domingo, 17 de maio de 2026

Lá vem a Globo News descendo a ladeira da credibilidade de braços dados com Juliano Cazarré

Julia Dualibi monta cenário para Cazarré mentir sem contestação dos jornalistas. Reprodução YouTube.


por José Esmeraldo Gonçalves 
 
A Globo News não para de surfar na queda da credibilidade. Depois do show de amadorismo e desinformação do powerpoint da vergonha, a GN ataca novamente. Para lembrar a trapalhada anterior e já histórica dê um replay na memória. O programa Estúdio I comandado pela apresentadora Andréia Sadi organizou mentiras em um tosco gráfico e passou 12 minutos comentando distorções impulsionadas para colocar o presidente Lula e o PT no centro do escândalo do Banco Master. O grosseiro e suspeito recurso do pior jornalismo do canal pretendeu aliviar a barra dos verdadeiros envolvidos na roubalheira da gangue política de Daniel Vorcaro e omitiu que foram o governo federal e o Banco Central precisamente quem implodiu a enorme estrutura criminosa do grupo financeiro. 

Dessa vez, como em uma nova temporada de uma série de mau gosto, Julia Dualibi ofereceu espaço ao militante da fake news, o ex-ator em atividade Juliano Cazarré, para difundir uma série de mentiras comprovadamente desclassificadas por sites de checagem de informações. Cazarré desfilou números falsos - um deles "demonstrando" que mulheres matam mais homens do que o inverso. O tipo de argumento que faz parte do seu repertório em campanha de negação do feminicídio e de afirmação do machismo de fé. O ator e virtual "apresentador" recorreu a lendas do Tiktok como se fossem conceitos científicos. É uma espécie de "Antonio Conselheiro" do século 21. Faz pregações por aí, chamando-as de "cursos". 

O entrevistado disparou lixo no Debate Globo,  comandado por Júlia Dualibi, sem que os telespectadores fossem alertados de que aquelas informações já haviam sido analisadas e desmoralizadas pela própria Globo e por outros veículos que checaram conteúdos. Mesmo assim, a Globo News deu um púlpito para Cazarré e chamou a atenção pela passividade no "debate".

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