O papel do jornal e dos colunistas é criticar, certo? Mas não deixa de ser uma zona de conforto para eles. Depois que o jornal embrulha o peixe no fim do dia, bola pra frente, o que já foi, foi, inclusive a coerência. Daí nada impede que o jornal ou o colunista critique hoje o que elogiou apaixonadamente antes. A quem importa? Dois exemplos: a manchete criticando o déficit de professores no ensino público estampa o jornal publicamente afinado nos anos 90 com a política neoliberal de então de desmonte geral do Estado, enxugamento até o limite da responsabilidade, demissões, interrupção de contratações em saúde, segurança, educação, pesquisa, transportes etc. Eram os tempos da privataria, terceirização, concessão, presentão... Alguém lembra? A ordem era minimizar ao máximo a máquina pública que, apesar de ter se recuperado em parte, ainda hoje é carente em várias áreas. Uma delas, o motivo da crítica agora reciclada. É o óbvio, mané. Descobriu que o que faltou no passado faz falta hoje?. O outro exemplo é mais prosaico. Uma colunista "descobre", uáu!, que um serviço sensível - manipulação de dados pessoais - está terceirizado. E se indigna com o fato de uma empresa privada prestar um serviço ao Estado. É a tercerização, fulana. Aquele braço da privataria que ocupou e ainda ocupa espaço em setores da adminstração que deveriam ser públicos. Ué? Mas isso não foi largamente defendido durante anos? Anote: há este e muitos outros setores contaminados com essa prática à qual se juntam "ongs" e "organizações sociais". É a persistente herança neoliberal dos 90. Relaxa. Aproveita o badejo que o jornal de ontem embrulhou...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Volúveis...
O papel do jornal e dos colunistas é criticar, certo? Mas não deixa de ser uma zona de conforto para eles. Depois que o jornal embrulha o peixe no fim do dia, bola pra frente, o que já foi, foi, inclusive a coerência. Daí nada impede que o jornal ou o colunista critique hoje o que elogiou apaixonadamente antes. A quem importa? Dois exemplos: a manchete criticando o déficit de professores no ensino público estampa o jornal publicamente afinado nos anos 90 com a política neoliberal de então de desmonte geral do Estado, enxugamento até o limite da responsabilidade, demissões, interrupção de contratações em saúde, segurança, educação, pesquisa, transportes etc. Eram os tempos da privataria, terceirização, concessão, presentão... Alguém lembra? A ordem era minimizar ao máximo a máquina pública que, apesar de ter se recuperado em parte, ainda hoje é carente em várias áreas. Uma delas, o motivo da crítica agora reciclada. É o óbvio, mané. Descobriu que o que faltou no passado faz falta hoje?. O outro exemplo é mais prosaico. Uma colunista "descobre", uáu!, que um serviço sensível - manipulação de dados pessoais - está terceirizado. E se indigna com o fato de uma empresa privada prestar um serviço ao Estado. É a tercerização, fulana. Aquele braço da privataria que ocupou e ainda ocupa espaço em setores da adminstração que deveriam ser públicos. Ué? Mas isso não foi largamente defendido durante anos? Anote: há este e muitos outros setores contaminados com essa prática à qual se juntam "ongs" e "organizações sociais". É a persistente herança neoliberal dos 90. Relaxa. Aproveita o badejo que o jornal de ontem embrulhou...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
A jogadora de vôlei Jaqueline Carvalho na revista Marie Claire
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| Jaqueline na Marie Claire. Foto Marcio Scavone |
Leia a entrevista. Clique AQUI
Ana Ivanovic: musa sérvia do tênis posa para a revista Vanidades
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| A tenista posou para o fotógrafo John Russo no deserto Red Rock, Las Vegas. Foto: Reprodução site Ana Ivanovic |
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| Ana Ivanovic, 1.86m, 24 anos. Foto John Russo/Reprodução site Ana Ivanovic |
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| A tenista posa para a revista Vanidades. Foto John Russo/Reprodução site ana Ivanovic |
Veja mais, clique AQUI
Morte de Chita mexe com a memória e a saudade do cinema
por Eli Halfoun
A notícia da morte do chimpanzé que fez da personagem Chita, dos filmes de Tarzan, um dos maiores sucessos do cinema, ganha importância porque certamente entristeceu todos os que acompanharam suas “diabruras” ao lado de Tarzan e Jane. Não tenho dúvidas que a morte do chimpanzé, aos quase 80 anos de idade, está mexendo com a memória e a saudade de muita gente. Pulando de galho em galho, Chita ganhou o mundo a partir de 1934 quando fez parceria inseparável com o personagem Tarzan, marcado pela atuação do ator Johnny Weismuller, embora depois tenha tido outros intérpretes, mas nenhum tão importante quanto Weismuller. Johnny Weismuller partiu muito antes de Chita que morreu essa semana. Weismuller nos deixou em 1984, vítima de embolia provocada por uma trombose. Mesmo sem palavras (às vezes não é preciso dizer nada, apenas mostrar) a parceria de Weismuller e Chita foi uma das mais importantes e marcantes na história do cinema. Agora a dupla permanece viva apenas em nossas memórias. E na saudade de um tempo em que o cinema não tinha muito a oferecer em tecnologia, mas dava o máximo em emoção, criatividade, solidariedade e exemplos de amizade mostrando através de Tarzan e Chita que homens e animais (assim como humanos com humanos) podem viver perfeitamente bem quando são unidos pelo afeto. (Eli Halfoun)
A notícia da morte do chimpanzé que fez da personagem Chita, dos filmes de Tarzan, um dos maiores sucessos do cinema, ganha importância porque certamente entristeceu todos os que acompanharam suas “diabruras” ao lado de Tarzan e Jane. Não tenho dúvidas que a morte do chimpanzé, aos quase 80 anos de idade, está mexendo com a memória e a saudade de muita gente. Pulando de galho em galho, Chita ganhou o mundo a partir de 1934 quando fez parceria inseparável com o personagem Tarzan, marcado pela atuação do ator Johnny Weismuller, embora depois tenha tido outros intérpretes, mas nenhum tão importante quanto Weismuller. Johnny Weismuller partiu muito antes de Chita que morreu essa semana. Weismuller nos deixou em 1984, vítima de embolia provocada por uma trombose. Mesmo sem palavras (às vezes não é preciso dizer nada, apenas mostrar) a parceria de Weismuller e Chita foi uma das mais importantes e marcantes na história do cinema. Agora a dupla permanece viva apenas em nossas memórias. E na saudade de um tempo em que o cinema não tinha muito a oferecer em tecnologia, mas dava o máximo em emoção, criatividade, solidariedade e exemplos de amizade mostrando através de Tarzan e Chita que homens e animais (assim como humanos com humanos) podem viver perfeitamente bem quando são unidos pelo afeto. (Eli Halfoun)
