dillma Rrrauseff, para parecer mais chique. Estamos chamando de passeata, mas é falha nossa. Quando perguntados pelos passantes, os participantes informavam que estavam ali para uma march, outros falavam em demonstration, outros que faziam uma support march for Aécio. Para a elite paulista não se perder, havia no final uma grande faixa branca com a palavra Finish em letras douradas sobre fundo azul. Ali os manifestantes se dispersaram com a ajuda dos valets, motoristas, governantas e seguranças. O mais estranho era a presença de um funcionário engravatado de uma agência de turismo distribuindo seu cartão caso eles quisessem passagens de primeira classe na remota hipótese de Dilma ganhar e uma van de uma empresa de leasing de jatinhos também disponibilizando aeronaves para a diáspora dos bacanas caso tenham que aturar mais quatro ano de PT, que eles pronunciam Pi Ti, caprichando no inglês com um leve accent da Nova Inglaterra.
* O papel da imprensa: oligarca
* Os jornalistas da grande mídia comercial. Dividem-se em dois grupos: os da cúpula editorial e alguns colunistas e colaboradores que fizeram a opção preferencial de aderir e cortejar as famílias proprietárias; e a massa das redações submetida ao emprego por questão de sobrevivência. Há jornalistas que confessam ter vergonha de trabalhar em certos veículos. E claro também que há aqueles que fazem a mesma e sincera profissão de fé ideológica do patronato e trabalham sem conflito. O povaréu das redações, ao contrário dos grandes veículos é plural, mesmo que em silêncio, e não manca apenas para a direita. É conhecida a piada sobre o jornalista a quem um editor pediu que fizesse um pequeno resumo da bíblia. "É pra já. A favor ou contra?", perguntou o subalterno. Fazer o quê?
* A notícia coreografada. Vazamentos de acusações sem provas, revista, jornal e TV atuando como um sistema de propaganda&werbung que faria os especialistas do ramo, nos anos 30, à beira do Reno, babarem de inveja. Um especula, os outros repercutem. Obviamente, em ação organizada. O objetivo, como em todas as últimas eleições, é produzir a manchete dos diários, os dez minutos de TV, o "debate" no rádio, a revista antecipada nas bancas e com esquema especial acelerado para entrega aos assinantes. O tempço todo, mas, de preferência, com a última "bala de prata" atirada no sábado à noite quando os acusados já não têm tempo para responder antes das urnas. Lembra o controle do voto popular, a qualquer custo, imposto pela República Velha, agora em formato HD e digital. 
* O Nordeste. Que sai enxovalhado dessa eleição e xingado pelos tucanos na mídia social. A zelite põe na conta daquele pessoalzinho com os miolos torrados pelo sol o fato de Aécio não ter ganhado já no primeiro turno, o que deveria ser natural. No caso improvável de Aécio perder, deve ganhar forma um movimento separatista. Ou uma reforma eleitoral onde cada cidadão tenha seu voto valorizado em função da renda, da escolaridade, dos diplomas no exterior, do número de pulseirinhas vips que guarda em casa, do número de viagens em primeira classe que já fez, da quantidade de carros importados, jatinhos etc. Exemplo, doutor fulano quando teclar na maquininha, seu voto será multiplicado por 10 ou 15, de acordo com a pontuação de mérito. O Zé Mané de Ararapiraca tem deduzido do seu voto a escola que não terminou, a poupança que não juntou e o número de lombrigas que tem na barriga, isso para ficar em torno de 0,3 ou 0,5 em percentual do seu voto. Vai ter que juntar a família para chegar a uma casa-um-voto. Isso, na cabeça da zelite, acabaria com essa história de fudido eleger presidente.
* Ministro da Defesa do Aécio - Dizem que vai ser o Bolsonaro. Não acredito nisso. Deve ser boato espalhado por petista.
* Estados vips. Alguns políticos da oposição esclarecem que, na hipótese improvável de Aécio perder, não é verdade que eles queiram transformar São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em país independente. A ideia - dizem - é fazer desses estados apenas uma "área vip". Seria um apartheid baseado no mérito. Cidadãos de outros estados precisariam de convite, de fazer parte de lista amiga ou ter crachá e pulseirinha para adentrarem à área nobre do país. Não é que eles não possam entrar, nada disso, mas teriam que se capacitar para isso, ganhar uns modos, trocar umas roupas, provar que tem renda.  
* A histeria coletiva contra a tática de mostrar os defeitos e erros dos adversários usada por Aécio e Dilma. O eleitor precisa saber exatamente disso. A alternativa, esconder, seria péssima. E, sem novidades, a mídia detona reputações todos os dias e há muito pratica esse "jornalismo de desconstrução". É hipocrisia criticar tais embates. 
* O cara mais indicado para unir o país é o doleiro. Que teria transitado no governo FHC, tempos do escândalo do Banestado, e teria continuado a atuar nos governos Lula e Dilma sempre sem preconceito e trocando dólares para empresários e políticos de todos os partidos. Ele é o próprio traço de união.
* Dizem que seja Dilma ou Aécio no Planalto, uma coisa é certa: a delação premiada vai ser reformada. A ideia é que toda a população tenha acesso a ela e não apenas os indiciados. E a delação passaria a ser realmente premiada. Seria criado o "Caminhão da Delação" que vai dar carro, geladeira, casa, máquina de lavar, TV HD 42, laptops, passagens para a Disney, capa da Veja, da Folha, do Estadão, do Globo e entrevista no JN. 
* Como alguns colunistas estão dizendo por aí, com exagero ovariano, renal e figadal, como diria Odorico Paraguaçu, o país vai ter que ser "refundado". Aí estão minhas modestas contribuições.
* Então é isso.

