quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diário visual do Nordeste 3: Metrô do Cariri

A antiga Praça da Estação, no Crato. O nome oficial é Praça Francisco Sá, mas o povo também a chama de Praça Cristo Rei em alusão ao monumento do Cristo Redentor. A propósito, a estátua foi inaugurado em 1938, apenas sete anos após a conclusão do Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro...

...hoje abriga o moderno terminal do Metrô do Cariri...


...do VLT que liga Crato a Juazeiro do Norte...

oferecendo bem cuidadas estações...


...ao longo do percurso.

Aqui, o terminal de cargas da antiga RVC (Rede Viação Cearense)...


...e o belo prédio, hoje restaurando, da antiga Estação Ferroviária do Crato, inaugurada em 1926.
por José Esmeraldo Gonçalves
O Rio parece ter abandonado o seu projeto de VLT. Já o Crato, no sul do Ceará, não tem Copa nem Olimpíada mas já está com o seu moderno trem urbano em funcionamento. Trata-se do Metrô do Cariri, um confortável VLT que liga a cidade à vizinha Juazeiro do Norte. O sistema dispõe de modernas estações e um eficiente ar condicionado. E há previsões de expansão rumo às cidades mais próximas.

Deu no IG: primeira pesquisa Vox Populi no segundo turno

Curso ensina mais sobre assessoria de imprensa de moda

por Eli Halfoun
São muitas as pessoas que se intitulam assessoras de imprensa só porque procuram os jornais para plantar notinhas. Não é de hoje que esse trabalho de assessoria é realizado por profissionais que não entendem do assunto, até porque nem jornalistas são. Agora vai mudar: para quem se dedica a prestar assessoria de imprensa de moda a relações públicas e produtora de moda Patrícia Villar dará um curso de assessoria de moda. O curso começa na próximo dia 27 (inscrições a partir do dia 20 pelos telefones 2274-9395, 3205-3743 e 7864-9948) e durante oito aulas terá temas como redação de realese, pesquisa e montagem de sugestões de pauta. As oito aulas, ao custo de R$ 450,00 em duas parcelas serão das 19 às 21h30m, às quartas-feiras, no Espaço Tudo é Moda, na Gávea, Rio. Além dos ensinamentos de Patrícia, haverá também dicas reunidas em palestra de Alice Autran, editora de moda da Revista O Globo. O aluno melhor classificado na prova final ganhará estágio de um mês na Press Rio Assessoria de Comunicação, que é dirigida por Patrícia Villar. Mais informações em www.pressrioassessoria.com

Abril reformula “Alfa” e “Lola” para tentar melhorar as vendas

por Eli Halfoun
Ao mesmo tempo em que a Editora Abril comemora a boa fase das revistas Playboy (a edição com Cleo Pires chegou fácil aos 700 mil exemplares) e a Veja aumentou bastante a venda em banca (seu forte são o quase um milhão de assinaturas) a Abril amarga duas frustrações com as recém-lançadas ”Alfa”e “Lola” que não estão indo tão bem (aliás, nada bem) como se esperava. Resultado: a cúpula da editora entrou no circuito para reformular o conteúdo das revistas, lançadas para concorrer com a “Vanity Fair” e a “GQ” que a Editora Globo lançará no ano que vem.

Livro é o novo e merecido aplauso para Lílian Lemmertz

por Eli Halfoun
Responsável pelas biografias dos grandes atores brasileiros, a coleção Aplauso, editada em São Paulo, finalmente prestará justa homenagem a uma atriz que deixou o talento como marca registrada de sua carreira. Lílian Lemmertz, que nos deixou em 1986, é a personagem de “Sem rede de proteção”. O livro é de Cleodon Coelho e relembra, entre muitas outras coisas, que a carreira de Lílian começou no ano de 1950 em Porto Alegre, onde foi convidada por Cacilda Becker e Walmor Chagas para integrar o elenco da montagem paulista de “Quem tem medo de Virgínia Wolf.” No espetáculo, Lílian interpretou a personagem que no cinema foi da atriz Sandy Dennis. O filme é estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton, vivendo os personagens que na montagem teatral brasileira foram interpretados por Cacilda e Walmor.

