quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Natallia Rodrigues, de "Verdades Secretas", fotografada por Fernando Mazza, está na capa da Status


Foto Fernando Mazza/Status/Divulgação

Foto Fernando Mazza/Status/Divulgação
por Omelete
"Verdades Secretas" é a novela que mais repercute na Globo, na contramão de recentes fracassos. A revista Status foi buscar Natallia Rodrigues para ensaio e capa da edição deste mês. A atriz foi fotografada por Fernando Mazza. Mas a Status, na briga pelo espaço perdido do meio impresso, especialmente, no segmento masculino, também esquenta a edição com reportagens como "O encontro com o chefe do tráfico", "As conversas com um serial killer", e jornalismo de serviço do tipo "Como se livrar das olheiras". O fato é que há veículos atirando pra todo lado na tentativa de acertar no freguês. Nada contra. Natallia Rodrigues à parte, não está fácil pra ninguém.

Andressa Mendonça, a musa do escândalo esquecido, se separa de Carlinhos Cachoeira...

Reprodução Facebook
O "Caso Cachoeira", de saudosa memória, caiu no esquecimento. Se não fosse por uma notícia, digamos, social, a mídia não voltaria a falar do tema incômodo. O escândalo que envolveu tucanos e figuras do DEM dadas como paladinas da moralidade e ameaçou se espalhar por corporações de fino trato saiu de moda e só voltou porque uma das musas da respectiva CPI, a bela Andressa Mendonça, acaba de se separar do empresário que deu nome ao caso, o Carlos Cachoeira. Andressa é aquela que, ao comparecer à Câmara para depor, atraiu olhares nada protocolares, como, na época, publicou o Correio Braziliense. A cena (reproduzida abaixo) foi registrada pela fotógrafa Monique Renne e mostra o momento em que a musa deixa o recinto mas nem por isso abandona corações e mentes. Andressa anunciou a separação em sua conta na rede social: "Nos separamos há pouco, mas seguimos juntos com diversos sentimentos em comum como o respeito e a admiração mútuos. Somos adultos, maduros e sabemos compreender as diferenças sem anular nossas virtudes”, é o texto da postagem.



Reprodução Correio Braziliense. 

 

Em tempo de crise ética, com deputados na mira da lei, a Câmara acha que honestidade está no tamanho das saias e decotes... Mulheres protestam: "Cuidem do seu decoro que eu cuido do meu decote"

Servidoras protestam na Câmara contra regras talibãs. Foto Lula Marques/Ag.PT

Manifestação contra o fundamentalismo na Câmara. Foto Lula Marques/Ag.PT
Coisa de talibã, sujeito que treme todo, sua frio e tem pesadelos à noite quando vê decote e saia. Provavelmente na falta do que fazer, a Câmara quer legislar sobre o figurino feminino. Para reagir ao obscurantismo, servidoras da casa fizerem hoje um bem-humorado, mas sério, protesto. Medidas de inspiração 'moralista' como essa são apenas reflexos do fundamentalismo religioso em voga no Brasil. Como sugere o slogan do protesto, suas excelências fariam melhor se cuidassem do decoro parlamentar que anda pelado pelas ruas.

Repórter chuta imigrante...


A repórter húngara Petra Láslo, do canal N1TV, deu uma rasteira em um imigrante que levava uma criança no colo e agrediu outros. A figura ensandecida da jornalista, de nítida inspiração nazista, é uma das imagens lamentáveis da atual crise de imigração na Europa. Láslo foi demitida, o que parece pouco diante das tentativa de assassinato que protagonizou pondo em risco a vida de uma criança. Em nota assinada pelo editor Szabolcs Kisber, a emissora comunica que a repórter racista não tem mais qualquer relação com a empresa. O que se aguarda agora é a abertura de um processo criminal por parte da justiça da Hungria. Usuários da Web em todo o mundo condenaram a atitude da jornalista. Em um sinal do atual onda fascista, coxinhas brasileiros, um deles dizendo-se descendente de húngaros, defenderam e justificaram na rede a agressão executada pela repórter.

ATUALIZAÇÃO EM 10/9/2015 - A repórter nazi-fascista que agrediu imigrantes e colocou em risco de morte uma criança de colo pode ser condenada a até sete anos de cadeia. Ela foi denunciada por dois partidos políticos da Hungria. Já perdeu o emprego mas falta perder a liberdade.