Rede TV tem salários atrasados mas dono constrói nova mansão
por Eli Halfoun
Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV, deve ter diminuído o ritmo das obras de construção de sua nova casa em São Paulo para poder colocar em dia parte dos salários (quatro meses) atrasados dos funcionários da emissora. A casa que Dallevo ergue em Alphaville, São Paulo, terá 17 mil metros quadros e será a maior do Brasil com duas piscinas (uma interna), 18 quartos, 14 banheiros, cinema para 50 pessoas e dois helipontos. Quando a nova casa estiver pronta, Dallevo poderá ir a pé para o trabalho: a casa fica ao lado da empresa TecNet, que pertence a ele mesmo e é especializada em tecnologia de informação atuando no segmento de callcenters. (Eli Halfoun)
Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV, deve ter diminuído o ritmo das obras de construção de sua nova casa em São Paulo para poder colocar em dia parte dos salários (quatro meses) atrasados dos funcionários da emissora. A casa que Dallevo ergue em Alphaville, São Paulo, terá 17 mil metros quadros e será a maior do Brasil com duas piscinas (uma interna), 18 quartos, 14 banheiros, cinema para 50 pessoas e dois helipontos. Quando a nova casa estiver pronta, Dallevo poderá ir a pé para o trabalho: a casa fica ao lado da empresa TecNet, que pertence a ele mesmo e é especializada em tecnologia de informação atuando no segmento de callcenters. (Eli Halfoun)
A fé remove montanhas e constrói templos gigantescos
por Eli Halfoun
Não é apenas pela preservação e conquista de novos fiéis que acontece a, digamos, briga entre a igreja católica, através do padre Marcelo Rossi, e a evangélica representada nesse caso pelo bispo Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus). Enquanto o padre Marcelo Rossi promete inaugurar em 2012 a maior igreja do mundo (fica em São Paulo e terá capacidade para 100 mil pessoas, o bispo Edir Macedo não fica atrás: constrói no bairro do Brás, também em São Paulo, o “Templo do Salomão” com capacidade para 10 mil pessoas. O templo será inaugurado em 2014 e custará R$ 350 milhões. A construção ocupa um terreno de 74 mil metros quadrados e terá onze andares. O sétimo andar está reservado para um duplex (74 mil metros quadrados) para uso exclusivo de Edir Macedo que desfrutará de, entre outras coisas, piscina, academia de ginástica, churrasqueira e até um orquidário. Não se pode negar que quem aposta e investe na fé dos outros vai longe. (Eli Halfoun)
Não é apenas pela preservação e conquista de novos fiéis que acontece a, digamos, briga entre a igreja católica, através do padre Marcelo Rossi, e a evangélica representada nesse caso pelo bispo Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus). Enquanto o padre Marcelo Rossi promete inaugurar em 2012 a maior igreja do mundo (fica em São Paulo e terá capacidade para 100 mil pessoas, o bispo Edir Macedo não fica atrás: constrói no bairro do Brás, também em São Paulo, o “Templo do Salomão” com capacidade para 10 mil pessoas. O templo será inaugurado em 2014 e custará R$ 350 milhões. A construção ocupa um terreno de 74 mil metros quadrados e terá onze andares. O sétimo andar está reservado para um duplex (74 mil metros quadrados) para uso exclusivo de Edir Macedo que desfrutará de, entre outras coisas, piscina, academia de ginástica, churrasqueira e até um orquidário. Não se pode negar que quem aposta e investe na fé dos outros vai longe. (Eli Halfoun)
Um tempo para a Record aprender com o descanso de “O Aprendiz”
por Eli Halfoun
Tudo que é oferecido e consumido em excesso acaba enjoando. Não seria diferente com a fartura de reality shows disponibilizados nas emissoras. Parece que diante de tantas e repetitivas ofertas, o telespectador acabou cansando dessa fórmula e o resultado é que os reality começam na perder espaço nas programações. Em seu Twitter o empresário e apresentador João Dória Jr. diz que “O Aprendiz” não terá uma edição 2012 na Record. A emissora não confirma oficialmente e nem é preciso: praticamente garante que o programa (chatíssimo, por sinal) só voltará em 2013. Até lá a Record terá muito tempo para aprender e assim dar novo fôlego e renovação ao programa. Do contrário é melhor mesmo demiti-lo de vez da programação. (Eli Halfoun)
Tudo que é oferecido e consumido em excesso acaba enjoando. Não seria diferente com a fartura de reality shows disponibilizados nas emissoras. Parece que diante de tantas e repetitivas ofertas, o telespectador acabou cansando dessa fórmula e o resultado é que os reality começam na perder espaço nas programações. Em seu Twitter o empresário e apresentador João Dória Jr. diz que “O Aprendiz” não terá uma edição 2012 na Record. A emissora não confirma oficialmente e nem é preciso: praticamente garante que o programa (chatíssimo, por sinal) só voltará em 2013. Até lá a Record terá muito tempo para aprender e assim dar novo fôlego e renovação ao programa. Do contrário é melhor mesmo demiti-lo de vez da programação. (Eli Halfoun)
“Fina Estampa” coloca as camisolas outra vez na moda
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| Tereza (Christiane Torloni): "Fina Estampa" faz camisola voltar à moda. Foto:TV Globo/Divulgação |
Novelas costumam criar moda e se transformam em excelente vitrine para a venda de produtos. Agora é “Fina Estampa” que coloca em cena uma roupa feminina que as jovens mal conheceram e as mais antigas tinham “aposentado”: as camisolas usadas pela personagem Teresa Cristina (Christiane Torloni) em várias cenas lideram a lista de produtos mais pedidos pelas telespectadoras. Ao contrário do que se imagina, as camisolas não são importadas e muito menos criadas por etiquetas famosas: são uma brasileiríssima criação das figurinistas da Globo que produziram um produto que volta aos armários femininos como uma peça considerada de superluxo. Mesmo que geralmente não fique muito tempo no corpo. Dependendo é claro da mulher que as esteja vestindo. Algumas vão usá-las permanentemente e não só para dormir. (Eli Halfoun)