Silvio de Abreu: uma inteligente parceria com a mídia

por Eli Halfoun
O mistério criado na imprensa e alimentado pelo próprio autor em torno da morte de um dos personagens da novela “Passione” ficou tão grande quanto aquele que Silvio de Abreu deixa rolar na trama da novela. Autor experiente, Silvio de Abreu dever ter buscado em muitos filmes (é apaixonado por cinema) não exatamente como, digamos, inspiração para o assassinato envolver uma dezena de personagens na teia que tirará um de cena. O autor não adianta nada, o que aumenta as especulações e alimenta o mistério na mídia atraindo mais interesse e curiosidade do público. O telespectador está motivado e envolvido por um jogo de adivinhação para saber quem será o morto e quem será o assassino, mistério que ao que tudo indica se estenderá até o final da novela. A trama, especialmente na mídia, não poderia ter sido mais bem construída: hoje ninguém aposta todas as fichas em um único assassinado que pode ser Saulo, Fred, Clara, Diana, Mauro, Stela, Antero e Bete. Tiro duplo e certeiro: quem não morrer certamente será suspeito. Em vez de brigar com a imprensa como costumam fazer os autores, Silvio de Abreu teve a inteligência de buscar a mídia para uma parceria que tem dado o melhor dos resultados: a imprensa alimenta o mistério, mas não pode resolvê-lo. O autor abastece a imprensa como farta munição de hipóteses e só ele pode acabar com a duvida de “quem morrerá?”. Um quebra cabeça bem montado a mostrar que o autor que tiver inteligência suficiente para unir-se com a mídia só sairá ganhando, assim como a novela e o público que,convenhamos, adora esse joguinho de adivinhação que o transforma também em “autor” e é assunto para muito papo. Portanto, quanto mais confusão, melhor.

Diário visual do Nordeste 2: Euroville do sertão

















por José Esmeraldo Gonçalves
A Europa no sertão. Casas de arquiteturas típicas da Itália, Marrocos, Alemanha, chalés alpinos, um anfiteatro de inspiração grega, um castelo português, jardins floridos mantidos á base de irrigação, um lago artificial, uma réplica da Torre Eiffel, antenas parabólicas em meio a cactus e até uma cabine telefônica de Londres compõem um condomínio familiar em plena caatiga de Santana do Cariri, a cerca de 50km do Crato, no sul do Ceará. A construção da Euroville, este é o nome do lugar, foi uma iniciativa do urbanista Françuar Oliveira, já falecido, que morou na França e, ao voltar para o Brasil, incentivou os irmão a construirem as réplicas na fazenda da família. Pelo inusitado e pela perfeição das construções, a Euroville do Cariri atrai visitantes. Moradores locais especulam que o local poderá se transformar em um museu ou pousada, mas a família Pereira, proprietária do condomínio, não confirma.

Diário visual do Nordeste 1: Náufragos em Natal




por José Esmeraldo Gonçalves
Depois de 35 dias à deriva no Atlântico, este navio pesqueiro nigeriano encalhou na Praia de Búzios em Natal. Após uma pane no motor, o barco ficou à deriva. Os seis tripulantes foram recolhidos, alguns já delirando. Há mais de seis meses na areia, o barco virou "atração turística".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Renato Aragão, um menino que faz todo mundo ser criança no picadeiro da televisão

por Eli Halfoun
Palmas para ele que ele merece. Aos 75 anos de idade, Renato Aragão está comemorando 50 anos do personagem Didi Mocó. Ninguém permanece atuando tanto tempo com o mesmo personagem se não tiver talento para renová-lo e fazê-lo chegar sempre inteiro ao público. Charles Chaplin foi assim com Carlitos e Mario Moreno com Cantinflas. Renato Aragão é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira e mundial porque soube construir um personagem ingênuo e de um humor puro que arrancou pelo menos um sorriso, mesmo que disfarçado, do mais carrancudo e exigente dos telespectadores. Quando ele estreou na velha TV Tupi com “Os Trapalhões”, muita gente torcia o nariz para o cearense cabeça-chata que pretendia fazer rir com uma presença que inicialmente pouco ou quase nada era notada. O sucesso de Renato só ficou sólido quando ele foi convidado para levar seu grupo de trapalhões para a exigente Rede Globo. Parecia loucura da Globo ao fazer o convite e loucura maior de Aragão ao aceitar o desafio de arriscar carreira e personagem em uma emissora que poderia “queimá-lo”. A Globo apostou e Aragão foi e venceu. E venceu porque sempre se manteve fiel à proposta de fazer do palco da televisão o picadeiro central do palhaço que sempre quis ser. O segredo do sucesso de Renato Aragão é justamente esse: ele dá para o público da televisão e do cinema o humor puro e ingênuo que nos acostumamos a ver nos circos de nossa infância. Resultado: Aragão conquistou a platéia infantil que adora circo e fez com que o público adulto, que torcia o nariz para “aquelas besteiras”, percebesse que ainda existe algo de infantil no adulto que sabe deliciar-se com a ingenuidade do humor do palhaço Aragão. Mesmo criticado pelos mais exigentes Aragão foi, com uma cambalhota aqui, outra cambalhota ali, brincando ingênua e infantilmente no palco de nossas vidas e fez com que o personagem Didi Mocó passasse a fazer parte da vida de nossos filhos e das nossas. Renato Aragão nunca deixou de ser criança na hora de brincar com piadas que não teriam o menor efeito se fossem contadas ou interpretadas por qualquer outro comediante. Nenhum comediante seria tão ingenuamente palhaço quanto Renato Aragão. É por isso que aos 75 anos Aragão continua sendo uma criança que diverte e se diverte no picadeiro que aprendeu a usar e comandar com mestria. Renato Aragão é o eterno menino que todos nós somos ou gostaríamos de ser. Palmas que ele realmente merece.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Uma lição eleitoral na disputa que ainda não acabou