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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Praça Mauá retorna ao Rio... E o Centro da cidade reencontra o mar

A nova Praça Mauá vista do terraço do MAR (Museu de Arte do Rio). Foto de Jussara Razzé

A praça, o Museu do Amanhã, a ponte... A hastag  #cidadeolimpica, em primeiro plano, entrou nas selfies dos cariocas e turistas. 

Museu do Amanhã, concepção do arquiteto espanhol Santiago Calatrava

O edifício que abrigou o jornal "A Noite"e a Rádio Nacional passa por obras de recuperação. É um símbolo art déco da Mauá. Projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, que lhe dá o nome, e pelo brasileiro Elisário Bahiana, era, em 1929, o maior da América Latina. Gire também projetou o Copacabana Palace.



Portal e espelho d'água do Museu do Amanhã
MAR: a Escola  do Olhar integrada ao pavilhão de exposições no Palace d. João VI

Estação Marítima de Passageiros do Porto do Rio, antiga sede do Touring Clube. 

Trilhos do VLT na Praça Mauá
Instalação dos trilhos do VLT na Rio Branco. A avenida foi fechada ao tráfego, ontem. O prefeito Eduardo Paes vai avaliar se o fechamento será o fechamento será permanente aos domingos.
Escavações para a montagem dos trilhos na Rio Branco revelam vestígios coloniais que...

são monitorados e catalogados por arqueólogos. Fotos J.E.Gonçalves

O Rio recebeu de volta, ontem, um espaço que foi roubado à cidade há mais de 50 anos. Quando, em nome da preferência aos carros, foi construída a Avenida Perimetral, a Praça Mauá entrou em decadência e sumiu da vista e do uso dos cariocas. Com a derrubada do viaduto, e sua substituição por um túnel, a Praça restaurada reintegra-se à cidade e aos cariocas e turistas. A devolução da Mauá também representará o retorno, em 2016, de outro símbolo urbano: o bonde. Agora, chamado de VLT, o sistema que inicialmente ligará a Rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont tem seus trilhos aos pés da estátua do Barão de Mauá. Se, no culto ao automóvel, a Perimetral foi uma anomalia estética, acabar com os bonde foi uma atitude que ficou entre a burrice e a suspeita. Enquanto algumas capitais europeias modernizavam seus sistemas, o Rio, que tinha uma das maiores malhas ferroviárias urbanas do mundo, destruía seu principal transporte coletivo. Outras capitais brasileiras seguiram o mesmo caminho, que levou em seguida aos caríssimos e fracassados troleybus, desativados poucos anos depois na maioria das cidades. Entre o fim de um sistema e a implantação de outro, que não deu certo, milhões de dólares saíram dos trilhos. O dinheiro do contribuinte virou fumaça, assim como as ruas com a proliferação dos poluentes "lotações" e ônibus. Foi preciso mais de meio século para o Rio começar a resgatar a colossal estupidez dos políticos, administradores e parceiros privados da época. Se cabe a crítica ao passado, registre-se o presente mérito da Prefeitura do Rio. "Nem em meus sonhos mais atrevidos imaginei que poderíamos estar aqui, na Praça Mauá, abrindo este espaço para a população da nossa cidade. Sempre digo que uma cidade sem Centro é uma cidade sem alma", disse Eduardo Paes, durante ao entregar a praça ao povo.
Praça Mauá, 1930. Reprodução