"Assim é, se lhe parece"
deBarros
Bem, diante do que vem sendo revelado nesses últimos dias, Pirandello não teria muita razão para a sua teoria: Um escritor norte-americano, no seu livro, conta que um presidente dos EUA era gay e além de beber muito batia em sua mulher. As revelações não param por aí. Com a morte de um ditador asiático, que impunha o regime comunista em seu país, vem a público a sua admiração pela Disneylândia e um dos seus filhos, imagina, com passaporte brasileiro, visita a Disneylândia dos seus sonhos. Mas não ficam por aí as excentricidades desse implacável ditador. Nos salões dos seus palácios se distraia vendo filmes de James Bond. Para um comunista é um comportamento muito estranho. Um político brasileiro, eleito senador, mas impedido pela Lei da Ficha Limpa, não toma posse. Não é bem assim. A Justiça resolve dar o dito pelo não dito e re-empossa o célebre senador. Pelo jeito o senador em questão não é o que parecia ser. Um deputado, comunista por sinal, também não é o que se pensava dele. Como relator do novo Código Florestal veio a favorecer a elite ruralista perdoando até as suas dívidas para com o governo. Por esses fatos que se descobriram e aconteceram a teoria de Pirandello não veio a se confirmar. É uma pena. Pelo jeito, o comunismo não era o que parecia ser. Nesse caso Pirandello tinha razão.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A hora e a vez do jornalismo na televisão. Com mais velocidade e uma nova visão
por Eli Halfoun
Em recente entrevista ao jornalista Kennedy Alencar (ótimo entrevistador), na Rede TV, José Bonifácio (Boni) de Oliveira, sem dúvida o mais importante nome da televisão brasileira (não se pode esquecer de Walter Clark) afirmou e praticamente orientou todas as emissoras que o jornalismo é um futuro cada vez mais presente e necessário na televisão. Dizer que o jornalismo é o futuro da televisão não é nenhuma novidade (ouve-se falar disso há anos), mas agora diante da possibilidade do público consultar outras mídias esse futuro se impõe como presente. Boni prevê (na verdade orienta) que não demora muito a televisão passará a exibir maior número e mais velozes boletins de notícias, além de transmissões jornalísticas ao vivo, incluindo as esportivas. Não é suficiente: o noticiário precisa ser mais dinâmico, ou seja, adequar-se aos novos tempos e acabar com aquelas manjadas bancadas que só nos dão notícias requentadas, ou melhor, já veiculadas nas mídias sociais e outras mais. Ainda segundo Boni a televisão de entretenimento tende a perder espaço para o jornalismo. O lazer do entretenimento também terá de adequar-se e ficará por conta das outras e novas ofertas tecnológicas. Quer dizer: quem quiser ver um show, um humorístico ou outro programa de entretenimento poderá escolher o que bem entender e assisti-lo através de outros meios entre os muitos que nos tem sido oferecidos. O jornalismo só será bem sucedido futuro na televisão se conseguir correr contra o tempo. Do jeito que está o telejornalismo não é futuro. É passado. (Eli Halfoun)
Em recente entrevista ao jornalista Kennedy Alencar (ótimo entrevistador), na Rede TV, José Bonifácio (Boni) de Oliveira, sem dúvida o mais importante nome da televisão brasileira (não se pode esquecer de Walter Clark) afirmou e praticamente orientou todas as emissoras que o jornalismo é um futuro cada vez mais presente e necessário na televisão. Dizer que o jornalismo é o futuro da televisão não é nenhuma novidade (ouve-se falar disso há anos), mas agora diante da possibilidade do público consultar outras mídias esse futuro se impõe como presente. Boni prevê (na verdade orienta) que não demora muito a televisão passará a exibir maior número e mais velozes boletins de notícias, além de transmissões jornalísticas ao vivo, incluindo as esportivas. Não é suficiente: o noticiário precisa ser mais dinâmico, ou seja, adequar-se aos novos tempos e acabar com aquelas manjadas bancadas que só nos dão notícias requentadas, ou melhor, já veiculadas nas mídias sociais e outras mais. Ainda segundo Boni a televisão de entretenimento tende a perder espaço para o jornalismo. O lazer do entretenimento também terá de adequar-se e ficará por conta das outras e novas ofertas tecnológicas. Quer dizer: quem quiser ver um show, um humorístico ou outro programa de entretenimento poderá escolher o que bem entender e assisti-lo através de outros meios entre os muitos que nos tem sido oferecidos. O jornalismo só será bem sucedido futuro na televisão se conseguir correr contra o tempo. Do jeito que está o telejornalismo não é futuro. É passado. (Eli Halfoun)
Mário Lago: um troféu definitivo para a memória da televisão
por Eli Halfoun
Faz um tempo que o “Domingão do Faustão” entrega no final do ano o Troféu Mário Lago (o nome do troféu é merecida homenagem ao grande comunicador) aos artistas que como se costuma dizer, sem exagero, ajudaram a escrever a bem sucedida história da televisão brasileira que, insisto, é uma das melhores o mundo, especialmente através das novelas. A justíssima homenagem desse ano foi para Regina Duarte, que é sem dúvida o mais importante nome das novelas e em conseqüências da história do gênero e da TV. Rever a eterna “namoradinha do Brasil” foi viajar no tempo (para mim especialmente que durante anos fiz da Regina a garantia de capas “vendáveis” da revista Amiga) e reencontrar trabalhos que mostram o amadurecimento artístico e humano de uma atriz e uma mulher exemplar. O mais importante na entrega do “Troféu Mário Lago” é ter a certeza de que durante muitos próximos anos ele poderá continuar premiando nossos artistas porque a televisão brasileira está repleta de grandes e inesquecíveis talentos que incluindo os mais jovens, se perpetuarão para a eternidade. Acusado frequentemente de ser um país sem memória o “Troféu Mário Lago” az com que pelo menos artisticamente o Brasil jamais perca a sua memória. (Eli Halfoun)