por Eli Halfoun
1- Mesmo tendo uma política e vários políticos nos quais a população não acredita (aliás, não acredita em nenhum) não se pode deixar de reconhecer que o Brasil tem um processo eleitoral de fazer (e faz) inveja ao mundo. Quando é que se poderia imaginar que pouco mais de três horas depois do encerramento da votação os brasileiros ficassem sabendo do resultado em todos os estados, inclusive em locais nos quais essa cada vez mais perfeita urna eletrônica teve que ser substituída pelas velhas cédulas de papel - aquelas que permitiam falcatruas, geravam dúvidas e atrasavam todo um processo eleitoral. Agora o Brasil pode se orgulhar de ser um campeão de apuração e de estar dando ao mundo um exemplo de agilidade, maturidade e democracia eleitoral.
2- É claro que houve alguns resultados surpreendentes, mas nenhum deles pode ser contestado. Nenhum analista político esperava, por exemplo, que haveria um segundo turno na corrida presidencial. As pesquisas davam como certa a vitória de Dilma Roussef no primeiro tempo da partida. A realização de um segundo turno surpreendeu, mas não é decepcionante. Pelo contrário: faz o jogo democrático ficar muito mais saudável. Agora a decisão não está nas mãos de Dilma ou de Serra: será a mão forte de Marina Silva que indicará o novo presidente do país. Aliás, não se pode desprezar a participação de Marina Silva no próximo governo, assim como não se pode desprezar a nova força do PV, que a cada eleição deixa de ser um partido nanico para agigantar-se na preferência do eleitor. O PT começou assim e hoje, mesmo que não concorde com suas decisões, é sem dúvida um dos partidos mais fortes e decisivos do país. O PV chega lá.
3 – O Globo noticia que o presidente Lula não mais concorrerá em uma eleição. Acho difícil: a corrida eleitoral faz parte da vida de Lula e não acredito que ele se acostume a viver sem ela. A declaração de Lula deixa uma dúvida: não é ele que está concorrendo agora à Presidência da República?
4 - A votação de Wagner Montes para a Assembléia Legislativa do Rio deixa evidente uma vez mais a importância da televisão na vida de um candidato. É verdade que não basta estar com a cara na televisão paras ser eleito e evidentemente não foi apenas a presença como apresentador que fez de Wagner Montes o campeão de votos para deputado estadual no Rio. Foi sem dúvida sua luta, via televisão, contra a violência que o fez um candidato forte e agora credenciado para na próxima eleição pleitear um novo cargo. Não será surpresa se Wagner aparecer como candidato do PDT na próxima eleição de prefeito.
5 - Não foi surpresa o quase um milhão e meio de votos dados em São Paulo para o palhaço Tiririca, agora deputado Everardo Oliveira da Silva. Não se sabe como Tiririca se comportará como deputado estadual em São Paulo, mas é certo que o recorde de votos que obteve não é conseqüência de suas propostas. É o voto de protesto, que com a cédula de papel era feito com o eleitor escrevendo o seu recado. O recado agora, com a grande votação de Tiririca é um só: o eleitor está querendo dizer que todos os políticos são palhaços.
6 - As muitas denúncias que protagonizou não diminuíram a popularidade e as força política de Anthony Garotinho que acabou eleito deputado federal pelo Rio (será que o deixarão tomar posse?) Os Garotinho também marcaram presença no Raio com a eleição de Clarisse Garotinho para a Assembléia do Rio. Enquanto vereadora ela não comprometeu e realizou um bom trabalho já de olho na candidatura deputado e como a ambição política está na família tudo leva a crer que Clarisse será uma boa deputada. De olho em seu inegável futuro político.
7 - Os bons de bola também chegaram lá: Romário é deputado federal pelo Rio e Bebeto é estadual também no Rio. A vida de Romário foi marcada por muita luta e não será agora que ele fugirá da grande área, onde sempre foi um craque. Bebeto marcou sua carreira no futebol como um jogador que sempre soube distribuir o jogo e fazer gols inesquecíveis, o que faz acreditar que continuará distribuindo o jogo agora com, espera-se, sabedoria política.
8 - O 2º turno vem aí. Nesse momento é impossível fazer uma previsão de vitória: ganhará aquele que conseguir atrair o eleitorado que apostou em Marina Silva. Ela foi sem dúvida a grande e vitoriosa dessa eleição. Mesmo perdendo.