sábado, 5 de setembro de 2015

Corveta brasileira resgata imigrantes no Mediterrâneo

(Da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa) 
A corveta Barroso (V-34), da Marinha do Brasil, resgatou, na tarde desta sexta-feira, 220 imigrantes que iam em direção à Europa. Enquanto navegava no Mar Mediterrâneo com destino a Beirute, no Líbano, a embarcação recebeu um comunicado do Centro de Busca e Salvamento Marítimo italiano (MRCC). O alerta foi dado a respeito da existência de um navio com risco de afundar com imigrantes em destino à Europa.
Foto: Marinha do Brasil
Corveta brasileira auxiliou o resgate de imigrantes no Mar Mediterrâneo na tarde desta sexta-feira
Corveta brasileira auxiliou o resgate de imigrantes no Mar Mediterrâneo na tarde desta sexta-feira
O pedido de auxílio aconteceu às 13h30 (horário de Brasília/18h30 hora da Itália). O ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi informado dos detalhes da operação, pelo comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e comentou a importância da participação da Força Naval nessa ação. 
"O navio estava indo para o Líbano e acabou cumprindo outra missão humanitária, que é o resgate de refugiados, hoje uma preocupação que aflige o mundo inteiro. Foram salvas 220 vidas e evitamos outras mortes como a daquela criança síria que chocou o mundo", disse o ministro Wagner. 
Neste momento, segundo comunicado da Marinha do Brasil, os refugiados já foram transferidos para a corveta Barroso. Ao todo são 220 pessoas, entre elas 94 mulheres, 37 crianças e quatro bebês de colo (muitos deles debilitados).
Operação de resgate
Ainda de acordo com a Força Naval, o MRCC solicitou ao navio brasileiro que se aproximasse da posição conhecida da embarcação, a cerca de 150 milhas da terra mais próxima, Peloponeso, Grécia, tendo o navio chegado ao local após uma hora de navegação.
Dois navios-patrulha italianos de pequeno porte se juntaram à cena e, tendo em vista a impossibilidade de receberem os imigrantes a bordo, a Guarda Costeira italiana solicitou o apoio dos brasileiros para efetuar o resgate e posterior transporte para o porto italiano de Catânia.
Toda a ação foi autorizada pelo comandante da Marinha do Brasil, com vistas à salvaguarda da vida humana no mar.
Sobre a embarcação
A Corveta “Barroso” saiu em 8 de agosto do Rio de Janeiro para substituir a Fragata “União” na Força-Tarefa Marítima da Nações Unidas (FTM-Unifil) no Líbano. Ela irá atuar, ainda este mês, como nau-capitânia da missão e vai realizar tarefas de interdição marítima e capacitação da Marinha libanesa. O Brasil comanda a FTM-Unifil desde 2011.
De projeto e fabricação nacionais, a corveta é um navio de 103,5 m de comprimento e 2,4 mil toneladas (a plena carga), com autonomia para permanecer por 30 dias em missão. Sua velocidade nominal máxima, com turbina a gás, é de 30 nós, e seu raio de ação, com velocidade de 12 nós, é de 4 mil milhas (ou 7,2 mil km).
Com uma tripulação de 191 militares a bordo, o navio permanecerá no Líbano até fevereiro de 2016. Assim que a Corveta “Barroso” assumir a missão, a Fragata “União” retornará ao Brasil.
O ministro Jaques Wagner tem viagem programada para o Líbano, neste mês de setembro, com o objetivo de acompanhar a atuação dos militares brasileiros, bem como a passagem de comando da missão.

Viu isso? Hotel construído pelos nazistas nunca recebeu hóspedes...

Foto Steffan Lowe. Wikimedia Commons

O complexo da ilha Rugüen. Mailonline (link)
The Presurfer mostra hoje um hotel construído pelos nazistas na ilha de Rügen, no Báltico. Segundo o site, o complexo jamais foi usado. Já o Mail revelou que o hotel, projetado em 1930, destinava-se a hospedar turistas do partido. As obras se arrastaram ao longo da década tocadas por jovens militantes nazistas chamados de 'stormtroopers'.  O gigantesco complexo poderia receber 20 mil hóspedes mas sua última ala só foi concluída às vésperas da Segunda Guerra e jamais recebeu um só filiado das organizações nazistas. Hitler e dirigentes teriam desfrutado de apenas um fim de semana em Rügen. Alguns prédios chegaram a ser usados como base militar da Alemanha Oriental. Após a reunificação da Alemanha, as autoridades decidiram levar a leilão pelo menos um dos prpedios, o que só recentemente foi realizado, alcançando uma cifra equivalente a 12 milhões de reais. Os demais edifícios deverão ser leiloados em breve. Conta-se que, pouco antes da invasão da Alemanha, um comandante soviético quis dinamitar o hotel mas não obteve dinamite suficiente.

25 anos depois de uma famosa capa da Vogue, o fotógrafo Peter Lindbegh reúne supermodelos da época...