Aos amigos da Manchete: nesta quarta-feira, 29 de outubro, 9h da manhã, Missa de 30° Dia em homenagem ao nosso colega Alberto Carvalho

A família de Alberto Carvalho convida os amigos a relembrar o saudoso colega da extinta Manchete, nesta próxima quarta-feira, dia 29, às 9h da manhã, na Missa de 30° Dia que acontecerá na Igreja da Irmandade do Divino Espírito Santo - Rua Estácio de Sá, 167.  Essa igreja fica bem próxima à estação Metrô Estácio (veja indicação abaixo).   



Brad Pitt cospe em entrevistador



por Omelete
Brad Pitt cuspiu, ao vivo, no apresentador Zach Galifianakis, que o entrevistava para o programa "Between Two Ferns". A entrevistador provocou o ator com perguntas sobre sua ex- mulher, Jennifer Anniston e a atual, Angelina Jolie. Um tema que o incomoda, já que quando conheceu a segunda, estava casado com a primeira. Normalmente, o programa tem esse estilo de bate-papo aleatório, bem-humorado, sem estilo ofensivo. Em um trecho da entrevista, Zach indaga ao ator se, para ele, é difícil manter o bronzeado. Brad Pitt parece não entender bem a pergunta. Zach explica: "é que você vive à sombra de sua mulher, Angelina". Em outro momento, pergunta se ele não acha que a público só se impressiona com o seu visual, já que não é um bom ator. Brad Pitt, no auge da irritação, finge ter se engasgado com um chiclete e cospe no apresentador acertando-o bem no olho. Com o programa é de "jornalismo humorístico", muitos espectadores ficaram na dúvida de tudo não passou de um armação.  Parece uma "pegadinha", realmente. Embora, quem o assista com frequência tenha comentado em rede social que nunca o programa ultrapassou certo limites. Um suposto integrante da equipe técnica insinuou que o entrevero foi autêntico. Brad, depois do cuspe, encara Zach e diz: "próxima pergunta". O programa foi em frente em tom mais ameno.
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI
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Perdeu, editor. Bateu preguiça? Iggy Azalea é capa da Maxim com foto antiga e entrevista requentada. Pior é que a própria cantora critica a revista por não ter entrado em contato com ela. "Eu teria amado ter dado uma entrevista exclusiva e ter feito um ensaio só para vocês'.