Faz um tempo que o “Domingão do Faustão” entrega no final do ano o Troféu Mário Lago (o nome do troféu é merecida homenagem ao grande comunicador) aos artistas que como se costuma dizer, sem exagero, ajudaram a escrever a bem sucedida história da televisão brasileira que, insisto, é uma das melhores o mundo, especialmente através das novelas. A justíssima homenagem desse ano foi para Regina Duarte, que é sem dúvida o mais importante nome das novelas e em conseqüências da história do gênero e da TV. Rever a eterna “namoradinha do Brasil” foi viajar no tempo (para mim especialmente que durante anos fiz da Regina a garantia de capas “vendáveis” da revista Amiga) e reencontrar trabalhos que mostram o amadurecimento artístico e humano de uma atriz e uma mulher exemplar. O mais importante na entrega do “Troféu Mário Lago” é ter a certeza de que durante muitos próximos anos ele poderá continuar premiando nossos artistas porque a televisão brasileira está repleta de grandes e inesquecíveis talentos que incluindo os mais jovens, se perpetuarão para a eternidade. Acusado frequentemente de ser um país sem memória o “Troféu Mário Lago” az com que pelo menos artisticamente o Brasil jamais perca a sua memória. (Eli Halfoun)
Tom Jobim no cinema sem palavras e com muita música. Precisa mais?
por Eli Halfoun
É comum dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras. Vale mesmo: uma expressão ou um acontecimento registrado em foto ou filme diz mais, muito mais, do que um amontoado de palavras e definições. Assim é possível fazer um filme de longa-metragem sem utilizar uma única palavra deixando que a música diga através de melodias e letras tudo o que se tem (e pode) a dizer. Foi partindo desse incontestável princípio que o cineasta Nelson Pereira dos Santos criou com Ana Jobim o filme “A música segundo Tom Jobim”. O cineasta acredita que o “extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras”. O trabalho musical de Tom, que é considerado ao lado de Villa Lobos um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira, entra em cena com uma sucessão de imagens e sons. Claro que Tom aparece no filme em várias interpretações nacionais e internacionais. Estará bem acompanhado por outras grandes expressões musicais brasileiras, entre as quais Gal Costa, Elizeth Cardoso, Agostinho dos Santos, Alaíde Costa, Sylvia Telles, Elis Regina e os estrangeiros Pierre Barouth, Henri Salvador, Garry Mulligan e muitos mais. Em “A música segundo Tom Jobim” palavras só musicais. Nem precisa mais. (Eli Halfoun)
É comum dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras. Vale mesmo: uma expressão ou um acontecimento registrado em foto ou filme diz mais, muito mais, do que um amontoado de palavras e definições. Assim é possível fazer um filme de longa-metragem sem utilizar uma única palavra deixando que a música diga através de melodias e letras tudo o que se tem (e pode) a dizer. Foi partindo desse incontestável princípio que o cineasta Nelson Pereira dos Santos criou com Ana Jobim o filme “A música segundo Tom Jobim”. O cineasta acredita que o “extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras”. O trabalho musical de Tom, que é considerado ao lado de Villa Lobos um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira, entra em cena com uma sucessão de imagens e sons. Claro que Tom aparece no filme em várias interpretações nacionais e internacionais. Estará bem acompanhado por outras grandes expressões musicais brasileiras, entre as quais Gal Costa, Elizeth Cardoso, Agostinho dos Santos, Alaíde Costa, Sylvia Telles, Elis Regina e os estrangeiros Pierre Barouth, Henri Salvador, Garry Mulligan e muitos mais. Em “A música segundo Tom Jobim” palavras só musicais. Nem precisa mais. (Eli Halfoun)
A sexta economia do mundo...
por Gonça
A notícia é importante. E será mais significativa ainda, nos próximos anos, se ou quando o país finalmente avançar na distribuição de renda. Fortemente. Quebrar tabus e vencer resistências de quem não quer abrir mão de velhos privilégios. Todas as iniciativas estruturais de redistribuição de renda - absolutamente todas - que governantes não afinados com as oligarquias tentaram implementar no país desde o começo dos anos 50 foram violentamente torpedeadas pelos detentores das estruturas de poder. Em nome do congelamento social e do conservadorismo, governos cairam, ditaduras foram implantadas, líderes foram abatidos. Isso é História. Coube ao povo, através do voto, tentar impôr alguma retomada desse caminho. A sexta economia do mundo ainda tem - apesar dos avanços consideráveis nos últimos anos - uma vergonhosa distribuição de renda. Políticas sociais e fortalecimento de pilares econômicos como o mercado interno, a diversificação de exportações, políticas de desenvolvimento - só para citar alguns conceitos abandonados nos anos 90 e sistematicamente bombardeados pelos "especialistas"- revelaram-se fundamentais para implementar pequenos avanços. É preciso muito mais. Votar bem e não referendar administradores públicos voltados exclusivamente para o "deus mercado". O país é feito de gente, de economia real, não de milícias financeiros ou índices e estatísticas especulativas ou manipuladas. Criar emprego, crescer, dividir, multiplicar, plantar, colher, fabricar, aprender, ensinar, educar, treinar, produzir, construir, criar são os verbos a serem conjugados. Fique de olho nisso e pense nisso nas próximas eleições. Se o camarada começar a falar em contigenciar, cortar, privatizar ( a torto e a direito, com a moleza e a ajuda do dinheiro do BNDES, leia "A Privataria Tucana"), conceder (por meio de contratos "amigos"), especular, concentrar, minimizar (o Estado), anistiar (dívidas estratosféricas de uns poucos), pedagiar (sem fiscalizar e cobrar bons serviços), tarifar, tercerizar (a administração pública, sem fiscalização, para "ongs" e "organizações sociais"), apropriar, isentar, relativizar (leis), desregulamentar, cobrar (mensalidade em escolas ou universidades públicas), preservar (o sigilo de autoridades que lidam com verbas públicas), suprimir (conquistas sociais), perdoar (multas legais, de infratores a desmatadores e poluidores)... peça as digitais do sujeito e foto 3x4 de frente e de perfil.