As supermodelos reunidas por Peter Lindbergh. Reprodução

A capa dos anos 90

por Clara S. Britto
O fotógrafo Peter Lindbergh reuniu para a capa da Vogue as supermodelos que dominaram estúdios e passarelas há 25 anos. Cindy Crawford, Helena Christensen, Eva Herzigova, Nadja Auermann, Tatjana Patitz e Karen Alexander também participaram de um vídeo em preto e branco batizado de "The Reunion".  Em 1990, Lindbergh fotografou as modelos, incluindo Naomi Campbell, para uma famosa capa da Vogue britânica que inaugurou a era das "supermodels". O vídeo "The Reunion" faz parte da série "Director's Cut" ("Versão do diretor") em que Lindbergh mostra bastidores de sessões de fotos.
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Deu no Portal Imprensa: Sérgio Costa, ex-Manchete e EleEla, assume direção do jornal "Correio"

(do Portal Imprensa)
Após o processo de reposicionamento do jornal baiano Correio, o jornalista Sérgio Costa assumiu a direção do veículo. O profissional entra no lugar de Luiz Alberto Albuquerque, responsável pelo relançamento do jornal em 2008. O jornalista tem 34 anos de carreira, tem passagens por  veículos como Folha de S. Paulo (sucursal Rio), O Dia (RJ), as revistas Manchete e Ele e Ela, da Bloch Editores.  Está no Correio desde 2009. Em sua gestão, Sergio Costa tem planos de investir na integração de plataformas e ampliar a percepção da marca Correio.  “Antes de ser apenas um jornal, o Correio é uma marca baiana líder em qualquer canal: na circulação, faixas de público, audiência online e nas redes sociais. Essa presença forte precisa ser mais percebida pelo mercado”, frisa o diretor.
Sergio Costa é formado em Jornalismo pela UFRJ, com várias extensões tanto na área editorial como em gestão administrativa. Sua equipe no Correio já conquistou prêmios como Embratel, SND, INMA, Tim Lopes e esteve seis vezes como finalista do Prêmio Esso.

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Vai varrendo... Gari Gata é capa da Playboy


Foto de Fred Othero Divulgação/Playboy

por Omelete
Funcionária Comlurb, a companhia de limpeza urbana do Rio de Janeiro, Rita Mattos, 24, que ficou conhecida como Gari Gata, está na Playboy de setembro, com direito a duas versões de capa. Dizem que a edição brasileira da revista agoniza, está prestes a ser extinta, vive na UTI ,mas ainda suspira. Se não tem mais bala na agulha para contratar globais, investe nos fenômenos surgidos nas redes sociais, caso da Gari Gata. O ensaio é assinado pelo fotógrafo Fred Othero, que usou como cenário os bairros de Botafogo, Leme, Santa Teresa e a praia da Joatinga.

Rita Mattos - Reprodução Facebook

Rita Mattos- Reprodução Facebook

Patrulha religiosa condena bailarinas egípicias...

por Omelete
Foi bonita a festa, pá? Mas infelizmente a chama "Primavera Árabe" acabou servido de reforço aos radicais do islamismo. Países como Egito, que enfrentam internamente o fundamentalismo de facções como a Irmandade Muçulmana, também cedem gradativamente ao moralismo e à opressão. Na última ofensiva dos bolsões religiosos, bailarinas de dança do ventre receberam penas de seis meses de cadeia por causa das suas roupas e coreografias. Um tribunal do Cairo condenou duas delas devido às coreografias que fazem em vídeos divulgados na internet. Que, aliás, têm milhões de acessos no You Tube. A justiça do Egito considerou que os movimentos das bailarinas Bardis e Shakira "incitam a libertinagem, propagam o vício e atentam contra a moral pública".
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Imigrantes: uma tragédia em movimento...