MAXIM; a capa que Iggy Azalea criticou.
Iggy foi capa da Cosmopolitan e não gostou de a revista a ter emagrecido no photoshop

Ao natural em...


...selfies e...

...em foto postada no Instagram. 

por Omelete
A cantora rapper australiana radicada nos Estados Unidos Iggy Azalea, 24, não é de passar desapercebida e costuma envolver-se em polêmicas. Ela acaba de entrar na lista das mais sexy do mundo elaborada pela revista Maxim australiana. Só que a foto em que ela aparece na capa é de 2011, quando tinha 21 anos e foi photoshopada. Os fãs protestaram e perguntaram à Iggy, pela mídia social, porque não foi feita uma nova foto. O fato é que a própria cantora não gostou da repercussão, muito menos do photoshop, alegou que não sabia da matéria e acionou sua equipe na Austrália para saber porque o vacilo e porque não foi avisada. De qualquer forma, foi sutil e mandou uma mensagem à revista: "Maxim Austrália, obrigado pelo amor e eu sinto muito que ninguém me perguntou. teria amado ter dado uma entrevista exclusiva e ter feito um ensaio só para vocês". 
A cantora, que tem 1m79, faz o estilo gostosona, não gosta que mudem seu corpo, nem as celulites, com recursos de aerografia nem photoshop. Recentemente, reclamou da Cosmopolitan que teria tratado uma foto sua e retirado digitalmente alguns quilos a mais. A revista se defendeu: "A Cosmo não emagreceu Iggy. Isso vai contra nossa política de  não eliminar centímetros do corpo de qualquer pessoa - seja uma celebridade, um modelo ou um leitor publicado na revista ". Iggy parece coerente com seu estilo natural e espontâneo já que não se preocupa nem as fotos selfies que posta na mídia social.


"Pirataria" na campanha de "apoio" de celebridades...


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A "orquestra" desafinada...

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Para os "fundos abutres" é hora do "muda-brasil... Você vota em especulador?

O livro "More Money Than God: Hedge Funds and The Making of a New Elite" (Bloomsbury) revela que Armínio Fraga, que será o todo-poderoso czar da economia caso Aécio vença, foi operador à moda "abutre" comandado pelo mega-especulardor George Soros, de quem era funcionário, a vítima da investida arrasadora do fundo Soros foi, no caso denunciado pelo livro, a Tailândia. A ação especulativa com base em informações privilegiadas, segundo o autor do livro, o inglês Sebastian Mallaby, jogou no chão a moeda tailandesa com sérias consequências sociais. Para quem não lembra, Armínio, em cuja política o leitor que escolher Aécio estará votando amanhã, é o mesmo sujeito que elevou a tacxa de juro para 45% ao ano fazendo explodir os lucros do mercado financeiro e levando à pobreza milhões de brasileiros.
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Onze razões econômicas para votar em Dilma. Leia na Carta Maior



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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O melhor da direita e o melhor da esquerda...




por Omelete
O site norte-americano Adds of The World publica uma seleção dos anúncios que considera mais originais veiculados no mundo. Está lá a campanha dos sutiãs da Hope criada pela agência Giovanni. Está meio no clima das atuais eleições no Brasil. Embora Aécio e Dilma não se juntem nem em cuecas, calcinhas ou sutiãs. Com o slogan "Direita e esquerda juntas", a Hope mostra figuras opostas como Bush e Chávez, Tatcher e Che, Reagan e Fidel. Mas ficam duas dúvidas: os líderes escolhidos ou estão mortos ou, no caso do Bush, aposentado. Não havia ninguém mais atual para encher o bojo do sutiã. E será que essa ideia vende mesmo sutiã? Acho que ocupados por quem de direito seria muito melhor. Vá lá, valeu pelo  humor...