A notícia é importante. E será mais significativa ainda, nos próximos anos, se ou quando o país finalmente avançar na distribuição de renda. Fortemente. Quebrar tabus e vencer resistências de quem não quer abrir mão de velhos privilégios. Todas as iniciativas estruturais de redistribuição de renda - absolutamente todas - que governantes não afinados com as oligarquias tentaram implementar no país desde o começo dos anos 50 foram violentamente torpedeadas pelos detentores das estruturas de poder. Em nome do congelamento social e do conservadorismo, governos cairam, ditaduras foram implantadas, líderes foram abatidos. Isso é História. Coube ao povo, através do voto, tentar impôr alguma retomada desse caminho. A sexta economia do mundo ainda tem - apesar dos avanços consideráveis nos últimos anos - uma vergonhosa distribuição de renda. Políticas sociais e fortalecimento de pilares econômicos como o mercado interno, a diversificação de exportações, políticas de desenvolvimento - só para citar alguns conceitos abandonados nos anos 90 e sistematicamente bombardeados pelos "especialistas"- revelaram-se fundamentais para implementar pequenos avanços. É preciso muito mais. Votar bem e não referendar administradores públicos voltados exclusivamente para o "deus mercado". O país é feito de gente, de economia real, não de milícias financeiros ou índices e estatísticas especulativas ou manipuladas. Criar emprego, crescer, dividir, multiplicar, plantar, colher, fabricar, aprender, ensinar, educar, treinar, produzir, construir, criar são os verbos a serem conjugados. Fique de olho nisso e pense nisso nas próximas eleições. Se o camarada começar a falar em contigenciar, cortar, privatizar ( a torto e a direito, com a moleza e a ajuda do dinheiro do BNDES, leia "A Privataria Tucana"), conceder (por meio de contratos "amigos"), especular, concentrar, minimizar (o Estado), anistiar (dívidas estratosféricas de uns poucos), pedagiar (sem fiscalizar e cobrar bons serviços), tarifar, tercerizar (a administração pública, sem fiscalização, para "ongs" e "organizações sociais"), apropriar, isentar, relativizar (leis), desregulamentar, cobrar (mensalidade em escolas ou universidades públicas), preservar (o sigilo de autoridades que lidam com verbas públicas), suprimir (conquistas sociais), perdoar (multas legais, de infratores a desmatadores e poluidores)... peça as digitais do sujeito e foto 3x4 de frente e de perfil.
Ana volta ao tênis para mostrar que a vida da gente é muito mais do que imaginamos
por Eli Halfoun
Licia Manzo, a autora de “A Vida da Gente”, revelou para a jornalista Patrícia Kogut, de O Globo, que a personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) voltará às quadras de tênis mesmo sem ter condições de jogar. Ana será a nova treinadora de Sofia (Alice Wegmamn) que sem a opressão da mãe treinadora (Gisele Froés) conquistará bons resultados. O retorno da deficiente física Ana ao esporte (e à vida de uma maneira geral) não é coisa de ficção: faz tempo que acompanhamos a superação e o maravilhoso desempenho atlético de deficientes físicos em qualquer esporte. Tenho sido testemunha muito próxima da excelente atuação de atletas deficientes que são também e principalmente eficientes exemplos de superação na vida que tentou limita-los. Ana não será a primeira técnica deficiente do mundo: aqui mesmo temos (e cada vez mais) perfeitos e competentes orientadores técnicos fisicamente deficientes e que por isso mesmo passam aos seus comandados mais, muito mais, do que apenas competentes orientações técnicas. (Eli Halfoun)
Licia Manzo, a autora de “A Vida da Gente”, revelou para a jornalista Patrícia Kogut, de O Globo, que a personagem Ana (Fernanda Vasconcellos) voltará às quadras de tênis mesmo sem ter condições de jogar. Ana será a nova treinadora de Sofia (Alice Wegmamn) que sem a opressão da mãe treinadora (Gisele Froés) conquistará bons resultados. O retorno da deficiente física Ana ao esporte (e à vida de uma maneira geral) não é coisa de ficção: faz tempo que acompanhamos a superação e o maravilhoso desempenho atlético de deficientes físicos em qualquer esporte. Tenho sido testemunha muito próxima da excelente atuação de atletas deficientes que são também e principalmente eficientes exemplos de superação na vida que tentou limita-los. Ana não será a primeira técnica deficiente do mundo: aqui mesmo temos (e cada vez mais) perfeitos e competentes orientadores técnicos fisicamente deficientes e que por isso mesmo passam aos seus comandados mais, muito mais, do que apenas competentes orientações técnicas. (Eli Halfoun)
Ivete Sangalo: muito mais do que apenas energia física
por Eli Halfoun
O encontro de Ivete Sangalo, Gilberto Gil (para mim o maior gênio da música brasileira) e Caetano Veloso mostrou que a Globo não precisava mesmo de nenhum outro programa especial para dar ao público o melhor presente de final de ano. Não é exagero dizer que esse foi um dos mais belos encontros musicais que a televisão mostrou ao longo de seus mais de 30 anos de história. Que Gil e Caetano seriam (como tem sido desde o início das carreiras) presenças musicalmente maravilhosas todo mundo sabia. A surpresa ficou por conta de uma realmente emocionada (fez Gil chorar) Ivete Sangalo cantando com o coração na boca e nas mãos. Os milhões de fás de Ivete a conhecem como a cantora que costuma eletrizar as platéias muito mais com a energia física do que com a qualidade vocal. Dessa vez Ivete mostrou que é uma cantora excepcional e que integra com facilidade e justiça o time de melhores (e evidentemente mais belas) vozes femininas do país. Ivete é muito mais do que aquela “pipoca saltitante” (e gostosa) que se impôs cantando axé. Sua voz é linda, suas interpretações são emocionantes. Para Ivete cantar é mais do que uma confessada paixão ou um dom. É uma dádiva. É por isso que cada vez mais devemos dizer axé para ela. De preferência sem o axé musical que a fez uma das cantoras mais populares do Brasil. Agora sem dúvida também uma das mais respeitadas. (Eli Halfoun)