por Flávio Sépia
A foto do menino sírio morto na praia em meio à leva de imigrantes desesperados que buscam nova vida na Europa tornou-se o símbolo da crise e provocou uma discussão sobre a mídia em geral. Muitos jornais foram acusados de pretender chocar mais do que informar. E leia-se 'chocar' como sinônimo de vender impressos e colecionar cliques nas páginas digitais. A foto viralizou nas redes sociais ao mesmo tempo em que o fotógrafo justificou a imagem como capaz de denunciar a tragédia e tirar a Europa da letargia. Alguns veículos certamente deixaram claro na composição das primeiras páginas o apelo sensacionalista. Outros foram mais comedidos. A questão tem sido debatida, há argumentos respeitáveis para cada ângulo da análise. No Brasil, o jornal Extra optou por não dar a foto da criança na capa, ilustrando-a apenas com o foto do resgate, com o policial de costas. Houve quem analisasse a exploração da imagem como uma sinal de uma escalada midiática que supostamente levará à publicação, a cada dia, de imagens ainda mais brutais. E, diante da ausência de atitude dos líderes europeus, o fato dramático certamente produzirá mais fotos idem.
É impressionante como os governantes da Europa se mobilizaram e viraram noites comendo sanduíches para encurralar a Grécia mas não perdem o mesmo tempo para cuidar da questão dos imigrantes. Ok, dá para entender: em um caso, a motivação é dinheiro, no outro o que está em jogo é uma mercadoria banal, meros direitos humanos.
Se o olhar for para a história, a Europa é responsável pelo que fez com a África e pela exploração predatória das colônias. Se o foco for no passado recente e no presente, tem digitais no Oriente Médio, seja na desorganização étnica e política de regiões inteiras após a primeira metade do século passado, com a criação de "monarquias" de laboratório, seja na maneira como agiu diante do fundamentalismo religioso, selecionando as ditaduras "amigas", às quais abraça por interesses econômicos, e combatendo os "inimigos" determinados pelos mesmos interesses. Uma política tão confusa que, não raro, as potências europeias, geralmente adotando relações externas rascunhadas em Washington, chegaram a apoiar grupos rebeldes que se revelaram, não muito tempo depois, organizações terroristas; e sustentaram regimes para depois derrubá-los sem nada para pôr no lugar. Para deter a onda de imigrantes seria necessária uma política de recuperação, uma espécie de Plano Marshall, para os países em crise. Mas, no caso, da Líbia estilhaçada, com que conversar? Quem, de fato, controla o país? E na Síria, cujo território está dividido entre forças do governo e dos rebeldes, quem seria o interlocutor?
Alguns analistas temem que já tenha passado a hora para uma iniciativa desse porte. E novas e incontroláveis forças, como o chamado Estado Islâmico, impossibilitariam uma cooperação com essas regiões críticas. Por isso, a Europa, um continente que já viveu terríveis dificuldades que geraram grandes fluxos emigratórios para os Estados Unidos, Brasil, Canadá, Austrália, Argentina, entre outros países, terá que conviver com seus novos habitantes. Fácil, não será. Racismo, preconceito e religião serão obstáculos manipulados por radicais, mas há organizações sociais que, antes dos governos, estão se mobilizando para a questão humanitária, providenciado abrigos, alimentação e aulas de idioma para os imigrantes. Bom lembrar que, entre os que fogem de guerras, há também professores, médicos, engenheiros e pesquisadores. Uma opinião corrente vê um ponto positivo: a Europa envelhece e os índices de natalidade são baixos, o que leva o continente a precisar de jovens que entrem no mercado de trabalho e criem renda para sustentar, por exemplo, os futuros e atuais aposentados. Melhor recebê-los e não deixá-los morrer na praia, como diz o Extra.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Museu da Imagem e do Som, 50 anos: em breve, a memória do Rio vai à praia...


Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2016, a nova sede do MIS ganha formas na Av. Atlântica, em Copacabana. Foto de André Gomes de Melo/GERJ
Nas linhas onduladas, a referência ao mar de Copacabana que a fachada do MIS espelhará. Foto de André Gomes de Melo/GERJ
por Clara S. Britto
Fundado em 1965, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro reúne 304.845 documentos, desde fotografias, discos, partituras, scripts de programas a documentos, acervos pessoais e depoimentos gravados de personalidades da Cultura carioca. Em 2016, o MIS ganhará nova sede em plena Avenida Atlântica, de cara para o mar que é, ele próprio, imagem e som desta Cidade Maravilhosa. A propósito, o MIS guarda o acervo do jornalista e escritor Salvyano Cavalcanti de Paiva, crítico de cinema que foi colunista da Manchete e da Fatos & Fotos. Lúcio Rangel, pesquisador musical que manteve uma seção especializada na Manchete, também doou seu acervo ao MIS.

Tragédia brasileira: a notícia que você não lê na mídia conservadora. Uma denúncia da ONU...