Eleição, pra quê?

por Omelete
Quem não deve estar nem um pouco preocupado com a eleição é o futuro presidente da CBF que tem coisa melhor para fazer. Olha só a nova namorada do cara! É a modelo e jornalista Carol Muniz, que foi capa da Sexy. Aliás, Del Nero é um colecionador: é a segunda capa da Sexy que ele pega. A anterior foi a também jornalista Katherine Fontenelle, o detalhe é que Del Nero tem 73 anos. Está em plena "melhor idade", né isso?
Foto Instagram




Passeata de cashmere, BMW, luvas, champanhe, selfies com último modelo de iPhone??? É pra quem gosta de votar em patrão. Sufraga ele, leva ele pra casa... The Economist dá uma gozada na situação. Deu no Portal Imprensa...


(do Portal Imprensa) 
A revista britânica The Economist cobriu o ato de eleitores do candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves na última quarta-feira (22/10) na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (SP). Embora tenha declarado apoio ao tucano, a publicação classificou o movimento como a "Revolução de Cashmere", referindo-se à lã utilizada em roupas com preços elevados. Em texto veiculado no blog sobre as Américas, a revista aponta que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas. No entanto, milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio Neves", escreveu ao indicar que a Faria Lima é "uma via convenientemente localizada perto de muitos de seus escritórios". A publicação afirma que a passeata "foi um espetáculo talvez sem precedentes na história das eleições e não apenas do Brasil". "Vestidos com camisas com iniciais bordadas e bem passadas empunhavam bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas protegidas com pashminas para se proteger do frio fora de época entoavam frases anti-PT", descreveu.
Segundo a Economist, todos os presentes faziam selfies com "iPhones caros", enquanto a maior parte dos atos de rua é assunto para "Samsungs mais baratos". "A única coisa que faltou nessa 'Revolução da Cashmere' foram as taças de champanhe (...)
LEIA MAIS NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI

É jornalismo-verdade, reality show? Tá ficando divertido: depois do episódio-barraco da repórter e da âncora que foi demitida, mais dois apresentadores da Globo se desentendem ao vivo.


Deu no Portal Imprensa. Veja o vídeo, clique AQUI

50 anos depois, a história de uma das fotos mais publicadas de todos os tempos. E que fim levou a modelo...

Uma das fotos mais publicadas em todos os tempos; Christine Keller em 1963. Foto de Lewis Morley reproduzida do site V&A (link abaixo)
por Omelete
O Daily Mail mergulhou no passado. Publicou uma foto da ex-modelo Christine Keeler, aos 71 anos, pouco mais de 50 anos após caso Profumo. Um escândalo icônico do começo dos anos 60. A bela Keller transava com o ministro John Profumo, a quem conheceu como "acompanhante", e, em paralelo, dava para um adido russo. O fato de a showgirl esquentar a cama de um funcionário soviético e de uma autoridade britânica, em plena Guerra Fria, era uma bomba de muitos megatons. Pela foto atual de Christine Keller, é difícil imaginar a gata que ela era, uma das mais fotografadas do mundo, naqueles tempos. Vive em um abrigo, hoje, mas ganhou dinheiro na época. Sua história foi vendida para livros, documentários e filmes. Protagonizou muitos ensaios fotográficos e vendeu entrevistas para dezenas de publicações. Depois, sumiu. Há pouco tempo, alegou em rara entrevista que não queria que seus dois filhos fossem "associados à prostituta do passado". O escândalo que provocou a renúncia de Profumo deixou um ensaio fotográfico antológico, que mostrava Christine Keller nua, em uma cadeira. As fotos correram o mundo. Depois,  descobriu-se que era para o lançamento de um filme e, também, campanha publicitária da... cadeira, que fez tanto sucesso quanto a modelo do ensaio. 
Christine Keller, hoje. Reprodução Daily Mail