"Torres Gêmeas" à margem do rio

Recife, ao entardecer, vista do rio

No rio...

Capibaribe

Recife antigo 2

Recife antigo

Boa Viagem 2

Em Boa Viagem, Recife

A luz que salva.

deBarros
Um pontinho de luz brilhou no fim do túnel. Esse pontinho de luz pode se tornar um clarão que illuminará esse País tirando-o das trevas em que estava mergulhado. Um pontinho de luz que abrirá os céus à luz do sol e todo o País se aquecerá com o calor dos seus raios. Um pontinho de luz, que abrirá o seu horizonte, antes enegrecido e sem perpectivas futuras, para a nova geração, que nascerá triunfante nos seus ideais de dignidade, honestidade, carácter e vontade de servir ao País. Os deuses deram ao País, com esse pontinho de luz, a sua última oportunidade de se salvar da imoralidade, perversidade, da desosnestidade enfim da corrupção em que estava submerso, com a promessa de nunca mais esbarrar com "mensalões", "aloprados", "dólares nas cuecas", discursos irados e odientos, de homens jogando brasileiros contra brasileiros, de corridas de gananciosos enlouquecidos pelo fácil poder, que ao mesmo tempo que constrói também destrói.
E assim, mais uma vez, na história do homem: "Fiat Lux".

sábado, 2 de outubro de 2010

Cruzando o rio...

balsa no RN

Voltando do passeio no final da tarde

5X Favela briga por mais prêmios internacionais. É o cinema brasileiro no mundo

por Eli Halfoun
Enquanto, apesar de muitos protestos, o filme “Lula, o filho do Brasil” poderá representar o Brasil no Oscar, outro longa-metragem brasileiro corre o mundo e conquista prêmios. Depois de participar dos festivais de Cannes e de Gramado, nos quais ganhou sete troféus, “5x Favela”, de Cacá Diegues pode trazer para o Brasil prêmios das mostras de Chicago e de Biarritz, onde será exibido ainda esse mês. Por aqui o filme também vai bem: em apenas um fim de semana foi visto por 140 mil espectadores no Sudeste onde só foram distribuídas 40 cópias. Agora “5 X Favela”5 tenta ganhar o público nordestino com estréias em Salvador, Fortaleza, São Luiz e João Pessoa. É, enfim, o cinema nacional tendo sua qualidade reconhecida por seu próprio povo.

Debate: nem sempre o último é o melhor

por Eli Halfoun
Parece que na próxima eleição presidencial a Globo terá de mudar a estratégia de deixar o debate na emissora para o último inútil bate-boca de candidatos, no caso os presidenciáveis. O recente e frio encontro deixou claro que nem sempre os últimos serão os primeiros: depois de terem discutido, se agredido e prometido de tudo nos debates realizados em todas as outras emissoras os candidatos chegam ao picadeiro da Globo cansados, desgastados, sem nada a dizer e adotando cuidados que não lhes tirem a última esperança de conseguir mais alguns votinhos. Agora então foi pior: como a eleição estaria, segundo as pesquisas, praticamente decidida e os eleitores perderam a paciência de ouvir nada, ou seja, sempre as mesmas coisas que não significam absolutamente nada, o debate perde totalmente o interesse e o sentido. Mostra que a Globo comete um erro estratégico ao deixar seu palco-estúdio como picadeiro. Como se assim a Globo quisesse ter (e quer) ser a dona da verdade e da última palavra. Dessa vez essa antiga estratégia não funcionou: o eleitor já estava em contagem regressiva e contando os segundos para livrar-se enfim da desgastante campanha eleitoral e também da eleição. Das duas uma: ou a Globo desiste de ser a dona da palavra final e realiza o debate na emissora logo no início da campanha ou simplesmente desiste de promover debates. Até porque esses debates políticos não levam a nada. Ainda mais quando desde o início da campanha o resultado está praticamente definido pelas pesquisas.