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"Globo Estagiário": chegou a hora do jornalismo trainee?


por Omelete
"A culpa foi do estagiário". Este é um conhecido bordão jornalístico. O jornal escreveu "fulana pousou com exclusividade"? O estagiário errou. O gerador de caracteres da TV diz que houve um naufrágio no "Retângulo das Bermudas"? Mancada do novato. O texto diz que "fulana contraiu a doença enquanto estava viva"? Pô, estagiário, manera. Pois a figura do estagiário deixa cada vez mais de ser folclore para se tornar peça fundamental da mídia impressa. Nos últimos três anos, cerca de três mil jornalistas foram demitidos por veículos da chamada grande mídia. E a degola não parece chegar ao fim. Nos últimos dias, o passaralho fez ninho fixo no telhado do Globo. Mas são recorrentes as ondas de demissões na Folha, Estadão, Abril, O Dia etc. Muitas dessas vagas estão sendo extintas, outras preenchidas por profissionais que passam a acumular funções.
No sempre difícil mercado de trabalho na comunicação, o estágio foi uma porta de entrada indispensável e, em muitos casos, mais justa em relação ao ainda predominante Q.I (quem indica). O que não impede que esteja sujeito a uso e abuso de mão-de-obra a custo módico. Vá lá, não deixa de ser um "escambo": em troca de ganhar experiência, o estudante topa as condições possíveis.
Por coincidência, o Estadão, outro viveiro de passaralho, destacou na semana passada que seu programa de admissão de estagiários está positivo e operante e apelou por inscritos; O Globo torna mais frequente, ao pé de várias matérias, um simbólico aviso sobre a autoria do texto: "estagiária (o) sob supervisão de..."
Isso me leva a uma sugestão para esses tempos de crise. Que tal institucionalizar a prática. Dilma precisa baixar custos. Beleza, tira o Levy, que deve estar ganhando os tubos, e bota um estagiário sob supervisão de um conselho de colunistas de economia; a novela das oito não dá audiência, claro, troca o autor de salário milionário por uma aluno do workshop de roteirista; Dunga está vacilando na seleção? Tem um aluno do curso de técnico da CBF que sabe mais do que o Mourinho; esse Beltrame, o secretário de Segurança, só reclama? Bota um cara que é fera e tirou o primeiro lugar no concurso da guarda municipal.
Se isso não der um jeito nos custos e só "descontinuar"os salários - como dizem as notas oficiais dos passaralhos - e pagar o pessoal "em dez vezes na  parcela".  

Do Tijolaço: "O Governo anuncia sua proposta orçamentária para 2016, prevendo um déficit de R$ 35 bilhões, ou 0,5% do PIB"

por Fernando Brito
Ruim, mas não mortal. A maioria dos países europeus, hoje – e já há tempos – têm déficits orçamentários imensamente maiores. Os EUA, nem se fala: estão comemorando a queda de seu déficit para “apenas” US$ 431 bilhões – R$ 1,55 trilhão, ou 2,4% do PIB americano.
Mas como fazer superávit – em tese para pagar encargos da dívida pública e reduzir seu montante – se o Banco Central, com apoio do Governo, eleva sistematicamente a taxa que incide sobre esta dívida e obriga o país a, hoje, despender com juros  R$ 452 bilhões, ou  7,92% do PIB?
Não é possível fazer superávit sem atividade econômica que gere arrecadação e é impossível sustentar a atividade econômica se, além da paralisia provocada pela Lava Jato (e que se estende muito além das obras com suspeitas) e da crise internacional, a própria área econômica do Governo diz  - por palavras e atos – que quer fazê-la cair em nome de um combate a inflação que, francamente, só um louco pode dizer que, no Brasil, tem na demanda um fator de elevação?
 É hora de o Governo brasileiro ver que, ao lado do arrocho necessário nos gastos públicos, é preciso que se restaure a confiança na economia, o que não se dá com uma simples conta de superávit ou déficit público, mas com a retomada de um mínimo de dinamismo nos investimentos e no consumo das famílias.
 Os comentaristas econômicos, que gostam tanto de comparar esta questão do superávit a “uma família que gasta mais do que ganha”, nunca dizem que, mesmo que a família gaste menos, jamais haverá equilíbrio se seus ganhos (neste caso, a arrecadação) minguarem à penúria.
 O Brasil não quer se negar aos capitais, nem pretende que eles invistam em títulos públicos e financiem o governo a juros irrisórios.
Mas tem de ter coragem de se negar a ser um playground do capital.
Que não vai fugir do Brasil, não aquele que mais importa, o que traz empresas, produção, emprego e desenvolvimento.
 O outro, corre para os bonds do Tesouro Americano por qualquer tremor na China ou 0,5% de juros do Federal Reserve.
 E olhe lá, porque o Brasil é bom negócio.
 Mas, para isso, o Governo deve abandonar a “síndrome do molambo”, esta sua compulsão irresistível de remendar situações e assumir claramente suas metas.
Assumir e fazê-las factíveis, porque prometer, como se fez, superávit de 1,2% do PIB e, ao mesmo tempo, eliminar qualquer possibilidade de obtê-lo por forçar durante seis meses uma “aceleração da recessão”, com sucessivos aumentos da taxa de juros,  é algo incompreensível.
 O Brasil vei se reequilibrar andando, e este deve ser o esforço. Não irá, porém, fazê-lo parando.
 LEIA NO "TIJOLAÇO", CLIQUE AQUI