As curvas da showgirl em 1964, no auge da fama. Reprodução Daily Mail



O famoso ensaio fotográfico na cadeira. As fotos foram feitas por Lewis Morley. E tanto repercutiram que ele mesmo deu muitas entrevistas contando os "bastidores" da sessão. Segundoo fotógrafo australiano, o material deveria divulgar um filme, em 1963, que acabou não sendo lançado (a primeira produção sobre o tema só conseguiu emplacar em 1969). Morley contou que usou três rolos de filme 120 P&B. Os dois primeiros mostravam Christine Keller sentada, em várias posições, na cadeira e no chão, vestindo um pequeno gibão de couro. Os produtores do filme, que estavam no estúdio, exigiram que ela tirasse a roupa. Christine relutou, mas os chefões alegaram que estava no contrato assinado. Ela se rendeu. Morley usou então mais um rolo de filme com 12 "chapas". Ele contou que quando revelou o filme havia 11 fotos gravadas. Não sabe porque, uma ficara totalmente escura. E foi apenas na última imagem do filme, a 11°, ele resolveu dar um passo para trás e fotografou a showgirl "cavalgando" a cadeira, pernas abertas, cotovelos apoiados no espaldar, escondendo os seios. Foi essa foto, a derradeira "chapa", a mais publicada do ensaio, uma das fotos mais reproduzidas de todos os tempos e que entrou para a história da fotografias mundial.
Toda a sequência está, atualmente, no Victoria and Albert Museum, em Londres.

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"Bala de prata": Edições extras nas bancas e na boca de urna... vai vendo

Exclusivo: Em delação premiada funcionário de gráfica revela capas que estarão nas bancas até domingo.





E mais uma edição que não vai para as bancas e já foi apreendida porque a segurança interna descobriu a tempo que que foi feito por um funcionário que estava tentando "aparelhar" a gráfica. 

Para ver outras capas com graves denúncias, clique AQUI 

A hora da onça beber água...