O encontro de Ivete Sangalo, Gilberto Gil (para mim o maior gênio da música brasileira) e Caetano Veloso mostrou que a Globo não precisava mesmo de nenhum outro programa especial para dar ao público o melhor presente de final de ano. Não é exagero dizer que esse foi um dos mais belos encontros musicais que a televisão mostrou ao longo de seus mais de 30 anos de história. Que Gil e Caetano seriam (como tem sido desde o início das carreiras) presenças musicalmente maravilhosas todo mundo sabia. A surpresa ficou por conta de uma realmente emocionada (fez Gil chorar) Ivete Sangalo cantando com o coração na boca e nas mãos. Os milhões de fás de Ivete a conhecem como a cantora que costuma eletrizar as platéias muito mais com a energia física do que com a qualidade vocal. Dessa vez Ivete mostrou que é uma cantora excepcional e que integra com facilidade e justiça o time de melhores (e evidentemente mais belas) vozes femininas do país. Ivete é muito mais do que aquela “pipoca saltitante” (e gostosa) que se impôs cantando axé. Sua voz é linda, suas interpretações são emocionantes. Para Ivete cantar é mais do que uma confessada paixão ou um dom. É uma dádiva. É por isso que cada vez mais devemos dizer axé para ela. De preferência sem o axé musical que a fez uma das cantoras mais populares do Brasil. Agora sem dúvida também uma das mais respeitadas. (Eli Halfoun)
Adriane Galisteu é a verdade (na vida e na televisão) em primeiro lugar
por Eli Halfoun
O público pode fazer (e faz) muitas restrições em relação ao trabalho de Adriane Galisteu, mas ninguém pode negar sua sempre marcante presença em tudo o que faz, aparece e é. Adriane não tem conseguido emplacar sucesso na televisão e isso só não acontece porque nunca lhe deram o programa certo para comandar. Boa parte do público acredita que Adriane só está no pedaço artístico porque viveu uma realmente apaixonada relação com Ayrton Senna. Não é bem assim: aparecer como a última namorada de Senna sem dúvida ajudou em termos de divulgação, mas o que manteve e mantém Adriane em destaque é a sua força, a garra para conquistar o que quer e um inegável talento sem o qual não chegaria a lugar algum. A força maior de Adriane, além da beleza, é a verdade, a sinceridade com que se comporta, assume e diz o que pensa. Não conheço no meio artístico ninguém quer tenha a simpática sinceridade de Adriane para falar da vida, de seus problemas, mágoas, frustrações e é claro desejos. Adriane é verdadeira. Talvez seja isso o que assusta o público, que se acostumou a viver em um mudo de mentiras artísticas e políticas. Adriane não mente, não esconde o jogo e não empurra sua verdadeira vida para debaixo do tapete. Ela é o que e mostra, gostem ou não. É essa Adriane sinceramente verdadeira que pode determinar o programa certo para que ele conduza ao sucesso. Adriane Galisteu é uma pessoa de verdade. É essa verdade que ela precisa mostrar intensamente em uma televisão feita de mentiras e meias-verdades. (Eli Halfoun)
O público pode fazer (e faz) muitas restrições em relação ao trabalho de Adriane Galisteu, mas ninguém pode negar sua sempre marcante presença em tudo o que faz, aparece e é. Adriane não tem conseguido emplacar sucesso na televisão e isso só não acontece porque nunca lhe deram o programa certo para comandar. Boa parte do público acredita que Adriane só está no pedaço artístico porque viveu uma realmente apaixonada relação com Ayrton Senna. Não é bem assim: aparecer como a última namorada de Senna sem dúvida ajudou em termos de divulgação, mas o que manteve e mantém Adriane em destaque é a sua força, a garra para conquistar o que quer e um inegável talento sem o qual não chegaria a lugar algum. A força maior de Adriane, além da beleza, é a verdade, a sinceridade com que se comporta, assume e diz o que pensa. Não conheço no meio artístico ninguém quer tenha a simpática sinceridade de Adriane para falar da vida, de seus problemas, mágoas, frustrações e é claro desejos. Adriane é verdadeira. Talvez seja isso o que assusta o público, que se acostumou a viver em um mudo de mentiras artísticas e políticas. Adriane não mente, não esconde o jogo e não empurra sua verdadeira vida para debaixo do tapete. Ela é o que e mostra, gostem ou não. É essa Adriane sinceramente verdadeira que pode determinar o programa certo para que ele conduza ao sucesso. Adriane Galisteu é uma pessoa de verdade. É essa verdade que ela precisa mostrar intensamente em uma televisão feita de mentiras e meias-verdades. (Eli Halfoun)
A bola está de férias. Os boatos continuam em campo
por Eli Halfoun
A história se repete: mês de férias no futebol e início de “grandes contratações” pelo menos nas páginas esportivas de todos os jornais, que precisam preencher espaço diário. Os jornais especulam, mas posso garantir que não inventam nada: o anúncio de grandes contratações, de “negociações avançadas” e de promessas de formar um grande time parte mesmo é dos clubes. É nessa época que os dirigentes encontram mais espaço para aparecer e entram em campo para bater uma bolinha com a mídia. Geralmente falam demais e o que não devem. Quando o futebol retomar seu rumo veremos uma vez mais que nenhuma grande contratação foi concretizada e que a maioria dos clubes entrará em campo com os mesmos jogadores e provavelmente desfalcado de alguns. Ninguém fala em nomes, mas estou sabendo que o Vasco negocia a contratação de três famosos jogadores. Se for verdade tomara que a nau não perca o rumo no mar de boatos quer toma contas do esporte nesse período de férias da bola. Pena que os “cartolas” também não tirem férias. (Eli Halfoun)