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Donald Trump tem pesadelos com a China? Ele está doidão? Não, o pré-candidato sabe muito bem o que está falando... guerra é business...

A indústria bélica somada ao conservadorismo americano precisa de inimigos, ou de fantasmas de inimigos, para enganar a opinião pública. Cuba, Coréia do Norte, a Rússia, sempre, Venezuela, agora, Nicarágua, até a pequena Granada, sem falar no também pequeno Vietnã, que impôs um derrota humilhante à superpotência, passando pelas inexistentes armas de destruição de Saddam Hussein. Não é à toa que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos não passaram um dia sequer sem estarem envolvido conflitos militares, a maioria inglórios e destinados a beneficiar, à custa de vida de soldados, corporações do bilionário complexo industrial-militar. O pré-candidato à presidência Donald Trump, folclórico mas perigoso, assim como foi o ator Ronald Reagan, é tudo o que os "falcões" gostariam de ter na Casa Branca para tempos de guerras lucrativas. Um vídeo que circula na internet mostra que o empresário já aposta em um inimigo número um: a China. Para ele, fixação e paranoia. Veja o vídeo  da "nóía" impressionante, clique AQUI

Do site Conexão Jornalismo - "Credibilidade dos jornais no chão"


por Mario Marona
No dia em que o jornal O Globo protagonizou mais um profundo corte de pessoal na empresa, desempregando pelo menos duas centenas de pessoas entre jornalistas e área comercial e administrativa, o jornalista Mário Marona escreve contundente artigo em que aponta os verdadeiros responsáveis pela crise e perda de credibilidade dos jornalões: os empresários e seus estrategistas.
LEIA O ARTIGO COMPLETO NO SITE CONEXÃO JORNALISMO, CLIQUE AQUI

Do site Conexão Jornalismo - "A demissão de jornalistas e o choque de realidade"

por Marcelo Migliaccio
Um dia após o passaralho de dezenas (talvez centenas) de jornalistas na Redação do Grupo Globo, o tema ainda reverbera forte nas redes sociais e entre jornalistas. Repórter com larga experiência em vários jornais do país, Marcelo Migliaccio faz uma análise dura, porém realista, do quanto a perda do emprego provoca em significativa parcela do universo profissional que, não raro, confunde o cargo, o posto alcançado, a ascensão profissional, com a própria personalidade. O choque de realidade que espera alguns daqueles que perderam seus empregos, e ingenuamente se deixaram confundir, pode parecer duro, mas se transformará necessariamente em um grande aprendizado.
LEIA O ARTIGO COMPLETO NO CONEXÃO JORNALISMO, CLIQUE AQUI

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sob acusação de plágio, Tóquio cancela logotipo oficial da Olimpíada de 2020

A semelhança dos dois logos motiva questão judicial. Reprodução Internet. 

por Flávio Sépia
Desde que foi revelado, em fins de julho último, o logotipo para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, estava sob bombardeio de designers de vários países sob acusação de plágio. Hoje, sites do Japão anunciam que o logo suspeito foi cancelado. Desenhado por Kenjiro Sano, o símbolo oficial é similar ao logo do Teatro de Liége, criado pelo belga Olivier Debie, que há duas semanas denunciou o plágio à justiça. A Olimpíada do Japão também está sob crítica por causa do atraso no projeto do Estádio Olímpico. O comitê local rejeitou um projeto já finalizado e agora corre contra o tempo para concluir outro dentro do prazo estipulado pelo Comitê Olímpico Internacional.