Falta pouco para o Brasil levar à urna o voto mais disputado desde as eleições de 1989, quando Collor e Lula era os candidatos da redemocratização, nas primeiras diretas após a ditadura. Claro que não vale aqui qualquer menção a Sarney e Tancredo, irrelevantes pela circunstância de terem chegado lá de maneira não democrática, sem a participação do povo, alçados pelo famigerado colégio eleitoral dos militares. Redemocratização é outra história. Em 1985, o país vinha de uma derrota, perdeu a Emenda Dante de Oliveira e ganhou o circo da "Nova República", com direito a fantasia, picadeiro e palhaços e comandado por um fiel servidor da ditadura, o notório Sarney, Mas essa é outro capítulo. Seja lá quem vencer no domingo, há lições a tirar da campanha, pro bem e pro mal. De saída, vamos esquecer essa besteira de que o país está dividido. Eleição é para isso, para contar votos e há vastos de exemplos de presidentes em vários países que venceram até com pouco mais de 40% dos votos descontados os nulos e brancos. Aqui, o buraco em mais embaixo e esse suposto "equilíbrio" pode até ser creditado, em parte, ao nosso confuso sistema político travado pela reforma que não vem, que permite coligações sem sentido em um vale-tudo que leva um candidato a subir em três palanques regionais sendo que, não raro, em um deles, ou dois deles, apoia o oponente na eleição nacional. 
O país está dividido, sim, entre duas propostas de governo diferentes. Ou não é grande diferença o governo atual e todos anteriores terem a Caixa Econômica, só para dar um exemplo, como banco de fomento da casa própria, aspiração de milhões de brasileiros, e o futuro ministro de um eventual governo da oposição, operador de mercado financeiro, onde circula com o conforto extra de ter cidadania americana e ligado a bancos e corretoras intencionais ameaçar torpedeá-la, falando em "mudar o modelo"? Modelito, aliás, por demais manjado.
A mídia tem falado também na 'baixaria" dos debates, e que o PT "dividiu o país". Outra besteira, sem falar na mentira. Contra Lula, em 1989, Collor, o candidato dos grandes grupos, uma espécie de Aécio da vez, mídia e marqueteiros colocaram nas primeiras páginas dos jornais uma enfermeira que "denunciava" que a filha de Lula tinha feito um aborto. Se isso não foi o marco zero da baixaria... O "país unido" que a elite quer é unido em torno dela, com o povo subserviente e disposto a lamber botas em troco de migalhas. Daí, a baixaria crônica contra qualquer candidato que represente ideias opostas à "Casa Grande". Colunistas chamam ex-presidente de "moleque", publicam acusações sem qualquer prova, detonam reputações, mentem, inventam, negam direito de resposta. Uma revista chega a antecipar a chegada nas bancas para melhor funcionar como panfleto eleitoral. Isso aí está mais para um tipo de "milícia jornalistica" do que exatamente liberdade de expressão. Posturas como essa e mais a crescente influência das mídias sociais acirraram os debates e as posições. Eleição nunca mais vai ser como antes. Descontadas as muitas inverdades que a rede absorve, é muito bom que mais pessoas manifestem suas opiniões, diretamente, sem a intermediação da mídia comercial. A justiça está aí mesmo como instância legal para que as mentiras e acusações sem provas sejam punidas.
O que preocupa é a radicalização do bloco de colunistas da direita nos últimos dois dias. Especialmente depois que as pesquisas mostraram um pequeno avanço da Dilma. Nem chega a ser um onda capaz de decidir uma eleição - Aécio continua com grandes chances de vencer -, mas deixar o "empate técnico" foi o suficiente para fazer cair algumas máscaras. Um defende perigosamente que Dilma, se eleita, não terá legitimidade; outros já pedem impeachment, em côro, cassação, tapetão, após o depoimento de um doleiro que não oferece provas. O mesmo doleiro, aliás, que operou valores monumentais no chamado escândalo do Banestado, um dos itens no grande armário do PSDB no final dos anos 90. Reportagens que não se sustentam por não oferecer documentos e nem mesmo a credibilidade do verbo, tudo é "seria", "teria", junto com uma técnica de levantar "fontes" que lembra uma brincadeira de criança, a do "telefone sem fio", com a "informação" sendo maltratada até virar a ficção mais conveniente. 
Esse tipo de campanha não chega a ser novidade na história do Brasil. Lacerda nos anos 50, Ibad, Ipes, com milhões de dólares à disposição no começo dos anos 60, e a grande imprensa, praticaram com desenvoltura esse jogo da vergonha. Deu no que deu. 
Mas agora, já "protocolando" pedido de impeachment em um eventual futuro mandato, partiram para o deboche. Talvez por isso, como se constata hoje em comentários nas redes sociais, Dilma esteja ganhando alguns indecisos. Gente que não acredita nem em um nem em outro mas que tem a convicção de que não estará com a "milicia" anti-democrática. 
´São os brasileiros que pensam como José Régio, o autor de "Poemas de Deus e do Diabo", que diz:  
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Colégio demite professora de 75 anos porque ela fez um filme erótico há 44 anos...

por Omelete
Nem a inquisição foi tão longe com as suas garras. E nem o Vaticano com os padres pedófilos. O colégio Jean-de Brébeuf, instituição jesuíta de Montreal, no Canadá, demitiu uma professora depois que alunos descobriram na internet o filme erótico "O Diário Íntimo de uma Ninfomaníaca", onde a amada mestra mostra seu talento. Só que Jacqueline Anger, a demitida, tem atualmente 73 anos e o filme foi lançado no começo dos anos 70. Indignados, Muitos pais de alunos protestaram com o afastamento da professora, que dava aulas no colégio há mais de 15 anos. Com a repercussão, o colégio reconsiderou a decisão. Agora, na boa, deveriam punir os alunos X9. Quer ver filme pornô, tudo bem, mas não encham o saco dedurando quer quer que seja. O produtor do filme, se vivo for, é quem vai se dar bem: todo mundo agora vai querer ver o filme.

Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) acusa: cobertura da campanha eleitoral não mostra jornalismo e faz campanha partidária

NOTA OFICIAL DA FENAJ

"Proselitismo eleitoral disfarçado de jornalismo"
Diante da cobertura jornalística realizada neste segundo turno das eleições presidenciais e de casos de censura e pressões a jornalistas, a Federação Nacional do Jornalistas (FENAJ) vem a público alertar a sociedade brasileira sobre a farsa praticada por muitos veículos de comunicação, que fazem proselitismo eleitoral disfarçado de Jornalismo.

Estamos num momento importante de consolidação da democracia brasileira, em que a informação é um bem público indispensável aos cidadãos e cidadãs para a definição do voto. Infelizmente, com o objetivo indisfarçável de beneficiar um dos candidatos, muitos veículos de comunicação – entre eles os principais jornais e revistas de circulação nacional e os principais grupos de rádio e TV – abdicaram do Jornalismo como atividade de produção e veiculação de informação isenta, plural e ética.

Como entidade maior de representação dos jornalistas brasileiros, a FENAJ alerta para o perigo das notícias tendenciosas, das denúncias sem provas, das análises esvaziadas de dados e cheias de opiniões, das reportagens que buscam nexos inexistentes e das pesquisas eleitorais que, lembramos, tiveram sua credibilidade abalada pelos resultados do 1º turno das eleições.

Reafirmamos, mais uma vez, a importância do Jornalismo e sua possibilidade de realização tendo em vista o interesse público. Ressaltamos que os veículos de comunicação poderiam fazer a opção de declarar apoio a uma candidatura, o que é prática comum em outros países do mundo. Ainda assim, não deveriam abdicar dos princípios teóricos, técnicos e éticos do Jornalismo para beneficiar um candidato. A opção, entretanto, é por afirmar uma falsa neutralidade e por abrir mão do Jornalismo para enganar a sociedade.

Por fim, a FENAJ repudia as ações de pressão, intimidação e repressão aos jornalistas, que são penalizados justamente por defenderem o Jornalismo como atividade garantidora do direito da sociedade à informação. Igualmente, esta Federação repudia a postura dos que não diferenciam a prática e linha editorial das empresas de comunicação do exercício profissional e responsável do jornalismo.

Conclamamos os jornalistas e o conjunto da sociedade brasileira a dizer não ao autoritarismo e a todas as formas de cerceamento à liberdade de expressão e à liberdade do voto".

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas.
Brasília, 20 de outubro de 2014.

Pesquisadores americanos encontram submarino alemão afundado ao largo da Carolina do Norte. Há um ano, mergulhadores brasileiros fizeram descoberta semelhante na costa catarinense

Imagem do O U-boat 576 no fundo do mar, ao largo da Carolina do Norte (Foto: NOAA)
A tripulação do submarino: não houve sobreviventes. Foto Reprodução NOAA

O U-boat 576 ao deixar o porto de Saint Nazaire, na Fraça, rumo às operações no Atlântico. Foto Reprodução NOAA
A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), dos Estados Unidos, localizou o U-boat 576 nas proximidade do Cabo Hatteras, na Carolina do Norte. O submarino alemão, que foi a pique com toda a tripulação (45 homens), repousa no leito do Atlântico, ironicamente bem próximo ao navio que torpedeou, o cargueiro Bluefields. No dia 15 de julho de 1942, um comboio de 19 navios mercantes levava carregamentos militares para Key West, na Flórida, quando foi atacado U-576 que, em seguida, foi atingido por um avião da Marinha americana e pelo fogo de outros navios. Entre fevereiro e julho de 1942, o U-boat 576 em ação no Atlântico afundou outros três cargueiros e danificou seriamente mais dois navios.
O Brasil também foi alvo de intensas operações da frota de Hitler. Segundo pesquisadores, há dez submarinos alemães e um italiano afundados no litoral brasileiro dos 150 que navegaram nas nossas águas. Apenas um, o U-513 foi encontrado na costa de Santa Catarina, em 2013, pela equipe do mergulhador Vilfredo Schürmann, que produziu um documentário sobre o assunto.