A história se repete: mês de férias no futebol e início de “grandes contratações” pelo menos nas páginas esportivas de todos os jornais, que precisam preencher espaço diário. Os jornais especulam, mas posso garantir que não inventam nada: o anúncio de grandes contratações, de “negociações avançadas” e de promessas de formar um grande time parte mesmo é dos clubes. É nessa época que os dirigentes encontram mais espaço para aparecer e entram em campo para bater uma bolinha com a mídia. Geralmente falam demais e o que não devem. Quando o futebol retomar seu rumo veremos uma vez mais que nenhuma grande contratação foi concretizada e que a maioria dos clubes entrará em campo com os mesmos jogadores e provavelmente desfalcado de alguns. Ninguém fala em nomes, mas estou sabendo que o Vasco negocia a contratação de três famosos jogadores. Se for verdade tomara que a nau não perca o rumo no mar de boatos quer toma contas do esporte nesse período de férias da bola. Pena que os “cartolas” também não tirem férias. (Eli Halfoun)
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
As curvas femininas vistas pelo olhar de Oscar Niemeyer
por Eli Halfoun
São muitas as curvas que embelezam o mundo, mas foram as femininas que inspiraram o livro “Curvas” no qual o arquiteto Carlos Eduardo, neto de Oscar Niemeyer (104 anos) mostra curvas vestidas de entre outras Gloria Maria, Luana Piovani, Letícia Spiller, Deborah Secco e Angélica. O ponto de partida do livro é um poema de Niemeyer, que realmente justifica a beleza de todas as curvas, especialmente as das mulheres. Olha só:
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual: a curva que eu encontro nas montanhas do meu país, na mulher preferida, nas nuvens do céu, nas ondas do mar. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”. Dae curvas é feita a genialidade arquitetônica de Oscar Niemeyer. (Eli Halfoun)
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| Curvas: as de Niemeyer e as da bela Luana Piovani. Foto: Kadu Niemeyer/Divulgação |
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| Leticia Spiller está no livro "Curvas", de Kadu Niemeyer. Foto Kadu Niemeyer/Divulgação |
São muitas as curvas que embelezam o mundo, mas foram as femininas que inspiraram o livro “Curvas” no qual o arquiteto Carlos Eduardo, neto de Oscar Niemeyer (104 anos) mostra curvas vestidas de entre outras Gloria Maria, Luana Piovani, Letícia Spiller, Deborah Secco e Angélica. O ponto de partida do livro é um poema de Niemeyer, que realmente justifica a beleza de todas as curvas, especialmente as das mulheres. Olha só:
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual: a curva que eu encontro nas montanhas do meu país, na mulher preferida, nas nuvens do céu, nas ondas do mar. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”. Dae curvas é feita a genialidade arquitetônica de Oscar Niemeyer. (Eli Halfoun)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Merd TV faz "guerrilha" contra Globo
Durante matéria sobre movimento de Natal na Rodoviária do Tietê, neste fim de semana, integrantes de um movimento que se intitula MerdTV interferem no trabalho da repórter Jacqueline Brazil. Esse tipo de "ataque" tem acontecido com maior frequência em São Paulo. A Globo escalou seguranças para dar apoio aos repórteres - já houve caso de agressão - nas entradas ao vivo. Um destes seguranças, provavelmente, aparece na imagem tentando evitar, em vão, a intromissão.
Veja a cena. Clique AQUI
Jornalista compara Neymar a "retardado mental"
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| Deu no Portal Imprensa. Um dia de fúria no SBT. |
O mesmo jornalista, que atua no Sul, já foi demitido da RBS por afirmar que as mortes no trânsito ocorrem por culpa dos pobres. O argumento da figura foi o de que "qualquer miserável tem um carro".
Agora não será a vez do ex-pobre Silvio Santos, o patrão, dar um cartão vermelho para o elemento?
Veja o vídeo. Clique AQUI
Rivelino vira padre para ser ator de seriado na televisão
por Eli Halfoun
Bem sucedido com a escolinha de futebol que mantém em São Paulo e como empresário na venda de jovens jogadores para o exterior, o ex-jogador Roberto Rivelino vai bater bola também como ator, mas não será um jogador de futebol: interpretará um padre no novo seriado que será produzido pela HBO. O seriado tem o futebol como tema e desenvolve a trama em torno de um juiz que está cansado de ouvir a mãe sendo xingada em todos os jogos. Os juízes podem não ter se acostumado com os xingamentos, mas as mães certamente sim. (Eli Halfoun)
Bem sucedido com a escolinha de futebol que mantém em São Paulo e como empresário na venda de jovens jogadores para o exterior, o ex-jogador Roberto Rivelino vai bater bola também como ator, mas não será um jogador de futebol: interpretará um padre no novo seriado que será produzido pela HBO. O seriado tem o futebol como tema e desenvolve a trama em torno de um juiz que está cansado de ouvir a mãe sendo xingada em todos os jogos. Os juízes podem não ter se acostumado com os xingamentos, mas as mães certamente sim. (Eli Halfoun)
Haja paciência: o BBB vem aí outra vez...