Deu no site Conexão Jornalismo: Mais passaralho no Globo...

VEJA A MATÉRIA COMPLETA, CLIQUE AQUI

"Carta aberta: Xuxa, querida, que saudade..." - Nelio Horta, ex-diretor de Arte da revista Pais & Filhos, pai de uma das primeiras 'paquitas', relembra os tempos de Xuxa na Rede Manchete

Filha de Nelio Horta, Andréa Rosa (na foto, com os filhos João Gabriel, Rafael e Rafaela) foi a primeira "Chiquitita", ao lado da primeira  'Paquita", Andréia Veiga, do programa "Clube da Criança" apresentado por Xuxa na Rede Manchete. Foto; Arquivo Pessoal

A família reunida. Zilla, na foto, ao lado do marido, Nelio, era produtora da Pais&Filhos. Nessa função, dirigiu muitas sessões de fotos com Xuxa para capas de revistas da Bloch. Através do blog, eles recordam os tempos da Manchete e enviam votos de sucesso para a apresentadora no seu novo programa da Rede Record. Foto: Arquivo Pessoal
por Nelio Horta (de Saquarema)
Xuxa, foi com uma alegria muito grande que assisti seu novo programa pela TV Record. Aos poucos, lembrei de um passado, não muito distante, quando você ainda era da Manchete e a Zilla, minha esposa, produtora da revista Pais&Filhos. Éramos mais jovens, você nos seus 19 anos, iniciava uma carreira brilhante como modelo e apresentadora do programa "Clube da Criança", na TV Manchete.
Qualquer matéria da revista que precisasse de “modelo” para ilustrar, a Zilla chamava você, na certeza de que seria “xuxexxo” garantido, como dizia. Você era muito linda, atributo que mantém até hoje.
Minha filha, Andréa Rosa, tinha, na época, 13 anos, quando você a convidou para ser “Chiquita”, no seu programa, junto com a Andréia Veiga, a “Paquita” e a Heloísa. Eram as três “auxiliares” do seu programa. Tinha o “Praga”, o "ET", a Marlene Mattos, diretora “durona”, que vivia pegando no pé das meninas, mas numa convivência pacífica.
Meu filho, Bruno, desfilou para matéria de moda em um dos seus  programas, quando tinha 4 anos. Hoje, está com 34 e vai se casar no fim deste ano.
Xuxa, quanta saudade daquela correria desenfreada pelos corredores da Bloch, das maquiagens apressadas, das fotos nos estúdios com o Nilton Ricardo, o Indalécio Wanderley e o João Cordeiro Júnior, entre outros. Era uma “festa”, uma “loucura”, mas nós adorávamos!
Nós só ficamos tristes quando soubemos que você ia se transferir para a Globo, com malas e bagagens. Na Globo, foi um estrondoso sucesso, com “picos” de audiência. Nessa ocasião, você chamou, mais uma vez, minha filha, Andréa Rosa, para te acompanhar no novo programa. Ela não pode atender seu chamado e você falou por telefone, comigo, sobre o convite. Eu,  que era Diretor de Arte da Pais&Filhos, te expliquei que a Andréa, que estava noiva, declinou do seu chamado devido aos “apelos dramáticos” do futuro marido, Marcos.
Xuxa, querida, gostaria que, num de seus futuros programas da Record, mostrasse a “Chiquita”, hoje, com seus filhos, João Gabriel, 16 anos, Rafael 13 e Rafaela, 10 anos, e dizer que você  foi uma pessoa muito  especial para mim e para a minha família.
Quando nasceu sua filha Sasha, oramos  muito por vocês, lamentando não poder estar mais próximos para dar as “boas vindas”. Um grande abraço na sua mãe, a quem também conhecemos nos estúdios da Manchete.
Como dizia o compositor Luiz Reis, hoje é  “xó xaudade” daquela convivência que tínhamos.
Estou anexando foto da Andréa Rosa, hoje, com os filhos e eu, com a Zilla, vovó. Continuamos te amando e admirando muito, torcendo para que o novo programa na TV Record seja também vitorioso. Deus te abençoe, Xuxa, bjos. e abraços da amiga de sempre, Zilla. Att Nelio Horta.