Saara, uma lição de paz e democracia no comércio popular

por Eli Halfoun
O poder a quisitivo melhorou pouca coisa, mas melhorou. Isso não fez com que boa parte dos cariocas trocasse o comércio popular do centro da cidade, mais especificamente as ruas que formam o Saara, por sofisticados shoppings ou os muitos camelôs que vendem de tudo e se espalham por toda a cidade, mesmo com a cruel perseguição da Guarda Municipal. É impressionante o movimento de populares em todas as ruas do Saara todos os dias e especialmente aos sábados. Ainda há quem defenda a tese de que “no Saara só se compram coisas baratinhas e vagabundas”. Não é bem assim: tem produtos de todos os tipos para todos os gostos e todos os bolsos: quem quiser, por exemplo, uma roupa sofisticada e de excelente qualidade encontrará, claro que mais cara do que uma camiseta popular, mas mesmo assim mais em conta (e bota mais nisso) do que nas em lojas supostamente sofisticadas. O Saara é mais do que apenas um grande shopping a céu aberto: é o retrato de uma cidade que reúne cidadãos de todas as classes sociais e de todos os cantos do Brasil. É também uma lição de democracia onde todos circulam livremente e sem medo porque a própria multidão se encarrega de botar a marginalidade para fora. O comércio popular do Saara, que ganhou fama em muitos países já mereceu reportagens e estudos. Merece mais porque nada lhe tira o público e a sabedoria de juntar em paz todos os povos e todas as raças.

Quem muito..., bem deixa pra lá.

deBarros
Dirigentes de paises deveriam receber aulas de como se comportar em solenidades efetuadas em nações estrangeiras, principalmente quando essas solenidades ocorrem no Oriente e no Oriente Médio, quando as posturas protocolares são muito rígidas. Com essas aulas protocolares se evitaria posturas ridiculas, mal executadas, bisonhas até.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Fim de tarde em Ponta Negra,Natal...

Eleíção: o circo está armado. E como está

por Eli Halfoun
1-A proibição de vender bebidas no dia da eleição sempre foi só para constar. Nunca houve nenhum restaurante, bar sofisticado ou boteco pé sujo que não servisse cerveja ou uma cachacinha, o que sempre foi feito disfarçadamente. Além do mais ninguém podia nos impedir de beber em casa e depois sair para votar. Portanto a proibição da venda de bebidas sempre foi uma hipocrisia. Agora a mentirinha acabou: pelo menos no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia a venda de bebidas não será proibida, o que significa dizer que ninguém precisará mais esconder a cerveja em uma garrafa de guaraná e a cachaça em uma de água mineral. Duvido que no domingo, dia da eleição, as pessoas saiam pelas ruas bêbadas e fazendo baderna. Brigas em dia de eleição geralmente acontecem por conta de militantes mais entusiasmados e conscientes de que o candidato para o qual trabalham (muitas vezes nem acreditam nele ou em suas propostas) está previamente derrotado.
2 - Nessa eleição, praticamente definida nas pesquisas com ou sem bebida não será diferente: se houver confusão (estou certo de que não haverá) será por causa da revolta dos derrotados. Tucanos e verdes bem que tentam deixar no eleitorado a dúvida sobre a realização de segundo turno. Talvez até aconteça, mas é difícil, muito difícil. Todas as pesquisas mostram claramente que a corrida presidencial está definida. Não se pode dizer que a virtualmente eleita Dilma Roussef fará um bom governo. É hora de torcer (até quem não votar nela precisa entrar nessa torcida) para que isso aconteça. Pelo menos até Lula voltar dentro de quatro anos.
3- Vale tudo nesse finalzinho de campanha: na Praça Saens Pena, Tijuca, que é (foi) uma espécie de concentração para farta e inútil distribuição de propaganda, todos os cartazes foram colocados agora lado a lado nas esquinas da Rua Conde de Bonfim com Rua General Roca. Estão lá posicionados formando um verdadeiro picadeiro. Será que isso quer dizer que o circo está armado?

À espera da eleição. Eleição?

Depois de 13 horas de escalas e voos

Agora sim, vão começar os trabalhos na belíssima Natal...