por Eli Halfoun
Na mensagem de fim de ano que repete faz tempo a Globo canta (música de Marcos Valle e Nelson Motta) que “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”. Novo dia sim, mas em matéria de programação esse novo tempo está longe de chegar na emissora: mais uma vez teremos um janeiro negro tendo de enfrentar a pobreza de espírito do “Big Brother Brasil” que é inegavelmente um sucesso de audiência, mas também uma certeza de mediocridade até porque só os medíocres aceitam brincar de prisioneiros em uma casinha de sonhos, ou melhor, pesadelos. Comercialmente o BBB também é um êxito incontestável (fatura milhões só com os telefonemas de quem nada de melhor tem para fazer). O sucesso comercial é, aliás, uma das justificativas da Globo para insistir com o BBB. Até onde se sabe programas que sempre toparam e fizeram tudo por dinheiro foram os do Silvio Santos. São programas que a turma da critica, mas copia na maior cara de pau mudando apenas a embalagem. (Eli Halfoun)
Na mensagem de fim de ano que repete faz tempo a Globo canta (música de Marcos Valle e Nelson Motta) que “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”. Novo dia sim, mas em matéria de programação esse novo tempo está longe de chegar na emissora: mais uma vez teremos um janeiro negro tendo de enfrentar a pobreza de espírito do “Big Brother Brasil” que é inegavelmente um sucesso de audiência, mas também uma certeza de mediocridade até porque só os medíocres aceitam brincar de prisioneiros em uma casinha de sonhos, ou melhor, pesadelos. Comercialmente o BBB também é um êxito incontestável (fatura milhões só com os telefonemas de quem nada de melhor tem para fazer). O sucesso comercial é, aliás, uma das justificativas da Globo para insistir com o BBB. Até onde se sabe programas que sempre toparam e fizeram tudo por dinheiro foram os do Silvio Santos. São programas que a turma da critica, mas copia na maior cara de pau mudando apenas a embalagem. (Eli Halfoun)
“Tapas & Beijos” foi bom em tudo. Principalmente na volta de Fábio Assunção
por Eli Halfoun
A Globo encerrou o ciclo de programas exibidos com sucesso, mas na verdade como teste para “descobrir” os que entrarão na programação de 2012, que só começa em abril. Foram boas experiências que marcaram principalmente o sucesso de “Tapas & Beijos”, que certamente voltará em 2012 se houver possibilidade de reunir novamente Andréa Beltrão e Fernanda Torres, que costumam ter muitos compromissos com o cinema e o teatro. "Tapas & Beijos” foi um programa divertido, bem realizado e que mostrou a perfeita sintonia de um elenco que em nenhum momento pretendeu fazer aparecer um mais do que o outro. O que de melhor ficou em “Tapas & Beijos” foi a presença de Fabio Assunção não só pelo bom trabalho, mas principalmente porque mostrou que está superando o problema que quase o afastou da carreira e da vida. Fabio Assunção deu e está dando uma exemplar volta por cima. Com muita luta e sem dúvida entre os ainda muitos tapas e beijos da vida real. (Eli Halfoun)
A Globo encerrou o ciclo de programas exibidos com sucesso, mas na verdade como teste para “descobrir” os que entrarão na programação de 2012, que só começa em abril. Foram boas experiências que marcaram principalmente o sucesso de “Tapas & Beijos”, que certamente voltará em 2012 se houver possibilidade de reunir novamente Andréa Beltrão e Fernanda Torres, que costumam ter muitos compromissos com o cinema e o teatro. "Tapas & Beijos” foi um programa divertido, bem realizado e que mostrou a perfeita sintonia de um elenco que em nenhum momento pretendeu fazer aparecer um mais do que o outro. O que de melhor ficou em “Tapas & Beijos” foi a presença de Fabio Assunção não só pelo bom trabalho, mas principalmente porque mostrou que está superando o problema que quase o afastou da carreira e da vida. Fabio Assunção deu e está dando uma exemplar volta por cima. Com muita luta e sem dúvida entre os ainda muitos tapas e beijos da vida real. (Eli Halfoun)
Sururu no tribunal
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| Do JB digital. Reprodução |
| Do Globo. Reprodução |
por Gonça
Os brasileiros não mereciam assistir nesse fim de ano ao triste espetáculo encenado por integrantes do Judiciário. À lamentável implosão pelo STF de uma oportuna iniciativa popular, a Lei da Ficha Limpa, soma-se a ofensiva contra o CNJ, outra conquista da sociedade idealizada para um necessário controle externo da justiça. O corporativismo parece levar certos juízes a se posicionarem como um casta indiana, alguém acima de todos. Não é assim. O cidadão é mais importante e aqueles estão lá a serviço deste. Juízes das altas cortes e dos tribunais regionais, aliás, deveriam ser eleitos, como acontece em países com a democracia mais azeitada e menos elitista do que essa que nos cabe.
O sururu começou no STF com a desqualificação do CNJ como órgão investigador de desvios em instâncias do Poder Judiciário. E agravou-se com um estranho sinal de fumaça. Entre cerca de 200 mil pessoas - de funcionários de órgãos a magistrados - setor administrativo competente do governo identificou movimentações financeiras suspeitas em pouco mais de 3 mil pessoas. A atitude lógica da maioria, que nada deve temer, seria defender o avanço e não o congelamento dessa investigação. Mas deu-se o contrário. E a juíza Eliana Calmon, corregedora do CHJ, tornou-se o alvo. A considerar o espaço que a mídia tem dado às associações que miram na juíza Eliana Calmon, parecia que os representantes das tais entidades falavam, absolutos, em nome de todos os magistrados do país. Felizmente, na reta final deste atribulado 2011, um grupo de juízes federais coleta assinaturas para um manifesto público repudiando as críticas feitas à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Desliga aí, chefia! Empresa é proibida de enviar email para funcionários à noite ou nos fins de semana
Antes era o Bipe. Um aparelhinho que as novas gerações não conheceram. A geringonça bipava e o sujeito ligava para a operadora que fornecia o número de quem queria falar com o dito cujo. Vieram celular, email, sms, mensagens em redes sociais e foi-se a paz de muitos funcionários à noite e nos fins de semana. As empresas tem mil maneiras de alcançá-los. Esse item certamente ainda não entrou na pauta dos sindicatos brasileiros mas um dia chega lá. A Volkswagen alemã acaba de fechar um acordo para poupar seus funcionários do envio de e-mails fora do expediente. Segundo as novas regras, os funcionários só receberão e-mails até meia hora antes ou depois do horário de trabalho.
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